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sexta-feira, 14 de abril de 2017
domingo, 25 de setembro de 2016
Cuidado, é antibiótico! - Bárbara Louise
O remédio trata infecções por bactérias e ajuda o sistema imunológico a vencer a batalha contra esses micro-organismos. Apesar disso, o uso abusivo pode afetar a saúde de toda a comunidade. Veja o que é preciso saber antese da primeira dose
A cena é clássica. Você vai ao médico com alguma infecção, seja ela de garganta, urinária, seja de ouvido, e o tratamento mais comumente indicado é o uso de antibióticos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções causam 25% das mortes em todo o mundo e, nos países menos desenvolvidos, esse número sobe para 45%. No entanto, de acordo com o órgão, o uso de antibióticos, mesmo formalmente prescritos, pode ser desnecessário em até 50% dos casos. O Brasil atualmente é o quarto mercado de consumo de medicamentos no mundo e os antibióticos são responsáveis por 40% do total de vendas, de acordo com o Sindicato das Indústrias Farmacêuticas (Sindusfarma).
De maneira inocente, os pacientes acabam pedindo aos médicos que prescrevam antibióticos, mas a ingestão indiscriminada cria bactérias multirresistentes. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a regular a venda desse tipo de remédio, a partir de outubro de 2010, com o objetivo de reduzir a exposição da população aos antibióticos e, com isso, combater a resistência bacteriana a esse grupo de medicamentos, situação na qual eles passam a não ter mais eficácia pela utilização incorreta.
Só com receita
Desde então, os antibióticos só podem ser vendidos mediante a apresentação da receita de controle especial em duas vias. A primeira via fica retida na farmácia e a segunda deve ser devolvida ao paciente carimbada para comprovar o atendimento. Além disso, as embalagens e bulas devem ter a frase "Venda sob prescrição médica - só pode ser vendido com retenção da receita". "Há fármacos de administração oral, intravenosa, intramuscular e tópica. Ainda há diversos antibióticos usados em larga escala nos mais diversos setores da indústria e da agricultura, o que nos expõe a eles, podendo até mesmo contribuir com a resistência dos microorganismos", afirma a infectologista Bianca Grassi de Miranda, do Hospital Samaritano (SP).
Para ajudá-lo a proteger a si e sua família, a VivaSaúde pediu que dois especialistas, os infectologistas Alexandre Naime Barbosa, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp-Botucatu) e Bianca Grassi de Miranda explicassem o que é necessário perguntar ao médico antes de sair do consultório com a receita na mão. Confira.
Tenho que tomar esse medicamento?
Os antibióticos só devem ser indicados em caso de diagnóstico de infecções bacterianas ou em algumas situações, como prevenção para essas infecções. A escolha entre os diferentes tipos de antibióticos recai sobre a análise da evidência científica sobre o tema, ou seja, a depender da doença, qual fármaco trouxe maior taxa de sucesso terapêutico no grupo de pacientes estudados.
Há marcas em doses exatas?
Várias apresentações de antibióticos têm a quantidade exata de comprimidos para determinada infecção, o que ocorre é que as caixas são produzidas com o número de comprimidos para as infecções mais prevalentes, e muitas vezes a doença do paciente exige um pouco menos ou um pouco mais de comprimidos.
Posso tomar minha cerveja ou vinho?
O uso do álcool de forma moderada não causa nenhum tipo de alteração na eficácia, na metabolização, na concentração ou na eliminação dos antibióticos. A exceção se faz à classe dos imidazólicos (exemplo: metronidazol), pois o uso concomitante pode levar a sintomas como calor, vômito e taquicardia. Em caso de uso abusivo do álcool, o desfecho pode ser a redução da defesa do corpo, o que é especialmente grave em casos de infecção.
O que faço se esquecer ou atrasar a medicação?
Atrasos de até metade do tempo até a próxima dose permitem realizar a tomada assim que se perceber o esquecimento, mantendo-se o próximo horário predeterminado. Caso já tenha passado mais da metade do tempo, o ideal então é fazer a tomada imediatamente, e reagendar as próximas doses de acordo com a posologia. Por exemplo: se uma medicação deve ser tomada às 6h e às 18h, mas o indivíduo toma às 8h, deve tomar a próxima dose às 20h. Esta é uma regra geral, e pode não se aplicar a todos os casos.
Tomo outros medicamentos. Isso pode interferir?
Os profissionais da saúde devem se valer de ferramentas que permitam checar rapidamente uma a uma as milhares de possíveis interações entre medicamentos, e elas são frequentemente atualizadas. Ao receber a indicação de um antibiótico, peça a seu médico que cheque as possíveis interações medicamentosas com os remédios que usa, e não introduza nenhum novo fármaco sem antes noticiar o profissional que você consulta regularmente.
Minhas defesas vão baixar pelo uso?
O organismo tem bactérias que têm papel na defesa contra infecções. Ao usar os antibióticos, pode haver comprometimento dessas bactérias que são consideradas "aliadas" do organismo, por exemplo, a destruição da flora intestinal, levando a sintomas como diarreia. Mas quando é bem indicado e fazendo o seguimento clínico, esse risco é potencialmente nulo. Mas, atenção, ele em nada interfere no sistema imunológico, na verdade ele ajuda a combater as infecções.
Os vários tipos e indicações de uso
O primeiro antibiótico a ser utilizado com sucesso foi a penicilina, descoberta por Alexander Fleming em 1928. Com o passar do tempo, novas classes foram desenvolvidas, caracterizando-se por ações específicas a depender do tipo de bactéria, do local e da gravidade da infecção. De acordo com o infectologista Barbosa, os antibióticos se dividem em dois grandes grupos: bactericidas (destroem diretamente as bactérias) e bacteriostáticos (bloqueiam o ciclo de replicação das bactérias, mas sem matá-las). "A principal diferença entre eles é que, em cada situação clínica, alguns se encaixam como de melhor opção, pois levam ao maior sucesso terapêutico", explica Barbosa. E que fique claro:antibióticos não tratam doenças causadas por vírus como resfriados comuns, gripes, bronquites agudas, coriza e sinusites.
E se eu parar o tratamento?
Se o paciente interromper precocemente a terapia, provavelmente não terá resultado, podendo levar a graves consequências, a depender da razão de indicação do antibiótico. Há risco de que o tratamento não seja eficaz e a infecção não seja curada, trazendo possíveis complicações ao paciente.
Quanto vou esperar para melhorar?
Em geral a melhora clínica acontece após 48 horas de uso dos antibióticos, mas esse intervalo de tempo varia muito a depender da doença diagnosticada, da gravidade do quadro, do antibiótico escolhido e das características do paciente. No entanto, se houver piora a qualquer momento, o médico deve ser procurado.
E quando o paciente é uma criança
Não há limite para o número de prescrições anuais de antibióticos para crianças ou adultos. Se bem indicado, o antibiótico deve ser utilizado quantas vezes forem necessárias. Se os pais ou o paciente suspeitarem de excessos, devem procurar um pediatra ou um infectologista para avaliação global do caso. Há antibióticos que podem ser usados para os dois grupos de pessoas, mas há determinados tipos que são indicados especificamente a um. Este é mais um motivo pelo qual o fármaco deve sempre ser prescrito por um médico.
Tomo anticoncepcional. Ele pode anular o efeito da pílula?
Somente um antibiótico (rifampicina, usado principalmente no tratamento da tuberculose) tem comprovada ação que compromete a eficácia dos anticoncepcionais. É importante que a paciente informe ao médico o uso de anticoncepcionais, para que ele possa checar possíveis interações medicamentosas.
Antibiótico errado agrava uma infecção?
Sim, em alguns casos indicação ou uso inadequados dos antibióticos podem complicar gravemente uma infecção. Entre os vários exemplos, se destaca o uso de antibióticos que não ultrapassam a barreira hematoencefálica em casos de meningite bacteriana.
A garganta dói, posso tomar?
Existem algumas situações específicas que exigem o uso preventivo de antibióticos, como em certas situações cirúrgicas ou odontológicas, ou ainda em exposição potencial à doenças infecciosas, como a leptospirose. Não se justifica usar antibióticos para prevenir infecções ao sentir dor de garganta. Na maioria das vezes, esse sintoma se refere a um resfriado, que é uma infecção viral. É importante lembrar que a indicação preventiva de antibióticos deve sempre ser feita por um médico.
Por quanto tempo devo tomar o remédio?
Depende da doença, da gravidade do quadro, do antibiótico escolhido e das características do paciente, podendo ser tão curto como somente um dose única (exemplo: alguns DSTs) ou até mesmo de seis meses a um ano (exemplo: tuberculose).
(texto publicado na revista VivaSaúde edição 156)
sábado, 27 de agosto de 2016
domingo, 20 de setembro de 2015
Quando os remédios são venenos - Anthony Wong
A diferença entre remédio e veneno é a dose e o motivo do uso do primeiro. Prova disso são as alarmantes estatísticas nacionais e internacionais da exposição indevida a substâncias químicas. Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas (Sinitrox), do Ministério da Saúde, mostram que ocorreram 99.035 relatos de intoxicação humana em 2012, no Brasil. Desse total, calcula-se que 45,3% devem-se a medicamentos, com pelo menos 20 mortes por erro de medicação e automedicação.
Estatísticas mais confiáveis, e preocupantes, vindas dos Estados Unidos indicam que eventos adversos e erros decorrentes do uso de remédios causam um prejuízo de mais de US$ 117 bilhões, anualmente, ao sistema de saúde local, além de resultar em mais de 106 mil óbitos, sendo a quarta ou quinta maior causa de morte.
Os números não mentem, existem graves problemas que levam a essas estatísticas alarmantes. Em nosso país, o primeiro deles é o fato de os brasileiros acumularem estoques de remédios em suas casas sem conhecer o enorme risco representado por essa prática. Mas, se muitos medicamentos possuem venda controlada, como as pessoas os estocam? As respostas são várias e vão desde equívocos do paciente a médicos que receitam indevida e excessivamente, em decorrência, entre outros fatores, da má formação e do bombardeio de novos remédios por meio da propaganda e do agressivo marketing da indústria farmacêutica.
O estoque de medicamentos induz a uma situação corriqueira muito comum entre os pacientes, mas que representa um perigo: grande número deles guarda as caixas desses remédios muito próximas uma das outras, o que pode confundir, principalmente, os idosos, na hora de tomá-los. Infelizmente, é também comum que, por esquecimento, eles acabem tomando doses repetidas do mesmo remédio. Acontece ainda de pais darem medicamento errado aos filhos.
Muitas vezes, os pacientes recorrem ao seu estoque de remédios por não conseguir agendar consultas médicas. E chegam até mesmo a indicá-los a amigos e familiares que apresentam "sintomas parecidos".
Embora a quantidade de cosméticos e produtos de higiene em uma residência padrão brasileira seja, em geral, maior que a de remédios, eles representam um percentual menor nos casos de intoxicações, cerca de 20%. Isso porque têm menor toxicidade, e ao contrário dos medicamentos, não possuem atrativos para ingestão oral, que aumentam os riscos.
Prescrição médica
Para diminuirmos o número de intoxicações, a excessiva prescrição de medicamentos por parte dos médicos precisa ser revista. Os pacientes chegam a uma consulta e, quase invariavelmente, saem com uma receita na mão para algo que, não necessariamente, é um sintoma. Há profissionais que sequer perguntam se o paciente já está tomando outros remédios, para evitar interações medicamentosas.
Muitas vezes, o médico prescreve o tratamento apenas em decorrência da reclamação do paciente, ao invés de levar em consideração a alteração fisiológica e funcional do medicamento. Em breve, a pessoa terá vários produtos farmacêuticos à disposição e irá ingeri-los de acordo com a "dor" que sentir, sem um controle específico.
As causas da prescrição desenfreada começam lá atrás. O aluno de Medicina depara-se, atualmente, com um cenário no qual há muito mais conhecimento científico que há 10 anos. Porém, o curso continua tendo a mesma duração de seis anos. Os médicos saem da faculdade sem ter tido tempo suficiente para aprender o necessário do básico, nem para assimilar os novos e constantes avanços tecnológicos. Acabam não aprendendo a examinar, de maneira adequada, o paciente que chega ao seu consultório.
A formação insuficiente é compensada com excessivos pedidos de exames. Por vezes, os profissionais têm, até mesmo, pouca habilidade em interpretá-los. Logo começam a ter problemas em fazer diagnósticos corretamente e, consequentemente, em prescrever tratamentos.
Não bastassem esses fatores para o aumento da probabilidade de prescrever em demasia, há também a influência da indústria farmacêutica sobre os estudantes, recém-formados e, mesmo, médicos com experiência. Contudo, incompreensivelmente, não há na grade das escolas médicas orientações sobre os efeitos adversos e as interações de medicamentos, nem sobre as consequências do uso prolongado deles, embora essas informações sejam essenciais para a formação profissional.
Basta refletir: quantos antidepressivos, soníferos e outros diversos medicamentos foram lançados nos últimos anos? Qual a diferença entre as novas medicações e as antigas? Será que aumentou, realmente, a qualidade desses remédios? Muitas vezes, não.
Por isso, é importante que o médico respeite um dos primeiros mandamentos da profissão, primum non nocere, ou seja, antes de tudo, não cause mais danos. Essa deve ser a meta da conduta médica. A prescrição de medicamento deve ser feita com cautela. Um médico melhor prescreve menos remédios. É preciso compaixão. Ao invés de tratar a doença, deve-se tratar o doente que, por vezes, não precisa de remédio, mas de uma palavra de conforto.
(texto publicado na revista Ser Médico nº 71 - ano XVIII - abril/maio/junho de 2015)
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
A integração na saúde e o uso racional de medicamentos - Moacyr Luiz Aizenstein
A saúde do brasileiro vai mal. A despeito dos esforços do Ministério da Saúde e da abrangência do Sistema Único de Saúde (SUS), os resultados para a melhora da qualidade da saúde do brasileiro são modestos.
Embora o investimento brasileiro em saúde seja considerado baixo, ele é superior ao dos demais países do BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul), especialmente considerando-se os gastos com medicamentos.
As despesas do Ministério da Saúde com a compra de medicamentos vêm aumentando. Em 2011 foide R$ 8,4 bilhões, o equivalente a 11,6% do valor total gasto com a saúde. Em 2014 as despesas passaram para R$ 12,9 bilhões, o que corresponde a 13,9% do valor total destinado para custeio de todo o SUS. De acordo com especialistas, o peso financeiro para o governo é ainda maior, pois esses números só mostram as despesas federais com produtos comprados diretamente pelo Ministério.
A necessidade de integração entre os diversos setores da área da saúde é sempre um tema recorrente nas avaliações sobre os desperdícios dos recursos já escassos. Essa integração deve incluir o trabalho conjunto dos diferentes profissionais da saúde favorecendo a prática do Uso Racional de Medicamentos (URM).
O Uso Racional de Medicamentos é a atitude que garante ao paciente receber medicação apropriada para sua situação clínica, nas doses adequadas às suas necessidades individuais, pelo tempo necessário e ao menor custo possível. Em outras palavras é a atividade que procura maximizar a atividade terapêutica, minimizar os riscos para o paciente e evitar custos desnecessários.
O URM se inicia na prevenção e segue pela identificação e resolução dos possíveis problemas relacionados aos medicamentos para o paciente. Para que isso possa ocorrer, faz-se necessária uma análise da situação e das necessidades individuais do paciente e de seu estado clínico, assim como de todo seu histórico farmacoterapêutico.
De nada adianta ao paciente um diagnóstico correto se os medicamentos prescritos não forem utilizados de forma correta. Assim, os maias de 13% do orçamento da Saúde, gastos em medicamentos, seria um valor aceitável se os objetivos terapêuticos fossem atingidos plenamente.
Observa-se em nosso paíse que muitos dos pacientes atendidos nos serviços de saúde, inclusive após alta hospitalar, retornam doentes devido à má utilização dos medicamentos prescritos ou devido a efeitos adversos decorrentes da medicação. Estima-se em mais de 50% do total de pacientes atendidos os que retornam aos serviços de saúde.
Trabalhos científicos mostram que doenças decorrentes da utilização incorreta de medicamentos representam 4% das internações graves em hospitais. Desse total de internações, a não adesão ao tratamento é responsável por 58% dos casos, enquanto efeitos adversos representam 32% e os restantes 10% estão por conta da prescrição inadequada.
Em alguns países da Europa e nos Estados Unidos, as atividades dos profissionais da área da saúde ocorrem através de uma integração e colaboração entre a equipe de saúde no cuidado direto com o paciente. Resultados publicados no Journal of American Medical Association sugerem que a interação dos profissionais nas unidades de terapia intensiva de hospitais americanos tem diminuído em até 66% a incidência de efeitos adversos causados por medicamentos e reduzido em até 20% o tempo de internação desses pacientes, devido à racionalidade nas prescrições, dispensações e administrações.
A inovação e o desenvolvimento tecnológico têm permitido a introdução de novos compostos para a prevenção e o tratamento de doenças antes incuráveis. Apesar do alto custo de novos agentes terapêuticos introduzidos recentemente, o seu uso racional poderia diminuir significativamente os custos com a saúde ao evitar e reduzir internações, diminuir o tempo de estadia hospitalar e evitar a necessidade de procedimentos médicos invasivos.
Somente a integração no processo de medicação, envolvendo prescrição, dispensação e administração, seguida do acompanhamento do paciente, permitirá maior eficácia e segurança no tratamento e, consequentemente, melhores resultados clínicos.
As medidas para implantação da prática do Uso Racional de Medicamentos passam por:
Estabelecimento de protocolos em ambientes hospitalares, relacionando diagnóstico clínico e tratamento farmacoterapêutico adequado, baseado em evidências, com treinamento da equipe e revisões periódicas.
Implantação, em todos os setores de saúde, de lista de medicamentos padrão, baseada em evidências científicas e elaborada por um Comitê de Farmácia e Terapêutica.
Implantação da disciplina Uso Racional de Medicamentos nas escolas da área de saúde.
Educação continuada para profissionais.
Implantação de residência hospitalar multiprofissional para integração entre os diversos profissionais da área de saúde.
Implantação de medidas educativas para a população, evitando a autoadministração.
Implantação de medidas regulatórias no registro, propaganda, distribuição e consumo de medicamentos.
(texto publicado no Jornal da USP nº 1073 - ano XXXI - 3 a 9 de agosto de 2015)
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Prós e contras do ibuprofeno - Renata Gonçalez
Com ação analgésica, antipirética e anti-inflamatória, uso deste medicamento isento de prescrição requer cautela e orientação farmacêutica
Presente na vida de cerca de 15 milhões de brasileiros, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia, a alta prevalência de dor de cabeça é responsável por induzir a população a consumir indiscriminadamente grandes quantidades de analgésicos. Segundo levantamento feito em 2013 pela emrpresa IMS Health, o comércio desses produtos no Brasil movimenta R$ 2,6 bilhões por ano. Dentre os mais vendidos está o ibuprofeno, uma substância com ação analgésica, disponível como medicamento isento de prescrição (MIP) que também possui ação antipirética e anti-inflamatória.
Derivado do ácido propiônico, o ibuprofeno é um inibidor reversível da enzima ciclo-oxigenase e causa uma diminuição da formação de precursores das prostaglandinas e tromboxanos reduzindo, desta maneira, o processo de inflamação tecidual. Trata-se de um fármaco pertencente ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroidais (Aines).
A principal indicação deste MIP é no tratamento de febre e dores de intensidade leve a moderada, geralmente associadas a quadros de gripes ou resfriados. Costuma ser utilizado também para casos de dor de garganta, dor nas costas, dor de dente, dor de cabeça, cólicas menstruais e dores musculares.
Muitos consumidores, na hora de solicitar analgésicos, questionam o farmacêutico sobre as diferenças do ibuprofeno em relação aos demais medicamentos da mesma classe. Um dos estudos disponíveis sobre o ibuprofeno, realizado com 899 pacientes pela Universidade de Sonthampton, na Inglaterra, mostrou que, comparado ao paracetamol, o ibuprofeno, ou uma combinação deste com o paracetamol, não tem vantagem para os pacientes com infecções do trato respiratório e pode ainda piorá-la. Uma das hipóteses é que o ibuprofeno pode interferir em alguma parte importante das defesas do organismo, dificultando o combate à infecção em algumas pessoas.
Principais orientações
Além das orientações sobre administração, duração do tratamento, possíveis reações adversas, interações com outros medicamentos e/ou alimentos e o modo de ação do ibuprofeno, é essencial que o farmacêutico sempre questione se o paciente não apresenta alergia a nenhum dos componentes presentes no medicamento, explica a assessora técnica do CRF-SP, dra. Amouni Mourad.
A Dra. Amouni dá outras recomendações: "É papel do farmacêutico orientar o paciente a jamais exceder a dose recomendada, alertá-lo a descontinuar o tratamento caso apareça qualquer reação adversa, como sintomas alérgicos/hipersensibilidade, e lembrá-lo de que ele pode notificar a farmácia sobre reações adversas detectadas".
Por fim, a assessora técnica do CRF-SP lembra que é preciso oferecer atenção especial a pacientes idosos e crianças, diabéticos, portadores de intolerâncias hereditárias (fenilcetonúricos, celíacos, etc), gestantes e lactentes, orientando a todos que procurem o médico antes de utilizarem o ibuprofeno.
(texto publicado na Revista do Farmacêutico de dezembro 2014/janeiro 2015)
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Remédio que ajuda a combater as dores causadas pela artrite (Melhor com Saúde)
A doença que conhecemos como artrite, nada mais é do que ainflamação de uma ou mais articulações do corpo. Ela pode causar muitas dores e atrapalhar o nosso dia a dia, impedindo de nos realizarmos as atividades normalmente, como eram feitas antes. Com isso, a qualidade de vida daqueles que sofrem com a artrite é reduzida.
Embora estejamos acostumados a nos referir à artrite como uma só condição, existem mais de 100 tipos diferentes dela. Além disso, são inúmeras as doenças similares, que afetam os ossos, músculos, articulações e tecidos.
Felizmente, hoje em dia existem muitos tratamentos para lidar com a artrite, muitos deles completamente naturais, reduzindo as dores e os sintomas incômodos de quem sofre com esta condição.
Sintomas da artrite
O principal sintoma certamente é a dor, cuja intensidade pode variar dependendo da situação. No entanto, ela pode atingir patamares extremamente incômodos.
Além da dor, também podemos notar sintomas como a inflamação articular, a redução da capacidade de movimentar as articulações, a sensação de calor e um tom mais avermelhado da pele próxima à articulação e a rigidez articular.
Causas da artrite
Diferentes causas foram apontadas como responsáveis pelo surgimento da artrite. A mais comum delas é o desgaste da cartilagem que protege as articulações. Para entender melhor, podemos pensar que uma cartilagem normal faz com que as articulações possam se mover suavemente, sem nenhum tipo de dor ou problema, enquanto uma cartilagem desgastada permite que os ossos se toquem em cada movimento gerando, com isso, a dor, inflamação e a rigidez que mencionamos anteriormente.
Algumas condições também podem causar a artrite, como uma doença autoimune, uma fratura óssea, ou uma infecção provocada por vírus e bactérias.
Remédio natural para tratar a artrite
Existem várias maneiras de tratar a artrite usando apenas remédios naturais oferecidos pela medicina alternativa. Alguns alimentos e componentes são ótimos para reduzir vários tipos de dores, inclusive a da artrite, com muita eficácia.
Nesse artigo, vamos falar sobre um remédio específico composto por três ingredientes diferentes que oferecem diversos benefícios para a saúde: o alho, o mel e o vinagre de maçã.
Os três são amplamente usados para vários objetivos diferentes na medicina natural e alternativa. O alho, por exemplo, conta com propriedades antibióticas, antivirais, antioxidantes e analgésicas. Dessa forma, ele age como um poderoso analgésico e anti-inflamatório contra as dores causadas pela artrite.
Além disso, ele ainda ajuda no processo de desintoxicação do organismo, reduzindo dessa forma a inflamação que pode provocar a artrite.
O mel também conta com propriedades antibióticas e antivirais, além de possuir um efeito calmante. Ele ajuda a lubrificar as articulações e, consequentemente, a reduzir as dores. O vinagre de maçã também é ótimo para combater infecções e vários tipos de dores, pois ele ajuda a reduzir inflamações e pode diminuir a dor em várias partes do corpo, como os joelhos, mãos, cotovelos e quadris.
Vamos aprender como usar esses três ingredientes para fazer um remédio natural que ajuda no combate à artrite.
Ingredientes
1 copo de vinagre de maçã orgânico (250ml)
1 copo de mel de abelha puro (335g)
8 dentes de alho
Como posso preparar esse remédio?
O preparo deste remédio natural é bem simples. O primeiro passo é triturar os oito dentes de alho. Depois, devem ser colocados em um recipiente junto com o copo de vinagre de maçã orgânico e o copo de mel de abelha puro.
Misture bem todos os ingredientes para incorporá-los completamente, obtendo uma mistura homogênea. Quando a preparação estiver pronta, coloque-a em um frasco ou recipiente de sua escolha e guarde na geladeira por um período entre 5 e 7 dias. O objetivo é deixar a mistura macerar.
Após esse período, basta ingerir esse remédio diariamente para aliviar as dores da artrite. A dosagem recomendada é de 2 colheres diárias da mistura, incorporadas a um copo de água morna ou suco de frutas natural, dependendo da sua preferência.
Recomenda-se também ingeri-lo em jejum, pela manhã logo após levantar, para obter melhores resultados. Se quiser, a mesma dose também pode ser tomada à noite, logo antes de dormir.
É importante lembrar que, como na maioria dos tratamentos naturais, os resultados não serão imediatos. No entanto, devemos ser constantes e consumir este remédio todos os dias; se levarmos o tratamento a sério, logo começaremos a identificar uma melhora na artrite.
domingo, 10 de maio de 2015
Seus joelhos doem? Conheça as causas e os remédios (Melhor com Saúde)
Graças à articulação do joelho podemos subir escadas, andar e correr. Possivelmente não existe um movimento mais básico do que desta parte do corpo, por isso seja habitual sofrer de vez em quando com alguma dor e algum incômodo. Inflamação, desgaste, podem ser várias as causas. Neste artigo daremos algumas dicas.
Sofrer dor em algum dos joelhos pode acontecer em qualquer idade. Uma contusão, um problema no ligamento ou um princípio de artrites podem ser as causas mais comuns. O que sabemos, sem dúvida, é que a dor pode chegar a ser paralisante e afetar a nossa qualidade de vida. Prevenir sua aparição mediante uma vida ativa e uma alimentação correta é indispensável. Mas, uma vez que apareça a dor, podemos atenuar sua incidência com alguns recursos. Vejamos quais são eles.
A que se deve a dor no joelho?
Temos que levar em conta que o joelho é a maior articulação do corpo. Com ele realizamos quase todos os movimentos do dia, e para que tenhamos essa flexibilidade, dependemos de algumas estruturas complexas que sempre devem estar em bom estado: os ossos, as cartilagens, os ligamentos, os músculos e os tendões. Analisemos então a que se deve a dor nesta parte do corpo.
A dor aparece depois de um movimento mal feito?
- Às vezes podemos torcer o joelho, um golpe ou um movimento no qual, de repente, sentimos um forte puxão como uma chicotada. Se você deu uma torção inesperada é possível que tenha uma lesão no menisco. A dor no joelho aparece de forma generalizada, e após 24 horas é quando aparece em toda sua intensidade.
- Podemos também sofrer de alguma lesão no ligamento. Se você tem dor que não pode colocar a perna no chão, é possível que tenha uma lesão em algum dos ligamentos que estão dentro da articulação do joelho, e que demoram muito em cicatrizar.
- A tendinite e a bursite de joelho também é uma coisa comum nestes tipos de lesões, depois de um movimento ruim ou um golpe. É provocada por uma inflamação da bursa, que é um pequeno saco cheio de líquido que atua como uma almofadinha entre um osso e os músculos ou os tendões.
A dor no joelho aparece sem saber como?
- Artrose: se deve a um desgaste da cartilagem articular, os ossos se friccionam e aparece a dor nas atividades mais simples, como, por exemplo, subir escadas. A dor no joelho afetado é muito intensa à noite. Infelizmente não existe cura para a artrose, o único que podemos fazer é minimizar sua incidência mediante os fármacos ou remédios naturais.
- Artrite reumatoide: se trata de uma doença nas articulações. Provoca-nos cansaço, mal-estar, dor e, inclusive, febre. Pode aparecer de repente e logo desaparecer. O positivo desta condição é que pode ser tratada ao longo do tempo. A base de medicação e, inclusive, a substituição da própria cartilagem do joelho, podem restaurar seu funcionamento, mas será sempre nosso médico quem nos dará a melhor solução de acordo com cada caso.
Remédios para aliviar a dor no joelho
Óleos vegetais
O azeite de oliva é um bom recurso para aliviar a dor. Possui propriedades anti-inflamatórias e também consegue estimular a circulação. Podemos fazer uma suave massagem duas vezes por dia com duas colheres de azeite de oliva, mais tarde aplique umas gases ao redor do joelho.
Bolsa de gelo
É uma forma efetiva de diminuir a inflamação e aliviar a dor. Basta pegar uma bolsa de cubos de gelo e aplicar 20 minutos no joelho (não mais que isso ou causará danos a pele).
Remédio com farinha de trigo e cúrcuma
Podemos fazer uma pasta anti-inflamatória à base de leite, farinha de trigo, óleo de rícino e pó de cúrcuma. Você pode pegar meio copo de água quente, colocar três colheres de sopa de farinha de trigo, uma colher de sopa de azeite e uma pitada de cúrcuma. Faça com que a mistura fique consistente e pastosa para poder aplicar sobre o joelho, quando estiver morna. Esse remédio te oferecerá um grande alívio.
Anti-inflamatórios naturais
Existem alimentos que nos vão permitir reduzir as inflamações de nosso joelho. Se você segue uma dieta variada onde inclua estes complementos encontrará muita ajuda. É necessário que a sua nutrição tenha um aporte de ômega 3 (presente no salmão, arenque e sardinha), sementes de chia, linhaça, brócolis, arando, bagas goji, cúrcuma, abacaxi e chá verde.
Outras recomendações para a saúde de seus joelhos
- Evitar pegar muito peso, e nossos joelhos também se ressentem em caso de obesidade.
- A natação é um tipo de esporte muito adequado para dar resistência ao nosso joelho.
- Se você sofre de artrose de joelho, evite fazer exercícios muito pesados, tais como correr ou andar por muito tempo de bicicleta. Nas fases agudas da dor, o melhor é repousar.
- Os medicamentos anti-inflamatórios geralmente têm muitos efeitos colaterais, caso tenham que usar remédios, será sempre melhor um paracetamol.
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quinta-feira, 30 de abril de 2015
Paracetamol: estudo mostra que o medicamento é um dos maiores causadores de lesões no fígado - Osmairo Valverde (R7 - Jornal Ciência)
O paracetamol está presente na maioria dos lares brasileiros e europeus. É bastante usado em tentativas de suicídios, sendo um grande causador de lesões no fígado.
Tomar de uma só vez grandes quantidades de paracetamol pode lhe causar grandes lesões no fígado, algumas irreversíveis, necessitando de transplante. Em outros casos, tomar deliberadamente paracetamol pode resultar em uma hepatite fulminante, com consequências fatais.
Estudo publicado na British Journal of Clinical Pharmacology mostrou que dos 663 pacientes hospitalizados com graves lesões no fígado, 3/4 eram provocados por ingestão incorreta de paracetamol. O quarto restante havia ingerido doses maiores do que a prescrita na receita médica.
Na França, estudo mostrou que cerca de 90% das falências hepáticas com necessidade urgente de transplante de fígado são causadas pelo uso incorreto de paracetamol. Ele é um medicamento vendido livremente no Brasil e bastante prescrito pelos médicos, o que pode revelar números alarmantes de problemas hepáticos no país se uma pesquisa como esta fosse realizada por aqui.
A dose máxima de paracetamol recomendada nos países da Europa é de 4 gramas por dia. A partir de 6 gramas ingeridas o paciente pode sofrer graves lesões no fígado, embora já tenha sido encontrados pacientes com lesões hepáticas importantes consumindo a dose máxima recomendada.
Na França, o paracetamol é atualmente o medicamento mais vendido. Os médicos alertam que não existe necessidade de bani-lo do mercado mundial. Todo medicamento tem efeitos colaterais e trata-se de uma droga segura. O que deve existir é uma melhor vigilância, procurando orientar de forma mais incisiva os pacientes para respeitarem as doses recomendadas.
terça-feira, 21 de abril de 2015
Adeus às dores nas articulações: 5 dicas práticas (Melhor com Saúde)
Certamente isso já te ocorreu alguma vez, levantar-se pela manhã cansado (a) como se tivesse feito um grande esforço pela noite, é difícil movimentar as mãos e, ao subir as escadas, sente pontadas nos joelhos. Como podemos aliviar a insuportável dor articular? Vamos dar algumas dicas em seguida para que você aplique em seu dia a dia.
Dicas para aliviar a dor articular
São muitas as pessoas que sofrem com dores articulares, uma realidade provocada pela artrite, pelo reumatismo, artrose etc. É verdade que nem sempre é possível eliminar por completo a dor e que aprendemos a viver com ela, mas o que sim podemos fazer é seguir algumas estratégias básicas mediante as quais reduziremos a dor e, o que é mais importante: obteremos melhor qualidade de vida.
Sempre temos que seguir os conselhos de nossos médicos e não excedermos muito com o consumo de medicamentos, tais como os anti-inflamatórios, já que às vezes também acabaremos sofrendo seus efeitos colaterais. Asseguramos que existem alguns remédios naturais que podem te servir de muita ajuda.
1. Consumir gengibre diariamente
Um estudo realizado pela universidade de Miami nos diz que consumir duas cápsulas diárias de gengibre nos ajuda a desinflamar as articulações e a aliviar a dor. De fato, as propriedades do gengibre são muito semelhantes às do próprio ibuprofeno (mas sem os consequentes efeitos colaterais, tais como dor de estômago ou os riscos circulatórios). Estes comprimidos de gengibre podem ser encontrados nas lojas de produtos naturais ou em farmácias homeopáticas, o normal é tomar duas ao dia. De todos os modos, você também sabe que pode recorrer à clássica infusão. Ralar o equivalente a uma colher da própria raiz de gengibre, levá-la a ebulição junto com uma xícara de água. Tomar pela manhã e pela tarde.
2. Cuidado com determinados alimentos
Registra os seguintes alimentos que vamos especificar, o melhor é eliminá-los ou consumi-los em pouca quantidade para poder aliviar, desse modo, a dor articular:
- Lácteos: contêm um elemento chamado caseína que favorecem a inflamação das articulações. Se você é um (a) amante do leite e dos iogurtes, comece a reduzi-los para o bem de sua saúde e sua qualidade de vida.
- Carne vermelha: evitá-la por completo, não é boa para a saúde em geral e, em especial, se você tem problemas em suas articulações.
- O trigo: existem alguns estudos que nos dizem que o trigo e muitos cereais que contêm o conhecido elemento chamado glúten, geralmente causam inflamação nas articulações de pessoas que sofrem de artrite. Solução? Reduzir este elemento em sua dieta para analisar se apresenta alívio. Há pessoas que não notam mudanças, mas há muitas que reconhecem ter mais qualidade de vida depois de ter eliminado o glúten.
- Ovos: também cuidaremos de seu consumo. Por ser um produto animal, os ovos contêm ácido araquidônico em sua gema, um elemento que também favorece o processo inflamatório e que, às vezes, nos faz sentir inchados e doloridos. É verdade que os ovos são muito saudáveis e cheios de proteínas, mas estas proteínas animais podem, eventualmente, nos trazer efeitos não esperados.
- Cuidado com as hortaliças (Solanaceae): quando falamos dessas hortaliças nos referimos, por exemplo, aos tomates, aos pimentões, às berinjelas etc., que são vegetais frios que podem causar rigidez múscul0-esquelética, que favorecem as dores e inflamações nas articulações. Isso tudo se deve a um alcaloide tóxico chamado solanina, um composto que pode agravar a inflamação, sobretudo em pessoas que já sofrem com a doença. A melhor que você pode consumir são, por exemplo, as cenouras.
3. Diga sim ao chá verde pela manhã
O chá verde tem polifenóis (antioxidantes) que se demonstraram grandes aliados na hora de prevenir e aliviar os efeitos da artrose e da dor articular. Assim, você já sabe, nunca esqueça de incluir uma xícara de chá verde em seu café da manhã.
4. A grande aliada: a vitamina E
Certamente já ouviu falar dela, seus efeitos são maravilhosos para resolver os sintomas da artrose e é considerada um verdadeiro medicamento. O ideal é tomar dois comprimidos por dia, as quantidades já serão indicadas na caixa de comprimidos ou cápsulas quando você adquirir em uma loja de produtos naturais ou em uma farmácia, convencional ou homeopática. Você sabe também que pode encontrar vitamina E na maioria dos vegetais de folha verde, mas para poder conseguir a dose adequada sempre é melhor recorrer às cápsulas.
5. Alimentos que podem reduzir a dor e melhorar seu estado de ânimo
Melhorar nossa qualidade de vida é imprescindível. E isso se consegue com uma boa alimentação e com nutrientes que não apenas reduzam a dor articular, mas que também melhorarão nosso estado de ânimo.
- Consumir, sempre que possível, alimentos frescos (frutas e verduras): Diga não aos alimentos congelados ou pré-prontos industrializados, já que contêm elementos que propiciam a inflamação articular.
- Frutos secos: nozes, amêndoas, pistaches etc., nos dão energia e são muito saudáveis.
- Suco de limão: nos aporta antioxidantes, e é muito adequado se consumimos, por exemplo, pelas manhãs ou junto com nossas infusões.
- Óleo de fígado de bacalhau: é um clássico graças aos seus óleos ricos em ômega 3, ele se demonstrou muito efetivo para todas aquelas pessoas que sofrem problemas articulares. Assim, não hesite em incluir uma colher diária em sua dieta.
- Vinagre de maçã orgânico: simplesmente ideal. Alivia a dor e é muito recomendado para nossa saúde.
- Grãos de quinoa e amaranto: já os provou alguma vez? São um super alimento, grãos maravilhosos que te aportarão grandes benefícios para sua saúde e que dia após dia irão aliviando sua dor articular.
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segunda-feira, 13 de abril de 2015
Tudo o que você precisa saber sobre orgânicos
São saudáveis, sem dúvida. Mais saborosos até. Mas ainda existem algumas dúvidas em torno dos benefícios desses produtos que desvendamos aqui para você.
Há mais um menos 20 anos, começou a pipocar nos supermercados uma nova categoria: os tais orgânicos, que, na época, ninguém sabia muito bem o que eram. Hoje, eles já encontraram seu espaço, graças a uma preocupação cada vez maior das pessoas com alimentação e qualidade de vida. Atualmente, nos diferenciamos por oferecer uma grande variedade de orgânicos - mais de 600 itens ao todo - não só no setor de frutas, legumes e hortaliças como também em carnes, bebidas e mercearia.
Por definição, esse tipo de alimento é livre de agentes químicos. As frutas e hortaliças são cultivadas sem qualquer tipo de fertilizante ou pesticida sintéticos. Já o gado e as galinhas são alimentados apenas com produtos naturais: grama e grãos também orgânicos para os primeiros e milho ou ração sem fertilizante para o segundo grupo. Antibióticos e outros medicamentos alopáticos para tratar doenças dos animais são proibidos. Usam-se apenas homeopáticos e fitoterápicos, ou seja, remédios feitos de plantas.
Essa é a explicação básica, mas a discussão vai muito além. Saiba o que é mito e o que é verdade sobre esse assunto para não ficar na dúvida na hora de escolher o que vai comprar.
Todo alimento orgânico vendido no supermercado tem de ser certificado
Verdade
Para fornecer a grandes estabelecimentos comerciais, o produtor precisa se cadastrar no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que fará a verificação da origem do produto. Todo item denominado orgânico deve ter um selo no rótulo, seja nacional, seja estrangeiro. Se não houver, desconfie. Caso seja vendido a granel, deve estar identificado por outros meios, como cartazes. Há também institutos que fazem a certificação, como o IBD Certificações, que trabalha segundo critérios do Mercado Comum Europeu. Os produtos que vendem diretamente ao consumidor, por meio de feirinhas, por exemplo, não precisam exibir selo. Mas ainda assim devem registrar-se no Ministério, que expede uma Declaração de Cadastro.
Apenas frutas e hortaliças são orgânicas
Mito
No começo, esses alimentos reinavam quase sozinhos na prateleira. Mas hoje há uma variedade muito maior, inclusive de industrializados - com energéticos, macarrão instantâneo, bala, óleo de soja. As opções vão além dos alimentos, embora seja bem menos comum encontrá-las. As roupas confeccionadas com tecidos à base de algodão orgânico costumam fazer sucesso. Esse tipo de algodão é produzido sem o uso de agrotóxicos. E não é só isso: os pigmentos também são mais suaves, o que, segundo alguns fabricantes, diminuiria a chance de alergia. Os cosméticos são outra seara fértil para atrair os consumidores que buscam produtos livres de aditivos químicos, já que quem se preocupa com a pele e os cabelos leva em conta as qualidades de pureza dos ingredientes.
Frutas e hortaliças orgânicas são sempre mais feinhas
Mito
No início da comercialização, a pera era pequenininha, cheia de manchas, o tomate parecia ter sido colhido do pé antes de ter forças para crescer, as folhas de alface eram mirradinhas e não tinham nada da aparência crocante da chamada alface americana. Hoje é praticamente impossível diferenciar um do outro só no olho.
Os orgânicos fazem bem para a saúde
Verdade
De modo geral, pode-se dizer que trazem vantagens para o organismo, pois não há acúmulo de agrotóxicos. Os estudos são específicos para alguns tipos de alimento. Por exemplo, de acordo com um trabalho realizado na Universidade de Aberdeen, na Escócia, o leite orgânico é mais saudável que o convencional, uma vez que não se encontraram resíduos químicos de qualquer espécie em sua composição. Contudo também não dá para pensar que todo alimento exposto ao agrotóxico ou outra substância química faça mal. Essas substâncias evoluíram bastante, seu tempo de atuação sobre a planta é muito menor e também os rastros que deixam nela.
Os orgânicos são especialmente importantes para crianças
Verdade
Os agrotóxicos são cerca de dez vezes mais nocivos para o organismo infantil, de acordo com um relatório divulgado pela Academia Nacional de Ciências (NAS, na sigla em inglês), nos Estados Unidos. Isso porque, entre 1 e 5 anos, as crianças ingerem de uma a quatro vezes mais comida em relação ao tamanho do corpo que um adulto. Agrotóxicos e fertilizantes vão nesse pacote, seguindo a mesma proporção.
Orgânicos têm mais nutrientes
Mito
Não há pesquisas definitivas que garantam isso. Existem pesquisas isoladas que ora destacam a teoria da superioridade dos orgânicos, ora derrubam essa tese. Segundo um artigo publicado em julho de 2014 no British Journal of Nutrition, por exemplo, as culturas orgânicas contêm uma concentração maior de antioxidantes, substâncias que reduzem o envelhecimento e contribuem para o bom funcionamento do organismo de modo geral. Os pesquisadores chegaram a essa conclusão depois de revisar 343 estudos sobre o assunto. Esse estudo vai ao encontro de outros que mostram que os orgânicos não apresentam vantagens com relação aos grandes grupos nutricionais (proteínas, gorduras e carboidratos), mas sim quando se trata de micronutrientes, como antioxidantes. Quanto ao sabor, parece que realmente levam vantagem. Como crescem mais lentamente e são menores, os açúcares e outras substâncias saborosas ficam mais concentrados.
Orgânicos são sempre mais caros
Mito
No início da comercialização, era sempre verdade. A produção, por ser em menor escala, custava mais. Além disso, muito do produto era perdido no transporte e no armazenamento. Mas as coisas evoluíram. A procura, aliada a um crescimento da escala, tem permitido baratear preços e agora é possível encontrar itens com preços iguais (ou até mesmo inferiores) aos convencionais, caso de folhagens ou palmito, por exemplo.
Suco orgânico de frutas amarelas
Rendimento: 4 porções
Ingredientes
700 ml de suco de laranja orgânico Taeq
1 maracujá azedo orgânico Taeq [reservar 1/4 de xícara (chá) da polpa do maracujá com sementes]
1 xícara (chá) de manga orgânica Taeq cortada em cubos
2 colheres (sopa) de suco de limão-siciliano orgânico Taeq
Folhas de hortelã orgânica Taeq para decorar
Gelo a gosto
Modo de preparo
No liquidificador, bata o suco de laranja, o maracujá, a manga e o suco de limão. Coe, distribua em copos com gelo e decore com folhas de hortelã e rodelas de laranja. Sirva em seguida.
(texto publicado no jornal Pitadas etc - Pão de Açúcar - abril de 2015)
quinta-feira, 9 de abril de 2015
18 sinais que podem indicar que seu fígado está mal (Melhor com Saúde)
O fígado é um órgão que desempenha diversas funções fundamentais em nosso organismo, tais como a desintoxicação, o combate contra infecções, o armazenamento de vitaminas e energia e a segregação de bile, uma substância que participa da atividade digestiva. Assim, é fundamental cuidar desses órgão, já que ele se encarrega de limpar nosso sistema de substâncias tóxicas, limpando o sangue.
Existem vários motivos pelos quais o fígado deixa de funcionar de forma efetiva e eficaz e em muitas ocasiões isso se deve ao consumo desmedido de bebidas alcoólicas, doenças ou falta de higiene na ingestão de alimentos.
Por isso é importante considerar que o fígado pode sofrer ataques tanto de elementos externos como do próprio sistema imunológico, que culminam em infecções e diversos problemas de saúde. Logo, é fundamental conhecer os sinais que indicam que seu fígado não anda bem. A seguir, apresentaremos alguns desses sinais.
18 sinais que evidenciam o mau funcionamento do fígado
- Se você consome muitos medicamentos ou uma grande dosagem do mesmo medicamento, corre o risco de desenvolver problemas no funcionamento ideal do fígado.
- Outro ponto importante no desenvolvimento de doenças nesse órgão é o consumo de um mesmo medicamento durante longos períodos de tempo.
- O consumo regular de mais de cinco bebidas alcoólicas diariamente assegura um problema no fígado.
- Herança familiar de doenças hepáticas.
- Consumo de medicamentos para o coração ou para diabetes.
- Má digestão, dor abdominal, prisão de ventre.
- Náuseas, principalmente depois de consumir alimentos gordurosos.
- Síndrome do cólon irritável.
- Mau hálito ou língua com presença de manchas brancas.
- Mudanças de humor, depressões e memória ruim. Isso ocorre devido ao fato de que o mau funcionamento do fígado não permite a desintoxicação do organismo e esses tóxicos chegam ao cérebro por meio do sangue, afetando seu funcionamento.
- Febre, infecções cutâneas e asma.
- Pressão alta.
- Retenção de líquidos.
- Dores de cabeça.
- Nível instável de açúcar no sangue.
- Doenças e desenvolvimento de cálculos renais na vesícula biliar.
- Alta temperatura corporal.
- Baixa tolerância a alguns medicamentos, tais como antibióticos.
Sintomas que surgem em pessoas com o fígado doente
- Mudança da cor da pele e dos olhos, que adquirem uma tonalidade amarelada.
- Dor e inchaço abdominal.
- Sensibilidade na pele (irritabilidade, coceira, inflamação)
- Perda de apetite, náuseas, fadiga crônica.
Quando apresentamos algum sinal ou sintoma dos anteriormente citados, devemos recorrer a um médico para uma avaliação e eliminar de nossa alimentação bebidas alcoólicas, gasosas, alimentos condimentados, embutidos e frituras. É preciso seguir as medidas alimentares e os parâmetros estipulados pelos médicos com a finalidade de evitar que qualquer doença interfira no funcionamento do organismo.
Pessoas com um risco maior de apresentarem doenças no fígado são aquelas que sofrem de doenças como diabetes, que consomem bebidas alcoólicas com frequência, trabalham com substâncias químicas tóxicas ou em laboratórios que manipulam sangue, vírus ou bactérias, além de pessoas com obesidade e com tatuagens (devido ao uso de agulhas não esterilizadas).
A saúde pessoal é uma responsabilidade individual, por isso é importante escutar os avisos e alertas que o corpo nos apresenta. Por exemplo, devemos comer quando sentimos fome, caso contrário não devemos obrigar o organismo a receber alimento, ao invés disso, podemos nutri-lo com um suco natural, uma fruta ou um copo d'água. Se obrigamos o organismo a receber alimentos sem uma real necessidade disso, o fígado trabalha em excesso e corre o risco de adoecer.
É aconselhável beber água mineral em uma quantidade de oito a doze copos diários, já que oferece o benefício de desintoxicar o fígado e limpar os rins. Também devemos evitar o consumo de grandes quantidades de açúcar, já que o fígado se encarrega de transformá-lo em gordura e colesterol, afetando o bom funcionamento do corpo.
Quem deseja um fígado saudável deve evitar o consumo de adoçantes artificiais, pois o corpo sempre exige um nível mínimo de açúcar, mas esse nível pode ser suprido através do consumo de frutas frescas, mel ou, em outros casos, adoçantes naturais como a stévia.
Por último, para não expor o fígado a infecções e um trabalho excessivo e acelerado, devemos prezar pela boa higiene na hora de preparar e consumir os alimentos e aumentar o consumo de legumes e verduras, evitando os alimentos com pesticidas ou substâncias químicas.
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