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sexta-feira, 18 de agosto de 2017
terça-feira, 26 de julho de 2016
sábado, 14 de maio de 2016
Como identificar o transtorno do pânico - Dra. Emily Munhoz
O transtorno do pânico é um transtorno de ansiedade caracterizado pela presença de três síndromes clínicas: o ataque de pânico, a ansiedade antecipatória e a esquiva fóbica.
O ataque de pânico seria a característica mais importante deste transtorno, caracterizado por uma ansiedade repentina, surgimento de sintomas físicos de forma crescente e uma sensação de terror, com duração de 10 a 30 minutos. A segunda característica seria a ansiedade antecipatória, onde o paciente desenvolve uma preocupação de que um ataque de pânico ocorra novamente. Nesta fase surge um estado constante de ansiedade, ocorrendo no intervalo entre os ataques de pânico, com aumento da atenção sobre as sensações físicas, apreensão e agitação. A ansiedade antecipatória frequentemente leva a um comportamento de esquiva fóbica, ou seja, os pacientes ficam tão amedrontados de sofrerem novo ataque de pânico que evitam estar em locais ou situações de onde seja difícil ou vergonhoso escapar ou obter ajuda, caso sofram outro ataque de pânico.
Uma das mais importantes características de um paciente com Transtorno do Pânico é a característica física dos sintomas. As apresentações clínicas mais comuns são sintomas cardíacos (dor no peito, taquicardia), sintomas gastrointestinais (queimação, dor abdominal, diarreia) e sintomas neurológicos (dor de cabeça, tontura, vertigem, formigamentos). Os pacientes acreditam que têm um problema físico e não um problema psiquiátrico, sendo muito comum fazerem uma verdadeira "peregrinação", consultando-se com diversos especialistas e fazendo diversos exames, muitas vezes desnecessários. Soma-se à isso, a resistências que as pessoas têm em procurar um psiquiatra, por pensar que este trata apenas "os loucos".
Portanto, fica a dica: Os psiquiatras cuidam de todos os tipos de pessoas, e se você está com esse tipo de sintomas, é ele quem você deve procurar!
(texto publicado na revista Tem Dicas 11ª edição - 2º ano - agosto de 2014)
quinta-feira, 26 de março de 2015
Síndrome do pensamento acelerado: conheça o problema e saiba como contorná-lo (Conti Outra)
Uma das principais causas desse distúrbio é o excesso de informação a que somos expostos hoje em dia
Tem dificuldade em relaxar a mente e acalmar os pensamentos? Está sempre em busca de estímulos, precisando de cada vez mais informações para satisfazer essa vontade? Esse pode ser não apenas um caso de uma pessoa agitada, mas a representação de sintomas da síndrome do pensamento acelerado.
"O excesso de informações satura o córtex cerebral, produzindo uma mente hiper pensante, agitada, com baixo nível de tolerância, impaciente e sem criatividade".
Essa é uma condição moderna que tem origem com o ritmo alucinante das grandes cidades, com overdoses diárias de informações e obrigações que afetam a saúde emocional de uma boa quantidade de gente. Depressão, estresse, síndrome do pânico e nomofobia (medo de ficar sem celular) são outros exemplos de situações que ocorrem com muito mais frequência nas últimas décadas.
Especialistas dizem que a síndrome do pensamento acelerado não é uma doença, mas sim um sintoma vinculado a um quadro de transtorno de ansiedade. As pessoas mais vulneráveis geralmente são aquelas que são avaliadas constantemente por conta das suas obrigações profissionais, não podendo desligar um minuto sequer, caso contrário o trabalho é comprometido. Bons exemplos são executivos, jornalistas, escritores, publicitários, professores e profissionais da saúde.
As possíveis causas são, além dessa ansiedade devido à pressão profissional, o excesso de informações às quais somos submetidos durante o dia, condição considerada normal nos dias de hoje.
Sintomas da síndrome do pensamento acelerado
É comum entre quem tem a síndrome do pensamento acelerado ter a sensação de estar sendo esmagado pela rotina, com aquela impressão de que 24 hora são insuficientes para cumprir tudo o que você tem planejado para o dia. Há o sentimento persistente de apreensão, falta de memória, déficit de atenção, irritabilidade e sono alterado. O humor flutuante é outra característica bem comum.
O esgotamento mental da pessoa que não consegue desacelerar o seu pensamento normalmente se converte em cansaço físico também. Isso porque o córtex cerebral, a camada mais evoluída do cérebro, "rouba" energia que deveria ser utilizada em músculos e outros órgãos.
Tecnologia
Um componente que colabora muito para o aumento nos casos de síndrome do pensamento acelerado e para a piora no quadro é a tecnologia. Primeiro, com a popularização da televisão, há décadas, as crianças começaram a ter menos atenção na escola e os educadores mais dificuldade para influenciar o universo psíquico dos jovens.
Depois, vieram os computadores e videogames. Hoje, as redes sociais são um mundo que oferece um excesso de estímulos e informações. Passar uma noite inteira no Facebook significa uma quantidade absurda de textos (lidos e escritos) e imagens passando pelo nosso cérebro em um tempo curto. Além disso, ser usuário de uma rede social colabora para a ansiedade - cria-se o costume de consultá-las o tempo todo para checar se há novas mensagens.
Tratamento
Se você fecha com tudo o que foi dito acima é provável que tenha a síndrome do pensamento acelerado. Nesse caso, é recomendável buscar a ajuda profissional de um especialista.
7 dicas para viver melhor
1. Treine sua mente para admirar algo que o dinheiro não compra, como observar seu filho a desenhar ou pintar, abraçar mais, beijar mais, trocar experiências com os filhos, dar carinho a quem se ama.
2. Tenha mais contato com a natureza. Caminhe ao ar livre, admire as árvores e os animais, aprecie o silêncio e o vento no rosto.
3. Faça alguma atividade lúdica. Vale praticar um esporte, ler um livro e contar histórias.
4. Proteja a sua emoção. Não cobre demais os outros (seja marido, sejam filhos ou amigos), nem a si mesma, isso torna a vida angustiante. Não exija demais das pessoas. Ao contrário, elogie mais, aponte as características boas, os pontos fortes de quem está ao seu lado.
5. Aprenda a relaxar. Pare um momento do dia, esqueça tudo ao redor, respire fundo, solte o corpo e esvazie a mente.
6. Perdoe o outro e se auto perdoe.
7. Dê mais risada, não leve a vida tão a ferro e fogo. Sorria!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Como tratar a síndrome do pânico - Dr. Leonard F. Verea
Depressão, ansiedade e ataques de pânico são mais comuns do que se imagina. Muitas pessoas passam por isso em algum momento da vida quando se sentem no limite, porque o organismo perde a a capacidade de analisar o perigo real e responde como se a ameaça fosse total. De acordo com estatísticas recentes, a síndrome do pânico vem acometendo de 2% a 2,5% da população mundial, ou seja, cerca de 170 milhões de pessoas em todo o mundo. E o número das que têm sintomas de ansiedade - que é o primeiro passo para se chegar à síndrome do pânico - é ainda maior, atinge cerca de 280 milhões, especialmente jovens de 15 a adultos de 45 anos.
Caracterizada por crises súbitas de depressão e ansiedade, que duram entre dez e 20 minutos e geram sensações de desmaio, vertigem, taquicardia, suor, enjoo, entre outras, a síndrome do pânico é considerada como uma doença da vida moderna, fruto da vida sob pressão. É consequência de um estado evolutivo de ansiedade e depressão, resultando em um processo de isolamento do convívio social.
Pessoas que sofrem traumas e apresentam quadros pós-traumáticos como consequência direta de assaltos, roubos, sequestros, entre outros, têm maiores chances de adquirir esse mal. Elas podem apresentar sintomas como: não conseguir fazer nada sozinho, ficar apavorada com a falta de luz ou em lugares escuros, não conseguir andar sozinha nas ruas, precisar de ajuda até para tomar banho. Para tratar o problema é necessária a criação de uma outra "ponte", ou conexão, para substituir a que foi perdida e restabelecer a segurança do paciente.
Além disso, a pessoa com pânico sente, normalmente, rapidez dos batimentos cardíacos, sudorese, angústia, medos incontroláveis, como o de morrer, de sair de casa, de perder os entes queridos, de sair para trabalhar, entre outros. Os sintomas externos de um ataque de pânico geralmente produzem, como efeito colateral, experiências sociais negativas como vergonha e estigma social. O momento em que ocorre a crise é uma das situações mais angustiantes que podem ocorrer a alguém.
Quem sofre desse mal, muitas vezes, tem de fazer uma verdadeira maratona a diversos especialistas e, após uma grande quantidade de exames complementares, recebem, muitas vezes, um diagnóstico falho ou escutam do médico: "você não tem nada", o que aumenta sua insegurança e desespero. Por vezes, a situação dramática do pânico é reduzida a termos evasivos como: estafa, nervosismo, estresse, fraqueza emocional ou problema de cabeça. Isso pode criar uma incorreta impressão de que não há um problema de fato e, portanto, não existe tratamento para tal, piorando ainda mais a situação.
É comum que as pessoas que sofram desse problema sejam extremamente exigentes consigo mesmas e não aceitem bem os erros ou imprevistos. Uma das abordagens mais atuais na cura das fobias é o tratamento com hipnose dinâmica, que se propõe a buscar no inconsciente as "causas" do problema. Medicações também podem ser indicadas, assim como a terapia.
(texto publicado na revista Contigo!)
domingo, 7 de dezembro de 2014
Chega de medo
A síndrome do pânico vem de mansinho e, de uma hora para outra, pode transformar a sua vida num inferno. No entanto, existem precauções e tratamentos efetivos para casos dessa doença
Quem nunca passou por um momento de pressão, que atire a primeira pedra. A verdade é que vivemos em um mundo em que o imediatismo é muito valorizado - e onde tempo é dinheiro. Sendo assim, a sociedade passa, cada vez mais, por crises de ansiedade, seja momentos antes da realização de uma prova, entrevista de emprego ou à espera de respostas, por exemplo. Porém, em excesso, esse sentimento afeta negativamente a vida de quem o sente, tanto mental como fisicamente, podendo acarretar a um mal ainda mais temido: a síndrome do pânico. Essa doença é provocada quando a pessoa não consegue dominar um problema do ambiente em que vive. "Esse distúrbio é uma ansiedade aguda e intensa, que desencadeia crises que podem durar entre 15 a 30 minutos. Situações de desafio que o indivíduo não sabe como lidar podem ser uma das principais causas", afirma a psicóloga Marcella Almeida, da Clínica de Especialidades Integrada (SP). A enfermidade é designada pelos ataques inesperados de medo e é chamada, pelos médicos, de ansiedade patológica. Quem a possui sofre durante as crises e nos intervalos delas, já que não sabe quando ocorrerão novamente.
Sinais de ansiedade
Se você já sofreu ou presenciou alguém em uma crise, provavelmente sabe como é difícil passar por esse período. E é muito fácil identificar, pois os acessos são caracterizados por tremores, impressão de falta de ar intensa ou sufocação, palpitações, sensação de morte iminente ou de desmaio, perda do controle mental e sudorese, ou seja, uma transpiração excessiva. Tudo isso se assinala como ataque de pânico quando dura entre 15 minutos e meia hora e ocorre uma única vez. Quando esses acometimentos se repetem e a pessoa começa a não sair de casa, ou mudar seus hábitos, o quadro passa a ser chamado de transtorno de pânico. Lembre-se: pessoas que levam uma vida desregrada, com uso abusivo de bebidas alcoólicas, drogas e até mesmo o consumo de remédios para emagrecer, têm mais tendência a desenvolver esse mal.
Ficar em casa repousando não é a solução. O ideal é que a pessoa tente viver o mais normalmente possível
Descubra o quanto antes
Para saber se você sofre com esse mal, o médico deve chegar ao diagnóstico por meio do quadro clínico apresentado, diferenciando-o de outras doenças psicológicas ou físicas. "Vale lembrar que a ansiedade pode ter origem genética, isto é, o indivíduo herda uma predisposição para a doença, que pode se manifestar bem precocemente. O reflexo disso são crianças agitadas e hiperativas. A síndrome também pode decorrer de uma infância em que a pessoa se sentia carente, insegura e tinha de viver em um ambiente problemático, que reforçava o sentimento de que situações desagradáveis sempre iriam acontecer", enumera a psicóloga clínica Priscila Gasparini, doutora pela Universidade de São Paulo (SP).Portanto, se um primeiro ataque acontece e se repete - além dos outros sintomas característicos -, o recomendado é procurar, o quanto antes, ajuda de um psicólogo ou psiquiatra, para que esses profissionais possam fazer uma avaliação e, assim, descobrir-se, de fato, a doença é uma realidade ou não.
Um estudo do National Comorbidity Survey (NCS) nos EUA, apontou que 71% das pessoas que são acometidas pela síndrome do pânico são mulheres e 29% são homens. Isso acontece devido à sensibilidade das estruturas cerebrais
Pânico dos palcos?
Recentemente, o cantor Belo apresentou supostas crises de síndrome do pânico, bem no início de sua nova turnê em que lança CD e DVD novos após 17 anos de carreira. Segundo o pagodeiro, a doença surgiu enquanto estava na cadeia, onde passou 4 anos de sua vida devido a tráfico de drogas. Ele conta com o apoio da família e da esposa, Gracyanne Barbosa. Após alguns dias de descanso e tratamento psicológico, ele voltou aos palcos no último dia 20, mas continua firme no tratamento.
Melhor prevenir do que remediar
Se você sente alguns dos sinais e se acha uma pessoa ansiosa, é importante se cuidar. isso pode ser feito com antidepressivos e terapia cognitiva comportamental. "O tratamento deve ser feito com acompanhamento. Automedicação é um dos maiores erros cometidos pelas pessoas", aconselha Tatiana Gotardi, psicóloga (SP). Os remédios interrompem as crises e a terapia pode diminuir o temor de novos ataques acontecerem, o que ajuda a tornar a vida do paciente normal. "A terapia visa entender o comportamento do indivíduo e como mudá-lo. O ideal é fazer de 10 a 20 sessões durante diversas semanas. Nelas, o indivíduo irá aprender a controlar os seus medos, seu comportamento e a lidar com a ansiedade", explica Marcella. Os tratamentos costumam durar entre seis meses e dois anos.
(texto publicado na revista 7 dias com você nº 593 - 29 de outubro de 2014)
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