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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Livros para colorir: arte terapêutica para adultos (Melhor com Saúde)



Os livros para colorir se tornaram uma verdadeira febre na atualidade. Antes considerados uma brincadeira voltada para crianças, agora foram lançadas diversas versões de livros para adultos, que constituem uma terapia excelente para reduzir o estresse depois de um dia agitado de trabalho e tarefas no lar.

Embora seja uma atividade muito simples, ela surpreendentemente oferece diversos benefícios para a nossa saúde, e por isso vale a pena conhecê-la, principalmente se você estiver em busca de algo para acalmar os ânimos.

Neste artigo, iremos falar sobre os principais benefícios desta forma de arte terapêutica, que pode nos ajudar de diferentes maneiras a promover o desenvolvimento e crescimento pessoal e fortalecer o nosso estado emocional.
Benefícios dos livros para colorir

Atividades que ocupam as mãos e a mente são ideais como uma forma de terapia natural, e os livros para colorir são uma ótima alternativa entre elas.

Já existem diversas opções de livros para colorir voltados para o público adulto, com inúmeros desenhos diferentes, como mandalas, flores e jardins, que podem ser coloridos com lápis de cor, giz de cera e até canetinha. São imagens detalhadas e interessantes de pintar, que mantêm as pessoas entretidas enquanto oferecem os seguintes benefícios:

Reduzem o estresse e a ansiedade

Há algo relaxante no ato de colorir um desenho da sua forma preferida. Trata-se de uma excelente distração dos problemas que podemos estar sofrendo em nosso dia a dia, e enquanto estamos colorindo, pelo menos por um tempo, podemos clarear a mente e focar apenas na atividade que estamos fazendo, ajudando a relaxar.

Além disso, alguns psicólogos afirmam que o simples fato de se concentrar para colorir dentro das linhas pré-estabelecidas e usar a sua criatividade trabalhando com as cores ajuda a aliviar o estresse e a combater a ansiedade, fazendo com que nos sintamos mais calmos e serenos.

Por último, é uma ótima forma de se desconectar do mundo virtual ao qual estamos tão acostumados. Voltar ao papel e ao lápis é uma forma simples de se distrair sem as tecnologias que sugam tanto a nossa energia.

Ajuda a desenvolver a concentração

Os livros de colorir favorecem a concentração de uma maneira interessante. É preciso se dedicar um pouco para se manter dentro das linhas dos desenhos, escolher as cores que irão combinar e pintar de uma maneira esteticamente bonita, mas não se trata de uma atividade que demanda uma concentração total, e poderia nos deixar ainda mais estressados depois de um dia de trabalho.

Psicólogos indicam que o ato de colorir também ajuda a desenvolver habilidades relacionadas à organização e resolução de problemas, já que as áreas do cérebro responsáveis por estas tarefas são as mesmas utilizadas quando estamos colorindo uma imagem.

Favorece a coordenação motora

Hoje em dia, poucas pessoas possuem hobbies que favorecem o desenvolvimento da coordenação motora. Muitas atividades que antes nos permitiam fazer isso agora foram substituídas. Por exemplo, usamos a máquina de costura para costurar, os teclados dos computadores para escrever, etc.

Colorir é uma das atividades que ainda nos permite desenvolver a coordenação, já que mantemos nosso cérebro e nossas mãos ocupados, em um esforço conjunto para obter o resultado artístico final que esperamos alcançar. O cérebro atua na parte da concentração e as mãos no aspecto do controle muscular, contribuindo para que possamos manter habilidades importantes que costumamos perder conforme envelhecemos.

Ajuda a desenvolver a criatividade

Crianças costumam ser extremamente criativas, mas infelizmente perdemos parte da nossa espontaneidade com o passar do tempo, limitando nossos pensamentos, dando espaço aos nossos medos e preocupações em relação ao que os outros vão pensar, e passamos a acreditar que não somos mais criativos.

No entanto, isso não é verdade. Todos os seres humanos são criativos por natureza, e colorir pode nos ajudar a entrar em contato com esta criatividade, desenvolvendo-a novamente. Por se tratar de uma atividade que, até pouco tempo, era considerada infantil, também é uma excelente forma de nos conectarmos com a nossa criança interior.

Promove a socialização

Muitas pessoas pensam nos livros de colorir como uma atividade solitária, que cada um desenvolve sozinho na sua casa. No entanto, isso já não é verdade.

Com a mudança de comportamento observada em relação aos livros de colorir, já observamos mulheres que se reúnem para fazer esta atividade juntas. Como é algo que não demanda a concentração total e permite a socialização, é possível colorir enquanto conversamos com as amigas tomando uma taça de vinho.

Como este hobby está se tornando cada vez mais popular, não vai ser difícil encontrar uma parceira para compartilhar este momento. Que tal experimentar?

domingo, 16 de agosto de 2015

Diário de vida: Entrevista com Johanna Basford, autora dos livros de colorir Jardim Secreto e Floresta Encantada


"Vivo na minha própria bolha"

Jardim Secreto, o primeiro dos livros de colorir a estourar no Brasil, vendeu 960 000 exemplares. Floresta Encantada já chegou a 620 000. Lançados em mais de vinte países, os dois livros são criação da ilustradora escocesa Johanna Basford, 32 anos. De Edimburgo, onde mora, ela falou a VEJA sobre sucesso e - que surpresa - sobre tranquilidade.

Esperava esse sucesso?

Não me passou pela cabeça jamais que os livros se tornariam best-sellers em tantos países. Minha ambição era apenas criar um livro bonito a ponto de eu mesma ter vontade de colorir. Jardim Secreto e Floresta Encantada estão esgotados em vários países. Meus editores estão contatando outros fornecedores de papel nos Estados Unidos e na Europa para tiragens adicionais, e minha caixa de e-mail está repleta de pessoas chateadas com o que chamam de "escassez mundial" dos meus livros. Olha que loucura!

Pintar ajuda mesmo a desestressar?

Sim. Vivemos todos agora muito ocupados e conectados digitalmente. Colorir oferece uma oportunidade muito bem-vinda de se desconectar. Ficamos imersos em apenas uma tarefa, sem a vibração constante do Twitter nem os chamados do Facebook. Esse sentimento de estar absorvido em uma única atividade - em uma tarefa analógica, que não envolve telas - é muito reconfortante. É o que sinto quando desenho.

Como é sua rotina?

Acordo muito cedo porque tenho uma filha pequena, Evie. Tenho de fazer o café da manhã dela e aguentar as manhas matinais. Depois, ando com meu cachorro pelos campos que cercam minha casa. Tenho uma abençoada babá que cuida da Evie enquanto eu trabalho no sótão. Na hora em que subo, checo meus e-mails e as redes sociais e, em seguida, me desconecto da internet e começo a desenhar. E bem desconectada. O momento mais calmo é quando estou no meu estúdio criando uma nova ilustração. Tenho obrigações, listas de coisas para fazer - mas vivo na minha própria bolha.

É verdade que a senhora começou a carreira com um estúdio que fazia papel de parede e tecido para lojas e hotéis de luxo?

Sim, e quase fali com esse negócio quando a crise financeira bateu. Minha fonte secou. Tive de pensar rapidamente sobre o meu futuro. Decidi mudar radicalmente e, depois que mudei, foi um alívio enorme. Fechei o estúdio que tinha, vendi todo o equipamento e me estabeleci na mesa da salinha do meu apartamento de um quarto. Ora, o desenho sempre foi a minha paixão. Comecei a trabalhar como ilustradora freelancer, criando desenhos a tinta para clientes ao redor do mundo. Cada semana, eu trabalhava com alguém novo e criava ilustrações na minha mesa. Não tinha grandes despesas e tudo o que possuía era um laptop, um scanner e algumas canetas. Foi a melhor decisão que tomei.





(texto publicado na revista Veja edição 2432 - ano 48 - nº 26 - 1º de julho de 2015)



Eis mais algumas das minhas "obras de arte"




















WLTB meets Johanna Basford


A cor do dinheiro - Bruno Meier


Com milhões de exemplares vendidos, os livros de colorir tornaram-se moda entre adultos e salvaram a indústria editorial da retração no faturamento

Zelador de um prédio em Goiânia, Luciano Camargo fazia seus serviços rotineiros quando deparou com uma caixa abandonada contendo livros, revistas, gibis e um disco de Donna Summer. Estava com 13 anos, tinha interrompido a 3ª série do ensino fundamental para ajudar nas despesas de casa, e agarrou os dois livros que ali estavam: Eram os Deuses Astronautas?, de Erich von Däniken, e um despedaçado Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Márquez. 

Com o segundo título, conta o hoje cantor, começou uma longa convivência com os livros. O sertanejo - que, junto com o irmão Zezé, forma uma das duplas mais populares do país - é um leitor dedicado. Sempre abre um livro no banco do carro enquanto o motorista o leva para mais um show. Já leu clássicos alentados como Os Irmãos Karamázov, de Dostoievski. Mas o ritmo de leitura foi abalado nos últimos meses por um tipo de livro diferente, sem palavras nem história. Há três semanas, em sua casa num condomínio de luxo em Barueri, na Grande São Paulo, Luciano e a família, munidos de várias caixas de lápis de cor, debruçavam-se sobre desenhos de paisagens, florestas, bichos. Luciano aderiu - capitulou, diria um purista da literatura - à moda dos livros de colorir. Diz buscar neles sobretudo momentos de diversão com a família. As vendas do gênero são impressionantes: em seis meses, de janeiro a junho, os livros de colorir arrecadaram mais de 35 milhões de reais. Nesses tempos recessivos, o fenômeno salvou o mercado editorial brasileiro de uma retração em faturamento no primeiro semestre de 2015 (essas vendas milagrosas, porém, não aparecem na lista de mais vendidos de VEJA, pois livros de colorir não cabem nas categorias computadas ali). A oferta é de 136 títulos - sempre crescendo, pois as editoras estão correndo para pegar a onda -, mas uma única autora responde por dois terços de todas as vendas: a escocesa Johanna Basford, autora de Jardim Secreto e Floresta Encantada, que venderam juntos mais de 1,5 milhão de exemplares. São esses os preferidos de Luciano e família.

Os dois títulos são da editora Sextante, uma potência da autoajuda e de best-sellers como Dan Brown. Os irmãos Marcos e Tomás Pereira, donos da editora, compraram os direitos de publicação de Jardim Secreto na Feira de Frankfurt. Já sabiam que a art-thérapie ( terapia de arte) fazia sucesso no mercado livreiro francês, e imaginavam que isso pudesse ocorrer também no Brasil. "A melhor coisa de trabalhar com o irmão é que decidimos rápido", diz Marcos. Os dois editores tiveram, diante de Johanna, a mesma reação despertada, mais de dez anos atrás, por Um Dia Daqueles, do australiano Bradley Trevor Greive, livro de fotos de bichos fofos com frases inspiradoras que vendeu mais de 1 milhão de exemplares no Brasil: deram uma gargalhada, depois compraram. Jardim Secreto era uma aposta para as vendas de Natal. A tiragem inicial foi de 15 000 exemplares, com a meta de comercializar 100 000 em um ano. Sete meses após o lançamento, o título vendeu 960 000. A editora agora investe todas as fichas em Reino Animal, da inglesa Millie Marotta, livro de colorir com animais que saiu há pouco, com a tiragem de meio milhão de exemplares. Trata-se da segunda maior tiragem inicial já feita pela Sextante, só atrás de O Símbolo Perdido, de Dan Brown, com 800 000.

A demanda incentivou a criatividade editorial: de desenhos religiosos a eróticos, passando pelos inevitáveis gatos e cachorros, pode-se colorir de tudo. Fenômenos editoriais como esse são sazonais, e é razoável supor que o frenesi baixe com o tempo. Por ora, os livros de colorir movimentam a procura por lápis de cor e canetinhas. O vendedor ambulante carioca Max Luís Batista trabalhava com material escolar em um endereço de comércio popular do Rio de Janeiro. Há dois meses, começou a se concentrar apenas em caixas de lápis de cor. Tiro certeiro: seu faturamento bruto semanal esteá em 10 000 reais, contra os 1 000 reais de antes. "Deu para quitar meu cartão e o carro. Foi uma bênção", diz.

Em torno do gênero, surgiu uma bizantina controvérsia sobre a suposta desvalorização da leitura. Livrarias não são templos da cultura, mas sim casas de comércio - e, enquanto continuarem a vender livros de verdade, não cabem objeções a outro produto que mantenha o caixa fluindo. As livrarias vêm propagandeando as obras de colorir como "livros anti-stress". De fato, consumidores dizem que preencher o minúsculo espaço em branco de uma folha de relva com o lápis verde tem efeito tranquilizante. A própria Johanna Basford usa a carta do relaxamento para promover suas criações. Quando era funcionária de uma agência responsável por trazer ao Brasil DJs estrangeiros, como Avicii e Steve Angello, a mineira Marcela Lima só conseguia aplacar sua fobia de avião com livros de colorir. "Virou meu Rivotril", diz. A crise empacou as baladas: com menos DJs vindo ao país, Marcela perdeu o emprego. Pelo menos provisoriamente, socorreu--se do lápis de cor: criou uma conta no Instagram em que posta fotos e vídeos para ensinar técnicas de pintura com lápis. Com mais de 100 000 seguidores, conseguiu o patrocínio de fábricas de lápis de cor, e até tem ministrado cursos em Belo Horizonte. É a cor do dinheiro.





(texto publicado na revista Veja edição 2432 - ano 48 - nº 26 - 1º julho de 2015)

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Diário de vida: Terapia antiestresse


Além da acupuntura que faço há anos, comecei a fazer Pilates e também uma caminhada todas as manhãs. Acrescentei a essas atividades saudáveis a última moda: os livros de colorir antiestresse. Nunca fui muito boa para desenhos, mas a atividade de pintar relaxa mesmo e após olhar os vários temas constatei que me dei melhor com as mandalas, bem de acordo com os meus estudos de autoconhecimento.

Eis as minhas últimas "obras de arte". 









quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Diário de vida: Livros de colorir melhoram o estresse e a concentração


Os livros para colorir viraram moda. O melhor é que essa diversão pode fazer bem à saúde. O livro da escocesa Johanna Bashford, que já conta com 1,5 milhão de exemplares vendidos no mundo, - o terceiro na lista de best sellers - serviu de inspiração para o mundo inteiro entrar na onda de colorir e aliviar o estresse.

Em artigo publicado no site Minha Vida, a psicóloga Adriana de Araújo explica como os livros ajudam a relaxar. "Escolher ilustrações com as quais a pessoa se identifica pode ajudar no relaxamento e prazer. Mas não há uma regra. Só o fato de conseguir se concentrar já é terapêutico para muitas pessoas. Com a correria do dia a dia, ser capaz de se dedicar por completo pode ser tão benéfico quanto alguns minutos de meditação", diz a especialista.

Ela destaca, ainda, que normalmente esses desenhos contêm muitos detalhes e uma das funções é acentuar a capacidade de atenção, o que ajuda na concentração e relaxamento.

É importante que você separe um tempo na semana para se dedicar inteiramente ao livro, assim como reservar momentos com os amigos, ou para praticar exercícios. Vale destacar que os livros não podem ser usados como fuga para problemas pessoais, mas como uma boa válvula de escape, útil no processo de criação e ação.

"Você facilmente saberá identificar se está relaxando, ou fugindo de algo. Assim saberá dizer se é um vício, se está em excesso, ou mesmo atrapalhando sua vida", pontuou Adriana.


Com informações do Catraca Livre e SoBoasNotícias



(Itexto publicado na revista Leve & Leia nº 127 - ano 8 - junho de 2015)


O produto de minha terapia antiestresse


Outra sessão de terapia