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terça-feira, 9 de agosto de 2016

O gênio do Fusca - Álvaro Oppermann


O publicitário Bill Bernbach tinha pela frente um problema e tanto naquele ano de 1959. Sua agência acabara de ser contratada para fazer a propaganda do Fusca nos Estados Unidos. Os americanos não gostavam do carro, insensíveis ao seu arrojado design, criado pelo austríaco Ferdinand Porsche, inspirado numa  gota d'água, o achavam feio e pouco prático. Deram a ele o apelido pejorativo de beetle, besouro em inglês. Além disso, carregava a pecha de ser "o carro de Hitler", o veículo que o ditador nazista sonhara para o povo alemão. Lançado nos Estados Unidos em 1949, foi logo um fracasso. Em 1950, dos 6,6 milhões de veículos novos do país, apenas 330 eram da marca Volkswagen.

Bill Bernbach, um nova-iorquino nascido em 1911, resolveu mudar esse cenário e engatou uma nova marcha na história dos negócios do século 20. O anúncio que criou para o pequeno besouro alterou o curso do automóvel no país e, de quebra, mudou o jeito de se fazer propaganda no mundo. O seu título era "Think small" (pense pequeno). Seu humor provocativo ia contra o pensamento corrente nos EUA do "pense grande". Um fenômeno curioso se registrou: os consumidores chegavam às lojas de automóveis repetindo aos vendedores quase literalmente os textos de campanha publicitária que tinham ouvido.

Os anúncios de Bill tinham humor e falavam com o consumidor como se fosse um amigo próximo. Além disso, o publicitário colocou um ingrediente inédito nos anúncios americanos: a malandragem de quem nasceu no Bronx.

Para a então obscura locadora de automóveis Avis, que no ano de 1962 se encontrava bem distante da líder e rival Hertz, criou a campanha "Nós somos o número dois". Ser vice, argumentava Bernbach, era um estímulo para a Avis atender melhor o cliente e assim bater a líder. O que de fato aconteceu.

Por trás do malandro, porém, escondia-se um erudito que estudava literatura inglesa e filosofia. O passado imerso nos clássicos o ajudou. Vendo em retrospecto, os melhores anúncios de Bernbach se apoiavam num velho truque de retórica, cujo artifício consistia em, de início, concordar com a opinião contrária de uma platéia hostil, a fim de ganhar sua simpatia e confiança, para só então expor os argumentos que faziam o público mudar de opinião.

A erudição não era sua única marca distintiva. Organizado, nunca saía do escritório depois das 5 da tarde. De gosto apurado, estava sempre de paletó e gravata. Foi o primeiro a dar um lugar ao sol na publicidade a judeus, italianos e negros, antes rigorosamente excluídos da avenida Madison (rua das agências em Nova York).

Polêmicas também cercavam o nome de William Bernbach. Era considerado arrogante. "Sem arrogância não dá para fazer propaganda", afirmava categoricamente. Rendeu-lhe críticas também o fato de ser judeu e ter transformado o sinistro carro de Hitler no simpático Fusca (ou Beetle e Carocha, alguns dos nomes que recebeu mundo afora). Aos críticos, respondia: "Nada é mais danoso a um mau produto que a boa propaganda".

Bernbach morreu em 1982, de leucemia. Recentemente, foi eleito o maior publicitário da história. Criar um dos ícones do século 20 foi só uma de suas façanhas. Persuasão era a arte de Bill.


(texto publicado na revista Super Interessante edição 205 - outubro de 2004)






terça-feira, 26 de julho de 2016

Seja um pedestre atento - Fernanda Mendonça


Muito se fala sobre a conduta do motorista, mas o pedestre também tem que fazer a parte dele. Saiba como o seu comportamento fora do veículo pode evitar acidentes

É comum que, depois de um acidente, os envolvidos ou familiares do acidentado queiram apontar um único culpado pelo ocorrido. "O carro que não respeitou a faixa"; "O pedestre atravessou quando o sinal já estava fechando"; "A moto que vinha em velocidade acima da permitida" etc. Salete Romero é palestrante, especialista em psicologia e segurança no trânsito e realiza palestras por todo o Brasil. Ela rebate esses argumentos. "Em muitos dos casos, não só o pedestre ou só o motorista ou motociclista está errado, mas todos os envolvidos", alerta. Por isso, é muito importante que todas as pessoas enxerguem que suas atitudes no trânsito influenciam a segurança de todos. Essa consciência deve ser, inclusive, do pedestre, que, apesar de não estar guiando um veículo, também deve transitar com cautela pelas ruas. "Vale lembrar ainda que, assim que um motorista sai do carro, ele também vira pedestre", afirma. Pensando em melhorar esse convívio entre todas as partes, conversamos também com a diretora de Habilitação do DETRAN de São Paulo, Janete Bloise. Confira as dicas das especialistas e ande por aí com segurança e sem atrapalhar o tráfego.

Olho no olho

Está no Código de Trânsito Brasileiro que o pedestre tem preferência. Sendo assim, os carros podem e devem respeitá-lo em primeiro lugar. "Por outro lado, o pedestre nunca pode contar que, por existirem regras, todos irão cumpri-las", alerta Salete. Segundo ela, quando estamos de pé e vamos atravessar a rua, por exemplo, mesmo se estivermos na faixa, devemos observar se os carros estão parados e se todos os motoristas estão nos vendo. Para Janete, o olho no olho é indispensável. "Muitas vezes condutor do veículo está distraído, ou no celular - o que está errado -, mas o pedestre precisa ter certeza de que foi visto", conclui.

Visibilidade

- O pedestre pode facilitar o "trabalho" do motorista, posicionando-se de maneira visível. Ao aguardar o farol verde para a travessia, por exemplo, procure não ficar atrás de pestes, árvores, caçambas de entulho ou qualquer outro objeto grande ou volumoso. Lembre-se de que o motorista precisa ver você!

- Use alguma peça de roupa clara ou que chame atenção, especialmente em dias chuvosos ou com neblina. Durante a noite, também é recomendado evitar as roupas pretas. Acredite: essa atitude facilita bastante a visualização dos condutores de veículos.

- "Engana-se quem pensa que o motorista do ônibus ou do caminhão enxerga melhor que os condutores de carros de passeio. Quanto maior o veículo, mais pontos cegos ele tem", alerta Salete. Redobre a atenção ao atravessar na frente de veículos maiores!

- Observe quando o carro está dando ré. "Aquela luz branca atrás de um automóvel significa que a marcha a ré está engatada. Algumas pessoas que nunca dirigiram não sabem disso o que é um perigo! Se essa luz estiver acesa, não passe atrás do veículo", avisa a palestrante.

Ajude os motoristas

Paciência

- Espere em cima da calçada e distante da beirada. Ficar no meio-fio não ajuda em nada, você não vai chegar atrasado ao seu destino se der um passo para trás. Dessa forma, você não atrapalha os carros e garante a sua integridade física.

Atenção

- Ao atravessar a rua, olhe para os dois lados e certifique-se de que não venham carros, ou que haja tempo hábil para uma travessia segura. "Muitas vezes, por fazer sempre o mesmo caminho, ou por estar apressado, o pedestre age de forma mecânica e não faz ideia do perigo que está correndo", alerta Janete.

- Quando passar perto de portas de garagem, postos de gasolina ou qualquer lugar onde a guia estiver rebaixada, fique atento! "Nesses lugares, a calçada é lugar comum de veículos e pedestres", alerta Salete. Distração de qualquer uma das partes pode causar acidentes!

Regras

- As regras existem para serem seguidas. Em locais onde existem passarelas ou passagens subterrâneas, não atravesse fora delas, é muito perigoso.

- Coloque-se no lugar do motorista. "O pedestre tende a fazer o que é mais conveniente para ele, como atravessar perto do ponto onde vai pegar o ônibus, por exemplo. Esse olhar é egoísta, e o pedestre, nesse caso, pode ser pego de surpresa por algum veículo, que, por sua vez, pode estar transitando seguindo as regras ou também pode estar cometendo alguma infração", afirma Janete. Cuidado!

Crianças

- Segure-as pelo punho no momento da travessia, assim é mais seguro. Como as crianças precisam de mais tempo para atravessar, espere até que não venham carros. Não tente passar correndo entre um intervalo pequeno de veículos.

- Crianças com menos de 10 anos devem fazer a travessia sempre acompanhadas de um adulto", lembra Janete.

Nas grandes avenidas

Em metrópoles, é preciso ser ainda mais cauteloso. Especialmente nas grandes avenidas, onde a circulação de carros e de motos é alta. "Infelizmente muitos motociclistas insistem em trafegar por corredores imaginários, ultrapassando os carros parados", comenta Janete. Segundo ela, atropelamentos são comuns nesse tipo de via. "Eles ocorrem com frequência na seguinte situação: o pedestre faz a  travessia fora da faixa (quando os carros param por conta do trânsito ou de um farol que está mais à frente) e não vê a moto que vem em um desses corredores imaginários", afirma a diretoria de Habilitação. "Ambos estão errados, e é uma situação que poderia ser evitada!", finaliza.

Ao descer do ônibus

Fique ligado também quando descer do ônibus, especialmente se o condutor parar longe do meio-fio. "Um motociclista apressado pode tentar passar por esse espaço", avisa Janete.


(texto publicado na revista Ponto de Encontro nº 52 - out/nov de 2014)

quinta-feira, 17 de março de 2016

Cinto de segurança no banco traseiro


O uso do cinto de segurança nos bancos traseiros tem que virar um hábito

Você sabia que numa colisão o corpo de uma pessoa ou qualquer objeto que esteja no veículo pode chegar a pesar 35 vezes o seu peso em circunstâncias normais? Por exemplo: uma pessoa de 75 kg em uma colisão com desaceleração total a 60 km/h pesará 2 toneladas e 600 quilos. É por isso que numa forte colisão é impossível que a pessoa se segure sem o cinto de segurança. Este também é um bom estímulo para que o cinto de segurança seja usado também no banco traseiro. Bater a face ou o tórax no banco da frente com este peso "extra" significa uma grande chance de ferimentos generalizados. E quem acha que air bag sozinho faz milagre, fica um alerta: ele faz parte de um conjunto de segurança, onde o cinto é indispensável. Por que tantos veículos que têm air bag possuem o dispositivo que apita quando o motorista está sem cinto? Aliás, este dispositivo poderia funcionar não só para os bancos dianteiros como também para os bancos traseiros. O encosto de cabeça assim como o cinto de segurança é obrigatório. Ele deve ser ajustado para cada passageiro porque faz parte do sistema de segurança junto com o cinto e previne fraturas na cervical e pescoço em caso de colisão. Usar cinto de segurança nos bancos traseiros é tão importante quanto nos dianteiros. Não adianta se enganar com a pseudo segurança gerada pelos bancos dianteiros. Num impacto eles funcionam como um obstáculo para a inércia do corpo e quando não são transpostos pelos passageiros traseiros que colocam em risco sua integridade física e a dos passageiros que estão na frente do veículo. Respeite a vida. Use cinto de segurança também no banco de trás.



(texto publicado no jornal Ponto a ponto edição 379 - ano 7 - março de 2016)


domingo, 21 de fevereiro de 2016

Melhor momento para troca do carro


Segundo uma pesquisa realizada pelo SPC Brasil, comprar um carro é o 3º maior sonho de consumo dos brasileiros, perdendo apenas para viagens nacionais e internacionais.

Começo, meio e fim. Afinal, qual a melhor época para a realização desse sonho? Antes de responder a essa pergunta, é preciso considerar que o cenário atual do País com aumento da inflação, taxas de juros e a constante subida do dólar são alguns pontos importantes antes de começar a realizar o sonho da compra ou mesmo a troca por um mais novo.

A economia atual favorece apenas quem possui uma reserva financeira ou que possa fazer a compra à vista sem comprometer o orçamento.

Caso deseje realizar a compra ou troca, o segundo semestre é um período onde o consumidor pode conseguir melhores descontos. É entre setembro e dezembro que os lançamentos do ano seguinte chegam no mercado e o estoque do ano corrente entram em promoção. Este ano, como os pátios estão lotados, a chance de conseguir uma boa negociação é grande.

Muitas montadoras e concessionárias oferecem descontos e até pagamento de IPVA, mas cuidado com as propagandas e promoções como taxas de juros zero, carro completo pelo valor de um modelo mais simples, IPVA do ano pago. Elas induzem o consumidor a comprar sem ter condições financeiras com a falsa ilusão de realizar um bom negócio. As taxas de juros zero podem estar embutidas no valor do carro.

De outubro até o fim do ano entra em campo o 13º, uma ajuda na aquisição. O fim de mês também é uma boa época de compra. Nesse período, os vendedores precisam atingir as metas e estão abertos à uma boa pechincha.

Antes da escolha do seu novo ou usado, pesquise os preços do seguro, revisões e peças de reposição, principalmente se a opção for um importado.


(texto publicado na revista Viva! Bonfiglioli nº 08)

segunda-feira, 16 de março de 2015

Ações para diminuir os acidentes nas rodovias - Paulo César Lima Segantine


Dentre as várias definições filosóficas de acidente, alguns dizem ser este um evento que pode ser inesperado e indesejado, que causa danos financeiros e pode levar a perda de vidas humanas. Outros afirmam que os acidentes são eventos em que os resultados são muitas vezes fruto de negligências e que podem ser evitados por medidas eficazes. É à luz desse segundo conceito que serão realizadas algumas reflexões a seguir.

O nosso país, ao longo de sua história, decidiu, por razões de um momento sociopolítico-econômico, optar pelo sistema de transporte sobre rodas pneumáticas. Essa opção tem seus adeptos em diferentes setores da sociedade, em que há também pessoas que gostariam que esse assunto fosse mais discutido na busca de uma melhor solução, seja em âmbito nacional ou regional.

Os números não mentem. Esse velho e conhecido ditado popular nos amedronta a cada dia, pois as estatísticas apresentadas na mídia indicam que o quadro do número de acidentes em nosso país aponta para um horizonte nebuloso quanto ao seu custo social. A melhoria desse quadro passa necessariamente por averiguações e análises de suas causas, para que seja possível reduzir as ocorrências e, se possível, evitá-las no futuro, salvaguardando, assim, muitos sofrimentos e perdas de vidas humanas.

É fato que muitos acidentes têm suas causas conhecidas e que certamente merecem uma maior atenção por parte dos diferentes níveis de governantes, órgãos governamentais, empresários da área de transportes e os setores da educação.

Não se pode negar que os acidentes nas rodovias brasileiras são, dentre muitos fatores, devidos às condições de infraestrutura e de geometria das vias, que, em sua imensa maioria, foram construídas há vários anos e que merecem e precisam de reformas urgentes. Com o crescente número de veículos nas vias, urge fazer as duplicações de muitas de nossas rodovias, uma vez que a imensa maioria delas são pistas simples e suas capacidades de tráfego já foram ultrapassadas há muito tempo.

Outro fator relevante é a "educação" dos condutores. Tem-se muitos exemplos de países que investiram grandes somas na educação das crianças, que são os condutores do futuro. Infelizmente não temos a cultura de aprendermos com os acertos de outros países e tudo é deixado de lado para que tudo se acerte num futuro incerto.

Os números divulgados por diferentes órgãos federais e estaduais indicam que a maioria dos acidentes rodoviários tem a sua causa na negligência por parte dos condutores. Negligência é uma atitude que está diretamente ligada à educação, e isso ninguém pode negar. Para tanto, deve haver uma consciência em nível nacional por parte dos governos federal e estadual e dos empresários do setor para investimentos em campanhas educativas em diferentes veículos de comunicação, a fim de que os condutores sejam conscientizados da necessidade de uma condução mais segura e preventiva. O comportamento do condutor, seja de caminhão, de ônibus ou de automóvel, tem que mudar, e o melhor e único caminho passa pela educação. As transportadoras de carga devem investir na formação continuada e no acompanhamento de seus condutores, pois são eles que conduzem o patrimônio de suas empresas.

Portanto, a redução dos acidentes rodoviários, dentre outras atitudes, passa pela necessidade urgente de investimentos no aprimoramento da formação/reciclagem de condutores, campanhas educativas direcionadas para os pedestres e para os condutores não dirigirem após a ingestão de álcool, campanhas educativas quanto à manutenção técnica dos veículos, campanhas educativas específicas para ciclistas e motociclistas, investimentos na qualidade da malha viária, sinalização das vias e nos projetos dos veículos, oferecimento de locais adequados para que os condutores de veículos de carga possam ter o seu devido descanso com dignidade e segurança, e investimentos no aparelhamento e no número de agentes fiscalizadores e na eficiência da fiscalização.

Não deixemos para amanhã, comecemos agora a mudar nosso jeito de ser e de conduzir nossos veículos.





(texto publicado no Jornal da USP nº 1056 - ano XXX - 9 a 15 de março de 2015)






sábado, 21 de fevereiro de 2015

Truques para abastecer seu veículo faz sucesso no Facebook - Notícia Todo Dia


Um post vem fazendo muito sucesso no Facebook.

Um engenheiro que trabalha há 31 anos numa refinaria divulgou recentemente 4 truques para quem está sofrendo com os preços elevados do combustível e deu uma ajudinha para quem não tem como evitar sair com o carro e precisa driblar essa situação.

1º - O ideal é encher o tanque sempre na parte da manhã, quando a temperatura do amor ainda não está elevada. Isso porque os depósitos de combustíveis ficam debaixo da terra, o que faz com que a temperatura ajude na densidade da gasolina e do diesel. Ou seja, se você abastecer o carro no período da tarde o líquido estará expandido, o que seria perda de combustível. Aquilo que é um litro na parte da manhã, já não é mais isso na parte da tarde.

2º - A pistola de abastecimento. Sim, um detalhe que faz toda a diferença. A pistola possui três velocidades: lenta, média e rápida. Opte sempre pela lenta, pois a média e a rápida faz com que forme vapor, que é contabilizado na bomba, ou seja, um pouco do combustível que você paga fica na bomba e retorna ao posto. Assim sendo você vai pagar por uma quantidade e receber outra.

3º - Não espere o tanque baixar muito para encher, quanto mais vazio ele estiver, mais ar ele acumula e faz com que evapore. Ou seja, perderá combustível. Procure sempre abastecer antes do combustível atingir um nível muito baixo, quanto mais ar, mais evapora e mais desperdício.

4º - Não abasteça em postos que estão recebendo combustíveis naquele momento. Ao ver um caminhão abastecendo um posto procure outro local. Isso porque no momento em que o abastecimento é feito a sujeira fica suspensa, ou seja, você vai receber combustível sujo no seu automóvel.






















7 cidades pelo mundo que estão se tornando livres de carros (redação Hypeness)


Um típico paulistano que utiliza o carro todos os dias para trabalhar perde 1 mês por ano de sua vida no trânsito. Algumas cidades já perceberam que o automóvel não é a melhor opção para grandes centros urbanos. Os carros poluem o meio ambiente, causam acidentes e mortes e estão se tornando um meio de transporte lento e estressante.

Em Londres, se você for a algum lugar de bicicleta, chegará mais rápido do que se tivesse utilizado um carro. Um estudo britânico constatou que os motoristas gastam 106 dias de suas vidas à procura de vagas em estacionamentos. Para fugir desta caótica realidade, algumas cidades estão proibindo o uso de carros em determinados bairros, aplicando multas aos que descumprem as regras.

Veja abaixo algumas das cidades que estão abandonando, aos poucos mas de vez, os automóveis.

1. Madri, Espanha

Madri já proibiu o uso de carros em algumas regiões e pretende aumentar essas áreas. Quem trafegar de carro em áreas proibidas pagará uma multa de US$ 100. A cidade pretende deixar o centro de Madri completamente sem carros nos próximos 5 anos. As ruas serão redesenhadas para caminhar e não para dirigir. Além disso, os carros mais poluentes pagam um valor mais alto para estacionarem nas ruas.

2. Paris, França

No ano passado, quando os níveis de poluição atmosférica estavam muito elevados em Paris, a cidade proibiu o uso de carros com placas pares por um período. A poluição diminuiu em até 30% em algumas regiões. Desta forma, a cidade pretende desencorajar o uso de automóveis nos próximos anos. No centro da cidade, pessoas que não moram na região central, não poderão utilizar automóveis nos finais de semana e, em breve, também não poderão utilizar os carros durante toda a semana. Em 2020, o prefeito planeja dobrar o número de ciclovias e proibir carros a diesel. O número de condutores na cidade já estão começando a cair. Em 2001, 40% dos parisienses não possuíam carros, hoje 60% não possuem carro próprio.

3. Chengdu, China

Uma nova cidade satélite planejada no sudoeste da China poderia servir como um modelo para locais modernos. As ruas foram projetadas para que as pessoas consigam chegar a qualquer local da cidade em apenas 15 minutos a pé. A maioria das pessoas poderá ir caminhando ao trabalho nos bairros locais. Os arquitetos Adrian Smith e Gordon Gill realizaram o projeto, que em breve será implementado.

4. Hamburgo, Alemanha

A cidade não planeja proibir o uso dos carros. Ao invés disso, está tornando mais fácil ficar sem dirigir. Uma nova "rede verde", que será concluída entre 15 a 20 anos, irá conectar parques ao redor da cidade, desde jardins comunitários, reservas ou playgrounds até cemitérios. A rede cobrirá 40% da área total de Hamburgo, que será totalmente interligada por meio de ciclovias e vias para pedestres.

5. Milão, Itália

A cidade de Milão está testando uma nova forma de diminuir o uso de automóveis nos centros da cidade. Quem deixar o automóvel em casa, ganhará um "vale" com o mesmo valor de um bilhete de ônibus ou trem. Para evitar fraudes, é necessário instalar uma caixa conectada à internet no carro para o controle e localização do automóvel.

6. Copenhagen, Dinamarca

Anos atrás, a cidade tinha um tráfego caótico. Para mudar este cenário, os dinamarqueses aderiram ao uso de bicicletas, para se locomoverem e irem ao trabalho. Na década de 1960, a cidade começou a implantar zonas para pedestres e os espaços para carros foram diminuindo ao longo dos anos. Atualmente, a cidade tem mais de 200 quilômetros de ciclovias, com novas auto-estradas de bicicleta em desenvolvimento, para chegar a seus arredores. A cidade tem uma das taxas mais baixas de propriedade de automóveis na Europa.

7. Helsinki, Finlândia

Em um novo plano, a cidade apresenta um projeto que busca fazer com que seus cidadãos não tenham mais motivos para utilizar carros. O objetivo é mudar a forma como as pessoas se locomovem dentro da cidade e integrar vários tipos de transportes públicos. Um novo aplicativo, ainda em testes, permitirá que os cidadãos acessem instantaneamente uma bicicleta, carro, táxi compartilhado e encontrem ônibus ou trem mais próximos.





















sábado, 3 de janeiro de 2015

Seis provas de que o motorista brasileiro é um otário - Ronaldo de Breyne Salvagni (Estadão)


Todo motorista brasileiro é um otário. Ou, ao menos, é feito o tempo todo de otário pelas autoridades do trânsito do País, segundo o especialista em trânsito Ronaldo de Breyne Salvagni, professor titular e coordenador do Centro de Engenharia Automotiva da Escola Politécnica da USP e conselheiro da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva. Confira abaixo cinco exemplos de fatos que comprovam a afirmação e a íntegra do artigo em que o especialista explica a sua opinião:

1) Preços dos carros no Brasil

O carro é sempre mais caro no Brasil do que em outros países. E os carros importados são enormemente taxados e todos acham isso normal.

2) Troca de placas

Modelos das placas são trocados periodicamente. Entre 1941 e 1969 eram seis números. Depois mudou para duas letras e quatro números até 1990 e de lá até hoje são três letras e quatro números. Depois vieram as refletivas. E agora vem aí o modelo Mercosul.

3) Extintor obrigatório

O extintor obrigatório só existe no Brasil. É desnecessário para pequenos focos de fogo (que podem ser apagados por abafamento), e insuficiente e inútil para incêndios maiores. E todos terão de comprar um novo modelo em 2015.

4) Redução de velocidade

Em São Paulo, a velocidade máxima atual de 90 km/h será reduzida por causa dos acidentes ocorridos nas madrugadas devidos aos rachas. Mas essas disputas são em altíssima velocidade. Vai haver, isso sim, mais multas e mais arrecadação.

5) Plaquetas na placa

Plaquinha de metal com o ano corrente era rebitada sobre a placa traseira do veículo, e precisava ser trocada todo ano no licenciamento.

6) Kit de primeiros socorros

Lembra do kit de primeiros socorros, que todo carro foi obrigado a ter há alguns anos? Não era necessário para ferimentos leves e era inútil para os mais graves. Não durou muito tempo.





















































Entra em vigor nova especificação para extintores automotivos (Auto Esporte)


Resolução determina que equipamentos devem ser do tipo ABC. Rodar fora da determinação é infração grave é infração grave, sujeita a muita de R$ 127,69.

Desde a última quinta (1), todos os veículos em circulação no país devem possuir um novo tipo de extintor, chamado de ABC. O equipamento é capaz de apagar incêndios de uma variedade maior de materiais. As medidas fazem parte da resolução 333 do Contran, o Conselho Nacional de Trânsito, de 6 de novembro de 2009.

Até então, os veículos podiam ser equipados também com extintores do tipo BC, recomendado para materiais como líquidos inflamáveis e equipamentos elétricos. O ABC, além destes, também é capaz de combater incêndios em madeiras e tecidos, materiais comuns em carros.

Apenas veículos de ano/modelo anterior a 2004/2005 precisam realizar a substituição dos extintores. Isso porque, a partir de 2005, todos os veículos novos saíram da fábrica com os equipamentos do tipo ABC, de acordo com a resolução 157 do Contran, de 22 de abril de 2004.

O novo tipo de extintor custa entre R$ 70 e R$ 100 e tem validade de cinco anos. Quem rodar com o extintor fora das especificações, seja do tipo de aparelho, seja de validade, está cometendo infração grave, sujeito a multa de R$ 127,69 e inclusão de cinco pontos na carteira.


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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Não leve carroça por carro - Marília Medrado


Dos documentos ao test-drive, tudo o que você precisa saber para não ter dor de cabeça - e no bolso! - na hora de comprar um automóvel usado

A maioria das pessoas sonha em ter seu próprio carrinho... Mas apenas a minoria delas tem grana para comprar um modelo novo. Ainda bem que existe um meio-termo: optar por um veículo usado, oras. "Pelo mesmo valor de um carro 0 km, é possível adquirir um semi novo ou usado com opcionais, conforto, potência, além de não sofrer tanta desvalorização como na compra de um novo", diz Ilídio dos Santos, presidente da Federação Nacional dos Revendedores de Veículos Automotores. Interessada? Saiba o que precisa observar antes de partir para a compra e não se esqueça de levar um mecânico de sua confiança para uma inspeção.

Tempo de uso

Segundo Santos, desde que o carro esteja bem conservado e com a documentação em dia, o tempo de uso dele não é problema. Confira no Manual do Proprietário se as revisões exigidas pela montadora foram feitas, o que pode dizer muito sobre a manutenção do veículo.

À luz do dia

Analise o veículo sempre durante o dia para ver se há diferenças na pintura ou na lataria. Observe também se as quinas e os vãos do automóvel estão alinhados e se as portas e o capô encaixam-se perfeitamente. Diferenças podem indicar batidas ou reparos malfeitos.

Fique de olho!

- "Pneus dianteiros com o lado interno desgastado podem indicar problemas com o alinhamento, balanceamento e até suspensão", diz Santos.

- Cheque se o número do chassi do carro está gravado nos vidros. Se não estiver, é sinal de que a janela foi trocada por algum motivo.

Dentro do carro

Teste os faróis, o para-brisa, a buzina... Enfim, veja se tudo está funcionando perfeitamente. Confira se há mofo nos bancos e carpetes. Verifique o estado do estepe e dos itens de segurança, como o extintor, o macaco, o triângulo...

Test-drive

- Acelere o carro e repare no escapamento. Excesso de fumaça ou cano sujo de óleo indicam que o motor está muito usado ou precisa de reparos.

- Ao dirigir, tire com cuidado as mãos do volante. Se o carro pender para algum lado, pode ser problema com o alinhamento, suspensão ou pneus. Ruídos ao frear? Isso indica pastilhas desgastadas.

- "É crime adulterar a quilometragem do carro", diz Santos. Olhe as revisões feitas no Manual do Proprietário. Na dúvida, peça ajuda para um mecânico de sua confiança.

Fica a dica!

- Confira a documentação do veículo - se há multas pendentes, IPVA atrasado ou alguma restrição. Um despachante ou o Detran podem ajudar.

- Segundo Fernando Masetti, gerente de varejo da Dekra, fornecedora de serviços para o setor automobilístico, nunca gaste mais de 5% do valor de compra do carro com reparos. Se o veículo custa R$ 30 mil, os reparos podem totalizar até R$ 1,5 mil.

- Segundo Santos, as revendedoras são obrigadas a dar três meses de garantia na venda do usado.



(texto publicado na revista Viva! Mais nº 788 - 7 de novembro de 2014)