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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Papa Francisco se une à batalha contra os transgênicos - Emilio Godoy (Tradução de Victor Farinelli)


O Papa criticou os transgênicos por seus impactos agrários, sociais e econômicos, e fala da necessidade de um debate amplo sobre o tema.

Há alguns séculos atrás, a indústria da biotecnologia poderia ter comprado uma bula para autorizar seus pecados e obter a redenção prévia. Porém, em sua ecológica encíclica Laudato si, o papa Francisco condenou os organismos geneticamente modificados (OGM) sem perdão possível.

Em sua primeira carta circular aos católicos desde que iniciou seu pontificado, no dia 24 de maio de 2013, o argentino Jorge Mario Bergoglio critica os OGM por seus impactos agrários, sociais e econômicos, e fala da necessidade de um debate amplo sobre o tema, e não somente desde a esfera científica.

Laudato si – “louvado sejas”, em italiano antigo – faz referência ao título de um cântico de Francisco de Assis que reza: “louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa Mãe Terra, a qual nos sustenta, nos governa e produz diversos frutos com coloridas flores e ervas”.

É a primeira encíclica na história dedicada à situação ambiental e à reflexão sobre “a casa comum” da humanidade, o planeta.

O documento reconhece a falta de “comprovação contundente” sobre o dano que os OGM poderiam causar aos seres humanos, mas destaca que existem “problemas importantes que não devem ser relativizados”.

“Em muitos lugares, após a introdução desses cultivos, se constata uma concentração de terras produtivas nas mãos de alguns poucos, devido à progressiva desaparição dos pequenos produtores, obrigados deixar a produção direta, como consequência da perda das terras exploradas”, segundo a encíclica.

A partir disso, o primeiro papa latino-americano denuncia a precarização do emprego, a migração rural às periferias urbanas, a devastação dos ecossistemas e o surgimento de oligopólios de sementes e de insumos.

Nesse contexto, Francisco propõe “uma discussão científica e social que seja responsável e ampla, capaz de considerar toda a informação disponível e de chamar as coisas pelo seu verdadeiro nome”, porque “às vezes não se põe na mesa toda a informação, selecionada entre acordos pelos próprios interesses, sejam eles políticos, econômicos ou ideológicos”.

Está faltando esse tipo de debate em torno dos OGM, sobretudo porque a indústria biotecnológica se nega a abrir seus bancos de dados para comprovar se os produtos são mesmo inócuos, como eles defendem, ou se existem efeitos, e quais são.

Esse debate necessita, segundo argumenta a encíclica, “espaços de discussão onde todos aqueles que possam ser direta ou indiretamente afetados de alguma forma (agricultores, consumidores, autoridades, cientistas, produtores e vendedores de sementes, povoados vizinhos aos campos cultivados e afetados quimicamente, entre outros) exponham suas problemáticas ou tenham amplo e fidedigno acesso a informação, para tomar decisões visando o bem comum, o presente e o futuro”.

“O México já é uma referência na luta pela ‘justicialização’ do direito a um ambiente saudável, pela constância decidida das organizações sociais. Nossa demanda coletiva se robustece com a encíclica”, disse o sacerdote Miguel Concha, diretor do Centro de Direitos Humanos Frei Francisco da Vitória, em entrevista para Tierramérica.

O religioso católico faz suas as palavras da encíclica sobre as implicações sociais, econômicas, legais e éticas relacionadas aos transgênicos.

A encíclica dá uma especial importância às nações como o México, cenário de uma intensa luta sobre os transgênicos, principalmente no caso do milho, grão de enorme simbolismo cultural para este país latino-americano, além de base da sua alimentação.

E igualmente para Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica, que, junto com o sul do México, conformam o berço da civilização maia, na América Central.

O papa conhece de perto o impacto dos cultivos transgênicos, porque sua Argentina natal é o país latino onde as sementes modificadas mais alteraram a agricultura tradicional. Um exemplo disso é o cultivo da soja, onde 20,2 dos 31 milhões de hectares cultivados no país são de sementes modificadas.

A monocultura da soja leva ao deslocamento dos produtores locais, gera alta concentração no setor e cria “um círculo vicioso altamente perigoso para a sustentabilidade dos nossos sistemas produtivos”, explicou o acadêmico e engenheiro agrônomo argentino Carlos Toledo, em entrevista para Tierramérica.

Quase toda a produção mundial de OGM se concentra em 10 países: Estados Unidos, Brasil, Argentina, Canadá, Índia, China, Paraguai, África do Sul, Paquistão e Uruguai, nessa ordem. A maioria desses cultivos se destina a forragem para a pecuária industrial, mas o México pretende que o milho entre na cadeia alimentícia humana.

No México, está vigente desde 2013 uma suspensão judicial das autorizações para semear milho transgênico com fins comerciais, imposta a partir de uma demanda de ação colectiva promovida, em julho daquele ano, por 20 organizações civis e 53 particulares.

Além disso, desde março de 2014, as organizações de apicultores e as comunidades indígenas têm obtido outros dos amparos provisórios contra a plantação comercial de soja geneticamente modificada em estados do sudeste, como Campeche e Yucatán.

No dia 30 de abril de 2014, oito cientistas de seis países enviaram uma carta aberta a Francisco, pedindo para que chamasse a atenção sobre a situação dos OGM, especialmente a cruzada no território mexicano.

Na missiva, os especialistas denunciam as sequelas ambientais, econômicas, agrícolas, culturais e sociais provocadas pelos OGM, além de questionar seus resultados.

Os cientistas afirmam que a “enorme transcendência” de uma declaração de Francisco “criticando os transgênicos e apoiando a agricultura familiar, o que seria uma importante ajuda para salvar os povoados e para o planeta da ameaça que significa o controle da vida por parte das empresas que monopolizam as sementes, principal elemento de toda rede alimentária”.

Na Laudato si, o pontífice evidencia que escutou o pedido.

“A encíclica é muito esperançadora, porque expressa uma postura ecologista. Aborda temas muito sensíveis, a situação é terrível e amerita a intervenção papal. Nos dá força moral para seguir na luta”, declarou a Tierramérica a acadêmica Argelia Arriaga, do Centro Universitário para a Prevenção de Desastres, instituição ligada à também pública Universidade Autônoma de Puebla.

Mas as ações legais não puderam frear as ânsias do setor biotecnológico no México.

Em 2014, o Serviço Nacional de Saúde, Inocuidade e Qualidade Agroalimentar (Senasica) recebeu da indústria biotecnológica e de centros investigadores públicos quatro pedidos para semear milho transgênicos experimentalmente.

Ademais, foram apresentados 30 requerimentos para a plantação piloto de algodão, experimental e comercial, para um total de 1,18 milhão de hectares. Também há um pedido para feijão transgênico, cindo de trigo, três de limão e uma de soja, todos em caráter experimental.

A Senasica também processa cinco solicitações da indústria para plantar algodão e alfalfa transgênicos a nível comercial e experimental, sobre mais de 200 mil hectares.

“Se trata de um modelo econômico e de desenvolvimento que ignora a produção de alimentos”, destacou o sacerdote Concha.

Logo após conseguir que os tribunais federais descartem 22 amparos impostos pelo governo e pelas empresas contra a decisão judicial de suspender temporariamente as licenças, os participantes da demanda se preparam para o julgamento que decidirá o futuro dos OGM no país.

Na encíclica, Arriaga aprecia o enfoque que vai além do tema do milho e dos transgênicos, pois envolve a outras lutas ambientais. “Para as pessoas, nas comunidades, é importante a mensagem papal, porque ela diz que eles têm que cuidar dos recursos. Ajuda a criar consciência”, explicou.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Monsanto revela que milho transgênico pode fazer mal à saúde (Revista Ecológica)


O milho, um dos alimentos mais antigos da história da humanidade, atualmente tem a maior parte da sua produção destinada, no Brasil, ao consumo animal. Apenas cerca de 15% é para o consumo humano.

O problema em torno deste alimento, defendido por conter vitaminas A e do complexo B, proteínas e minerais como o ferro, fósforo, potássio e cálcio, tem fundamento na utilização do grão transgênico.

Um artigo publicado no International Journal of Biological Sciences mostrou que o consumo da semente modificada tem efeitos negativos principalmente sobre fígado e rim, órgãos ligados à eliminação de impurezas.

Embora suas propriedades nutricionais sejam mantidas, o estudo francês revelou que os grãos do milho transgênico apontam claros sinais de toxidade. O biólogo molecular Gilles-Eric Séralini e sua equipe puderam divulgar a pesquisa depois que uma decisão judicial obrigou a Monsanto a revelar sua própria análise dos grãos que manteve em sigilo impedindo que a informação se tornasse pública.

Os franceses então divulgaram a comparação dos efeitos das sementes MON 863, NK 603 e MOn 810 sobre a saúde de mamíferos, sendo as duas últimas permitidas no Brasil, bem como sementes resultantes do seu cruzamento.

No caso do NK 603, os dados apontam perda renal e alterações nos níveis de creatinina no sangue e na urina, que podem estar relacionados a problemas musculares. É por esse motivo que os pesquisadores destacam que o coração foi afetado nos ratos alimentados com esta variedade. O quadro para o MON 810 não muda muito. Embora os machos em geral demonstrem maior sensibilidade a tóxicos, foram as fêmeas que apresentaram ligeiro aumento do peso dos rins, que pode corresponder a uma hiperplasia branda, geralmente presente quando associada a processos imunoinflamatórios. 

Os autores do artigo publicado no International Journal of Biological Sciences concluíram que os dados sugerem fortemente que estas três variedades de milho transgênico induzem a um estado de toxicidade, que pode resultar da exposição a pesticidas (glifosato e Bt) que nunca fizeram parte de nossa alimentação.

A Comissão Técnica de Biossegurança, a CTNBio, informa que "o milho NK 603 é tão seguro quanto as versões convencionais", que a modificação genética "não modificou a composição nem o valor nutricional do milho", que "há evidências científicas sólidas de que o milho NK 603 não apresenta efeitos adversos à saúde humana e animal" e que "o valor nutricional do grão derivado do OGM referido tem potencial de ser, na realidade, superior ao do grão tradicional". A CTNBio também avalia que no caso do MON 810 "os efeitos intencionais da modificação não comprometeram sua segurança nem resultaram em efeitos não-pretendidos" e que a "proteína é tóxica somente para lagartas".



domingo, 25 de janeiro de 2015

37 milhões de abelhas morrem após o plantio de milho transgênico no Canadá (Notícias Naturais)


Dezenas de milhares de abelhas morreram em Ontário desde que o milho transgênico foi plantado há algumas semanas. Um dos produtores locais de mel, Dave Schuit, denunciou ao site 'Organic Health' que somente a sua granja perdeu 600 colmeias, o que equivale a 37 milhões de abelhas.

Os criadores de abelhas culpam a morte de suas colônias aos neonicotinoides, especialmente o Imidacloprid e a Clotianidina (ambos da Bayer), que são inseticidas geralmente aplicados tanto em sementes como em tratamentos foliares e que penetram no pólen e no néctar.

Enquanto a metade dos países da União Europeia, incluindo a Alemanha, limitam legalmente o uso dos neonicotinoides por preocupações ambientais depois que a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos definiu os riscos relacionados, nos EUA continuam sendo um dos mais usados.

No passado, muitos cientistas se esforçaram para encontrar a causa exata da enorme mortandade, um fenômeno que eles chama de "desordem de colapso de colônia" (DCC). Nos Estados Unidos, por sete anos consecutivos, as abelhas estão em declínio terminal.

O colapso na população mundial de abelhas é uma grande ameaça para as culturas. Estima-se que um terço de tudo o que comemos depende da polinização das abelhas, o que significa que as abelhas contribuem com mais de 30 bilhões de dólares para a economia global.

Um novo estudo publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, revelou que os pesticidas neonicotinoides matam as abelhas por danificar o seu sistema imunitário e as tornam incapazes de combater doenças e bactérias.

Após relatar grandes perdas de abelhas após a exposição ao Imidacloprid, foi proibido o seu uso em plantações de milho e girassol, apesar dos protestos da Bayer. Em outra jogada inteligente, a França também rejeitou a aplicação da Clotianidina pela Bayer, e outros países, como a Itália, também proibiram certos neonicotinoides.

Após o recorde de mortes de abelhas no Reino Unido, a União Europeia proibiu vários pesticidas, incluindo os pesticidas neonicotinoides.












sábado, 3 de janeiro de 2015

Dez alimentos causadores de câncer que você deve banir de seu cardápio (Notícias Naturais)


O câncer se tornou uma hipérbole popular, a qual algumas pessoas usam como forro de retórica para justificar suas próprias falhas dietéticas e de estilo de vida, particularmente no que se refere ao risco de câncer. Mas a verdade é que foi demonstrado que muitos alimentos comuns, de fato, aumentam o risco de câncer, e alguns deles substancialmente. Aqui estão dez dos alimentos menos saudáveis causadores de câncer que você nunca deveria comer novamente. Alimentos causadores de câncer que você provavelmente come todos os dias.

Álcool

O consumo de álcool é algo que está sempre em debate a respeito dos seus efeitos sobre a saúde. No entanto, é claro que consumir continuamente além de uma dose (um drinque por dia para as mulheres e dois drinques por dia para os homens) pode aumentar o risco de câncer bucal, do esôfago, intestino, fígado e de mama. Mantenha as suas bebidas ao mínimo, a fim de evitar quaisquer efeitos secundários perigosos.

Tomates enlatados

Em geral, recomenda-se evitar os produtos enlatados, devido ao seu alto teor de sódio, e as frutas enlatadas, devido ao seu alto teor de açúcar. O que torna os tomates enlatados mais perigosos do que outros produtos enlatados? A acidez do tomate pode romper o revestimento da lata na qual são armazenador. Estas latas são tipicamente revestidas com bisfenol-A (BPA0, um produto químico também usado para fazer plásticos. O BPA tem sido associado ao câncer, bem como a alguns outros problemas de saúde. Para limitar a exposição a este produto químico, é melhor garantir que os produtos sejam livres de BPA, ou conservar seus próprios tomates em frascos de vidro.

Carne processada

Você já se perguntou por que os produtos de carnes processadas parecem tão atraentes e sedutores? É porque as carnes processadas contêm muitos conservantes químicos. As carnes mais processadas contêm nitrito de sódio, o que, de acordo com o nutricionista Mike Adams, autor do Grocery Warning Manual, é um precursor cancerígeno. Produtos de carne processada, incluindo carnes, bacon, salsicha e cachorros-quente, contém conservantes químicos que fazem com que pareçam frescos e atraentes, mas também podem causar câncer. Tanto o nitrito de sódio quanto o nitrato de sódio têm sido associados a um aumento significativo no risco de câncer de cólon e de outras formas de cãncer, por isso certifique-se de escolher somente produtos de carne não curada feitos sem nitratos e, de preferência, a partir de animais criados no pasto.

Refrigerante diet

O aspartame, um dos adoçantes artificiais mais  comuns, provoca uma  variedade de doenças, incluindo defeitos de nascença e câncer. Isto foi descoberto pela Autoridade de Segurança Alimentar Europeia (EFSA) quando realizaram vinte estudos separados.

Farinhas brancas refinadas

A farinha refinada é um ingrediente comum em alimentos processados, mas seu excesso de carboidratos é um sério motivo de preocupação. Um estudo publicado na revista Cancer Epidemiology, Mile Markers, and Prevention descobriu que o consumo regular de carboidratos refinados estava ligado a um aumento de 220 por cento no câncer de mama entre as mulheres. Foi mostrado que os alimentos com alto índice glicêmico, em geral, também aumentam rapidamente os níveis de açúcar no sangue, alimentando diretamente o crescimento das células de câncer e sua propagação. 

Batatas fritas

As batatas fritas não são apenas carregadas de gorduras, gorduras trans, calorias, mas também conservantes, aromas artificiais, sódio e produtos químicos. Estes fatores contribuem ao crescimento de células cancerosas. As batatas fritas têm também sabores artificiais, numerosos conservantes e corantes, dos quais seu corpo não precisa. As batatas são fritas a altas temperaturas para torná-las crocantes, mas isto também faz com que elas originem um material chamado acrilamida, um conhecido agente cancerígeno que também é encontrado em cigarros.

Transgênicos

Em um estudo realizado pelo Dr. Pusztai no Instituto Rowett na Escócia, os ratos foram alimentados com alimentos transgênicos, especialmente com batatas. Todos os ratos mostraram danos no sistema imunológico, tumores de células pré-cancerosas, juntamente com cérebros e fígados menores, já nos primeiros dez dias do projeto.

Adoçantes artificiais

A maioria das pessoas que usam adoçantes artificiais querem perder peso ou são diabéticas e querem evitar o açúcar. O principal problema é que existem inúmeros estudos que mostram que as pessoas que consomem adoçantes artificiais regularmente, como refrigerantes ou café com adoçantes, na verdade ganham peso. Eles também ajudam pouco ou nada as pessoas com diabetes.

Maçãs, uvas e outras frutas

Muitas pessoas pensam que estão comendo saudavelmente quando compram maçãs, uvas ou morangos da loja. Mas, a menos que estes frutos sejam orgânicos ou verificados como livres de pesticidas, podem apresentar um risco maior de câncer. O Grupo de Trabalho Ambiental (EWG) descobriu que até 98% de todos os produtos convencionais e, particularmente, do tipo encontrado em sua lista de frutas "sujas", estão contaminados com pesticidas cancerígenos.

Refrigerantes

Refrigerante, bebida gaseificada... não importa como você o chame, ainda é prejudicial para a sua saúde! O refrigerante é cheio de calorias, açúcar e ingredientes artificiais, e tem ZERO benefício nutricional. Uma lata de refrigerante contém cerca de dez pacotes de açúcar e o refrigerante mais popular diet e os refrigerantes açucarados são quase tão corrosivos ao esmalte dental quanto ácido de bateria. Você acha que um refrigerante ocasional não vai fazer mal? Estudos têm demonstrado que beber apenas dois refrigerantes por semana quase duplica o risco de câncer de pâncreas. Há uma abundância de alternativas lá fora, então da próxima vez que você estiver almejando algo doce, pense sobre o que você está colocando em seu corpo. Sua saúde é um investimento, nunca se esqueça disso! 









terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Quais são os perigos dos alimentos transgênicos (Melhor com Saúde)


Os alimentos transgênicos são aqueles que em sua composição possuem uma alteração no DNA, a qual permite criar mutações com certas características determinadas e pré-concebidas. Diferentemente dos alimentos naturais que são puros desde o cultivo, os transgênicos possuem uma alteração feita no laboratório, que posteriormente afeta todo o produto e a colheita. Estes tipos de alimentos foram criados a partir da biotecnologia que pode transferir um gene de um organismo para outro e dotá-lo de alguma qualidade especial que normalmente não possui.

Atualmente já começamos a conhecer alguns alimentos derivados da carne com alterações genéticas, mas a maioria dos alimentos transgênicos da atualidade é de origem vegetal, como, por exemplo, as frutas, grãos e cereais. A princípio, a intenção é modificar os alimentos parecia ser uma grande ideia para favorecer o consumidor, solucionar os problemas da fome mundial e, inclusive, favorecer a agricultura, mas com o passar dos anos, diferentes estudos determinaram que este tipo de alimento alterado apresenta uma série de riscos para a saúde, afetam as indústrias agrícolas e suas desvantagens se converteram também em um problema social, entre quem impõe o uso destes produtos e quem quer conservar os alimentos naturais.

Quais são os efeitos dos alimentos transgênicos na saúde?

Depois de longas pesquisas, experimentos e estudos foram constatados até o momento os seguintes efeitos negativos sobre a saúde:

- Aparição de novas alergias: devido ao fato de que estes alimentos contêm novas toxinas e alérgenos com impacto negativo no organismo. Uma prova disto foi o caso conhecido como Milho Starlink (2000) nos Estados Unidos. Na cadeia alimentar foram encontrados traços de milho transgênico não autorizado que provocou sérias reações alérgicas.

- Aparição de genes resistentes aos antibióticos em bactérias patógenas para o organismo. Isto quer dizer que algumas das bactérias receberam a força que necessitam para serem imunes a certos medicamentos.

- Maior incremento de contaminação nos alimentos, por um aumento no uso de produtos químicos no processo de cultivo.

- Um estudo realizado na Áustria demonstrou que estes alimentos reduzem a capacidade de fertilidade, pois em um experimento feito com ratos, chegou-se a uma conclusão de que aqueles que se alimentaram com milho modificado geneticamente foram menos férteis em comparação com aqueles que comeram milho natural.

- A longo prazo não foi possível estabelecer os riscos para a saúde que o consumo de alimentos transgênicos possa ter. No entanto, suspeita-se que estes alimentos podem influenciar na aparição de certas doenças, como o câncer.

Quais outros perigos os alimentos transgênicos trazem?

Os perigos que atualmente os alimentos transgênicos apresentam vão mais além dos problemas na saúde. Se bem que o campo da saúde é muito importante e segue sendo matéria de pesquisa, porém existem outros riscos importantes que são debatidos todos os dias entre nações e organizações preocupadas com a situação.

Afetam gravemente o meio ambiente

 Os cultivos dos transgênicos supõem aumentar o uso de produtos tóxicos na agricultura. Estes tipos de produto não só podem afetar o produto transgênico, como também afeta gravemente variedades tradicionais, acabando com elas e provocando uma perda irreversível para a biodiversidade. Muitos fatos são conhecidos onde os agricultores se veem obrigados por lei a somente cultivar sementes transgênicas e, como consequência, a semente tradicional foi se perdendo.

Apresentam um impacto negativo na economia

O desenvolvimento dos transgênicos está nas mãos de poucas empresas multinacionais que, no momento, seguem expandindo a nível mundial e que em questão de tempo acabarão se apoderando do mercado das sementes em todo o mundo e, obviamente, da produção de alimentos. Estes tipos de produtos tendem a ter maior impacto no mercado, já que as alterações permitem criar produtos com características que atraem muito o consumidor. Além de tenderem a ser mais econômicos e também estarem acabando com a produção daqueles agricultores que semeiam e colhem produtos naturais, mas que não podem ser vendidos a preços tão baixos como os transgênicos.

Quais são os alimentos transgênicos mais comuns?

Atualmente as grandes multinacionais continuam trabalhando para obter mais alimentos transgênicos, inclusive com produtos com carne. A seguir nomeamos os alimentos transgênicos mais comuns no mercado.

- Milho e todos os seus derivados (farinhas, farelo, óleo, xarope, entre outros);
- Soja e seus derivados;
- Algodão;
- Batatas;
- Cana-de-açúcar;
- Arroz;
- Tomates com longo vencimento;
- Morangos;
- Abacaxis;
- Pimentão;
- Entre outros.

Nossa pergunta final é: Você está a favor ou contra o uso destas sementes modificadas geneticamente?