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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Este sabonete pode causar câncer e quase todo mundo usa - inclusive você! (Dicas)


Hoje em dia, boa parte das pessoas usa sabonetes antibacterianos no dia a dia para higienizar a pele.

O problema é que a maioria desses sabonetes contém uma substância altamente nociva, capaz de produzir em nós problemas muito graves, como o câncer.

E, por falta de informação, as pessoas não têm noção e abusam do consumo de produtos que contém tal substância.

Nós estamos do triclosan.

Seu sabonete contém essa perigosa substância?

O problema é que não só sabonetes, mas diversos produtos são produzidos com esse veneno.

Infelizmente o triclosan é utilizado em uma grande variedade de produtos: sabonetes, pastas de dentes, sabonetes bactericidas, desodorantes, sabão para lavar roupas, perfumes, objetos de primeiros socorros com função antimicrobiana, roupas, sapatos, carpetes, plásticos próprios para serem utilizados em alimentos, brinquedos, roupas de cama, colchões, adesivos, em equipamentos como ar-condicionado, tintas, mangueiras de combate a incêndios, banheiras, equipamentos de produção de gelo, borrachas, escova de dente.

Pensa que a lista acabou?

Não!

O triclosan também é utilizado como pesticida.

No Brasil, a substância é regulada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a máxima concentração autorizada em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes é de 0,3%.

"Ah, mas 0,3% é muito pouco, não apresenta risco!", dirão alguns.

O problema é que o triclosan está sendo utilizado em uma grande quantidade de produtos e a exposição está sendo cada vez maior e constante.

O maior risco, sem dúvida, é o do uso desnecessário de sabonetes produzidos com ele, aumentando em muito esse contato.

E mais, o problema do triclosan também está relacionado à falta de informação sobre os riscos associados ao seu uso indiscriminado.

Isso é sério, pois estamos condicionados a utilizar produtos com triclosan o tempo todo, sem a real necessidade e sem limites, e ninguém adverte sobre isso.

Há muitas pesquisas que provam que o triclosan propicia o aumento da resistência bacteriana.

De uma forma simplificada, significa que o uso de produtos que contenham o triclosan pode fazer com que as bactérias que queremos eliminar se tornem cada vez mais resistentes.

Isto é, o triclosan contribui para o surgimento das temíveis superbactérias, altamente resistentes e mortais.

E pode contribuir também para a resistência a antibióticos, trazendo nefastas consequências para a saúde humana.

E mais uma consequência: é possível que, após deixar de usar um cosmético que contém triclosan como principal ingrediente, o efeito causado seja o agravamento daquilo que se quer evitar.

Por exemplo, no caso dos desodorantes, o mau odor na área das axilas será mais forte, já que as bactérias tornaram-se resistentes e agora em maior número.

Mas o pior do triclosan ainda está por vir: a substância, que também é um pesticida, pode afetar o sistema hormonal do corpo, principalmente os hormônios da tireoide, que regulam o metabolismo.

E pesquisadores do Estado da Virginia, nos Estados Unidos, concluíram que o uso de sabonetes antibacterianos e de outros produtos com triclosan pode expor as pessoas a quantidades significativas de clorofórmio.

O que ocorre é que, quando o triclosan, presente em muitos sabonetes, reage com o cloro da água corrente, forma-se o clorofórmio.

E a Agência de Proteção Ambiental dos EUA classifica o clorofórmio como uma provável causa de câncer.

O QUE FAZER

O primeiro passo é procurar diminuir essa exagerada exposição ao triclosan.

Olhe o rótulo do seu sabão/sabonete.

Contém triclosan?

Substitua por outro mais natural.

Já existem no mercado produtos que, em vez do triclosan, utilizam antimicrobianos naturais, como os óleos essenciais de alecrim, pitanga, cravo-da-índia, camomila e canela.

O bicarbonato de sódio é outra boa opção, tanto para fins cosméticos como para higiene.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Método do copo para detectar energias negativas - Patrícia Pereira (Dicas Online)


Estamos apresentando um método de você perceber se a sua casa tem energias ruins e como fazer para afastá-las, restaurando a harmonia familiar! Basicamente, só necessita de um copo, sal, vinagre e água!

Na verdade, algumas energias perseguem-nos seja em que casa nós morarmos! A casa onde vivemos alberga as nossas emoções, os nossos sentimentos e os nossos pensamentos. Então, um determinado gênero de energia é liberado assim! Contudo, certas energias são igualmente atraídas. Saiba que, seja parente, vizinho ou amigo, quem visita a sua casa pode estar levando energias ruins que vão intrometer-se na sua disposição.

Uma casa, um ambiente energético!

Veja a sua casa como uma esponja! Tudo o que paire no ambiente é concentrado nos tetos, nas paredes, nos carpetes, nos móveis e em todo o tipo de objetos. Até mesmo em lugares menos visíveis, as energias negativas se escondem. Por isso, se na sua casa aconteceu algo muito triste ou assustador, você deve fazer uma limpeza urgente.

Tendo energias deste tipo dentro do seu lar tornam-se comuns alguns problemas nas suas relações, nos orçamentos familiares e na harmonia. Desta forma, você passa a viver constantemente nervoso, apreensivo e preocupado. Contudo, nem sempre você se dá conta dos sintomas, por isso é crucial saber como identificar as energias negativas rapidamente.

Como identificar energias negativas?

Em primeiro lugar, procure saber o motivo da quebra da harmonia. Nem sempre as energias negativas são as responsáveis! Depois, se quer detectar energias negativas, faça o que apresentamos de seguida:

1. Ponha 1/3 de sal marinho dentro de um copo de vidro transparente. As outras duas partes devem ser de vinagre branco e água.

2. Depois, coloque-o no cômodo da casa de onde julga vir o problema.

3. Ponha o copo todo o dia num lugar escondido. Não permita que ninguém o tire do local. Passadas 24 horas, observe o copo. Se estiver intato, não se preocupe com energias negativas. Repita este processo noutro cômodo.

4. No entanto, se encontrar bolhas ou manchas pode indicar presença de más vibrações. Assim, deve fazer o mesmo procedimento, usando um copo limpo até ele não se sujar mais, após este experimento.

5. O interior do copo sujo deve ser jogado no banheiro e limpe-o profundamente depois disso para impedir que a energia negativa se apodere da casa.

6. Ponha este método em prática sempre que necessitar e perceber que a sua casa pode ter presença de vibrações nefastas! Assim que o copo ficar limpo, pode parar com este procedimento.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Alergias de verão - Bruna Yuri Ouchi


Cuidado com as alergias que aparecem na temporada mais quente do ano, principalmente com a pele

O verão chegou e todas as alergias de inverno que terminam com "ite" foram embora, certo? Infelizmente, não. É exatamente nesta época de altas temperaturas que aparecem as alergias de pele.

"Com o calor excessivo, temos uma tendência a suar mais e, por conseguinte, aumentamos a exposição às substâncias irritativas e tóxicas que se disseminam pela pele, causando sintomas, como coceira, vermelhidão e calor local", afirma a alergologista, Dra. Anna Luiza Porto Gonçalves, do Rio de Janeiro (RJ).

Por isso, todo cuidado com a pele, hidratação e exposição ao Sol é importante, principalmente com as crianças e os idosos cuja epiderme é mais sensível e frágil, e que são mais propensos à desidratação e às reações.

Conheça as principais alergias desta época

- Dermatite de contato: é muito comum e pode se causada pelo sulfato de níquel encontrado nas bijuterias, tintas de roupa, esmaltes e maquiagem. Com o suor, essas substâncias acabam agredindo a pele, causando coceira, vermelhidão e sensação de queimação.

- Picadas de insetos: com a alta proliferação nesta época do ano, pessoas alérgicas a picadas têm intenso desconfortável local, que leva à coceira e às feridas. Em alguns casos, pode até infeccionar, precisando, muitas vezes, de uso de antibiótico para melhorar o quadro.

"O repelente ajuda a afastar os insetos, mas, muitas vezes, seu uso também causa reação alérgica. Atenção à utilização correta, além da idade para o uso de cada tipo, especificamente, e evitar a aplicação e áreas reativas", orienta a Dra. Anna Luiza.

- Fotodermatites: são alergias a medicamentos que pioram com a exposição ao Sol. Os mais comuns que causam tal processo são os derivados da sulfa, anti-inflamatórios e remédios para dor.

"Não são proibitivos, mas devem ser lembrados quando estamos investigando a causa das lesões, coceiras e vermelhidão da pele", afirma.

- Fitofotodermatite: é conhecida e, muitas vezes, confundida com queimadura. É causada pelo contato da pele com as frutas cítricas, como o limão ou a laranja, durante exposição ao Sol.

- Protetor solar: ele é indicado, principalmente, nesta época, para evitar as lesões solares da pele, mas é válido lembrar que algumas substâncias, como PABA (também conhecido como ácido aminobenzoico), comum em muitos protetores, podem causar dermatite de contato e devem ser evitadas em pessoas que possuem sensibilidade a essa composição.

- Dermatite atópica: doença hereditária que acomete em todas as épocas do ano, mas tende a piorar com o calor e o suor excessivo. Provoca um intenso ressecamento da pele e, no verão, costuma ficar mais crítica. Por isso, é importante redobrar a atenção na hidratação da pele e evitar substâncias irritativas.

Como evitar doenças de verão

- Cuidado redobrado com o uso de repelentes e protetores solares;

- Atenção a qualquer substância utilizada diretamente na pele, além de coisas que podem trazer eação, como roupas com tintas;

- Se notar coceira ou vermelhidão na pele, tome um banho para remover os resíduos que possam causar atritos na pele. O uso de hidratante e de antialérgicos pode amenizar o problema;

- Alimente-se saudavelmente, evitando corantes e embutidos;

- Beba bastante água e fique atento à validade dos alimentos;

- A exposição prolongada de muitos alimentos ao Sol pode causar complicações e intoxicações;

- Use roupas leves, priorizando as de algodão. Evite as roupas sintéticas ou muito justas;

- Evite banhos muito quentes e o uso de duchas e esponjas, para manter a camada protetora da pele.




(texto publicado na revista Ponto de Encontro nº 65 - dezembro 2016/janeiro 2017)

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Saúde 100%


Doenças do coração, diabetes e câncer de próstata estão entre as principais causas de mortes de pessoas do sexo masculino. Mas você sabia que existem alimentos que ajudam a combatê-las?

Os homens vivem em média sete anos a menos que as mulheres, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e as razões para isso são as seguintes: maior exposição aos riscos, falta de atenção com a saúde, alimentação rica em gorduras, sedentarismo, tabagismo e obesidade abdominal (barriga).

Na lista das doenças que mais os acometem estão as cardiovasculares (infarto e acidente vascular cerebral), as oncológicas (cânceres de próstata e bexiga), e pulmonares (bronquite e enfisema), além de diabetes. "As pessoas do sexo masculino são mais difíceis de se cuidarem, por isso, procuram menos os médicos e, quando o fazem, quase sempre é por influência de parentes e amigos", comenta a nutróloga do Hapvida Saúde, Natasha Nascimento Vilanova.

Para a especialista, as chaves para passar longe desses problemas são prevenção e qualidade de vida. O que ela recomenda, então, é parar de fumar, diminuir o consumo de bebidas alcoólicas, praticar exercícios físicos regularmente - sempre com acompanhamento profissional - e manter o hábito de uma avaliação rotineira de consultas médicas.

"Também é fundamental ter uma dieta saudável. Para isso, deve-se evitar alimentos processados, industrializados, frituras e gorduras, bem como sal e açúcar em excesso, e optar pelos alimentos in natura como frutas, verduras e legumes", indica Natasha. E tem muito ingrediente que pode ajudar a melhorar a saúde dos homens.

Um dos principais é o tomate. Só para se ter uma ideia do seu poder, um estudo realizado pelas universidades de Cambridge, Oxford e Bristol, no Reino Unido, constatou que quem consome mais de dez porções do fruto por semana pode reduzir em 20% os riscos de câncer de próstata.

De acordo com os pesquisadores britânicos, seus benefícios em termos de propriedades anticancerígenas provavelmente vêm do licopeno, um antioxidante que pode proteger o organismo contra danos nas células e no DNA.

Mais alimentos

Outros alimentos essenciais para as pessoas do sexo masculino são as frutas vermelhas como morango, amora, framboesa e mirtilo. Ricas em antioxidantes, elas contam com fitoquímicos, incluindo antocianinas, catequinas, ácido elágico, flavonoides, ácido gálico, quercetina, rutina e vitamina C, que ajudam a prevenir alguns tipos de câncer, infecções urinárias, doenças cardíacas e perda de memória.

A nutricionista do Divino Fogão, Viviane Gomes, sugere ainda o consumo regular de cereais e arroz integrais, aveia e amêndoa. "Os primeiros diminuem as taxas de colesterol e a pressão sanguínea, promovem saciedade, melhoram o funcionamento do intestino e ajudam no emagrecimento. Já o último diminui o colesterol e o açúcar no sangue, reforça os níveis de testosterona e o crescimento muscular", explica.

Na lista de produtos que não podem faltar no prato e no copo dos homens também estão suco de uva (tem antioxidantes que varrem os radicais livres e relaxam os vasos, controlando a pressão arterial), feijão, lentilha e grão de bico (são ricos em fibras e auxiliam na regularização intestinal), azeite de oliva (é aliado no equilíbrio do colesterol), vegetais verde escuro como espinafre e couve (ricos em vitaminas, minerais e fibras, ajudam na prevenção de doenças cardíacas, diabetes e alguns tipos de câncer) e peixes, especialmente o salmão e o atum (contém proteínas e ômega 3, gorduras essenciais para o organismo).


(texto publicado na revista Divino Fogão nº 21 - ano 05 - nov/jan 2017)

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Saiba como o consumo de couve pode prejudicar a sua saúde! (Dicas online)


Alimento bom preparado e consumido de forma errada pode ser tão prejudicial como quando você come maus alimentos. Descubra o que acontece no caso da couve.

Em teoria a couve é um vegetal riquíssimo, forte em fibras e em nutrientes e por isso pensamos que só poderá fazer bem para o nosso organismo. Não é bem assim! A forma como optamos por consumir a couve pode trazer efeitos colaterais bastante prejudiciais. Problemas digestivos, intoxicações e hipotireoidismo fazem parte dessa lista negra.

Consumo excessivo de couve é mau para a saúde

Hipotireoidismo

A couve é composta por pró-goitrina, um elemento que quando ingerido se transforma em goitrina, que vai impedir que a glândula tireoide liberte eficientemente os hormônios. Também faz parte do ADN da couve uma substância chamada tiocianato e que trava a absorção de iodo.

Por esse motivo convém que o consumo da couve seja feito com moderação, pois em grandes quantidades pode levar ao hipotireoidismo.

Ainda não foi confirmado o porquê dessa ligação, mas estudos elaborados por especialistas de renome revelaram que pacientes diabéticos que comiam esse alimento em excesso, achando que estariam melhorando a sua saúde, acabaram ficando com hipotireoidismo agudo e coma.

Essas propriedades que fazem mal para a tireoide concentram-se na couve crua. Os sucos da moda, para detox e emagrecimento, são feitos com muitas folhas de couve. Tenha cuidado com estas bebidas e consuma com moderação.

Problemas digestivos

Como a couve é forte em fibras o seu estômago vai acabar se sentindo saciado. As fibras são nossas amigas por isso e porque ajudam a absorver a glucose e a gordura.

Quando ingerimos alimentos com muita fibra e não compensamos bebendo água generosamente, as fezes levar mais tempo a saírem do seu organismo, causando prisão de ventre.

Intoxicação do organismo

A couve pode transportar o tálio, um mineral tóxico que há no solo, para o organismo. Este pequeno veneno pode limitar a capacidade de concentração e reduzir o cansaço.

Quer isto dizer que a couve deve ser banida da nossa dieta? Não, claro que não. O truque é saber como devemos consumir.

Regras de ouro para comer couve do jeito certo:

Não ultrapasse o consumo de 5 folhas de couve diárias. Esta é a dose que garante um consumo moderado livre de perigo.

Para não comprometer a digestão, 25g de fibra diárias é o ideal. Não se esqueça que vai ter de compensar bebendo água, aproximadamente 2 litros a cada dia.

Não coma couve todo o santo dia para garantir que está comendo algo saudável. Uma boa dieta é uma dieta variada, que assegure que estamos consumindo todos os nutrientes de que necessitamos.

Outros vegetais folhosos como a alface, a rúcula e a chicória são boas escolhas para variar.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Como prevenir os fungos nas unhas? (Melhor com Saúde)



Ainda que possa parecer óbvio, uma higiene correta dos pés, assim como do sapato, é fundamental para evitar a proliferação de fungos. Também devemos procurar não mantê-los úmidos durante muito tempo.

Também conhecidos como onicomicose, os fungos nas unhas são um problema muito comum que afeta, principalmente, os pés. É causado por parasitas microscópicos que costumam se proliferar em áreas úmidas e em épocas de muito calor.

Os fungos nas unhas não são muito estéticos, já que causam mudanças na cor, forma e textura das mesmas.

Nos casos mais graves eles podem chegar a causar a destruição completa da unha afetada, por isso é tão importante prevenir seu desenvolvimento.

Conselhos para evitar os fungos nas unhas

Procure manter os pés limpos e secos

Manter mãos e pés sempre limpos e secos é uma medida necessária para prevenir o surgimento de fungos, já que eles crescem e se desenvolvem em lugares úmidos e escuros.

É essencial manter uma boa higiene, preferencialmente com um gel ou sabonete de pH neutro, que evite a irritação da pele e a diminuição de suas defesas.

Você deve se assegurar de polvilhar essas regiões com talco antibacteriano e sempre mudar as meias assim que fizer qualquer atividade física.

Entenda que isso lhe servirá também para evitar os fungos que crescem entre os dedos dos pés. Este tipo de fungo é tão incômodo quanto os que afetam as unhas, pois causam irritação e mau cheiro.

É muito importante que você não se esqueça de secar muito bem as mãos e os pés depois de lavá-los ou depois de fazer qualquer tipo de atividade física.

O mais normal é que neste ponto eles estejam muito suados. Assegure-se de não deixar passar a região entre os dedos. Esta é uma área que nem sempre secamos bem e a partir dela os fungos podem se espalhar para outras regiões do corpo.

Mantenha as unhas cortadas

Uma medida excelente para prevenir os fungos nas unhas e o desenvolvimento de outros problemas é mantê-las cortadas, tanto as das mãos quanto as dos pés. Sempre procure fazer um corte reto e limpo.

Evite deixar bordas irregulares e corte bem as esquinas das unhas. Com isso você impedirá que elas cresçam dentro da pele e que originem o que conhecemos como unhas encravadas, que são muito incômodas e dolorosas.

Também é conveniente limpar e desinfetar previamente as ferramentas que serão usadas para cuidar das mãos e dos pés. Por motivo algum compartilhe essas ferramentas com outras pessoas.

Os fungos nas unhas são muito contagiosos e se você usar um cortador infectado, facilmente poderá desenvolver o problema. Se não lhe restar outra opção, é recomendável limpar a região afetada com álcool. 

Use sapatos em locais públicos

Não se esqueça de ficar calçado em lugares públicos como praias, academias, piscinas, saunas ou chuveiros públicos. Andar descalço é uma das formas mais fáceis de contrair uma infecção por fungos.

Além disso, os lugares públicos talvez não sejam tão higiênicos quanto você imagina. Por isso, usar um calçado aberto é preferível do que andar descalço, não só pela higiene das unhas, mas também porque podem haver elementos cortantes.

Uma boa medida de proteção é ter um calçado para cada lugar público. Ou seja, chinelos para a ducha da academia e outros para ir à praia, etc.

Use calçados mais cômodos

Os fungos nos pés tendem a se desenvolver naquelas partes que se encontram submetidas a uma pressão maior.

Por isso, para prevenir os fungos nas unhas é essencial usar um par de sapatos cômodos que permitam que a pele disponha de espaço suficiente para respirar.

Devemos complementá-lo com o uso de meias transpiráveis. Procure ventilar à noite o calçado que usar durante todo o dia e evite compartilhar tanto os sapatos quanto as meias a fim de evitar um contágio por fungos.

Se o sapato molhar, seque muito bem antes de voltar a usá-lo para evitar que se transforme em um foco de infecções.

Use talco nos pés

O uso de alguns produtos específicos, como o talco, é bom para diminuir a umidade nos pés.

Eles devem ser usados em conjunto com cremes para manter a pele hidratada e prevenir a aparição de feridas ou irritações.

Desta forma, além de evitar a proliferação de fungos, também prevenimos a aparição do mau cheiro nos pés.

É bom usá-lo todos os dias, especialmente se você for usar sapatos fechados, ainda que também seja indispensável quando usar sapatos abertos, só por higiene.

Use cremes antifúngicos

O uso e a aplicação de cremes ou loções antifúngicas de forma tópica é uma excelente maneira de prevenir a aparição de fungos nos pés. Também lhe permitirá tratar qualquer tipo de infecção que já tenha começado a se formar.

Considere que você deverá consultar seu médico para que ele recomende o creme apropriado segundo o seu problema.

O surgimento de fungos nas unhas costuma ser o pesadelo de homens e mulheres. Não se trata só de um problema estético, mas sim de algo que pode gerar um problema mais grave.

Uma infecção causada por esses fungos pode provocar danos maiores em pessoas com diabetes e outras doenças similares.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Vigilância e prevenção de quedas em pessoas idosas (Parte 1)


Como reduzir quedas no idoso

A queda é um evento muito comum e devastador em idosos. Embora não seja uma consequência inevitável do envelhecimento, pode sinalizar o início de fragilidade ou indicar doenças aguda. Além dos problemas médicos, as quedas apresentam custo social, econômico e psicológico enormes, aumentando a dependência e a institucionalização. Estima-se que há uma queda para um em cada três indivíduos com mais de 65 anos e, que um em vinte daqueles que sofreram uma queda sofram uma fratura ou necessitem de internação. Dentre os mais idosos, com 80 anos ou mais, 40% caem a cada ano.

Os fatores de risco que mais se associam às quedas são: idade avançada (80 anos ou mais): sexo feminino; história prévia de quedas; imobilidade; baixa aptidão física; fraqueza muscular de membros inferiores; fraqueza do aperto de mão; equilíbrio diminuído; dano cognitivo; doença de Parkinson; sedativos, hipnóticos, ansiolíticos e polifarmácia.

Atividades e comportamentos de risco e ambientes inseguros aumentam a probabilidade de cair, pois levam as pessoas a escorregar, tropeçar, errar o passo, pisar em falso, trombar, criando, assim, desafios ao equilíbrio. Idosos fragilizados caem durante atividades rotineiras, aparentemente sem risco (deambulação, transferência), geralmente dentro de casa, num ambiente familiar e bem conhecido.

Previna quedas

Fatores relacionados ao idoso:

- Diminuição da força muscular; osteoporose; anormalidades para caminhar; arritmia cardíaca (batimento cardíaco irregular); alteração da pressão arterial; depressão; senilidade; artrose, fragilidade de quadril ou alteração do equilíbrio; alterações neurológicas (derrame cerebral, doença de Parkinson, esclerose múltipla e mal de Alzheimer); disfunção urinária e da bexiga; uso controlado de determinadas drogas; diminuição da visão; diminuição da audição; câncer que afeta os ossos; deformidades no pés (unhas grandes, joanetes dolorosos)

Fatores relacionados ao ambiente:

- Iluminação: ambientes mal iluminados favorecem a ocorrência de quedas;
- Arquitetura: casas mal planejadas aumentam o risco de quedas;
- Móveis: disposição inadequada atrapalha a locomoção e quando instáveis não servem como apoio;
- Espaço: oferecem risco os objetos escorregadios espalhados pela casa;
- Cores: ambiente muito escuro aumenta a chance de quedas.




(texto publicado no Informativo SBC de março de 2016)

domingo, 9 de outubro de 2016

8 sinais de que o estresse está te deixando doente (Perfeito)


Uma pesquisa da Associação Internacional do Controle do Estresse colocou o Brasil em segundo lugar entre os países com maiores níveis de estresse do mundo. O estrsse pode impactar na saúde mental e física — se você reconhece algum desses sintomas, isso pode estar te deixando doente.

Bolinhas em todo lugar

Se você se vê repentinamente coberto de brotoejas ou bolinhas vermelhas, o estresse pode ser o culpado. Quando o corpo experimento estresse em exceso (por um período curto ou longo), seu sistema imunológico fica maluco e seu corpo começa a liberar histamina para curar o seu problema. Se o estresse não vai embora, você está basicamente desenvolvendo uma reação alérgica e bum, começa a dar as bolinhas. Quando a sua imunidade está enfraquecida pelo estresse, sua pele pode ficar irritada por coisas às quais ela não tinha sensibilidade antes, como sabonete, calor e frio, loções ou sabão para roupas.

Seu peso varia muito

“O estresse libera o hormônio cortisol, que debilita a capacidade do corpo para processar o açúcar no sangue e também a forma como você metaboliza gorduras, proteínas e carboidratos, o que pode causar ganho ou perda de peso”, diz a Dra. Shanna Levine, da Icahn School of Medicine, de Nova Iorque (EUA). O estresse também pode levar pessoas a hábitos alimentares nocivos, como comer demais ou de menos.

Você fica tendo dores de cabeça

Se você nunca teve dores de cabeça mas de repente está sempre com ela latejando, pode ser estresse demais. Isso libera substâncias químicas que alteram os nervos e vasos sanguíneos no cérebro, o que faz surgir a dor de cabeça. Você já tem propensão a enxaqueca? O estresse pode dispará-la ou piorá-la. Também é comum que os músculos fiquem tensos quando você está estressado, o que pode ser também a causa da dor de cabeça.

Sua barriga não está legal

O estresse pode abalar o funcionamento do seu trato gastrointestinal de diversas formas. Pode fazer o corpo produzir mais ácido digestivo, o que dá azia. “Também pode atrasar o esvaziamento do estômago, o que causa gases e inchaço e também aumenta as constrações intestinais, o que leva a cãibras e até diarreia”, diz a Dra. Deborah Rhodes, da Mayo Clinic.

Sempre resfriado

O estresse suprime o sistema imunológico, o que pode fazer você adoecer mais facilmente e te deixar com menos defesas para combater micro-organismos. “Quando as pessoas estão estressadas, ficam doentes. Pode ser um resfriado ou gripe, que aparecem porque os sistema imunológico não tem força para lutar contra o vírus”, diz a Dra. Levine. Pesquisadores na Carnegie Mellon University, em Pittsburgh (EUA) infectaram voluntários com o vírus do resfriado; aqueles que disseram sofrer mais com estresse tinham o dobro das chances de ficarem doentes do que os que disseram sofrer menos.

Você tem espinhas de novo!

Você pensou que a acne era um pesadelo adolescente que ficou no passado, mas de repente seu rosto está cheio de espinhas — e o estresse pode ser o causador. Quando estressado, seu corpo bombeia mais hormônios, como o cortisol, o que faz com que as glândulas da pele produzam mais óleo. Esse óleo em excesso fica preso nos folículos, juntamente com sujeira e pele morta, produzindo as espinhas.

Sua cabeça não funciona direito

Conforme a Dra. Levine, o estresse pode te fazer doente da cabeça, também. Muito cortisol pode dificultar a concentração, causar problemas de memória e ansiedade ou depressão.

Seu cabelo está caindo

Perder um pouco de cabelo é normal (os folículos antigos são substituídos por novos com o passar do tempo), mas o estresse pode perturbar esse ciclo. O estresse significativo induz mais folículos a entrarem na chamada fase de descanso e, meses depois, aqueles cabelos caem. O estresse faz o sistema imunológico atacar os folículos capilares, resultando na perda do cabelo.

Azeite o óleo do coração



Se você não abre mão dos prazeres da boa mesa, mas teme por suas artérias, não se preocupe mais. Adote o regime do Mediterrâneo, onde óleo de oliva e gastronomia rimam com saúde e longevidade

Há algum tempo os pesquisadores se perguntavam por que as taxas de doenças cardíacas na Grécia ou na região rural de Creta eram 90% mais baixas que nos Estados Unidos e no mundo ocidental. Eles descobriram que essa invulgar robustez cardíaca era devida aos hábitos alimentares tradicionais daquelas populações, onde a dieta é constituída de cereais, legumes frescos, verduras, frutas, peixes e azeite de oliva, o óleo verdadeiramente aliado do coração, já que aumenta os níveis sanguíneos do bom colesterol (HDL) e é o grande amigo da longevidade. Afinal, como lembra Robert Kowalski, autor de Cholesterol & Children, o óleo consumido nas regiões bíblicas sempre foi basicamente o azeite de oliva. E se o patriarca Matusalém viveu mais de 900 anos, é certamente porque seu coração foi bem azeitado durante toda a vida.

O papel das gorduras

Para compreendermos por que o azeite de oliveira é o melhor escudo contra as doenças cardíacas, devemos entender o papel que a gordura (lipídio) desempenha no organismo.

Esse elemento de alimentação é um formidável combustível da máquina do corpo humano. Um grama de lipídio fornece cerca de 9 calorias contra as 4 calorias dos glicídeos (carboidratos) e as 4 das proteínas. A primeira função da gordura é, portanto,  fornecer energia. Mas não a única.

Mais importante ainda é o fato de todas as gorduras (azeite, manteiga, óleos...) se constituírem em veículos de transporte das vitaminas A, D, E e K, que o corpo só pode absorver se estocadas em gordura. E a importância dessas vitaminas lipossolúveis é muito grande: servem ao crescimento dos ossos e dentes, à coagulação sanguínea, formação de mucosas, além de possuírem ação antioxidante que previne o envelhecimento.

Só que as semelhanças entre as fontes de gordura terminam aqui. Sob o ponto de vista de qualidade e saúde nutricional, as gorduras não são todas iguais: umas são melhores que as outras porque se comportam diferentemente no interior de nosso corpo.

As gorduras saturadas (de origem animal) podem ser comparadas a um combustível poluidor. Ao serem processadas pelo organismo, produzem elementos nocivos que, em excesso, podem constituir fator de risco para as doenças cardiovasculares. O colesterol é o mais conhecido, embora não o único. Com efeito, muitas das gorduras saturadas são acompanhadas de outros ácidos dos quais ainda se sabe pouco, mas que se comportam como os saturados aumentando a taxa de colesterol LDL (o mau colesterol) e de triglicerídeos no sangue.

Ao contrário, as gorduras insaturadas (mono ou poli-insaturadas) provenientes dos peixes e dos vegetais (excetuando-se o óleo de coco, com ácidos graxos saturados) conseguem entrar nas lipoproteínas e afastar o colesterol, encaminhando-o para o fígado. Entre estas, as gorduras polinsaturadas desenvolvem uma ação preventiva contra o colesterol. Infelizmente, não se pode viver exclusivamente dos polinsaturados. O excesso dessas gorduras, na verdade, parece danificar a célula através de um processo de oxidação por radicais livres. De médico ela vira monstro, agindo como se fosse uma gordura saturada. E é justamente aí que os deuses do Olimpo colocaram o saboroso azeite de oliva no empadão da saúde e da vitalidade cardíacas.

Da mesa ao laboratório

O Dr. Scott Grundy, da Universidade do Texas, em cooperação com o Dr. Fred Mattson, da Universidade da Califórnia, em San Diego, realizou um profundo estudo para confirmar os efeitos benéficos do azeite de oliva. Nos testes, 20 pacientes consumiram dietas líquidas nas quais o principal ácido graxo era o saturado, monoinsaturado (o tipo predominantemente encontrado no azeite de oliva) ou polinsaturado. Essas gorduras totalizavam 40% de suas calorias totais para cada dia, numa dieta consumida durante quatro semanas.

Os pesquisadores descobriram que as gorduras monoinsaturadas e polinsaturadas tinham quase a mesma eficácia na redução dos níveis de colesterol total do sangue, confirmando as virtudes do azeite de oliva. Afinal de contas, ele tem sido o óleo de cozinha de uma infinidade de culturas ao redor do mundo por milhares de anos, com comprovada segurança, além de ter muito maior durabilidade comercial em comparação com outros óleos vegetais usados em culinária.

Ainda segundo os especialistas, é interessante - e muito importante - saber que a adoção do azeite de oliva na dieta não apenas reduz a absorção total de gorduras, o que já seria um grande benefício para o organismo. Num segundo estudo, o Dr. Grundy comparou três dietas: uma com 40% de calorias totais de gorduras saturadas, a segunda com 40% de calorias totais de gorduras monoinsaturadas e a última com 20% de calorias totais de gorduras das três espécies. A dieta com gorduras monoinsaturadas foi tão eficaz na redução dos níveis de colesterol total quanto a que reduziu a gordura total a 20%. E, também o nível de colestesrol HDL não foi reduzido, como aconteceu com a dieta de baixos níveis de gordura.

As virtudes do azeite

O azeite de oliva contém 70% de ácido oleico (monoinsaturado) e 10% de ácido linoleico (polinsaturado), uma dobradinha do coração. E essas não são as suas únicas virtudes. O azeite também é rico em componentes de poder antioxidante e anti-radicais livres: alfatocoferol, esteróis e substâncias antagonistas do colesterol que exercem uma forte ação protetora no organismo. Além de ser saudável, o azeite de oliva tem perfume e cor que combinam de modo perfeito com qualquer outro alimento. É natural, conserva todas as suas propriedades benéficas, quer seja do tipo virgem ou extra virgem (extraídos a frio) ou industrializado (que obedece a severas normas de controle), tem qualidade e nem por isso é caro.

O azeite de oliva tem, igualmente, efeito favorável no funcionamento gástrico e intestinal, principalmente como estimulante da secreção biliar, e atua positivamente no crescimento e na mineralização óssea, vantagem partilhada com os outros óleos polinsaturados ricos em ácidos graxos.

As pessoas que combinam ácidos graxos monoinsaturados - tal como os encontrados no azeite de oliva - com 1.200 miligramas diárias de vitamina E, revela a American Heart Association, parecem ficar mais protegidas contra os densos e oxidantes LDLs, tipo de colesterol mais implicado na formação das placas de ateroma responsáveis pelos bloqueios arteriais e graves acidentes cardíacos. Embora esse estudo não seja conclusivo, os cientistas se mostram excitados pelas implicações de tal evidência na saúde cardiológica.

Mas para obter todos os benefícios do azeite de oliva, não esqueça que uma dieta baseada exclusivamente na gordura monoinsaturada é prejudicial. O ideal é consumir tanto as mono quanto as polinsaturadas. O organismo pede uma pequena quantidade de gordura polinsaturada, fonte de produção da prostaglandinas, substâncias vitais para vários órgãos e funções, e que também é obtida com o consumo de grãos.

Quanto mais aprendemos a respeito de gorduras e azeite, e de seu impacto no organismo, fica claro que a redução drástica da ingestão de gordura ou a adoção de um só tipo não constitui, necessariamente, o melhor caminho a seguir. Especialmente no que diz respeito à alimentação infantil, já que o bom balanceamento das gorduras assegura crescimento e desenvolvimento normais. Uma redução excessiva pode ser nociva.

Por que não se converter ao óleo de Matusalém? Você estará oferecendo mais proteção ao coração dos adultos e permitindo que seus filhos tenham a chance de se converter nos Matusaléns de amanhã.

Azeite, modo de usar

Para obter o máximo em sabor, escolha os azeites extra virgem ou virgem, ou os industrializados de marca renomada que conservam o sabor intacto.

Atenção: a cor pode ter ou não significado em termos de sabor. Um azeite verde-escuro pode tanto pode ser forte como relativamente suave. A única maneira de se certificar disso é experimentar as diferentes marcas existentes no mercado.

Guarde o azeite num lugar fresco e escuro, já que o calor e a luz podem destruir suas qualidades. Evite também o contato prolongado com o ar. A refrigeração altera, para algumas pessoas, o sabor. Mas se as condições ambientais exigirem tal medida, não se assuste se o azeite gelado se tornar espesso e acinzentado. Basta trazê-lo de volta à temperatura ambiente para o óleo ganhar suas características originais.

Não desperdice o azeite virgem cozinhando com ele, pois o calor altera seu precioso sabor.

Use azeite de oliva como condimento em saladas, verduras, legumes, galinha, peixe grelhado, etc. Ele se combina admiravelmente bem com temperos, proporcionando aromas e sabores inusitados às mais simples preparações.

À mesa, use azeite de oliva no pão, em vez de manteiga. Você estará substituindo uma gordura saturada por outra monoinsaturada, saudável para o coração. E ainda por cima ganha em sabor.

A dose cotidiana ideal: de duas a quatro colheres de sopa. Se estiver seguindo um regime emagrecedor, não abuse. Todos os óleos são muito calóricos (900 calorias por 100 gramas).

Oliveira x doenças

Contentando-se com solos pobres e rochosos, a Olea europea não produz apenas as azeitonas, de onde se extrai o azeite tão saboroso ao paladar e tão útil à manutenção do bem-estar e equilíbrio orgânicos. Na verdade, ela é uma farmácia de onde se pode obter remédio para diversas afecções que atingem o corpo humano.

Infusões

Usar as folhas de brotos jovens de oliveira, na proporção de uma colher de sopa de folhas para cada xícara de água fervendo. Tomar três xícaras por dia. Você estará combatendo a hipertensão, a arteriosclerose e a insuficiência urinária.

Azeite virgem

O azeite virgem obtido de primeira pressão a frio, e de azeitonas colhidas quando bem maduras (esse aspecto é importante), pode ser tomado em jejum: uma colher de sopa, à qual se adiciona um pouco de suco de limão. Trata-se de um produto que melhora a digestão, favorece a secreção biliar pelo fígado e a evacuação da bile da vesícula biliar. Portanto, é uma arma ideal e natural contra a colecistite, a litíase biliar e a insuficiência biliar, principalmente acompanhada de prisão de ventre.

Dieta do Mediterrâneo

Prevenindo e reduzindo o risco de infarto

Os primeiros estudos epidemiológicos demonstraram que o cardápio mediterrâneo constituído de frutas, legumes, peixes, alho e azeite de oliva era bom para o coração. Em busca de confirmação do fato, dois pesquisadores franceses, os Drs. Renaud  e de Lorgeril, acabaram por provar que essa dieta do Mediterrâneo também pode prevenir, de modo eficaz, a recidiva do infarto. Para tanto, constituíram um grupo de estudo formado por 600 pacientes de menos de 70 anos internados por causa de infarto em diversos hospitais de Lyon. Os voluntários foram divididos em dois grupos.  Os do primeiro receberam a alimentação comum dada a pacientes cardíacos segundo regimes hospitalares, enquanto que os do segundo foram submetidos ao regime mediterrâneo, de Creta, cujos habitantes comem cereais (sob a forma de pão), legumes secos e verdes, frutas frescas, peixe e pouca carne, além de muito azeite de oliva. A manteiga foi excluída do regime. A pesquisa revelou que no grupo se submeteu ao regime cretense, houve três mortes e cinco recidivas não mortais de infarto. No grupo que seguiu o regime comum houve 16 óbitos e 17 recidivas. Portanto, a alimentação do tipo mediterrâneo reduziu a mortalidade cardíaca em cerca de 70%. Concluíram os pesquisadores que:

- o regime mediterrâneo, dada sua riqueza em frutas (laranjas, limões) e legumes frescos ricos em vitamina C, antioxidante, se opõe à oxidação das lipoproteínas LDL, formadoras do mau colesterol. E este mau colesterol está na origem da formação das placas de ateroma que bloqueiam as artérias e ocasionam o infarto.

- Além disso, a dieta poderia agir de modo favorável, beneficiando diretamente o coração.

- Rico em peixes, o regime contribui com ácidos graxos do tipo N3, que fluidificam o sangue, limitando o risco do infarto.

-  O regime não tem nenhuma contra-indicação, e, se seguido corretamente, pode minimizar o uso de medicamentos.

Os 10 mandamentos do Regime Mediterrâneo

1) Fazer três a quatro refeições por dia.

2) Limitar a carne vermelha a cinco ou seis refeições na semana. Preferir aves a carne bovina.

3) Todos os dias, comer um legume verde, cozido ou cru.

4) Comer duas frutas por dia.

5) Comer peixe fresco três vezes por semana.

6) Comer cereais diariamente: pão, flocos de milho, aveia e farelos...

7) Limitar o consumo de manteiga a 10 gramas por dia.

8) Variar o uso dos óleos: oliva, girassol, colza, etc.

9) Comer alho e cebola.

10) Beber dois copos de vinho por refeição e muita água entre as refeições.




(texto publicado na revista  Saúde para Todos nº 1 - ano 1 - maio de 1995)

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Como lidar com a disfagia


Caracterizada pelo mau funcionamento do esôfago, a disfagia atinge 60% dos idosos que sofrem com doenças degenerativas e pode ser contornada com alimentação adequada

Dificuldade de engolir a comida, sensação de falta de ar durante a mastigação, tosses fortes em meio a uma refeição. Todos esses sinais podem ser sintomas de um mal que atinge cerca de 60% dos idosos que sofrem com algum tipo de doença degenerativa ou ainda 35% das pessoas que sofrem com sequelas decorrentes de derrame (AVC), de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de disfagia.

Distúrbios de ordem neurológicas, mecânicas ou psicológicas podem dar origem a inúmeras doenças relacionadas ao sistema digestivo, mas poucos males alimentares estão tão ligados ao envelhecimento natural quanto a disfagia, que pode acontecer em duas fases distintas: oral (quando compromete a mastigação e o ato de engolir) e faríngea (que é involuntária quando o alimento já foi engolido).

O diagnóstico da disfagia normalmente é feito por um fonoaudiólogo, através de um exame específico da deglutição do paciente, mas é possível perceber a instalação da doença associando os sintomas citados logo no início desta matéria com uma significativa perda da satisfação de comer, já que é comum que alimentos mais duros e/ou secos entrem nas vias respiratórias, causando tosses e falta de ar.

Tratamento

O tratamento da disfagia reside em três principais estratégias para contornar o mal-estar causado na hora das refeições:

- Modificação da consistência dos alimentos;
- Manobras para facilitar a deglutição;
- Terapia de reabilitação da deglutição.

Nesse sentido, a preparação dos alimentos que serão consumidos por pessoas que sofrem com a disfagia deve levar em conta que, quanto mais macios forem os alimentos, melhor. Por exemplo, a consistência encontrada em purês, mingaus e preparações liquidificadas costuma ser ótima para a deglutição do paciente. Já os líquidos devem ser espessos. Ou seja: sopas (ou bebidas) muito ralas podem escorrer e atingir as vias respiratórias, por isso é importante tornar os líquidos o mais espesso possível. Você pode comprar espessantes (normalmente vendidos em pó) ou simplesmente "engrossar" os caldos por conta própria. Aqui, uma dica importante é sempre lembrar de deixar as refeições nutritivas e balanceadas, já que a dificuldade de deglutição vai impedir que o paciente ingira toda e qualquer sorte de alimentos. Atenção para as carnes e todo tipo de proteína!

O ato de mastigar e engolir também deve ser conduzido de maneira muito consciente. Por isso, as tais 'manobras" para facilitar a deglutição devem ser levadas em conta, priorizando a mastigação completa dos alimentos e inclinando a cabeça de maneira a facilitar a passagem do alimento na hora de engolir. Tudo feito sem pressa e com respiração normal. Além disso, os profissionais de fonoaudiologia oferecem tratamentos voltados para a reabilitação da deglutição, fortalecendo todo o conjunto de músculos utilizados durante o processo digestivo.



(texto publicado na revista Bem-Estar nº 28 - mai/jun de 2016)

Cuide bem do coração


Dia mundial. Segundo entidade de cardiologia, país tem uma morte a cada 40 segundos devido a doenças cardiovasculares

As doenças cardiovasculares são um dos maiores inimigos dos brasileiros pois causam a morte de uma pessoa a cada 40 segundos, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Entre o mês de janeiro e setembro deste ano, essas doenças já vitimaram 232 mil pessoas de acordo com a entidade.

E, entre elas, o infarto é a mais comum, sendo a segunda doença que mais mata no Brasil, de acordo com um levantamento do Ministério da Saúde de 2014.

Mais, de acordo com a cardiologista Ana Paula Chacra, do Incor (Instituto do Coração), até 70% desses óbitos poderiam ser evitados com mudanças de hábitos e check-ups. "As pessoas deveriam começar a se prevenir com 20 anos e já monitorar hipertensão arterial e colesterol, por exemplo."

Isso porque os sintomas de um infarto são muito sutis ou até inexistentes. "Nem todo mundo sente aquela típica dor no braço e no peito. Pode ser também dor de barriga, no pescoço. Os diabéticos, por exemplo, costumam ter falta de ar", diz o cardiologista José Ibis, da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

E Chacra complementa: "Os idosos podem ter sintomas como queda de pressão, cansaço e tontura".

Mas ambos notam uma mudança de hábitos nos pacientes que sofrem infarto, especialmente devido ao "susto" do ocorrido. Como é o caso do empresário Ivo Moreira, 68 anos, que sofreu um infarto e ficou internado por 25 dias. "Comecei a fazer caminhadas todos os dias", disse.


Causa e efeito - Problemas do coração e como evitar

346.896 mortes por problemas cardíacos ocorreram em 2015, segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Incidência de infartos

Mulheres: 33%
Homens: 67%

A partir da menopausa

Mulheres: 50%
Homens: 50%

Fatores de risco para doenças no coração

- Sedentarismo
- Obesidade
- Tabagismo
- Consumo excessivo de álcool
- Estresse
- Má alimentação

Como prevenir

- Atividades físicas
- Evitar alimentos com gorduras trans e saturadas
- Diminuir consumo de álcool
- Reduzir ou cortar o cigarro

Tratamento

11 tipos de remédios para hipertensão são distribuídos gratuitamente no programa Farmácia Popular



(texto publicado no jornal Metro de 29 de setembro de 2016)

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O veneno do dendê - Felicio Pontes Jr.


O Brasil é o campeão mundial no uso de agrotóxicos. Essa notícia não é boa para nenhum país, mas pode ser pior. Estamos usando produtos que já foram banidos da Europa. A consequência desse fato não é apenas o dano à saúde das comunidades vizinhas da área em que se usa o produto. Todos estamos sendo contaminados quando fazemos uso ou comemos alimentos com alta incidência de agrotóxicos.

No intuito de ser mais uma forma de "desenvolver" a Amazônia, o governo federal, em 2004, criou o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. Mas foi a partir de 2010 que a produção deslanchou. Seu objetivo era utilizar áreas degradadas para cultivar dendê. Dos 31,8 milhões de hectares disponíveis para esse plantio, quase 30 milhões de hectares estão na Amazônia Legal.

Parte dessa área está nas mãos de agricultores familiares. Assim, a ideia foi financiar não apenas as grandes empresas que se dispusessem à empreitada, mas também os pequenos agricultores. E centenas foram seduzidos, principalmente no Pará.

O problema maior é o uso de agrotóxico nessa cultura. A Organização Não Governamental (ONG) Repórter Brasil vem assumindo um jornalismo investigativo sobre o dendê na Amazônia. Suas constatações são estarrecedoras. Ela descobriu que em 166 mil hectares são utilizados todo ano cerca de 332 mil litros de herbicida. Como estamos falando da Amazônia, onde há alta ocorrência de cursos d'água e de chuva, há risco tanto para as comunidades quanto para a biodiversidade animal e vegetal expostas à contaminação.

Agrotóxico na cultura - E a contaminação foi inevitável. A Repórter Brasil detectou que, no Baixo Tocantins, no Pará, o agricultor Antônio Ribeiro possui um pequeno lote na Comunidade Castanhalzinho, bem ao lado de um grande plantio de dendê. Ele narra que nos dias de aplicação de veneno no dendê a família tem sofrido com fortes dores de cabeça. "Ontem mesmo passei 24 horas no hospital por conta da dor", diz o agricultor. Segundo ele, não é possível manter nenhuma criação de aves, como galinhas e patos. "Eu até tentei, mas aí elas ficam doentes, começam a melar o bico e morrem. Não sei dizer se é por causa do veneno, mas acredito que sim", conta Antônio. O principal problema da família, no entanto, é que a única fonte de água para consumo, um poço artesiano, está localizado a menos de 50 metros do dendezal.

No fim do ano passado, uma das maiores instituições de pesquisa da Amazônia entrou na briga. O Instituto Evandro Chagas divulgou estudo em que avaliou as águas superficiais e sedimentos em uma área de 840 quilômetros quadrados, também no Baixo Tocantins, e detectou a contaminação por agrotóxico utilizado na cultura do dendê em 14 dos 18 pontos coletados.

Próximo dessa área, localiza-se a Terra Indígena Turé-Mariquita. O cacique Raimundo Tembé informou o que anda ocorrendo naquela região. "As caças diminuíram com os venenos que são jogados, contaminando os igarapés. Encontraram um tatu morto, o que não é normal de se ver..."

É necessário, urgentemente, rever o programa de bio-combustível e uso de agrotóxico. Qualquer monocultura na Amazônia agride a vocação natural da região, que detém a maior biodiversidade do planeta.




(texto publicado na revista Família Cristã nº 955 - ano 81 - julho de 2015)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Armadura para os Jogos Olímpicos - Natalia Cuminale


Com medo do vírus zika e da imundície das águas cariocas, delegações estrangeiras criam uniformes especiais para proteger seus atletas

Os Jogos Olímpicos são uma extraordinária oportunidade para que os fabricantes de trajes esportivos exibam novidades tecnológicas capazes de melhorar a performance dos atletas. A Olimpíada do Rio não deixará de ser uma vitrine para esse segmento, mas por um motivo constrangedor para o Brasil. Estilistas e engenheiros convocados para se debruçarem sobre a indumentária das delegações foram obrigados a lançar mão do conhecimento científico para elaborar trajes capazes de proteger os atletas das ameaças extraesportivas que terão pela frente na cidade-sede da 31ª edição dos Jogos da Era Moderna: as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e a poluição das águas cariocas.

Em abril deste ano, a equipe olímpica sul-coreana desfilou o seu "uniforme antizika", um conjunto formado por calças, camisas de manga longa e casaco feitos de um tecido providencialmente embebido numa solução que repele o inseto, transmissor também da dengue e da chikungunya. Os asiáticos não divulgaram, mas provavelmente utilizaram uma substância chamada permetrina, que já demonstrou eficácia em afastar o Aedes aegypti e resiste a até 100 lavagens. Os trajes deverão ser usados pelos atletas sul-coreanos nas cerimônias de abertura e encerramento.

Por incrível que pareça, no entanto, nas condições atuais, o zika deve ser a menor das preocupações. A Olimpíada ocorrerá em agosto, quando a circulação do mosquito é naturalmente inibida pelas condições climáticas, fazendo com que caia o risco de contágio. Não por acaso, a exemplo do que já fizera o prefeito Eduardo Paes em entrevista a VEJA, o presidente do Comitê Organizador da Rio 2016, Carlos ARthur Nuzman, criticou os golfistas que anunciaram ter desistido da Olimpíada por causa do vírus. "A zika é pior na Flórida (Estados Unidos) do que no Brasil hoje. E os golfistas estão jogando na Flórida", declarou ele em uma palestra. "Eles não estão vindo porque não haverá premiação em dinheiro." O golfe está fora dos Jogos Olímpicos há 112 anos, ou seja, desde 1904, quando a competição foi realizada em Saint Louis, nos Estados Unidos. O tenista brasileiro Bruno Soares tem usado as redes sociais para ironizar os jogadores desse esporte que não vêm à Olimpíada sob o mesmo pretexto. "Minha esposa pediu para eu lavar as roupas hoje. Não o farei por causa do Zika #EfeitoZika", tuitou ele.

Se a ameaça vinda do ar pode ser considerada baixa, o mesmo não é possível dizer dos riscos escondidos nas águas. Assim, no fim do mês passado, a equipe americana de remo apresentou ao mundo seu "uniforme antipoluição". O traje será utilizado na contaminada Lagoa Rodrigo de Freitas, que, além daquela modalidade, abrigará as provas de canoagem de velocidade. Os novos uniformes, compostos de bermudas, calças, regatas e tops esportivos, funcionam como uma segunda pele, em duas camadas. A primeira impede que a água entre em contato com a superfície do corpo do desportista; a outra é revestida de um material de ação antimicrobiana. "Apesar das boas intenções dos especialistas, é improvável que a estratégia dos Estados Unidos tenha algum efeito prático na prevenção de doenças", diz o infectologista Artur Timerman, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses. Não se trata de pessimismo por mais que o tecido sintético receba um tratamento especial, os atletas de remo e canoagem ainda terão áreas do corpo descobertas, como os braços e principalmente o rosto. Ao contrário do que se imagina, a pele não é a única via de acesso dos patógenos. O risco de infecção também ocorre devido à ingestão ou inalação acidental de água poluída.

Infelizmente, a promessa de saneamento de 80% do esgoto despejado na Baia de Guanabara foi riscada das metas olímpicas. De acordo com uma investigação independente realizada pela agência de notícias Associated Press, as águas cariocas possuem níveis alarmantes e perigosos de microorganismos. Além de coliformes fecais, foram encontrados vírus e bactérias multirresistentes. Esses agentes são capazes de provocar infecções estomacais agudas, que causam vômito e diarreia, ou até problemas mais graves, como meningite, pericardite (inflamação da membrana que envolve o coração) e hepatite. Resta torcer para que, se as armaduras olímpicas não funcionarem, o fortalecido sistema imunológico dos esportistas seja capaz de resistir. E que os brasileiros possam superar a vergonha de oferecer águas poluídas aos atletas.




(texto publicado na revista Veja edição 2488 - ano 49 - nº 30 - 27 de julho de 2016)