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quinta-feira, 30 de agosto de 2018
sexta-feira, 30 de março de 2018
Meditar com alegria - Júlio César Borges
A meditação não precisa ser algo sisudo. Chade- Meng Tan, ex-engenheiro do Google (onde começou sua carreira de instrutor), mostra em um livro que o bom humor combina perfeitamente com essa prática
Para muitas pessoas, meditar é uma atividade de gente séria e incapaz de sorrir. Nada mais falso, sublinha o cingapuriano Chade-Meng Tan (ou como ele prefere, Meng), um engenheiro de software do Google que, ao dar uma aula de mindfulness (a meditação da atenção plena) para colegas na empresa, no ano 2000, iniciou uma transformação radical na sua vida.
Meng, que fundou (em 2013) e preside o Search Inside Yourself Leadership Institute, com atuação mundial, pratica meditação há 21 anos e conhece os vários recursos úteis para isso (entre os quais a disciplina e a vontade), mas privilegia a alegria. "A vida é demasiado importante para ser levada a sério", costuma lembrar. Em seu mais novo livro, Joy on Demand (Alegria sob Encomenda, em tradução livre), publicado pela HarperCollins, ele ensina práticas e princípios para cultivar mindfulness que dão ênfase à gentileza e à tranquilidade e levam a uma vida rica de sentimentos positivos. "Com a prática, a alegria pode se tornar sua personalidade e sua vida", explica. "O que é neutro se tornará alegre, e o que é alegre se tornará ainda mais alegre."
Meng não se incomoda em ser um tanto escatológico se o objetivo é romper com o estereótipo sisudo da meditação. Em um capítulo do livro intitulado "A felicidade está cheia de cocô", ele faz uma lista de ensinamentos tradicionais que comparam a mente a "um pedaço de ouro puro dentro de uma grande bola de esterco de gado". Ou seja, todos temos a felicidade dentro de nós, e para senti-la basta "limparmos" os maus hábitos de pensar que a obscurecem - algo que está incluído no treinamento da mente para a meditação.
Mente adestrada
Um momento curioso da obra é a "Meditação do Cachorrinho", com duração de dez minutos, cujas etapas correspondem ao adestramento de um cão:
Relaxe - "Relaxe e deixe seu cachorrinho [mente] vaguear, mas se ele for muito longe, traga-o de volta gentil e amorosamente."
Alegre-se - "Agora, o filhote está familiarizado com você e o ama, e gosta de sentar ao seu lado. Quando ele faz isso, você se alegra. Se você o pegar vagueando, alegre-se também por ter um filhote tão lindo antes de gentilmente trazê-lo de volta."
Determine-se - "Agora o filhote é um cão jovem e está pronto para ser treinado. Durante o treinamento, você se determina a fazer com que ele siga firmemente a disciplina [atenção], de uma forma gentil e amorosa."
Refine - "Agora que seu jovem cão está devidamente treinado, é tempo de refinar suas habilidades [prestar atenção na natureza sutil da respiração]."
Libere - "Seu cão é bem treinado e pode ficar sem coleira... Deixe de lado todo o esforço e permita à mente apenas ser."
Outra prática interessante proposta no livro é dedicarmos um momento a cada hora para desejar a duas pessoas no nosso local de trabalho que sejam felizes, pensando: "Desejo que essa pessoa seja feliz e que aquela pessoa seja feliz." A sugestão é uma forma reduzida da meditação da compaixão (em inglês, loving-kindness meditation), pela qual a pessoa produz sentimentos de boa vontade e calor humano em relação aos outros, desejando-lhes o bem. Ao gerar mais atitudes positivas dirigidas a si e a outrem e mais emoções positivas, a meditação da compaixão pode ampliar o senso de conexão com os outros, melhorar o tônus vagal (referência da saúde cardíaca), reduzir os sintomas da doença, diminuir a depressão e aumentar a satisfação com a vida.
Depois de passar por uma infância complicada (seu pai conseguiu estabilizar-se financeiramente apenas quando o escritor já se aproximava da idade adulta) e por fases em que se considerava inútil e perdido, Meng é um testemunho vivo de que a felicidade, a alegria e o sucesso são estados que podem ser adquiridos. E conquistá-los só nos traz benefícios, indicam estudos científicos. O humor, por exemplo, alivia sentimentos negativos e situações traumáticas. Rir aumenta o fluxo sanguíneo e fortalece o coração. E a prática do mindfulness ajuda no tratamento de depressão, ansiedade e estresse pós-traumático.
Para começar, bastam os seis segundos de uma inspiração e uma expiração conscientes, diz Meng. Com o tempo, fica cada vez mais fácil ampliar os espaços para a alegria e a felicidade (a primeira é um elemento chave da segunda) se imporem. "Não pare e não se tensione", ressalta o autor. Com perseverança e suavidade, ele afirma, qualquer um pode atingir esses resultados.
(texto publicado na revista Planeta edição 526 ano 44 - novembro de 2014)
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
A cura está na frequência da alegria! - Elaine Ourives (O Segredo)
Recentemente fiz uma formação com Amit Goswami em uma de suas vindas ao Brasil e também li um artigo na revista que falava sobre Medicina Quântica e fiquei encantada com a abordagem dada , suponha que você tenha esperado meses para consultar determinado especialista.
Após análise cuidadosa de seus exames e atenta pesquisa de seu histórico médico, ele lhe diz: “Agora que você tem a doença, pode dar a ela um significado positivo, em vez de um negativo”.
Antes que você expresse sua perplexidade, o médico acrescenta: “A doença é uma oportunidade de autoconhecimento. Sua mente, energias vitais e representações físicas poderão, finalmente, atuarem perfeita harmonia, levando-o à cura”.
Parece estranho, mas esse seria um diálogo possível no consultório de um especialista quântico, para quem a consciência funciona como remédio, e quando acionada, pode corrigir patologias e restabelecer a saúde.
Para entender os fundamentos da Medicina (ou Saúde) Quântica, primeiro é preciso conhecer algumas noções básicas de Física Quântica. Todo mundo já ouviu falar da teoria da relatividade, cujo autor é Albert Einstein. Em 1905, o cientista comprovou que toda matéria é uma forma de energia. A partir dessas conclusões, anos depois, os físicos Niels Bohr e Werner Heisenberg desenvolveram outra teoria: um quantum – unidade básica da matéria ou energia – é de 10 a 100 milhões de vezes menor do que um átomo e, nesse ponto, há uma interligação entre matéria e energia.
Considerando que cada quantum é composto por vibrações invisíveis –que o médico Deepak Chopra, autor do livro Saúde Perfeita (Best Seller), denomina “fantasmas de energia à espera de assumir formas físicas” – a ideia fundamental da Física Quântica é a probabilidade.
Embora esses conceitos possam parecer complexos, o físico quântico Amit Goswami, autor do livro O Médico Quântico (Cultrix), afirma que entender o funcionamento da Medicina Quântica requer apenas a compreensão da seguinte mensagem básica: “os objetos são possibilidades quânticas, que podem ser escolhidas pela consciência. Uma vez entendido esse conceito, é muito fácil saber que é possível escolher a saúde, e não a doença – desde que se aprenda a acessar um estado de consciência onde a escolha quântica é feita”.
Clássicos e quânticos
A medicina vê o paciente como uma máquina: da mesma forma como considera os remédios, cirurgias, transplantes de órgãos e radiações. A proposta da Medicina Quântica é contemplar o paciente como pessoa. Mas essa perspectiva não dispensa os benefícios da medicina convencional, só ultrapassa seus limites.
O objetivo é integrar a alopatia e a medicina complementar, principalmente porque muitas de suas modalidades já pressupõem a presença da consciência, admitida a existência de dimensões acima dos sistemas mecânicos. Exemplos desses métodos terapêuticos seriam a medicina oriental e espirituais e a medicina mente-corpo.
Os meios para atingir esse objetivo são os remédios, as cirurgias etc. “Uma medicina do tipo mente-corpo parte do princípio de que a doença é consequência de um problema mental, e a cura consiste na autocorreção do problema pelo indivíduo, para o restabelecimento da saúde”, explica o físico.Outro aspecto ressaltado por Amit Goswami é o fato de que a medicina convencional parte da premissa de que a doença tem como causa agentes externos (germes, bactérias, vírus), ou alguma disfunção mecânica nos órgãos. Assim, a cura se dá com o tratamento dos sintomas da doença até que eles desapareçam.
Salto para a cura
Meditando sobre a teoria dessas probabilidades, Deepak Chopra, na década de 80, passou a buscar uma explicação para a autocura. A conclusão a que chegou foi a de que algumas pessoas se restabelecem porque são capazes de ativar uma faculdade de percepção interior que atua como um salto drástico – salto quântico – no mecanismo da cura. Mas como isso seria possível? Amit Goswami diz que, nesses casos,“um pensamento, uma emoção ou uma crença” pode ser a mola propulsora do processo de cura. Ainda parece complicado? O médico indiano cita o modelo da medicina ayurveda, que considera o corpo humano como algo único e formado por intensas vibrações invisíveis (vibrações quânticas), que se fundem em impulsos de energia e partículas de matéria. Esse complexo constitui a base de tudo o que somos: emoções, proteínas, células e órgãos. Para o ayurveda, todos os órgãos e sistemas do corpo possuem um equivalente quântico. Imagine uma holografia: “Você tem um pulso quântico, além do físico, e um coração quântico que o impulsiona”, diz Chopra. “Ao tratar o próprio corpo mecânico quântico, o ayurveda pode causar mudanças mais profundas que as alcançadas pela medicina convencional. Isso acontece porque a energia disponível no nível quântico é infinitamente maior”, explica o médico.
Ao ler um artigo passando pelos grupos do whats traduzia claramente o que estamos escrevendo e falando como A Cura Quântica essencialmente, a cura espiritual, realizada pelo pensamento que é um atributo da alma.
A Ciência Médica tem evoluído, contando com recursos progressivamente mais aperfeiçoados para o estudo da estrutura celular, dispondo particularmente do microscópio eletrônico, da ressonância nuclear magnética e da microscopia de tunelamento, capazes de analisar a estrutura celular nos seus mínimos detalhes.
A cura espiritual vem sendo estudada sob um prisma científico, à luz dos conhecimentos atuais, que identificam um ponto de encontro entre a ciência e a realidade da alma, através do pensamento.
A cura quântica é, essencialmente, a cura espiritual, realizada pelo pensamento que é um atributo da alma.
Os conhecimentos revelados pela Física evidenciam que o átomo constitui uma minúscula partícula de matéria, tendo, no seu interior, um núcleo formado de prótons e nêutrons.
Os prótons são dotados de carga elétrica positiva e se apresentam em número variável, de acordo com os diferentes elementos químicos que os constituem. Os nêutrons são em número igual aos dos prótons e de massa praticamente igual à dos mesmos. Ao redor do núcleo existem partículas menores, os elétrons, em número igual ao de prótons e que se movimentam em órbitas elípticas concêntricas, com carga elétrica negativa.
Segundo alguns modelos adotados os elétrons se deslocam em torno do núcleo que estabelece o equilíbrio em relação à força centrífuga dos elétrons, sendo que, para melhor entendermos o sistema eletro-magnético atômico, basta compará-lo com uma miniatura infinitamente reduzida do nosso sistema planetário.
O conhecimento da estrutura do átomo abre, para o observador, um campo multiforme de observações mas, em síntese, reportando a estrutura do átomo para o sistema planetário, verifica-se sem sombra de dúvida, que o átomo sintetiza a unidade da Criação.
Existem razões para se admitir que no campo da atomologia deve centrar-se a causa e a cura das doenças, e que o pensamento tem o duplo poder de deslocar ou de reajustar os elétrons em suas órbitas.
O pensamento, sendo uma forma de energia emitida pela alma, quando impregnado de emoções negativas como as do medo, do ódio, da inveja, da maldade, do ciúme, pode causar o deslocamento dos elétrons de suas órbitas atômicas, causando o sofrimento, as doenças, o fracasso.
Já o pensamento impregnado de emoções positivas, sob a motivação da vontade e da determinação, através do querer, da prece e da fé, centrado na ação curativa a realizar-se no processo mórbido, produz o reajustamento dos elétrons no alinhamento de maior potencial de suas órbitas atômicas, promovendo a saúde, o bem-estar, o sucesso, a cura quântica ou cura espiritual.
Em outras palavras, podemos dizer que: pensamentos negativos descompensam energeticamente os átomos, promovendo o deslocamento dos elétrons de suas órbitas atômicas, desencadeando a desarmonia energética na estrutura das células e consequente ejeção dos elétrons das órbitas dos átomos que as constituem.
Pensamentos positivos harmonizam a estrutura dinâmica dos átomos, com a recondução dos elétrons às suas respectivas órbitas, produzindo a harmonização do sistema energético das células e a consequente recondução do seu estado normal.
A energia causadora de ambos os processos é a mesma. O que diferencia o pensamento negativo do positivo, é a informação associada ao mesmo.
Há 150 anos, quando a ciência ainda não havia formulado as bases da Teoria Quântica, Allan Kardec escreveu no livro “A Gênese” (páginas 294-5, item 31), que “O espírito é o agente propulsor que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substância do seu envoltório fluídico. A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã.
Como as moléculas são formadas de átomos, verifica-se que Allan Kardec estava certo ao lançar as bases científicas da cura espiritual centrada na molécula, e pode ser considerado o precursor dos conceitos modernos da Medicina Quântica, segundo a qual todo processo patológico tem, na sua origem, um desequilíbrio bioenergético que ocorre no interior das moléculas que constituem a célula.
Em decorrência do conceito da cura quântica, pode-se deduzir que o magnetismo, humano ou espiritual, é responsável por diferentes modalidades de cura, compreendendo-se, igualmente, que o poder de curar é variável de pessoa para pessoa e é decorrente do fluído magnético emanado pelo pensamento, sob a ação da vontade.
As doenças podem ser analisadas sob as variáveis biofisiológicas, físico-químicas e psicossomáticas.
Na epistemologia das doenças, a variável psicossomática está tão integrada no ser humano, como as variáveis biofisiológicas e físico-químicas, mensuráveis pelos efeitos que produzem.
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