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terça-feira, 17 de maio de 2016

As mulheres mais saudáveis do mundo - Deborah Franklin



Como a reportagem é de 1997 alguns dados provavelmente estão desatualizados, mas decidi postar o texto pelo modo de vida dessas pessoas. 


Elas vivem, em média, 84 anos. Sua alimentação é à base de peixes, arroz, legumes frescos, tofu, algas e carne de porco. Mas a dieta é só uma parte do segredo das habitantes de Okinawa - grupo de ilhas subtropicais localizado a sudoeste do Japão.O modo como essas mulheres vivem é a outra parte da magia: trabalho, independência e intenso convívio social fazem bem para a alma. Muito mais para o corpo. Uma receita que pode dar certo em qualquer lugar.

Muito, muito tempo atrás vivia em uma aldeia junto ao mar um rapaz chamado Urashima. Diziam que ele foi um príncipe rico e belo; outra versão é a de que ele era um mestre pescador, cujas redes brilhavam cheias de peixe mesmo quando outros menos afortunados apanhavam apenas algumas lulas. Por mais que variem os detalhes dessa antiga fábula, as aventuras de Urashima ganham mais dramaticidade no dia em que ele pára na praia para salvar uma enorme tartaruga, cercada por um bando de crianças que a golpeavam com galhos.

Para recompensar a bondade de Urashima, a tartaruga o convida a mergulhar até um reluzente palácio de coral e espuma. Nessa terra encantada e fascinante, conhecida como Paraíso das Tartarugas, a vida é feliz, cheia de música e bons amigos. Ninguém sente fome ou solidão. E ninguém envelhece.

Uma propaganda da Varig tendo como personagem Urashima Taro


Hoje, o conto de fadas mais apreciado no Japão tem um novo viés, confirmado por cientistas que buscam o segredo da longevidade. O Paraíso das Tartarugas existe, segundo os pesquisadores. É um grupo de ilhas subtropicais, localizado 400 milhas náuticas a sudoeste da ilha principal do Japão. Esse arquipélago de coral, situado à mesma distância de Hong Kong e de Tóquio, é, há alguns séculos, um posto avançado onde se mesclam culturas e culinárias. Muito antes de ser anexado pelo Japão, em 1879, foi o lugar em que esse país avesso a estrangeiros ingressou na dança comercial com o restante da Ásia e, 50 anos atrás, na guerra contra os Estados Unidos. O Paraíso das Tartarugas, afirmam os pesquisadores, é Okinawa.

Velhos e fortes

Imagine que, hoje, os homens americanos vivem, em média, 72 anos; as mulheres, respeitáveis 79. Mas a expectativa média de vida no Japão aumentou, nas últimas décadas, para 76 anos (homens) e 83 (mulheres). Nenhuma outra região do Japão ou do mundo apresenta longevidade maior que Okinawa. Ali, a idade da mulher chega aos 84, em média. Quem tem 100 anos ou mais apresenta documentos para comprovar o que afirma.

Os mais idosos nativos de Okinawa não são apenas velhos, como mostram os registros - são incrivelmente saudáveis. Muitos conseguem adiar ou evitar a osteoporose, o câncer de próstata e de mama, o diabetes, o entupimento das artérias, o derrame e outras doenças, que em outros lugares tendem a sugar a vida antes de roubá-la.

Pesquisadores que estudam os mais idosos dizem que é como se os habitantes de Okinawa tivessem conseguido prolongar a parte média de suas vidas, em vez da final. Os segredos de Okinawa, aparentemente, estão mais ligados ao modo como você vive do que quem você é, e isso significa que a magia vital da ilha deve funcionar em qualquer outro lugar, da mesma forma que no Paraíso das Tartarugas.

Japão com Suingue

Okinawa é o Japão com suingue, uma cultura híbrida, onde os quimonos formais são pintados com ousadas formas geométricas, palmeiras agitam-se ao lado das tranquilas cerejeiras e a precisão e a pontualidade japonesas são temperadas por um ritmo suave, conhecido localmente como "tempo de Okinawa".

Okinawa é, e sempre foi, um lugar à parte, a começar pela comida. "O primeiro segredo da longevidade aqui é a carne de porco", explica Kazuhiko Taira em um café á beira-mar, por trás de uma suculenta tigela de caldo com macarrão, algas e costeletas de porco. Magro e bonitão aos 50 anos, Taia ganha a vida estudando os idosos, como gerontólogo e epidemiólogo em Nishihara (Okinawa), na Universidade dos Ryukyus. (Durante os 400 anos anteriores ao domínio japonês, as ilhas foram soberanas e conhecidas como Reino dos Ryukyus).

Em sua ronda pela ilha, Taira mede a pressão dos velhos e indaga sobre dieta, sono e passatempos, mas está igualmente interessado nas histórias que lhe contam. Uma peixeira de 97 anos, por exemplo, atribui sua longa vida a um ritual matutino: uma massagem com água fria e um punhado de grãos de soja tostados, ingeridos com uma lata de Coca-Cola. "Ela me contou que prefere cerveja, mas recentemente mudou para Coca porque custa a metade do preço", diz Taira. Uma avó de 101 anos, que sustentou a família nos anos magros da guerra vendendo arroz, diz a sua filha de 70 que se quiser viver bastante deve comer muito peixe e legumes. "Mas sempre guarde um quinto do estômago vazio", adverte a anciã. Sábio conselho. 

Embora as recomendações dos idosos para manter a longevidade nunca terminem na alimentação, parecem sempre começar por aí. Cientista meticuloso, Taira expressa sua opinião de maior efeito: "A cozinha de Okinawa é muito saudável - e muito, muito gordurosa".

Carne de porco à mesa

A carne de porco que Taira elogia tem dominado a culinária local há seis séculos, desde que os porcos domésticos desembarcaram de navios mercantes chineses. Além da suculenta sopa de macarrão, o soba de porco escolhido por Taira e os medalhões de pernil empanados com sementes de gergelim, o cardápio oferece pés de porco cozidos, sopa de miúdos e picadinho de orelhas à vinagrete - lembranças de um velho ditado usado para assustar os visitantes do Japão central: "Pode-se comer os procos desde as unhas até o rabo - tudo, menos a voz". Com a pequena quantidade de carne utilizada em qualquer prato, e com os métodos de cozimento que retiram a gordura, essa culinária só pode ser considerada gordurosa quando comparada à dieta historicamente espartana dos japoneses.

Como os Estados Unidos, o Japão do pós-guerra havia colhido os benefícios dos antibióticos, da água limpa e da refrigeração dos alimentos; a morte por doenças infecciosas estava muito abaixo da verificada uma geração antes. Assim mesmo, os japoneses ainda morriam aos 60 e poucos anos, não tanto de doença cardíaca como de derrame. O problema: excesso de sal e deficiência de proteínas e gorduras.

O fato surpreende a maioria dos americanos, habituados a pintar a gordura e seu "filho", o colesterol, como anjos da morte. Mas a gordura é o cimento dos tijolos de proteína, quando se trata de construir a manter a membrana exterior das células do corpo. A maioria dos americanos tem de se esforçar para reduzir o nível de colesterol até o limite recomendado pela Associação Americana do Coração: 200 mg% de sangue. Quando o nível de colesterol está baixo demais - menos de 100 -, é sinal de que não se está consumindo gordura suficiente.

O alto consumo de sal também aumenta os riscos. Os japoneses ingerem, em média, de 12 a 14 gramas de sal por dia, quase 50% a mais que a maioria dos americanos. Uma dieta com tanto sódio pode aumentar perigosamente a pressão, sobretudo em pessoas com predisposição genética ou quando combinada à carência de cálcio, potássio e magnésio.

A pressão alta e as membranas celulares enfraquecidas eram os principais demônios ligados à dieta japonesa até os anos 70. Os vasos sanguíneos dos cérebros dos idosos fatalmente estouravam, causando sangramento interno, conhecido como derrame hemorrágico. O derrame matava duas vezes mais pessoas que o câncer.

Ao examinar tudo isso, as autoridades de saúde japonesas perceberam que os nativos de Okinawa apresentavam taxa de derrames hemorrágicos muito menor que a do Japão central e índice de doença cardíaca bem abaixo ao dos Estados Unidos e da maior parte da Europa.

Arroz, missô e algas

Uma das primeiras coisas que os pesquisadores - incluindo Taira - investigaram foi a dieta alimentar de Okinawa. "As diferenças que encontramos eram notáveis", diz. Nas décadas anteriores a 60, os adultos japoneses comiam de sete a nove tigelas de arroz por dia, complementadas por seis a nove tigelas de sopa de soja (missô) e pequenas porções de algas ou legumes em conserva. Os legumes frescos eram muito menos comuns. Toda a proteína e não era muita - um pedaço de arenque salgado ou lascas de peixe seco misturadas ao arroz, um pedaço de peixe fervido ou salgado no jantar algumas vezes por semana.

Mas os pesquisadores japoneses advertem que, assim como há doenças causadas pelos excessos, não se deve comer com muita simplicidade. O Instituto Nacional de Saúde e Nutrição do Japão salientou que a maioria dos japoneses havia "exagerado na alimentação frugal e no arroz cozido", confiando nela para suprir até 80% das calorias.

Fritada de tofu com legumes

Os porcos não foram a única importação da China: vegetais fibrosos, ricos em vitaminas, como inhame e batata-doce, há muito são fundamentais na dieta de Okinawa, tanto quanto o arroz. A carne de porco é refogada durante horas até derreter na boca, e a gordura é frequentemente removida da superfície. Depois, a carne é mergulhada em um molho de açúcar mascavo e conhaque de arroz (awamori) para ganhar sabor. Os pedaços são acrescentados à sopa ou ao macarrão, ou ainda ao arroz, que então é frito com cenouras, rabanetes e legumes verdes. O toucinho que sobra é usado em quantidade maior que no Japão, mas mínima segundo os padrões americanos, em uma especialidade regional chamada champuru - leve fritada de tofu com legumes frescos. O Sudeste Asiático é, provavelmente, a origem da mistura de gengibre e açúcar mascavo que dá a muitos pratos locais um sabor defumado-adocicado, que lembra melado de cana. Em Okinawa, apreciam-se temperos picantes como em nenhuma outra parte do Japão.

Os habitantes locais comiam três vezes mais carnes (e sua gordura) que os do Japão central, 50% mais tofu e 40% menos sal. Ao consumir mais legumes frescos que em conserva, os nativos ingeriam mais vitaminas e fibras e menos sal que os moradores do Japão central. Isso ajuda a explicar seus índices muito menores de câncer de estômago e de cólon.

Yukio Yamori, patologista da Universidade de Kyoto e colaborador de Taira, chefia há 15 anos um estudo da Organização Mundial de Saúde sobre as relações entre dieta e longevidade, em 25 regiões ao redor do globo. Yamori acha que vários aspectos da dieta de Okinawa - além de gordura, fibras e proteínas - devem interessar aos americanos. "Tofu e outros derivados de soja são ricos em isoflavonóides - substâncias semelhantes ao estrógeno, capazes de impedir a osteoporose, ao ajudar a absorção de cálcio", diz. "Também podem ajudar a explicar os índices de câncer de mama e de próstata verificados no Japão, menores que nos Estados Unidos".

Mais soja, menos osteoporose

Yamori salienta que sua mais recente pesquisa, feita no Japão e no Havaí com mulheres pós-menopausa, mostrou que as que comiam mais soja tinham ossos mais densos. Se a descoberta foi comprovada, diz, pode-se explicar por que as japonesas idosas - especialmente as de Okinawa - sofrem muito menos fraturas ósseas do que as americanas, embora as japonesas consumam muito menos cálcio.

Os frutos do mar e as algas que os japoneses de Okinawa comem todos os dias, segundo o cientista, são excelentes fontes de proteínas e de ácidos graxos ômega-3, que ajudam a manter as artérias desobstruídas e reduzir o risco de doenças cardíacas. "Descobrimos que as pessoas que comem peixe várias vezes por semana têm menor probabilidade de sofrer doença cardíaca do que as que raramente fazem isso", diz Yamori.

As implicações para os americanos são claras - e não é preciso gostar de algas ou picadinho de orelhas de porco. Um esforço para reduzir as calorias diárias em 25% ou 30% equivalerá à dieta dos habitantes de Okinawa. Podem comer carne se quiserem, mas não tanta, diz Yamori. Mesmo hoje, quando massas e saladas são quase tão apreciadas quanto bolo de carne e costelas gordas, os americanos consomem, em média, 344 gramas de carne por dia - mais que o triplo da média ingerida pelos moradores de Okinawa. Ao reduzir a carne, sugere o pesquisador, experimente comer peixe quatro vezes por semana e coloque alguns pedaços de tofu no refogado de legumes. E pelo menos alguns dos agentes anticancerígenos presentes nas algas verde-escuras são encontradas em folhas escuras.

Ativas para sempre

Taira orgulha-se da culinária local, mas tem certeza de que apenas alimentar-se corretamente não o levará ao Paraíso das Tartarugtas. "Aqui, temos o ditado de que 'alimento é remédio'", diz. "Mas isso é apenas uma parte da resposta. O segundo e talvez mais importante segredo de Okinawa para uma vida longa e saudável é o que chamamos de yuimaru.

Hiroko Sho, amiga de Taira, alegra-se em explicar. A simpática e elegante senhora de 63 anos, viúva do último herdeiro do imperador Ryukyu, é vice-diretora de Saúde e Educação de Okinawa. Yuimaru, diz Hiroko, vem da palavra japonesa "círculo" e "ligação", e é o que faz as aldeias funcionarem. "O trabalho e a independência sempre foram muito importantes para nós", conta. "Mesmo que seus filhos não morem mais na aldeia, as pessoas mais velhas querem continuar morando em suas casas o maior tempo possível e trabalhando, seja nos campos ou tecendo, seja no mercado ou na peixaria."

"Uma anciã, por exemplo, pode ter uma peixaria durante muito tempo. Em sua juventude, ela se levanta cedo e vai ao atacadista comprar peixe. Quando envelhece, algum vizinho faz isso por ela. Assim, ela pode continuar tendo seu negócio. A quantia que recebe diminui aos poucos. Mas o importante é que alguém compra o que ela vende", diz Sho. "Talvez a gente nem coma, apesar de não dizermos isso a ela. Isso é yuimaru." É essa sensação de pertencer, de ser necessário, acredita Sho, que faz uma pessoa querer se levantar e abrir sua peixaria aos 103 anos.

"Hoje, yuimaru é uma palavra bonita à qual nos apegamos", diz o fazendeiro Hiroichi Yonamine, de 63 anos. "Mas quando meu pai era jovem, yuimaru era  tão vital para a sobrevivência que as pessoas não falavam nele; o viviam." O pai de Hiroichi, Takejo, de 103 anos, é um homem impertigado que, em 1947, perdeu sete filhos. Com a ajuda do restante da família, Takejo reconstruiu sua fazenda de cana-de-açúcar no centro-sul de Okinawa. Hiroichi fala com carinho sobre o modo como o pai conseguia provisões para a família durante a guerra, quando os Yonamine eram obrigados a fugir de caverna em caverna durante a noite, abrigando-se dos tanques e das granadas.

Espírito solidário

Esse tempo difícil não foi esquecido. Em um domingo de primavera, duas gerações da família de anciãos reúnem-se ao redor de uma mesa baixa forrada de bolinhos fritos, frutas e doces de açúcar mascavo. Hiroichi senta-se de pernas cruzadas ao lado do pai, parando de tempos em tempos para completar sua xícara de chá de jasmim. Em Okinawa, conta Hiroichi, os vizinhos fazem parte da família. Todas as mãos devem se unir na tarefa da colheita, de erguer um celeiro ou construir um túmulo familiar. 

Como cada vez mais pessoas no Japão vivem além dos 80 ou 90 anos, o governo está interessado em descobrir um modo de mantê-las vitalizadas. Com esse objetivo, Taira iniciou uma nova pesquisa, comparando a vida dos moradores mais idosos de três lugares: Akita, aldeia no norte do Japão central, que tem muitos descendentes de imigrantes de Okinawa; Naha, capital da ilha, no centro-sul; e Ogimi, aldeia esquecida pelo tempo no norte de Okinawa.

Até agora, o estudo de Taira revelou algumas diferenças que ele já esperava. Os aldeões de Naha e Ogimi comem menos sal e mais carne, legumes e tofu que os de Akita. A menor incidência de câncer, hipertensão e fraturas do fêmur em Naha e Ogimi refletem os hábitos alimentares. Mas o que lhe interessa são as atividades física e social.

Os invernos em Akita são longos, gelados e úmidos. Não é de surpreender, então, que os idosos dali sejam sedentários na maior parte do ano, diz Taira. O que é mais difícil explicar é por que os idosos da aldeia de Ogimi são muito mais ativos fisicamente que os de Naha, apesar de compartilharem o mesmo clima ameno. Quando Taira pediu a idosos saudáveis de ambos os lugares que usassem pedômetros durante alguns dias, para ter noção do nível de atividade, descobriu que as pessoas de Ogimi davam quase o dobro de passos que os demais. Questionários confirmaram que os moradores de Ogimi também pareciam mais felizes. Taira suspeita que seja mais um efeito do yuimaru.

Beber, dançar, conversar

"É verdade que respeitamos muito os idosos em toda Okinawa", diz. "Mas, nas cidades, quando se mora sozinho ou mesmo com os filhos, é mais fácil deixar de frequentar o centro comunitário, ver os amigos e parar de fazer exercícios. O convívio social é tão importante para o corpo como para a alma."

Ushi Okushima é prova disso. Bronzeada e enrijecida pelo trabalho na terra de Ogimi durante 95 anos, com seu 1,40 m é uma mulher pequenina, mas autoritária. Seus filhos, com exceção de um, 13 netos e 20 bisnetos, vivem na cidade distante. Mas ela se contenta com as visitas que lhe fazem. Se deixasse Ogimi por mais de dois dias, quem cuidaria da fazenda?, pergunta. Pisando cuidadosamente entre as fileiras de feijão, cenoura, tomate, rabanete e mamão. Okushima agacha-se para retirar um besouro de uma folha de repolho chinês. "Aqui, tenho amigos e vizinhos. Nas noites de verão, andamos pela praia até depois das 7 ou 8 horas. Dançamos, bebemos awamori, conversamos durante horas. Nos divertimos muito. Se eu fosse para Naha, acho que morreria."

Perto da praia, onde os visitantes chegam a Ogimi, há um marco de boas-vindas em calcário, uma homenagem à famosa longevidade dos aldeões. Esculpidas na rocha escura em caracteres japoneses estão as palavras de outro velho ditado de Okinawa: "Aos 70 você ainda é uma criança; aos 80, um jovem. E se aos 90 alguém lá do Céu o chamar, diga-lhe: 'Ah, vá embora; volte quando eu tiver 100'".


(texto publicado na revista Mais Vida nº 13 - janeiro de 1997)

sábado, 28 de novembro de 2015

Exercícios para prevenir e tratar a osteoporose (Melhor com Saúde)


A osteoporose é uma doença que afeta os ossos, tornando-os mais frágeis e vulneráveis a fraturas ou fissuras. Tende a atacar com mais frequência as pessoas com mais de 50 anos, principalmente as mulheres depois da menopausa. Estas podem sofrer fraturas no quadril, pulsos ou mesmo de algumas vértebras da coluna, após uma pancada, uma queda ou um esforço. Conheça quais são os melhores exercícios para prevenir e tratar a osteoporose.

O que saber sobre a osteoporose

É o tipo mais comum entre as doenças dos ossos. Aumenta o risco de fraturas nos ossos. A osteoporose se apresenta quando o corpo não tem a capacidade para produzir osso novo. Esta doença pode ser genética, ou seja, passada de pais para filhos. Outras causas são não consumir a quantidade aconselhada de cálcio, durante a vida em geral e na menopausa em particular.

O cálcio e a vitamina D são os nutrientes que precisamos para criar osso novo. Se não os consumimos como corresponde, então a estrutura óssea se torna mais frágil e, como consequência, mais propensa a fraturas ou fissuras.

A osteoporose não só aparece nas mulheres durante a menopausa, como também pode ocorrer em homens depois dos 50 anos, quando o corpo deixa de produzir tanta testosterona (hormônio masculino).

Outros fatores deste problema ósseo podem ser:
Estar em uma cama debilitado.
Algumas doenças.
Certos medicamentos.
Antecedentes familiares.
O baixo peso corporal.
Uma dieta insuficiente de nutrientes.
O tabagismo.
A ausência de período menstrual (amenorreia).

Por não existirem sintomas nas etapas iniciais da osteoporose, as pessoas não se dão conta do problema. Muitas vezes, é diagnosticada quando o paciente cai e quebra um osso. Também pode causar dores sem razões aparentes, perda de estatura ou postura encurvada (chamada de cifose).

Exercícios para a osteoporose

Além de seguir uma alimentação equilibrada, é preciso realizar certas atividades para evitar sofrer com a osteoporose no futuro, ou mesmo que o quadro não seja tão grave. O metabolismo irá aumentar ao seguir um programa de exercícios de força que envolvam um impacto moderado nas articulações. É preciso incluir movimentos tanto para a parte superior como inferior do corpo.

Além disso, é bom realizar exercícios aeróbicos, como caminhar, andar de bicicleta, fazer natação, dançar ou correr (de acordo com as capacidades de cada pessoa). Desta maneira, iremos manter o bom funcionamento do sistema cardiopulmonar, como benefício adicional.

Antes de começar com os exercícios, é bom seguir as seguintes recomendações:

Não flexione totalmente o tronco, porque pode danificar sua coluna ou até fraturá-la caso a osteoporose esteja avançada.

Evite manter a respiração durante muito tempo, melhor manter um ritmo constante.

Realizar três séries de 10 ou 15 repetições cada uma, descansando um minuto e meio entre cada série.

Estes exercícios deverão ser feitos 3 a 5 vezes por semana.

Não se esqueça de aquecer antes de começar e de alongar bem ao finalizar a rotina.

Caminhe a passos rápidos durante 15 minutos sem parar, se possível em um parque (não vale caminhar olhando vitrines de lojas ou parando nos semáforos).

Apoie as costas no respaldo da cadeira, de pé, e flexione um joelho, parcialmente, sempre mantendo as costas retas. Suba e abaixe o joelho até onde conseguir.

De pé, contra a parede, com as mãos apoiadas, leve o corpo para frente, e fique na diagonal, sem levantar os pés nem os calcanhares do chão. Flexione os cotovelos e leve o peito para onde as mãos estão apoiadas. Mantenha uns segundos e volte para a posição inicial.

Fique de pé contra a parede, mas desta vez de costas. Abra as pernas um pouco e flexione os joelhos. Tente subir e baixar com cuidado.

Suba e desça um degrau ou vários. Outra opção pode ser subir com o pé direito, deixar a perna esquerda pendendo no ar e voltar para o degrau anterior. Depois, faça o mesmo com o pé esquerdo.

Sentado em uma cadeira com as costas bem apoiadas no respaldo, coloque as mãos detrás da cabeça, na altura da nuca. Abra bem a caixa torácica enquanto inspira e encha os pulmões de ar. Leve os cotovelos para trás o máximo que puder.

Também sentado, leve as mãos até as costas da cintura e respire fundo, enquanto coloca para trás cotovelos e ombros.

Deitado em um colchonete no chão, estique o braço direito para trás e pressione a palma da mão contra o chão por alguns segundos. Volte para a posição inicial e faça o exercício com o braço esquerdo.

Coloque-se de modo lateral na parede, ou seja, com um ombro na direção desta superfície. Vire para a parede com a mão mais próxima. Dê um passo à frente com a perna mais próxima e flexione o joelho. Mantenha a postura por alguns segundos e retorne à posição inicial. Depois repita com a outra perna.

Deitado de barriga para cima e com os braços nas laterais do tronco, flexione as pernas e apoie as plantas dos pés. Eleve com muito cuidado a pélvis para cima. Mantenha por alguns segundos e retorne à postura inicial.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Aliviar a dor articular em poucos dias com este remédio (Melhor com Saúde)


As dores musculares e articulares podem surgir como consequência de uma lesão, um esforço indevido ou diferentes condições. Este tipo de dor pode afetar a qualidade de vida das pessoas que sofrem com ela, já que impede que sejam realizadas nossas atividades do dia a dia com normalidade. A boa notícia é que estas condições podem ser tratadas de maneira natural, e há muitas fórmulas eficazes que podem proporcionar alívio completo em pouco tempo.

Ainda que a medicina natural alternativa ofereça diferentes tratamentos para aliviar e tratar as dores musculares e articulares, hoje vamos compartilhar uma receita excelente que pode aliviar este tipo de dor em somente 7 dias.

Em que consiste esta receita?

Para começar, você deve obter cerca de 150 gramas de gelatina comestível,de preferência aquela que vem sem sabor (os 150 gramas de gelatina servem para um mês de tratamento).
Acrescente duas colheres de gelatina em cerca de 50ml de água gelada e deixe repousar fora da geladeira durante toda a noite.

Na manhã seguinte, a gelatina estará pronta e você poderá consumi-la com um pouco de mel, suco ou iogurte. O importante é que ela seja consumida em jejum, pelo menos 30 minutos antes do café da manhã.

Este tratamento deve ser realizado durante um mês seguido, mas as pessoas que sofrem com dores articulares ou musculares irão notar uma melhora significativa em 7 dias de tratamento. É ideal para quem sofre de dores nas costas, articulações, coluna, pescoço, entre outros. Este remédio ajuda a restaurar a “lubrificação” das articulações.

Por que a gelatina é tão boa para as articulações?

A gelatina é um produto muito comum no mercado, que podemos adquirir a um baixo preço e que podemos combinar com outros ingredientes para fazer sobremesas muito nutritivas. Este alimento se caracteriza por seu alto teor de proteínas, que são obtidas como resultado de um processamento do colágeno animal (extraído a partir de ossos e peles de vacas e porcos, principalmente). Ele pode ser utilizado como estabilizador, aglutinante ou espessante em várias receitas.

A gelatina é ótima para tratar as articulações, já que contém dois aminoácidos chamados prolina e hidroxiprolina, que atuam positivamente reparando os tecidos conectivos. O consumo de gelatina pode ajudar, portanto, a aumentar o tecido conectivo, que é muito importante para tratar as articulações internas.

Outros benefícios da gelatina

A gelatina possui propriedades muito importantes, que podem ajudar a melhorar a saúde de diversas maneiras. Entre os seus benefícios também encontramos:

A gelatina é um alimento rico em aminoácidos como a arginina e a glicina, queestimulam a construção muscular.

É um alimento que não contém colesterol nem gorduras, além de ser muito bom para acelerar o metabolismo e perder peso.

Ao adicionar gelatina às comidas, podemos facilitar a digestão de alimentos como a carne e os laticínios, que costumem ser difíceis de digerir. Também contribui para desinflamar o abdômen e pode regular os hormônios.

O consumo regular de gelatina poderia ajudar a prevenir o desenvolvimento da osteoporose e a osteoartrite.

Proporciona elasticidade e força aos tendões e ligamentos.

A gelatina tem propriedades que ajudam a fortalecer o sistema imunológico.

Estimula e estrutura o crescimento do cabelo e das unhas, por isso é uma excelente aliada dos cuidados de beleza.

Contém um total de 18 aminoácidos, entre os quais se encontram oito dos nove essenciais que nosso corpo não pode sintetizar sozinho, e que deve receber através dos alimentos.

A gelatina contém flúor, que é um elemento químico que, em pequenas quantidades, ajuda a manter o esmalte dos dentes, prevenindo o aparecimento de cáries.

Ajuda a regenerar o colágeno da pele, substância que também forma ossos, tendões, cartilagens e ligamentos que, com o passar do tempo, vão se enfraquecendo.

É recomendada para combater transtornos estomacais como a gastrite e a acidez estomacal, já que neutraliza a produção excessiva de ácidos gástricos.

Pode ajudar nas dietas para perder peso, já que promove uma sensação de saciedade e diminui o apetite.

sábado, 15 de agosto de 2015

Diário de vida: Caminhar é preciso - Carlos Henrique Amoedo


Devido a um desvio na coluna, além da acupuntura e do Pilates que faço uma vez por semana, comecei a praticar a caminhada diariamente em um parque bem perto de casa. Pensei que iria ser mais difícil porque não sou muito chegada em levantar cedo, mas com o inverno atípico deste ano não está sendo difícil sair da cama, vestir uma roupa confortável, calçar um par de tênis e caminhar. Procuro ter hábitos saudáveis, mas tenho uma motivação a mais: as duas pequenas bibliotecas dentro do parque. Já doei vários livros e peguei outros em troca e está sendo muito interessante esse intercâmbio. Mas há também revistas e hoje peguei alguns números da Saúde e achei o artigo que transcrevo a seguir que fala sobre a importância da caminhada. Alguns dados podem estar desatualizados porque o texto é da década de 90, mas a preocupação com a saúde continua a mesma. 

Pelo menos oito entre dez especialistas apontam a caminhada como o mais democrático e saudável exercício do mundo. Sem contra-indicações, pode ser praticado por qualquer um, em qualquer lugar

Andar é o exercício mais antigo que existe. O homem caminha desde sempre. Pena que, com o passar dos anos e consequentemente com a modernização do mundo, começou-se a deixar de lado este hábito. Sabe como é: vieram o cavalo, a carroça, a bicicleta (também um bom exercício, diga-se de passagem), o carro... Ora, com tantas facilidades, associadas ainda àquela preguicinha e à necessidade de se deslocar rapidamente de um lugar para outro, poucos optam por "colocar o pé na estrada". Pena mesmo, porque caminhar é fácil, prático, barato e extremamente saudável. Trata-se de um dos poucos exercícios ao alcance, praticamente, de qualquer um.

Baixo impacto

Como toda atividade aeróbica (natação, corrida, bicicleta, entre outras), que sempre faz uso dos grandes grupos musculares e durante as quais o organismo utiliza oxigênio no processo de liberação de energia, a caminhada tem papel importantíssimo na prevenção de doenças, inclusive as degenerativas. A osteoporose, por exemplo, doença típica da terceira idade que causa a perda da massa óssea fazendo os ossos ficarem frágeis e quebradiços, pode ser prevenida com alguns minutos diários de caminhada. Também melhora a circulação sanguínea, revitalizando os tecidos e impedindo o aparecimento de varizes, aquelas veiazinhas crescidas além da conta, quando sobrecarregadas pelo acúmulo de sangue nas pernas. É que a movimentação ajuda o retorno do sangue ao coração, evitando que ele se acumule lá embaixo e venha a forçar as paredes das veias.

Sem contar que caminhar fortalece coração e pulmões, evitando, assim, doenças cardiovasculares. E mais: aumenta a concentração do "bom" colesterol (HDL), diminui as taxas do "mau" colesterol (LDL) e, de quebra, trabalha os músculos das pernas e do bumbum, deixando-os durinhos e mais bonitos. E, ainda por cima, faz emagrecer, desde que praticada por mais de 20 minutos todos os dias - cerca de 1 km a cada 10 minutos.

Depois desse tempo, o organismo passa a usar a gordura como combustível. Claro que, para emagrecer, a pessoa não pode cometer excessos alimentares. Ou seja, não pode ingerir mais calorias do que gasta.

Está certo que, correndo, pode-se perder peso mais rapidamente. Quer ver? Uma pessoa de 60 kg gasta cerca de 140 calorias em meia hora de caminhada em ritmo moderado. Se optasse por corrida, gastaria 320 calorias nesse mesmo espaço de tempo. Mas os riscos de lesões são maiores. Isso porque a caminhada não produz todo aquele impacto do peso do corpo sobre a coluna e principalmente sobre as articulações dos joelhos, o que causa "trocentos" tipos de lesões. Afinal, um dos pés sempre estará em contato com o solo, diminuindo o impacto.

A número um

É justamente esta segurança e este conforto que fazem do simples ato de andar o exercício mais indicado atualmente quando a ordem é entrar em forma. Pesquisas divulgadas este ano pela Ideea (International Association of Fitness Professionals), maior entidade de profissionais da área de atividade física do mundo, sediada em San Diego, Califórnia, revelam que o caminhar é hoje a atividade número um entre os americanos que praticam exercícios regularmente. Os números impressionam: a caminhada lidera com 13.286 milhões de adeptos (8 milhões são mulheres), enquanto na segunda posição vem a corrida, com 7.343 milhões de praticantes, ou seja, quase a metade. Tanto sucesso pode ser perfeitamente explicado. Para começo de conversa, a caminhada é o exercício mais democrático que existe. Ao contrário da ginástica aeróbica, ou natação, por exemplo, não discrimina aqueles que não têm grandes habilidades motoras. Os obesos ou os mais velhos, que geralmente não possuem agilidade, também têm vez. O mesmo acontece com aquelas pessoas que sofrem de problemas de joelho e coluna e que por isso precisam tomar cuidado na hora de se exercitar. Sem contar as gestantes. Enfim, andar é muito fácil. Basta querer. 

Mas a maior motivação da caminhada é o prazer que ela proporciona. Caminhar sem compromisso é excelente terapia mental, uma maneira de descontrair e aliviar as tensões do dia a dia (veja aí outro benefício desse exercício). Fale a verdade, não é supergostoso andar em um parque, na praia, no campo ou numa avenida arborizada em contato com a natureza? Se o objetivo principal for mesmo a "saúde da cabeça" não há nada demais em caminhar na companhia de outras pessoas e, de quebra, colocar o papo em dia. Se ficar ofegante, você pode até diminuir o ritmo.

Como caminhar

Apesar de simples, como toda atividade física, a caminhada requer alguns cuidados. O exercício mal orientado é um convite certo a lesões ósseas e musculares, podendo também comprometer o bom funcionamento do coração. Portanto, fique atento a estas dicas:

- Postura - mantenha a coluna ereta, sem forçá-la para frente ou para trás. Os ombros devem estar alinhados (não os deixe cair para um dos lados) e a musculatura abdominal contraída, sem, no entanto, projetar o tórax para frente. A respiração deve ser a mais natural possível;

- Passadas - caminhar corretamente para não sobrecarregar as articulações dos tornozelos significa, primeiro, tocar o calcanhar no chão. Em seguida, toda a planta do pé vai pisando o solo. Os artelhos são os últimos a se apoiar no chão e o tocam como se estivessem querendo empurrá-lo suavemente para baixo. Os braços devem estar relaxados, movimentando-se com naturalidade, sem grandes deslocamentos como acontece geralmente na corrida;

- Calçados - use tênis leves, firmes nas laterais para apoiar o calcanhar, e de solado flexível para permitir o contato correto dos pés com o solo. E o mais importante: devem possuir um sistema especial de amortecimento no calcanhar e na base dos dedos (apesar de o impacto desta atividade ser muito pequeno). Mas, atenção: tênis de corrida não servem, pois não atendem a essas especificações;

- Roupas e demais acessórios - use roupas bem leves e confortáveis. Prefira uma camiseta de algodão para deixar passar a transpiração e de cor branca, pois absorve menos calor e mantém regulada a temperatura do corpo. Para evitar assaduras provocada pelo atrito das coxas, recomenda-se o uso de bermudas de lycra. E não se esqueça do filtro solar, dos óculos escuros e de um boné ou chapéu, caso queira caminhar debaixo de sol, principalmente na praia. Cuidado, porém, para não ficar muito tempo exposto - é melhor andar logo de manhãzinha ou no final da tarde. Para hidratar o corpo, leve sempre água. Água não engorda e deve ser tomado antes, durante e depois de qualquer exercício;

- Frequência cardíaca - para certificar-se de que não está exigindo demais e nem poupando seu coração, controle a intensidade de sua caminhada medindo a frequência cardíaca. Pressione levemente os dedos médio e indicador sobre o punho. Sinta os batimentos cardíacos, conte-os durante dez segundos e multiplique por 6 para saber quanto dará num minuto. O resultado será sua frequência, ou seja, o seu esforço de momento. Tire-a sempre que quiser saber o nível de esforço. Ela indica se você deve aumentar ou diminuir a intensidade de suas passadas. Faça a seguinte continha: subtraia a sua idade de 226 (é a média de batimentos cardíacos suportados pelo ser humano) para saber a sua frequência máxima (o maior esforço que seu organismo suporta). 

Como não é recomendado trabalhar nesse limite, calcule 60% (frequência máxima multiplicada por 60 e dividida por 100). O resultado é sua frequência ideal de trabalho que deverá ser mantida durante todo o exercício. Exemplo: uma pessoa de 34 anos deverá ter como frequência ideal 115 batimentos por minuto porque: 226 - 34 = 192 x 60 + 100 = 115. Mas porque 60¨? Está comprovado que o organismo utiliza a gordura como combustível depois de mais de 20 minutos de atividade física ininterrupta e moderada. Caso queira apenas melhorar o seu condicionamento físico, caminhe um pouco mais rápido, ou seja, trabalhe em torno de 80% de sua frequência cardíaca máxima.

Onde caminhar

Mais importante que escolher o local ideal para andar é fazer desta atividade um hábito quase diário. Para optar entre a areia da praia, o calçadão ou o gramado do parque, você deve levar em conta o seu nível de condicionamento físico e as suas limitações. Então vamos lá! Caminhar na areia macia (descalço) é uma delícia: ajuda a massagear a planta dos pés. Tem todo aquele agito da praia, sol, brisa marinha... É verdade que a areia fofa não dá firmeza e por isso vai exigir mais esforço para manter a postura e sobrecarregar a musculatura da panturrilha (batata da perna). Pessoas com dificuldade de se locomover devem optar por outro tipo de terreno. Já a areia dura (próxima da água) facilita a locomoção e a manutenção da postura, mas produz um pouco mais de impacto, exigindo o uso de tênis com efeito amortecedor. Tome cuidado para não molhar o calçado (afinal você está próximo do mar), ele fica pesado e você corre o risco de sobrecarregar as articulações das pernas.

Os efeitos de andar em calçadões, avenidas ou estradas pouco movimentadas são os mesmos da areia dura. Na grama pode ser uma boa para os iniciantes ou pessoas com problemas de joelho ou tornozelo porque o impacto é ainda menor. Mas o grande barato, principalmente nos dias quentes de verão, é caminhar dentro da água. É refrescante, ótimo para fortalecer a musculatura das pernas e até do tronco se a água estiver na altura dos ombros, já que o meio líquido oferece bastante resistência ao avanço do corpo. E o melhor é que o impacto é praticamente nulo. Caminhar dentro da água é uma ótima opção para qualquer pessoa, independentemente da idade e da saúde das articulações. Pode ser praticada de várias formas:

- Água até as canelas - fortalece, em especial, a musculatura da batata da perna e do bumbum;

- Água até os joelhos - os músculos da coxa e do quadril se tonificam, com maior eficiência;

- Água na coxa - o grau de dificuldade é maior devido à resistência da água. Isso aumenta também a intensidade do trabalho cardiorrespiratório (coração e pulmões) e também trabalha a musculatura da coxa;

- Água na cintura - um número maior de articulações e de músculos é trabalhado, incluindo a coluna. O impacto do peso do corpo contra o solo diminui e, com isso, as articulações de tornozelos e joelhos ficam mais protegidas.

- Água na altura dos ombros - apresenta maior dificuldade, devido à maior resistência da água. Por isso mesmo, amplia-se a capacidade cardiorrespiratória e os braços também podem ser exercitados.

Quanto mais profundo você for, maior será a dificuldade e o efeito do exercício. Se estiver iniciando um programa de caminhada e optar pela água, vá com calma. Caminhe moderadamente, pois a resistência do meio líquido exige muito de seu corpo e às vezes você nem percebe seu esforço, tal o grau de descontração. E vale lembrar novamente: não se esqueça nunca de dosar o esforço através da frequência cardíaca. Isso vale para qualquer tipo de terreno. Enfim, com cuidado e bom senso você tem tudo para acertar o passo.


Consultoria: Szama Gedala Krybus, endocrinologista,  e Mônica Marques, professora de hidroginástica

Observações

1) Quem optar por caminhar na água ou areia fofa deve fazê-lo no máximo por 30 minutos (a partir da terceira semana). Nunca aumente porque o esforço é muito maior do que em qualquer outro tipo de terreno.

2) Quem quiser emagrecer deve caminhar diariamente 45 minutos a partir da sexta semana e com 60% da sua frequência cardíaca máxima. Se quiser perder quilos mais rapidamente é permitido caminhar mais 5 minutos a cada semana, a partir da décima, até atingir um total de 90 minutos.

3) É sempre bom consultar um médico antes de iniciar qualquer programa de condicionamento físico.



(texto publicado na revista Saúde de fevereiro de 1995)

sábado, 25 de julho de 2015

Osteoporose (Merck Sharpe & Dohme)


O que é?

A osteoporose é uma doença caracterizada por perda gradual de massa óssea, o que resulta no enfraquecimento dos ossos, tornando-os mais frágeis e suscetíveis a fraturas.

Embora possa acometer ambos os sexos, é muito mais frequente nas mulheres que estão no período da menopausa em virtude da diminuição dos hormônios femininos, os estrógenos.

Geralmente, a osteoporose evolui sem sintomas, mas a prevenção ou o tratamento são muito importantes porque sua principal consequência são as fraturas, que podem prejudicar muito a qualidade de vida.

As fraturas causadas pela osteoporose são mais frequentes no quadril, na coluna vertebral e nos punhos, as quais podem ser provocadas mesmo por pequenos traumas.

Na coluna vertebral, as fraturas causam dor lombar, encurvamento da coluna e perda da estatura. No quadril , o tratamento das fraturas requer cirurgia e hospitalização e está relacionado a frequente e importante limitação das atividades diárias rotineiras.

Como prevenir?

Fatores que podem aumentar o risco de osteoporose.

- histórico familiar de osteoporose

- menopausa precoce (antes dos 45 anos de idade)

- raça branca

- compleição física magra e pequena

- fratura anterior causada por pequeno trauma

- uso de certas medicações, tais como os corticosteroides

- fumo

- álcool em excesso

- vida sedentária

- dieta pobre em cálcio

É possível reduzir o risco de osteoporose mudando alguns hábitos,  tais como deixar de fumar, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, praticar exercícios físicos regularmente com orientação médica e manter uma dieta rica em cálcio, que contenha principalmente leite e seus derivados e, também, ovos, peixes e frutos do mar e vegetais de folhas verdes e escuras.

Como é diagnosticada?

O diagnóstico da osteoporose é realizado geralmente por meio da densitometria óssea.

O exame é simples, rápido e indolor, parecido com uma radiografia.

É importante salientar que qualquer exame deverá ser realizado somente sob orientação médica.

Como é tratada?

Para o tratamento da osteoporose existem várias medicações disponíveis. Caso haja necessidade, somente o seu médico está preparado para decidir pela melhor alternativa para o seu caso.

terça-feira, 7 de julho de 2015

8 razões pelas quais o abdômen tende a acumular gordura (Melhor com Saúde)



A maioria das pessoas deve lutar constantemente contra a gordura abdominal, já que ela costuma se acumular com facilidade e é muito difícil de ser eliminada. O abdômen é uma das áreas de nosso corpo que mais tende a se expandir, afetando a figura e, consequentemente, a saúde. Vários estudos identificaram que a gordura abdominal não é apenas um problema estético, mas pode chegar a reduzir a densidade óssea, aumentando o risco da pessoa de sofrer de osteoporose, além de aumentar as chances de ter asma. É por este motivo que é importante conhecer as causas do acúmulo de gordura abdominal, para que possamos encontrar a solução adequada.

Genética

Pesquisadores do Instituto Sanford Burnham (Estados Unidos) determinaram que a gordura corporal varia geneticamente em diferentes partes do corpo. Além disso, outros estudos identificaram que a genética desempenha um papel muito importante na relação com o nível de saciedade de cada indivíduo. As pessoas que, por genética, tendem a comer mais, também tendem a acumular mais gordura abdominal. Se na família existirem várias pessoas que acumulam gordura no abdômen, é possível que você também tenha essa tendência.

Não dormir o suficiente

As pessoas que não dormem o suficiente tendem a consumir mais calorias e a armazenar gordura abdominal. A falta de sono reduz o nível do hormônio leptina e aumenta o hormônio grelina, que é o que causa o aumento de peso. De acordo com os estudos, as pessoas que dormem somente 6 horas diárias têm um risco até 27% maior de sofrer de obesidade do que as pessoas que dormem cerca de 9 horas por noite.

Estresse

Assim como a baixa qualidade do sono, o estresse também produz alterações hormonais que podem acabar aumentando o nosso peso. De acordo com a nutricionista Patrícia Ramírez, durante as situações de estresse se estimulam as glândulas suprarrenais para liberar hormônios como a adrenalina e o cortisol. Quando os níveis de cortisol aumentam, eles favorecem a formação de gordura no organismo, especialmente a que se acumula no abdômen.

Falta de exercício

O exercício é uma das melhores maneiras de manter o metabolismo ativo e de queimar gordura. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins de Baltimore (Estados Unidos) determinaram que é fundamental fazer exercícios para atingir o peso ideal, já que não se trata somente de um problema estético, mas também de saúde. Fazer exercícios ajuda a queimar gordura e é a melhor forma de ter uma boa saúde cardiovascular.

Má alimentação

A alimentação rica em carboidratos e gordura é outra das principais causas do acúmulo de gordura abdominal. O mercado está cheio de produtos pouco saudáveis e, como consumidores, devemos identificá-los. Entre os alimentos que podem causar a obesidade, encontramos:

Os alimentos processados

As carnes embutidas

As farinhas brancas

Os doces

Os enlatados

Os refrigerantes

Portanto, é preciso planejar uma boa alimentação que inclua frutas,verduras, cereais integrais, carnes magras e água.

Consumir bebidas alcoólicas em excesso

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode influenciar no aumento de peso, já que não são mais do que calorias líquidas e vazias. Em um estudo publicado na revista European Journal of Clinical Nutrition foi revelado que o consumo excessivo de álcool é um fator que aumenta em 50% a predisposição ao acúmulo de gordura abdominal.

Medicamentos

Alguns medicamentos podem causar o aumento de peso quando são consumidos por muito tempo. Entre eles, encontramos aqueles receitados para tratar a diabetes, convulsões, transtornos do estado de ânimo, enxaquecas, hipertensão arterial, pílulas contraceptivas e terapia de reposição hormonal. É importante esclarecer que nem sempre eles causam aumento de peso, já que seus efeitos variam dependendo do organismo de cada um.

Beliscar entre as refeições

Ainda que comer em várias porções ao longo do dia seja algo recomendado para controlar o peso e ativar o metabolismo, “beliscar” entre as refeições fazendo lanches pouco saudáveis pode causar exatamente o contrário. Beliscar alimentos como batatas fritas, bolachas recheadas ou doces aumenta a ingestão calórica e, com ela, a gordura abdominal.

O que fazer?

Independentemente de qual for a causa do acúmulo de gordura na região abdominal, é muito importante combatê-la para prevenir problemas de saúde. As chaves para agir contra a gordura abdominal incluem:

Alimentação adequada

Prática regular de exercícios cardiovasculares e exercícios localizados

Dormir pelo menos 8 horas todas as noites

Beber bastante água

Desintoxicar o organismo

Evitar o consumo de bebidas alcoólicas

Mastigar bem os alimentos ao ingeri-los

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Os 6 melhores alimentos para a mulher (Melhor com Saúde)


Homens e mulheres têm necessidades nutricionais distintas, já que alguns de nossos órgãos, sistema hormonal e metabolismo são diferentes. Neste artigo, falaremos sobre alguns ingredientes chave que a mulher pode consumir para se manter saudável em todas as fases da vida. Confira:

1. Grãos integrais

Muitas mulheres têm problemas digestivos, como a prisão de ventre e, para elas, os grãos integrais são maravilhosos, pois regulam o trato intestinal e melhoram a digestão. Além disso, aumentam a sensação de saciedade, evitando que a pessoa sinta fome. São fundamentais em qualquer dieta.

Você pode preparar suas próprias receitas usando farinhas integrais orgânicas, bem mais saudáveis que as industrializadas. Abaixo, confira uma receita de pão integral saudável e fácil de preparar:

Receita de pão integral

Ingredientes

2 ½ colheres de fermento biológico instantâneo

1 ⅓ xícara de água (330 ml)

¼ de xícara de azeite

¼ de xícara de mel (120 g)

3 ½ xícaras de farinha de trigo integral (437 g)

¼ de xícara de leite desnatado em pó

1 ¼ colher de chá de sal (22 g)

Modo de preparo

– Em uma vasilha grande, misture todos os ingredientes até obter uma massa e deixe que ela comece a crescer.

– Coloque a massa sobre uma superfície enfarinhada e amasse-a por entre seis a oito minutos, ou até ficar elástica.

– Coloque a massa em uma vasilha apenas enfarinhada e deixe crescer coberta por um pano de prato. Aguarde uma hora, ou até a massa dobrar seu tamanho.

– Ponha em uma forma untada e asse a 350°C por 40 minutos, ou até que, ao introduzir um palito, ele saia limpo.

2. Canela

A singela canela é uma aliada das mulheres que têm problemas menstruais. O chá de canela é um remédio maravilhoso para fazer “descer a menstruação”. Mas atenção: por isso mesmo, ela é abortiva, não devendo ser consumida por mulheres grávidas ou que estejam tentando engravidar.

A canela estimula a circulação, aumenta a pressão sanguínea e provoca contrações uterinas, sendo usada há anos por mulheres que querem regular seu fluxo menstrual.

3. Salmão

Além de delicioso, o salmão é um peixe rico em ômega 3, um ácido graxo que protege a saúde do coração, entre outros benefícios. Pode ser consumido cru ou em diversas preparações, mas prefira receitas que levem pouco ou nenhum óleo, afinal, o salmão já é um peixe naturalmente gorduroso.

Outros alimentos ricos em ômega 3 são as sardinhas, o atum, a linhaça e a semente de chia, também rica em ferro, o que a torna um superalimento para se incluir na dieta também.
4. Alimentos ricos em cálcio

Um dos maiores medos de toda mulher é a osteoporose, uma doença em que a densidade dos ossos diminui, levando a fraturas. O problema é mais comum em mulheres que já atingiram a menopausa, mas é preciso prevenir a osteoporose o quanto antes. Na verdade, os médicos recomendam que, desde a infância, adotemos hábitos saudáveis para diminuir os riscos de o problema aparecer na idade adulta ou na terceira idade.

Entre esses bons hábitos está o consumo de alimentos ricos em cálcio, como leite e seus derivados (iogurte, queijos, coalhados etc.). Além disso, devemos consumir também alimentos ricos em vitamina D, como o óleo de fígado de bacalhau, ovos e alguns peixes, como salmão e a sardinha. É preciso também tomar sol regularmente e praticar exercícios que fortaleçam músculos e ossos, como natação e corrida.

5. Farelo de aveia

O farelo da aveia é diferente da aveia em si porque tem um maior teor de proteína e menos amido. Absorve grande quantidade de água (cerca de vinte vezes seu volume) e aumenta a sensação de saciedade, sendo um dos melhores alimentos para se consumir durante dietas de emagrecimento.

Além disso, como todo grão integral e derivados, o farelo da aveia também combate a constipação, pois aumenta o bolo fecal, tornando as fezes mais macias e volumosas. Você pode consumir cerca de duas a três colheres de sopa por dia, em sucos, vitaminas ou em diversas receitas; experimente substituir a farinha de trigo branca pelo farelo de aveia e de trigo, por exemplo, quando preparar bolos, pães e outras massas.

6. Alimentos ricos em ferro

Todos os meses, a mulher perde sangue na menstruação, e pode ter maior tendência à anemia, sobretudo se apresentar problemas que levem a hemorragias, como cistos ovarianos. Para nos mantermos fortes é fundamental consumir vários alimentos ricos em ferro, uma substância que faz parte da composição das hemoglobinas, responsáveis por levar oxigênio a todas as células do corpo.

Sintomas de anemia incluem cansaço, fluxo menstrual reduzido, palidez, perda de memória e outros sintomas, inclusive baixa imunidade.

Evite o problema consumindo alimentos ricos em ferro, como os vegetais folhosos verde-escuros, como couve, agrião e rúcula. Grão-de-bico, feijões e lentilhas também são excelentes fontes vegetais de ferro.

Consuma também carnes vermelhas, sobretudo o fígado de boi. Algumas pessoas precisam de complementação da dieta, consumindo algum suplemento à base de ferro. O médico ou nutricionista deve ser consultado, se for o caso.

Além dos seis itens acima, há outros alimentos que não podemos deixar de mencionar, por fazerem parte da dieta de muitas mulheres que buscam uma vida mais saudável. Entre eles, a couve, o limão e a berinjela, muito procurados também por quem quer manter o peso ou emagrecer naturalmente. A quinoa também é muito consumida como fonte saudável e magra de proteína.

terça-feira, 24 de março de 2015

Uso excessivo de omeprazol pode causar anemia, osteoporose e até demência - Luiz Guilherme Sanfins (R7 notícias)


Medicamento deve ser manipulado com ajuda de profissional para evitar transtornos

Uso excessivo do remédio omeprazol pode prejudicar a absorção de minerais e vitaminas e provocar diversos problema de saúde, como osteoporose, anemia e até demência. De acordo com especialistas ouvidos pelo R7, isso ocorre porque o medicamento inibe a produção de substâncias que auxiliam na absorção de nutrientes pelo organismo.

De acordo com o gastroenterologista do Hospital das Clínicas da USP Ricardo Barbuti, o omeprazol faz parte de um grupo de medicamentos chamados anti-secretores, que reduz a produção de ácido clorídrico e traz impactos para o organismo.

- Uma das funções do ácido produzido no estômago é inibir a chegada de bactérias ao intestino, prevenindo infecções. Além disso, a mesma célula que produz o ácido clorídrico também produz uma substância chamada fator intrínseco, essencial na absorção da vitamina B 12. A deficiência dessa vitamina pode causar, no futuro, por exemplo, a demência.

Excesso de fritura e bebidas alcoólicas podem agravar sintomas da gastrite

A baixa acidez no estômago também reduz a metabolização e prejudica a retirada do ferro e do cálcio dos alimentos, alerta o gastroenterologista Rogério Toledo, membro da FBG (Federação Brasileira de Gastroenterologia).

- A falta de ferro pode levar à anemia e a de cálcio pode acarretar osteopenia ou até mesmo osteoporose.

Segundo o gastroenterologista do Hospital Leforte Eduardo Grecco é fundamental que o uso do medicamento seja prescrito e acompanhado por um profissional da área, já que seu uso indiscriminado pode acarretar efeitos colaterais.

- O omeprazol só vai ser perigoso quando o paciente utilizá-lo de forma irregular e sem acompanhamento médico. Apenas o médico saberá analisar algum possível efeito colateral e contorná-lo de forma adequada.

Consumo prolongado de omeprazol pode levar à demência

Quem faz uso do medicamento e tem acompanhamento médico não deve se preocupar. De acordo com o especialista da USP, cabe ao profissional de saúde monitorar tais deficiências e saber como contorná-las.

- Assim como as outras substâncias, os médicos devem monitorar a vitamina B 12 e, se os níveis dela no organismo começarem a cair, elas podem ser repostas. É importante frisar que isso não contraindica o uso do medicamento, o omeprazol é muito seguro e pode ser usado a longo prazo.

Porém, vale ressaltar que a pessoa não deve se automedicar, segundo Barbuti.

- Se você toma esse medicamento e não sabe quais consequências ele vai causar no seu organismo, isso pode ser perigoso. O acompanhamento do médico é importante para monitorar essas reações e amenizá-las.

Além de não saber lidar com essas possíveis consequências, Grecco afirma que a automedicação também traz outro grande risco à saúde, já que o medicamento pode mascarar problemas mais sérios.

- A automedicação é um perigo porque, por aliviar a dor do paciente, muitas vezes, o omeprazol acaba mascarando problemas mais sérios como um câncer gástrico, fazendo com que a pessoa não investigue a fundo esse problema e não receba rapidamente o seu diagnóstico.

domingo, 22 de março de 2015

Opções de condimentos e ervas que podem substituir o uso do sal (Baú de Ideias)


Não dá para negar, o sal é o tempero mais popular do mundo. Além de dar um gostinho a mais no prato, ele ajuda a equilibrar as células e transmitir impulsos nervosos.

Entretanto, o seu consumo em excesso pode gerar diversos problemas à saúde, como aumento do risco de hipertensão, doenças cardiovasculares, derrame cerebral, osteoporose, câncer no estômago, catarata...

O ideal é consumir até 2 g de sódio diariamente. O segredo está então em substituir o restante por condimentos e ervas aromáticas disponíveis no mercado e que, além de dar sabor aos alimentos, proporcionam também benefícios ao organismo.

Conheça alguns deles e comece a inclui-los em suas receitas.

- Cominho

Nativo do Mediterrâneo, pode ser encontrado em pó ou em grão, a especiaria tem propriedades digestivas, diuréticas e afrodisíacas.

Use em: pães, queijos, tomates, batatas, hambúrgueres e assados.

- Tomilho

Possui ação diurética, anti-fúngica (contra fungos como micoses e candidíase) e anti-inflamatória, melhora o fluxo sanguíneo e alivia os sintomas da artrite e das dores musculares.

Use em: churrascos e pratos que levam tomate ou queijo.

- Páprica

O pó é obtido do pimentão vermelho seco e moído. Na forma doce ou picante, a especiaria ajuda a reduzir dores e traz benefícios ao coração.

Use em: ovos mexidos, pratos à base de arroz e ensopados de carne.

- Alho

Além de ter propriedades anti-inflamatórias, anti-fúngicas e diuréticas, os dentes de alho ainda aliviam tosses, bronquite e resfriados.

Use em: carnes, frangos e molhos de tomate.

- Alecrim

Esta erva exige solo rico em cálcio e clima seco para nascer. É antioxidante (ou seja, retarda o envelhecimento) e diurética. Também protege contra o câncer e auxilia a digestão.

Use em: carnes, marinados, refogados de legumes e frutos do mar.

- Salsinha

Conhecida também por salsa de cheiro, ajuda a suavizar dores no estômago, a eliminar gases e a combater doenças do coração.

Use em: molhos de ervas e manteiga, carnes, feijão e lentilha.

- Cúrcuma

Raiz da família do gengibre, é anti-inflamatória e anti-cancerígena. Uma colher (chá) por dia é suficiente para deixar os alimentos mais saudáveis.

Use em: sopas, molhos, pães, maioneses, frangos, carnes e feijão.

- Orégano

Suas folhas têm ação antioxidante e evitam a hipoglicemia (baixa do açúcar no sangue). Em chás, alivia tosse, bronquite e cólicas intestinais.

Use em: feijão branco e receitas à base de  tomates, ovos ou queijo.

- Pimenta-do-reino

Pode ser usada tanto em grão quanto moída, além de saborosa, possui ação antioxidante e anticoagulante. Também previne gripes e resfriados.

Use em: saladas, marinados, sopas e molhos diversos.

- Cebola

A cebola previne tumores, impede a formação de coágulos, combate bactérias e fungos e fortalece o sistema imunológico.

Use em: saladas, carnes, molhos - ela vai bem em qualquer prato.

- Cebolinha

Da família da cebola, é rica em vitaminas A, B e C. Contém uma boa dose de enxofre, associado ao combate de doenças cardiovasculares.

Use em: receitas com peixes, ovos, legumes, refogados, saladas e sopas.

- Louro

O arbusto, do qual se usam somente as folhas, é nativo da Ásia, e um de seus principais benefícios é estimular o sistema digestivo.

Use em: feijoadas, carnes de panela e moluscos.

- Hortelã

Rica em vitaminas A e C, cálcio, ferro e magnésio, retarda o envelhecimento. Na forma de chá, combate dores de barriga e prisão de ventre.

Use em: molhos, carnes, saladas, massas e sopas.