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domingo, 28 de setembro de 2014

O primata que conta histórias - Jerônimo Teixeira e Marcelo Marthe


A ciência comprova que a arte da ficção não é supérflua: está, ao contrário, profundamente arraigada na natureza humana, e é necessária a ela

Em uma parede do escritório de John Green em Indianápolis, aparece, emoldurada, a capa de An Imperial Affliction (Um Sofrimento Imperial), de Peter van Houten. É o livro inexistente de um autor fictício: Hazel, a protagonista de A Culpa É das Estrelas, leitora culta sensível que conhece de cor versos de T. S. Eliot, é fascinada pela obra do recluso Van Houten (no filme, interpretado com antipatia impecável por Willem Dafoe). O romance de Van Houten ocupa um lugar especial na vida de Hazel, da mesma forma que, pode-se supor, os livros de John Green ocupam na vida de milhões de jovens leitores. Foi uma leitora entusiasmada de Green quem criou a capa para o livro falso, como que tentando dar um traço de palpabilidade ao mundo fictício de A Culpa É das Estrelas. Esta é uma singularidade espetacular da espécie humana: pelo exercício de contar e ouvir histórias - nos mais variados meios: conversação, livros, internet, cinema - homens e mulheres se importam com pessoas que não lhes são próximas, que não estão mais vivas, ou que nem sequer existem.

A ficção é um traço definidor da humanidade, e como tal se pode afirmar que ela tem raízes biológicas profundas. Cultivar o hábito da leitura (e, em especial, da boa leitura) surte efeitos nítidos: desenvolve a imaginação, o vocabulário e o conhecimento, a capacidade de associar - de usar a inteligência de forma mais plena, enfim. Não é acaso, por exemplo, que todos os jovens de grande promessa nos estudos e na carreira mostrados nesta reportagem sejam leitores vorazes. Mas os mecanismos específicos da ficção (assim como grande parte do funcionamento do cérebro humano) estão muito longe de ser satisfatoriamente compreendidos pela ciência. "Ainda que a ficção seja uma atividade exclusivamente humana, as razões pelas quais a apreciamos e seu impacto sobre o cérebro são mistérios que a ciência mal começou a desvendar", diz Krish Sathian, neurocientista da Universidade Emory, nos Estados Unidos.

O mistério da ficção está perfeitamente resolvido na fala de um dos maiores personagens de ficção da história da literatura. Na peça de William Shakespeare que leva seu nome, Hamlet observa um ator que chora ao apresentar uam cena sobre Hécuba, a rainha de Troia, que vê seu marido, o rei Príamo, ser morto por Pirro, guerreiro grego. Quando se vê sozinho em cena, Hamlet começa um de seus marcantes monólogos com uma pergunta: "Quem é Hécuba para ele, ou quem é ele para Hécuba, para que ele chore por ela?". Em algumas universidades americanas, uma nova vertente da teoria literária vem recorrendo à psicologia evolutiva - que estuda o comportamento humano a partir da biologia darwinista - para responder a essa pergunta de Hamlet. "Não é mistério saber por que informações verdadeiras importam para nossa sobrevivência. Mas é bem mais desafiador, para a ciência, entender por que nos importamos com os dramas de mentirinha de personagens inventados", diz Jonathan Gottschall, da Universidade Washington e Jefferson, autor de The Storytelling Animal (em tradução aproximada, O Anima que Conta Histórias). Gottschall levanta duas respostas possíveis, não totalmente incompatíveis entre si. Há quem argumente que a ficção é uma espécie de efeito colateral das adaptações pelas quais o cérebro humano foi moldado ao longo de nossa história evolutiva. O ser humano é uma espécie gregária e cooperativa - e, se nossa mente está configurada para ter empatia com a dor do próximo, talvez, por acidente, ela também se importe com a dor de figuras que não existem. Gottschall inclina-se para outra explicação: a ficção não é uma "falha de programação", mas um instrumento que traz vantagens para nossa sobrevivência. "Há estudos que mostram que a ficção melhora nossa capacidade para a empatia, nossas habilidades sociais e nossa inteligência emocional", diz Gottschall.

As emoções morais que facilitam a cooperação entre seres humanos são centrais em Comeuppance (Retribuição), ambicioso estudo de William Flesch, da Universidade Blandeis, que tenta explicar por que nos interessamos pelo destino de Hécuba ou Hamlet. "Costumamos pensar na cooperação como oposta à competição, mas não é necessariamente assim. Seres humanos competem para ver quem é mais cooperativo", diz Flesch. Nessas disputas cooperativas, é essencial ter não apenas empatia pelo próximo, mas também raiva de quem deliberadamente prejudica outra pessoa. "Não só isso: sentimos prazer nessa raiva, e por isso buscamos razões para ter raiva", diz Flesch. Estaria aí a raiz do prazer que sentimos em acompanhar a ação de vilões cheios de artifícios - seja o Iago de Otelo, de Shakespeare, seja a Carminha ou o Félix da novela das 9.

Empatia é um conceito-chave para entender as razões de sermos animais que narram histórias. O cérebro é ele mesmo empático. "Quando você lê um romance, coloca-se no lugar do personagem", diz Véronique Boulenger, do Laboratório de Dinâmica da Linguagem, na França. "Regiões do cérebro do leitor que seriam ativadas se ele estivesse fazendo o mesmo que o personagem entram em ação." Se o personagem, por exemplo, está caminhando, áreas cerebrais ligadas à motricidade são ativadas - mesmo que o leitor esteja estendido no sofá. Achados similares foram feitos por Krish Sathian em seus estudos sobre a linguagem figurada. Uma metáfora como "cantora com voz de veludo" ativa áreas sensórias do cérebro, como se estivéssemos apalpando um pedaço de veludo. O mesmo não se dá quando lemos ou ouvimos "cantora de voz agradável".

Keith Oatley, professor de psicologia cognitiva na Universidade de Toronto, no Canadá - e ele mesmo um autor de ficção - sustenta que o mergulho nas histórias produz uma simulação mental tão vívida nos leitores quanto as simulações de realidade virtual no computador. Ao lado do colega Raymond Mar, da também canadense Universidade de York, Oatley publicou estudos que comprovam um lugar-comum da educação: ler faz bem. "A ficção dota as pessoas de maior capacidade de empatia e compreensão dos outros", diz Oatley. Seu colega Mar é um tanto mais cauteloso. "Sou muito conservador na interpretação de resultados de pesquisa, e essa é uma área que ainda está nos seus primórdios. Mas a evidência de que a leitura ajuda a desenvolver habilidades sociais de crianças está, sim, se acumulando", diz. Mar conduziu testes com ressonância magnética em 86 pessoas, ora estimuladas pela leitura de ficção, ora por ações típicas do convívio social, e concluiu que há uma superposição substancial das conexões neuronais que são acionadas para compreender histórias com aquelas voltadas à interação real entre as pessoas.

O pesquisador adverte, porém, que nem todo gênero literário carrega o potencial de promover a empatia. Romances como os da inglesa Jane Austen (1775-1817), com sua observação sutil das nuances de caráter e das complexas manobras de heroínas desassistidas na rígida sociedade inglesa da época, estariam entre os mais apropriados para treinar habilidades sociais. Katrina Fong, aluna de Mar, aprofundou-se no estudo do impacto de diferentes variedades literárias - e concluiu que um gênero menos centrado nos sentimentos humanos, como a ficção científica, não influenciaria tanto nossa capacidade de empatia. Restam dúvidas ainda sobre a eficácia da ficção audiovisual. "Alguns estudos sugerem que crianças que assistem a muitas horas de televisão têm perdas na teoria da mente", diz Véronique Boulegner. "Teoria da mente" é o termo científico para a habilidade de assumir o ponto de vista do outro.

Nosso cérebro, portanto, está configurado para que choremos por Hécuba, que perdeu o marido na guerra. Algumas histórias - e as razões para tanto ainda estão por ser averiguadas pela ciência - são mais eficientes do que outras em produzir essa comoção, essa empatia que define o melhor de nossa humanidade comum. O talento do narrador certamente faz diferença: a história de Romeu e Julieta foi contada por uma plêiade de autores italianos hoje conhecidos apenas de especialistas em literatura renascentista, mas só a versão de William Shakespeare tem feito espectadores e leitores chorar há quatro séculos (em certo sentido, aliás, o best-seller de John Green pertence à matriz do amor trágico dos amantes de Verona, ainda que o título venha de outra peça de Shakespeare, Júlio César).

Os depoimentos que acompanham esta reportagem confirmam a importância da leitura de ficção para a realização na vida e na carreira - mesmo para quem opta por profissões que nada têm a ver com artes e humanidades. O sociólogo Max Weber, no início do século XX, observava que a ascensão da burocracia como forma de organização social estava mudando o ideal da educação europeia. Antes buscava-se formar homens de cultura, com amplitude de interesses e conhecimentos, mas a burocracia pedia outro tipo de pessoa: o especialista, estreitamente limitado a uma única área de conhecimento. A natureza humana, porém, resiste ao cabresto tecnocrático: precisamos de arte, de ficção, de boas histórias. É John Green, mestre em contar histórias para jovens, quem define: "Deveria ser impossível sair da própria cabeça. Mas, lendo ou escrevendo, fazemos isso.E parece um milagre".



(texto publicado na revista Veja edição nº 2373 -ano 47 - nº 20 - 14 de maio de 2o14)






quarta-feira, 16 de julho de 2014

A voz da geração conectada - Jerônimo Teixeira


Maior fenômeno da atual literatura para jovens, o americano John Green domina a difícil arte de se comunicar com quem vive on-line

Faz pouco tempo que John Green está instalado em seu novo escritório e estúdio, em um bairro de restaurantes e baladas em Indianápolis, no Meio-Oeste dos Estados Unidos. Há marcas da mudança recente: ferramentas e materiais de construção espalhados pelo estúdio onde grava seus vídeos, e muitas caixas pelas outras salas. No cômodo em que ele concede entrevista a VEJA, latas de refrigerante vazias acumulam-se sobre a mesa de centro, restos de alguma reunião no dia anterior (ou de uma sessão de videogame: a mulher de Green, Sarah - que, aliás, trabalha na única sala bem-arrumada do escritório -, baniu o XBox 360 da casa da família). "Foi nesta poltrona que escrevi todos os meus livros", diz Green. Trata-se de um trambolho cujo estofamento marrom claro está sujo e um tanto puído - e por isso também foi expulso pela sanha saneadora da mulher do escritor. Vai demorar até que a poltrona seja usada novamente não para games, mas para a literatura. Green não tem planos imediatos para um novo livro. "Talvez no ano que vem. Ou em 2016", diz. Neste momento, o autor está empenhado na divulgação do filme baseado em seu grande best-seller, A Culpa é das Estrelas, que estreia nos Estados Unidos e no Brasil em junho. E ainda mantém a produção de vídeos para o Youtube, seu canal mais imediato de comunicação com jovens fãs. Sim, ele faz sucesso nas livrarias e na internet: Green desautoriza os recorrentes vaticínios tecnofóbicos sobre o ocaso da leitura na era digital.

Vlogbrothers, o canal do Youtube que o escritor mantém junto com seu irmão, Hank Green (que acaba de lançar no iTunes um bem-humorado disco de rock, Incongruent), é seguido por mais de 2 milhões de pessoas. O escritor tem números ainda mais polpudos: lançado em 2012, A Culpa é das Estrelas já vendeu 7 milhões de cópias nos Estados Unidos e 1,2 milhões no Brasil. Aqui, seus quatro romances venderam, somados, perto de 2 milhões de exemplares - metade da venda dos sete volumes da série Harry Potter (da qual, aliás, Green é fã). Como nenhum outro autor hoje, Green é o representante literário da geração que se comunica por celular e cultiva relações pelas redes sociais. "Vejo jovens fazendo amigos on-line, e são amizades tão profundas e verdadeiras quanto as que fazemos ao vivo. Isso me parece ao mesmo tempo legal e estranho", diz.

O escritor americano é um fenômeno do vigoroso segmento que, no mercado editorial de seu país, foi batizado de young adult (jovem adulto). A Culpa é das Estrelas ocupa o primeiro lugar na lista dessa categoria do jornal The New York Times. Em VEJA, nesta semana, o livro está no primeiro lugar da lista de ficção - e seus outros três romances também estão lá. É seguro supor que a grife John Green tenha alavancado ainda as vendas de dois outros livros de que ele participa, cada um deles com cerca de 60.000 exemplares comercializados no Brasil - Will & Will (Record), romance escrito em parceria com David Levithan, e a coletânea Deixe a Neve Cair (Rocco), na qual ele participa de um conto. Seus títulos individuais são publicados no Brasil pela editora carioca Intrínseca, a não ser por Quem é Você, Alasca?, seu livro de estreia, lançado pela paulista Martins Fontes (a Intrínseca renegociou os direitos também desse livro e deve relançá-lo no segundo semestre).

A Intrínseca é a casa de outro fenômeno da literatura juvenil, a série Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Embora dispute a mesma faixa etária que a criadora do vampiro água com açúcar, Green é um autor de outra estirpe. Há uma sensibilidade genuinamente literária em seus livros. Seus heróis não são objetos de desejo para adolescentes que suspiram por vampiros ou lobisomens, mas adolescentes comuns, que vivem a rotina comezinha do ensino médio. Green também se afasta de outra vertente costumeira entre livros para jovens hoje: a ficção científica distópica de séries como Divergente, de Veronica Roth, e Jogos Vorazes, de Suzanne Collins. As realidades opressivas que pesam sobre os personagens de Green são aquelas próprias da idade: inadequação, aborrecimentos escolares, paixões frustradas -  e alguns dramas mais pesados: suicídio, câncer. Esse registro realista encanta seus leitores: "John Green mostra que nem todos os finais são completamente felizes. Ele põe realidade no enredo", diz Mayara Barbosa, 18 anos, de Curitiba.

Os heróis de Green têm certo perfil nerd. Pudge, de Quem é Você, Alasca? é um aluno apenas mediano, fraco em matemática (tal como foi confessadamente o próprio Green), mas com uma obsessão por memorizar as últimas palavras de figuras históricas (Thomas Edison: "Lá adiante é muito bonito"). 

Quentin, de Cidades de Papel, é um rapaz esperto mas sem traquejo social que se vê envolvido em um enigma: a garota de seus sonhos desapareceu. Colin, de O Teorema Katherine, é um gênio da matemática que foi dispensado por dezenove namoradas, todas elas chamadas Katherine. A única menina do time é Hazel, de A Culpa é das Estrelas, adolescente que sofre de câncer mas se recusa a ter sua breve vida definida pela doença.

Com 36 anos e pai de duas crianças, Green conserva uma certa agitação pueril própria de seu público leitor. Quando o fotógrafo Gilberto Tadday propôs que ele saísse para fazer um "anjo de neve" nas calçadas geladas da vizinhança, ele topou na hora. VEJA acompanhou a gravação de um vídeo que Green fez para o site da revista de curiosidades Mental Floss, sobre a história das tiras em quadrinhos publicadas em jornais. Diante da câmera, ele é um dínamo: brinca com os elementos do cenário (uma parede cheia de brinquedos) e improvisa sobre o roteiro. "Demorei a encontrar meu estilo no vídeo", diz ele. "Quero ser autêntico, mas preciso de um elemento de atuação. Se me apresentasse assim como sou, seria muito chato". O estilo usual de Green conjuga agilidade - a fala é rápida, a edição é frenética - e muita, muita informação. Na série CrashCourse (Curso Rápido), o escritor condensa, em exíguos dez minutos, temas amplos da história como Revolução Industrial, civilização islâmica e II Guerra Mundial. "Não acredito que a educação on-line poderá jamais substituir uma sala de aula", adverte Green. Os vídeos de história serviriam, diz ele, como uma ferramenta auxiliar. O texto de CrashCourse, aliás, é elaborado por um professor chamado Raoul Meyer, que deu aulas para Green em um internato no Estado do Alabama - matriz da escola de Quem é Você, Alasca?.

Para os fãs, Green não é apenas o escritor, nem somente o sujeito que tem um canal de vídeo engraçado na internet: as duas facetas são complementares e indissociáveis. Os admiradores mais empenhados do autor foram batizados por ele de nerdfighters, algo como "guerreiros nerd". Os nerdfighters brasileiros são bastante ativos. Já se organizaram para levar ao escritor um exemplar de Alasca com várias assinaturas de fãs e uma camisa 10 da seleção, autografada por Pelé. Green conta que fez força, mas não conseguiu disfarçar: entusiasmou-se mais com a camisa do que com o livro. E, se no Brasil só se comenta a exclusão de Robinho do time do Felipão, Green estará decepcionado por outras razões: torcedor do Liverpool, ele queria ver, na Copa do Mundo, Lucas Leiva, que joga no time inglês.

O escritor já comentou, em vídeo, sua admiração com o sucesso que faz no Brasil. Em conversas on-line com leitores brasileiros, Green até teve uma provinha de certa radicalização política recente. Durante as manifestações de junho de 2013, ele tentou argumentar que, sim, era justo protestar por saúde, educação, transporte - mas que os brasileiros não deveriam perder de vista o enorme avanço que a estabilidade econômica permitiu ao país nas últimas décadas. "Não era o que eles queriam ouvir. A maior parte dos jovens nem lembra o que é inflação. Por que ouviriam um velho conservador fazendo o elogio da estabilidade?" Green está, claro, brincando: ele não é, nem de longe, um conservador. Nos poucos comentários que faz sobre matéria abertamente política na internet, suas bandeiras - casamento gay, taxação para grandes fortunas - são próprias do Partido Democrata.

Como escritor, porém, Green se declara um conservador no pleno sentido da palavra: "Minhas escolhas de estilo são tradicionais. Encontro valor nas convenções de gênero: "Em A Culpa é das Estrelas, ele só fez questão de romper com uma convenção dos romances sobre vítimas de câncer - o otimismo. Green não compra uma certa cultura da autoajuda que acredita ser profundamente americana: "É essa ideia de que uma atitude positiva faz toda a diferença, e de que se pode derrotar até o câncer com otimismo. Isso é uma ofensa às vítimas da doença". Já comprometido a futuramente trabalhar com a Fox na produção de Cidades de Papel, Green deu palpites na versão final do filme baseado em seu maior best-seller (vetou, por exemplo, uma estrela cadente brega que apareceria no céu noturno que Hazel admira na cena final). A Culpa é das Estrelas resultou bastante fiel ao veio sentimental do livro, e aconselha-se ao espectadores que levem lenços ao cinema. Mas está lá também, pelo menos em parte, o humor meio mórbido com que Hazel e seu namorado, Augustus - que perdeu uma perna para o câncer ósseo - enfrentam a doença. Filme e livro são melancólicos, mas conservam a leveza e a agilidade que John Green imprime a suas aparições no Youtube. "Pessimismo não é a resposta certa para a condição humana", diz o escritor.




(texto publicado na revista Veja nº 2373 - 14 de maio de 2014)