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sexta-feira, 31 de maio de 2019
segunda-feira, 28 de maio de 2018
sábado, 19 de maio de 2018
Maturidade espiritual é quando você aprende a calar, a se afastar, não se queixa e agradece pelo que tem - Sil Guidorizzi (O Segredo)
Maturidade espiritual é quando você aceita que erra, aprende a se desculpar e a não jogar no colo do outro o que é seu.
É quando você percebe que já não precisa de tanta coisa assim para suprir suas necessidades, que estar em paz consigo mesmo (a) é melhor do que provocar instigar ou cutucar o outro com vara curta a troco de nada, a troco de mexer em feridas por vezes já cicatrizadas.
É quando você passa a ser mais seletivo (a) internamente, é quando você sabe que pode contar com poucos, mas que são essenciais e que mantém uma boa relação de amizade e empatia sem exigir nada em troca.
É quando você olha mais à volta e se coloca no lugar das pessoas e não mensura a sua dor, assim como não quer que mensurem as suas. É quando você não interfere nas escolhas de ninguém e vai aprendendo a digerir os embates da vida com mais nitidez e resiliência.
É quando você percebe que não precisa ter a casa cheia, não precisa de tanto barulho, que estar a sós é como ir se retratando diante do que se sente, do que sentiu ou do que não quer mais sentir.
É não precisar ir de um lado para o outro tentando encontrar sossego interior. É quando você se aprimora e abstrai o que não precisa, pede com mais fé e acredita mais no divino e não em falsas promessas ou pessoas que não tem serventia por serem apenas instrumentos prontos a desestabilizar seu coração, prontas a quererem se apossar do que não lhes pertence a troco de fazê-lo (a) sofrer.
É quando você ora, pede pelos que precisam, pede pelos que adoecem a alma, pede para que todos recebam luz por mais que não se queira aproximação.
É quando você esvazia a bagagem, percebe que andar descalço por vezes é libertador e que se o sol não apareceu naquele dia mais nublado, você continuará acreditando em dias melhores e nas possibilidades de superação e cura.
Maturidade espiritual é quando você aprende a calar, a se afastar, a não se agredir e não agredir. É quando você sente que a porta do céu é melhor que abrir o chão para que você se afunde em dor ou discórdia.
A maturidade vem com os altos e baixos com o entender nas entrelinhas. Com a sensação de que não existe superioridade e sim a humildade de quem precisa manter o olhar atento, os sentimentos honestos e a obrigação de cuidar melhor de si mesmo (a), para que você tenha força para socorrer aos que também precisam de auxílio.
A maturidade espiritual vem quando você não precisa viver de melindres, não precisa disfarçar o que é, quando você aceita a própria condição, seja ela qual for, sabendo dos propósitos de Deus.É quando você abre a porta, não procura discórdia, não se queixa e agradece pelo que tem.
sexta-feira, 30 de março de 2018
Meditar com alegria - Júlio César Borges
A meditação não precisa ser algo sisudo. Chade- Meng Tan, ex-engenheiro do Google (onde começou sua carreira de instrutor), mostra em um livro que o bom humor combina perfeitamente com essa prática
Para muitas pessoas, meditar é uma atividade de gente séria e incapaz de sorrir. Nada mais falso, sublinha o cingapuriano Chade-Meng Tan (ou como ele prefere, Meng), um engenheiro de software do Google que, ao dar uma aula de mindfulness (a meditação da atenção plena) para colegas na empresa, no ano 2000, iniciou uma transformação radical na sua vida.
Meng, que fundou (em 2013) e preside o Search Inside Yourself Leadership Institute, com atuação mundial, pratica meditação há 21 anos e conhece os vários recursos úteis para isso (entre os quais a disciplina e a vontade), mas privilegia a alegria. "A vida é demasiado importante para ser levada a sério", costuma lembrar. Em seu mais novo livro, Joy on Demand (Alegria sob Encomenda, em tradução livre), publicado pela HarperCollins, ele ensina práticas e princípios para cultivar mindfulness que dão ênfase à gentileza e à tranquilidade e levam a uma vida rica de sentimentos positivos. "Com a prática, a alegria pode se tornar sua personalidade e sua vida", explica. "O que é neutro se tornará alegre, e o que é alegre se tornará ainda mais alegre."
Meng não se incomoda em ser um tanto escatológico se o objetivo é romper com o estereótipo sisudo da meditação. Em um capítulo do livro intitulado "A felicidade está cheia de cocô", ele faz uma lista de ensinamentos tradicionais que comparam a mente a "um pedaço de ouro puro dentro de uma grande bola de esterco de gado". Ou seja, todos temos a felicidade dentro de nós, e para senti-la basta "limparmos" os maus hábitos de pensar que a obscurecem - algo que está incluído no treinamento da mente para a meditação.
Mente adestrada
Um momento curioso da obra é a "Meditação do Cachorrinho", com duração de dez minutos, cujas etapas correspondem ao adestramento de um cão:
Relaxe - "Relaxe e deixe seu cachorrinho [mente] vaguear, mas se ele for muito longe, traga-o de volta gentil e amorosamente."
Alegre-se - "Agora, o filhote está familiarizado com você e o ama, e gosta de sentar ao seu lado. Quando ele faz isso, você se alegra. Se você o pegar vagueando, alegre-se também por ter um filhote tão lindo antes de gentilmente trazê-lo de volta."
Determine-se - "Agora o filhote é um cão jovem e está pronto para ser treinado. Durante o treinamento, você se determina a fazer com que ele siga firmemente a disciplina [atenção], de uma forma gentil e amorosa."
Refine - "Agora que seu jovem cão está devidamente treinado, é tempo de refinar suas habilidades [prestar atenção na natureza sutil da respiração]."
Libere - "Seu cão é bem treinado e pode ficar sem coleira... Deixe de lado todo o esforço e permita à mente apenas ser."
Outra prática interessante proposta no livro é dedicarmos um momento a cada hora para desejar a duas pessoas no nosso local de trabalho que sejam felizes, pensando: "Desejo que essa pessoa seja feliz e que aquela pessoa seja feliz." A sugestão é uma forma reduzida da meditação da compaixão (em inglês, loving-kindness meditation), pela qual a pessoa produz sentimentos de boa vontade e calor humano em relação aos outros, desejando-lhes o bem. Ao gerar mais atitudes positivas dirigidas a si e a outrem e mais emoções positivas, a meditação da compaixão pode ampliar o senso de conexão com os outros, melhorar o tônus vagal (referência da saúde cardíaca), reduzir os sintomas da doença, diminuir a depressão e aumentar a satisfação com a vida.
Depois de passar por uma infância complicada (seu pai conseguiu estabilizar-se financeiramente apenas quando o escritor já se aproximava da idade adulta) e por fases em que se considerava inútil e perdido, Meng é um testemunho vivo de que a felicidade, a alegria e o sucesso são estados que podem ser adquiridos. E conquistá-los só nos traz benefícios, indicam estudos científicos. O humor, por exemplo, alivia sentimentos negativos e situações traumáticas. Rir aumenta o fluxo sanguíneo e fortalece o coração. E a prática do mindfulness ajuda no tratamento de depressão, ansiedade e estresse pós-traumático.
Para começar, bastam os seis segundos de uma inspiração e uma expiração conscientes, diz Meng. Com o tempo, fica cada vez mais fácil ampliar os espaços para a alegria e a felicidade (a primeira é um elemento chave da segunda) se imporem. "Não pare e não se tensione", ressalta o autor. Com perseverança e suavidade, ele afirma, qualquer um pode atingir esses resultados.
(texto publicado na revista Planeta edição 526 ano 44 - novembro de 2014)
sábado, 4 de novembro de 2017
13 hábitos comuns de pessoas com espiritualidade elevada - Diego Marques (O Segredo)
É preciso muita coragem para ser você mesmo num mundo rodeado de pessoas que estão constantemente tentando fazer você ser outra pessoa.
Nessa zona da coragem é reconfortante saber que existem milhares de pessoas altamente espiritualizadas com hábitos similares ao seu.
Não tenha medo de quebrar paradigmas e padrões conservadores, pois são estas mesmas mudanças que trarão as respostas que tanto procura, para que um dia enfim, seja um espírito livre. Quando isso acontecer, você servirá de inspiração para que outros consigam também se libertar. Você é luz.
Com uma mentalidade mais evoluída, tendemos a fazer as coisas de forma diferente do mundo conservador.
As atitudes acabam refletindo desse novo nível de consciência, e pessoas com mesmo pensamento adotando hábitos e comportamentos comuns. Veja quais são eles.
1. Praticam meditação ou yoga
Um dos aspectos mais importantes para o caminho espiritual é ter uma profunda ligação com o universo. O uso da meditação ou yoga reforça o sentimento de unidade com o universo, consequentemente abre os chacras para receber energia do próprio ambiente. Alguns usam simplesmente para separar seus pensamentos e emoções.
Não é raro vê-los sentados em situações de solitude meditando ou trabalhando o corpo e a mente com yoga. Pessoas conservadoras julgarão ser estranho, por ser algo que elas desconhecem e que vai além dos seus hábitos cotidianos. Além disso, não possuem uma expansão completa da sua consciência, ainda. Cada um tem seu próprio tempo. Abaixo vemos um exemplo acroyoga, que é praticada em união com outra pessoa, onde ambas trabalham em cooperação para buscar o equilíbrio.
2. Fazem dietas orgânicas, livres de glúten ou vegetarianas
O corpo físico é o instrumento de trabalho para o Espírito. É natural que no crescimento espiritual, tenhamos uma consciência maior daquilo que colocamos para dentro dele, sabendo identificar o que nos faz bem e o que nos faz mal. O autoconhecimento nos leva automaticamente a esse aprendizado.
3. Reduzem, reutilizam e reciclam
Outro hábito de pessoas espiritualmente conscientes é que elas gostam de utilizar ou reutilizar materiais não poluentes, preservando o planeta Terra. Comprar é uma palavra pouco utilizada para eles. Usam menos sacolas plásticas, reciclam com mais freqüência, usam produtos de limpeza naturais. “Biodegradável” é um termo que eles estão mais propensos e familiarizados. A tendência mundial será conscientizar absolutamente todos na Terra para essa direção. O nosso mundo não mais suportará o nível de consumo atual.
4. Praticam gratidão
Praticar gratidão frequentemente é algo que decorre de uma conexão aberta com o Universo. Ser grato para a vida em uma base diária é algo que nunca desliza da mente de quem está centrado espiritualmente. Agradecendo a lua, o sol, a comida que você está prestes a comer. As coisas mais simples. Acordar de manhã e dar um longo abraço em alguém ou simplesmente agradecer por esta pessoa existir. Atos de gratidão ampliam a conectividade com o mundo.
5. Possuem cristais e pedras preciosas
Não é incomum que as pessoas espiritualmente orientadas possam ser vistas com pedras preciosas, como o quartzo claro, cristais ou ametista. Os cristais são profundamente energéticos com uma influência de limpeza na aura. A energia de um cristal contém o poder natural de cura.
6. Mantém atitude positiva
Assim como todo humano, estes indivíduos têm seus dias ruins, mas de um modo geral, eles são muito mais propensos a espalhar o amor, e não o medo. Eles não ignoram o negativo, eles apenas optam por não mais morar lá. Eles tendem a evitar o drama e luta, tanto quanto possível. É por isso que quando as pessoas começam a despertar, percebem que não têm mais nada em comum com alguns amigos, que ainda não se desenvolveram. Cada um tem seu tempo.
7. Estão menos propensas a assistir televisão
As pessoas espiritualmente conscientes sentem que assistir à televisão é um grande desperdício de tempo. O tempo é precioso e elas preferem passar a vida em contato com o universo. Preferem viver de verdade do que assistir. Entre outras atividades estão: ler, viajar para novos lugares, conhecer novas pessoas que estejam no mesmo nível espiritual, pesquisar conteúdos, construir, criar, entre outros. As pessoas que estão acordadas percebem que a mídia nada mais é do que uma máquina de controle populacional, onde ditam comportamento, medo, regras, pensamento e consumismo.
8. Eles preferem cooperação sobre a competição
O modelo de mundo corporativo atual é altamente individualizado e competitivo. Todos trabalham para si e competem entre si. Quando o ego é menos prioritário, competir uns com os outros realmente não parece fazer muito sentido.
As pessoas com nível de espiritualidade elevado buscam transformar o mundo ao seu redor para que possam vivenciar a cooperação e coletivismo. Mesmo dentro dessas empresas conservadoras, buscam proximidade com pessoas que detém o mesmo pensamento, para que possam harmonizar energeticamente o ambiente de trabalho.
9. Evitam boates e bares
Enquanto algumas pessoas passam toda a semana ansiosos para sexta e sábado à noite para ficarem bêbados em festas ou bares, outras tendem a buscar outros caminhos. Isso não quer dizer que elas não frequentem esses lugares, apenas mostra que não é uma rotina.
10. Usam substâncias psicoativas ocasionalmente para expansão da consciência
Ayahuasca, cannabis, cogumelos, substâncias sintéticas entre outras plantas medicinais, ocasionalmente são utilizadas com total segurança, com a finalidade de expandir as consciência. É muito diferente do uso de drogas, onde você ao invés de perceber seus sentidos expandidos, inconscientemente perde o controle do seu corpo e mente, que estão dopados. É importante ressaltar que nem todos sabem seu limite e nem tem o controle do que estão fazendo. Portanto, aqueles que ainda não se conhecem, não podem e nem devem utilizar.
11. Incentivam outras pessoas
Enquanto muitos inconscientemente criticam sonhos e planos compartilhados, dentre elas parentes e amigos, outras pessoas com a consciência elevada tendem a incentivar ao máximo aqueles que tem novas ideias. Pessoas assim são raras de encontrar. Saiba que quando você incentiva alguém, a sua própria estrela brilha mais e mais.
12. São influenciadoras de pessoas e ambientes
Essas pessoas sabem elevar a energia de ambientes e pessoas como ninguém. Dificilmente perdem o controle de situações, mas não quer dizer que não aconteça. São simples as atitudes como saber ouvir, elogiar, se desculpar ou até mesmo mudar uma situação com um sorriso.
13. Valorizam a simplicidade
Perceberam que a riqueza da vida encontra-se nas coisas mais simples, como por exemplo: o som da chuva caindo, o cheiro da grama molhada, o vento e a mudança de temperatura após a entrada de uma frente fria, o sabor de uma comida energizada, um abraço, a energia do sol, o canto dos pássaros, o silêncio…
E você, se identificou com algum desses hábitos? Esses dez itens mostram que talvez você não esteja sozinho em sua jornada. Enquanto algumas pessoas que cresceram com você te chamam de estranho, outras milhares de pessoas que você ainda não conhece, compartilham experiências similares. Você faz parte de uma comunidade enorme, mas talvez ainda não tenha encontrado o seu lugar. Tudo tem seu tempo.
Alguns destes hábitos podem ser motivo de ridicularização pela população em geral, mas não seja alvo da opinião de ninguém. Deixe o seu espírito guiá-lo sem qualquer interferência externa, apenas sorria e deixe todos esses pensamentos que depositaram em você irem embora. Saiba que ninguém, absolutamente ninguém vive a sua vida, apenas você, que é seu próprio guia. Só você habita aí dentro. Busque sua essência, sua comunidade, encontre-se. Você não está sozinho.
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
"Quando chegamos ao plano espiritual, a maioria dos espíritos pensa algo muito parecido: ah se eu soubesse!" - Hugo Lapa (Vinhas de luz)
- Ah se eu soubesse...
Se eu soubesse que a vida real não era na matéria... se eu soubesse que a realidade não é de sofrimento, mas de paz e liberdade... se eu soubesse que nada que existia na matéria é permanente, que lá é tudo passageiro, eu não teria brigado no trânsito, batido nos meus filhos, me apegado a tantas coisas efêmeras...
Ah se eu soubesse... teria ajudado muito mais gente, teria me enriquecido com amor e luz, teria deixado de lado esses problemas pequenininhos, teria feito caridade aos necessitados, teria deixado o amor fluir, teria me atirado no bem sem nenhuma preocupação, teria sido mais humilde, teria vivido em paz...
Ah se eu soubesse... teria passado mais tempo com aqueles que amo, teria me preocupado menos, teria tido mais paciência, teria me soltado mais, me desprendido mais, teria vivido mais livre, de forma mais espontânea, mais natural, teria visto o lado bom de tudo, teria valorizado as coisas simples da vida.
Ah se eu soubesse... se soubesse que a vida na Terra vai e vem, que tudo se esvai, que nada é permanente, que não existe algo fixo, imutável. Se eu soubesse que tudo começa e termina, que os relacionamentos começam e terminam, que a dor lateja e depois vem o alívio.
Ah se eu soubesse... se soubesse que os arrogantes sobem, ficam no topo e caem por si mesmos, caem pelo seu próprio castelo de cartas da ilusão que criaram. Se eu soubesse que os ricos podem se tornar pobres de espírito, e que os pobres podem ser muito ricos de espírito. Se soubesse que as diferenças sociais se extinguem, que na morte todos somos filhos do universo, que a fome é saciada, que a sede é aliviada, que a violência só traz mais violência, que os injustiçados são compensados, que os perdidos sempre se encontram, e quem está demasiadamente seguro de si acaba se perdendo.
Ah se eu soubesse... que a vida espiritual é a vida real, que as mágoas corroem o espírito, que a cobiça gera insatisfação, que a lisonja só cria humilhação, que a preguiça gera estagnação. Se eu soubesse que o medo é sempre maior do que a mente engendrou eu teria me arriscado mais, teria ousado, teria tido a coragem de ser o que eu sou, teria retirado essa máscara que encobria minha verdade, teria desatado o compromisso com o logro, com a burla, teria assumido minha integridade sem divisões, sem fragmentos.
Ah se eu soubesse... não teria cortejado o sucesso, não teria me atirado ao poço fundo, vazio e solitário da avidez, não teria me enganado de que, ao atingir o topo, a descida é o único caminho. Se eu soubesse que o mundo é uma doce miragem eu rejeitaria a pueril busca pela sensualidade. Largaria com afinco os prazeres e vícios da juventude. Se soubesse que tudo muda e nada se encerra, teria posto de lado as moléstias da nostalgia.
Ah se eu soubesse, teria menos pressa, olharia mais para a vida, veria mais o nascer do dia, comeria com calma o pão de cada manhã, teria plantado uma árvore, corrido no jardim, deitado no chão e rolado na grama. Teria mergulhado e me perdido no tempo, solto em reflexões sobre os mistérios da vida. Teria me desimpedido de autocobranças, teria me aceitado como sou e aceitado o milagre da vida como ele é.
Ah se eu soubesse... que o mar espiritual é infinito de bênçãos, não teria digladiado por um copo de água ao lado do grandioso oceano da plenitude. Teria deixado todas as quimeras de lado, e vivido mais a vida, a existência, o cosmos, a liberdade, o eterno presente e a eterna aurora.
Ah se eu soubesse... teria renunciado aos hábitos arraigados, as discussões estéreis, a especulação teórica. Se eu soubesse, teria permanecido mais na natureza, observando os pássaros, molhando as mãos no rio, sentindo o vento, me aquecendo ao sol da manhã, sujado as mãos na lama e sentido o frescor da chuva. Se eu soubesse que sou um ser em desenvolvimento na essência inesgotável e eterna da vida, teria sido infinitamente mais livre e feliz.
domingo, 19 de fevereiro de 2017
Arrepios inexplicáveis? Descubra o significado espiritual - Ana Luiza Fernandes (We Mystic)
Você já sentiu (ou sente com frequência) arrepios que vem do nada? Arrepios inexplicáveis? Eles podem ter origem no mundo espiritual, confira a explicação.
O significado espiritual dos arrepios
O nosso corpo é formado por uma cadeia de energias, e nós trocamos energia com o ambiente e com os seres e objetos ao nosso redor. Essa troca energética é algo natural que nós todos fazemos de forma inconsciente. O arrepio costuma acontecer quando nós entramos em contato com outros campos energéticos em densidades diferentes da energia presente no nosso corpo. Lembramos que nem todo arrepio tem origem espiritual. Existem os arrepios físicos decorrente da sensação de frio ou febre, por exemplo. Os arrepios emocionais, decorrente de uma forte emoção ou sentimento, como quando ouvimos uma música que nos agrada. Os arrepios que aqui tratamos são aqueles que não se encaixam nesses quesitos.
Para entender melhor
Podemos imaginar a nossa energia circulando em nosso corpo como um fluxo, uma cadeia. Quando nós entramos em contato com a energia de outra pessoa, ambiente ou coisa que tem densidade diferente da nossa, ela quebra esse fluxo, essa cadeia, com a finalidade de trazer a troca energética. Como isso acontece de forma brusca, nós sentimos no nosso corpo físico o arrepio. É como se fosse a descarga rápida de uma energia, que logo se regulariza e nós voltamos ao normal. É a mesma lógica dos outros tipos de arrepios: quando estamos com o corpo quente e um vento frio bate, temos uma quebra de tensão, de temperatura, e o arrepio mostra isso e logo regula a temperatura corpórea. Quando estamos tensos e recebemos uma massagem, podemos arrepiar, porque a energia tensa do nosso corpo é quebrada dando lugar a uma energia mais calma, daí vem o arrepio.
Por que nem todas as pessoas sentem os arrepios inexplicáveis?
Devido à sensibilidade e devido à densidade da energia da pessoa. Algumas pessoas são mais sensíveis às trocas energéticas, e por isso sentem essa quebra do fluxo energético com maior frequência. É relatado também que algumas pessoas têm energia com densidade pouco convencional, com frequência mais alta ou mais baixa do que as demais pessoas e lugares ao seu redor. Por isso, ao entrar em contato com um campo energético diferente do seu ela acaba sentindo com frequência essas pequenas descargas elétricas.
Esses arrepios são ruins para o corpo?
Não exatamente. Depende muito do tipo de energia que a pessoa está trocando com os outros. Existem as energias negativas e as energias positivas. Se após o arrepio você sente sensação de mal estar, você deve estar absorvendo energia negativa de pessoas, lugares ou objetos. Se isso acontecer, o melhor é que você mude o seu campo energético, se afaste desse lugar e busque pensar em coisas boas, pensamentos otimistas, fazer coisas que te fazem bem.
Há também a possibilidade de sentir bem estar após o arrepio, sentir sensação de tranqüilidade, bondade ou felicidade espontânea. Isso acontece quando você está ao redor de um fluxo de energia positiva muito grande e é benéfico para o seu corpo espiritual. Caso você perceba essa energia positiva, é recomendado que você sinta esse momento, porque pode ser que uma entidade de luz esteja passando para lhe dar uma benção.
E quando não se sente nada depois do arrepio?
Provavelmente é porque você está realizando uma troca energética com algum campo de densidade diferente do seu mas com a mesma vibração, não há descarga de positividade ou de negatividade.
Os arrepios da relação sexual
Muitas vezes sentimos arrepios durante a relação sexual. É claro que boa parte desses arrepios são físicos, pois o sexo injeta uma carga de hormônios e neurotransmissores muito grande em nossos corpos. Mas é notório o quanto esses arrepios são maiores quando você tem envolvimento afetivo, pois a troca energética realizada com a pessoa é mais intensa. A troca não é só de prazer, mas também de sentimento e energia, por isso que muitas pessoas afirmam que fazer amor é melhor que fazer sexo, é uma questão energética.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
terça-feira, 14 de junho de 2016
Uma lenda budista sobre os gatos - Valéria Amado (A mente é maravilhosa)
Para o budismo, os gatos representam a espiritualidade. São seres iluminados que transmitem calma e harmonia e, por isso, costuma-se dizer que quem não se relaciona bem com seu inconsciente nunca chega a se conectar por completo com um gato, nem tampouco entenderá seus mistérios.
A verdade é que ninguém se surpreende ao saber que a figura desses animais está unida ao budismo. Tanto é assim que na Tailândia existe uma lenda sagrada que transcendeu o tempo para converter os gatos em seres únicos de paz e íntima união, havendo vários em muitos templos dos países asiáticos. É por isso que é tão comum ver tantos gatos dormindo e enrolados nos braços das múltiplas estátuas sagradas de Buda e outros temas que enfeitam os jardins dos santuários.
Os gatos veem muito além de nossos sentidos. Entre suas horas de sonecas e seus momentos de brincadeiras e exploração, olham nossas almas com seu olfato refinado. Aliviam tristezas e nos preenchem com seus nobres e reluzentes olhares.
Frequentemente costuma-se dizer que ter um cachorro é ter o companheiro mais fiel que pode existir. Isso é totalmente certo. Mesmo assim, quem conhece o caráter de um gato sente que a conexão é mais íntima e profunda, e por isso diversos monges budistas como o mestre Hsing Yun falam do poder curativo desse animal. Convidamos você a descobrir-lo conosco.
Uma lenda budista sobre os gatos originária da Tailândia
Em primeiro lugar temos que saber algo muito importante. O budismo não está organizado em uma hierarquia vertical, como já sabemos. A autoridade religiosa descansa sobre os textos sagrados, mas, por sua vez, existe uma grande flexibilidade em seus próprios enfoques. A lenda que vamos mostrar tem suas raízes em uma escola específica: a do budismo theravada, ou o budismo da linhagem dos antigos.
Foi na Tailândia e dentro desse contexto que foi escrito “O livro dos poemas do gato”, ou o Tamra Maew, conservado hoje em dia na biblioteca Nacional de Bangkok como um autêntico tesouro que deve ser preservado. Em seus antigos papiros se pode ler uma encantadora história que conta que quando uma pessoa havia alcançado os níveis mais altos de espiritualidade e falecia, sua alma se unia placidamente ao corpo de um gato.
A vida poderia ser então muito curta, ou o quanto a longevidade felina permitisse, mas quando chegava o fim essa alma sabia que subiria para um plano iluminado. O povo tailandês daquela época, conhecendo essa crença, mantinha também outra curiosa prática…
Quando um familiar falecia, enterrava-se a pessoa em uma cripta junto com um gato vivo. A cripta tinha sempre um espaço por onde o animal poderia sair, e quando o fizesse tinham por certo que a alma do ser amado já estava no interior daquele nobre gato… Deste modo, alcançava a liberdade e esse lugar de calma e espiritualidade capaz de preparar a alma para o caminho posterior, o caminho de ascensão.
Os gatos e a espiritualidade
Dizem que os gatos são como pequenos monges capazes de trazer a harmonia a qualquer lugar. Para a ordem budista de Fo Guang Shan, por exemplo, são como pessoas que já alcançaram a iluminação.
Os gatos são seres livres que bebem quando têm sede, que comem quando têm fome, que dormem quando sentem sono e que fazem o que deve ser feito a cada momento sem necessidade de agradar ninguém.
Não se deixam levar pelo ego, e algo especial desses animais segundo esse ramo do budismo é que os gatos aprenderam a sentir o que vem do homem desde eras muito antigas na história do tempo. No entanto, as pessoas ainda não aprenderam a sentir o gato no presente.
São leais, fiéis e afetuosos, e suas demonstrações de carinho são íntimas e sutis e, ainda assim, tremendamente profundas. Só aqueles que sabem olhar para o seu interior com respeito e dedicação entenderão o seu amor inquebrável, mas as pessoas que são desequilibradas ou que frequentemente elevam sua voz para gritar jamais serão do agrado dos gatos.
Para concluir, sabemos que não é preciso recorrer aos textos budistas para entender que os gatos são especiais, que seus olhares nos transportam para universos introspectivos, que com suas estranhas posturas nos convidam a praticar a ioga, que são um exemplo de elegância e equilíbrio… Queremos o bem desses animais e até os veneramos e, ainda que eles mesmos se acreditem autênticos deuses lembrando quem sabe de seus dias no Antigo Egito, permitimos que eles sejam orgulhosos.
Todos temos nossas próprias histórias com esses animais, momento inesquecíveis que nos permitiram aproveitar pequenos instantes cheios de magia e autenticidade. Esses que seguramente serviram de inspiração para criar essa charmosa lenda budista que ficou impressa em tinta, papel e misticismo. A mesma que hoje nós queríamos contar e compartilhamos em nosso espaço com você.
“O tempo passado com gatos nunca é um tempo perdido.”
-Sigmund Freud-
sábado, 4 de junho de 2016
O cachorro e a espiritualidade - Márcia Fenandes (O Segredo)
Quando se pergunta, quem é o melhor amigo do homem?
Logo se responde: “o cachorro”.
Pois é, analisando energeticamente o cachorro, chegamos à seguinte conclusão:
O cachorro busca sempre em um ambiente os locais de maior concentração de energia positiva. Inclusive, na Radiestesia, dizem que a melhor maneira de descobrir o melhor local para se colocar a cama é deixando que um cão passe a noite no quarto vazio; o lugar escolhido por ele, o seu repouso, sempre é a melhor indicação.
Em toda ocasião é sempre bom estar atento ao cão, em toda sua forma de agir, desde a mais óbvia até a inexplicável. Se ele late para as paredes e lugares vazios, é hora de providenciar uma limpeza energética para o ambiente.
Quando ele se achega a um desconhecido ou se comporta de forma repulsiva também é algo digno de observar e providenciar a limpeza.
Acariciar um cachorro é como se descarregássemos nossa energia em um ímã. O cão é considerado o melhor amigo do homem por ter a alma bela, não guarda rancor de seu dono, afinal ele é fiel até a morte.
Mesmo que aconteça de você brigar com seu cachorro, chutar ou até mesmo prendê-lo como castigo, ao se aproximar dele, a sua fidelidade faz com que ele demonstre o amor incondicional, pois você o conquistou uma vez e será para sempre.
Além do convívio e da alegria, esse animal nos presta o favor da limpeza, nada nesta terra está desprovido de propósito do Divino.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Ciência e espiritualidade - Padma Samten
Ter a mente aberta, sem se apegar a uma verdade única, é o que nos torna capazes de ver além das aparências
A ciência e a espiritualidade parecem campos longínquos ou mesmo opostos. Há o campo do conhecimento confiável, testado na experiência concreta, reproduzível a qualquer momento. A água ferve a cem graus e congela a zero. Sendo a água, a temperatura e a pressão atmosférica as mesmas, o resultado é igual, em qualquer lugar, a qualquer hora, com qualquer pessoa. Parece não haver espaço para especulações filosóficas, psicológicas e muito menos espirituais no campo da ciência.
Isso é um engano. Em qualquer livro de história da ciência vamos encontrar uma lista enorme de visões que foram respeitáveis e se tornaram ultrapassadas. Como pôde o filósofo René Descartes acreditar que o número de planetas do sistema solar estava associado aos números de sólidos regulares da geometria? Como o pensamento de Aristóteles pôde perdurar por séculos até Galileu Galilei provar que não importa o peso de um objeto, pesado ou leve, todos caem à mesma velocidade?
Sim, existe o papel da mente. Nosso mundo interno dá vida e realidade às aparências que chamamos de mundo externo - mesmo com os cientistas. Quando mudamos dentro, nosso passado muda e também o presente e o futuro. Mudam as explicações, também as fotos, a conexão com as pessoas. Por que elas se transformam sem cessar?
Há a espiritualidade. Buscamos incessantemente a felicidade e queremos superar o sofrimento. Isso nos leva a buscar incessantemente a terra pura e perfeita onde isso seria possível. Como um pássaro, hoje estamos pousados em uma situação e temos um nível de segurança. Ainda assim percebemos a presença do desequilíbrio e da aflição e nos preparamos para voar. Somos seres vagueantes, andarilhos sem descanso e sem rumo seguro. Cientistas, filósofos e psicólogos, curadores e regentes do mundo, todos passam por transformações. Também nascem e morrem. A inevitabilidade dessas mudanças é o ponto que nos une na busca pela transcendência.
Buda mostra que o engano cria as aparências. E essas aparências, quando brotam do engano, são impermanentes. Isso gera satisfação, o que nos leva à mudança.
Há a lucidez. O engano cessa, as aparências surgidas a partir disso se revelam. É a mente que todo cientista sempre buscou: aquela que leva adiante o conhecimento. É ela que vê além do que já existe, que encontra soluções e que é livre das próprias disposições internas.
Há a presença incessante. A mente estável, além das aparências, surge como uma experiência nítida que sempre esteve presente na vida, na morte e nos momentos de mudança. Quando dormimos há uma mente testemunha que não parece presente durante o sonho mas é a que nos relata essas imagens depois. É mais do que a memória, é a ação silenciosa que sustenta a aparência mágica daquelas que nos enganam. Ela mesmo que não aparece nos filmes, nos livros, na vida, mas se esconde nas aparências que produz. Viver é o flutuar por esses campos complementares em sua complexidade e magia em busca da terra pura.
Há a espiritualidade. Buscamos incessantemente a felicidade e queremos superar o sofrimento. Isso nos leva a buscar incessantemente a terra pura e perfeita onde isso seria possível. Como um pássaro, hoje estamos pousados em uma situação e temos um nível de segurança. Ainda assim percebemos a presença do desequilíbrio e da aflição e nos preparamos para voar. Somos seres vagueantes, andarilhos sem descanso e sem rumo seguro. Cientistas, filósofos e psicólogos, curadores e regentes do mundo, todos passam por transformações. Também nascem e morrem. A inevitabilidade dessas mudanças é o ponto que nos une na busca pela transcendência.
Buda mostra que o engano cria as aparências. E essas aparências, quando brotam do engano, são impermanentes. Isso gera satisfação, o que nos leva à mudança.
Há a lucidez. O engano cessa, as aparências surgidas a partir disso se revelam. É a mente que todo cientista sempre buscou: aquela que leva adiante o conhecimento. É ela que vê além do que já existe, que encontra soluções e que é livre das próprias disposições internas.
Há a presença incessante. A mente estável, além das aparências, surge como uma experiência nítida que sempre esteve presente na vida, na morte e nos momentos de mudança. Quando dormimos há uma mente testemunha que não parece presente durante o sonho mas é a que nos relata essas imagens depois. É mais do que a memória, é a ação silenciosa que sustenta a aparência mágica daquelas que nos enganam. Ela mesmo que não aparece nos filmes, nos livros, na vida, mas se esconde nas aparências que produz. Viver é o flutuar por esses campos complementares em sua complexidade e magia em busca da terra pura.
(texto publicado na revista Vida Simples edição 160 - julho de 2015)
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
10 doenças espiritualmente transmissíveis - Mariana Caplan (O Segredo)
As seguintes 10 categorizações não se destinam a ser definitivas, mas são oferecidos como uma ferramenta para nos tornar conscientes de algumas das doenças mais comuns, transmitidas espiritualmente.
1. A Espiritualidade Fast-Food:
Misture a espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, a multitarefa e gratificação instantânea e o resultado é provável que seja a espiritualidade fast-food. A espiritualidade fast-food é um produto da fantasia comum e compreensível que o alívio do sofrimento da nossa condição humana pode ser rápida e fácil. Uma coisa é certa, porém: a transformação espiritual não pode ser obtida em uma solução rápida.
2. Falsa Espiritualidade:
A espiritualidade do falso é a tendência de falar, vestir e agir como se imagina que uma pessoa espiritual seja. É uma espécie de imitação da espiritualidade que imita a realização espiritual da maneira que o tecido estampado de pele de onça imita a pele genuína de uma onça.
3. Motivações Confusas:
Embora o nosso desejo de crescer seja genuíno e puro, muitas vezes ele se confunde com motivações menores, incluindo o desejo de ser amado, o desejo de pertencer, a necessidade de preencher nosso vazio interno, a crença de que o caminho espiritual removerá o nosso sofrimento e ambição espiritual, o desejo de ser especial, de ser melhor do que, para ser “o único”.
4. Identificando-se com Experiências Espirituais:
Nesta doença, o ego se identifica com a nossa experiência espiritual e a toma como sua própria, e nós começamos a acreditar que estamos incorporando insights e idéias que surgiram dentro de nós em determinados momentos. Na maioria dos casos, isso não dura indefinidamente, embora tenda a perdurar por longos períodos de tempo para aqueles que se julgam iluminados e / ou que trabalham como professores espirituais.
5. O Ego Espiritualizado:
Essa doença ocorre quando a própria estrutura da personalidade egóica se torna profundamente integrada com conceitos espirituais e idéias. O resultado é uma estrutura egóica, que é “à prova de bala.” Quando o ego se torna espiritualizado, somos invulneráveis a ajudar, uma nova entrada, ou comentários construtivos. Nos tornamos seres humanos e impenetráveis e estamos tolhidos em nosso crescimento espiritual, tudo em nome da espiritualidade.
6. Produção em Massa de Professores Espirituais:
Há uma série de atuais tradições espirituais da moda , que produzem pessoas que acreditam estar em um nível de iluminação espiritual, ou mestria, que está muito além de seu nível real. Esta doença funciona como uma correia transportadora espiritual: coloca este brilho, leva àquele insight, e – bam! – Você está iluminado e pronto para iluminar os outros de maneira similar. O problema não é aquilo que tais professores ensinam, mas que representam a si próprios como tendo realizado a mestria espiritual.
7. Orgulho Espiritual:
O orgulho espiritual surge quando o profissional, através de anos de esforço trabalhado efetivamente alcançou um certo nível de sabedoria e que usa esse conhecimento para se desligar a novas experiências. Um sentimento de “superioridade espiritual” é outro sintoma desta doença transmitida espiritualmente. Ela se manifesta como uma sensação sutil de que “Eu sou melhor, mais sábio e acima dos outros porque sou espiritual”.
8. Mente de Grupo:
Também conhecido como o pensamento grupal, mentalidade de culto ou doença ashram. A mente de grupo é um vírus insidioso que contém muitos elementos tradicionais da co-dependência. Um grupo espiritual faz acordos sutis e inconscientes sobre as formas corretas de pensar, falar, vestir e agir. Indivíduos e grupos infectados com o “espírito de grupo” rejeitam indivíduos, atitudes e circunstâncias que não estão em conformidade com as regras, muitas vezes não escritas do grupo.
9. O Complexo de Povo Escolhido:
O complexo de pessoas escolhidas não se limita aos judeus. É a crença de que “O nosso grupo é mais poderoso, iluminado e evoluído espiritualmente, e simplesmente colocado, melhor do que qualquer outro grupo.” Há uma distinção importante entre o reconhecimento de que alguém encontrou o caminho certo, o professor, ou comunidade para si, e tendo encontrado aquele, O Único.
10. O Vírus Mortal:
“Eu Cheguei”: Esta doença é tão potente que tem a capacidade de ser terminal e mortal para a nossa evolução espiritual. Esta é a crença de que “Eu cheguei” na meta final do caminho espiritual. Nosso progresso espiritual termina no ponto em que essa crença se cristalizou em nossa psique, no momento em que começamos a acreditar que chegamos ao fim do caminho, um maior crescimento cessa.
“A essência do amor é a percepção”, de acordo com os ensinamentos de Marc Gafni, “Portanto, a essência do amor próprio é a auto percepção. Você só pode se apaixonar por alguém que você pode ver claramente – incluindo a si mesmo. Amar é ter olhos para ver. É só quando você se vê É só quando você se vê claramente que você pode começar a se amar “.
É no espírito dos ensinamentos de Marc que eu acredito que uma parte crítica do discernimento da aprendizagem no caminho espiritual é a descoberta da doença generalizada do ego e auto-engano que está em todos nós. Ou seja, é quando precisamos de um senso de humor e do apoio de amigos espirituais reais.
À medida que enfrentamos nossos obstáculos para o crescimento espiritual, há momentos em que é fácil cair em um sentimento de desespero e auto diminuição e perder nossa confiança no caminho.
Precisamos manter a fé em nós mesmos e nos outros, a fim de realmente fazer a diferença neste mundo.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
O que seus guias espirituais estão tentando lhe dizer (O Segredo)
Os guias espirituais são ajudantes espirituais adoráveis e todos nós temos. Eles podem nos dar visão de qualquer situação e ajudar-nos a criar uma vida mais alegre.
Como um médium, eu comecei a comunicação com guias espirituais há mais de 20 anos. Nesse tempo, eu tenho compartilhado milhares de mensagens que canalizo do reino espiritual para ajudar as pessoas a ganharem mais clareza sobre suas vidas.
Aqui estão quatro mensagens que guias espirituais querem que você saiba para ajudar a tornar sua vida mais fácil e pacífica:
1. Você é suficiente do jeito que é
Muitos de nós estamos focados em constantemente nos esforçarmos para sermos melhores. Queremos ser pessoas, pais e cônjuges melhores. Queremos ser mais ricos e mais fortes, mais sábios e mais bonitos.
Esforçar-se para melhorar é ótimo, mas os seus guias espirituais querem que você saiba que você é suficiente. Enquanto você cresce, se desenvolve e explora a vida, lembre-se de apreciar quem você é agora. Você é uma bela alma divina, fazendo o melhor que pode em sua vida. Isso é o suficiente.
2. Tudo está te ajudando de alguma forma
Cada pessoa e acontecimento em sua vida irão ajudá-lo de alguma forma, você percebendo ou não. Dos trabalhadores que constroem as ruas pelas quais você dirige até a mulher irritante no trabalho... tudo está te ajudando de alguma maneira.
Ao encontrar uma situação ou pessoa difícil, seus guias espirituais sugerem que você pergunte: "Como isto está me ajudando?" Em seguida, tire um tempo para ouvir seu interior e permitir que a resposta venha até você. Você vai se surpreender com quanta paz e clareza pode sentir sobre uma situação anteriormente indesejável, uma vez que percebe como, em última análise, ela está te ajudando.
3. Há sempre tempo para VOCÊ
Você costuma se sentir apressado? Você sente que quando termina sua lista de coisas a fazer, não há tempo de sobra para você? Você se preocupa em ser muito velho ou não ter tempo suficiente para fazer grandes mudanças em sua vida?
Os guias espirituais querem que você saiba que não há pressa. Você não perdeu tempo e não está se movendo muito lentamente. Tudo acontece no tempo divino e há tempo de sobra para você fazer tudo o que quer em sua vida. Quando você se sentir apressado, respire fundo e lembre-se: "Há sempre tempo para mim."
4. Você é amado
A mensagem mais importante que os guias espirituais têm para você é que você é amado. Todos nós temos momentos em que nos sentimos sozinhos ou como se carregássemos o peso do mundo sobre nossos ombros. Você pode liberar esse fardo autoimposto, lembrando que os seus guias espirituais estão sempre lá nos bastidores te ajudando. Peça por sua ajuda, confie que você vai obter as respostas e assistência que precisa e saiba que você não está sozinho. Você é amado imensamente, em cada momento de cada dia.
Mensagens de guias espirituais são sempre amorosas e irão ajudá-lo a ver sua situação de uma perspectiva mais positiva.
domingo, 10 de maio de 2015
A ciência comprova: gatos são terapeutas holísticos! (O Segredo)
Estudos científicos têm demonstrado que os gatos são mais do que bons amigos e animais de estimação. Eles são verdadeiros terapeutas e podem ser uma ótima opção para pessoas que sofrem de doenças, principalmente cardíacas.
Você sabia que possuir um gato pode reduzir o risco de ataque cardíaco? Essa descoberta foi resultado de um estudo com cerca de 4.000 americanos por pesquisadores da Universidade de Minnesota. Depois de 10 anos de pesquisa, os donos de gatos apresentaram um risco de 30% a menos de sofrer ataque cardíaco, em comparação com aqueles que não possuem gato.
Em um outro estudo recente, a Dra. Karen Allen, uma pesquisadora da Universidade Estadual de Nova York, descobriu que corretores com hipertensão que adotaram um gato, tiveram menos leituras de pressão arterial em situações estressantes do que aqueles que não possuem o animal de estimação.
No início do estudo, os corretores foram prescritos com o remédio anti-hipertensivo Lisinopril. Metade dos participantes foram selecionados aleatoriamente para obter um cão ou gato como animal de estimação. Seis meses depois, Allen e seus colegas realizaram testes com os participantes para medir alterações na pressão arterial.
Eles descobriram que a pressão arterial induzida pelo estresse continuou a subir nos corretores sem animais de estimação. Os corretores com animais também tiveram aumentos na pressão arterial, mas de apenas metade se comparado com o outro grupo.
Nessa pesquisa, que foi publicada no site da Universidade de Buffalo e apresentada à Associação Americana do Coração, concluíram que os gatos controlam a pressão arterial melhor do que os medicamentos inibidores da enzima conversora da angiotensina (também chamados de inibidores da ECA), que ajudam a relaxar os vasos sanguíneos. Sendo assim, eles são, literalmente, mais eficazes na regulação dos níveis de pressão arterial do que a medicina moderna.
Cura psicológica
Além de melhoria na saúde do coração, os gatos também auxiliam na produção de oxitocina no cérebro.
Em um estudo publicado na revista Frontiers of Psychology, pesquisadores concluíram que os gatos, por causa do impacto que têm sobre os nossos níveis de oxitocina, são capazes de reduzir a agressão, aumentar a empatia, aprimorar a aprendizagem e produzir um aumento da confiabilidade em outras pessoas.
A oxitocina é um hormônio produzido no hipotálamo, conhecido como hormônio do amor. Quando isso acontece, os níveis de cortisol (hormônio do estresse) diminuem, promovendo uma sensação de bem estar físico e emocional, deixando corpo e mente em harmonia, fortalecendo o sistema imunológico, dentre outros benefícios.
O ronronar dos felinos
Alguns especialistas vão ainda mais longe e afirmam que o ronronar dos gatos pode curar graças às vibrações e sons graves que produz.
De acordo com um artigo publicado na revista Scientific American, os gatos ronronam com um padrão consistente de frequência entre 25 e 150 hertz. Cientistas demonstraram que os felinos produzem o ronronar através de movimentos intermitentes da laringe e dos músculos do diafragma, e concluíram que as frequências de som nesse intervalo podem melhorar a densidade óssea e promover a cura de células.
Os pesquisadores afirmam que, como o gato conserva energia através de longos períodos de descanso e sono, é possível que o ronronar seja um mecanismo que estimula músculos e ossos sem gastar muita energia. A resistência desses animais tem facilitado a noção de que possuem "sete vidas" e o ronrom pode fornecer uma base para essa mitologia felina.
Embora seja tentador afirmar que os felinos ronronam porque estão felizes, é mais plausível que o ronronar seja um meio de comunicação e uma fonte potencial de auto-cura. Esta descoberta pode fornecer ajuda para a medicina moderna, contribuindo para o tratamento de osteoporose e atrofia muscular.
Apesar das diversas pesquisas atuais, os dons do gato não eram segredo para os nossos ancestrais, principalmente para os antigos egípcios, que os tratavam como deuses. Eles eram adorados, sendo muitas vezes retratados em hieróglifos repletos de jóias. Além disso, naquela época matar um gato mesmo por acidente, era considerado um ato criminoso punível com a morte.
Os gatos podem não serem deuses, mas temos evidências suficientes com relação aos seus poderes de cura e podemos concluir que eles são verdadeiros terapeutas holísticos. Com estas novas descobertas, não existem dúvidas quanto à sua influência positiva na saúde dos seres humanos.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
O gato e a espiritualidade (O Segredo)
Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não topa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério.
O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.
O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós.
Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele" não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores.
O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo.
É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério.
O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado.
O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.
O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção.
Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posição de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata.
Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.
O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo. Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias.
Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra.
Lição de religiosidade sem ícones. Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade.
Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.
O gato é uma chance de interiorização e sabedoria, posta pelo mistério à disposição do homem.
O gato é um animal que tem muito quartzo na glândula pineal, é portanto um transmutador de energia e um animal útil para cura, pois capta a energia ruim do ambiente e transforma em energia boa, - normalmente onde o gato deita com frequência, significa que não tem boa energia - caso o animal comece a deitar em alguma parte de nosso corpo de forma insistente, é sinal de que aquele órgão ou membro está doente ou prestes a adoecer, pois o bicho já percebeu a energia ruim no referido órgão e então ele escolhe deitar nesta parte do corpo para limpar a energia ruim que tem ali.
Observe que do mesmo jeito que o gato deita em determinado lugar, ele sai de repente, pois ele sente que já limpou a energia do local e não precisa mais dele.
O amor do gato pelo dono é de desapego, pois enquanto precisa ele está por perto, quando não, ele se afasta.
No Egito dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com o corpo de mulher e cabeça de gata. Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia. Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos.
Nesta época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos.
"O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, e somente então, ele irá liderar a alma até seu repouso final."
Fonte: The Mythology of Cats, Gerald & Loretta Hausman - Via: Mundo de Gaya
sexta-feira, 1 de maio de 2015
12 sintomas de um possível despertar da consciência (O Segredo)
Segundo Jiddu Krishnamurti - um dos maiores filósofos e pensadores do século 20 - uma pessoa que está próxima de um despertar da consciência, experimenta alguns desses sintomas.
1) Uma tendência crescente de deixar as coisas acontecerem ao invés de tentar controlá-las.
2) Ataques frequentes de alegria, sorrisos sem explicação e explosões de risos a qualquer momento.
3) Sensações de estar intimamente conectado aos outros e à natureza.
4) Episódios frequentes de apreciação e admiração das coisas simples.
5) Uma tendência de pensar e agir espontaneamente com amor, no lugar do medo baseado na experiência passada.
6) Uma nítida habilidade de viver cada momento.
7) Uma perda da habilidade de se preocupar.
8) Uma perda do desejo por conflito.
9) Uma perda de interesse por tomar as coisas como pessoais.
10) Uma perda de apetite em julgar o outro.
11) Uma perda de interesse em julgar a si mesmo.
12) Uma inclinação em dar sem esperar nada em troca.
sexta-feira, 13 de março de 2015
O gato e a espiritualidade (O Segredo)
Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não topa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério.
O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.
O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós.
Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele" não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores.
O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo.
É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério.
O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado.
O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.
O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção.
Desatentos não agradam aos gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata.
Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reserva não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.
O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo. Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias.
Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra.
Lição de religiosidade sem ícones. Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade.
Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.
O gato é uma chance de interiorização e sabedoria, posta num mistério à disposição do homem. O gato é um animal que tem muito quartzo na glândula pineal, é portanto um transmutador de energia e um animal útil para cura, pois capta a energia ruim do ambiente e transforma em energia boa - normalmente onde o gato deita com frequência significa que não tem boa energia - caso o animal comece a deitar em alguma parte do nosso corpo de forma insistente, é sinal de aquele órgão ou membro está doente ou prestes a adoecer, pois o bicho já percebeu a energia ruim no referido órgão e então ele escolhe deitar nesta parte do corpo para limpar a energia ruim que tem ali.
Observe que do mesmo jeito que o gato deita em determinado lugar, ele sai de repente, pois ele sente que já limpou a energia do local e não precisa mais dele.
O amor do gato pelo dono é de desapego, pois enquanto precisa ele está por perto, quando não, ele se afasta.
No Egito dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com corpo de mulher e cabeça de gata. Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia. Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos.
Nesta época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos.
"O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, e somente então, ele irá liderar a alma até seu repouso final."
Fonte: The Mythology of Cats, Gerald & Loretta Hausman - Via: Mundo de Gaya
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