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sábado, 25 de março de 2017

Tragédia em meio à grande beleza - Rodrigo Turrer


O terremoto que devastou cidades no centro da Itália expõe a fragilidade aos abalos sísmicos do país que conserva muitos monumentos históricos da humanidade

"A cidade inteira está sob escombros, conhecidos meus morreram. Sobraram poucos prédios, será impossível reconstruir tudo isso." Em meio às lágrimas, foi assim que Sergio Perozzi, prefeito de Amatrice, definiu a destruição que atingiu sua cidade e outras vizinhas depois do terrível terremoto que arrasou cidades nas regiões de Lazio, Abruzzo, Marcas e Úmbria, no centro da Itália. O lugar é um dos mais belos cartões postais da Itália. Menos badalado que Toscana, Emilia Romagna e o Vêneto, fica a duas horas de carro ou trem de Roma, na idílica região do Parque Nacional do Gran Sasso, entre os mares Tirreno e Adriático. "O paraíso virou o inferno de Dante", resumiu Perozzi.

O inferno começou na madrugada da quarta-feira, dia 24 de agosto. O terremoto de magnitude 6.2 aconteceu 100 quilômetros a nordeste de Roma. A região já enfrentou uma série de terremotos nos últimos 40 anos e fica em um dos pontos mais suscetíveis a tremores no mundo. O abalo ocorreu a uma profundidade de 10 quilômetros, considerada rasa, o que amplificou o tamanho da tragédia e os danos a edificações. Até o fechamento desta edição, na sexta-feira, dia 2, 268 haviam morrido e 387 estavam feridas.

Abalos sísmicos de grande intensidade fazem parte da rotina de quem vive ao longo da Cordilheira dos Apeninos, que corta a Itália de Norte a Sul. Segundo dados da agência governamental americana que monitora desastres naturais, a Itália, desde 2000, registrou 12 terremotos de grande intensidade. Essa atividade sísmica na região mediterrânea é resultado do grande atrito entre as placas tectônicas da África e da Eurásia. Além disso, o Mar Tirreno, no oeste da Itália, enter o continente e as ilhas da Sardenha e da Córsega, está se abrindo aos poucos, cerca de 2 centímetros por ano. Segundo especialistas, essa pressão é agravada pelo movimento da crosta terrestre do lado leste, no Mar Adriático, que estaria se movendo para "debaixo" da Itália. O resultado é um grande sistema de falhas geológicas que percorre toda a extensão da cadeia montanhosa. Cidades como Perúgia e Áquila estão localizadas em cima dessas falhas.

O epicentro do terremoto da quarta-feira foi perto da cidade de Nórcia, na região da Úmbria, que também fica em cima dessas falhas geológicas e cujo centro histórico é um ponto turístico popular. "As estruturas antissísmicas da cidade se mantiveram. Há danos ao patrimônio histórico e a prédios, mas estávamos preparados para o pior", afirmou Nicola Alemanno, prefeito de Nórcia. Ao contrário de Nórcia, outras cidades da região não estavam - e não estão - preparadas para o pior. Era o caso de Amatrice, sem dúvida a cidade que mais sofreu com o tremor. A cidade é uma pérola do Lazio, a região cuja capital é Roma. Considerada um dos berços da gastronomia do local, com suas massas sem similar e o famoso molho à amatriciana, Amatrice é chamada de "cidade das 100 igrejas" ("la città delle cento chiese"), tantas são as relíquias arquitetônicas representantes do períodos Românico, Barroco e Renascentista.

Tudo isso desapareceu no período de menos de 60 segundos em que a terra tremeu e devastou a cidade. Assim como em Amatrice, moradores de outras cidades italianas estão em risco permanente - sem contar várias das maravilhas arquitetônicas da Itália. Desde 1861, quando o país foi unificado, houve 35 grandes terremotos e 86 menores. Por causa dos inúmeros tremores, a Itália tem um dos códigos de construção mais avançados do mundo - mas ele só vale para construções novas. Mais de 75% dos edifícios da Itália têm mais de 100 anos. Igrejas, museus e outras edificações beiram a casa dos 1.000 ou 2 mil anos. As leis de conservação do patrimônio histórico restringem a modernizações que poderiam afetar a beleza de monumentos - mas, em contrapartida, torná-los mais seguros. "O desafio da Itália é avaliar a segurança sísmica de edifícios antigos e dar prioridade a intervenções para adaptação e fortalecimento", afirmou à revista Time Carmine Galasso, professor de engenharia sísmica na University College London.

O custo de lidar com a tragédia pode ser muito maior que o custo da prevenção. Em 2009, a cidade de Áquila, localizada sobre uma falha geológica que provoca abalos constantes, sofreu um dos piores terremotos da história recente da Itália. Ao menos 300 pessoas morreram e seu vasto centro histórico ficou sob escombros. Passados sete anos e um investimento de 13 bilhões de euros, o centro histórico não foi completamente recuperado - e as vidas que se foram estão perdidas para sempre.

Em um país conhecido pela burocracia e pelos entraves a modernizações como é a Itália, reformar ou melhorar edificações antigas requer um esforço hercúleo. Obras realizadas em Roma, Pisa e outras cidades italianas para fortalecer estruturas de prédios e monumentos históricos - alguns deles patrimônios da humanidade - enfrentaram sérios obstáculos para ficar prontas. A própria lei que instituiu um código de construção moderno prevendo proteções antissísmicas demorou quase dez anos para ser aprovada no Parlamento.

O terremoto que destruiu Amatrice e outras cidades em uma das regiões do mundo mais suscetíveis a terremotos é um alerta para as autoridades italianas. Um sinal de que sob a beleza estonteante da paisagem e da arquitetura do Bel Paese, como a Itália é conhecida, estão estruturas antigas e frágeis, que podem não resistir a futuros impactos e tremores.


(texto publicado na revista Época de 29 de agosto de 2016)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

domingo, 31 de maio de 2015

Bebida que ajuda a controlar o colesterol e queimar gordura (Melhor com Saúde)


Quando nosso corpo acumula colesterol ruim na corrente sanguínea, estamos em alto risco de sofrer problemas de obstrução arterial e danos cardiovasculares. Se for fato que o nosso corpo precisa de uma determinada quantidade de colesterol para poder desempenhar suas funções normalmente, é certo que, muitas vezes, nos excedemos no consumo de colesterol e podemos provocar um acúmulo do mesmo nas nossas artérias

Quando uma pessoa é diagnosticada com um nível de colesterol alto,é importante que ela comece a cuidar da dieta e diminua o consumo de gorduras e de outros alimentos ricos neste componente. Uma dieta saudável é a chave para diminuir o colesterol ruim, juntamente com o risco que ele representa para a saúde. Felizmente, além da dieta, também há outros remédios naturais que podem ajudar a diminuir os níveis de colesterol de forma eficaz, ao mesmo tempo em que oferecem outros benefícios importantes, como a queima de gordura e a perda de peso.

Quais são os benefícios desta bebida natural?

Neste artigo, o remédio caseiro que iremos compartilhar com você é uma bebida a base de limão e salsinha. Como muitos de nós já sabemos, ambos são ingredientes com inúmeras propriedades para a saúde.

Benefícios da salsinha

A salsinha é um alimento altamente conhecido nas cozinhas de todo o mundo, pois é muito versátil e pode ser usada em diversas receitas. No entanto, além do seu uso na gastronomia, a salsinha também é famosa por suas propriedades diuréticas, capazes de eliminar o excesso de água do organismo, assim como uma grande quantidade de toxinas que podem afetar a saúde.

As principais vantagens do consumo da salsinha se devem a seu alto teor de óleos essenciais e flavonoides, que são os responsáveis por proporcionar grandes benefícios ao corpo, tanto interna quanto externamente. Além disso, a salsinha contém quantidades importantes de vitamina C, A e K, que são fundamentais para ter um sistema imunológico forte e um organismo livre de infecções e doenças.

O consumo regular de salsinha ajuda a eliminar as toxinas da corrente sanguínea, ao mesmo tempo em que combate o colesterol e estimula a circulação. Por esta razão, este ingrediente é muito poderoso para melhorar a saúde dos vasos sanguíneos e prevenir problemas cardiovasculares.

Benefícios do limão

Graças ao seu alto teor de vitamina C, antioxidantes e óleos essenciais naturais, o limão é outro ótimo aliado para limpar as artérias e controlar o colesterol. O limão evita que o colesterol se fixe nas paredes arteriais e estimula a sua eliminação para que não afete a circulação.

Seus antioxidantes o convertem em um grande aliado para combater os radicais livres, eliminar os líquidos retidos no corpo e todas essas toxinas que podem afetar a saúde. De fato, o consumo de suco de limão também estimula a queima de gordura e a perda de peso.

Como preparar essa bebida?

Ao misturar os benefícios da salsinha com as do limão, vamos preparar uma poderosa bebida capaz de regular os níveis de colesterol no sangue e prevenir doenças. Além disso, seu consumo também poderá estimular a perda de peso, combater a retenção de líquidos, melhorar a saúde renal e evitar o envelhecimento precoce causado pelos radicais livres.

Ingredientes

1,5 litros de água
3 ramos de salsinha
1kg de limões
Um pouco de bicarbonato de sódio

Como prepará-la?

Quando for ao mercado, escolha sempre limões orgânicos, para ter certeza de que eles não contam com restos de pesticidas e substâncias químicas. Se não for possível, lave bem os limões com bicarbonato de sódio dissolvido em água para desinfetá-los.

Uma vez lavados os limões, corte-os em rodelas e reserve.

Coloque a água para ferver. Quando estiver fria, acrescente os limões e a salsinha finamente picada.

Tampe bem a mistura e guarde na geladeira.

Finalmente, misture um pouco antes de consumir e beba cerca de 100 ml todos os dias.

Recomendamos ingerir essa bebida em jejum, para aproveitar ao máximo todos os seus benefícios durante o resto do dia. Para obter bons resultados, é importante consumi-la frequentemente, pelo menos até notar uma redução no nível de colesterol.

Lembre-se de que os resultados também vão depender muito do tipo de dieta e estilo de vida que você adotar para diminuir o colesterol. Melhore ao máximo a sua alimentação e evite os maus hábitos, como fumar, beber álcool e ter uma vida sedentária.

domingo, 8 de março de 2015

Na Itália, como os italianos - Patricia Oyama, jornalista (Revista Casa e Jardim)


Usar colher para comer spaghetti? Colocar o macarrão debaixo da torneira? Mamma mia, não! Saiba quais são os sete pecados que você deve evitar na cozinha e na mesa italiana

Poucos e bons ingredientes, receitas descomplicadas, simplicidade com sabor: a cozinha italiana pode não ter todas as firulas da culinária francesa ou os salamaleques de uma cerimônia do chá japonesa, mas tem, sim, suas regras tácitas - tanto na hora do preparo como à mesa. Para evitar gafes numa refeição na bella Itália, a reportagem de Casa e Comida aproveitou a visita à fábrica Rustichella d'Abruzzo para tirar todas as dúvidas. Sediada na província de Pescara, na região italiana de Abruzzo, centro-leste do país, a Rustichella é comandada por uma família que fabrica massas artesanais há quatro gerações. Confira a seguir alguns deslizes comuns, daqueles que deixam as mammas de cabelo em pé, explicados pelo sócio da Rustichella, Gianluigi Peduzzi, e por Giovanni Intilla, gerente de exportação da marca.

1 - Passar a massa na água corrente para interromper o cozimento

Para garantir que o macarrão fique al dente, muita gente dá um banho de água fria no coitado, debaixo da torneira. Acontece que a água leva embora boa parte do amido e, com isso, o molho não adere direito à massa. Como evitar que o macarrão continue cozinhando depois de pronto? Ora, se a massa está pronta, não perca tempo. Coma!

2 - Ignorar as combinações tradicionais

Ninguém aqui é contra a inovação e a criatividade dos cozinheiros, mas certas combinações entre o formato da massa e o molho são simplesmente perfeitas. Para que mexer, caspita? Por exemplo, spaghetti alla carbonara. Um penne all'arrabbiata. Ou ainda um bucatini all'amatriciana. Isso faz sentido. Linguine alla carbonara? Penne alla bolognese? Não faz sentido.

3 - Salpicar queijo ralado na massa com frutos do mar

O parmesão é uma das grandes contribuições da culinária italiana para a mesa mundial. É só acrescentar um pouquinho desse queijo e toda masas ganha mais graça, certo? Não mesmo. Ele não combina e ainda rouba o sabor de pratos com frutos do mar. Mantenha o grana padano longe daquele spaghetti alle vongole. 

4 - Usar garfo e colher para comer massa longa

Esta repórter não conseguiu descobrir de onde veio o costume de usar garfo e colher para comer massas longas. Mas, certamente, da Itália é que não foi. Enrolar os fios de macarrão no garfo, usando uma colher como apoio, pode parecer muito elegante e refinado. Só que não. Italianos enrolam magistralmente seu spaghetti no garfo e só.

5 - Beber suco ou refrigerante durante a refeição

Sabe aquela cena do garçom repassando um a um os pedidos de bebidas de uma mesa lotada? Pois você não vai ver isso na Itália. Para acompanhar a refeição, toma-se água e/ou vinho? E basta. Até com pizza? Va bene, com pizza o refri está liberado.

6 - Fechar a refeição com um cappuccino

Quer atrair olhares de estranhamento numa casa à italiana? Peça um cappuccino depois da refeição. Para os italianos, cappuccino (que originalmente não leva chocolate  nem canela, diga-se de passagem) é algo que se toma apenas no café da manhã. Depois do almoço ou jantar, bebe-se um espresso. Forte demais para você? Peça um macchiato, o espresso "manchado" de leite.

7 - Cortar o macarrão com a faca

Por fim, tenha em mente que todas as gafes acima são perfeitamente perdoáveis. Mas nunca - nunquinha mesmo! - corte a massa longa com a faca. Fábricas de massas artesanais monitoram a qualidade do trigo desde a semente, investem em moldes de bronze para fazer a trefilagem da pasta e analisam por dias a secagem em baixa temperatura. Tudo para que a massa não se parta em pedaços na embalagem e tenha a textura perfeita após cozida. Há quem diga que passar a faca nesses fios é caso para deportação!






























sexta-feira, 27 de julho de 2012

Diario di vita: Scanno (Piccola Grande Italia)

Ricordo sempre con nostalgia il primo viaggio fatto in Italia. Durante l'escursione ho avuto l'opportunità di conoscere la regione Abruzzo. L'albergo in cui ci siamo ospitati era a Pescara, ma abbiamo girato quasi tutta la regione. Tra i posti che abbiamo conosciuto mi ricordo del lago di Scanno. Siccome il viaggio l'abbiamo fatto a luglio in piena estate passeggiare all'aria aperta è stato un vero piacere.



Una mia foto