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sábado, 7 de março de 2015

Coca-Cola brasileira tem maior taxa de produto cancerígeno no mundo (Notícias naturais)


A Coca-Cola comercializada no Brasil contém a maior concentração do 4-metil-imidazol (4-MI), produto presente no corante Caramelo IV e classificado como cancerígeno nos Estados Unidos, de acordo com informações da assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Conforme o Idec, a Coca-Cola do Brasil tem nove vezes mais o limite diário de 4-MI estabelecido pelo governo da Califórnia, que fixou a quantidade máxima de consumo diário de 39 ml do refrigerante por dia. Nos EUA, a empresa alterou a fórmula do produto para diminuir a concentração do 4-MI, segundo o jornal britânico Daily Mail. No Reino Unido, ativistas favoráveis a uma alimentação saudável para crianças querem que a empresa tome a mesma medida.

De acordo com o levantamento, o refrigerante vendido no Brasil contém 263 cmg do corante em 350 ml. Na Coca-Cola vendida no Quênia, que ficou na segunda posição, há 170 cmg para cada 355 ml. A pesquisa, realizada pelo Centro de Pesquisa CSPI (Center for Science in the Public Interest, em inglês), de Washington testou a quantidade da substância nas latas vendidas também no Canadá, Emirados Árabes, México, Reino Unido e nos Estados Unidos. Procurada, a empresa ainda não se manifestou sobre a pesquisa.

Procurada, por meio de nota a Coca-Cola respondeu que a quantidade do 4-MI presente no corante caramelo utilizado nos produtos é "absolutamente segura" e que os índices do ingrediente apontados em amostra brasileira pela pesquisa estão dentro dos padrões aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A empresa afirmou ainda que não vai alterar sua fórmula e que mudanças no processo de fabricação de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, não tem potencial para modificar a cor ou o sabor da bebida. "Ao longo dos anos já implementamos outras mudanças no processo de fabricação de ingredientes, no entanto, sem alterar nossa fórmula secreta", diz a nota.

O que é a substância carcinogênica na Cola-Cola e Pepsi?

A cor dos refrigerantes vem parcialmente do 4-metil-imidazol (4-MI), um produto químico que se forma na produção do corante de caramelo.

Coca-Cola, Pepsi e outros fabricantes insistem que ele é seguro em doses baixas encontradas em bebidas.

Mas estudos têm mostrado que a exposição a longo prazo ao produto químico causa câncer de pulmão em ratos e as autoridades de saúde na Califórnia decidiram que os produtos com mais de 29 mcg (0.029 mg) devem levar uma advertência de saúde.

Quando a pesquisa do Centro para Ciência no Interesse Público, um grupo de campanha, as latas encontradas continham quase 140 mcg, todas as empresas de refrigerante em todos os EUA foram forçadas a cortar os níveis.

Ativistas dizem que o consumo diário de alimentos com 30 mcg de 4-MI causaria câncer em uma em cada 100 mil pessoas ao longo de suas vidas.

Mas a FDA (Food and Drug Administration) diz que alguém precisaria beber mais de 1.000 latas de cola todos os dias para atingir os níveis que causaram câncer em ratos de laboratório.

Resolvi enviar uma pergunta para o SAC da Coca-Cola, questionando a quantidade de 4-metil-imidazol (4-MI) utilizada no Brasil e recebi o que acredito ser a resposta padrão (copy&paste) que dão para qualquer um que ouse questionar a segurança no consumo dos refrigerantes da Coca-Cola.

A Coca-Cola agradece a sua visita ao nosso site!

Informamos que a quantidade de corante caramelo IV utilizado em nossos produtos é absolutamente segura e está de acordo com os valores definidos pela Comissão do Codex Alimentarius (orientações relacionadas a alimentos seguidas internacionalmente) e pela ANVISA. Para ultrapassar os limites estabelecidos para consumo do corante caramelo IV a pessoa precisaria consumir diariamente 80 litros de refrigerante. Assim, a quantidade de 4-MI ingerida pelo consumo de refrigerantes não é considerada significativa ou indicativa de risco à saúde humana. Nós, da Coca-Cola Brasil, buscamos um elevado padrão de qualidade nos nossos produtos. Essa é a nossa mais alta prioridade!

Coca-Cola Brasil

























quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mistério gasoso - A fórmula da Coca-Cola

Como a fórmula da Coca-Cola se mantém secreta, mesmo com todas as técnicas da química moderna ?

É muito difícil identificar, com 100% de exatidão, todos os ingredientes responsáveis pelo sabor do refrigerante. Em primeiro lugar, porque alguns elementos podem aparecer na fórmula em uma porcentagem ínfima, bem menor que 1%. Segundo, porque até mesmo um ingrediente isolado da mistura, como essência de limão, já é resultado de uma mescla de centenas de outros elementos. Para obter uma essência seguramente igual, só detectando todos esses componentes. "Teoricamente, trata-se de um desafio possível. As técnicas recentes são capazes de mostrar a composição exata de misturas ainda mais complexas que a Coca-Cola, como pigmentos em obras de arte e extratos de plantas medicinais", diz o químico Flávio Maron Vichi, da USP. De qualquer forma, quem quiser se aventurar para resolver o quebra-cabeça dessa centenária fórmula gasosa precisa estar preparado para gastar muito dinheiro. "Em uma estimativa livre, calcula-se que seriam necessários pelo menos 850 mil dólares por ano para financiar uma pesquisa desse tipo, que não teria prazo para terminar", afirma o químico americano Charles Löchmuller, da Universidade Duke, nos Estados Unidos. Além disso, produzir um clone exato do refrigerante é outro desafio complicado. Uma essência natural de limão produzida na Flórida seria bem diferente de uma feita em São Paulo - isso porque o clima e o solo do local onde os limoeiros são cultivados, por exemplo, podem influenciar no sabor do fruto. O resumo da história é que, mesmo gastando rios de dinheiro para desvendar a fórmula, corre-se o risco de criar algo mais parecido com uma cópia barata que com a Coca-Cola original. Isso sem contar que a cópia obviamente não poderia usar aquilo que o refrigerante americano tem de mais precioso: sua marca. Após mais de 100 anos de propaganda, o nome Coca-Cola é hoje o mais valorizado do planeta, com um valor estimado em 70 bilhões de dólares. Seja como for, o papelzinho com a mistura secreta continua guardado num cofre de banco em Atlanta, nos Estados Unidos, sede da companhia.


(revista Mundo Estranho)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A fantástica ciência da comida (Coca-Cola)

P: Por que o mesmo refrigerante tem gostos diferentes aqui e nos Estados Unidos ?
R: Você já teve a oportunidade de experimentar a Coca-Cola americana? Percebeu diferença no sabor há quem diga que o nosso refrigerante é melhor porque é adoçado com açúcar de cana, enquanto a bebida estrangeira usa xarope de milho. O processo de obtenção da substância doce é mais compllicado que a da cana-de-açúcar. Mas, como amido e açúcar são parentes próximos - uma molécula de amido é feita de centenas de moléculas menores de glicose, que é o açúcar mais simples - , a química permite que o processo seja feito. Porém, o açúcar obtido do milho não é tão doce quanto o da cana: tem apenas entre 40% e 56% da doçura dele. Para os Estados Unidos, no entanto, há uma razão econômica, mais que de paladar, para que o amido de milho vire substância adoçante: o país produz 6.000 vezes mais milho que cana-de-açúcar. A Coca-Cola, por meio da sua assessoria de comunicação, confirmou para a nossa revista que, nos EUA, usa-se o xarope de milho, mas, de acordo com a empresa, não há diferença no dulcor dos refrigerantes produzidos cá e lá.

(texto extraído da revista "Super Interessante" especial - junho de 2003)