Mostrando postagens com marcador alergia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alergia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Alergias de verão - Bruna Yuri Ouchi


Cuidado com as alergias que aparecem na temporada mais quente do ano, principalmente com a pele

O verão chegou e todas as alergias de inverno que terminam com "ite" foram embora, certo? Infelizmente, não. É exatamente nesta época de altas temperaturas que aparecem as alergias de pele.

"Com o calor excessivo, temos uma tendência a suar mais e, por conseguinte, aumentamos a exposição às substâncias irritativas e tóxicas que se disseminam pela pele, causando sintomas, como coceira, vermelhidão e calor local", afirma a alergologista, Dra. Anna Luiza Porto Gonçalves, do Rio de Janeiro (RJ).

Por isso, todo cuidado com a pele, hidratação e exposição ao Sol é importante, principalmente com as crianças e os idosos cuja epiderme é mais sensível e frágil, e que são mais propensos à desidratação e às reações.

Conheça as principais alergias desta época

- Dermatite de contato: é muito comum e pode se causada pelo sulfato de níquel encontrado nas bijuterias, tintas de roupa, esmaltes e maquiagem. Com o suor, essas substâncias acabam agredindo a pele, causando coceira, vermelhidão e sensação de queimação.

- Picadas de insetos: com a alta proliferação nesta época do ano, pessoas alérgicas a picadas têm intenso desconfortável local, que leva à coceira e às feridas. Em alguns casos, pode até infeccionar, precisando, muitas vezes, de uso de antibiótico para melhorar o quadro.

"O repelente ajuda a afastar os insetos, mas, muitas vezes, seu uso também causa reação alérgica. Atenção à utilização correta, além da idade para o uso de cada tipo, especificamente, e evitar a aplicação e áreas reativas", orienta a Dra. Anna Luiza.

- Fotodermatites: são alergias a medicamentos que pioram com a exposição ao Sol. Os mais comuns que causam tal processo são os derivados da sulfa, anti-inflamatórios e remédios para dor.

"Não são proibitivos, mas devem ser lembrados quando estamos investigando a causa das lesões, coceiras e vermelhidão da pele", afirma.

- Fitofotodermatite: é conhecida e, muitas vezes, confundida com queimadura. É causada pelo contato da pele com as frutas cítricas, como o limão ou a laranja, durante exposição ao Sol.

- Protetor solar: ele é indicado, principalmente, nesta época, para evitar as lesões solares da pele, mas é válido lembrar que algumas substâncias, como PABA (também conhecido como ácido aminobenzoico), comum em muitos protetores, podem causar dermatite de contato e devem ser evitadas em pessoas que possuem sensibilidade a essa composição.

- Dermatite atópica: doença hereditária que acomete em todas as épocas do ano, mas tende a piorar com o calor e o suor excessivo. Provoca um intenso ressecamento da pele e, no verão, costuma ficar mais crítica. Por isso, é importante redobrar a atenção na hidratação da pele e evitar substâncias irritativas.

Como evitar doenças de verão

- Cuidado redobrado com o uso de repelentes e protetores solares;

- Atenção a qualquer substância utilizada diretamente na pele, além de coisas que podem trazer eação, como roupas com tintas;

- Se notar coceira ou vermelhidão na pele, tome um banho para remover os resíduos que possam causar atritos na pele. O uso de hidratante e de antialérgicos pode amenizar o problema;

- Alimente-se saudavelmente, evitando corantes e embutidos;

- Beba bastante água e fique atento à validade dos alimentos;

- A exposição prolongada de muitos alimentos ao Sol pode causar complicações e intoxicações;

- Use roupas leves, priorizando as de algodão. Evite as roupas sintéticas ou muito justas;

- Evite banhos muito quentes e o uso de duchas e esponjas, para manter a camada protetora da pele.




(texto publicado na revista Ponto de Encontro nº 65 - dezembro 2016/janeiro 2017)

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Rinite - o que é?


Rinite é a inflamação aguda ou crônica, infecciosa, alérgica ou irritativa da mucosa nasal, sendo os casos agudos, em sua maioria, causada por vírus, ao passo que os casos crônicos ou recorrentes são geralmente determinados pela rinite alérgica, induzida pela exposição a alérgenos, que, após sensibilização, desencadeiam resposta inflamatória.

Como toda doença alérgica, ela pode apresentar duas fases. A primeira, chamada imediata, ocorre minutos após o estímulo e a segunda, denominada fase tardia ou inflamatória, ocorre quatro a oito horas após o estímulo. Os sintomas mais comuns são corrimento nasal, obstrução ou prurido nasal e espirros. Muitas vezes acompanham sintomas oculares como lacrimejamento.

Esses sintomas podem melhorar espontaneamente. Nos casos crônicos, pode ocorrer perda do paladar e do olfato. Os principais alérgenos ambientais desencadeantes e/ou agravantes da rinite são os ácaros da poeira domiciliar, barata, os fungos, pelos, urina e saliva de animais (cão e gato). Os principais irritantes inespecíficos são a fumaça do cigarro e compostos voláteis utilizados em produtos de limpeza e construção, desencadeando os sintomas por mecanismos não imunológicos.

A rinite alérgica piora a asma, além de aumentar o risco de hospitalizações e exacerbar as crises. Portanto, portadores de rinite persistente devem ser investigados para asma e vice-versa. A fim de se obterem bons resultados no controle de cada doença, é importante o tratamento e controle das duas doenças.

Como a rinite pode ser desencadeada por componentes alérgicos, vale ressaltar alguns cuidados para evitar possíveis crises. Desta forma, é indicado ao paciente parar o tabagismo e evitar sua forma passiva, praticar atividades físicas, reduzir a exposição a ácaros, mofo, animais domésticos (quando comprovada sensibilização), odores fortes e locais com poluição atmosférica.

A educação e orientação quanto à doença são importantes, pois o uso por tempo prolongado de alguns medicamentos pode levar à obstrução nasal por efeito rebote, causando uma "rinite medicamentosa".

Desta forma, o paciente deve sempre passar por avaliação do profissional de saúde, que indicará o tipo de medicamento e forma adequada de uso para cada caso.

A rinite pode interferir na qualidade de vida social, escolar e produtiva das pessoas, e também pode estar associada a outras condições além da asma como a sinusite, otite média, respiração bucal e suas consequências.


Fonte: Ministério da Saúde/Atenção Básica/Respiratórias


(texto publicado no informativo SBC edição de setembro de 2016)

domingo, 22 de maio de 2016

Do que são feitos os iogurtes reguladores do intestino? - Toninha Rodrigues


Eles têm bactérias que substituem outros micro-organismos que já existem naturalmente no órgão, mas que o abandonaram por diversos motivos, de estresse a alergia.

Há 2 tipos de iogurtes reguladores. Um é feito à base de bactérias conhecidas como probióticos: organismos benéficos à saúde se usados corretamente. O outro tipo é composto de fibras vegetais, além das bactérias. Essas informações estão visíveis no rótulo do iogurte, que é aprovado pela Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Os probióticos servem para amenizar os sintomas da chamada síndrome do intestino irritável, que ataca a flora intestinal e provoca prisão de ventre, diarreia, dor e distensão abdominal. Cerca de 20% dos brasileiros sofrem do problema. Ele ocorre quando há a diminuição das colônias de bactérias que fazem, entre outras coisas, o trânsito intestinal (o caminho das fezes até a evacuação). As bactérias absorvem nutrientes e ajudam na formação das fezes. Sem elas, o intestino trabalha mal. É aí que entram os probióticos e as fibras vegetais. As bactérias do iogurte repovoam as colônias, enquanto as fibras, que não são digeridas no estômago, vão direto para o intestino, onde deixam as fezes mais macias, diminuindo o desconforto.

Saúde intestinal

Dependemos de bactérias. Se estão em falta, é preciso repô-las.

A colônia

Digestão, absorção e eliminação dos resíduos são trabalho das bactérias que habitam o intestino grosso. Elas transformam os alimentos em substâncias essenciais ao metabolismo do corpo, além de controlarem o fluxo intestinal.

Floração

Problemas emocionais e hormonais, alimentação inadequada e alergias podem causar a diminuição da flora intestinal. A sensação de barriga presa domina o corpo. O iogurte serve como óleo para lubrificar o sistema.

Enzimáticas

As bactérias aderem à mucosa do intestino por meio de células chamadas sítios de adesão. Elas repovoam as colônias, restabelecendo o equilíbrio intestinal.


(texto publicado na revista Super Interessante edição 298/ - dezembro de 2011)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O corpo fala - Ana Ban



Compreender e expressar nossas emoções é o primeiro passo para prevenir enxaqueca, dor nas costas, alergias e outras doenças. A cura está em entender as mensagens do corpo e olhar para dentro de você mesmo.

Algo que os orientais sabem há milênios só recentemente a medicina ocidental reconheceu: os males que afetam o corpo também têm raízes nas emoções e no estado de espírito. "Nosso corpo é formado de matéria e energia. As doenças se instalam quando o fluxo de energia está desequilibrado, e as causas são tanto externas quanto internas", explica Mauro Perini, ginecologista e especialista em medicina tradicional chinesa, de São Paulo. Portanto, não são apenas os vírus, os maus hábitos alimentares e o abuso de álcool e fumo que prejudicam a saúde mas também a tristeza, o desânimo e a raiva.

Para entender como os sentimentos negativos podem se transformar em algo tão pesado e até desencadear doenças, é possível compará-los à chuva. A princípio, há apenas uma certa umidade no ar - que corresponde, no ser humano, a sentimentos que incomodam sem que se perceba. A umidade começa a se condensar em nuvens leves - ideias, pensamentos e emoções já perceptíveis, mas ainda pouco consistentes. As nuvens se adensam até se transformar em chuva (sentimentos negativos, como ressentimentos e tensões, que cai sobre o solo - nosso corpo. Quanto mais forte a chuva, mais problemas ela é capaz de provocar. A comparação está no livro francês Dis-Moi Où Tu as Mal, Je Te Dirai Pourquoi (Diga-Me Onde Dói e Eu Direi Por Quê), de Michel Odoul (ed. Albin Michel,m inédito no Brasil).

Antes da chuva

O organismo dá sinais que evidenciam o problema antes que ele se manifeste. "Percebê-los nem sempre é fácil, pois exige olhar para dentro de si", afirma Susana de Albuquerque Lins Senno, médica e psicoterapeuta que trabalha com psicossomática (o estudo das influências psíquicas nos problemas orgânicos), de São Paulo.

Muitas vezes, basta notar as pequenas contrariedades do dia-a-dia para descobrir o que não vai bem. "Se alguém apressado bate o joelho em uma cadeira e não pára para pensar por que vive distraído a ponto de não ver onde pisa, vai se machucar o tempo todo", exemplifica Susana. "Se não damos atenção à dor de cabeça, ao cansaço, à irritação permanente, o problema vai sempre seguindo adiante até que, a certa altura, o corpo trava."

O estado emocional fragilizado pode até abrir espaço para ataques de agentes externos, como vírus e bactérias. O médico Mauro Perini dá o exemplo da tuberculose: "Atualmente, apesar dos antibióticos e das vacinas, a doença, que estava controlada, volta a crescer, exatamente quando vivemos uma época de desemprego, fome e guerras. A tristeza enfraquece o pulmão, e um órgão fraco não consegue se defender".

Chave da cura

Seja qual for o problema, ele geralmente exige um mergulho em nossa sombra, no lado escuro, que nos recusamos a encarar. Se o mal-estar tem uma causa interna e profunda, o restabelecimento só virá quando a questão for resolvida. "Não existe cura se não tentarmos identificar dentro de nós o que está errado e lutar para resolver o problema", ressalta a terapeuta Susana Serino. "Ficar doente é uma oportunidade de conhecer e encontrar nossa própria capacidade de cura", conclui.

Saiba como funcionam as relações entre as partes do corpo, os sentimentos e as doenças mais comuns, segundo o psicoterapeuta alemão Rüdiger Dahlke, autor dos livros A Doença como Linguagem da Alma e A Doença como Símbolo - Pequena Enciclopédia de Psicossomática (ambos da ed. Cultrix).

Pulmão: o ar entra nos pulmões e traz com ele o que é exterior ao corpo. Quem tem dificuldade em assimilar o que vem de fora, e age como se tudo que acontece de errado fosse culpa dos outros, pode apresentar problemas como pneumonia e asma. Solidão, melancolia, tristeza e dificuldade de perdoar agem negativamente sobre o pulmão, pois significam falta de intercâmbio e comunicação com o mundo exterior.

Coluna: todo o peso do corpo - e, por extensão, do mundo - é sustentado pela coluna. Se você aguenta um fardo extra, como uma responsabilidade que não deveria ser sua, é a coluna que sofre. Quando nossas crenças são abaladas, esse sistema de sustentação do corpo enfraquece. Quem anda com as costas curvadas e o rosto voltado para o chão mostra desgosto em viver e sentimento de inferioridade. Para encarar a vida de frente e olhar para cima, o primeiro passo é endireitar a coluna.

Cabeça: é o sistema central do organismo, por onde passam emoções, pensamentos e impulsos nervosos. Por isso, uma dor de cabeça pode refletir algo que esteja acontecendo em qualquer parte do corpo. Enxaquecas estão associadas à dificuldade de tomar uma decisão ou aceitar algo que incomoda. Quem pensa demais e não quer fazer algo muitas vezes usa a dor de cabeça como desculpa.

Articulações: movimentos difíceis ou dolorosos sinalizam dificuldade de seguir em frente em algum ponto da vida ou, ainda, que o corpo pede descanso. Dores nas articulações são fruto de rigidez de pensamento, do bloqueio de manifestações, de choro ou raiva, por exemplo, e da negação de lidar com assuntos antigos, mas que causam incômodo. Quem acorda travado, sem condição de levantar da cama, pode estar exigindo demais do corpo, que acaba providenciando o repouso forçado.

Coração: centro energético do corpo, guarda as emoções e a capacidade de amar. Quem tem dificuldade de expressar sentimentos pode ter problemas cardíacos. Ressentimento e raiva roubam espaço à compaixão e à vontade de viver. Quando o coração está cheio de negatividade, eles se espalham pelo corpo junto com o sangue. Para a saúde do órgão, é preciso reconhecer e expressar as emoções e orientar-se tanto pelos pensamentos como pela intuição.

Pele: o maior órgão do corpo serve como barreira aos agentes externos. Além de delimitar nosso corpo, é por meio dela que fazemos contato e recebemos carinho. Problemas cutâneos são sinal de dificuldade em nos comunicar, em estabelecer e respeitar limites e em se relacionar com as pessoas.

Órgãos reprodutivos: apesar de serem o principal ponto de diferenciação entre os sexos, distúrbios dos órgãos genitais refletem problemas semelhantes para homens e mulheres. O medo de criar - seja um filho, seja um projeto de trabalho - e a incapacidade de sentir prazer com a vida podem se traduzir em frigidez ou impotência. Para as mulheres, problemas relativos à família e ao cônjuge se refletem no útero.

Estômago: quem se preocupa de forma exagerada ou por antecipação, e rumina ressentimentos, está propenso a problemas nesse órgão, que recebe e processa as impressões vividas do exterior, assim como faz com os alimentos. Uma das doenças mais comuns em executivos é a úlcera - eles costumam ser obrigados a aceitar uma contrariedade atrás da outra no dia-a-dia.

Intestinos: Não é à toa que se diz que gente mal-humorada é enfezada. Intestino preso é sinal de raiva acumulada, tensão e falta de flexibilidade para deixar as coisas fluírem, por medo, timidez ou dificuldade de perdoar. Já a diarreia mostra a falta de capacidade de absorver informações e elaborá-las. Quem rejeita tudo que se apresenta e não consegue assimilar novas experiências está sujeito a intestino solto.

Sistema imunológico: quando as defesas do corpo estão debilitadas, uma manifestação comum é a alergia. O organismo confunde uma partícula inofensiva (pólen, por exemplo) com um agente perigoso (como um vírus ou uma bactéria) e a ataca, causando sintomas como espirros e coceiras. Isso reflete agressividade inconsciente, de alguém que luta contra tudo, sem saber diferenciar o nocivo do inócuo.



(texto publicado na revista Bons Fluídos nº 49 - junho de 2003)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

13 coisas que você deve saber sobre sua saúde quando chega à vida adulta - Lindsay Holmes (Brasil Post)


Quando você é criança, tudo é fácil. Você tem hora para cochilar. Pode comer biscoitos sem culpa. Talvez o benefício mais subestimado seja este: seus pais te levam para seus compromissos.

Mas, agora que você é considerado adulto (mesmo que não se sinta um), adeus aos tempos em que alguém se preocupava com suas consultas no dentista ou no médico. Seu bem-estar depende de você – e é importante estar com tudo em dia para manter a cabeça e o corpo saudáveis.

Eis 13 coisas que você deveria saber agora que está mais velho.

1. Seu tipo sanguíneo.

A? AB? O? Saber seu tipo sanguíneo significa saber da sua saúde. Estudos sugerem que certos tipos sanguíneos podem estar ligeiramente mais sujeitos a problemas de saúde, como doenças cardíacas, diz a Reader’s Digest. Não só isso: saber seu tipo de sangue é importante caso seu médico precise dessa informação.

2. Qual é seu exercício predileto.

Pilates? Ioga? Spinning? Não importa como você se exercita, o que importa é manter-se em atividade. O exercício ajuda a manter o corpo e a mente saudáveis. Pesquisas sugerem que movimentar-se – nem que seja uma simples caminhada – pode melhorar o humor, reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, e mais.

3. O histórico médico da sua família.

Um mapa do histórico genético da sua família é essencial para você saber o que merece mais atenção. Sua avó teve câncer de mama? Seu tio teve problema de abuso de substâncias?

Toda informação é valiosa. Isso é especialmente verdade se você está se consultando com um médico pela primeira vez. Na primeira consulta, ele provavelmente vai perguntar se há histórico de câncer, doenças cardíacas ou mentais na família, então melhor estar preparado.

4. Um entendimento básico de suas pintas e de sua pigmentação.

Estima-se que este ano serão diagnosticados nos Estados Unidos cerca de 73 000 novos casos de melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele, e os índices estão aumentando entre pessoas com menos de 40 anos.

Um dermatologista pode fazer um exame do seu corpo inteiro para se certificar de que tudo está em ordem. Quanto mais familiarizado você for com seu corpo, mais provável que você note algo fora do normal e procure um médico.

5. Fazer autoexame nos seios.

Os autoexames são a maneira mais fácil de identificar o câncer de mama nos estágios iniciais. A partir dos 20 anos, você deve checar regularmente se há nódulos ou algo que pareça anormal nos seios, segundo a Sociedade Americana do Câncer. (Isso vale tanto para mulheres como para os homens, pois o câncer de mama pode afetar os dois gêneros).

6. Suas alergias.

Não estamos falando só das reações alérgicas extremas a alguns tipos de comida, por exemplo. As alergias podem ter vários níveis. Além disso, você pode desenvolver alergias com a idade, então é melhor checar com seu médico para se certificar de que seu sistema imune não está sendo afetado pelo gato do seu companheiro de casa ou pelo pólen do ar.

Saber quais são os remédios, comidas e outros gatilhos que disparam reações alérgicas pode salvar vidas.

7. O que te acalma quando você está estressado (a).

Para algumas pessoas é uma corrida, para outras é ligar para a mãe. O que é melhor para você quando bate o estresse também é o que é melhor para o seu bem estar. Pesquisas sugerem que muito estresse pode levar a problemas cardíacos, entre outros.

8. Suas deficiências vitamínicas.

Você pode estar se sentido perfeitamente bem, mas ainda assim pode precisar de algo mais. Deficiências vitamínicas são coisa séria. Por exemplo, a falta de ferro pode ser sinal de anemia, e baixos índices de vitamina D já foram associados a problemas de saúde mental.

Consulte seu médico para se certificar de que você está ingerindo a quantidade recomendada de vitaminas, idealmente nas refeições. Se não, um suplemento pode ser uma boa ideia.

9. Um bom médico.

“Bater o santo” é essencial quando se trata de achar um médico em quem você confie. Se isso não acontecer, melhor continuar procurando (afinal de contas, a ideia é ir ao médico, não evitá-lo). E isso vale não só para clínicos gerais – o mesmo se aplica a terapeutas, ginecologistas, dentistas e assim por diante.

10. Sua sensibilidade a certos alimentos.

Ter reações adversas a cafeína pode parecer uma praga, mas você deveria saber que certos tipos de componentes podem influenciar seu bem estar ou seu comportamento. Isso também vale para o álcool. Os anos de faculdade não podem durar para sempre (infelizmente) – é hora de entender seus limites.

11. Um entendimento básico do seu plano de saúde.

Tire um tempo para entender bem as regras básicas do seu plano de saúde. Isso vai facilitar sua vida na hora de procurar um médico e saber quais são seus direitos.

12. Que vacinas você tomou.

Esperamos que a reposta seja “todas”. É importante que você e seu médico conheçam seu histórico de vacinação. Doenças como meningite podem ser fatais para adultos,mas são evitáveis com uma vacina.

13. Quanto sono seu corpo precisa.

No mínimo, você deveria dormir de sete a nova horas por noite, mas cada corpo é um corpo. E quando você vai para a cama também é importante. Você precisa estar deitado às 22h para estar dormindo às 11h? Então tente manter essa rotina.

No fim das contas, você sabe melhor que ninguém como seu organismo funciona. Está em sintonia com sua mente e seu corpo? Isso é ser adulto.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Sob controle - Dra. Alice Amaral


A intolerância à lactose é um problema muito comum, inclusive no Brasil. A boa nova é que é possível viver com essa patologia

As intolerâncias alimentares são descritas como qualquer resposta do corpo a determinado alimento, não havendo interferência imunológica. Esta é a principal diferença entre intolerância e alergia. A alergia é uma resposta imediata do organismo através de seu sistema imunológico a algum componente do alimento, enquanto a intolerância não envolve o sistema imunológico. Esta resposta pode ser desencadeada por toxinas causadas por fungos ou bactérias, erros metabólicos, medicamentos ou por uma deficiência enzimática.

Há vários tipos de intolerância alimentar, mas a intolerância à lactose se destaca, visto que um estudo realizado no Brasil (SEVÁ-PEREIRA), em 2006, concluiu que mais de 27 milhões de habitantes apresentavam esta intolerância. Outro estudo (UGGIONI, FAGUNDES), realizado no mesmo ano, comprovou que 75% da população mundial apresenta essa patologia.

Sintomas

Considerado como um alimento "completo", o leite é composto por quatro macronutrientes: água, gordura, carboidratos e proteínas. Mas vamos nos ater ao leite cru, aquele que sai diretamente da teta da vaca para o nosso copo. Quando pensamos nos leites pasteurizados que estão à nossa disposição nas gôndolas dos supermercados, a situação muda bastante, uma vez que o processo de pasteurização altera bastante o leite, destruindo o enzima fosfatase, eliminando as bactérias benéficas e transformando a lactose em beta-lactose (um açúcar ruim que eleva os níveis de glicose), além de modificar a estrutura original de algumas proteínas presentes no leite.

A intolerância à lactose se caracteriza pela incapacidade do organismo de digerir o açúcar do leite (lactose), devido à ausência de uma enzima chamada lactose. Essa enzima localiza-se no intestino delgado e sua ausência acarreta na má absorção da lactose. Acumulada no cólon, ela sofre fermentação por parte das bactérias da flora intestinal, produzindo ácidos orgânicos e gases, como o dióxido de carbono, hidrogênio e metano. Tais gases são os responsáveis por sintomas como: flatulência, distensão e dores abdominais, que, assim como a diarreia e as náuseas, configuram os principais sintomas da intolerância à lactose. Esses sintomas aparecem entre meia hora e duas horas após o consumo de leite e seus derivados.

O indivíduo, ao sentir esses sintomas de forma recorrente, deve procurar um médico para que ele possa fazer o diagnóstico. Além da sintomatologia característica, há algumas maneiras de se chegar a um diagnóstico preciso da intolerância:

- Teste da intolerância à lactose: deve ser realizado em laboratório onde, em jejum, o indivíduo recebe uma dose de lactose e, após algumas horas, são realizados exames específicos de sangue.

- Teste de Intolerância Alimentar (Teste Elisa Macroarray): são poucos os laboratórios que realizam esse exame. Nele é possível aferir a intolerância alimentar de até 221 alimentos.

- Teste de acidez nas fezes: com um exame de fezes simples é possível detectar a presença de ácidos nas fezes.

Há quatro classificações para a intolerância à lactose:

1. Deficiência primária da lactose ou hipolactasia adulta: é a mais frequente e de fator hereditário; se caracteriza por uma deficiência no gene que codifica a lactase.

2. Deficiência secundária da lactase: ocorre uma alteração no intestino, geralmente ocasionada por alguma doença (desnutrição, doença celíaca, colite ulcerativa, gastroenterite, doença de Crohn) ou após processos cirúrgicos digestivos (colostomias, ileotosmias, ressecções intestinais etc.). É um tipo temporário de intolerância, já que, em alguns casos, as células perdidas com a doença ou cirurgia podem ser repostas, dependendo do organismo de cada indivíduo.

3. Intolerância congênita à lactose: defeito genético extremamente raro; tem sua primeira manifestação no recém-nascido, especialmente quando prematuro. Esses bebês nascem sem a capacidade de produzir lactase. Este tipo de intolerância é permanente.

4. Intolerância ontogenética à lactose: manifesta-se entre os dois e cinco anos de idade e tem, por característica, a má absorção da lactose, devido a uma diminuição da produção de lactase. Pode ocorrer em adultos, também, pois é uma tendência natural do organismo humano diminuir a produção da lactase.

O que fazer?

Com a confirmação do diagnóstico de intolerância à lactose, o indivíduo em duas opções:

- Adicionar enzimas lactose no leite ou consumi-las em forma de comprimidos ou cápsulas;

- Excluir definitivamente o leite e seus derivados da dieta, o que é o mais recomendado. E não há por que temer perder o sabor e os nutrientes do leite.

Para as pessoas que sofrem dessa patologia, há opções nutritivas e saborosas para substituir o leite animal. Entre elas, os leites de origem vegetal, excelentes opções de sabor e nutrientes, visto que são ricos em fibras e minerais. Eis os leites vegetais mais indicados:

- Leite de castanha do Brasil: rico em proteínas e protetor do sistema cardiovascular.

- Leite de linhaça: fortalece o sistema imunológico, protege o coração e é excelente par o bom funcionamento intestinal.

- Leite de arroz integral: detoxificante e rico em proteínas, vitamina B1 e niacina, responsáveis pela transformação das proteínas e carboidratos em energia.

- Leite de amendoim: tem ação antioxidante e é rico em proteínas.

- Leite de nozes: excelente para ativar o sistema nervoso e proteger o cérebro, além de favorecer o sistema respiratório.

- Leite de quinoa: extremamente nutritivo, rico em proteínas, vitaminas e aminoácidos.

- Leite de semente de abóbora: rico em ferro, cálcio, fósforo e ferro.

Portanto, seja pela intolerância alimentar ou por seguir uma dieta restritiva, há  várias opções para substituir o leite animal e não sofrer com isso!



(texto publicado na revista Bem Mulher nº 006 - ano 1)

quinta-feira, 9 de julho de 2015

10 sinais de que você deve parar de comer glúten imediatamente (Cura pela Natureza)


Desde criança, o glúten faz parte do nosso dia a dia.

São pães, bolos, pizzas, macarrão, biscoitos, bolachas, enfim, uma grande variedade de produtos com glúten.

Naturalmente, os alimentos com glúten só poderiam estar entre os mais consumidos em todo o mundo.

Mas o pior é que comemos sem prestar atenção aos sintomas que se sucedem depois de consumir essa substância.

Por isso muitos adultos são alérgicos ou intolerantes ao glúten e desconhecem.

O que não é à toa, pois os sintomas de alergia ou de intolerância ao glúten são muito diversificados.

E geralmente esses sintomas são interpretados como sinais de outras doenças, levando a erros de diagnóstico.

Observe, porém, que alguns dos sinais de alergia ou intolerância ao glúten são bem comuns, ou seja, costumam aparecer na maioria das pessoas que têm problemas com essa substância.

E, se tiver dois ou mais desses sinais, você provavelmente é alérgico ou intolerante ao glúten.

Aqui estão os dez mais comuns:

1. Digestão lenta ou indigestão:

Um dos principais sintomas da alergia ou intolerância ao glúten são problemas digestivos.

Entre eles, intestino irritável, dor de estômago, inchaço e gases.

Isso simplesmente ocorre porque, quando o corpo não pode digerir o glúten, a substância provoca vários problemas no sistema digestivo.

2. Dor de cabeça

Outro sinal de uma possível alergia ou intolerância ao glúten são dores de cabeça crônicas, que podem variar de leves a enxaquecas fortes.

Neste caso, a dor ocorre com mais frequência do que o habitual e, especialmente, depois de consumir qualquer alimento com glúten.

Se você sofre de dor de cabeça constante, preste atenção quando ela começar e observe se existe possibilidade de estar relacionada com o consumo de glúten.

3. Fadiga crônica

Se você sentir cansaço constante, apesar de não feito qualquer esforço ou atividade, acenda o sinal vermelho para uma possível incompatibilidade com o glúten.

A fadiga é um sintoma comum a deficiência de nutrientes, mas, se você sofre de alergia ou intolerância ao glúten, ela também pode se manifestar.

4. Confusão mental ou pensamento lento

Alergia ou intolerância ao glúten pode perturbar a atividade do cérebro.

Você pode sentir tonturas, visão turva, dificuldade de concentração ou lentidão mental.

Esses sintomas comumente são confundidos com estresse, fadiga ou idade.

5. Dor nas articulações

A alergia ou intolerância ao glúten geralmente provoca inflamação em todo o corpo, causando dores nas articulações.

6. Debilidade no sistema imunológico

Se sentir uma diminuição em suas defesas, ou seja, você fica mais doente do que o habitual, o seu corpo pode estar se enfraquecendo diante de uma alergia ou intolerância ao glúten.

O paciente tende a se sentir mais deprimido, ansioso, irritado e pode sofrer alterações bruscas de humor.

8. Doenças na pele

Como uma reação ao glúten, o corpo pode se manifestar por meio de coceira e irritação na pele, erupções cutâneas, eczema, psoríase, queratose pilar ou erupções cutâneas em geral.

Os locais mais comuns desses problemas são coxas, braços e rosto.

9. Predisposição a cáries

Quando há alergia ou intolerância ao glúten, os dentes ficam enfraquecidos, o esmalte torna-se mais permeável e há maiores chances de cáries.

Além disso, toda a saúde oral é afetada, podendo ocorrer feridas dolorosas na boca.

10. Desordem hormonal

Os hormônios também podem ser severamente afetados pelo glúten, especialmente os níveis de estrogênio.

Isso afetará os períodos menstruais e provocará mudanças no peso, diminuição ou aumento.

O que fazer?

Se você tiver mais de um desses sintomas, é necessário fazer uma visita ao médico e manifestar a sua preocupação.

Certamente ele vai pedir alguns exames, como o teste para saber se o seu corpo tem algum nível de doença celíaca.

Também fará alguns testes de alergia e exames gástricos.

Dessa forma, seu médico será capaz de obter um bom diagnóstico e iniciar o tratamento.

Mas você mesmo poder dar o primeiro passo.

Experimente uma dieta livre de glúten por alguns dias.

Se sentir alívio e os sintomas desaparecerem, é quase certo que você têm problemas com o glúten.

Diante disso, converse com seu médico ou nutricionista para que o oriente melhor sobre a sua alimentação.

domingo, 31 de maio de 2015

Doenças relacionadas ao consumo de leite de vaca (Melhor com Saúde)


O leite de vaca e seus derivados posicionam-se, atualmente, entre os alimentos mais consumidos no mundo. Sempre foi elogiado pelas suas propriedades nutricionais, pelo seu delicioso sabor e pelas vitaminas e minerais que fornece ao nosso corpo, especialmente o cálcio. No entanto, pesquisas mais recentes questionaram os supostos benefícios do leite de vaca, ao descobrir que, ao contrário do que se pensava, o consumo excessivo de leite de vaca pode prejudicar a saúde e levar a várias doenças.

Por que o leite de vaca pode fazer mal para a saúde?

Muitos se perguntam por que o leite de vaca é ruim para a saúde se nós o consumimos há séculos? Para responder esta questão, temos que voltar um pouco ao tempo, mais ou menos na década de 1960, quando se começou a alterar artificialmente o envelhecimento natural do gado. Estudos apontam que em meados de 1800, uma vaca produzia, aproximadamente, cerca de dois litros de leite por dia. Em 1960, uma vaca começou a produzir cerca de 9 litros de leite por dia.

Atualmente, são aplicadas novas técnicas de reprodução artificial de animais, tais como o uso de antibióticos, seleção genética do filhote, mudança de alimentação e o uso de hormônios de crescimento, o que tem feito uma vaca chegar a produzir até 24 litros de leite por dia. É muito impressionante ver como uma vaca passou da produção de dois litros de leite a 24 litros e até mais por dia.

Embora as técnicas de criadouros artificiais sejam benéficas para a economia e para as indústrias de laticínios e da carne, o fato é que o processo de alteração da natureza tem consequências que estão afetando os consumidores, uma vez que o leite é afetado pela forma de criação do animal, através de antibióticos, hormônios e nutrição, entre outros. Como resultado há diferentes incidentes de saúde que podem surgir ao longo dos anos.

As pesquisas sobre os impactos do leite de vaca na saúde são feitos há muitos anos e estas concordam com o fato de que forma forma como este é tratado pode afetar a saúde. Há pouco tempo, um estudo de Harvard reconheceu o que se vinha dizendo do leite de vaca e advertiu sobre a relação entre o consumo excessivo deste produto e o desenvolvimento de diferentes doenças.

Enxaqueca

Os estudos descobriram que os pacientes que sofrem de enxaqueca reduziram significativamente os sintomas depois de parar de consumir leite de vaca.
Prisão de ventre

A intolerância ao leite de vaca tem sido associada à prisão e ventre em crianças e adultos mais velhos. Remover este item da dieta e aumentar o consumo de frutas, legumes e fibras é a solução para este problema.

Câncer

A presença de hormônios e de outras substâncias no leite de vaca têm sido associadas com o desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, incluindo de estômago, mama, ovário, pâncreas, próstata, pulmão e testículo.

Catarata

As pesquisas constataram que as populações que consomem com mais frequência o leite de vaca e seus derivados têm uma maior incidência de catarata, em comparação com aqueles que evitam o produto. Este problema está relacionado à lactose e galactose, afetando principalmente a população feminina.

Fadiga crônica

Um estudo realizado com crianças em 1991, em Rochester, Nova York, descobriu que o consumo de leite de vaca aumentou em 44,3% o risco de fadiga crônica.

Reações alérgicas

A alergia a proteínas do leite de vaca foi definida como um mecanismo de defesa do sistema imunológico. Estudos têm mostrado que a reação alérgica pode ser imediata, isto é, pode aparecer em menos de 45 minutos, depois de algumas horas ou depois de alguns dias.

Sangramento gastrointestinal

É causado pela intolerância às proteínas do leite de vaca, que afetam, sobretudo, as crianças. Inclusive, a intolerância tem sido julgada como uma das causas mais comuns da anemia em crianças.

Outras 17 doenças relacionadas com o consumo de leite de vaca:

Artrite reumatoide e artrose
Asma
Autismo
Colite ulcerativa
Síndrome do intestino irritável
Diabetes mellitus tipo I
Dores abdominais
Doença de Crohn
Doença coronárias
Esclerose múltipla
Fístulas e fissuras anais
Incontinência urinária
Intolerância à lactose
Linfomas

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Adolescente está ficando cego após sofrer gravíssima reação alérgica ao medicamento ibuprofeno - Osmairo Valverde (Jornal Ciência)


Um adolescente de apenas 13 anos sofreu um duro golpe ao saber que está ficando cego. 

O problema teve início após tomar o medicamento ibuprofeno para tratar uma possível infecção viral, através de uma única dose. Sua mãe administrou o Nurofen, sabor morango, acreditando que seu filho Calvin ficaria curado.

Mas, ao invés de trazer benefícios, Calvin perdeu 65% de sua pele e foi levado para a UTI onde precisou ser entubado e permanecer em máquinas de suporte à vida por três dias.

Os médicos erraram absurdamente o diagnóstico inicial, afirmando que o rapaz possuía catapora. Na verdade, foi confirmado mais tarde que havia desenvolvido a Síndrome de Stevens Johnson, que faz com que as células da pele comecem a morrer, dando aspecto de queimadura.

A condição de Calvin foi ainda mais grave por ter desenvolvido, logo em seguida, Necrólise Epidérmica Tóxica, o que significa literalmente que sua pele estava "queimando" de dentro para fora.

Ele permaneceu por quase três semanas no Hospital de Addenbrooke, no Reino Unido, até ser autorizado a voltar para sua casa.

A Síndrome de Stevens Johnson afeta apenas duas a cada um milhão de pessoas por ano, em todo o mundo. Infelizmente uma das consequências adquiridas por Calvin foi uma doença ocular bastante dolorosa e progressiva que irá deixá-lo cego ao longo de dois anos.

Isso foi provocado pela cicatrização excessiva após tomar o ibuprofeno, o que causou erosões em sua córnea e cicatrizes das mucosas do olho, afetando as pálpebras. Ele ainda possui triquíase, onde os cílios crescem para dentro, incomodando os olhos, além de adesões vítreas, fazendo com que o "gel" que preenche o olho em seu interior comece a diminuir ou se liquefazer, contribuindo para sua cegueira.

"A condição também o deixou com perda de memória e ele grita constantemente se não pingarmos o colírio de hora em hora", disseram os pais em entrevista ao DailyMail.

Os pais pretendem abrir um processo contra os médicos pelo diagnóstico tardio, o que ocasionou uma exacerbação nas consequências da síndrome. Eles afirmam que Calvin foi diagnosticado duas vezes de forma errada: a primeira com catapora e a segunda com varicela.

sábado, 21 de março de 2015

Laringite alérgica é mais comum nos adultos e depois dos 60 anos - Dr Reinaldo Kazuo Yazaki


Essa doença ocorre o ano inteiro, porém é mais frequente nos meses frios, porque os ambientes ficam mais fechados, o que favorece a inalação de poeiras. Ela pode resultar da inalação também de produtos de limpeza, tintas, vernizes, perfumes e produtos de higiene. Quem tem sintomas deve consultar um otorrinolaringologista, pois é possível saber qual é o causador e se livrar da laringite.

Chama-se laringite à inflamação da laringe, órgão tubular que se localiza entre a garganta e a traqueia. A laringe é responsável pela produção da voz, pelo fato de abrigar as cordas vocais, e ajuda na proteção dos pulmões. As inflamações são as doenças mais comuns na laringe. Elas podem resultar de agressões por microorganismos como vírus e bactérias, de volta de líquidos do estômago, o que é conhecido como refluxo gastroesofágico, e também de produtos que causam alergia.

A laringite alérgica pode manifestar-se em homens e mulheres de todas as idades. É mais frequente, contudo, nos adultos e depois dos  60 anos de idade. Embora não existam estatísticas sobre a doença, pelo fato de que é difícil diagnosticá-la, sabe-se que é uma causa comum tanto de  tosse persistente, quanto de pigarro e rouquidão.

Ela é desencadeada pela inalação de:

a) poeira em casa e no local de trabalho;
b) mofo e/ou fungos em ambientes mal cuidados;
c) células mortas da pele de animais;
d) odores de produtos de limpeza, como detergentes;
e) odores de tintas e vernizes;
f) perfumes e produtos de higiene.

A alergia deve-se a uma reação exagerada do organismo ao contato da molécula da substância inalada com as mucosas da laringe. Com isso, os glóbulos de defesa explodem e liberam substâncias que provocam coceira, espirros, tosse, coriza e inchaço. A inflamação pode surgir logo à primeira inalação e de inalações repetidas ao longo da vida, causando as crises. A laringite alérgica apresenta traços genéticos. Por isso mesmo, aqueles que têm casos na família estão mais suscetíveis a desenvolvê-la.

A doença pode ocorrer o ano todo. É mais comum, no entanto, nos meses mais frios, pelo fato de os ambientes ficarem mais fechados, o que favorece o contato com a poeira. É também a época em que as pessoas retiram dos armários cobertores, casacos e outras peças do vestuário que não foram lavadas por longo tempo, com poeira e mofo.

O primeiro sintoma em geral é tosse seca sem causa aparente, ou seja, sem sintomas de infecção, isto é, febre, mal-estar geral, indisposição, fraqueza e perda do apetite. Outros sintomas são: rouquidão e perda da voz. Se a pessoa não vai ao médico e se trata, se for profissional da voz, por exemplo, pode ter de cancelar seus compromissos. O que mais se teme, nas alergias, porém, é o felizmente raro inchaço e o consequente fechamento repentino da glote, estrutura pela qual o ar sai da laringe para ir aos pulmões, que pode causar insuficiência respiratória e matar o paciente por sufocamento.

Felizmente, é possível evitar a laringite alérgica com algumas medidas básicas. Nos meses mais secos e frios, abra todo dia as janelas por algum tempo para arejar a casa. Lave ou ponha ao sol colchas e cobertores antes de voltar a usá-los. Tome ao menos 2 litros de líquidos diariamente e se alimente bem. Elimine ou limpe semanalmente tapetes e cortinas, que acumulam pó. Use máscara quando tiver de mexer com poeiras. Isso é fundamental principalmente para quem apresenta histórico de alergia na família.

À primeira indicação da doença, enfim, consulte um médico otorrinolaringologista. O diagnóstico inicial é clínico, ou seja, conversar com o doente e fazer uma análise cuidadosa dele com laringoscopia. Pode-se comprovar a laringite por meio de exame de sangue, com o qual se detecta a presença de anticorpos específicos para a substância que causa a alergia. Basta retirar uma amostra de sangue e misturá-lo com moléculas de diversos alérgenos. O tratamento consiste em combater os problemas do paciente para aliviar seu quadro. Claro que ele só se livra de outras manifestações da alergia se não inalar mais aquilo que as provoca.



(texto publicado na revista Caras edição 1019 - ano 20 - nº 20 - 17 de maio de 2013)




quinta-feira, 19 de março de 2015

10 truques que aliviam a aparência das olheiras - Ana Paula de Araujo (Minha Vida)


Eles não diminuem o problema, mas suavizam o arroxeado ao redor dos olhos

Basta elas aparecerem para conferir uma aparência cansada a quem as ostenta. As olheiras, explica a dermatologista Sara Bragança, do Rio de Janeiro, são resultado da ação da melanina, pigmento que dá cor à pele. Em alguns casos, existe a tendência genética. Já em outros, elas são resultado da dilatação dos vasos da área dos olhos, levando mais sangue à região e reforçando a pigmentação.

Segundo a dermatologista, noites mal dormidas, fadiga, fumo, estresse, alergias e rinites também podem fazê-las aparecer. Além disso, as manchas podem ser comuns durante o período pré-menstrual e na gestação porque a pálpebra pode ficar mais esbranquiçada, devido à deficiência de ferro. Aposte nessas dicas para disfarçar a aparência arroxeada.

Descanse uma compressa de chá sobre os olhos

O chá de camomila possui ação calmante e anti-inflamatória e pode ajudar a diminuir o arroxeado das olheiras. Compressas frias deste chá sobre os olhos, conta Sara Bragança, têm efeito de vasoconstrição, ou seja, contrai os vasos sanguíneos. Ela ensina que o chá deve ser feito mais concentrado e, antes de aplicar a compressa nos olhos, o chá e os saquinhos com a erva devem ir ao freezer por alguns minutos.

Quem irá cobrir os olhos são os saquinhos. Eles deverão repousar sobre seus olhos por, aproximadamente, 10 minutos. Neste tempo, você deve estar deitado e com a cabeça elevada. "Essa posição estimula os vasos a voltar ao tamanho normal, reduzindo o inchaço e amenizando a coloração arroxeada", justifica.

A dermatologista Lilian Estefan lembra que compressas de chá verde podem alcançar resultados similares.

Faça compressas de leite e mamão

Para clarear as manchas arroxeadas, conta a dermatologista Lilian Estefan, vale fazer uma compressa de mamão com leite. Bata meio mamão papaia com 100 ml de leite (desnatado para peles oleosas, integral para peles secas), de modo a formar uma "papinha". A mistura pode ser aplicada diretamente na pele ou repousar sobre uma gaze, colocada previamente sobre as olheiras. Deixe 15 minutos e lave em seguida. A compressa pode ser feita uma vez por semana.

Segundo a dermatologista, o leite possui ácido lático, substância que hidrata, renova e clareia a pele - o que já era utilizado, inclusive, por Cleópatra, em seus famosos banhos de leite. Já o mamão possui papaína, enzima que promove a renovação da pele.

Corte alguns pepinos e batatas

Descansar rodelas de pepino nos olhos pode ajudar no combate e prevenção das olheiras, mas, segundo Sara Bragança, os efeitos são fracos e demorados. Esse legume tem baixa concentração de calmantes e vasoconstritores.

"O pepino é composto de 90% de água, e seus outros 10% são os mais valiosos: o pepino possui vitamina C e ácido fólico e, por isso, funciona como regenerador celular.

Mas em sua ação externa no olho, o efeito é quase nulo", conta Sara. Mas, não desanime. O pepino colabora com a vasoconstrição, levando à melhora momentânea das olheiras. O mesmo efeito é obtido com rodelas de batatas.

Massageie a região

Uma massagem, além de relaxar, é capaz de diminuir o edema, em especial a drenagem linfática facial. Sara Bragança ensina que ela deve ser feita duas vezes ao dia. Confira o passo a passo:

- Inicie com o dedo anular, deslizando com suavidade e leve pressão, indo do canto interno da pálpebra superior para o externo;
- Depois, comece novamente do canto interno dos olhos, mas na parte inferior, e vá em direção ao canto externo. A massagem deve começar no canal lacrimal (localizado no canto interno) e terminar na outra extremidade;
- Finalize dando leves batidinhas na região com a ponta do dedo indicador e do dedo médio, alternadamente;
- Assim que acabar os movimentos, fechar os olhos e, com o dedo anular, pressione o canal lacrimal por dez segundos, fazendo um pequeno círculo.

Reduza o sal

Sabemos que o sódio presente no sal é um dos principais culpados pela retenção de líquido. Mas você sabia que isso também piora o aspecto das olheiras? A retenção de líquido promovida pelo sódio piora a aparência das olheiras, deixando a região dos olhos inchada. Por isso, diminua o sal!

Diminua o álcool

O álcool, assim como o sal, é um dos vilões da retenção de líquido. Isso acontece, conta Sara Bragança, porque o álcool "puxa" a água, deixando-a retida nas células, o que leva ao aspecto inchado e empapuçado debaixo dos olhos. Para resolver, além de diminuir o álcool, deve-se ingerir bastante água.

Lave o rosto com água fria

Ao contrário do que muitos acreditam, lavar o rosto com água quente não ajuda a aliviar a aparência das olheiras, e sim o contrário. Sara Bragança justifica: a água morna promove uma vasodilatação, o que favorece o seu aparecimento. "Já a água gelada promove uma vasoconstrição dos vasos, amenizando as olheiras", indica.

Hidrate o rosto

Uma pele hidratada é, sem dúvidas, mais bonita. Mas, além disso, a hidratação facial é útil na hora de disfarçar as olheiras. "A pele ao redor dos olhos é muito fina e pouco espessa, essa característica deixa mais aparente os vasos faciais dessa área, deixando a área com a aparência arroxeada", explica Sara Bragança.

Para aumentar a espessura da pele, Sara ensina que hidratar é uma boa solução. "Uma boa hidratação na área dos olhos aumenta a espessura da pele e, consequentemente, os vasos dessa área não ficam tão aparentes, melhorando a coloração local", justifica. Outro bem promovido pela hidratação é a menor perda de colágeno. Lilian Estefan diz que, com mais colágeno, a sustentação da pele melhora, diminuindo o rompimento de vasos - que também causam o arroxeado.

Durma bem

Não é à toa que, ao dormir mal, acordamos com gloriosas rodelas roxas ao redor dos olhos. Sara Bragança explica que é nessa hora do dia que a pele se restaura. Sem um sono de qualidade, a pele não consegue se recuperar direito - e isso se reflete no dia seguinte. "Estima-se que oito horas de sono sejam suficientes para uma boa restauração dos tecidos", aconselha.

Apele para o corretivo

Você ainda não obteve o resultado desejado ou, quem sabe, está em uma situação de emergência e precisa esconder esse aspecto de olheiras? Sem problemas! No mercado, existem muitas opções de corretivos: líquidos, cremosos, em forma de bastão ou lápis etc. Além das tradicionais, que se encaixam no tom de pele, existem aqueles coloridos, cada um com a sua função.

Para disfarçar olheiras, apele para o corretivo amarelo, independente da cor deste tipo de corretivo, o resultado obtido é o do próprio tom de pele, já que essa  técnica segue o princípio de mistura de cores, de modo que uma neutraliza a outra. Mas, se o amarelo ficar evidente, finalize com uma camada de corretivo de sua cor.








domingo, 8 de fevereiro de 2015

Cachorros podem ser alérgicos a humanos? - Karina Sakita (Portal do Dog)


É comum encontrar pessoas que têm alergia a cães, mas será que o contrário também pode acontecer?

De acordo com a especialista em cachorros, Jenna Stregowski, a resposta é sim, os cães podem ser alérgicos à pele dos animais.

E ela firma que é mais comum do que imaginamos, porque os cães podem ter alergia a diversas coisas, mas muitas vezes não descobrimos a causa do problema.

Entretanto, essa alergia se manifesta de maneira diferente. Enquanto os humanos alérgicos a cachorros costumam espirrar; os cães que são alérgicos à pele humana tendem a ter problemas de pele progressivos de maneira gradual.

Ou seja, a reação dos cachorros à alergia não é imediata. Geralmente começa com uma pequena irritação na pele e coceira. Isso vai piorando e a coceira do cachorro pode causar infecções por fungos ou bactérias. Vira um ciclo vicioso.

Como saber se o cachorro é alérgico a humanos?

Em primeiro lugar, leve seu cachorro ao veterinário se ele estiver com muita coceira ou aparentar ter problemas na pele.

Se houver suspeita de alergia, existem alguns testes de pele que podem ser feitos.