Há alguns dias durante o intervalo da aula, um de meus alunos comentou que as pessoas não aceitam bem quando alguém diz que está desempregado. É o caso dele, que decidiu "dar um tempo". Ele é formado em história, mas já estava cansado de dar aulas para adolescentes e a sua insatisfação estava se refletindo em sua saúde: o surgimento de cálculos renais. Segundo a linguagem do corpo isso significa insatisfação profissional. Assim que ele se demitiu, o problema nos rins desapareceu completamente. Enquanto se prepara para o doutorado, ministra palestras de história da arte. Na verdade o que impressiona é quando mostramos que estamos ocupados, "mostramos serviço". Se alguém está quieto e o trabalho flui a impressão que os outros podem ter é que ele não está fazendo nada.
Se no ãmbito profissional o fato de estar desempregado é mal visto por quem possui um trabalho, no panorama escolar um mau aluno é aquele que tira notas baixas, não faz lição de casa, mas principalmente cabula aulas.
No meu caso, não sei até que ponto a cultura japonesa tem a ver com isso, o fato é que eu nunca contestei a instituição escolar: sabia que depois do ensino fundamental, teria que passar pelo médio e finalmente ingressar em uma faculdade para encontrar um bom trabalho. Mas nunca fiz questão de ser a primeira da classe, só tomava cuidado para não ficar de segunda época e perder as férias.
Nunca fui da turma do "fundão" porque sendo míope preferia me sentar na frente para enxergar o que estava escrito na lousa. Mas um dia, mais pelo prazer da aventura, convenci a minha colega Fátima a cabular aula. Tínhamos feito os dois primeiros anos do ensino médio de manhã, mas o último era à noite. Depois do intervalo escalamos o portão da escola depois de verificar se ninguém estava olhando e fomos embora. A minha colega ficou brava porque acabou riscando o mostrador do relógio no portão. No cinema esse assunto foi muito bem retratado no filme "Curtindo a vida adoidado" no qual o protagonista, Ferris Bueller (Mathew Broderick) tira um dia de folga da escola com 2 colegas. Clássica a cena em que ele sobe em um carro de desfile e canta "Twist and Shout" dos Beatles.
"Curtindo a vida adoidado" (Ferris Bueller's day off) - filme dirigido por John Hughes em 1986
Gengivite - uma inflamação da gengiva - é o estágio inicial da doença da gengiva e a mais fácil de ser tratada. A causa direta da doença é a placa - uma película viscosa e sem cor de bactérias que se forma, de maneira constante, nos dentes e na gengiva.
Se a placa não for removida pela escovação e uso de fio dental diários, ela produz toxinas (venenos) que irritam a mucosa da gengiva causando a gengivite. Neste estágio inicial da doença da gengiva, os danos podem ser revertidos, uma vez que o osso e o tecido conjuntivo que segura os dentes no lugar ainda não foram atingidos. Entretanto, se a gengivite não for tratada, ela pode evoluir para uma periodontite e causar danos permanentes aos dentes e mandíbula/maxilar.
Gengivite
Como cuidar das gengivas
A periodontite é a doença periodontal que resulta da extensão do processo inflamatório iniciado na gengiva para os tecidos de suporte de periodonto.
A periodontite – também chamada de doença periodontal, é conhecida popularmente como piorréia – é uma inflamação crônica que acomete gengiva, osso e ligamentos de suporte dos dentes, sendo definida como uma condição patológica multifatorial complexa, na qual a microbiota assim como a resposta imunológica do hospedeiro contribuem para a destruição do periodonto. Ela é uma das principais causas de perda de dentes em adultos e a principal causa em pessoas idosas, pela destruição dos pontos das estruturas de sustentação do dente durante as manifestações da periodontite ao longo da vida.
Após 2 meses de curso intensivo finalmente vou voltar ao ritmo normal de trabalho. Fiquei bem cansada sim, mas mantive o foco e procurei dar o melhor de mim. Ontem foi dia de prova e passaram uma folha para que os alunos avaliassem os professores. Eu me lembro que fiquei chateada a primeira vez que as li, uma vez que como coordenadora tenho que fazer a tabulação de todas as avaliações inclusive as minhas. Dessa vez até pedi que eles fossem sinceros se tivessem que fazer alguma crítica porque não costumo levar para o lado pessoal, uma vez que eles me conhecem somente do ponto de vista profissional. Dos alunos a única que fez uma crítica mais pontual foi a aluna que também é professora. Os outros elogiaram o meu trabalho.
Ultimamente ando desmotivada com o trabalho na escola, mas é interessante como as coisas mudam. A rotina da função de coordenador pedagógico é sempre a mesma e tive a idéia de fazer um manual com todos os ítens e as minhas colegas gostaram muito da idéia. Percebi com isso que basta começarmos um movimento que a motivação volta. Tentar fazer o melhor é sempre a melhor solução.
E como coincidências não existem assisti a mais um episódio de "Monk" que veio de encontro a esse movimento. Adrian vai acampar com um grupo de rapazes liderados por Randy Disher, um dos colegas policiais do detetive. A uma certa altura da estória, Adrian pergunta a Randy como ele suporta as gozações e ironias de Leland Stottlemeyer, seu chefe, assim como as de outros colegas. Randy responde que durante uma investigação tinha lido em um carro incendiado a frase "a felicidade é uma escolha" e isso o tinha tocado muito. E a partir de então a adotou como filosofia de vida.
É mesmo tudo uma questão de escolha. Adrian Monk, por exemplo, é um ótimo detetive, mas vive limitado por suas fobias e pela saudade que sente de Trudy. Aliás, Leland se apaixona por uma mulher chamada T.K. e descobre que o nome dela também é Trudy, mas decide continuar a chamá-la pelas iniciais para evitar problemas com o detetive.
Eu também escolhi me amar cada vez mais e tomar as rédeas de minha vida assumindo a responsabilidade por tudo que me acontece. É muito bom e enriquecedor com certeza.