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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Tudo o que você precisa saber sobre orgânicos


São saudáveis, sem dúvida. Mais saborosos até. Mas ainda existem algumas dúvidas em torno dos benefícios desses produtos que desvendamos aqui para você.

Há mais um menos 20 anos, começou a pipocar nos supermercados uma nova categoria: os tais orgânicos, que, na época, ninguém sabia muito bem o que eram. Hoje, eles já encontraram seu espaço, graças a uma preocupação cada vez maior das pessoas com alimentação e qualidade de vida. Atualmente, nos diferenciamos por oferecer uma grande variedade de orgânicos - mais de 600 itens ao todo - não só no setor de frutas, legumes e hortaliças como também em carnes, bebidas e mercearia.

Por definição, esse  tipo de alimento é livre de agentes químicos. As frutas e hortaliças são cultivadas sem qualquer tipo de fertilizante ou pesticida sintéticos. Já o gado e as galinhas são alimentados apenas com produtos naturais: grama e grãos também orgânicos para os primeiros e milho ou ração sem fertilizante para o segundo grupo. Antibióticos e outros medicamentos alopáticos para tratar doenças dos animais são proibidos. Usam-se apenas homeopáticos e fitoterápicos, ou seja, remédios feitos de plantas.

Essa é a explicação básica, mas a discussão vai muito além. Saiba o que é mito e o que é verdade sobre esse assunto para não ficar na dúvida na hora de escolher o que vai comprar.

Todo alimento orgânico vendido no supermercado tem de ser certificado

Verdade 

Para fornecer a grandes estabelecimentos comerciais, o produtor precisa se cadastrar no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que fará a verificação da origem do produto. Todo item denominado orgânico deve ter um selo no rótulo, seja nacional, seja estrangeiro. Se não houver, desconfie. Caso seja vendido a granel, deve estar identificado por outros meios, como cartazes. Há também institutos que fazem a certificação, como o IBD Certificações, que trabalha segundo critérios do Mercado Comum Europeu. Os produtos que vendem diretamente ao consumidor, por meio de feirinhas, por exemplo, não precisam exibir selo. Mas ainda assim devem registrar-se no Ministério, que expede uma Declaração de Cadastro.

Apenas frutas e hortaliças são orgânicas

Mito

No começo, esses alimentos reinavam quase sozinhos na prateleira. Mas hoje há uma variedade muito maior, inclusive de industrializados - com energéticos, macarrão instantâneo, bala, óleo de soja. As opções vão além dos alimentos, embora seja bem menos comum encontrá-las. As roupas confeccionadas com tecidos à base de algodão orgânico costumam fazer sucesso. Esse tipo de algodão é produzido sem o uso de agrotóxicos. E não é só isso: os pigmentos também são mais suaves, o que, segundo alguns fabricantes, diminuiria a chance de alergia. Os cosméticos são outra seara fértil para atrair os consumidores que buscam produtos livres de aditivos químicos, já que quem se preocupa com a pele e os cabelos leva em conta as qualidades de pureza dos ingredientes.

Frutas e hortaliças orgânicas são sempre mais feinhas

Mito

No início da comercialização, a pera era pequenininha, cheia de manchas, o tomate parecia ter sido colhido do pé antes de  ter forças para crescer, as folhas de alface eram mirradinhas e não tinham nada da aparência crocante da chamada alface americana. Hoje é praticamente impossível diferenciar um do outro só no olho.

Os orgânicos fazem bem para a saúde

Verdade

De modo geral, pode-se dizer que trazem vantagens para o organismo, pois não há acúmulo de agrotóxicos. Os estudos são específicos para alguns tipos de alimento. Por exemplo, de acordo com um trabalho realizado na Universidade de Aberdeen, na Escócia, o leite orgânico é mais saudável que o convencional, uma vez que não se encontraram resíduos químicos de qualquer espécie em sua composição. Contudo também não dá para pensar que todo alimento exposto ao agrotóxico ou outra substância química faça mal. Essas substâncias evoluíram bastante, seu tempo de atuação sobre a planta é muito menor e também os rastros que deixam nela.

Os orgânicos são especialmente importantes para crianças

Verdade

Os agrotóxicos são cerca de dez vezes mais nocivos para o organismo infantil, de acordo com um relatório divulgado pela Academia Nacional de Ciências (NAS, na sigla em inglês), nos Estados Unidos. Isso porque, entre 1 e 5 anos, as crianças ingerem de uma a quatro vezes mais comida em relação ao tamanho do corpo que um adulto. Agrotóxicos e fertilizantes vão nesse pacote, seguindo a mesma proporção.

Orgânicos têm mais nutrientes

Mito

Não há pesquisas definitivas que garantam isso. Existem pesquisas isoladas que ora destacam a teoria da superioridade dos orgânicos, ora derrubam essa tese. Segundo um artigo publicado em julho de 2014 no British Journal of Nutrition, por exemplo, as culturas orgânicas contêm uma concentração maior de antioxidantes, substâncias que reduzem o envelhecimento e contribuem para o bom funcionamento do organismo de modo geral. Os pesquisadores chegaram a essa conclusão depois de revisar 343 estudos sobre o assunto. Esse estudo vai ao encontro de outros que mostram que os orgânicos não apresentam vantagens com relação aos grandes grupos nutricionais (proteínas, gorduras e carboidratos), mas sim quando se trata de micronutrientes, como antioxidantes. Quanto ao sabor, parece que realmente levam vantagem. Como crescem mais lentamente e são menores, os açúcares e outras substâncias saborosas ficam mais concentrados.

Orgânicos são sempre mais caros

Mito

No início da comercialização, era sempre verdade. A produção, por ser em menor escala, custava mais. Além disso, muito do produto era perdido no transporte e no armazenamento. Mas as coisas evoluíram. A procura, aliada a um crescimento da escala, tem permitido baratear preços e agora é possível encontrar itens com preços iguais (ou até mesmo inferiores) aos convencionais, caso de folhagens ou palmito, por exemplo.

Suco orgânico de frutas amarelas

Rendimento: 4 porções

Ingredientes

700 ml de suco de laranja orgânico Taeq
1 maracujá azedo orgânico Taeq [reservar 1/4 de xícara (chá) da polpa do maracujá com sementes]
1 xícara (chá) de manga orgânica Taeq cortada em cubos
2 colheres (sopa) de suco de limão-siciliano orgânico Taeq
Folhas de hortelã orgânica Taeq para decorar
Gelo a gosto

Modo de preparo

No liquidificador, bata o suco de laranja, o maracujá, a manga e o suco de limão. Coe, distribua em copos com gelo e decore com folhas de hortelã e rodelas de laranja. Sirva em seguida.




(texto publicado no jornal Pitadas etc - Pão de Açúcar - abril de 2015)

terça-feira, 10 de março de 2015

L’Omeopatia deve morire! Ecco perché - Daniele Penna


L'omeopatia è considerata nel mondo occidentale la medicina "alternativa" per eccellenza, ma è sempre stata oggetto di diatribe tra l'enorme successo come potente mezzo di "guarigione naturale" e l'illusione di un "effetto placebo". Secondo il tedesco Samuel Hahnemann, fondatore di questa disciplina, per curare una malattia o un malessere si deve assumere in bassissime dosi, una sostanza che generalmente provochi nell'organismo gli stessi sintomi che si vogliono eliminare.

Al contrario, nella medicina tradizionale si combattono i sintomi, solo nel caso dei vaccini si cerca di provocare reazioni simili al fine di aumentare le difese dell'organismo, ma al contrario dei vaccini, nei medicinali omeopatici non vi è alcuna traccia di sostanza chimica, poiché la sostanza (di origine minerale, vegetale o talvolta animale) usata come base per preparare il rimedio è stata fortemente diluita; rimane solo la "memoria" utile all'organismo per avviare il processo di guarigione.

È proprio grazie a questa diluizione che i rimedi omeopatici sono sicuri, atossici, privi di effetti collaterali e possono essere somministrati anche a donne in gravidanza o in allattamento, bambini ed animali, dove negli ultimi due casi, sicuramente l'effetto placebo è da escludersi.

I campi d'azione sui quali può agire l'omeopatia sono vasti, dalla cura di disturbi ansiosi, patologie influenzali, allergie, affezioni per le quali è richiesto l'uso di antibiotici e cortisonici, si possono prevenire e curare malattie gravi o croniche, patologie pediatriche fino a quelle oncologiche.

Seppur il mercato italiano dei medicinali omeopatici sia il terzo in Europa e vengano utilizzati da 1 italiano su 5, subentrano come sempre gli interessi economici e politici delle lobby farmaceutiche.

Dopo i continui fallimenti della medicina ufficiale, sempre più persone hanno spostato la loro attenzione sulla medicina alternativa, in particolar modo sull'omeopatia, e questo non è stato visto di buon occhio dalle case farmaceutiche, che si sono viste soffiare da sotto il naso una vasta fetta di mercato, equivalente a miliardi di euro l'anno.

Nella maggior parte della Comunità Europea, il costo dei rimedi omeopatici e di visite mediche dal medico omeopata, sono a carico del Sistema Sanitario, mentre per quello italiano non è così, è tutto a carico del paziente. In Francia, per esempio, la maggior parte dei medicinali omeopatici è rimborsabile per il 35%.

Ma cosa sta succedendo?

Ormai abbiamo appreso che i medicinali omeopatici non sono farmaci, ma dal giorno alla notte, l'AIFA (Agenzia Italiana del Farmaco) ha preteso che anche per i prodotti omeopatici venissero fatte le analisi chimiche e di laboratorio come se fossero farmaci, ma le analisi costano tantissimo e sono a carico delle ditte di produzione che presto, per chi non l'avesse già fatto, si troveranno costrette a chiudere. Come  già più volte sottolineato, i prodotti omeopatici sono naturali, ma alla loro scadenza le ditte produtrici sono state costrette a smaltirli come normali rifiuti tossici, pagando oltre 500 euro ad uscita.

Questo è a dir poco ridicolo se si pensa che ancora oggi i rimedi omeopatici sono considerati da molti come "acqua fresca".

Per distruggere il mercato omeopatico, le case farmaceutiche sono disposte a fare questo e altro pur di dirottare le persone verso i loro interessi.

Se non facciamo qualcosa molto presto tantissimi medicinali omeopatici spariranno dal mercato italiano e con essi anche la libertà di scelta di cura, nostro inviolabile diritto.

Possiamo essere favorevoli o meno all'uso di prodotti omeopatici e fitoterapici, ma la libertà di scelta dovrebbe rimanere sempre indiscussa. Molti pazienti stanno già facendo sentire la loro voce, attraverso il "Comitato Difendiamo l'Omeopatia" e attraverso una petizione stanno raccogliendo migliaia di firme affinché vengano cambiate immediatamente le norme vigenti.





domingo, 1 de junho de 2014

O que gera a saúde? - Kátia Stringueto


Imaginar para que uma dor aparece, em vez de raciocinar sobre o que a causa. Essa é a reflexão central da MEDICINA ANTROPOSÓFICA. Baseada em métodos que buscam a maior coerência entre o nosso pensar, sentir e agir, ela tem atraído cada vez mais brasileiros.

Você já deve ter ouvido falar em medicina antroposófica, mas, como muitos, pode ser que não tenha claro o que isso significa. Não é de espantar: essa medicina tem apenas 87 anos e, em idade, ainda é uma criança se comparada às demais. A homeopatia, por exemplo, tem mais de dois séculos e o pai da medicina, Hipócrates, viveu 300 anos antes de Cristo.

Essa nova terapia, contudo, parece se afinar com a expectativa dos brasileiros. O país é o primeiro em número de médicos antroposóficos, em formação: são 88, fora os 300 já certificados pela Associação Brasileira de Médicos Antroposóficos (ABMA).

Abordagem ampliada

Uma peculiaridade nessa forma de tratamento é a escuta. Nesse sistema de saúde baseado na ANTROPOSOFIA, o diagnóstico inclui o estudo biográfico - investigação sobre a fase da vida em que o paciente está.

"Quando um médico alopata pergunta sua idade, é para fazer um paralelo com as doenças mais comuns dessa faixa etária. Para o médico antroposófico, é isso e mais além. Ele leva em conta o momento existencial, as crises dessa fase, porque elas influenciam diretamente nosso jeito de pensar, sentir e agir", explica o ginecologista Ronaldo Perlatto, presidente da ABMA. A coerência entre esses três pontos é, para a medicina antroposófica, uma das fontes da saúde. E o desequilíbrio pode ser a razão da doença. Nessa visão, muitas pessoas adoecem porque pensam uma coisa, sentem outra e se expressam ainda de um jeito diferente. A formação de um médico antroposófico - o curso leva três anos, além dos seis de medicina convencional - o prepara para ajudar o paciente a perceber isso, ao mesmo tempo em que atua tecnicamente. "Queremos ajudar a pessoa a descobrir para que ela adoeceu e não só por que ela adoeceu", conta Perlatto.

Qualquer especialidade médica pode integrar a abordagem antroposófica. No campo da ginecologia, por exemplo, um mioma, caracterizado pela reprodução anormal de células até compor um nódulo (benigno) no útero, pode sugerir o seguinte raciocínio. "Nossa vida nos exige muito em termos de crescimento e conquista. Você tem que ter o carro do ano, ler o último livro, ser o melhor. É como uma hipertrofia: cresce. Quando a mulher não realiza o que ela coloca como ideal, inicia-se uma hipertrofia interna e, caso o órgão de choque dela seja o útero, um mioma pode aparecer. Uma conduta convencional seria extrair o mioma por meio de cirurgia, mas, se a pessoa não entende a dinâmica do comportamento, as chances de o sintoma voltar são maiores", explica.

Doenças crônicas têm boas possibilidades de melhora e, até de cura, dentro dessa terapia. "Alergias, bronquites, asmas costumam ter, em parte, origem no comportamento e são especialmente bem tratadas", explica a médica Maria do Carmo Conte Vale, que adota o método no ambulatório de dermatologia da Universidade Federal de Juiz de Fora. E, não raro, além dos medicamentos, prescreve uma sessão de cinema em casa a seus pacientes. "Filmes como Bagdá Café e O Pescador de Ilusões fazem pensar sobre o que vale a pena na vida. Isso também é buscar a saúde", diz.

O tratamento

A abordagem antroposófica chama a atenção de quem procura formas integradas de cuidar da saúde devido a sua comprovada eficácia. "Na Europa, um estudo realizado entre 2005 e 2006, com mais de 20 mil pacientes, demonstrou que o uso de remédios antroposóficos é eficaz e apresentou menos efeitos colaterais no tratamento de infecções das vias respiratórias do que os remédios convencionais", diz Paulo Roberto Volkmann, clínico geral de Porto Alegre.

Entre os medicamentos estudados está o Viscum album, uma planta semi-parasita cujo extrato tem se mostrado auxiliar na prevenção e no tratamento complementar do câncer. Mais de 320 estudos científicos sobre o remédio já foram publicados em literatura internacional. "Os medicamentos naturais (extraídos do reino vegetal, mineral e animal e veiculados em gotas, glóbulos, comprimidos, pomadas, chás, pós e injeções) são uma forma de não sobrecarregar o corpo e estimular a força curativa dele", explica Perlatto. A preparação lembra a homeopatia por usar dinamizações (quanto maior a diluição, maior a potência). Mas, diferentemente da homeopatia, as diluições são feitas manualmente em escalas decimais (uma parte do extrato vegetal por dez de solução, por exemplo). A homeopatia chega a diluições infinitesimais.

Outra curiosidade é que os laboratórios antroposóficos (no Brasil há o Weleda e o Sirimim) têm plantações orgânicas, com acompanhamento para que a matéria-prima seja colhida e preparada no momento de maior concentração dos princípios ativos. Há também os metais vegetalizados. Uma plantação de camomila, que tem efeito antiespasmódico, pode ser regada com uma solução de cobre, antiespasmódico, para potencializar o efeito do medicamento.

Além dos remédios, a terapia artística e corporal (euritmia) e os banhos são recursos do tratamento antroposófico. No fundo, é uma prática médica integrada. Nem melhor nem pior do que outras. Como diz Perlatto, "há pacientes que precisam de cirurgia, outros que se dão bem com a homeopatia. Outros ainda com a medicina antroposófica".




(texto publicado na revista Bons Fluídos nº 99 - julho de 2007)