Mostrando postagens com marcador esôfago. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador esôfago. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Como lidar com a disfagia


Caracterizada pelo mau funcionamento do esôfago, a disfagia atinge 60% dos idosos que sofrem com doenças degenerativas e pode ser contornada com alimentação adequada

Dificuldade de engolir a comida, sensação de falta de ar durante a mastigação, tosses fortes em meio a uma refeição. Todos esses sinais podem ser sintomas de um mal que atinge cerca de 60% dos idosos que sofrem com algum tipo de doença degenerativa ou ainda 35% das pessoas que sofrem com sequelas decorrentes de derrame (AVC), de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de disfagia.

Distúrbios de ordem neurológicas, mecânicas ou psicológicas podem dar origem a inúmeras doenças relacionadas ao sistema digestivo, mas poucos males alimentares estão tão ligados ao envelhecimento natural quanto a disfagia, que pode acontecer em duas fases distintas: oral (quando compromete a mastigação e o ato de engolir) e faríngea (que é involuntária quando o alimento já foi engolido).

O diagnóstico da disfagia normalmente é feito por um fonoaudiólogo, através de um exame específico da deglutição do paciente, mas é possível perceber a instalação da doença associando os sintomas citados logo no início desta matéria com uma significativa perda da satisfação de comer, já que é comum que alimentos mais duros e/ou secos entrem nas vias respiratórias, causando tosses e falta de ar.

Tratamento

O tratamento da disfagia reside em três principais estratégias para contornar o mal-estar causado na hora das refeições:

- Modificação da consistência dos alimentos;
- Manobras para facilitar a deglutição;
- Terapia de reabilitação da deglutição.

Nesse sentido, a preparação dos alimentos que serão consumidos por pessoas que sofrem com a disfagia deve levar em conta que, quanto mais macios forem os alimentos, melhor. Por exemplo, a consistência encontrada em purês, mingaus e preparações liquidificadas costuma ser ótima para a deglutição do paciente. Já os líquidos devem ser espessos. Ou seja: sopas (ou bebidas) muito ralas podem escorrer e atingir as vias respiratórias, por isso é importante tornar os líquidos o mais espesso possível. Você pode comprar espessantes (normalmente vendidos em pó) ou simplesmente "engrossar" os caldos por conta própria. Aqui, uma dica importante é sempre lembrar de deixar as refeições nutritivas e balanceadas, já que a dificuldade de deglutição vai impedir que o paciente ingira toda e qualquer sorte de alimentos. Atenção para as carnes e todo tipo de proteína!

O ato de mastigar e engolir também deve ser conduzido de maneira muito consciente. Por isso, as tais 'manobras" para facilitar a deglutição devem ser levadas em conta, priorizando a mastigação completa dos alimentos e inclinando a cabeça de maneira a facilitar a passagem do alimento na hora de engolir. Tudo feito sem pressa e com respiração normal. Além disso, os profissionais de fonoaudiologia oferecem tratamentos voltados para a reabilitação da deglutição, fortalecendo todo o conjunto de músculos utilizados durante o processo digestivo.



(texto publicado na revista Bem-Estar nº 28 - mai/jun de 2016)

domingo, 8 de março de 2015

Dicas para reduzir o refluxo gástrico (Melhor com Saúde)


Você sabia que o comprimido mais vendido nos Estados Unidos é para tratar o refluxo gástrico ou a acidez? E sabia também que não é o único país onde a população sofre com esta condição de "queimação" no estômago depois de comer? Se você está sofrendo com este problema leia o seguinte artigo, onde mostraremos várias dicas para reduzir o refluxo gástrico.

Um pouco de informação sobre o refluxo gástrico

O refluxo ácido ou o refluxo gastroesofágico é a doença mais frequente do trato digestivo é padecida pela maioria das pessoas, em maior ou menor grau. O refluxo ocorre quando o ácido do estômago (que serve para digerir os alimentos) sobe para o esôfago em direção à garganta. Os sintomas mais recorrentes do refluxo gástrico são:

- Acidez (sensação amarga, como queimação ou pressão no peito ou na garganta depois de comer).

- Regurgitação da comida (como ocorre ao vomitar).

- Náuseas com gosto ácido.

- Dificuldade para deglutir os alimentos.

Quando uma pessoa sofre com o refluxo gástrico pelo menos uma vez na semana, então estamos falando de refluxo gastroesofágico. A metade da população dos Estados Unidos possui a primeira doença e quase 20% sofre com a segunda. Se bem que neste país os hábitos alimentares não são dos mais saudáveis, as porcentagens aproximam-se à de outros países, como Espanha.

Ao engolir os alimentos, estes precisam passar pelo esôfago, atravessar o esfíncter esofágico e terminar no estômago. O esfíncter é como uma barreira ou tampa que se abre e fecha cada vez que a comida passa, tem até 7 cm de comprimento e sua função é controlar o que entra no estômago, assim como evitar que o que já tenha passado por ali volte pelo sentido contrário.

Como se trata de um músculo, pode variar sua força ou capacidade para se fechar completamente. São muitas as causas do refluxo gástrico além do fato de comer muito rápido. Os temperos ou ingredientes que estão em nossos alimentos, dormir logo após terminar de jantar, a pressão no estômago ou a atividade física podem desencadear o refluxo.

O estômago conta com ácidos muito potentes, cuja função é "dissolver" os alimentos antes da digestão. Se a "porta de acesso" estiver entreaberta estes ácidos podem subir para o esôfago, causando a sensação de queimação na boca do estômago. Pense no que ocorre quando vomitamos, sentimos um gosto ácido na boca e uma sensação de queimação na garganta, isto se deve aos ácidos que expelimos junto com o alimento.

O problema do refluxo é que se o ácido passa muitas vezes pelo esôfago pode causar úlceras ou inflamações crônicas. Em alguns pacientes causa esofagite e até doenças pulmonares. Os ácidos que chegam até a boca podem causar erosão dental e mau hálito.

É bom saber também que nem todas as pessoas apresentam sintomas, já que algumas delas referem não sentir nada mesmo padecendo a doença e, é a isso que chamamos de "refluxo silencioso", que pode ser detectado com um monitoramento dos níveis de pH e exames endoscópicos.

Refluxo para a vida

Logo que nascemos temos refluxo gástrico e isso não é ruim, pois se acontecer de vez em quando não há nada para se alarmar. Cerca de 85% dos bebês possuem refluxo ou regurgitação depois de serem amamentados a até o primeiro ano de vida é normal. As mulheres grávidas podem sofrer com o refluxo por causa da pressão do ventre contra o estômago.

Por esta razão relaciona-se o refluxo com a obesidade. A gordura extra aperta a cavidade abdominal e também pelo tipo de alimento que as pessoas com sobrepeso consomem. Isto ocorre tanto na infância como na adolescência ou na idade adulta. E como dissemos que o refluxo está presente a vida  toda, devemos dizer também que muitos idosos com mais de 60 anos também o padecem, pois o músculo que "tampa" o esôfago está fraco após várias décadas de trabalho.

Como evitar o refluxo gástrico

Ter uma dieta saudável

Algumas pessoas podem sofrer com este problema por causa de alguns alimentos ou por diferentes ingredientes, porém a maioria refere aumento dos sintomas ao consumir café, menta, chocolate, álcool, molho de tomate, alimentos muitos  temperados ou picantes, lácteos e alimentos processados. Por isso, aconselhamos consumir mais frutas e vegetais, cereais integrais, frutos secos e água.

Melhorar os hábitos alimentares

Além de ter em mente a lista de alimentos que não pioram o refluxo gástrico é bom também começar a comer menos, principalmente durante a noite. Jantar muito e dormir logo em seguida não ajudarão em nada.

Recomenda-se optar por pratos mais leves, muitos vegetais e frutas de sobremesa. Tampouco é bom beber muito álcool, comer fast-food várias vezes na semana ou mesmo alimentos processados e nem muito frios ou quentes. Coma lentamente e mastigue várias vezes a comida.

Durma bem

Uma hora após a refeição (seja o almoço ou o jantar), tente descansar o tempo que seja necessário até se sentir bem e renovado. Isto fará com que todos os músculos se relaxem, incluindo o do esôfago, o que permitirá que ele trabalhe melhor e de modo mais eficiente.

Da mesma forma, é bom reduzir o estresse ao máximo possível, porque do contrário, o refluxo será recorrente todos os dias, ou o que é pior, se tornará a regra e não a exceção, causando muitos problemas de saúde sérios e irrecuperáveis.




segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Sintomas das principais doenças do esôfago (Melhor com Saúde)


O esôfago é um órgão vital para nosso organismo. É o responsável por transportar tanto sólidos quanto líquidos, mas somente notamos sua presença quando temos que ingerir alguma coisa grande, ou engolimos alguma coisa mais fria ou quente que o normal. Existem alterações no esôfago que devemos levar em conta, aspectos que às vezes nos passam despercebidos e que vale a pena conhecer. Explicaremos a seguir.

O problema mais habitual associado ao esôfago é sem dúvida o refluxo gastroesofágico, mas existem outras doenças que apresentam certas características particulares, doenças que vão impedir a nossa alimentação normal ou a obtenção dos nutrientes adequados. A seguir, veremos, passo a passo, cada um dos problemas deste órgão tão importante.

Doenças do esôfago e seus sintomas

1) Acalasia

O que é?

Trata-se de uma doença, às vezes hereditária, em que o esôfago (formado por uma espécie de anéis) deixa de se contrair e de levar o alimento até o estômago com normalidade.

Sintomas:

- Sensação de que o alimento fica detido no esôfago, dificuldade ao tragar.

- Começa de modo intermitente, até que pouco a pouco, também é custoso engolir líquidos.

- Quando deitamos sentimos náuseas, ou nos vêm à boca um líquido espesso.

- Quando vomitamos, sobem pedaços de alimentos, mas não temos o clássico sabor ácido posto que o alimento não chegou ao estômago.

- Tosse.

- Episódios de pneumonia.

- Dor no peito que passa para as costas e a mandíbula.

- Perda de peso.


2) Doença do refluxo gastroesofágico

O que é?

Sabemos que o estômago produz ácido e pepsina, básicos para a digestão dos alimentos. Mas pode ocorrer que a válvula que separa o esôfago do estômago, sofra uma disfunção e deixe escapar estes ácidos até o próprio esôfago, causando feridas.

Sintomas:

- Sensação de ardor no peito e na garganta.

- Sensação de que o alimento que comemos volta de novo à nossa garganta.

- Escapes repentinos de suco gástrico que chega à garganta, irritando-a.

- Tosse, rouquidão, em especial pela manhã.

- Dor forte no peito devido aos ácidos que se concentram no esôfago.

- Sensação de asfixia pela noite.

- Vômitos com sangue.

- Fezes escuras.

- Perda de peso.


3) Varizes gastroesofágicas

O que são?

As varizes gastroesofágicas são veias anormalmente dilatadas situadas na parte final do esôfago e que se comunicam com o fígado. Mas, quando nosso fígado está doente, estas veias podem chegar a se romper. Este fenômeno apresenta certa gravidade.

Sintomas:

- Quando sofremos de varizes no esôfago, as fezes parecem ser muito escuras.

- Vômitos recorrentes com aparição de sangue, ou sedimentos parecidos com o café.

- Tonturas, sensação de frio, fraqueza, tudo isso se deve à perda de sangue.


4) Câncer de esôfago

O câncer de esôfago acontece quando algumas células malignas atacam o tecido e estrutura do órgão, invadindo-o. As razões pelas quais o câncer é originado quase sempre estão ligadas ao consumo de tabaco, ainda que uma pequena porcentagem de sua incidência se deva a razões ainda desconhecidas.

Sintomas:

- Dificuldades para tragar, tanto líquidos quanto alimentos sólidos.

- Os pacientes notam a saliva mais espessa.

- Dor no peito.

- Dor ao tragar e acidez, o que é frequentemente confundido com refluxo.

- Perda de peso.

- Tosse persistente e diária.

- Soluço.

- Episódios de pneumonia.

- Dor geral nos ossos e cansaço extremo.

- Anemia. Começamos a perder sangue por dentro, as fezes ficam escuras e sentimos náuseas.