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sábado, 1 de outubro de 2016

Acupuntura e fitoterapia - Wu Tou Kwang


A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) é bastante ampla e se utiliza da fitoterapia, massoterapia, dietética, ginástica e acupuntura para tratar as mais diversas enfermidades. Como no Ocidente a acupuntura chegou antes e chamou muita atenção por ter sua terapêutica baseada em agulhas, acabou se destacando e passou a ser erradamente vista como o único elemento da MTC.

A filosofia chinesa tem suas raízes nos princípios do yin e yang e dos cinco elementos. Como todas as atividades do Oriente baseiam-se nesses conceitos, incluindo a astrologia, a arquitetura, a decoração, a administração, o comércio e a política, a acupuntura e fitoterapia, ramificações da MTC, não podiam ser diferentes. Ao classificar as plantas medicinais como frias, frescas, mornas e quentes, os chineses consideraram seus aspectos yin e yang; e, ao dividi-las em azedas, amargas, adocicadas, picantes e salgadas, aplicaram os cinco elementos.

Por absoluta ignorância, a classe médica ocidental rejeitou a acupuntura por dezenas de anos. Na verdade, foi só a partir de 1972, quando os efeitos da acupuntura na anestesia foram praticamente comprovados, que a comunidade científica mundial reconheceu os méritos da técnica. Na China, a acupuntura e a fitoterapia são praticadas em grande escala por médicos com formação tradicional, enquanto a medicina química do Ocidente é considerada... uma terapia alternativa.

A civilização chinesa

Para compreender a importância e validade da MTC, é importante conhecer a grandeza das contribuições das China para o progresso humano. A civilização chinesa é uma das mais antigas do mundo. Entre todas, é a única a sobreviver continuamente no tempo, mantendo sua cultura e tradição praticamente intactas. O idioma é o mais antigo ainda em uso no planeta, é o mais empregado no mundo e guarda as características de transição entre o desenho e a escrita moderna.

A civilização chinesa espalhou suas influências por todo o planeta, e muitas delas perduram até os dias de hoje. Arroz, soja, laranja, lichia, kiwi, chá, kung fu, tai chi chuan, qi gong, cama-de-gato, tangram, origami, xadrez chinês, dominó, balões, hibisco e crisântemo tiveram sua origem na China e se tornaram partes da vida moderna nos quatro cantos do mundo. Isso sem contar a culinária, que aliás nada tem a ver com os fastfoods ou as pastelarias! Quem já não ouviu falar ou experimentou biscoitos da sorte, chop suey, rolinho de primavera, frango xadrez, porco agridoce, maçã caramelada, barbatana de tubarão e ninho de andorinha? Os chineses costumam dizer: "Tudo que tem quatro pés, não sendo mesa, pode ser comido".

O restaurante, como local para se ir comer por prazer e ter um convívio social, foi criação dos chineses em 1120 d.C. O mais antigo tratado de estratégia do mundo, A Arte da Guerra, foi um legado de Sun Tsu há 2500 anos. Tal obra continua moderna, sendo consultada inclusive nas guerras comerciais e esportivas do século XX - seus princípios foram aplicados no futebol pelo técnico Carlos Alberto Silva. O livro I Ching é considerado uma das obras mais importantes da humanidade. A radiestesia era praticada na China há 4200 anos - existe uma xilogravura milenar mostrando o imperador Kwang Yu com uma forquilha radiestésica; ele foi célebre pela capacidade de descobrir jazidas minerais, lençóis de água, objetos escondidos e para determinar os trabalhos da terra de acordo com as diferentes estações.

Querem mais? Os chineses foram os pais da aeronáutica, inventaram a pipa, a pólvora, os fogos de artifício e soltaram os primeiros foguetes sinalizadores. 

A expansão da acupuntura

A acupuntura é, sem a menor dúvida, uma das formas de tratamento mais antigas do nosso planeta. Os maias já conheciam a circulação de energia nos meridianos do corpo físico e descreviam inclusive alguns canais energéticos do corpo etérico. Os índios brasileiros intuitivamente aprenderam a estimular regiões do corpo com instrumentos pontiagudos, como espinhos de plantas e ossos de animais, mas foram os chineses que sistematizaram, preservaram e divulgaram essa técnica até o século XX, graças à invenção do papel e da imprensa.

No século VI, a acupuntura chegou à Coréia e ao Japão. No século XVII, alcançou a Europa através da Rota da Seda, mas era vista como curiosidade, representando um método bárbaro praticado por povos estranhos.

No ano de 1900, Soulié de Morant, diplomata francês situado em Pequim, conheceu a acupuntura durante uma epidemia de cólera na região. Certo empregado da embaixada estava doente e um médico chinês foi convocado para aplicar acupuntura nele. Vendo a eficácia do tratamento, Morant passou a estudá-lo durante os 30 anos seguintes em vários hospitais da China, Japão e Coréia, e chegou a escrever para seu governo sobre as vantagens de implantar a acupuntura na França.

Ao retornar a seu país em 1930, o diplomata resolveu demonstrar a terapia das agulhas para seus amigos e médicos. Ele foi tão ridicularizado e marginalizado que chegou a pensar em esquecer que um dia havia conhecido aquilo. No entanto, um dos médicos o encorajou a escrever sobre suas experiências e Morant acabou lançando o livro Compêndio da Verdadeira Medicina Chinesa. Mas o destino não foi generoso com o diplomata, após alguns anos, o médico Roger de La Fuye decidiu fundar uma associação e o excluiu pelo simples fato de Morant não ser formado em medicina. 

A acupuntura teve grande divulgação em 1972 com a visita do então presidente Richard Nixon à China. Um dos jornalistas de sua comitiva foi operado de apendicite aguda num hospital de Pequim e no pós-operatório apresentou dores e distensão abdominal. Veio um médico chinês e eliminou os sintomas prontamente fazendo uso da acupuntura. Durante a convalescença, o jornalista descobriu que a técnica era utilizada para anestesias naquele hospital. A notícia percorreu o mundo e muitos neurofisiologistas passaram a pesquisar o assunto com seriedade, chegando a desvendar parte dos mecanismos da acupuntura.

Nos EUA, os responsáveis pela introdução da terapia ao povo foram os imigrantes chineses. Um americano havia aprendido acupuntura em Hong Kong e passou a aplicá-la em Nova York, sendo perseguido pela comunidade médica, o que deu origem a um processo judicial. Hoje, a acupuntura é aceita em todos os 53 estados americanos, e em 37 deles pode ser praticada por profissionais sem formação em medicina ocidental. No momento, existem 40 faculdades de medicina oriental nos EUA, e os remédios chineses passaram a constituir um sério concorrente para a indústria farmacêutica.

No Brasil, a acupuntura foi introduzida pelos imigrantes orientais há 100 anos, e o precursor ocidental foi o professor Friedrich Spaeth, que praticava a terapia no eixo São Paulo-Rio.

O que, afinal é acupuntura?

A medicina tradicional chinesa indica dietas, tai chi chuan, qi gong, meditação, orações, quiroprática, farmacoterapia, acupuntura e até cirurgia no tratamento das enfermidades. Os chineses consideram as doenças como bloqueios da circulação de qi (energia), o que gera desequilíbrios energéticos entre meridianos e órgãos, provocados por distúrbios alimentares, emocionais ou climáticos. Neste contexto, a acupuntura visa normalizar a circulação de energia através de estímulos físicos e químicos em determinados pontos do corpo, novamente fazendo uso do conceito yin/yang e dos cinco elementos.

Hoje, alguns médicos acupunturistas ocidentais, fascinados pela alta tecnologia, renegam a tradição dizendo que a acupuntura atua no sistema nervoso central como simples inibição competitiva da dor, ou apenas como estímulo para a produção de endorfinas. Isto é ignorar a verdadeira acupuntura, que vem sendo praticada há 3 mil anos, e optar pela medicina ocidental moderna, que conta com meros cem anos de existência.

A palavra acupuntura significa furar com agulha (acu: agulha; puntura: furar) e causa a impressão de que o terapeuta só trabalha com agulhas. Isto não é verdade. Os pontos e meridianos podem ser estimulados por dedos, agulhas,  calor, eletricidade, magnetismo, cores, música, ultra-som, laser, injeção, fio cirúrgico, ativadores de acetilcolinesterase (cloreto de Césio, cloreto de Lítio, ureia, carbonato de Lítio, etc.), martelo de 7 pontas, esparadrapo, escova de dentes, carretilhas, espátulas, lixas, passes, movimentos, respiração e qi gong. Com isso, podemos concluir que acupuntura não é apenas furar com agulha.

Pontos e meridianos

Nosso corpo possui canais superficiais e canais profundos, com trajetos longitudinais transversais ou diagonais, por onde circula o qi. Os canais interligam todas as regiões, estruturas e órgãos do corpo. Alguns, com trajetos superficiais, foram chamados de meridianos e neles localizam-se pequenas áreas denominadas pontos. Existem 361 pontos nos doze meridianos principais e nos dois meridianos da linha mediana. Nas últimas décadas, descobriram-se novos meridianos e pontos, e foram localizados os microssistemas, que contêm pontos representando todo o corpo nas regiões da orelha, nariz, face, língua, couro cabeludo, mãos, pés, abdome, dorso, íris e dentes.

A auriculoterapia (microssistema dos pontos da orelha) foi descoberta em 1953 por Paul Nogier. A craneopuntura (microssistema dos pontos do couro cabeludo) foi descoberta pelo neurocirurgião Chiao Sun Fa, em 1971. O médico alemão Reinhold Voll descobriu, na década de 50, uns 500 pontos e os chamados oito meridianos degenerativos, além da relação dos pontos de acupuntura com órgãos, funções e tecidos.

Nos últimos 50 anos, pesquisas revelaram que os pontos de acupuntura apresentam maior concentração de terminações nervosas, densidade aumentada de neurotransmissores e reduzida impedância elétrica. Hoje, todos os pontos e meridianos descritos no livro Nei Jing apresentam comprovações anatomofisiológicas, eletrônicas, fotográficas, radioisotópicas e são detectados pela ressonância nuclear magnética.

A acupuntura não está isolada da medicina ocidental moderna e nem das terapias alternativas. Todos os pontos descobertos pelas outras disciplinas já eram conhecidos pelos chineses há milhares de anos. Os chakras dos indianos, os pontos motores da fisioterapia, os pontos de Weihe dos homeopatas e os pontos eletropermeáveis de Nakatani são todos pontos de acupuntura. Os pontos, meri-dianos e princípios da medicina oriental são usados pela cinesiologia aplicada e pela biocibernética bucal. Há inclusive relações entre a iridodia-gnóstico e a acupuntura.

As teorias

A acupuntura pode ser explicada de várias formas. A explicação mais antiga e provavelmente a mais completa está na Teoria Energética. A energia circula no corpo por todos os meridianos, órgãos, vísceras e tecidos. Quando a energia circula fluentemente e a proporção entre os componentes yin e yang está equilibrada, o ser vivo tem saúde. Havendo obstáculos na livre circulação da energia ou desequilíbrio entre yin e yang, o ser vivo não tem saúde, embora não necessariamente esteja doente na concepção da medicina química ocidental.

O estímulo dos pontos e meridianos visa restabelecer o equilíbrio energético e a saúde. Como os desequilíbrios precedem as doenças, a acupuntura é uma medicina não apenas curativa, mas também preventiva.

Com base nas comprovações científicas de que existe a liberação de endorfinas no líquido cefalorraquidiano e em outras estruturas nervosas, obtidas por estímulo prolongado dos pontos de acupuntura, e que as endorfinas são substâncias semelhantes à morfina, mas com efeito analgésico cem vezes mais potente, talvez esteja aí a explicação para os fenômenos analgésicos e psíquicos da técnica.

Indicações

A acupuntura ganhou reconhecimento popular como um excelente tratamento para as dores. Agindo como equilibradora das energias circulantes, ela serve para prevenir e tratar qualquer doença dos seres vivos, vegetais ou animais. Nos humanos, funciona desde os recém-nascidos até os bem idosos.

Suas indicações mais frequentes são no tratamento das síndromes provenientes de lombociatalgias, cervicobranquialgias, bursite de ombro, tenosinovites, LER, enxaquecas e sinusites, mas deve-se ressaltar que a acupuntura não é indicada apenas para tratar fenômenos dolorosos. A técnica também é eficaz na bronquite asmática, rinite alérgica, sinusite, paralisia facial, vertigens e zumbidos, impotência sexual, alterações do ciclo menstrual, distonia neurovegetativa, ansiedade, herpes, adenoma de próstata, estrabismo adquirido, fraqueza dos membros inferiores, dores de pé persistentes após revascularizações, neuropatia diabética, sequelas de derrame cerebral, sequelas de paralisia cerebral, calvície, obesidade, tabagismo, toxicomania, estética facial ou corporal, cicatrizes, etc.

Na pediatria, pode tratar resfriados frequentes, asma brônquica, diarreias crônicas e até choros noturnos - tudo isso utilizando apenas escova de dentes, palitos de fósforo ou de dentes, moeda, espátula e cigarro. A única queixa das mães é que a escovação da pele pode causar cócegas e os bebês ficam brincando, o que dificulta a sessão.

Quanto aos vícios, tabagismo, obesidade, toxicomania e alcoolismo, devemos lembrar que a acupuntura não foi inventada para isso. Na Antiguidade, tais problemas não existiam. Esses males são fruto da sociedade moderna, e entram em jogo muito dinheiro e propaganda. O combate aos vícios não é fácil, mas a acupuntura realmente pode auxiliar diminuindo a ansiedade, reduzindo a vontade de comer, fumar ou beber, alterando o paladar, provocando mal-estar quando a pessoa fuma ou bebe, dando sensação de bem-estar físico e mental. De qualquer maneira, a terapia não é milagrosa e precisa do desejo e vontade do paciente, bem como da cooperação dos familiares e amigos.

Apesar de todas as vantagens, por falta de esclarecimento e pelo medo, até hoje muitos vêem a acupuntura como um tratamento doloroso, onde o paciente é sadicamente torturado por agulhas, o que quase sempre torna a acupuntura uma das últimas opções terapêuticas. O paciente recorre ao acupunturista em caso de desespero total, após esgotar toda a ciranda dos tratamentos disponíveis. Geralmente já passaram pela medicina química ocidental, fisioterapia, cirurgia, fitoterapia, simpatias, homeopatia, curas espirituais, etc. Com isso, os acupunturistas praticamente só recebem "abacaxis e pepinos", e apesar dos pesares têm obtido excelentes resultados!

A acupuntura pode tratar desde simples distúrbios energéticos até as chamadas doenças orgânicas. A técnica tem múltiplas indicações e pode ser associada a qualquer outra forma de terapia. Digo mais: todas as pessoas devem conhecer meridianos e pontos, e aprender a se equilibrar através de estimulações digitais ou instrumentais. Com isso, fica mais fácil manter a saúde, prevenindo e tratando as doenças em suas fases iniciais.

Sem dúvida, a milenar acupuntura estará ocupando um papel cada vez mais preponderante no Terceiro Milênio, quando a saúde e a qualidade de vida estarão ocupando um espaço cada vez maior nas prioridades do ser humano.




(texto publicado na revista Fitoterapia & Saúde nº 1 - ano 1)

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Um outro jeito de curar



Mais suaves e nada invasivas, as terapias alternativas roubam clientes da medicina oficial. Mas ainda têm muito a explicar

A medicina convencional, baseada na alopatia, no combate aos sintomas e em intervenções de modo geral agressivas ao organismo do paciente, está aos poucos perdendo a sua posição hegemônica nos países ocidentais. Surpreendida pela revolução comportamental que varreu o Ocidente nas últimas décadas do século XX, questionando vários dos princípios iluministas que regem a cultura europeia - e seus herdeiros nas Américas -, a medicina convencional passou a dividir espaço com a homeopatia, a acupuntura, a ioga, a meditação e dezenas de outras práticas terapêuticas não-invasivas, quase todas de origem oriental, antes confinadas entre nós ao terreno do curandeirismo.

Chame-se a isso de medicina alternativa ou complementar, integrativa ou holística, a verdade é que algo está mudando numa área vital para as pessoas: a manutenção da saúde. E a tendência de mudança não reflete apenas o interesse dos indivíduos por tratamentos mais suaves e com menos riscos de efeitos adversos. Há aí também indícios de uma abertura em direção a um novo paradigma científico, cujo impacto na maneira de o homem lidar com a medicina, com as doenças e com sua própria vida promete ser avassalador.

A velocidade com que as coisas estão acontecendo espanta. Atualmente, 75% das escolas de medicina dos Estados Unidos oferecem cursos de especialização em terapias alternativas ou desenvolvem estudos sobre o tema. Calcula-se que metade dos 270 milhões de americanos costuma recorrer a algum tipo de tratamento nã-convencional, o que representa um enorme fator de pressão sobre os prestadores de serviços de saúde. Sem falar nos lucros de um mercado que se constrói à margem da medicina convencional e que já movimenta 30 bilhões de dólares por ano nos Estados Unidos. É o próprio governo americano, através do Instituto Nacional de Saúde (NIH), um órgão equivalente ao Ministério da Saúde no Brasil, que comanda um mutirão de pesquisas para medir a eficácia dessas terapias. Na Inglaterra já há hospitais formados apenas por homeopatias e o Canadá acaba de tornar-se o primeiro país das Américas a reconhecer a medicina tradicional chinesa como especialidade médica e a autorizar a formação regular de profissionais nessa área.

O fenômeno se repete no Brasil, ainda que em menor escala. O país possui cerca de 14.000 médicos homeopatas, 48 vezes mais do que há duas décadas, quando a homeopatia foi reconhecida como especialidade médica pela Associação Médica Brasileira. Mais de 5.000 médicos se dedicam à acupuntura no país, outra terapia alternativa só há pouco elevada à condição de especialidade médica. Da mesma forma, sob o pretexto de debater a humanização da medicina, cresce o número de médicos alopatas, formados à luz da medicina oficial, que promovem reuniões discretas e encontros públicos nos quais as terapias alternativas são apresentadas como métodos substitutivos de tratamentos baseados em drogas e cirurgias. "Está na hora de admitirmos que existem outras formas de curar doenças", diz a cardiologista Diana Ribeiro Dantas, que coordenará o próximo encontro, a ser realizado em Natal, no mês de junho.

O adjetivo holístico é, com certeza, o que melhor expressa a natureza desses novos tipos de cura. O holismo é uma teoria que vê o homem como um todo indivisível, impossível de ser explicado como se seus componentes físico, psicológico e espiritual pudessem existir separadamente. A medicina holística é, assim, a antítese do modelo biomédico, mecanicista, que se concentra no estudo isolado das partes da "máquina" humana e dos processos químicos específicos que a fazem funcionar. Diante de um doente qualquer, um terapeuta holístico subestimará a classificação da doença, voltando a atenção para o estilo de vida do doente, suas relações sociais, seu estado emocional, sua alimentação. Esse processo de interação com o paciente faria toda a diferença. As entrevistas demoradas, um traço marcante da medicina alternativa, transformam consultas simples em verdadeiras sessões de terapia psicológica nas quais laços de confiança e afeto unem o doente ao terapeuta.

As principais terapias holísticas compõem o repertório de recursos da medicina tradicional chinesa e da medicina ayurvédica, da Índia, com seus sistemas inspirados no taoísmo e no hinduísmo. A grande exceção é a homeopatia, criada pelo médico alemão Samuel Hahnemann no século XVIII. A rápida expansão de todas elas, no entanto, só foi possível depois que algumas descobertas da ciência, no século XX, proporcionaram outro tipo de sustentação às ideias holísticas.

"As teorias da física quântica, dos sistemas auto-organizadores e da psicologia transpessoal demonstraram, com as próprias ferramentas da ciência cartesiana-newtoniana, que somos parte de algo mais vasto que os nossos organismos", afirma o neurocirurgião fluminense Francisco di Biase. Ele é um dos autores do livro Science and The Primacy of Consciousness (A ciência e a primazia da consciência), em parceria com especialistas americanos em física quântica e psicologia transpessoal, ainda inédito no Brasil.  O grande aval foi dado pela teoria quântica, ao demonstrar que as unidades subatômicas da matéria são abstratas e podem se apresentar ora como partículas, ora como ondas. Tais padrões dinâmicos, segundo a teoria, formam as estruturas estáveis que constituem a matéria e lhe conferem o aspecto sólido, no nível macroscópico, que percebemos a olho nu. Ou seja: tudo o que enxergamos, inclusive nossos corpos, seria resultado da condensação de energias, padrões dinâmicos imateriais. Uma explicação muito semelhante à cosmovisão de antigas doutrinas místicas.

"É  bobagem", rebate o neurofisiologista Renato Sabbatini, da Unicamp. "Os princípios da mecânica quântica só se aplicam ao mundo subatômico e não existe nada que comprove efeitos quânticos na consciência e nas estruturas macromoleculares. "Verdade? "Sim, mas só em parte", treplica o indiano Harbas Lal Arora, doutor em física pela Universidade de Waterloo, no Canadá, e terapeuta holístico com atuação em hospitais de Fortaleza. O próprio Einstein, autor da equação que demonstra que a matéria é energia condensada, no último ano de sua vida, segundo Harbas, admitiu a existência de formas de energias sutis que ainda não podem ser medidas diretamente mas que são muito poderosas. Tais energias, deduz Harbas, manifestar-se-iam, entre outras formas, como emoções, sentimentos, vontades e intuições. E seus efeitos no corpo poderiam ser mensurados por meio de mudanças nas ondas cerebrais, nos ritmos respiratório e cardíaco e nas secreções glandulares. "São energias que atuam no nível subatômico. Seus campos transcendem as limitações do espaço, do tempo e das energias físicas. E elas têm extrema relevância nos estados de doença, saúde e bem-estar", diz Harbas.

Ao espetar agulhas em pontos estratégicos do corpo, um acupunturista chinês se propõe desbloquear as trilhas, conhecidas como meridianos, por onde fluiria a energia vital, o chi. Um médico convencional dirá que ele apenas estimula pontos especiais do sistema nervoso capazes de provocar a liberação, pelo cérebro, de endorfinas, neurotransmissores de ação sedativa cujas moléculas se assemelham às da heroína. Já a homeopatia, aos olhos da medicina convencional, não conta com explicações plausíveis. A tese homeopata parte do princípio de que qualquer mal pode ser curado por uma substância vegetal ou mineral que produza em um homem são o mesmo sintoma da doença (exatamente o oposto do que faz a alopatia), mas, nesse caso, utiliza-se apenas a quintessência do princípio ativo, ou seja, a sua energia.

"Medicina alternativa é apenas o nome politicamente correto para o que normalmente chamamos de fraude", diz Leon Jaroff, ex-editor da revista americana Discover, especializada em ciência. O rápido crescimento da medicina alternativa e a livre prática de suas modalidades, de fato, trazem embutido o risco do surgimento de picaretagens ou, no mínimo, de esquisitices como a urinoterapia, que consiste em o paciente beber a própria urina, um excremento rico em toxinas. Só que, de um lado, há doutrinas orientais com milhares de anos de eficácia. E, de outro, até defensores ferrenhos da medicina alopática admitem que as terapias holísticas produzem, sim, um benefício, mesmo que não exatamente por causa de suas propriedades intrínsecas.

"O que funciona é o efeito placebo", afirma Renato, numa referência aos resultados obtidos com grupos de controle em pesquisas de medicamentos alopáticos. Tais indivíduos, tratados com substâncias sem ação específica sobre os sintomas da doença, como pílulas de farinha e açúcar, acabam apresentando sinais de melhoria simplesmente por suporem estar recebendo o remédio real. "A crença do paciente no tratamento é fundamental e sabe-se, hoje, que ela responde por 50% da eficácia de qualquer medicamento, inclusive antidepressivos", diz Renato. O assunto ganhou tamanha importância no meio científico que o NIH promoveu, em novembro passado, um painel com cientistas das principais universidades americanas com o único propósito de debater a adoção de placebos na rotina médica. Seria um meio de evitar o uso excessivo ou desnecessário de drogas. "O efeito placebo é uma consequência da participação do estado psíquico na cura do paciente, o que nos leva a inferir que a saúde física resulta do bem-estar psicossomático. Infelizmente essa interrelação entre corpo e mente é praticamente desprezada na medicina convencional", afirma Harbas.

Holistas como o psicólogo Giulio Vicini, membro da equipe que implanta, no Senac de São Paulo, um curso de graduação em medicina tradicional chinesa, e a especialista em alimentação e educação Hildegard Richter preveem que a medicina do futuro será totalmente "vibracional",baseada nas energias sutis e nos processos psíquicos. Mas, a médio prazo, o que se espera é uma composição entre sistemas médicos divergentes. "A medicina acadêmica e a medicina alternativa não são antagônicas, mas complementares", lembra o homeopata paulistano Antonio César Ribeiro Deveza da Silva. O único receio de boa parte dos terapeutas holísticos é que a medicina oficial acabe assimilando as terapias alternativas, adaptando-as ao modelo biomédico e restringindo seu exercício aos médicos. "Isso desfiguraria por completo aspectos terapêuticos que são parte de um sistema coerente", afirma Eduardo Alexsander Amaral de Souza, terapeuta oriental e reichiano no Rio de Janeiro.


(texto publicado na revista Super Interessante nº 5 - ano 15 - maio de 2001)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

O que acontece quando se coloca um cubo de gelo na parte de trás da cabeça?





A medicina tradicional chinesa descobriu um ponto do nosso corpo que quando é estimulado promove um bem estar geral.

Este ponto chamado de Feng Fu, é um ponto de pressão que se situa atrás da cabeça, na base do crânio, na parte superior do pescoço.

Ponto Feng Fu

De acordo com a medicina tradicional chinesa o Método do Ponto Feng Fu não trata os problemas do organismo. Na verdade, este método, faz com que o corpo volte ao seu equilíbrio fisiológico natural – fornecendo um forte impulso de vida rejuvenescendo todo o corpo.

Aplicação de gelo no ponto Feng Fu

Técnica da aplicação de um cubo de gelo no ponto Feng Fu:

Escolha uma posição confortável de barriga para baixo.

Aplique um cubo de gelo, uma ou duas vezes por dia, durante 20 minutos.

Se lhe for mais conveniente, pode usar um pano ou um saquinho de plástico para envolver o cubo de gelo.

Ao fim de 30 segundos começará a sentir um leve calor neste ponto.

Nos primeiros dias há a possibilidade de uma leve sensação de euforia devido à libertação de endorfinas.

Ponto Feng Fu

Alterações que poderá sentir ao aplicar este método:

– Diminuição de dores de cabeça, dores de dentes e de articulações;

– Ajuda a regular problemas de tensão arterial (hipotensão e hipertensão);

– Melhoras no sistema digestivo;

– Melhoras do seu sono e humor;

– Alívio de infecções gastro-intestinais e doenças sexualmente transmissíveis;

– Alívio de perturbações neurológicas e distúrbios psico-emocionais: fadiga crônica, stress, depressões, insônias, etc;

– Inibição de alterações degenerativas da coluna vertebral;

– Melhoras de problemas respiratórios;

– Ajuda a inibir problemas ligados ao sistema cardiovascular;

– Eliminação de constipações frequentes;

– Estabilização de distúrbios provocados pela tireoide;

– Alívio de ataques de asma;

– Redução da celulite;

– Melhoras de problemas do trato gastro-intestinal,;

– Melhoras de desordens ligadas à obesidade e à má-nutrição;

– Alivio de desordens ligadas à frigidez, impotência e infertilidade;

– Melhoras de problemas menstruais.

domingo, 14 de junho de 2015

Como saber se seu fígado está inflamado? (Melhor com Saúde)


Ouvimos falar sobre o fígado com frequência, um órgão muito afetado por má alimentação, maus hábitos, estresse, emoções reprimidas, contaminações, etc. E tudo isso pode se manifestar de muitas formas em nosso corpo: como problemas de visão, pés de galinha, má circulação, problemas digestivos, astenia primaveral, entre muitas mais.

Nesse artigo explicaremos quais são os sinais mais habituais de que nosso fígado está inflamado, assim, será mais fácil tratá-lo naturalmente, prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida. Confira.

Problemas de visão

A medicina tradicional chinesa nos explica que esse órgão está diretamente relacionado com os problemas de visão, já que tanto os olhos quanto o fígado estão localizados no mesmo meridiano.

Evidentemente também existem fatores genéticos e muitas outras questões que influenciam na saúde dos olhos, porém, alguns problemas como, por exemplo, miopia, astigmatismo, presbiopsia, podem ser bons indicativos para fazer uma revisão na situação do fígado.

Insônia da 1:00 às 3:00

Cada órgão tem um horário de máxima atividade, onde se regenera, como uma forma que o corpo encontra de combater naturalmente as doenças. No caso do fígado, esse horário vai da 1:00 às 3:00 e por isso, se costumamos acordar nesse horário à noite, sem motivo aparente e com frequência, podemos suspeitar de um mau funcionamento hepático.

Um ponto a se considerar é que se jantarmos muito tarde e consumirmos grandes porções, o nosso descanso noturno poderá ser afetado.

Pés de galinha

As rugas que aparecem nas laterais e abaixo dos olhos também podem estar relacionadas com a debilidade de nosso fígado, além de poderem coincidir com os problemas de visão. Por isso, os pés de galinha, especialmente se forem prematuros, nos ajudam a prestar mais atenção em nosso fígado. Do mesmo modo, se quisermos combater essas linhas também deveremos nos cuidar internamente.

Problemas de circulação

É surpreendente saber que a circulação e o fígado estão intimamente relacionados? O fígado é um órgão que limpa o nosso sangue e, portanto, sua função será indispensável para que ele circule corretamente. Dessa forma, se sofremos de problemas como varizes ou hemorroidas desde jovens, não devemos apenas tratá-los localmente, senão também regular o funcionamento do fígado.

Má digestão

O fígado faz parte do aparelho digestivo e é especialmente importante na digestão das gorduras, graças à bile que produz e armazena na vesícula biliar. Por isso, se apresentamos dificuldades em digerir alimentos gordurosos devemos cuidar para não sobrecarregar o fígado.

Será mais saudável comer porções menores com maior frequência, para que o fígado possa trabalhar melhor e, por exemplo, adicionar às refeições um pouco de suco de limão, que também nos ajudará a digerir melhor os alimentos gordurosos.

Além disso, a prisão de ventre também pode estar relacionada com problemas hepáticos.

Transtornos menstruais

Como já dissemos, o fígado está intimamente relacionado com o sangue e, portanto, não é de se estranhar que também tenha a ver com alterações dos períodos menstruais, dores, sintomas pré-menstruais, quaisquer irregularidades, etc.

Dor abdominal

Fruto das más digestões, podemos sofrer inchaço e pressão abdominal, mas o sintoma característico é uma dor parecida a uma sensação de pressão em cima das costelas, do lado direito, justamente acima de onde se encontra o fígado. Quando está inflamado, esse órgão faz pressão para o exterior, causando essa dor incômoda.

Enxaquecas

A enxaqueca pode ter vários motivos, mas algumas vezes ou habitualmente está relacionada com problemas digestivos e sobrecarga do fígado. Nesse caso, as enxaquecas costumam se apresentar com a menstruação, com excessos de comida ou bebida ou pelo contato com alguma substância tóxica (fumo do cigarro, contaminação, etc.). A enxaqueca seria o resultado do enorme esforço que o fígado precisa fazer para desintoxicar nosso organismo.

Astenia na primavera

Quando começa a primavera, é muito habitual sentir mais cansaço do que o normal e termos dificuldades para realizar esforços diariamente. Acontece especialmente na mudança de estação, e é possível que precisemos reforçar a função de nosso fígado com alguns  remédios naturais ou sucos verdes.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

3 vitaminas que eliminam naturalmente os parasitas intestinais (Melhor com Saúde)


A maioria de nós tem parasitas intestinais sem saber. Os sintomas podem ser distúrbios gastrointestinais, coceira anal, transtornos do apetite, nervosismo, etc. Além disso, se tivermos bichinhos de estimação em casa, ainda é mais fácil que eles nos transmitam essa doença.


Neste artigo, vamos propor três receitas de vitaminas saudáveis e medicinais que você pode tomar de manhã durante quinze dias como um tratamento antiparasitário natural.

Uma vitamina em jejum

O que comemos logo após nos levantarmos, em jejum, é o que mais efeito vai ter no nosso organismo, já que depois do descanso noturno, nosso corpo está preparado para assimilar novos nutrientes.

Por esse motivo, sugerimos que caso você suspeite de parasitas intestinais, faça um tratamento por quinze dias tomando todas as manhãs, antes do café da manhã ou em substituição a ele, uma das três vitaminas medicinais que sugerimos a seguir.

Além disso, se  tomarmos o café da manhã antes das 7 da manhã, vai ser ainda mais benéfico, já que a essa hora, nosso intestino está no seu horário de máxima atividade, segundo a Medicina Tradicional Chinesa.

Ingredientes que devem ser evitados

Em qualquer tratamento para eliminar os parasitas intestinais é fundamental começar pela alimentação, já que esses patogênicos também se alimentam de determinados alimentos.

Estas vitaminas não contêm esses alimentos prejudiciais e recomendamos você prescindir deles enquanto durar o tratamento.

- Açúcares: tanto o açúcar branco como o mel ou os xaropes. Todos eles são o alimento preferido dos parasitas. O único adoçante natural que está permitido é a estévia, que podemos usar pura ou refinada.

- Leite: o leite também não é recomendável. No seu lugar, você pode usar bebidas vegetais ou o quefir, como sugerimos em uma das nossas receitas.

Você também deve prescindir dos seguintes alimentos:

- farinhas refinadas

- frituras

- bebidas alcoólicas

- derivados lácteos (natas, cremes, sorvetes, etc)

Figos e sementes de abóbora

Os figos são frutas deliciosas que favorecem e regulam o trânsito intestinal de maneira natural. Além disso, eles vão adoçar a vitamina naturalmente, sem a necessidade de adicionar outros adoçantes.

As sementes de abóbora são um dos remédios antigos mais usados para eliminar os parasitas e, além disso, elas têm muitas outras propriedades para a saúde.

Ingredientes para uma vitamina

- 3 figos frescos ou secos. Se usarmos figos secos, coloque-os de molho durante, pelo menos, duas horas

- 30 sementes de abóbora cruas e cortadas, que deveremos moer previamente

Mamão papaia e quefir

O mamão é uma fruta tropical muito benéfica para múltiplas doenças do trato gastrointestinal, entre elas, os parasitas. Devemos acrescentar também algumas de suas sementes, que são ainda mais terapêuticas.

Por outro lado, o quefir é um laticínio fermentado que melhora a flora bacteriana intestinal, imprescindível para combater os parasitas.

Esses dois ingredientes vão dar lugar a uma vitamina de delicioso sabor e textura muito cremosa, ideal para toda a família. Podemos adoçá-la com um pouco de estévia refinada.

Ingredientes para uma vitamina

- 100 g de mamão papaia cortado

- 15 sementes de mamão papaia

- 100 g de quefir. Se nós mesmos elaborarmos a vitamina, podemos fazê-la com leite de cabra, de maneira que ela seja ainda mais digestiva graças ao seu baixo teor de lactose.

- estévia a gosto

Grapefruit e azeite de oliva

Esta vitamina não agrada a todos os paladares. Entretanto, ela é uma das mais filtrantes que podemos preparar, já que além de combater os parasitas, ela também vai nos ajudar a limpar os rins e o fígado.

O grapefruit é um cítrico muito filtrante em geral e, dos mesmo que acontece com o mamão, suas sementes também eliminam os parasitas intestinais.

O azeite de oliva de qualidade extravirgem facilita a expulsão dos patogênicos, além de ter muitas outras propriedades benéficas para a saúde.

Essa vitamina é mais terapêutica do que prazerosa, mas podemos alterná-la com as receitas anteriores ou tomá-la à noite antes de deitar.

Ingredientes para uma vitamina

- Um grapefruit descascado, com suas sementes

- Uma colher de sopa (15 g) de azeite de oliva extravirgem

Se o liquidificador não triturar bem as sementes, podemos peneirá-la antes de beber. Também podemos adoçá-la com um pouco de estévia.

terça-feira, 28 de abril de 2015

As 7 emoções negativas segundo a medicina chinesa (O Segredo)


As sete emoções básicas relacionadas às funções orgânicas são a raiva, alegria, preocupação, pensamento obsessivo, tristeza, medo e choque (pavor). Apesar da conexão mente/corpo ter sido reconhecida relativamente há pouco tempo na medicina ocidental, a interação das emoções com o corpo físico é um aspecto essencial na Medicina Tradicional Chinesa.

Cada órgão corresponde a uma emoção e o desequilíbrio dessa emoção pode afetar a função do órgão. Por exemplo, a raiva prolongada pode levar a um desequilíbrio no fígado. Ao mesmo tempo, desequilíbrios no fígado podem produzir sintomas de raiva que geralmente levam a um ciclo auto-perpetuador.

Ao  discutirmos o aspecto emocional do processo da doença, é importante lembrar que é normal sentirmos a gama completa das emoções. Uma fonte de desequilíbrio surge somente quando uma emoção em particular é vivenciada por um período prolongado de tempo ou com uma intensidade específica.

Certamente é importante que uma pessoa com problemas emocionais sérios recorra à ajuda profissional de um psicoterapeuta. Mas, mesmo nesses casos, a terapia é mais eficaz quando o desequilíbrio do órgão correspondente é ajustado. A acupuntura é especialmente eficaz no tratamento de desordens emocionais. Mesmo quando ela não é completamente eficaz no tratamento de distúrbios físicos, quase sempre ela proporciona um estado de paz emocional.

RAIVA

Está associada ao fígado. Por sua natureza, a raiva causa o aumento do qi, o que provoca rosto e olhos avermelhados, dores de cabeça e vertigens. Isso coincide com o padrão de aumento do chamado fogo do fígado. A raiva também pode fazer o qui do fígado "atacar o baço", produzindo falta de apetite, indigestão e diarreia, geralmente isso ocorre com pessoas que discutem na mesa de refeições ou comem enquanto dirigem.

Numa visão mais a longo prazo, a raiva ou frustração reprimida normalmente causa a estagnação do qi e isso pode resultar em depressão ou desordens menstruais. É interessante notar que as pessoas que ingerem ervas para liberar o qi estagnado do fígado normalmente experimentam surtos de raiva quando a estagnação é liberada. A raiva passa quando o equilíbrio é restaurado. Da mesma forma, geralmente a raiva e a irritabilidade são os fatores determinantes no diagnóstico da estagnação do qi do fígado.

Muitas pessoas ficam aliviadas ao saber que sua raiva tem um fundo psicológico. É essencial evitar ingerir café durante o tratamento de desordens do fígado relacionadas à raiva, pois o café aquece o fígado e intensifica muito a condição desfavorável.

ALEGRIA

A emoção da alegria está ligada ao coração. Uma desordem relacionada à alegria pode parecer estranha, já que a maioria das pessoas deseja o máximo de alegria em suas vidas. As desordens dessa emoção não são causadas pela felicidade. O desequilíbrio surge quando entusiasmo ou estímulos excessivos ocorrem ou boas notícias súbitas chegam como um choque para o sistema.

Ao avaliar os níveis de estresse, os psicólogos verificam todas as fontes de estresse: positivas e negativas. É claro que a morte de um cônjuge ou a perda de um emprego é uma fonte significante de estresse. Porém, um casamento ou promoção no emprego, ainda que seja uma ocasião feliz, também é uma fonte de estresse.

Uma pessoa que está constantemente saindo, frequentando festas e vivendo um vida de excessos, pode acabar desenvolvendo desequilíbrios do coração como palpitações, ansiedade e insônia. Uma pessoa com desequilíbrios no coração também pode demonstrar sintomas emocionais, já que o coração é o lar do espírito (shen). Uma pessoa com sérios distúrbios no shen do coração pode ser vista conversando alegremente consigo mesma e tendo surtos de gargalhadas.

Tal comportamento resulta da incapacidade do órgão do coração em proporcionar um local de descanso estável para o espírito. Esse tipo de desequilíbrio é tratado com acupuntura ao longo do meridiano do coração. Os tratamentos herbários consistem em fórmulas que nutrem o sangue do coração ou yin. Se o fogo do coração perturba o espírito, ervas que limpam o calor do coração são usadas.

PREOCUPAÇÃO

A preocupação, uma emoção muito comum em nossa sociedade repleta de estresses, pode esgotar a energia do baço. Isso pode causar distúrbios digestivos e acabar levando à fadiga crônica: um baço enfraquecido não pode transformar o alimento em qi de maneira eficaz e também os pulmões são incapazes de extrair o qi do ar eficientemente.


Uma pessoa que se preocupa muito "transporta o peso do mundo sobre seus ombros", e uma palavra que descreve muito bem como uma pessoa se sente quando o qi de seu baço está fraco e depressão. O tratamento inclui moxa e ervas que fortificam o baço, o que proporciona à pessoa energia para lidar com os problemas da vida em vez de vivenciá-los.

PENSAMENTO OBSESSIVO

Pensar excessivamente ou obsessivamente sobre um assunto também pode esgotar o baço, o que causa a sua estagnação. Uma pessoa com essa condição pode exibir sintomas como falta de apetite, esquecimento de se alimentar e inchaço após comer. Com o tempo, a pessoa pode desenvolver uma complexão pálida devido à deficiência de qi do baço. Eventualmente, isso pode afetar o coração, fazendo a pessoa sonhar com os mesmos assuntos à noite. Geralmente os estudantes são afetados por esse desequilíbrio. O tratamento padrão é usar ervas que tonifiquem o sangue do coração e o qi do baço.

TRISTEZA

A tristeza ou pesar afeta os pulmões, produzindo fadiga, falta de ar, choro ou depressão. O tratamento dessa condição envolve acupuntura para os pontos ao longo dos meridianos do pulmão e rim. Normalmente, fórmulas herbárias são usadas para  tonificar o qi ou yin dos pulmões.


MEDO

A emoção do medo está relacionada com os rins. Essa ligação pode ser prontamente percebida quando o medo extremo faz uma pessoa urinar incontrolavelmente. Nas crianças isso também se manifesta quando elas urinam na cama, o que os psicólogos associaram com insegurança e ansiedade.

A ansiedade prolongada devido às preocupações com o futuro pode esgotar o yin, yang e qi dos rins, o que pode eventualmente levar à fraqueza crônica. O tratamento envolve tonificar os rins com tônicos yin ou yang, dependendo dos sintomas particulares.

CHOQUE (PAVOR)

O choque é especialmente debilitante para os rins e o coração. A reação "lutar ou fugir" causa uma liberação excessiva de adrenalina das glândulas adrenais ou supra-renais, que se localizam sobre os rins. Isso faz o coração responder com palpitações, ansiedade e insônia.

O estresse crônico oriundo do choque pode ser muito debilitante para o sistema inteiro, causando uma ampla gama de problemas. O choque severo pode ter um efeito duradouro sobre o shen do coração, como fica evidente em vítimas da síndrome do estresse pós-traumático. O tratamento envolve psicoterapia, ervas que acalmam o espírito e nutrem o coração e rins, e tratamentos regulares de acupuntura.



Fonte: Interação Holística

terça-feira, 31 de março de 2015

O efeito das emoções na mente e espírito - Rosyres Fernandes


As emoções são estímulos mentais que influenciam nossa vida afetiva. Sob circunstâncias normais, não se constituem na causa de doença. Dificilmente o ser humano evita a sensação de raiva, tristeza, pesar, preocupação ou medo em vários momentos da vida. A morte de um parente, por exemplo, provoca um sentimento muito natural de pesar, entretanto, não devemos confundir nossa vida mental e espiritual com nossa vida emocional. É perfeitamente possível ser ativo e animado sem estar sobrecarregado de emoções excessivas que perturbam a mente.

A prática budista de buscar a iluminação é precisamente designada para aquietar a mente e para submetê-la a um estado de "desatenção" ao estímulo emocional, que apenas a agita. Porém, a pintura budista de um ser iluminado não mostra um indivíduo do tipo "robô enfadonho", mas uma pessoa vibrante, animada e mesmo jovial, que pode se misturar com o povo normalmente.

As emoções se tornam causa de doença apenas quando são excessivas ou prolongadas. Dificilmente consegue-se evitar a sensação de raiva, porém um estado temporário da mesma não gera doença, mas, se o indivíduo sente-se constantemente irritado por muitos anos, esta emoção seguramente irá perturbar sua mente causando alguma doença. Embora as emoções sejam uma causa explícita de doença, possuem também uma contraparte saudável. A mesma energia mental que produz e nutre as emoções excessivas pode ser utilizada e direcionada para propósitos criativos e satisfatórios.

Assim, cada emoção, como causa de doença, é apenas um lado da moeda; o outro é a energia mental que pertence ao órgão Yin correspondente. Isto explica por que uma determinada emoção afeta um órgão específico: um órgão em particular já produz uma energia mental determinada, com características específicas que, quando sujeitas ao estímulo emocional, reagem ou ressoam com uma emoção em particular. Ou seja, as emoções não se constituem em alguma coisa que sai dos órgãos internos para atacá-los. Os órgãos já possuem uma energia mental positiva, que apenas se torna negativa quando provocada por determinadas circunstâncias externas.

Um exemplo. Por que a raiva afeta o fígado? Ao considerarmos as características do fígado (movimento livre, fácil e rápido, tendência para o Qi - energia vital - subir, correspondência com a primavera quando a força da energia Yang queima acima, e correspondência com a madeira com seu movimento expansivo), facilmente compreendemos que o fígado é afetado pela raiva. Esta emoção, de explosão rápida, a ascensão do sangue para a cabeça que sentimos quando estamos com muita raiva, a qualidade destrutiva e expansiva de fúria e as simulações no nível afetivo se identificam com as características do fígado e da madeira descritas anteriormente.

As mesmas qualidades mentais e afetivas do fígado que podem gerar raiva e ressentimento ao longo de muitos anos podem ser aproveitadas e utilizadas para um desenvolvimento mental muito criativo. Concluiu-se então que a melhor maneira de lidar com as emoções, como causa de doença, não é ignorá-las, tampouco suprimi-las, mas reconhecê-las, observá-las e tentar usar a mesma energia mental para produzir objetivos.

Na Medicina Chinesa, as emoções são estímulos mentais que perturbam a mente, a alma etérea e a alma corpórea e, através delas, alteram o equilíbrio entre os órgãos internos e a harmonia do Qi e do sangue. É por esta razão que o estresse emocional é uma causa importante de doença, pois prejudica os órgãos internos diretamente. Por exemplo, se o Yin do fígado for deficiente, talvez por fatores alimentares e causar ascensão do Yang do fígado, pode fazer com que o indivíduo se torne irritável o tempo todo. Mas, quando o indivíduo sente-se constantemente irritado mediante uma determinada situação, ou em relação a uma pessoa em especial, este estado emocional pode fazer com que o Yang do fígado suba.

"O medo, ansiedade e melancolia do coração prejudicam a mente, a preocupação do baço, ou do pâncreas, prejudicam a inteligência, a tristeza e o trauma do fígado prejudicam a alma etérea, a alegria excessiva do pulmão prejudica a alma corpórea, a raiva dos rins prejudica a força de vontade." Isto ilustra com clareza a reciprocidade entre as emoções e os órgãos internos.




(texto publicado na revista Fitoterapia & Saúde nº 1 - ano 1)

sábado, 14 de março de 2015

Reprimir as emoções bloqueia o fígado (Melhor com Saúde)


Geralmente conhecemos tudo aquilo que danifica nosso fígado, como a má alimentação, os maus hábitos ou a contaminação e todo tipo de substâncias tóxicas que nos rodeiam, porém há muitas pessoas que mesmo se cuidando e evitando estes fatores sofrem alguns problemas de fígado. Por que isso ocorre?

Neste artigo, vamos explicar como o fígado também se altera com as emoções negativas que reprimimos, especialmente pela raiva, e de que maneira podemos manter a saúde desse órgão.

O que o fígado esconde?

Segundo a antiga medicina chinesa, todos os órgãos estão relacionados com alguma emoção específica. Isso nos deixa rastros para descobrir quais podem ser os desencadeantes emocionais de determinadas doenças crônicas. Por exemplo, o pulmão está vinculado com a tristeza e o rim com o medo.

No caso do fígado, nos deparamos com a ira e a frustração, duas emoções que não deveriam ser reprimidas nem escondidas, já que desta maneira afetam diretamente o fígado, do mesmo modo que se tivéssemos comido um prato cheio de gorduras pouco saudáveis.

A ira e outras emoções

Neste caso nos referimos à ira, mas também devemos mencionar emoções parecidas como o rancor, a amargura ou a irritação, pois todas elas são prejudiciais.

Além disso, um excesso de ira reprimida provoca um bloqueio do fígado, o que gera mais irritabilidade e muitos incômodos físicos (tensões musculares no pescoço, dor de cabeça, problemas de visão, etc.), criando um círculo vicioso. Então, nos encontramos numa situação prolongada no tempo que pode terminar provocando uma doença crônica.

Devemos nos livrar da ira?

A solução para não reprimir essas emoções não é tão simples como parece e quem sofre com elas sabe que é muito difícil mudar a maneira de reagir diante da vida. É comum ver pessoas que têm repetidos ataques de raiva e o bom senso nos diz que isso não é nada sudável. Nestes casos, costuma ser o coração o órgão mais afetado.

Então, qual é a solução? A seguir, oferecemos, alguns conselhos para conseguir desbloquear o fígado que costuma sofrer as consequências das emoções negativas.

Reconhecer

Reconhecer seus sentimentos é o primeiro passo para prevenir que essas situações se repitam com frequência ou com muita intensidade. Devemos aprender a nos conhecer, ver quais pessoas ou situações geram uma reação de ira e de que maneira a ocultamos, geralmente com um sorriso ou simplesmente com o silêncio.

Neste caso, podemos recorrer a um terapeuta que nos ajude a controlar nossas emoções e inclusive tomar algum remédio homeopático ou florais de Bach, duas opções naturais e sem efeitos colaterais que podem nos surpreender positivamente em pouco tempo de tratamento.

Aprender a se comunicar

O primeiro passo para não reprimir os sentimentos é aprender a se comunicar. Poder falar com calma o que sentimos e o que nos faz mal, especialmente com as pessoas que amamos e, em segundo lugar, com aquelas com as quais lidamos no dia a dia, especialmente no trabalho. É um passo difícil, porém os resultados satisfatórios vão nos dar ânimo para continuar adiante.

Praticar esportes

O esporte é uma das grandes soluções para nossos males porque nos ajuda a descarregar a tensão física. E se o que queremos é desbloquear o fígado, recomendamos especialmente exercícios que nos permitam mover o braço direito. Quando realizamos movimentos com este braço estamos também massageando e liberando o fígado, sendo assim, podemos optar, por exemplo, pelo tênis ou boxe, segundo o grau de intensidade que necessitamos.

De vem em quando também podemos praticar esportes em plena natureza e, se for possível, gritar bem alto. Não devemos menosprezar o último conselho, é mais útil do que parece.

Expressar-se

Há muitas maneiras de se expressar, sobretudo quando nos cuta a comunicação com palavras. A arte é uma maneira excelente e muitas pessoas introvertidas acabam sendo músicos surpreendentes, por exemplo. Não hesite em buscar uma disciplina artística que possa praticar por prazer, livremente, sem nenhum tipo de supervisão ou exigência.


































quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Como eliminar o muco dos pulmões (Melhor com Saúde)


Em algumas ocasiões, quando estamos resfriados e não tratamos corretamente o problema, o muco começa a se acumular nos pulmões causando muita congestão, tosse, problemas respiratórios, dor, etc. Neste artigo explicaremos como prevenir e combater esta complicação, com remédios caseiros e naturais.

Amolecer o muco

Primeiramente, para poder eliminar o muco dos pulmões é necessário amolecê-lo, já que à medida que espessa fica mais difícil desprendê-lo. A melhor maneira para conseguir isso é realizando vaporizações, ou seja, inalação de vapor gerado pelo cozimento de algumas plantas medicinais.

Como fazer?

Ponha para ferver em uma panela, dois litros de água junto com algumas ervas medicinais. Recomendamos especialmente o pinheiro silvestre, o tomilho, o alecrim, o eucalipto, a camomila e o orégano. Em algumas lojas de produtos naturais vendem estas misturas já preparadas para o uso.

Deixe cozinhar entre 5 e 10 minutos, você verá que a panela desprende um vapor aromático, retire-a do fogo e se sente em frente, cobrindo a cabeça com uma toalha e inclinando-se ligeiramente sobre o recipiente aberto (cuidado para não se queimar com o vapor excessivo).

Faça inalações profundas pelo nariz, tampando uma e outra fossa nasal alternativamente, e também pela boca.

Você pode repetir várias vezes por dia.


Fluidificar o muco

É fundamental que o muco fique cada vez menos espesso e mais líquido para que nosso organismo possa expulsá-lo com maior facilidade e existem várias maneiras naturais de consegui-lo:

- Tomando caldos de verduras e hortaliças: cebola, alho-poró, couve, alho, cenoura, nabo, aipo.

- Bebendo infusões de tomilho e eucalipto distante das refeições.

- Evitando os alimentos que geram mais muco, como farinha e produtos lácteos. É muito mais saudável consumir bebidas vegetais e pão dextrinado, enquanto estiver com muco.

- Beber pelo menos dois litros de água por dia, distante das refeições.


Movimentar e expulsar o muco

Mesmo amolecendo e fluidificando o muco, também temos que ajudá-lo a sair de modo natural. A forma mais simples é realizando uns tapinhas seguidos nas costas, para isso você precisará da ajuda de outra pessoa.

A pessoa deverá colocar sua mão em forma de colher e dar uns tapinhas secos e continuados em toda a área superior das costas. Isto ajudará a desgrudar o muco das paredes dos pulmões e dos brônquios. Esta massagem é especialmente ideal para as crianças. Em idosos ou pessoas fracas faça esta massagem com cuidado.


Cuidar do intestino

O intestino está intimamente relacionado com nossos pulmões e também devemos observá-lo na hora de tratar qualquer problema pulmonar, caso queiramos tratar a causa e prevenir problemas futuros.

O muco nos pulmões também pode ser ocasionado por uma má digestão de certos alimentos. Por isso é frequente em crianças pequenas que não podem digerir adequadamente certos alimentos, como acontece com aqueles produtos que possuem farinhas refinadas.


A cebola ao lado da cama

Existe outro remédio caseiro que podemos fazer logo no início, quando começamos a sentir o muco, antes que se complique. Consiste em cortar meia cebola e deixá-la do lado da cama durante a noite. Durante essas horas iremos respirar os componentes voláteis da cebola, que limparão as vias respiratórias. Todas as noites deverá colocar uma cebola nova e lembre-se que se o muco for muito espesso este remédio não funcionará.


As ventosas

Existe outro remédio que já é praticado por décadas que usa copinhos de cristal, e que atualmente foi profissionalizado. Esta técnica é um antigo método terapêutico da Medicina Tradicional Chinesa e que consiste em usar uma espécie de copinhos de cristal que faz um efeito de vácuo para se prender ao corpo, suga a pele e parte do músculo, abre os poros e movimenta a circulação sanguínea e linfática.

Deste modo, esta sucção provoca uma inflamação que precisamente descongestiona os órgãos, neste caso os pulmões. Coloque uma ventosa em cada lado na altura dos pulmões, entre a omoplata e a coluna. Deixe atuar por 10 minutos. É possível que fiquem algumas marcas circulares avermelhadas no local, porém estas irão desaparecer gradualmente. Você pode comprar as ventosas e fazer este tratamento em casa ou procurar um profissional.