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domingo, 28 de dezembro de 2014

Pai do transtorno de déficit de atenção declara-se mentiroso (Portugal Mundial)


"TDAH é o principal exemplo de uma doença fictícia". Foi assim que Leon Eisenberg descreveu a doença que ele próprio etiquetou.

Essas foram as palavras de Leon Eisenberg, o "pai científico do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade), na sua última entrevista antes de falecer.

Leon Eisenberg teve uma vida luxuosa com a sua "doença fictícia", graças às vendas de medicamentos. Coincidentemente, ele recebeu o "Prêmio Ruane para Pesquisas Psiquiátricas com Crianças e Adolescentes" (Ruane Prize for Child and Adolescent Psychiatry Research). Ele foi um líder na psiquiatria infantil por mais de 40 anos com o seu trabalho em experimentos, pesquisas, aulas e políticas sociais na área da farmacologia, e por suas teorias sobre autismo e medicina social, segundo o jornal Psychiatric New.

Pois é, até admitiram que são TEORIAS. A indústria médica está a utilizar o pretexto de ajudar crianças para despersonalizar os nossos filhos e desconectá-los de uma criança saudável e normal. Pois estão a expor os seus filhos a essas drogas e sujeitando-os ao que o mundo tem a oferecer, quando na verdade tudo o que essas crianças buscam é os seus pais.

Nos Estados Unidos, uma em cada 10 crianças na faixa dos 10 anos toma medicação para TDAH diariamente... e a tendência é de aumentar. E com a ajuda das pesquisas do programa Teen Screen nas escolas públicas, estão a tentar preparar o estudante para o fracasso.

A psicóloga americana Lisa Cosgrove e outros profissionais revelam os factos no seu estudo Financial Ties between DSM-IV Panel Members and the Pharmaceutical Industry (Ligações Financeiras entre os Grupos de Trabalho do DSM-IV e a Indústria Farmacêutica) [DSM-IV é a 4ª revisão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria]. Eles descobriram que "Dos 170 membros do comitê, 95 (56%) tinham uma ou mais ligações  financeiras com empresas da indústria farmacèutica. Cem por cento dos membros dos grupos de trabalho para "transtornos de humor" e "esquizofrenia e outros distúrbios psicóticos" tinham ligações financeiras com empresas farmacêuticas".

E eles estão a colher enormes benefícios dessa "doença fictícia". Por exemplo, o director assistente da Unidade de Psicofarmacologia Pediátria do Hospital Geral de Massachusetts e professor associado de psiquiatria na Faculdade de Medicina de Harvard recebeu "um milhão de dólares em rendimentos de empresas farmacêuticas entre 2000 e 2007".

Marc-André Gagnon e Joel Lexchin, que há algum tempo pesquisam sobre publicidade farmacêutica, realizaram um estudo que mostra que a indústria farmacêutica americana gastou 24,4% das vendas em dólar em publicidade, contra 13,4% em pesquisa e desenvolvimento no ano de 2004. Isso é quase duas vezes mais dinheiro para empurrar suas drogas nas pessoas que para pesquisar e garantir que são seguras!

Isso levanta a seguinte questão: Será que essas drogas são seguras?

Leia alguns dos efeitos secundários das bulas:


- Confusão
- Despersonalização
- Hostilidade
- Alucinações
- Reacções maníacas
- Pensamentos suicidas
- Perda de consciência
- Delírios
- Sensação de embriaguez
- Abuso de álcool
- Pensamentos homicidas

Por que algum pai iria submeter seus filhos a drogas com efeitos colaterais tão perigosos?

O Dr. Edward C. Hamlyn, membro fundador do Colégio Real de Clínicos Gerais da Grã-Bretanha, afirmou em 1998 que "o TDAH é uma fraude cuja intenção é justificar a iniciação das crianças a uma vida de vício em drogas".

Os críticos alarmados com o desastre Ritalina estão a receber o apoio de um lado totalmente diferente. O semanário alemão Dr Spiegel citou na sua reportagem de capa, o psiquiatra norte-americano Leon Eisenberg, nascido em 1922 como filho de imgrantes judeus russos, que era o "pai científico do ADHD", teria dito com a idade de 87, sete meses antes de sua morte na sua última entrevista: "O TDAH é um excelente exemplo de uma doença fictícia".

Desde 1968, no entanto, cerca de 40 anos, a "doença" de Leon Eisenberg tem assombrado os manuais de diagnóstico e estatística, primeiro como "reacção hipercinética da infância", agora chamado de "ADHD". O uso de medicamentos TDAH na Alemanha aumentou em apenas 18 anos de 34 kg (em 1993) para um registro de nada menos do que 1760 kg (em 2011) - o que representa um aumento de 51 vezes nas vendas! Nos Estados Unidos contabilizou-se um aumento de consumo de Ritalina em 700% em apenas um ano... Com uma tendência crescente.


Fonte: WND, World Public Union




















Ritalina, a droga legal que ameaça o futuro - Roberto Amado (Outras mídias)


Com efeito comparável ao da cocaína, droga é receitada a crianças questionadoras e livres. Professora afirma: “podemos abortar projetos de mundo diferentes”


É uma situação comum. A criança dá trabalho, questiona muito, viaja nas suas fantasias, se desliga da realidade. Os pais se incomodam e levam ao médico, um psiquiatra talvez.  Ele não hesita: o diagnóstico é déficit de atenção (ou Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH) e indica ritalina para a criança.
O medicamento é uma bomba. Da família das anfetaminas, a ritalina, ou metilfenidato, tem o mesmo mecanismo de qualquer estimulante, inclusive a cocaína, aumentando a concentração de dopamina nas sinapses. A criança “sossega”: pára de viajar, de questionar e tem o comportamento zombie like, como a própria medicina define. Ou seja, vira zumbi — um robozinho sem emoções. É um alívio para os pais, claro, e também para os médicos. Por esse motivo a droga tem sido indicada indiscriminadamente nos consultórios da vida. A ponto de o Brasil ser o segundo país que mais consome ritalina no mundo, só perdendo para os EUA.
A situação é tão grave que inspirou a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, a fazer uma declaração bombástica: “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro”, disse ela em entrevista ao  Portal Unicamp. “Quem está sendo medicado são as crianças questionadoras, que não se submetem facilmente às regras, e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, o que está se abortando? São os questionamentos e as utopias. Só vivemos hoje num mundo diferente de mil  anos atrás porque muita gente questionou, sonhou e lutou por um mundo diferente e pelas utopias. Estamos dificultando, senão impedindo, a construção de futuros diferentes e mundos diferentes. E isso é terrível”, diz ela.
O fato, no entanto, é que o uso da ritalina reflete muito mais um problema cultural e social do que médico. A vida contemporânea, que envolve pais e mães num turbilhão de exigências profissionais, sociais e financeiras, não deixa espaço para a livre manifestação das crianças. Elas viram um problema até que cresçam. É preciso colocá-las na escola logo no primeiro ano de vida, preencher seus horários com “atividades”, diminuir ao máximo o tempo ocioso, e compensar de alguma forma a lacuna provocada pela ausência de espaços sociais e públicos. Já não há mais a rua para a criança conviver e exercer sua “criancice.
E se nada disso funcionar, a solução é enfiar ritalina goela abaixo. “Isso não quer dizer que a família seja culpada. É preciso orientá-la a lidar com essa criança. Fala-se muito que, se a criança não for tratada, vai se tornar uma dependente química ou delinquente. Nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona. E o que está acontecendo é que o diagnóstico de TDAH está sendo feito em uma porcentagem muito grande de crianças, de forma indiscriminada”, diz a médica.
Mas os problemas não param por aí. A ritalina foi retirada do mercado recentemente, num movimento de especulação comum, normalmente atribuído ao interesse por aumentar o preço da medicação. E como é uma droga química que provoca dependência, as consequências foram dramáticas. “As famílias ficaram muito preocupadas e entraram em pânico, com medo de que os filhos ficassem sem esse fornecimento”, diz a médica. “Se a criança já desenvolveu dependência química, ela pode enfrentar a crise de abstinência. Também pode apresentar surtos de insônia, sonolência, piora na atenção e na cognição, surtos psicóticos, alucinações e correm o risco de cometer até o suicídio. São dados registrados no Food and Drug Administration (FDA)”.
Enquanto isso, a ritalina também entra no mercado dos jovens e das baladas. A medicação inibe o apetite e, portanto, promove emagrecimento. Além disso, oferece o efeito “estou podendo” — ou seja, dá a sensação de raciocínio rápido, capacidade de fazer várias atividades ao mesmo tempo, muito animação e estímulo sexual — ou, pelo menos, a impressão disso. “Não há ressaca ou qualquer efeito no dia seguinte e nem é preciso beber para ficar loucaça”, diz uma usuária da droga nas suas incursões noturnas às baladas de São Paulo. “Eu tomo logo umas duas e saio causando, beijando todo mundo, dançando o tempo todo, curtindo mesmo”, diz ela.