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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Diário de vida: Ela é de câncer (será que eu sou assim?) - Bárbara Morais


Ih, meu amigo. Ela de câncer. Pode se preparar, que essa daí vai dar trabalho.

Ela é muito mais complicada do que qualquer outra coisa que você já ousou tocar.

Ela é de câncer. Ela é complexa, extensa, e não vem com manual de instrução. Ela é variável, imprevisível, inquieta.

Ela é de se entregar, de corpo e alma. Não gosta de pular de coração em coração, mas vai fazer isso até achar um para se acomodar.

Ela gosta do seu carinho, e vai implorar por ele até ganhar. Ela quer demais, mas nem sempre consegue o que quer. E quando isso acontece… Ah, que explosão!

Ela é sensível, como os seus arrepios quando você a toca. Qualquer frase bonita a faz chorar, e qualquer problema já a deixa desesperada. Mas ela nunca desiste. Por mais complicado a situação está, ela vai até o fim. Ela é determinada, exigente, perfeccionista. Essas não são as qualidades ainda.

Não é porque ela muda de assunto de uma hora pra outra, que quer dizer que ela não ouviu o que você estava falando. Ela estava, porém você a fez pensar em outra coisa.

Mas se ela deixar de falar, corre o risco de seus pensamentos correrem. Se ela não responde ou fica te encarando, ela não está te intimando. Ela só quer te olhar, e lembrar do seu rosto daquele jeito, naquele lugar.

Ela gosta de saber que é amada, que é especial e que nunca será a única no seu coração. Ela é insegura, coitada.

Ela é pura poesia. Sentimento, amor. Ódio também. Vingativa até sua última gota de sangue. Cheia de mistérios, mas ela está disposta a deixar você descobrir, mas só se você merecer.

Não é qualquer um que entra nas profundezas de uma canceriana. Não é escorpiano, não é pisciano. É amor. Amor é a chave para seu coração. Mas tome cuidado. A gente nunca sabe o que encontrar lá dentro.

Vish, ela é de câncer. Ela é de fases. Ora está feliz, ora está quieta em um canto ouvindo uma música triste. Muito provável que esteja chorando baixinho. O motivo? Ah, até ela te explicar… Às vezes ela soluça de tanto chorar. Às vezes ela rola no chão de tanto rir. Ela vive apenas para ser feliz, mas nem sabe o que é felicidade ainda.

Os sentimentos dela, são montanha-russas eternas, que não tem hora para parar. Ela gosta desse clichê que é a vida, mas também gosta de coisas originais. Gosta de cantar na rua, correr para abraçar suas amigas, não tem lá muita vergonha. Timidez? Passa longe.

Mas a menina é possessiva, viu? Ciumenta até. Não suporta ver outros ouvindo suas bandas favoritas, e os filmes que ela gosta, só ela pode ver. Se você um dia disse que era dela, você será dela pra sempre. Até ela perceber que ninguém é de ninguém, e só ela pode ser dela mesma. Ela vai cuidar de você, como se fosse um bichinho de pelúcia. Um peixinho no aquário. Ela vai te deixar livre, só não invada a liberdade dela.

Ela até gosta do passado. Gosta das memórias, das lembranças, das histórias que a fizeram rir um dia, até daquelas que a fizeram chorar. Mas ela prefere sonhar com o futuro. Com todas as coisas que ele ainda guarda, e ela quer ir lá, à pé, para descobrir. Tão sonhadora, que mal consegue se manter no chão.

Ela é de câncer. Fácil de conquistar, difícil de manter. Ah, mas eu te falo, que vale a pena. Não jogue o amor dela fora, não. Hoje em dia, tudo o que ela tem para te dar é ouro. Não deixa ela ir embora, pois ela pode nunca mais voltar. Se voltou uma, você tem sorte.

Filha do mundo. Não quer ser dona dele. Ela quer apenas viver, sentir e aprender.

Sim, ela é de câncer. Mas sente mais que todos os signos do horóscopo juntos.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Este sabonete pode causar câncer e quase todo mundo usa - inclusive você! (Dicas)


Hoje em dia, boa parte das pessoas usa sabonetes antibacterianos no dia a dia para higienizar a pele.

O problema é que a maioria desses sabonetes contém uma substância altamente nociva, capaz de produzir em nós problemas muito graves, como o câncer.

E, por falta de informação, as pessoas não têm noção e abusam do consumo de produtos que contém tal substância.

Nós estamos do triclosan.

Seu sabonete contém essa perigosa substância?

O problema é que não só sabonetes, mas diversos produtos são produzidos com esse veneno.

Infelizmente o triclosan é utilizado em uma grande variedade de produtos: sabonetes, pastas de dentes, sabonetes bactericidas, desodorantes, sabão para lavar roupas, perfumes, objetos de primeiros socorros com função antimicrobiana, roupas, sapatos, carpetes, plásticos próprios para serem utilizados em alimentos, brinquedos, roupas de cama, colchões, adesivos, em equipamentos como ar-condicionado, tintas, mangueiras de combate a incêndios, banheiras, equipamentos de produção de gelo, borrachas, escova de dente.

Pensa que a lista acabou?

Não!

O triclosan também é utilizado como pesticida.

No Brasil, a substância é regulada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a máxima concentração autorizada em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes é de 0,3%.

"Ah, mas 0,3% é muito pouco, não apresenta risco!", dirão alguns.

O problema é que o triclosan está sendo utilizado em uma grande quantidade de produtos e a exposição está sendo cada vez maior e constante.

O maior risco, sem dúvida, é o do uso desnecessário de sabonetes produzidos com ele, aumentando em muito esse contato.

E mais, o problema do triclosan também está relacionado à falta de informação sobre os riscos associados ao seu uso indiscriminado.

Isso é sério, pois estamos condicionados a utilizar produtos com triclosan o tempo todo, sem a real necessidade e sem limites, e ninguém adverte sobre isso.

Há muitas pesquisas que provam que o triclosan propicia o aumento da resistência bacteriana.

De uma forma simplificada, significa que o uso de produtos que contenham o triclosan pode fazer com que as bactérias que queremos eliminar se tornem cada vez mais resistentes.

Isto é, o triclosan contribui para o surgimento das temíveis superbactérias, altamente resistentes e mortais.

E pode contribuir também para a resistência a antibióticos, trazendo nefastas consequências para a saúde humana.

E mais uma consequência: é possível que, após deixar de usar um cosmético que contém triclosan como principal ingrediente, o efeito causado seja o agravamento daquilo que se quer evitar.

Por exemplo, no caso dos desodorantes, o mau odor na área das axilas será mais forte, já que as bactérias tornaram-se resistentes e agora em maior número.

Mas o pior do triclosan ainda está por vir: a substância, que também é um pesticida, pode afetar o sistema hormonal do corpo, principalmente os hormônios da tireoide, que regulam o metabolismo.

E pesquisadores do Estado da Virginia, nos Estados Unidos, concluíram que o uso de sabonetes antibacterianos e de outros produtos com triclosan pode expor as pessoas a quantidades significativas de clorofórmio.

O que ocorre é que, quando o triclosan, presente em muitos sabonetes, reage com o cloro da água corrente, forma-se o clorofórmio.

E a Agência de Proteção Ambiental dos EUA classifica o clorofórmio como uma provável causa de câncer.

O QUE FAZER

O primeiro passo é procurar diminuir essa exagerada exposição ao triclosan.

Olhe o rótulo do seu sabão/sabonete.

Contém triclosan?

Substitua por outro mais natural.

Já existem no mercado produtos que, em vez do triclosan, utilizam antimicrobianos naturais, como os óleos essenciais de alecrim, pitanga, cravo-da-índia, camomila e canela.

O bicarbonato de sódio é outra boa opção, tanto para fins cosméticos como para higiene.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Saúde 100%


Doenças do coração, diabetes e câncer de próstata estão entre as principais causas de mortes de pessoas do sexo masculino. Mas você sabia que existem alimentos que ajudam a combatê-las?

Os homens vivem em média sete anos a menos que as mulheres, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e as razões para isso são as seguintes: maior exposição aos riscos, falta de atenção com a saúde, alimentação rica em gorduras, sedentarismo, tabagismo e obesidade abdominal (barriga).

Na lista das doenças que mais os acometem estão as cardiovasculares (infarto e acidente vascular cerebral), as oncológicas (cânceres de próstata e bexiga), e pulmonares (bronquite e enfisema), além de diabetes. "As pessoas do sexo masculino são mais difíceis de se cuidarem, por isso, procuram menos os médicos e, quando o fazem, quase sempre é por influência de parentes e amigos", comenta a nutróloga do Hapvida Saúde, Natasha Nascimento Vilanova.

Para a especialista, as chaves para passar longe desses problemas são prevenção e qualidade de vida. O que ela recomenda, então, é parar de fumar, diminuir o consumo de bebidas alcoólicas, praticar exercícios físicos regularmente - sempre com acompanhamento profissional - e manter o hábito de uma avaliação rotineira de consultas médicas.

"Também é fundamental ter uma dieta saudável. Para isso, deve-se evitar alimentos processados, industrializados, frituras e gorduras, bem como sal e açúcar em excesso, e optar pelos alimentos in natura como frutas, verduras e legumes", indica Natasha. E tem muito ingrediente que pode ajudar a melhorar a saúde dos homens.

Um dos principais é o tomate. Só para se ter uma ideia do seu poder, um estudo realizado pelas universidades de Cambridge, Oxford e Bristol, no Reino Unido, constatou que quem consome mais de dez porções do fruto por semana pode reduzir em 20% os riscos de câncer de próstata.

De acordo com os pesquisadores britânicos, seus benefícios em termos de propriedades anticancerígenas provavelmente vêm do licopeno, um antioxidante que pode proteger o organismo contra danos nas células e no DNA.

Mais alimentos

Outros alimentos essenciais para as pessoas do sexo masculino são as frutas vermelhas como morango, amora, framboesa e mirtilo. Ricas em antioxidantes, elas contam com fitoquímicos, incluindo antocianinas, catequinas, ácido elágico, flavonoides, ácido gálico, quercetina, rutina e vitamina C, que ajudam a prevenir alguns tipos de câncer, infecções urinárias, doenças cardíacas e perda de memória.

A nutricionista do Divino Fogão, Viviane Gomes, sugere ainda o consumo regular de cereais e arroz integrais, aveia e amêndoa. "Os primeiros diminuem as taxas de colesterol e a pressão sanguínea, promovem saciedade, melhoram o funcionamento do intestino e ajudam no emagrecimento. Já o último diminui o colesterol e o açúcar no sangue, reforça os níveis de testosterona e o crescimento muscular", explica.

Na lista de produtos que não podem faltar no prato e no copo dos homens também estão suco de uva (tem antioxidantes que varrem os radicais livres e relaxam os vasos, controlando a pressão arterial), feijão, lentilha e grão de bico (são ricos em fibras e auxiliam na regularização intestinal), azeite de oliva (é aliado no equilíbrio do colesterol), vegetais verde escuro como espinafre e couve (ricos em vitaminas, minerais e fibras, ajudam na prevenção de doenças cardíacas, diabetes e alguns tipos de câncer) e peixes, especialmente o salmão e o atum (contém proteínas e ômega 3, gorduras essenciais para o organismo).


(texto publicado na revista Divino Fogão nº 21 - ano 05 - nov/jan 2017)

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Óleo do bem - Laís Oliveira


Além de dar um sabor especial aos alimentos, o azeite ainda faz bem para a saúde; veja como escolher e fazer melhor uso dele

Saboroso e com aroma agradável, o azeite combina com saladas, torrada ou mesmo com o arroz e o feijão. O melhor de tudo é que ele faz bem à saúde. "Ele é considerado um alimento funcional, capaz de prevenir doenças cardíacas, câncer e também de fortalecer o sistema imunológico. Enquanto os outros óleos são produzidos a partir de sementes, o azeite é o único extraído da fruta - a azeitona, que possui gordura monoinsaturada, considerada a mais saudável, além de vitaminas, de minerais e de antioxidantes que inibem a ação dos radicais livres", enumera Rita Bassi, presidente da Oliva (Associação Brasileira de Produtores, Importadores e Comerciantes de Azeite de Oliveira).

Alguns especialistas apontam que, quando aquecido em alta temperatura, o azeite perde algumas de suas propriedades, mas indicam que, ainda assim, continua sendo o mais saudável dos óleos. "Ele se mantém estável sob aquecimento até 200ºC, em média. após um tempo exposto a essa temperatura, são formadas substâncias tóxicas ou cancerígenas, mas os outros óleos também liberam substâncias tóxicas", diz a nutricionista Kelly Damasceno, da clínica Dr. Rainer Moreira.

O ideal, então, é consumi-lo frio ou levemente aquecido, para que mantenha todas as características. "A escolha depende do paladar de cada um, podendo ser utilizado o extravirgem para a finalização de prato, e o azeite de oliva, para a preparação", indica Rita.

Não à toa, o azeite é um dos artifícios usados pelo chef de cozinha Marcos Rillo na preparação de várias iguarias. "Aprecio o gosto e costumo trabalhar com os aromatizados", conta ele, que cria sabores ao misturar o azeite a ervas, como salsinha e manjericão.

É recomendado optar pelos de menor acidez e checar a cor da embalagem. "O vidro deve ser escuro, pois evita a oxidação do óleo", ensina Flavia Meddeiros, especialista em nutrição funcional. O pote precisa ser mantido em local fresco e sem incidência da luz, para que não modifique as características do azeite.

A transformação da fruta em óleo dá até água na boca. "Após a pesagem das azeitonas, elas passam por uma classificação pela sua origem e vão para estruturas metálicas em forma de moinhos, com batimento lento e contínuo. Assim,  tornam-se uma massa uniforme, e ocorre a junção das pequenas gotículas de azeite. Ele, então, é filtrado, para a retirada de possíveis partículas, armazenado, para a decantação dos sólidos resultantes do processo de extração e, finalmente, embalado em garrafas de vidro, para ser comercializado", conta Kelly. Depois, é só comprá-lo e saboreá-lo.

Benefícios do azeite

- É fonte de vitaminas A, D, K e E

- Contribui para a redução do risco de doença cardiovascular

- Ajuda na redução da pressão arterial

- Tem efeito anti-inflamatório

- É anticoagulante

- Dá saciedade

- Melhora a função intestinal

- Tem ação antioxidante

- Tem efeito analgésico

- Auxilia na redução do colesterol LDL (colesterol ruim)

Aprenda a diferenciar

O azeite de oliva é o óleo extraído da azeitona e é classificado de acordo com o processo de obtenção, com os procedimentos tecnológicos aplicados e com os parâmetros de qualidade.

- Extravirgem: é prensado a frio, em um processo que mantém seus nutrientes. Sua acidez é a mais baixa, com limite de até 0,8%. O azeite com baixa acidez indica que foi proveniente de um fruto de boa qualidade e que obteve bom tratamento e boa conservação.

- Virgem: é extraído apenas por processos físicos. Sua acidz varia de 0,8% até 2%.

- Refinado: é extraído até da terceira prensagem da azeitona, com acidez maior do que 2%. Tem o sabor mais adocicado.

- Composto: com cor clara, tem menos aroma, cor e sabor, devido ao processo de refinamento do óleo, responsável também pela perda de nutrientes. Geralmente, é misturado ao azeite extravirgem, dando origem aos óleos ou azeites compostos. Sua acidez varia de 1,5% a 3%.



(texto publicado na Revista da Hora de 14 de agosto de 2016)

domingo, 17 de julho de 2016

Memórias de uma morte anunciada - Carolina Melo


Ao saber que sofria de um câncer de pulmão em fase avançada, o médico americano Paul Kalanithi decidiu escrever sobre a dramática experiência. O testemunho se transformou no pungente livro O Último Sopro de Vida, que chega nesta semana ao Brasil

Aos 36 anos, o neurocirurgião Paul Kalanithi descobriu que sofria de um tumor pulmonar incurável. A partir de então, passou a escrever sobre a experiência de conviver com a doença - não como médico, mas como paciente. Paul morreu em 2015, 22 meses após o diagnóstico. No último dia de vida, expressou a vontade de ter seus manuscritos publicados. O desejo, cumprido por sua mulher, a médica clínica Lucy Kalanithi, resultou no livro O Último Sopro de Vida. A obra, que chega às livrarias brasileiras nesta semana, tornou-se um best-seller nos Estados Unidos - há quatro meses tem estado entre os cinco títulos no topo da lista de mais vendidos do jornal The New York Times. Lucy falou a VEJA por telefone, de sua casa, em São Francisco.

Os primeiros sinais da doença

"Seis meses antes de saber da doença, Paul começou a sentir dores nas costas. Ao longo desse período, perdeu 15 quilos, sem fazer nenhuma dieta. Somos médicos. No fundo, sabíamos que isso poderia sinalizar um grande problema. Mas preferimos atribuir os sintomas ao excesso de trabalho. Na época, ele era residente em neurocirurgia e passava horas e horas no hospital. Dava plantões longuíssimos. Um dia, porém, enquanto tomávamos sol em um parque da cidade, percebi que Paul pesquisava no celular sobre a prevalência de câncer em pessoas de sua faixa etária."

O diagnóstico

"Paul decidiu fazer uma radiografia do tórax e, em seguida, viajar para a casa de um amigo em Nova York para espairecer um pouco. A volta, porém, foi antecipada. A médica lhe telefonou e disse que só revelaria o diagnóstico pessoalmente. Ali, a gravidade do problema foi decretada para nós. No dia seguinte ao da notícia de que sofria de um câncer pulmonar com metástase em vários órgãos, Paul foi internado no mesmo hospital em que trabalhava. Havia irrisórios 2% de chance de sobrevivência. Queríamos muito fazer parte dessa estatística, claro. Mas sempre soubemos mais ou menos quanto tempo lhe restaria. Seriam alguns anos... Ou só alguns meses."

A batalha para engravidar

"A plena consciência dos mecanismos da doença foi fundamental para programarmos a vida dali para a frente. Nossa filha foi a parte mais bela desses planos. Ao sabermos do diagnóstico, antes do início do tratamento, conversamos sobre a possibilidade de congelamento de esperma, já que os medicamentos contra o câncer muito possivelmente afetariam a fertilidade de Paul. Eu tinha dúvida se um filho não tornaria tudo mais doloroso para ele. Paul confirmou: tudo ficaria ainda mais difícil. Mas complementou dizendo que a vida não era feita para evitar sofrimentos. Ele queria muito ter um filho. Nossa decisão configurou-se como mais uma grande batalha em meio ao drama todo. Eu estava muito ansiosa para engravidar o mais rápido possível, pois sabia que a cada resultado negativo seria um mês a menos de Paul com o bebê. O dia em que descobrimos que teríamos uma menina foi o mais feliz de nossa vida. No dai do parto, oito meses antes de sua morte, Paul já estava muito fraco. Teve de ser levado para a maternidade em uma cadeira de rodas, com a ajuda do pai. O hospital disponibilizou uma cama junto à minha no quarto, para que ele conseguisse acompanhar o nascimento da filha. Momentos antes de Cady nascer, Paul segurou minha mão."

A paternidade

"Paul passava a maior parte do tempo olhando Cady. Praticamente não tinha forças para fazer nada mais com ela, nem trocar uma simples fralda, dar a mamadeira... Ainda assim ele foi um pai espetacular, dava-lhe toda a atenção e amor que lhe restavam. Muitas vezes ela dormia enroscada em seus braços."

O fim

"Ele sempre reagiu com muita tristeza à sua situação, mas manteve a calma até o fim. Em sua última internação, já muito debilitado fisicamente, sem forças nem para segurar um copo, com enjoos incessantes e sem apetite para nada, Paul não quis ser entubado. Ele optou pelo que chamamos na medicina de "cuidados de conforto". Ou seja, não quis ser submetido a cuidados invasivos, mesmo sabendo que tal decisão poderia antecipar um pouco o dia de seu fim. Paul morreu com a família ao lado. Nesse dia, Cady ficou em seu colo durante seis horas seguidas. Quando o quadro piorou, ele disse que estava pronto e então o suporte respiratório foi retirado. Paul recebeu morfina para amenizar a dor. Agradeceu aos pais, disse que me amava e pediu que seus escritos sobre a experiência com a doença e a paternidade fossem publicados. E, então, seguiram-se infindáveis nove horas até o último suspiro".


(texto publicado na revista Veja edição 2478 - ano 49 - nº 20 - 18 de maio de 2016)







terça-feira, 17 de maio de 2016

As mulheres mais saudáveis do mundo - Deborah Franklin



Como a reportagem é de 1997 alguns dados provavelmente estão desatualizados, mas decidi postar o texto pelo modo de vida dessas pessoas. 


Elas vivem, em média, 84 anos. Sua alimentação é à base de peixes, arroz, legumes frescos, tofu, algas e carne de porco. Mas a dieta é só uma parte do segredo das habitantes de Okinawa - grupo de ilhas subtropicais localizado a sudoeste do Japão.O modo como essas mulheres vivem é a outra parte da magia: trabalho, independência e intenso convívio social fazem bem para a alma. Muito mais para o corpo. Uma receita que pode dar certo em qualquer lugar.

Muito, muito tempo atrás vivia em uma aldeia junto ao mar um rapaz chamado Urashima. Diziam que ele foi um príncipe rico e belo; outra versão é a de que ele era um mestre pescador, cujas redes brilhavam cheias de peixe mesmo quando outros menos afortunados apanhavam apenas algumas lulas. Por mais que variem os detalhes dessa antiga fábula, as aventuras de Urashima ganham mais dramaticidade no dia em que ele pára na praia para salvar uma enorme tartaruga, cercada por um bando de crianças que a golpeavam com galhos.

Para recompensar a bondade de Urashima, a tartaruga o convida a mergulhar até um reluzente palácio de coral e espuma. Nessa terra encantada e fascinante, conhecida como Paraíso das Tartarugas, a vida é feliz, cheia de música e bons amigos. Ninguém sente fome ou solidão. E ninguém envelhece.

Uma propaganda da Varig tendo como personagem Urashima Taro


Hoje, o conto de fadas mais apreciado no Japão tem um novo viés, confirmado por cientistas que buscam o segredo da longevidade. O Paraíso das Tartarugas existe, segundo os pesquisadores. É um grupo de ilhas subtropicais, localizado 400 milhas náuticas a sudoeste da ilha principal do Japão. Esse arquipélago de coral, situado à mesma distância de Hong Kong e de Tóquio, é, há alguns séculos, um posto avançado onde se mesclam culturas e culinárias. Muito antes de ser anexado pelo Japão, em 1879, foi o lugar em que esse país avesso a estrangeiros ingressou na dança comercial com o restante da Ásia e, 50 anos atrás, na guerra contra os Estados Unidos. O Paraíso das Tartarugas, afirmam os pesquisadores, é Okinawa.

Velhos e fortes

Imagine que, hoje, os homens americanos vivem, em média, 72 anos; as mulheres, respeitáveis 79. Mas a expectativa média de vida no Japão aumentou, nas últimas décadas, para 76 anos (homens) e 83 (mulheres). Nenhuma outra região do Japão ou do mundo apresenta longevidade maior que Okinawa. Ali, a idade da mulher chega aos 84, em média. Quem tem 100 anos ou mais apresenta documentos para comprovar o que afirma.

Os mais idosos nativos de Okinawa não são apenas velhos, como mostram os registros - são incrivelmente saudáveis. Muitos conseguem adiar ou evitar a osteoporose, o câncer de próstata e de mama, o diabetes, o entupimento das artérias, o derrame e outras doenças, que em outros lugares tendem a sugar a vida antes de roubá-la.

Pesquisadores que estudam os mais idosos dizem que é como se os habitantes de Okinawa tivessem conseguido prolongar a parte média de suas vidas, em vez da final. Os segredos de Okinawa, aparentemente, estão mais ligados ao modo como você vive do que quem você é, e isso significa que a magia vital da ilha deve funcionar em qualquer outro lugar, da mesma forma que no Paraíso das Tartarugas.

Japão com Suingue

Okinawa é o Japão com suingue, uma cultura híbrida, onde os quimonos formais são pintados com ousadas formas geométricas, palmeiras agitam-se ao lado das tranquilas cerejeiras e a precisão e a pontualidade japonesas são temperadas por um ritmo suave, conhecido localmente como "tempo de Okinawa".

Okinawa é, e sempre foi, um lugar à parte, a começar pela comida. "O primeiro segredo da longevidade aqui é a carne de porco", explica Kazuhiko Taira em um café á beira-mar, por trás de uma suculenta tigela de caldo com macarrão, algas e costeletas de porco. Magro e bonitão aos 50 anos, Taia ganha a vida estudando os idosos, como gerontólogo e epidemiólogo em Nishihara (Okinawa), na Universidade dos Ryukyus. (Durante os 400 anos anteriores ao domínio japonês, as ilhas foram soberanas e conhecidas como Reino dos Ryukyus).

Em sua ronda pela ilha, Taira mede a pressão dos velhos e indaga sobre dieta, sono e passatempos, mas está igualmente interessado nas histórias que lhe contam. Uma peixeira de 97 anos, por exemplo, atribui sua longa vida a um ritual matutino: uma massagem com água fria e um punhado de grãos de soja tostados, ingeridos com uma lata de Coca-Cola. "Ela me contou que prefere cerveja, mas recentemente mudou para Coca porque custa a metade do preço", diz Taira. Uma avó de 101 anos, que sustentou a família nos anos magros da guerra vendendo arroz, diz a sua filha de 70 que se quiser viver bastante deve comer muito peixe e legumes. "Mas sempre guarde um quinto do estômago vazio", adverte a anciã. Sábio conselho. 

Embora as recomendações dos idosos para manter a longevidade nunca terminem na alimentação, parecem sempre começar por aí. Cientista meticuloso, Taira expressa sua opinião de maior efeito: "A cozinha de Okinawa é muito saudável - e muito, muito gordurosa".

Carne de porco à mesa

A carne de porco que Taira elogia tem dominado a culinária local há seis séculos, desde que os porcos domésticos desembarcaram de navios mercantes chineses. Além da suculenta sopa de macarrão, o soba de porco escolhido por Taira e os medalhões de pernil empanados com sementes de gergelim, o cardápio oferece pés de porco cozidos, sopa de miúdos e picadinho de orelhas à vinagrete - lembranças de um velho ditado usado para assustar os visitantes do Japão central: "Pode-se comer os procos desde as unhas até o rabo - tudo, menos a voz". Com a pequena quantidade de carne utilizada em qualquer prato, e com os métodos de cozimento que retiram a gordura, essa culinária só pode ser considerada gordurosa quando comparada à dieta historicamente espartana dos japoneses.

Como os Estados Unidos, o Japão do pós-guerra havia colhido os benefícios dos antibióticos, da água limpa e da refrigeração dos alimentos; a morte por doenças infecciosas estava muito abaixo da verificada uma geração antes. Assim mesmo, os japoneses ainda morriam aos 60 e poucos anos, não tanto de doença cardíaca como de derrame. O problema: excesso de sal e deficiência de proteínas e gorduras.

O fato surpreende a maioria dos americanos, habituados a pintar a gordura e seu "filho", o colesterol, como anjos da morte. Mas a gordura é o cimento dos tijolos de proteína, quando se trata de construir a manter a membrana exterior das células do corpo. A maioria dos americanos tem de se esforçar para reduzir o nível de colesterol até o limite recomendado pela Associação Americana do Coração: 200 mg% de sangue. Quando o nível de colesterol está baixo demais - menos de 100 -, é sinal de que não se está consumindo gordura suficiente.

O alto consumo de sal também aumenta os riscos. Os japoneses ingerem, em média, de 12 a 14 gramas de sal por dia, quase 50% a mais que a maioria dos americanos. Uma dieta com tanto sódio pode aumentar perigosamente a pressão, sobretudo em pessoas com predisposição genética ou quando combinada à carência de cálcio, potássio e magnésio.

A pressão alta e as membranas celulares enfraquecidas eram os principais demônios ligados à dieta japonesa até os anos 70. Os vasos sanguíneos dos cérebros dos idosos fatalmente estouravam, causando sangramento interno, conhecido como derrame hemorrágico. O derrame matava duas vezes mais pessoas que o câncer.

Ao examinar tudo isso, as autoridades de saúde japonesas perceberam que os nativos de Okinawa apresentavam taxa de derrames hemorrágicos muito menor que a do Japão central e índice de doença cardíaca bem abaixo ao dos Estados Unidos e da maior parte da Europa.

Arroz, missô e algas

Uma das primeiras coisas que os pesquisadores - incluindo Taira - investigaram foi a dieta alimentar de Okinawa. "As diferenças que encontramos eram notáveis", diz. Nas décadas anteriores a 60, os adultos japoneses comiam de sete a nove tigelas de arroz por dia, complementadas por seis a nove tigelas de sopa de soja (missô) e pequenas porções de algas ou legumes em conserva. Os legumes frescos eram muito menos comuns. Toda a proteína e não era muita - um pedaço de arenque salgado ou lascas de peixe seco misturadas ao arroz, um pedaço de peixe fervido ou salgado no jantar algumas vezes por semana.

Mas os pesquisadores japoneses advertem que, assim como há doenças causadas pelos excessos, não se deve comer com muita simplicidade. O Instituto Nacional de Saúde e Nutrição do Japão salientou que a maioria dos japoneses havia "exagerado na alimentação frugal e no arroz cozido", confiando nela para suprir até 80% das calorias.

Fritada de tofu com legumes

Os porcos não foram a única importação da China: vegetais fibrosos, ricos em vitaminas, como inhame e batata-doce, há muito são fundamentais na dieta de Okinawa, tanto quanto o arroz. A carne de porco é refogada durante horas até derreter na boca, e a gordura é frequentemente removida da superfície. Depois, a carne é mergulhada em um molho de açúcar mascavo e conhaque de arroz (awamori) para ganhar sabor. Os pedaços são acrescentados à sopa ou ao macarrão, ou ainda ao arroz, que então é frito com cenouras, rabanetes e legumes verdes. O toucinho que sobra é usado em quantidade maior que no Japão, mas mínima segundo os padrões americanos, em uma especialidade regional chamada champuru - leve fritada de tofu com legumes frescos. O Sudeste Asiático é, provavelmente, a origem da mistura de gengibre e açúcar mascavo que dá a muitos pratos locais um sabor defumado-adocicado, que lembra melado de cana. Em Okinawa, apreciam-se temperos picantes como em nenhuma outra parte do Japão.

Os habitantes locais comiam três vezes mais carnes (e sua gordura) que os do Japão central, 50% mais tofu e 40% menos sal. Ao consumir mais legumes frescos que em conserva, os nativos ingeriam mais vitaminas e fibras e menos sal que os moradores do Japão central. Isso ajuda a explicar seus índices muito menores de câncer de estômago e de cólon.

Yukio Yamori, patologista da Universidade de Kyoto e colaborador de Taira, chefia há 15 anos um estudo da Organização Mundial de Saúde sobre as relações entre dieta e longevidade, em 25 regiões ao redor do globo. Yamori acha que vários aspectos da dieta de Okinawa - além de gordura, fibras e proteínas - devem interessar aos americanos. "Tofu e outros derivados de soja são ricos em isoflavonóides - substâncias semelhantes ao estrógeno, capazes de impedir a osteoporose, ao ajudar a absorção de cálcio", diz. "Também podem ajudar a explicar os índices de câncer de mama e de próstata verificados no Japão, menores que nos Estados Unidos".

Mais soja, menos osteoporose

Yamori salienta que sua mais recente pesquisa, feita no Japão e no Havaí com mulheres pós-menopausa, mostrou que as que comiam mais soja tinham ossos mais densos. Se a descoberta foi comprovada, diz, pode-se explicar por que as japonesas idosas - especialmente as de Okinawa - sofrem muito menos fraturas ósseas do que as americanas, embora as japonesas consumam muito menos cálcio.

Os frutos do mar e as algas que os japoneses de Okinawa comem todos os dias, segundo o cientista, são excelentes fontes de proteínas e de ácidos graxos ômega-3, que ajudam a manter as artérias desobstruídas e reduzir o risco de doenças cardíacas. "Descobrimos que as pessoas que comem peixe várias vezes por semana têm menor probabilidade de sofrer doença cardíaca do que as que raramente fazem isso", diz Yamori.

As implicações para os americanos são claras - e não é preciso gostar de algas ou picadinho de orelhas de porco. Um esforço para reduzir as calorias diárias em 25% ou 30% equivalerá à dieta dos habitantes de Okinawa. Podem comer carne se quiserem, mas não tanta, diz Yamori. Mesmo hoje, quando massas e saladas são quase tão apreciadas quanto bolo de carne e costelas gordas, os americanos consomem, em média, 344 gramas de carne por dia - mais que o triplo da média ingerida pelos moradores de Okinawa. Ao reduzir a carne, sugere o pesquisador, experimente comer peixe quatro vezes por semana e coloque alguns pedaços de tofu no refogado de legumes. E pelo menos alguns dos agentes anticancerígenos presentes nas algas verde-escuras são encontradas em folhas escuras.

Ativas para sempre

Taira orgulha-se da culinária local, mas tem certeza de que apenas alimentar-se corretamente não o levará ao Paraíso das Tartarugtas. "Aqui, temos o ditado de que 'alimento é remédio'", diz. "Mas isso é apenas uma parte da resposta. O segundo e talvez mais importante segredo de Okinawa para uma vida longa e saudável é o que chamamos de yuimaru.

Hiroko Sho, amiga de Taira, alegra-se em explicar. A simpática e elegante senhora de 63 anos, viúva do último herdeiro do imperador Ryukyu, é vice-diretora de Saúde e Educação de Okinawa. Yuimaru, diz Hiroko, vem da palavra japonesa "círculo" e "ligação", e é o que faz as aldeias funcionarem. "O trabalho e a independência sempre foram muito importantes para nós", conta. "Mesmo que seus filhos não morem mais na aldeia, as pessoas mais velhas querem continuar morando em suas casas o maior tempo possível e trabalhando, seja nos campos ou tecendo, seja no mercado ou na peixaria."

"Uma anciã, por exemplo, pode ter uma peixaria durante muito tempo. Em sua juventude, ela se levanta cedo e vai ao atacadista comprar peixe. Quando envelhece, algum vizinho faz isso por ela. Assim, ela pode continuar tendo seu negócio. A quantia que recebe diminui aos poucos. Mas o importante é que alguém compra o que ela vende", diz Sho. "Talvez a gente nem coma, apesar de não dizermos isso a ela. Isso é yuimaru." É essa sensação de pertencer, de ser necessário, acredita Sho, que faz uma pessoa querer se levantar e abrir sua peixaria aos 103 anos.

"Hoje, yuimaru é uma palavra bonita à qual nos apegamos", diz o fazendeiro Hiroichi Yonamine, de 63 anos. "Mas quando meu pai era jovem, yuimaru era  tão vital para a sobrevivência que as pessoas não falavam nele; o viviam." O pai de Hiroichi, Takejo, de 103 anos, é um homem impertigado que, em 1947, perdeu sete filhos. Com a ajuda do restante da família, Takejo reconstruiu sua fazenda de cana-de-açúcar no centro-sul de Okinawa. Hiroichi fala com carinho sobre o modo como o pai conseguia provisões para a família durante a guerra, quando os Yonamine eram obrigados a fugir de caverna em caverna durante a noite, abrigando-se dos tanques e das granadas.

Espírito solidário

Esse tempo difícil não foi esquecido. Em um domingo de primavera, duas gerações da família de anciãos reúnem-se ao redor de uma mesa baixa forrada de bolinhos fritos, frutas e doces de açúcar mascavo. Hiroichi senta-se de pernas cruzadas ao lado do pai, parando de tempos em tempos para completar sua xícara de chá de jasmim. Em Okinawa, conta Hiroichi, os vizinhos fazem parte da família. Todas as mãos devem se unir na tarefa da colheita, de erguer um celeiro ou construir um túmulo familiar. 

Como cada vez mais pessoas no Japão vivem além dos 80 ou 90 anos, o governo está interessado em descobrir um modo de mantê-las vitalizadas. Com esse objetivo, Taira iniciou uma nova pesquisa, comparando a vida dos moradores mais idosos de três lugares: Akita, aldeia no norte do Japão central, que tem muitos descendentes de imigrantes de Okinawa; Naha, capital da ilha, no centro-sul; e Ogimi, aldeia esquecida pelo tempo no norte de Okinawa.

Até agora, o estudo de Taira revelou algumas diferenças que ele já esperava. Os aldeões de Naha e Ogimi comem menos sal e mais carne, legumes e tofu que os de Akita. A menor incidência de câncer, hipertensão e fraturas do fêmur em Naha e Ogimi refletem os hábitos alimentares. Mas o que lhe interessa são as atividades física e social.

Os invernos em Akita são longos, gelados e úmidos. Não é de surpreender, então, que os idosos dali sejam sedentários na maior parte do ano, diz Taira. O que é mais difícil explicar é por que os idosos da aldeia de Ogimi são muito mais ativos fisicamente que os de Naha, apesar de compartilharem o mesmo clima ameno. Quando Taira pediu a idosos saudáveis de ambos os lugares que usassem pedômetros durante alguns dias, para ter noção do nível de atividade, descobriu que as pessoas de Ogimi davam quase o dobro de passos que os demais. Questionários confirmaram que os moradores de Ogimi também pareciam mais felizes. Taira suspeita que seja mais um efeito do yuimaru.

Beber, dançar, conversar

"É verdade que respeitamos muito os idosos em toda Okinawa", diz. "Mas, nas cidades, quando se mora sozinho ou mesmo com os filhos, é mais fácil deixar de frequentar o centro comunitário, ver os amigos e parar de fazer exercícios. O convívio social é tão importante para o corpo como para a alma."

Ushi Okushima é prova disso. Bronzeada e enrijecida pelo trabalho na terra de Ogimi durante 95 anos, com seu 1,40 m é uma mulher pequenina, mas autoritária. Seus filhos, com exceção de um, 13 netos e 20 bisnetos, vivem na cidade distante. Mas ela se contenta com as visitas que lhe fazem. Se deixasse Ogimi por mais de dois dias, quem cuidaria da fazenda?, pergunta. Pisando cuidadosamente entre as fileiras de feijão, cenoura, tomate, rabanete e mamão. Okushima agacha-se para retirar um besouro de uma folha de repolho chinês. "Aqui, tenho amigos e vizinhos. Nas noites de verão, andamos pela praia até depois das 7 ou 8 horas. Dançamos, bebemos awamori, conversamos durante horas. Nos divertimos muito. Se eu fosse para Naha, acho que morreria."

Perto da praia, onde os visitantes chegam a Ogimi, há um marco de boas-vindas em calcário, uma homenagem à famosa longevidade dos aldeões. Esculpidas na rocha escura em caracteres japoneses estão as palavras de outro velho ditado de Okinawa: "Aos 70 você ainda é uma criança; aos 80, um jovem. E se aos 90 alguém lá do Céu o chamar, diga-lhe: 'Ah, vá embora; volte quando eu tiver 100'".


(texto publicado na revista Mais Vida nº 13 - janeiro de 1997)

domingo, 8 de maio de 2016

Sabe o que acontece com seu corpo se você come bananas maduras? (Melhor com Saúde)


A banana madura nos ajuda a aumentar o número de leucócitos e a reforçar o sistema imunológico. Além disso, melhora a saúde cardiovascular e favorece a absorção de cálcio.

A banana é uma fruta muito deliciosa que deveria ser incluída, de forma mais frequente, em nossa dieta, não apenas pelo seu agradável sabor, mas também porque está comprovado que contém nutrientes muito importantes que ajudam a melhorar a saúde do organismo. Há algum tempo atrás, falamos que o consumo de banana diminui a depressão, melhora o funcionamento do cérebro, combate a hipertensão e, em geral, pode prevenir diversas doenças. Entretanto, graças a uma pesquisa recente podemos conhecer outros benefícios das bananas, especificamente, das que estão bem maduras.

As bananas contêm o Fator de Necrose Tumoral

Na medida em que as bananas vão amadurecendo, vão desenvolvendo uma série de manchas escuras de cor marrom e preta que invadem quase toda a casca. Alguns preferem evitar as bananas neste estado, já que são mais doces e sua textura pode parecer não tão agradável. O que poucos sabem é que quanto mais manchas escuras tenha a banana, mais benefícios ela trará ao organismo e, em especial, ao sistema imunológico.

Em uma pesquisa japonesa recente, descobriu-se que as bananas maduras contém uma citosina chamada Fator de Necrose Tumoral (FNT), que é liberada por algumas células do sistema imunológico, e que tem efeito sobre outras células do corpo. Esta é a que fornece as propriedades que nos ajudam a combater o câncer. Seu efeito é tão poderoso que pode ajudar lutar contra as células tumorais anormais que estão presentes no nosso corpo.

A função da citosina é comparada com a do lentinano, que é um imunoestimulante químico que se aplica por via intravenosa e atua como um agente anticancerígeno.

O efeito aumenta com sua madurez, ou seja, quanto mais madura seja a fruta, maior será seu efeito anticancerígeno.

Mais madurez, maior quantidade de nutrientes

À medida que as frutas amadurecem, vão acontecendo mudanças em relação ao seu valor nutricional, aumentando ou diminuindo duas propriedades. No caso das bananas, comprovou-se que quanto mais madura elas forem maior o nível de antioxidantes que se concentram. Além disso, quando ela já tiver muitas manchas escuras, o conteúdo de amido muda para açúcares simples, que são mais fáceis para digerir.

Em um estudo feito por cientistas japoneses, foram realizadas provas associadas com o consumo de diferentes frutas maduras: a banana, a uva, a maçã, o abacaxi, a melancia e o caqui. Ao final da investigação, concluiu-se que a banana madura é mais benéfica que as outras frutas, já que tem a capacidade de aumentar o número de células brancas no sangue e reforçar o sistema imunológico.

Para aproveitar este importante benefício da banana, recomenda-se comer uma ou duas ao dia.

Aumenta as defesas e nos afasta das doenças

Os cientistas consideram que quanto mais madura a banana for, maior concentração de Fator de Necrose Tumoral terá. Acredita-se que o número de defesas e de células brancas pode aumentar em até 8 vezes, em comparação com as bananas que são verdes ou que estão frescas.

Que outros benefícios trazem as bananas maduras?

O fato de terem compostos anticancerígenos deveria ser uma razão mais que suficiente para incluí-las com mais frequência em sua dieta. Não obstante, para que não fique com dúvidas, apresentamos outros importantes benefícios que são conseguidos ao comer bananas maduras.

Boa saúde digestiva

Uma banana média contém até 3 gramas de fibra, que contribui para o bom funcionamento intestinal e facilita a circulação dos alimentos no trato digestivo. Supõe-se que é uma fonte natural de eletrólitos, que, de um modo geral, são perdidos quando sofremos com diarreias. Também contém compostos prebióticos, como os frutooligossacarídeos, que ajudam a conservar as bactérias boas presentes no organismo.

Melhora a saúde cardiovascular

Por serem ricas em potássio, as bananas maduras diminuem as concentrações de sódio, que podem causar retenção de líquidos e afetar a saúde do coração. Em uma análise de 11 estudos publicados na revista “Journal of the American College of Cardiology”, determinou-se que as pessoas que introduzem alimentos ricos em potássio à dieta, poderiam reduzir os riscos de padecerem de acidentes cerebrovasculares e doenças coronárias.

Saúde dos ossos

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Informação de Micronutrientes do Instituto Linus Pauling de Óregon (Estados Unidos) revelou que uma dieta rica em potássio diminui o risco de uma pessoa sofrer com osteoporose. As bananas maduras são fontes de potássio e, como se fosse pouco, os frutooligossacarídeos contribuem no aumento da absorção de cálcio, o que poderia, ao mesmo tempo, fortalecer os ossos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

9 incríveis benefícios obtidos ao comermos bananas (Melhor com Saúde)


Apesar de ser rica em açúcares, a banana pode nos ajudar quando estamos tentando perder peso, pois diminui a ansiedade e evita a ingestão de outras comidas calóricas.

As bananas são uma das frutas mais consumidas no mundo desde o início da humanidade, pois têm um sabor delicioso e muito doce que pode ser apreciado isoladamente ou adicionado a muitas outras receitas da gastronomia mundial.

Até algumas décadas atrás, pensava-se que era errado incorporá-las regularmente na dieta, pois as bananas são ricas em açúcares e também aportam uma quantidade significativa de calorias.

No entanto, graças às muitas investigações que foram realizadas, agora sabemos que é um alimento com alto valor nutritivo, adequado para todos os tipos de dietas.

É uma grande fonte de potássio e pectina, um tipo de fibra que favorece as funções digestivas do corpo; também aportam magnésio e vitaminas C e B6 que fortalecem o sistema imunológico e melhoraram a saúde geral.

Desfrute de comer uma banana todos os dias para usufruir de seus benefícios.

1. Comer bananas evita a depressão

Pelo seu teor de triptofano, que ao chegar ao organismo se converte em serotonina,as bananas podem ajudar a relaxar o corpo para melhorar o humor e aumentar a sensação de felicidade.

Além disso, sendo um fruto energético ajuda a combater a sensação de fadiga e desânimo que muitas vezes acompanham a depressão.

2. Combate a constipação

A ingestão de fibras é essencial para o trânsito intestinal e para vários processos digestivos.

A banana faz uma contribuição significativa de fibras, tornando-a ideal para tratar a constipação e regular a função intestinal.

Para isso, é aconselhável comer uma banana entre 20 e 30 minutos após cada refeição, ou como parte do café da manhã.

3. Protege o coração

Por ter uma quantidade significativa de potássio (um eletrólito essencial que mantém a eletricidade que flui através do corpo) este alimento ajuda a proteger o coração.

Por ser rica em potássio e pobre em sódio, a banana, reduz o risco cardiovascular, reduzindo a pressão arterial e melhorando a circulação.

4. Ajuda na perda de peso

Embora sejam relativamente ricas em calorias, as bananas têm mais benefícios que desvantagens na perda de peso.

Estima-se que uma porção pode fornecer até 10% da necessidade diária de fibras para melhorar a digestão e também pela sua vitamina B6 poderia proteger contra a diabetes de tipo 2 e a obesidade.

Este alimento é um grande complemento para perder peso sem sofrimento, porqueo sabor doce da banana reduz a ansiedade e evita o consumo excessivo de outros alimentos ricos em calorias e gorduras.

5. Poderia prevenir o câncer

Por ser rica em compostos fenólicos antioxidantes, o consumo regular da banana pode funcionar como um grande preventivo de câncer de rim.

Sabe-se que o consumo de frutas e legumes em geral pode ter efeitos anticancerígenos, no entanto, foram encontradas algumas vantagens adicionais no consumo de banana.

6. Combate úlceras

Elas são recomendadas para pessoas com problemas gastrointestinais devido à sua textura macia e suave.

As bananas são capazes de criar uma camada protetora sobre o estômago e podem neutralizar as irritações causadas pelo excesso de acidez.

7. Alivia a acidez

Comer uma banana depois de consumir alimentos picantes ou em excesso pode evitar aquele refluxo irritante na garganta e na boca.

Este fruto tem um efeito antiácido que instantaneamente neutraliza a acidez e relaxa o trato digestivo.

8. Controla os nervos

Traz uma contribuição significativa de vitamina B, essencial para o bom funcionamento do sistema nervoso .

Graças ao seu efeito calmante e saciante a banana pode reduzir o estresse e a sensações de ansiedade ou irritabilidade.

Além disso, graças à sua doçura natural e aos carboidratos pode ser útil para melhorar a função mental.

9. Melhora a visão

Embora a cenoura seja a mais popular na proteção da visão, as bananas também podem desempenhar um papel importante.

Elas têm uma pequena quantidade de vitamina A, essencial para a proteção dos olhos e a saúde visual.

Como outras frutas, a banana pode prevenir a degeneração macular, uma doença grave que distorce a visão central.

Desfrute!

Há muitas maneiras de incluir diariamente esta fruta em sua dieta. O sabor é muito delicioso e não há nenhuma razão para pensar que pode ser prejudicial.

O importante é comer moderadamente, já que em excesso traz muitas calorias e por sua ação laxante pode causar efeitos negativos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Leucemia linfocítica crônica ocorre mais a partir dos 60 anos de idade - Dr. Jacques Tabacof


Muitos pacientes ficam apreensivos e alguns até se apavoram ao saber do diagnóstico, mas não existe motivo para tanto. Esse tipo de leucemia não é agressivo e, em muitos casos, a pessoa irá precisar somente de acompanhamento médico durante um longo período. A boa notícia é que a Anvisa acaba de aprovar uma droga bastante eficaz para aqueles que precisam de tratamento.

Leucemia é o câncer dos glóbulos brancos, chamados leucócitos, que são as células produzidas na medula óssea para defender o organismo. Há vários tipos de leucócito, portanto diferentes tipos da doença.

A leucemia linfocítica crônica (LLC) é a mais comum e corresponde a cerca de 40% de todos os tipos da doença. Ela se manifesta sobretudo em pessoas de 60 a 65 anos e é mais frequente no homem. Muito rara no jovem com menos de 30 anos, não ocorre em criança. É ainda mais comum no mundo ocidental e rara no oriental.

A leucemia linfocítica é a proliferação descontrolada dos linfócitos. Há dois tipos da doença: a aguda e a crônica. A leucemia linfocítica aguda (LLA) caracteriza-se pela produção de células agressivas que se espalham rápido pelo corpo. Ocorre mais em jovens e é tratada com quimioterapia.

Já a leucemia linfocítica crônica se caracteriza pelo acúmulo em geral bastante lento e progressivo de linfócitos maduros na corrente sanguínea. Normalmente a pessoa descobre que esetá com LLC ao fazer um check-up de rotina. O hemograma, ao invés dos 2 000 linfócitos normais no organismo, acusa 10 000 e, em muitos casos, pode passar de 20 000 linfócitos por mm

Ao longo dos anos, o acúmulo na medula óssea e no sangue desses linfócitos "anormais", ou seja, células doentes que não conseguem combater as infecções, pode causar inchaço e inflamação nos gânglios linfáticos localizados no pescoço, atrás da orelha, axilas, tórax, abdome e virilhas. Só nos casos muito avançados da doença, o paciente terá febre, sudorese, anemia e cansaço. Isso porque a produção descontrolada de linfócitos acaba prejudicando a fabricação de glóbulos vermelhos e plaquetas pela medula óssea.

Muito importante, portanto, sempre que o hemograma indicar aumento de linfócitos, procurar um hematologista que, por meio do exame imunofenotipagem, irá identificar o tipo exato da céula e, se constatado de fato o câncer, indicar o tratamento mais adequado.

Diagnosticada a LLC, a maioria dos pacientes irá necessitar só de acompanhamento médico, sem a utilização de medicamentos. Isso porque o acúmulo de lincócitos costuma ser lento e não causar muito impacto na vida de uma pessoa mais idosa. O acompanhamento da evolução do crescimento de lincócitos, porém, deve ser rigoroso. Isso significa que o paciente precisa ir ao hematologista a cada quadrimestre.

Já quando a pessoa está numa fase mais adiantada da LLC, com anemia e/ou gânglios muito aumentados, é necessário recorrer a algum tipo de tratamento. Há atualmente remédios muito eficazes para o combate da LLC e o hematologista irá decidir pelo melhor método, considerando a faixa etária e a saúde geral do paciente.

Para pessoas mais idosas e com outros problemas de saúde, a melhor opção é a droga obinutuzumabe, anticorpo que ataca as células cancerosas. O medicamento acaba de ser liberado no Brasil pela Anvisa e é utilizado em associação com a quimioterapia oral clorambucil. Ainda não está disponível no SUS, mas é possível conseguir por intermédio dos convênios médicos e em alguns hospitais.

Já em pacientes com 60 anos ou menos ou com boa saúde, o mais indicado é uma combinação de drogas mais potentes, como fludarabina e ciclofosfamida com rituxinabe. Mas há o risco de provocar efeitos colaterais.



(texto publicado na revista Caras edição 1142 - ano 22 - nº 39 - 25 de setembro de 2015)

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

De olho na alimentação


Você sabia que as frutas e verduras podem ser remédios naturais?

Que uma alimentação saudável é essencial para o bom funcionamento do corpo e da mente, todo mundo sabe! Mas você já ouviu que, na medida certa, alguns alimentos podem atuar como remédios naturais? Uma recente pesquisa da University College London, que acompanhou mais de 65 mil voluntários entre 2001 e 2013, mostrou que pessoas que ingeriam de sete a mais porções de frutas e vegetais por dia tinham os riscos de desenvolver câncer reduzidos em 25% e 31% em relação às doenças cardiovasculares.

Isto ocorre porque estes alimentos são ricos em antioxidantes, vitaminas e fibras, que ajudam a prevenir doenças, auxiliam no funcionamento do intestino, mantêm a saúde da pele e ainda têm poucas calorias.

O Brasil é um país rico em variedades de frutas e vegetais, o que facilita o consumo e aumenta ainda mais as chances de usá-las como prevenção de doenças. As frutas vermelhas, por exemplo, são fontes de nutrientes que ajudam a prevenir alguns tipos de câncer. Já a laranja, uva e maçã são ricas em fibras, que podem ajudar a diminuir o mau colesterol, protegendo assim, contra doenças cardíacas.

Os vegetais são ainda mais benéficos: a salada reduz quase três vezes mais o risco de morte do que uma porção de frutas. O tomate, por exemplo, é fonte de licopeno, que ajuda a combater o câncer de próstata, mas fique atento: para o licopeno fazer efeito, ele deve ser aquecido, como no molho de tomate.

Uma boa opção é combinar a salada com proteínas, como ovos, peixe e peito de frango, assim elas ficam ainda mais nutritivas e aumentam a sensação de saciedade.



(texto publicado no jornal Vídeo Imóvel News edição 2630 - maio de 2014)



domingo, 13 de setembro de 2015

10 sintomas de câncer que a maioria das pessoas ignora (Catraca Livre)


O site Women's Health reuniu em reportagem dez sintomas que podem indicar que uma pessoa está com câncer. Assim como esses sinais podem indicar apenas uma febre ou até mesmo uma gripe, especialistas alertam para alguns "sinais vermelhos" para você ficar atento:

1. Tosse persistente ou rouquidão

Não há o que se preocupar com uma tosse, porém uma tosse persistente ou acompanhada de sangue é definitivamente motivo de preocupação. "A maioria das tosses não são câncer", diz Therese Bartholomew Bevers, professora e diretora do Cancer Prevention Center at the MD Anderson Cancer Center. "Mas, certamente, uma tosse persistente precisa ser avaliada para ver se ela pode ser câncer de pulmão." O seu médico deve fazer uma radiografia no tórax ou tomografia computadorizada para descartar o câncer como uma possibilidade.

2. Mudanças persistentes no intestino

Quando seus movimentos intestinais não são tão fáceis como já foram ou suas fezes parece maior do que o normal ou um pouco deformada, esse poderia ser um sinal de câncer de cólon, diz Bartholomew Bevers. "Pode ser um sinal de que há uma massa impedindo o trânsito das fezes", diz ela. "Esse é um sintoma que uma pessoa deve ir ao médico e agendar uma colonoscopia para ver se há de fato uma massa."

3. Atenção na urina

"Se há sangue na urina, isso pode ser um indicativo de câncer de bexiga ou nos rins, mas mais comumente esse é um sinal de uma infecção urinária", diz Bartholomew Bevers. Verifique a existência de uma infecção em primeiro lugar, em seguida, busque outras opções de tratamento.

4. Dor persistente e inexplicável

"Dor não é necessariamente um sinal de câncer, mas a dor persistente deve ser verificada",diz Bartholomew Bevers. "Se você tem dores de cabeça persistentes, por exemplo, é provável que não tenha câncer, mas ainda assim você deve ser analisado. A dor persistente no peito pode ser um sinal de câncer de pulmão. E a dor em seu abdômen poderia ser câncer de ovário."

5. Perda de peso inexplicada

"Como adultos, nós nos esforçamos muito para perder peso", diz Bartholomew Bevers. "Masse o seu peso está caindo muito, sem qualquer esforço de sua parte, essa é uma grande preocupação e pode ser indicativo de um problema médico sério". Um desses problemas, diz ela, poderia ser uma doença maligna ou um tumor.

6. Mudança na aparência de pintas

"Uma pinta não é necessariamente um sinal de câncer, mas se você notar alguma mudança na aparência de suas pintas você deve falar com seu dermatologista, que irá fazer um exame para detectar câncer de pele", diz Bartholomew Bevers.

7. Uma ferida que não cicatriza

Se você tiver uma ferida que não cicatriza há três semanas, você deve ir ao seu médico. "O ferimento já deveria ter cicatrizado após esse período", diz Bartholomew Bevers, "e é aconselhável que você faça um exame para checar". Essa ferida pode ser um sinal de carcinoma.

8. Sangramento inesperado

Sangramento vaginal fora do seu ciclo normal pode ser um sinal precoce de câncer cervical. Já o sangramento no reto pode indicar câncer de cólon, diz Bartholomew Bevers.

9. Um caroço inexplicável

"Toda vez que você tem um caroço que é novo ou que está mudando, isso é algo que deve ser olhado pelo seu médico", diz Bartholomew Bevers. Embora possa ser um um quisto benigno, o caroço também pode ser "um câncer que está no tecido. Um nódulo na mama é um sintoma muito comum de câncer de mama", explica. Consulte o seu médico para obter mais informações.

10. Dificuldade persistente em engolir

Dois tipos de câncer podem estar por trás desse sintoma, incluindo pescoço e câncer de esôfago. "Pessoas que têm esses sintomas começam a modificar suas dietas, comem alimentos mais macios, sem pensar que poderia haver um problema mais sério". Atenção: Qualquer tipo de sintoma persistente deve ser levado ao médico.