terça-feira, 8 de abril de 2014

O corpo fala - por Adriana



"Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta. A cura real somente acontece do interior para o exterior ... 

Sim, diga a seu médico que você tem dor no peito, mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia. 

Conte a seu médico que você tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago. 

Relate que você tem diabetes, no entanto, não se esqueça de dizer também que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações. 

Mencione que você sofre de enxaqueca, todavia confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia e demasiadamente ansioso. 

Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoísmo. Não querem mudar de vida. 

Procuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa. 

Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade. 

Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a venda do criticismo e da maledicência. 

Pedem a solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas. 

Suplicam auxílio para os problemas de tireóide, mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legítimas necessidades. 

Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade."...

O que é vintage?


Vintage é um estilo de vida e moda retrógrada, uma recuperação de estilos das décadas de 1920, 1930, 1940, 1950 e 1960.
A palavra Vintage no século XVIII passou a significar "ano em que foi feito um vinho". Entretanto, ao longo dos anos, a palavra se incorporou ao vocabulário da moda para melhor definir uma peça de roupa ou acessório de um estilo pertencente a uma outra época.
Alguns estilistas atribuem ao retorno das modas setentistas, oitentistas e noventistas um certo teor "vintage", mas, por serem relativamente recentes, o termo não é devidamente atribuído a estas décadas. O resgate da moda pin-up é um exemplo de "moda vintage". Roupas com tecidos propositalmente "desgastados" também são chamados vintage, justamente por ter uma aparência de usado, antigo, de outra época. Mas também sendo usada em outras épocas. Foi mais usada nos anos 60. Ex: Cromos do Capitão América.

A diferença entre vintage, antiguidade e retrô
Antiguidade é qualquer peça que tenha, ao menos, 100 anos de idade.
O Vintage, é qualquer peça que tenha pelo menos 20 anos e menos de 100 anos, pois, a partir de 100 anos a peça já é considerada antiguidade.
Retrô, é considerado uma imitação de estilo antigo, só que a peça é nova. Todas as peças novas que imitem alguma era anterior é uma peça retrô. Isso em qualquer setor, desde a moda até os utilitários, caixas decorativas, etc.

(fonte: Wikipedia)


domingo, 6 de abril de 2014

É assédio moral? - Simone Costa e Daniela Macedo

Há coisa de duas ou três décadas, não havia sequer nome para aquela situação desagradabilíssima que às vezes se instala no trabalho: a do chefe que cotidianamente humilha ou ameaça os subordinados.

O assédio moral só ganhou essa caracterização em meados dos anos 1980, quando começou a ser estudado pela medicina e pela psicologia. Hoje, não há país civilizado que não disponha de alguma legislação sobre o tema. No Brasil não há dados consolidados sobre o total de casos de assédio moral reportados à Justiça, mas os números dos estados mostram que houve um aumento acentuado nas denúncias. No Ministério Público do Trabalho de São Paulo, de 359 inquéritos por assédio moral coletivo em 2010 passou-se para 792 em 2013, um crescimento de 120%. Na Bahia, os processos no Tribunal Regional do Trabalho saltaram de 1 em 2001 para 981 em 2010, segundo levantamento feito por André Luiz Souza Aguiar, doutorando em ciências sociais na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Para entender o que caracteriza o assédio moral e como lidar com ele, o Guia conversou com especialistas de diferentes áreas.

O que é assédio moral?

O que caracteriza esse tipo de abuso é a repetição continuada do ato de prejudicar o subordinado ou humilhá-lo. Se o chefe ofende um empregado durante uma reunião ou numa conversa reservada, mas esse é um ato isolado, ele não constitui assédio moral. "A pessoa que se sentiu ofendida pode até processar o agressor por dano moral. O que distingue o assédio, porém, é a reiteração desse tipo de ato", explica a procuradora Renata Coelho Vieira, do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Campinas, São Paulo. Mas atenção: criticar o trabalho do funcionário não é assediá-lo - é um fato da vida profissional. O que é inadmissível é que a crítica seja feita sem base (ou seja, que tenha o caráter de perseguição) ou como insulto ou achaque.

Por que ele acontece?

"O objetivo do assédio moral pode ser aumentar a produtividade, forçar um empregado a pedir demissão para que a empresa não tenha de arcar com as verbas rescisórias, fazer com que uma gestante saia do emprego abrindo mão da estabilidade ou evitar que alguém seja promovido", exemplifica a médica do trabalho Margarida Barreto, coordenadora da Rede Nacional de Combate ao Assédio Laboral e outras Manifestações de Violência no Trabalho. "Como ainda não há uma lei federal específica, o Judiciário leva em conta a regra geral da Constituição, que trata do respeito à dignidade da pessoa humana", explica Paulo Eduardo Vieira de Oliveira, professor de direito trabalhista da USP e juiz da Vara do Trabalho de Cajamar, São Paulo.

Como são os atos de assédio moral?

Há casos em que é relativamente simples caracterizá-lo. Por exemplo, quando a prática de um chefe ou de uma empresa apontar, na frente dos colegas, os profissionais cujo rendimento ficou aquém do esperado e ridicularizá-los ou achacá-los. Mas nem sempre o assédio é assim tão explícito. "Às vezes, o gestor assedia o funcionário quando estão apenas os dois, ou liga para a casa dele fazendo cobranças e ameaças veladas", explica Oliveira.

Quem assedia quem?

O assédio moral pode ocorrer entre chefe e subordinado ou entre colegas. Mas, segundo os especialistas, a maioria dos casos vai além das relações interpessoais. "Em muitas situações, o assédio moral é organizacional: faz parte do método de gestão daquela empresa", explica a procuradora Renata. "Julguei um caso em que uma companhia de cimento foi comprada por outra e seus diretores viveram todas as dificuldades para continuar trabalhando. A intenção da empresa que passou a comandá-los era forçar o pedido de demissão do grupo para evitar os gastos trabalhistas", conta o juiz Oliveira.

Como se deve enfrentá-lo?

Se o assédio não é uma prática generalizada na empresa, mas ocorre particularmente entre um funcionário e seu gestor, pode-se tentar uma conversa. "A pessoa que se sente agredida tem de deixar claro que não admite o tratamento desrespeitoso. Se o assédio persistir, deve repetir a advertência em público", diz John Cymbaum, sócio da FTR Coaching. (É preciso ter o cuidado de não usar termos ofensivos e não deixar que a conversa evolua para o bate-boca: se perder a lisura ou o controle da situação, o reclamante vai perder também a razão.) É válido, inclusive, gravar a conversa. "Desde que não se trate de uma conversa alheia, mas da própria pessoa com seu gestor, a gravação é aceita pela Justiça", explica a procuradora Renata. Outro passo é procurar o setor de recursos humanos ou, se a empresa o tiver, o comitê de ética. "Mas não basta ir lá queixar-se. É necessário ter tudo documentado, fazer uma reclamação por escrito e guardar uma cópia", diz Margarida Barreto. No caso de assédio generalizado, o empregado deve procurar ajuda externa, como as delegacias do Ministério do Trabalho e Emprego, os sindicatos ou o Ministério Público do Trabalho. "No MPT, a denúncia pode ser sigilosa, feita por telefone ou pela internet. Será instaurado um inquérito, e o MPT pode entrar com uma ação coletiva", diz Renata Coelho Vieira.

O que o assédio moral causa?

A humilhação recorrente e a incapacidade de lidar com metas inatingíveis podem gerar uma série de problemas de saúde. "O mal-estar vai aumentando e o profissional começa a somatizar sua ansiedade. Ele pode sentir náuseas, ter gastrite, deixar de comer ou, ao contrário, comer em excesso, até chegar a manifestar uma problema de saúde mental, como depressão ou síndrome do pânico", diz Margarida Barreto.

Como se documenta o assédio?

É essencial guardar e-mails, memorandos, conversas gravadas e atestados médicos. "Se houver afastamento por problema de saúde, deve-se pedir ao médico que anote no atestado o código da classificação internacional de doenças (CID), pois isso será importante caso haja uma ação na justiça", explica Margarida. Recomenda-se, ainda, fazer um diário com anotações sobre quem presenciou as cenas de assédio e a data e o horário em que aconteceram. "Isso não tem valor legal, mas ajuda a não esquecer detalhes que podem ser importantes num julgamento", diz Renata. No caso de o funcionário se sentir ameaçado diretamente, ele pode entrar com um pedido de rescisão indireta do contrato de trabalho. "Desde que tenha elementos suficientes para comprovar o assédio moral, o empregado para de trabalhar alegando que está fazendo isso por culpa do empregador. Ele vai receber todos os direitos trabalhistas e ainda a indenização por assédio moral", explica o juiz Oliveira.

A arte da conversa

Na maioria das empresas, os funcionários tornam-se chefes porque são bons no que fazem. Mas, segundo os especialistas, só agora as organizações começam a se dar conta de que é preciso preparar esses líderes especificamente para isso também - para liderar. "Quem comanda cinco ou dez pessoas influencia diretamente o desempenho desse grupo. Saber dirigi-lo é o que vai trazer resultados para a empresa", diz John Cymbaum, sócio da FTR Coaching. Entre as habilidades que a função de líder exige está a de comentar com objetividade e eficácia - e portanto com respeito - a performance dos subordinados. "A primeira regra para uma conversa é que ela seja feita em local reservado. Ressalvas feitas em público podem adquirir tom ofensivo", diz Cymbaum.

O segundo cuidado é lembrar que a crítica é feita ao trabalho, e não à pessoa. Renata Wright, gerente de recursos humanos da Michael Page, empresa de recrutamento de executivos de média e alta gestão, sugere que fazer perguntas para que haja uma interação é importante: por exemplo, "Por que você não comunicou essa dificuldade antes?". Renata também destaca o cuidado com as palavras. "Dizer a um funcionário que ele é lento pode causar insegurança e ansiedade" - um estado de ânimo que não induz ao bom desempenho e à criatividade. "O ideal é contextualizar com dados: mostrar a data em que a tarefa foi passada, o prazo estipulado, quando o funcionário conseguiu concluí-la e o que ficou faltando", diz ela.

Se o gestor tem de lidar com alguém que se melindra facilmente e tende a se fazer de vítima, ele deve tomar precauções para não vir a ser acusado de assédio moral. Se há o temor de que o funcionário interprete mal as críticas e termine por acusar o gestor, pode-se convidar um representante do RH para estar presente à conversa.

Sinal vermelho

Não é raro que o assédio moral ocorra em decorrência do assédio sexual. "Há casos de pessoas que, por não ceder às insinuações e tentativas de assédio sexual, passaram a ser assediadas moralmente no trabalho", diz André Luiz Souza Aguiar, doutorando em ciências sociais na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ao contrário do assédio moral, o sexual prescinde de repetição para ser caracterizado como tal: basta um único episódio. E ele é considerado crime, de acordo com a Lei nº 10224, de 2001.

O que caracteriza o assédio sexual?

"Ele ocorre quando alguém se utiliza da sua posição hierárquica para conseguir favores sexuais de um subordinado. Ou seja, quando um gestor promete uma promoção em troca de relações sexuais, ou quando passa a perseguir e prejudicar o subordinado ou ameaça demiti-lo se ele não ceder. Essa intenção deve ser clara, causando constrangimento em quem é assediado. Senão, qualquer pessoa mais afetuosa ou que corteje alguém no trabalho poderia ser acusada de assédio sexual", explica o juiz Paulo Eduardo Vieira de Oliveira. O assédio pode ser tanto físico (e ir de uma sutil proximidade exagerada a contatos indevidos) quanto acontecer por meio de "cantadas" e insinuações, de forma clara ou velada, feitas pessoalmente ou em bilhetes e e-mails.

Como agir?

"Se o funcionário sofrer assédio sexual, ele pode fazer um boletim de ocorrência e, em seguida, entrar com uma ação por danos morais. Serão, portanto, dois processos, um criminal e um trabalhista", explica Oliveira. O mais frequente, conforme o juiz, é que homens assediem mulheres, mas o inverso também acontece. "E tem aumentado o número de denúncias de homens assediando homens e mulheres assediando mulheres", diz Oliveira. Já as situações em que quem assedia é um colega de mesmo nível hierárquico não estão previstas em lei, mas é possível mover uma ação por danos morais na Justiça do Trabalho.


(texto publicado na revista Veja nº 9 - ano 47 - fevereiro de 2014)






sábado, 5 de abril de 2014

Intervista con Luciano Ligabue - Fabio Fazio (Che tempo che fa)


Intervista con Andrea Bocelli - Fabio Fazio (Che tempo che fa)


Doenças ocupacionais podem ser evitadas com simples alongamentos diários


Tânia Fleig, fisioterapeuta da Mercur, sugere dicas que podem auxiliar na prevenção de lesões como a tendinite e de distúrbios relacionados ao trabalho.

O número de brasileiros que dedicam cada vez mais parte do seu tempo ao trabalho aumenta constantemente. Além disso, com a facilidade das novas tecnologias, como os tablets e os smartphones, as pessoas levam funções do trabalho para serem feitas em casa e também acabam não se desconectando totalmente durante o período em que tiram férias, o que pode prejudicar a saúde mental e física do indivíduo. Esta sobrecarga nas atividades pode levar ao surgimento das doenças ocupacionais, que são diretamente relacionadas às atividades desempenhadas pelo trabalhador. São mais comuns as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) ou Distúrbios Osteomoleculares Relacionados ao Trabalho (DORT), que englobam cerca de 30 doenças, como por exemplo, tendinite (inflamação de tendão) e tenossinovite (inflamação da membrana que recobre os tendões). 

Decorrentes de movimentos repetitivos, posturas inadequadas, sobrecarga mental, ritmo intenso de trabalho, pressão por produção e estímulo à competitividade, as Lesões por Esforços Repetitivos podem se desenvolver em homens e mulheres, geralmente nas fases mais produtivas profissionalmente. Os sintomas característicos percebidos são dor, que pode se tornar crônica com o tempo, sensação de formigamento, fadiga muscular e cansaço, podendo se agravar e caracterizar também alguns fatores psicológicos como depressão e afastamento das relações sociais. "Uma importante recomendação é ater-se para as tarefas realizadas nos diferentes ambientes, seja doméstico, trabalho ou atividades de lazer, bem como revisar o local quanto aos fatores ergonômicos, como a iluminação, temperatura, mobiliário, posições adotadas e postura nas tarefas realizadas", sugere Tânia Fleig.

Segundo pesquisa realizada pela empresa Regus em 2011, 43% dos profissionais do Brasil dedicam entre nove e onze horas diárias ao trabalho e 17% mais de onze horas. A profissional recomenda que sejam introduzidas pausas no ambiente do trabalho e atividades como a ginástica laboral e mudança de hábitos para um estilo de vida mais saudável. "São indicados exercícios de alongamento e automassagem que podem ser realizados no início, meio ou final do expediente, ou ainda em casa, utilizando dispositivos como faixas elásticas, e bolinhas de massagem, entre outros", afirma Tânia.

Confira mais algumas dicas dadas pela fisioterapeuta:

Para quem trabalha sentado:

O ideal é que a planta de seus pés esteja toda apoiada no chão, com os joelhos flexionados a 90%. Tenha cuidado para não exercer pressão entre a região posterior dos joelhos e a cadeira, pois isto comprime os vasos sanguíneos e dificulta o retorno venoso das pernas, contribuindo para formações de varizes e causando dor e formigamento nas pernas e pés. Se necessário utilize um apoio para os pés.

Utilize cadeiras giratórias e evite realizar movimentos rotacionais bruscos com o pescoço e tronco. O mais adequado é levantar-se da cadeira ou girá-la.

Procure levantar a cada 30 minutos, pois uma rápida caminhada estimula o retorno venoso das pernas através da contração muscular. Lembre-se de alongar braços, tronco e pernas pelo menos três vezes durante seu expediente.

Aproxime sua cadeira da mesa, evitando flexionar seu tronco ou a cabeça para digitar e mantenha as costas bem apoiadas no encosto da cadeira.

Para quem trabalha com computador, o ideal é manter o monitor a uma distância entre 45 a 75 cm dos olhos, regulando sua altura à linha de visão.


Para quem trabalha em pé:

O ideal é usar calçados confortáveis, macios e sem saltos. Em muitos ambientes de trabalho o uso de calçados fechados é obrigatório. Se este for o caso e se os pés costumam ficar inchados ao longo do dia, uma dica é não apertá-los muito, deixando um pouco de folga para os pés dentro dos sapatos.

Procure alternar a posição de apoio sobre uma perna e outra, e sempre que for possível, dê pequenas caminhadas e realize movimentos circulares com os pés para estimular a circulação sanguínea e minimizar as dores, desconfortos, inchaço e o aparecimento de varizes.

Procure ficar em postura ereta, evite ficar inclinado para frente ou para os lados por muito tempo. Para quem utiliza mesas ou bancadas para manusear peças e/ou objetos, o ideal é que estas estejam a uma altura próxima a do umbigo e próximas ao corpo. Procure manter os cotovelos flexionados a aproximadamente 90º e os ombros relaxados, isto ajuda a evitar tensões musculares na região cervical, nos ombros e costas.

Para pegar algum objeto no chão, procure flexionar os joelhos agachando ao invés de curvar-se para frente. Ao carregar algum objeto pesado, como uma caixa, por exemplo, procure mantê-lo próximo ao corpo, com os cotovelos flexionados.


Para alongar:

Em pé ou sentado, com a postura ereta e mãos na cintura, aproxime a orelha do ombro, incline a cabeça para a direita e para a esquerda, permanecendo em cada posição por 15 segundos.

Com a postura ereta, suba os ombros, aproximando-os das orelhas e em seguida relaxe. Repita essa movimentação por 10 vezes.

Em pé ou sentado, abra e feche a mão alternadamente, repetindo por 10 vezes.

Sentado mais à frente na cadeira, mantenha uma perna flexionada e apoiada no solo e a outra esticada à frente e com o calcanhar apoiado. Curve para frente tentando alcançar com a mão a ponta do pé ao lado da perna esticada. Este alongamento também pode ser realizado em pé: permaneça em cada posição por 15 segundos.

Para realizar o relaxamento muscular, utilize uma bolinha de massagem e realize movimentos circulares exercendo leve pressão na região cervical, ombros, braços, região lateral dos cotovelos e punhos.



(texto publicado na revista Leve & Leia - abril de 2014)








A minha homenagem ao ator José Wilker


O impagável Giovanni Improtta


Roque Santeiro (Reviva)


Dona Flor e seus dois maridos (legendas em espanhol)


sexta-feira, 4 de abril de 2014

MASP: o acervo mais importante da América Latina


O MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand é o mais importante museu de arte ocidental do Hemisfério Sul. Tal atributo deve-se a um acervo que inclui pinturas, esculturas, gravuras, fotografias e objetos datados desde três mil anos atrás até os dias de hoje. Sua criação, em 1947, e sua consolidação como centro difusor de cultura e educação devem-se ao ideal do empresário Assis Chateaubriand, que escolheu São Paulo para abrigar no Brasil um centro de arte de repercussão mundial, tarefa para a qual contou com o apoio do marchand Pietro Maria Bardi.

O MASP é o museu mais visitado do país, e abriga cerca de 8 mil obras de origens e estilos diferentes, reunidas a partir dos anos 50, e incluem uma excepcional coleção de arte francesa e italiana, com obras-primas do Renascimento e do Impressionismo, além de uma ampla coleção de pinturas da escola portuguesa, espanhola, flamenga e notáveis exemplares da arte britânica e alemã. Estão expostos no museu obras de Van Gogh, Renoir, Botticelli, Picasso, Dali, Di Cavalcanti e muitos outros.

O acervo torna-se um dos mais importantes museus do mundo, integrando o "Clube dos 19", do qual participam os museus com acervos mais representativos de arte europeia do século XIX: Metropolitan Museum, de Nova York; Art Institute, de Chicago; Museum of Fine Arts, de Boston; Van Gogh Museum, de Amsterdã; Kunsthaus, de Zurique; Hermitage, de St. Petersburg; Galleria Nazionale d'Arte Moderna, de Roma; National Gallery e Tate Gallery, de Londres, dentre outros.



(texto publicado no jornal Vídeo Imóvel News - março de 2014)


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Como a medicina da doença funciona - Carlos Bayma Med


Aos 30 anos, você tem uma depressãozinha, uma tristeza meio persistente: prescreve-se FLUOXETINA.

A Fluoxetina dificulta seu sono. Então, prescreve-se CLONAZEPAM, o Rivotril da vida. O Clonazepam o deixa meio bobo ao acordar e reduz sua memória. Volta ao doutor.

Ele nota que você aumentou de peso. Aí, prescreve SIBUTRAMINA.

A Sibutramina o faz perder uns quilinhos, mas lhe dá uma taquicardia incômoda. Novo retorno ao doutor. Além da taquicardia, ele nota que você, além da “batedeira” no coração, também está com a pressão alta. Então, prescreve-lhe LOSARTANA e ATENOLOL, este último para reduzir sua taquicardia.

Você já está com 35 anos e toma: Fluoxetina, Clonazepam, Sibutramina, Losartana e Atenolol. E, aparentemente adequado, um “polivitamínicos” é prescrito. Como o doutor não entende nada de vitaminas e minerais, manda que você compre um “Polivitamínico de A a Z” da vida, que pra muito pouca coisa serve. Mas, na mídia, Luciano Huck disse que esse é ótimo. Você acreditou, e comprou. Lamento!

Já se vão R$ 350,00 por mês. Pode pesar no orçamento. O dinheiro a ser gasto em investimentos e lazer, escorre para o ralo da indústria farmacêutica. Você começa a ficar nervoso, preocupado e ansioso (apesar da Fluoxetina e do Clonazepam), pois as contas não batem no fim do mês. Começa a sentir dor de estômago e azia. Seu intestino fica “preso”. Vai a outro doutor. Prescrição: OMEPRAZOL + DOMPERIDONA + LAXANTE “NATURAL”.

Os sintomas somem, mas só os sintomas, apesar da “escangalhação” que virou sua flora intestinal. Outras queixas aparecem. Dentre elas, uma é particularmente perturbadora: aos 37 anos, apenas, você não tem mais potência sexual. Além de estar “brochando” com frequência, tem pouquíssimo esperma e a libido está embaixo dos pés.

Para o doutor da medicina da doença, isso não é problema. Até manda você escolher o remédio: SILDANAFIL, TADALAFIL, LODENAFIL ou VARDENAFIL, escolha por pim-pam-pum. Sua potência melhora, mas, como consequência, esses remédios dão uma tremenda dor de cabeça, palpitação, vermelhidão e coriza. Não há problema, o doutor aumenta a dose do ATENOLOL e passa uma NEOSALDINA para você tomar antes do sexo. Se precisar, instila um “remedinho” para seu corrimento nasal, que sobrecarrega seu coração.

Quando tudo parecia solucionado, aos 40 anos, você percebe que seus dentes estão apodrecendo e caindo. (entre nós, é o antidepressivo). Tome grana pra gastar com o dentista. Nessa mesma época, outra constatação: sua memória está falhando bem mais que o habitual. Mais uma vez, para seu doutor, isso não é problema: GINKGO BILOBA é prescrito.

Nos exames de rotina, sua glicose está em 110 e seu colesterol em 220. Nas costas da folha de receituário, o doutor prescreve METFORMINA + SINVASTATINA. “É para evitar Diabetes e Infarto”, diz o cuidador de sua saúde(?!).

Aos 40 e poucos anos, você já toma: FLUOXETINA, CLONAZEPAM, LOSARTANA, ATENOLOL, POLIVITAMÍNICO de A a Z, OMEPRAZOL, DOMPERIDONA, LAXANTE “NATURAL”, SILDENAFIL, VARDENAFIL, LODENAFIL ou TADALAFIL, NEOSALDINA (ou “Neusa”, como chamam), GINKGO BILOBA, METFORMINA e SINVASTATINA (convenhamos, isso está muito longe de ser saudável!). Mil reais por mês! E sem saúde!!!

Entretanto, você ainda continua deprimido, cansado e engordando. O doutor, de novo. Troca a Fluoxetina por DULOXETINA, um antidepressivo “mais moderno”. Após dois meses você se sente melhor (ou um pouco “menos ruim”). Porém, outro contratempo surge: o novo antidepressivo o faz urinar demoradamente e com jato fraco. Passa a ser necessário levantar duas vezes à noite para mijar. Lá se foi seu sono, seu descanso extremamente necessário para sua saúde. Mas isso é fácil para seu doutor: ele prescreve TANSULOSINA, para ajudar na micção, o ato de urinar. Você melhora, realmente, contudo... não ejacula mais. Não sai nada!

Vou parar por aqui. É deprimente. Isso não é medicina. Isso não é saúde.

Essa história termina com uma situação cada vez mais comum: a DERROCADA EM BLOCO da sua saúde. Você está obeso, sem disposição, com sofrível ereção e memória e concentração deficientes. Diabético, hipertenso e com suspeita de câncer. Dentes: nem vou falar. O peso elevado arrebentou seu joelho (um doutor cogitou até colocar uma prótese). Surge na sua cabeça a ideia maluca de procurar um CIRURGIÃO BARIÁTRICO, para “reduzir seu estômago” e um PSICOTERAPEUTA para cuidar de seu juízo destrambelhado é aconselhado.

Sem grana, triste, ansioso, deprimido, pensando em dar fim à sua minguada vida e... DOENTE, muito doente! Apesar dos “remédios” (ou por causa deles!!).


A indústria farmacêutica? “Vai bem, obrigado!”, mais ainda com sua valiosa contribuição por anos ou décadas. E o seu doutor? “Bem, obrigado!”, graças à sua doença (ou à doença plantada passo-a-passo em sua vida).




terça-feira, 1 de abril de 2014

Tomates verdes fritos


Sinopse do filme

Evelyn Couch (Kathy Bates) é uma dona de casa emocionalmente reprimida, que habitualmente afoga suas mágoas comendo doces. Ed (Gailard Sartain), o marido dela, quase não nota a existência de Evelyn. Toda semana eles vão visitar uma tia em um hospital, mas a parente nunca permite que Evelyn entre no quarto. Uma semana, enquanto ela espera que Ed termine sua visita, Evelyn conhece Ninny Threadgoode (Jessica Tandy), uma debilitada mas gentil senhora de 83 anos, que ama contar histórias. Através das semanas ela faz relatos que estão centrados em uma parente, Idgie (Mary Stuart Masterson), que desde criança, em 1920, sempre foi muito amiga do irmão, Buddy (Chris O'Donnell). Assim, quando ele morreu atropelado por um trem (o pé ficou preso no trilho), Idgie não conseguia conversar com ninguém, exceto com a garota de Buddy, Ruth Jamison (Mary-Louise Parker). Apesar disto Idgie era bem doce, apesar de nunca levar desaforo para casa. Independente, ela faz seu próprio caminho ao administrar uma lanchonete em Whistle Stop, no Alabama. Elas tinham uma amizade bem sólida, mas Ruth faz a maior besteira da sua vida ao se casar com Frank Bennett (Nick Searcy), um homem estúpido que espanca Ruth, além de ser secretamente membro da Ku Klux Klan. Inicialmente Ruth tentou segurar a situação, mas quando não era mais possível Idgie foi buscá-la, acompanhada por dois empregados. Idgie logo dá a Ruth um emprego em sua lanchonete. Por causa do seu jeito de se sustentar sozinha, enfrentar Frank e servir comida para negros no fundo da lanchonete, Idgie provocou a ira dos cidadãos menos tolerantes de Whistle Stop. Quando Frank desapareceu misteriosamente muitos moradores suspeitaram que Idgie, Ruth e seus amigos poderiam ser os responsáveis.


Trailer em inglês



Trailer em espanhol



Cachorra e gata paralítica largadas na estrada: amigas inseparáveis


Elas foram abandonadas em uma estrada movimentada: cachorra e gata. E a mais improvável amizade foi o que manteve as duas protegidas.

Mesmo em boas condições, a cachorrinha jamais abandonaria sua amiga, uma gatinha paralítica, que rasteja com muita dificuldade. Elas foram encontradas em outubro de 2013, e quando as pessoas foram resgatá-las, a cachorrinha rosnava e latia sempre que alguém se aproximava, para proteger a gatinha. Levadas para um abrigo na Flórida, elas tiveram que ser separadas, para serem colocadas com outros animais, cada uma com a sua própria espécie.

A cachorrinha, da raça Dachshund, de 2 anos de idade, ficou tão triste, ao lado de outros cães, que foi preciso ser criado um local especial para manter as duas juntas. Por tanta devoção, elas foram batizadas de Ruth (a gata), e de Idgie (a cachorrinha), nomes das amigas inseparáveis do filme "Tomates Verdes Fritos". Agora, as amigas estão juntas e nunca mais serão separadas, porque encontraram um lar num Pet Shop de Hollywood.

A dona, Jacqueline Borum, já ajudou milhares de cães e gatos ao longo dos anos a encontrar lares definitivos. As amigas inseparáveis hoje compartilham uma grande vista pela janela da frente, onde elas se aconchegam e brincam juntas. Elas agora são as queridinhas dos clientes e recebem muito carinho e atenção de todos da loja.

"Eu já vi amizade entre cães e gatos, mas nunca eu havia visto uma dedicação tão grande de um animal com outro e ainda de outra espécie", disse Jacqueline ao jornal Orlando Sentinel.



(texto publicado na revista Leve & Leia nº 46 - fevereiro de 2014)