Mostrando postagens com marcador mudança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mudança. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de março de 2017

Rejeição é a vida mostrando que há novas possibilidades para ser feliz - Pamela Camocardi (A soma de todos os afetos)


Analisando friamente, a rejeição parece uma faca que nos corta sem anestesia, enquanto o outro continua sua vida normalmente. Mas, se pararmos para analisá-la na sua essência, a rejeição é muito mais defesa do que agressão e serve para nos proteger de uma porção de erros que cometemos (ou poderíamos ter cometido) em nome do amor.

Em algum momento da vida fomos ou seremos rejeitados. Fato! O que não dá é para cultuar esse sofrimento e achar que somos indignos de sermos amados porque algumas pessoas recusaram a fazer isso.

Tudo tem dois lados. Até a dor. E eu sei que poucos sentimentos são tão dolorosos quanto ser rejeitado por alguém, principalmente quando amamos. Mas é preciso entender que é muito melhor ouvir um “não quero ficar com você”, do que saber que alguém está ao nosso lado por obrigação, por dó ou por qualquer outro motivo que não seja o amor (sinto o coração apertar, ao imaginar que há pessoas que se sujeitam a isso).

Muitas vezes, estamos tão envolvidos emocionalmente com alguém que não conseguimos ver a realidade tal qual ela é. Não vemos que o outro não quer estar ali, não quer continuar a relação e que o amor que sentimos não é recíproco. Mas, estamos tão cegos pelo sentimento que não permitimos que as escolhas sejam democráticas na relação.

Confundimos amor com posse, carência com afeto e atenção com dependência emocional e, quando o outro quer partir, o culpamos por nossos vazios existenciais. Na verdade, o que dói na rejeição não é a falta de amor, é a ferida que fica no ego de quem recebe um “não.”

Nós rejeitamos e somos rejeitados frequentemente. E isso é normal! Ninguém escolhe quem vai amar e não podemos mandar nos sentimentos de ninguém (ainda bem). Todos nós temos nossos critérios conscientes ou inconscientes de escolhas pessoais.

Ninguém aponta para o outro e diz “se apaixone por mim agora!”, porque amor é coisa de alma e não de vontades próprias. Então, relaxe, e veja as coisas com mais simplicidade.

Não encare a rejeição como uma metralhadora de autoestima. Encare como uma defesa da alma e descobrimento do próprio valor. Às vezes, sermos rejeitados por quem julgávamos amar é a forma que a vida encontrou de dizer “o caminho é outro, vem comigo.”

sábado, 11 de março de 2017

5 sinais de que você está prestes a sofrer uma mudança de vida - Luiza Fletcher (O Segredo)


Às vezes quando pensamos que nossas vidas estão caindo aos pedaços, o que não vemos é que elas podem apenas estar se ajeitando. Embora a mudança não seja sempre bem-vinda, é sempre garantida e, muitas vezes, quando pensamos que as nossas vidas estão em desordem absoluta, é porque tudo está se realinhando para coincidir com as nossas verdadeiras intenções e desejos …

1.Tudo o que você não gosta tornou-se insuportável

Não há nada como a sensação de irritabilidade. Surge do nada como um mosquito no meio da noite, fazendo você se coçar ininterruptamente.

Quando as pequenas coisas na vida com as quais nunca se preocupou muito começam a saltar diante de seus olhos … saiba que a mudança está chegando.

Tem que ser assim. Há um limite de negatividade que podemos suportar.

2.Você se sente perdido

Todos nós já ouvimos que se perder é a melhor maneira de encontrar-se. Verdadeiramente, porém, isso soa um pouco estranho até … podermos entender o porquê.

Quando você está perdido, não tem uma direção, e quando você não tem direção, você não tem vontade.

Quando você não tem vontade, não tem nenhum desejo ou necessidade de qualquer coisa e, quando você não tem desejo ou necessidade de qualquer coisa, sua alma vai falar.

Apesar de poder sentir-se fora de controle, você está mais claro e com a disposição perfeita para aceitar um maior conhecimento do que o seu coração verdadeiramente, desinteressadamente e completamente quer que você veja e entenda.

Ela te coloca em um novo caminho, uma mudança radical desesperadamente necessária e que o coloca em alinhamento com a sua mente, corpo, coração e alma.

3.Você está saindo da incubadora

Você já notou que certos períodos de sua vida são completamente cheios de passeios e aventuras, cheios de diversão com os amigos e familiares até você sentir que mal consegue manter-se?

Enquanto outros períodos são marcados com o isolamento, a introspecção e perto da depressão?

A duração desses ciclos pode variar, mas todos e cada um de nós passamos por estas mudanças no curso de nossas vidas.

Esses períodos podem ser marcados com fins catastróficos ou perdas de partir o coração, ao mesmo tempo com conhecimento interior de que o fim do capítulo estava chegando e que era hora de virar a página e olhar para a frente…

Estes ciclos são necessários, conforme nos esforçamos e formulamos a nossa perspectiva do mundo. Os períodos introspectivos oferecem crescimento emocional, psicológico e espiritual, enquanto os impulsos externos oferecem experiências, viagens e novas perspectivas.

Quando você está saindo do período da incubadora, é como um “mini renascimento”. Ou seja, você levou tempo para se recarregar, rever e reavaliar a fim de definir uma nova meta, uma nova direção e uma nova vida.

4.Você sente medo, animação e ansiedade, tudo ao mesmo tempo

Neste ponto, você pode apenas sentir que algo grande está para acontecer, e o momento é de construção.

Você não tem ideia do que esperar, só sabe que está no caminho certo e mal pode esperar para encontrar o que está no fim do túnel.

Não há nenhuma necessidade de fazer quaisquer planos rigorosos neste ponto, uma vez que podem ser cancelados, e você vai causar a si mesmo um aborrecimento desnecessário.

Sua intenção foi definida, mas as energias ainda estão se alinhando.

Tenha paciência durante este período, permaneça aberto e persista até que seu caminho esteja definido. Este é um momento emocionante!

5.Sincronicidades

Não há nada mais gratificante do que uma cutucada sutil do universo para te dizer que você está no caminho certo. Sincronicidades servem como essas garantias suaves, que seus pensamentos e ações estão em alinhamento com o seu bem maior.

Mais comumente encontradas quando grandes mudanças estão ocorrendo, séries de 5 vão sempre aparecer, não importa para onde você olhar.

Séries de 5 são o sinal mais claro de que você precisa se preparar, porque está prestes a sofrer uma mudança radical que vai mexer com você no seu núcleo. A mudança nunca deve ser vista como positiva ou negativa, mas como simplesmente necessária.

Como a vida muda com a morte dos pais... (O Segredo)



Depois da morte dos pais, a vida muda muito. Enfrentar a orfandade, inclusive para pessoas adultas, é uma experiência surpreendente. No fundo de todas as pessoas sempre continua vivendo aquela criança que pode correr para a mãe ou o pai para se sentir protegido. Mas quando eles vão embora, essa opção desaparece para sempre.

Você irá deixar de vê-los, não por uma semana, nem por um mês, e sim pelo resto da vida. Os pais foram as pessoas que nos trouxeram ao mundo e com quem você compartilhou o mais intimo e frágil. Já não estarão presentes aqueles seres pelos quais, em grande parte, chegamos a ser o que somos.

“Quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, este fica preso para sempre.”-Gabriel García Márquez-

A morte dos pais: entre falar dela e vivê-la, existe um grande abismo…

Nunca estamos plenamente preparados para enfrentar a morte, ainda mais quando se trata da morte dos pais. É uma grande adversidade que dificilmente pode ser superada totalmente. Normalmente, o máximo que se consegue é assumi-la e conviver com ela. Para superá-la, pelo menos em teoria, deveríamos entendê-la, mas a morte, no sentido estrito, é totalmente incompreensível. É um dos grandes mistérios da existência: talvez o maior.

Obviamente, a forma como assimilamos as perdas tem muito a ver com a forma como aconteceram. Uma morte das chamadas por “causas naturais” é dolorosa, mas um acidente ou um assassinato é muito mais. Se a morte tiver sido precedida por uma longa doença, a situação é muito diferente de quando acontece de forma súbita.

Também influencia o tempo entre a morte de um de outro: se houve pouco tempo, o luto será mais complexo. Se ao contrário, o lapso for mais extenso, certamente a pessoa estará um pouco melhor para aceitá-lo.

Não apenas é o corpo que se vai, e sim todo um universo. Um mundo feito de palavras, de carícias, de gestos. Inclusive, de repetidos conselhos que às vezes irritavam um pouco e de “manias” que nos faziam sorrir ou esfregar a cabeça porque os reconhecemos nelas. Agora começam a se fazer sentir ausentes de uma forma difícil de lidar.

A morte não avisa. Pode ser presumida, mas nunca anuncia exatamente quando irá chegar. Tudo se sintetiza em um instante e esse instante é categórico e determinante: irreversível. Tantas experiências vividas ao lado deles, boas e ruins, se estremecem de repente e ficam somente em lembranças. O ciclo se cumpriu e é hora de dizer adeus.

“O que está, sem estar”…

Em geral, pensamos que esse dia nunca chegará, até que chega e se faz real. Ficamos em estado de choque e vemos apenas uma caixão, com o corpo rígido e quieto, que não fala e não se move. Que está ali, sem estar ali…

Porque com a morte começam a ser compreendidos muitos aspectos da vida das pessoas falecidas. Aparece uma compreensão mais profunda. Talvez o fato de não ter as pessoas queridas presentes suscita em nós o entendimento sobre o porquê de muitas atitudes até então incompreensíveis, contraditórias ou mesmo repulsivas.

Por isso, a morte pode trazer consigo um sentimento de culpa frente a aquele que morreu. É preciso lutar contra esse sentimento, já que não acrescenta nada e afunda em mais tristeza, sem poder remediar nada. Para que se culpar se você não cometeu nenhum erro? Somos seres humanos e acompanhando essa despedida, precisa existir um perdão: do que se vai para com aquele que fica ou do que fica para com aquele que se vai.

Aproveite-os enquanto puder: não estarão aí para sempre…

Quando os pais morrem, independentemente da idade, as pessoas costumam experimentar um sentimento de abandono. É uma morte diferente das outras. Por sua vez, algumas pessoas se negam a dar a importância que o fato merece, como mecanismo de defesa, em forma de uma negação encoberta. Mas esses lutos não resolvidos retornam em forma de doença, de fadiga, de irritabilidade ou sintomas de depressão.

Os pais são o primeiro amor. Não importa quantos conflitos ou diferenças tenham existido com eles: são seres únicos e insubstituíveis no mundo emocional. Mesmo sendo autônomos e independentes, mesmo que o nosso relacionamento com eles tenha sido tortuoso. Quando já não estão, passa a existir uma sensação de “nunca mais” para uma forma de proteção e de apoio que, de uma forma ou de outra, sempre esteve ali.

quinta-feira, 2 de março de 2017

5 sinais de que sua vida está mudando para melhor (mesmo que não pareça) - Luiza Fletcher (O Segredo)


1. Você se sente perdido

Quando sua vida está passando por grandes mudanças, você pode sentir-se às vezes como se estivesse perdido. Como se não soubesse mais quem é. Você não tem mais certeza se está feliz ou infeliz. Não se preocupe, esse sentimento de estar perdido é perfeitamente normal.

2. Você vê apenas problemas

Quando sua vida está mudando, parecem surgir problemas de todos os lados. Seus problemas tornam-se muito mais aparentes do que suas soluções. Mas não se preocupe, as soluções virão. Não fique desanimado. Pense criativamente.

3. Você se sente autoconsciente

Você pode começar a sentir-se autoconsciente quando sua vida começa o processo de mudança. Provavelmente está se transformando em alguém que não era antes, e pode não ter certeza de como os outros vão percebê-lo. Mas não fique preocupado com os julgamentos dos demais. Você está mudando para si mesmo, não para eles.

4. Você vê o que não quer

Quando sua vida começa a mudar, nem sempre é sobre ver o que quer e ir atrás. Parte do que você está vendo é exatamente o que não quer. E isso é tão importante quanto saber o que você quer.

5. As emoções se elevam

Quando a vida começa a mudar, suas emoções podem, certamente, ficar bastante elevadas. Lembre-se de respirar fundo, centrar-se, e se envolver em coisas que te ajudam a se sentir equilibrado.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Seja inadequado, porque não se adequar a uma sociedade doente é uma virtude - Erick Morais (Pensar Contemporâneo)


A vida contemporânea cheia de regras e adestramento fez com que houvesse uma padronização completa das pessoas, de tal maneira que todos se comportam do mesmo modo, falam das mesmas coisas, se vestem mais ou menos do mesmo jeito, possuem as mesmas ambições, compartilham dos mesmos sonhos, etc. Ou seja, as particularidades, as idiossincrasias, aquilo que os indivíduos possuem de único, inexistem diante de um mundo tão pragmático e controlado.

Vivemos engaiolados, tendo sempre que seguir o padrão, que se encaixar em normas pré-determinadas, como se fôssemos todos iguais. Sendo assim, a vida acaba se transformando em uma grande linha de produção, em que todos têm que fazer as mesmas coisas, ao mesmo tempo e no mesmo ritmo, de modo a tornar todos iguais, sem qualquer peculiaridade que possa definir um indivíduo de outro e, por conseguinte, torná-lo especial em relação aos demais.

Somos enjaulados em vidas superficiais e nos tornamos seres superficiais, totalmente desinteressantes, inclusive, para nós mesmos. Sempre conversamos sobre as mesmas coisas com quer que seja, ouvindo respostas programadas pelo padrão, o qual nos torna seres adequados à vida em sociedade.

Entretanto, para que serve uma adequação que transforma todos em um exército de pessoas completamente iguais e chatas, que procuram sucesso econômico, enquanto suas vidas mergulham em depressões?

Qual o sentido de adequar-se a uma sociedade que mata sonhos, porque eles simplesmente não se encaixam no padrão? Uma sociedade que prefere teatralizar a felicidade a permitir que cada um encontre as suas próprias felicidades. Uma sociedade que possui a obrigação de sorrir o tempo inteiro, porque não se pode jamais demonstrar fraqueza. Uma sociedade que retira a inteligência das perguntas, para que nos contentemos com respostas rasas. Então, por que se adequar?

Os nossos cobertores já estão ensopados com os nossos choros durante a madrugada. O choro silencioso para que ninguém saiba o quanto estamos sofrendo. Para manter a farsa de que estamos felizes. Para fazer com que mentiras soem como verdade, enquanto, na verdade, não temos sequer vontade de levantar das nossas camas.

O pior de tudo isso é que preferimos vidas de silencioso desespero a romper com as amarras que nos aprisionam e nos distanciam daquilo que grita dentro de nós, esperando aflitamente que o escutemos, a fim de que sejamos nós mesmos pelo menos uma vez na vida sem a preocupação de agradar aos outros.

Somos uma geração com medo de assumir as rédeas das próprias vidas. E, assim, temos permitido que outros sejam protagonistas destas. É preciso coragem para retomá-las e viver segundo aquilo que arde dentro de nós, mesmo que sejamos vistos como loucos, pois só assim conseguiremos sair das depressões que nos encontramos. É preciso sacudir as gaiolas, já que, como diz Alain de Botton: “As pessoas só ficam realmente interessantes quando começam a sacudir as grades de suas gaiolas”. E, sobretudo, é preciso ser inadequado, porque não se adequar a uma sociedade doente é uma virtude.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

6 sinais de comportamento suicida (Galileu)


Nos últimos 10 anos aumentou o número de adolescentes e jovens que se matam no Brasil. Veja os principais sinais de alerta

A taxa de suicídio de adolescentes com idades entre 10 e 14 anos aumentou 40% nos últimos 10 anos e 33% entre aqueles com idades entre 15 e 19 anos, segundo o Mapa da Violência 2014. Todo dia, 28 brasileiros se suicidam e, para cada morte, há entre 10 e 20 tentativas. Médicos alertam que é um problema de saúde que não recebe tanta atenção por causa do tabu social. Para ajudar a combater essa epidemia silenciosa, GALILEU conversou com uma série de psiquiatras e psicólogos sobre o problema e elaborou uma lista de seis alertas sobre o comportamento suicida.

1 – Frases de alarme

Existe um mito de que pessoas que falam em suicídio só o fazem para chamar a atenção e não pretendem, de fato, terminar com suas vidas. “Isso não é verdade, falar sobre isso pode ser um pedido de ajuda”, afirma Mônica Kother Macedo, psicanalista especializada em suicídio e professora da PUCRS. Adriana Rizzo, engenheira agrônoma voluntária da ONG Centro de Valorização da Vida (CVV) há 16 anos, já atendeu milhares de ligações de pessoas que pensavam em suicídio. Algumas das frases mais comuns ouvidas por ela foram “não aguento mais”, “eu queria sumir” e “eu quero morrer”. Então, se você ouvir um parente ou amigo falando algo do tipo, preste atenção.

2 – Mudanças inesperadas

Todo mundo passa por mudanças na vida, faz parte do pacote. Mas algumas mudanças podem ser traumáticas quando não estamos preparados para elas. Uma pessoa fragilizada por uma depressão ou outro problema psíquico dificilmente terá condições de encarar uma mudança inesperada, como perder um emprego que considerava muito importante. “Alguém tinha um hobby e abandona tudo, era super vaidoso e fica desinteressado. A mudança de comportamento é o momento em que a gente se aproxima da pessoa para saber o que está acontecendo, porque quem sabe dividindo ela vai entender que é só uma fase”, diz Macedo.

3 – Depressão e drogas

As estatísticas alertam: para cada suicídio, há entre 10 e 20 tentativas, ou seja, quem tentou suicídio está muito mais vulnerável. “Uma tentativa de suicídio é o maior preditor de nova tentativa e de suicídio”, diz o psiquiatra Humberto Correa da Silva Filho, vice-presidente da Comissão de Estudos e Prevenção de Suicídio.

Segundo alerta: quase 100% das pessoas que se suicidaram enfrentavam algum problema mental - a maioria depressão. Quem está sofrendo depressão ou outro transtorno devem receber maior atenção . E, se a pessoa consome álcool ou outras drogas, atenção redobrada. “O maior coeficiente de suicídio se dá por transtorno de humor associado ao uso de substâncias psicoativas, mais da metade dos casos de suicídio. Depressão e consumo de álcool e drogas é responsável pelo maior numero de mortes no mundo inteiro”, afirma o psiquiatra Jair Segal.

4 – Pode não ser só aborrescência

As taxas de suicídio dos jovens brasileiros aumentou mais de 30% nos últimos 10 anos, como explica nosso dossiê da edição de outubro. Mas, muitas vezes o comportamento errático atribuído como típico do adolescente pode ser um sinal de intenção de suicídio. “Existe uma falsa ideia de que a depressão atinge mais pessoas adultas. O adolescente apresenta outros sintomas, ele vai se trancar no quarto, não vai falar com ninguém, e isso vai ser entendido como fenômeno da adolescência normal, já que ele não consegue expressar seu sofrimento de uma forma clara”, explica Segal.

5 – Preto no branco

Somente 15% dos gravemente deprimidos vão se suicidar, mas a depressão severa continua sendo a maior causa do suicídio. Por isso, é preciso ficar atento quando a pessoa demonstra zero interesse na vida ou nos outros. “Para o deprimido, o mundo deixa de ser colorido, é preto e branco. Ele tem baixa autoestima, desinteresse por todos e fica muito voltado para ele mesmo”, explica o psiquiatra Aloysio Augusto d’Abreu. Quando em depressão severa, a pessoa se isola dos outros e não vê motivos para continuar viva. É um alerta de urgência.

6 – Bom demais para ser verdade

Um caso que marcou o psiquiatra d’Abreu foi o de um paciente muito deprimido que simulou uma melhora para passar o final de semana em casa e, lá, usar uma espingarda para se matar. A simulação de melhora é comum em diversos casos de suicídio, então, se uma pessoa que normalmente é deprimida parecer subitamente alegre, é importante acompanhá-la para garantir que ela não tentará o suicídio.

O que você pode fazer?

Segundo o psiquiatra da Rede Brasileira de Prevenção do Suicídio Carlos Felipe Almeida D’Oliveira, o ideal é conversar com a pessoa e não deixá-la sozinha. Ao conversar, procure não falar muito e ouvir mais, já que muitas vezes a pessoa só precisa ser ouvida. “Se possível, acompanhe-a a um profissional de saúde e peça orientação”, diz. Outra medida é retirar acesso de ferramentas potencialmente destrutivas dentro de casa - como arma, remédios e substâncias tóxicas - para evitar o uso delas em um impulso.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Paulo Coelho: encerrando ciclos - Deborah Furtado



Sempre é preciso saber: quando uma etapa chega ao final.

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos, não importa o nome que damos.

O que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho?

Terminou uma relação?

Deixou a casa dos pais?

Partiu para viver em outro país?

A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã…

Todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo… no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível. é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora.

Soltar.

Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas. Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.

Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época… em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa…

Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos.

Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba.

Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é…

domingo, 10 de julho de 2016

Alcance seus objetivos - Júlia Arbex

Conheça o kaizen, a ideologia de origem japonesa que visa nos ajudar a resolver os problemas sem medo e a mudar o que precisamos

Mudanças são assustadoras. Esse é um fato inevitável sobre o ser humano, seja com relação a mudanças aparentemente insignificantes (ir a um restaurante novo) ou extremamente importantes (ter um filho). O medo de mudar está enraizado na fisiologia do cérebro e, quando toma conta da nossa mente, pode impedir a criatividade e sucesso.

Do ponto de vista de vista evolutivo, o cérebro é um dos órgãos mais extraordinários do corpo humano. Os outros, como o coração, o fígado e os intestinos, são tão desenvolvidos que não sofrem alterações há milênios. Mas durante os últimos 400 ou 500 milhões de anos, o cérebro continua se aperfeiçoando.

Talvez você já tenha passado por essa situação: quanto mais importância dava à prova, quanto mais se preocupava com os resultados, mais medo você sentia. Então não conseguia se concentrar. E uma resposta que estava na ponta do lapís um dia antes simplesmente desaparecia da sua cabeça.

Alguns sortudos conseguem contornar esse problema ou transformar o medo em outro tipo de emoção: entusiasmo. Quanto maior o desafio, mais entusiasmados, produtivos e animados eles ficam. Você provavelmente conhece algumas pessoas assim. Elas se transformam quando veem um desafio pela frente. Mas, para a maioria de nós, grandes objetivos são muito assustadores.

Os pequenos passos do kaizen são uma espécie de solução furtiva para essa qualidade do cérebro. Em vez de passarmos anos fazendo terapia para tentar entender por que temos medo de melhorar nossa aparência ou de alcançar nossos objetivos profissionais, podemos usar o kaizen para contornar esses medos.

O kaizen também lhe ajuda a vencer o receio de mudar de outra forma. Quando você está com medo, o cérebro é programado para fugir ou para atacar. Se o seu sonho é ser um compositor, por exemplo, seu objetivo não será alcançado se você se levantar do piano por medo ou por um bloqueio criativo e passar o resto da noite assistindo à televisão. Pequenos atos satisfazem a necessidade do seu cérebro de fazer algo e aliviam a ansiedade.

Perguntas negativas

O poder que as perguntas têm de moldar experiências e comportamentos não se limita a usos dinâmicos e positivos. Já ouvi inúmeras vezes meus clientes se fazerem perguntas extremamente dolorosas e desagradáveis. Você mesmo já deve ter se flagrado perguntando:

- Por que sou um perdedor?
- Como pude ter tão idiota?
- Por que todo mundo tem uma vida mais fácil que a minha?

Essas perguntas também possuem o poder de engajar o cérebro, lançando uma luz forte e impiedosa sobre nossos erros e defeitos - verdadeiros, imaginários ou exagerados. Essa energia é usada para criar fraquezas. Se você tende a se repreender com perguntas negativas ("Porque sou tão gordo?"), tente se perguntar: "O que eu mais gosto sobre mim hoje?" Faça essa pergunta a si mesmo diariamente e escreva a resposta em um papel.

Técnica kaizen

As perguntas a seguir foram formuladas para que você adquira o hábito kaizen de se fazer pequenas perguntas. Algumas se referem especificamente a objetivos, outras lhe ajudarão a buscar uma melhoria contínua em todas as áreas da vida.

Ao começar, lembre-se de que estará reprogramando seu cérebro e de que leva algum tempo para que novas vias cerebrais se desenvolvam. Então escolha uma pergunta e a faça repetidamente por vários dias ou até mesmo semanas. Tente se fazer essa pergunta com frequência, quem sabe, após o café da manhã, quando entrar no carro ou ao se deitar para dormir. Pense em escrever sua pergunta em um post-it e colar o papel na cabeceira (ou no painel do carro ou na xícara de café). Sinta-se à vontade para criar suas perguntas.

- Se está infeliz mas não sabe o porquê, tente se perguntar: "Se tivesse certeza de que não iria fracassar, o que eu estaria fazendo de forma diferente?". A natureza lúdica dessa pergunta leva seu cérebro a se sentir seguro em responder de forma sincera, de modo a produzir algumas respostas surpreendentes que podem ajudá-lo a definir seus objetivos. Alguém que esteja estagnado no trabalho pode descobrir que gostaria de largar o emprego e estudar paisagismo; outra pessoa tem a chance de perceber que precisa apenas ter coragem de pedir ao chefe que cumprimente os funcionários.

- Se está tentando alcançar um objetivo específico, pergunte a si mesmo todos os dias: "Que pequeno passo eu poderia dar para alcançar meu objetivo?" Seja em voz alta ou em pensamento, lembre-se de utilizar um tom gentil quando fizer a pergunta - o mesmo tom que usaria com um amigo ou uma amiga.

- Quem tem um conflito desgastante com outra pessoa - um chefe, funcionário, sogro ou vizinho - e está tentando superar esse problema. Todos os dias, faça a si mesmo a seguinte pergunta: "Qual é a característica positiva que essa pessoa possui?". Em breve você será capaz de enxergar os pontos fortes com a nitidez e detalhe com que via os defeitos.

- Se você tende a ser pessimista ou negativo, tente se perguntar: "O que eu tenho de especial, ainda que seja pequeno?" Se continuar a se fazer essa pergunta, seu cérebro será programado para procurar o que é bom e correto, e, a partir disso, você poderá decidir fazer uso dessa grande qualidade em atividades em família ou no trabalho.


(texto publicado na revista AnaMaria nº 1030 - 8 de julho de 2016)

Vire a página - Pe. Fábio de Melo