quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Hemorroida: principais mitos e verdades - Marília Medrado


Dê adeus às dúvidas sobre os sintomas, causas e tratamentos desse probleminha tão desconfortável!

É fato:  todo mundo tem hemorroidas. Afinal, elas são apenas veias da região do ânus. Só que muita gente as confunde com a doença hemorroidária. Essa, sim, é um problema. "Por algum motivo, as veias se dilatam e viram varizes", explica o proctologista Hélio Plapler, professor do Departamento de Cirurgia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. Além da definição, vários são os mitos e verdades sobre o tema. Decifre-os.

1) Muita gente sofre com a hemorroida. VERDADE

"Cerca de 30% da população mundial sofre uma crise de hemorroida ao menos uma vez na vida", diz Plapler. Quem tem tendência para o problema pode virar uma vítima frequente.

2) Dieta pobre em fibras é uma das causas. VERDADE

Apesar do fator hereditário contar muito - se algum familiar tem hemorroida, o risco de você ter também aumenta - a falta de fibras na alimentação gera o famoso intestino preso. "As fezes endurecem e o esforço para evacuar é maior. Isso sobrecarrega as veias.

Não é algo imediato, mas provocado por estímulos crônicos na área", diz o coloproctologista Sânzio Santos Amaral. Além disso, prender espirro e tosse e engravidar são fatores que aumentam a pressão abdominal, fazendo com que as veias se rebelem.

3) Segurar a vontade de ir ao banheiro evita o problema. MITO

Para prender as fezes, você contrai a musculatura da região anal e pressiona a barriga. Isso é péssimo!

4) Sangrar é um sintoma comum. VERDADE

"É um sangramento vermelho bem vivo", diz Plapler. Pode sair no papel higiênico, pingar e até esguichar na evacuação. Outros sintomas são: dores ao fazer cocô e coceira no ânus. A dor é causada por coágulos que impedem o retorno do sangue na veia inchada. A coceira pode ser provocada por irritação ou aumento do fluxo sanguíneo no local.

5) Ficar muito tempo sentada no vaso desencadeia uma crise. VERDADE

Além da força que você faz enquanto está no vaso sanitário, a postura pode contribuir para uma crise. É que ela aumenta a curvatura do canal anal, o que dificulta a evacuação. A melhor posição: de cócoras, na qual a parte final do canal fica reta.

6) O problema só acontece fora do ânus. MITO

Embora existam as hemorroidas externas, as mais comuns são internas. Os casos variam: a veia dilatada pode ficar só lá dentro (grau 1), sair e voltar para dentro ao fim da evacuação (grau 2), precisar ser empurrada com o dedo para retornar (grau 3) ou ficar fora sempre (grau 4). Nos três últimos casos, sangrar, coçar e doer são comuns.

7) Pode ser tratada sem remédio. VERDADE

Lubrificante e pomada anti-inflamatórias dão uma mão no sentido de aliviar os sintomas, mas dá para resolver com uma dieta rica em fibras e muita água.

8) Papel higiênico não causa hemorroida, mas é ruim para a região anal. VERDADE

Por mais suave que seja, pode machucar a área, o que predispõe o transtorno. O ideal: fazer limpeza com a ducha higiênica. Impossível? Use lenços umedecidos - sem perfume e com lanolina (que é hidratante).

9) É responsável por causar câncer. MITO

"O sangramento é comum aos dois problemas, por isso a confusão. Hemorroida não causa câncer, é benigna", diz o coloproctologista Sânzio Santos Amaral.

10) Ficar muito tempo sentada piora. VERDADE

É comum surgir em pacientes acamados ou motoristas, por exemplo. Ficar muito tempo parada favorece a constipação, uma das principais causas.

11) Sexo anal é uma das causas. MITO

Embora não seja causa, a penetração anal pode machucar a área e aumentar as chances de ter o incômodo.

12) A pimenta é uma das origens. MITO

Mas a pimenta e as bebidas alcoólicas são vasodilatadoras e aumentam o risco de crise. Sofre com o incômodo? Evite-as.




(texto publicado na revista Viva! Mais nº 783 - 3 de outubro de 2014)






Escorregar na gramática só vai atrasar a sua vida - Aline Carrasco


Depois de descobrir os errinhos que você comete na pronúncia, falar vai ficar mais fácil e ainda poderá ajudá-la a abrir portas no trabalho, nos relacionamentos...

Não, o português não é uma língua fácil. Mas você vai se apoiar nessa máxima para pagar micos por aí? Na dúvida, consulte as dicas que o professor Sérgio Nogueira elaborou para evitar os erros mais comuns. Para o revisor Jefferson Rosado, treinar as formas corretas ajuda a fixá-las na nossa mente. Dica: escreva o termo diversas vezes ou tente memorizar um por dia. Comece a treinar já!

Trezentas gramas x trezentos gramas

O erro é muito comum, porque a palavra GRAMA existe nos gêneros feminino e masculino. Logo, tendemos a concordar com o termo que se segue. Ao se referir a peso, o correto é masculino. Quando for mato, é feminino.

Iorgute x iogurte

Pode ser um típico problema de pronúncia. Algumas vezes, na hora de falar, mudamos uma letra de lugar, como no caso desse "r". Mas agora não tem mais desculpas, é só pensar antes de dizer.

"Meia" cansada x "meio" cansada

Essa expressão dá uma baita confusão! Só se usa "meia" para palavras femininas quando o sentido é de metade. Se você disser "meia cansada" vai afirmar que metade de você está exausta, o que seria bem estranho. O correto é meio cansada, pois tem sentido de pouco.

Cardaço x cadarço

Outro caso de deslocamento do som do "r", muitas vezes, apenas para facilitar a pronúncia. A palavra tem origem no espanhol cadarzo, cordão tecido por vários fios.

Seje/esteje x seja/esteja

Elimine já estes termos errados do seu vocabulário, pois eles nunca existiram.

Mortandela x mortadela

O que você come é mortadela! Exclua o "n" dessa delícia! Inclusive porque nem há origem para esse erro. Alguns termos sofrem modificações na pronúncia por desconhecimento da forma correta.

"Haviam" muitas pessoas no local x "havia" muitas pessoas no local

Este é um erro clássico. Ué, mas "muitas pessoas" não está no plural? Sim, está, mas o verbo haver, com a ideia de existir, é impessoal. Ou seja, não tem sujeito, e a gramática determina: deve ser usado no singular.

Para "mim" fazer x para "eu" fazer

Para muitos, esse equívoco parece normal. No entanto, "mim" não faz nada, O.K.? Esse pronome só acompanha expressões onde não temos verbos a serem conjugados. Lembre-se> com verbos, usamos "eu"; sem verbos "mim".

Asterístico x asterisco

O termo correto quer dizer estrela pequena ou estrelinha. "Aster" significa astro, estrela. Já "isco" é uma das terminações do diminutivo. Asterístico não existe!

"De" menor ou "de" maior x maior ou menor

Este vício tomou conta da fala das pessoas e, acredite, sem o menor fundamento. As expressões são: "ele é maior de 18 anos", "ela é menor de 16 anos", ou apenas "maior" ou "menor" de idade.

Mendingo x mendigo

Trata-se de um vício da língua falada. O "n" da primeira sílaba, "men", contamina o som nasal da segunda sílaba, "di", que erroneamente ganha um "n" a mais. Evite a proliferação de letras inexistentes nas palavras.

Salchicha x salsicha

Mais um péssimo exemplo de erro por contaminação do som semelhante.

Quando uma palavra basta

Outro erro comum é o pleonasmo: fenômeno de repetir uma ideia duas vezes na mesma frase, sem a menor necessidade. Evite-os!

- Subir para cima/descer para baixo - Ninguém sobe para baixo ou desce para cima.

- Sair para fora/entrar para dentro - Apenas as palavras "sair" ou "entrar" já expressam para onde você vai.

- Cego dos olhos - Pense: é possível deixar de enxergar com a boca ou os ouvidos?

- Gritar alto - Amiga, gritar já é alto!

- Viúva do falecido - Tem viúva de marido vivo?

- Acabamento final - Quando temos o acabamento, já é no final.

- Certeza absoluta - Para que reforçar a ideia?

- Elo de ligação - Se é elo, só pode ser de ligação.



texto publicado na revista Viva! Mais nº 783 - 3 de outubro de 2014)









Luciana Cavalcante Scodelario: Paulistana Nota Dez - Carolina Romanini


Nome: Luciana Cavalcante Scodelario
Profissões: advogada e florista
Atitude transformadora: replanta no bairro de Pinheiros orquídeas descartadas por escritórios

Todo mês, as árvores do bairro de Pinheiros, na Zona Oeste, ganham cerca de vinte orquídeas, presas aos galhos com pedaços de meias-calças que as ajudam a absorver a quantidade certa de água, de forma a garantir o sucesso do replantio. Responsável pela iniciativa, Luciana Cavalcante Scodelario, de 32 anos, começou tudo anonimamente em 2013. O objetivo era colorir o pedaço com o reaproveitamento do material dos clientes atendidos por sua empresa, o Atelier de Flor, especializada em arranjos. Hoje, porém, a garota é conhecida na região e já tem vários fãs. Na Avenida Arruda Botelho, onde fica o tradicional Colégio Santa Cruz, os taxistas do ponto perto da escola ajudam a fiscalizar a obra botânica. "Eles cuidam para que ninguém leve embora o que eu coloquei", conta. Seguranças das guaritas do local também viraram admiradores do negócio. "Os vigias querem que eu apareça mais nas ruas onde dão expediente para que elas possam ficar mais bonitas."

A paixão pelo assunto começou na adolescência, quando fazia arranjos e cultivava plantas no jardim da casa de seus pais, em Pinheiros. Formada em direito, Luciana advogou por dez anos, mas resolveu largar tudo para transformar em negócio o antigo hobby. Surgiu ali o Atelier de Flor, que tem como um dos principais produtos o serviço de assinatura de arranjos para escritórios. De tempos em tempos, a empresa troca a decoração antiga por uma nova. Logo nos primeiros meses desse trabalho, Luciana passou a se incomodar com o desperdício. "As orquídeas que voltavam dos meus clientes a cada semana ainda podiam ser cultivadas, e eu não queria jogar isso tudo fora", lembra. Nessa época, ela teve a ideia de fazer o replantio no bairro da Zona Oeste. "Essa espécie é uma das poucas que sobrevivem sozinhas na natureza", conta. "Ao contrário da maioria, deixei de lado o lucro para me concentrar no lixo", brinca.



(texto publicado na revista Veja São Paulo de 30 de julho de 2014)




O mascote da feira - Ronaldo Mendes


Quem passa aos domingos pela feira livre da rua Carneiro da Cunha, na Saúde, região sul, já deve ter visto uma graúna simpática na barraca de verduras e temperos. Peto, como é chamada a ave, vive com os donos da banca há mais de dez anos.

Ademir da Silva, 57, o Barba, e a mulher, Maria Aparecida, 55, cuidam do pássaro desde muito antes do surgimento das primeiras penas. Trazido por um amigo de Ademir, ele chegou após ser rejeitado duas vezes pela mãe no ninho.

Peto nunca soube o que é uma gaiola. A ave acompanha os donos na feira, nas compras, em frente à televisão e na hora da refeição. Ele come de tudo: frutas, verduras, pão e até arroz. "É o primeiro a chegar ao prato", brinca Ademir.

O feirante sempre curtiu as graúnas, também chamadas de pássaros-pretos. Sensíveis, mansas e inteligentes, elas vivem de 20 a 25 anos e podem ser encontradas facilmente em quase todo o território brasileiro.

A rotina de Peto começa cedo. O pássaro acorda por volta de 5h e prefere tomar seus dois banhos diários sempre nos mesmos horários: às 7h e às 11h. A ducha é preparada pelos pais, que se revezam na tarefa.

"Ele detesta sujeira e adora tomar banho quando está bem frio", conta Maria. Às 16h, Peto já está dormindo no seu lugar predileto: em cima do armário da cozinha.

Durante o expediente na fera - são quatro dias de trabalho por semana -, ele canta quando Barba pede e, dependendo do comprador, até arrisca um voo rasante sobre sua cabeça. Quando bate o cansaço, o pássaro parte para a sesta na Kombi da família.

Em novembro, Peto comemora seu 11º aniversário. "Ele faz no dia 10, e eu dia 11", afirma Barba. Maria conta que a data é celebrada nesse dia porque foi quando a ave chegou até eles. "Ele é meu segundo filho", desmancha-se o pai. O primeiro é o biológico Fagner, 30. A família fica completa com a cadela idosa Pretinha.


(texto publicado na revista São Paulo da Folha de São Paulo - 10 a 16 de agosto de 2014)







La prima pizza - Danielle Nagase


Restaurantes investem em redondas à moda de Nápoles, berço das pizzas; com muitas regras, preparo é certificado por entidade italiana

Com fama de capital gastronômica do país, São Paulo alimenta também certo orgulho acerca de suas pizzas - há quem diga que nenhum outro lugar no mundo consegue fazer o prato tão bem como o paulistano. Bairrismo à parte, restaurantes da cidade têm investido em um outro tipo de redonda, feita como em Nápoles (Itália), onde nasceu a pizza, por volta do século 18.

O estilo é bem diferente do que se conhece por aqui. Esqueça os oito pedaços. A pizza napolitana é individual, com diâmetro semelhante ao de um prato. Massas grossas ou crocantes tampouco têm vez: a receita pede que elas sejam macias e elásticas, de base fina e borda fofa, cheia de alvéolos. E, para as coberturas, permitem-se poucas variações de ingredientes, preferencialmente italianos.

As regras são muitas, ditadas pela AVPN (Associazione Verace Pizza Napoletana), criada em meados de 1984, "com a missão de preservar e difundir essa tradição pelo mundo", como define o italiano Antonio Pace, 69, presidente e um dos fundadores da entidade.

Além de elencar os mandamentos, a associação certifica pizzarias que preparam suas redondas de acordo com os preceitos da AVPN.

A Speranza, no Bexiga, foi a primeira certificada em São Paulo, em 2010. Atualmente, outras duas casas são reconhecidas: a Grazie Napoli, em Santo André, no ABC, e a Leggera Pizza Napoletana, em Perdizes, cujo sócio André Guidon é representante da AVPN no Brasil.

"A intenção da entidade não é pregar que a pizza napolitana é melhor do que outras, mas que tem uma identidade própria", afirma Guidon.

O movimento ainda engatinha na cidade. As casas paulistanas - quatro no total, se considerarmos a filial da Speranza em Moema - integram um time de 500 pizzarias no mundo, em países como Austrália, Alemanha e Coreia do Sul. Há 120 em Nápoles, 77 nos EUA e 54 no Japão.

À margem desse grupo, existem pizzarias que, mesmo sem o certificado, se definem napolitanas, caso da Maremonti, com três unidades em São Paulo, e da recém-aberta Graça di Napoli, em Santana.

Certificado

Para obter a certificação, é preciso contatar a entidade e encaminhar à Itália documentos e mais três vídeos com o passo a passo do feitio. Além disso, um delegado da associação é enviado à pizzaria para realizar eventuais ajustes.

Caso desrespeite a receita ou o preparo, a casa pode ter o certificado suspenso. Foi o que aconteceu com a Bráz, que por dois anos ostentou o título da AVPN e o perdeu em 2013.

Dos restaurantes paulistanos certificados, só o Leggera tem menu 100% dedicado às pizzarias verdadeiramente napolitanas", que custam entre R$ 29 e R$ 36 cada uma. Os demais reservam apenas dois ou três sabores do cardápio a essas redondas. 

A rotina no Leggera - que recebeu o certificado logo em sua abertura, no fim de 2013 - dá o exemplo do que prega a associação.

Antes das cinco da tarde, o pizzaiolo pega a farinha (italiana), o jarro de água e o sal. Os ingredientes são despejados na masseira, inclusive um naco da massa do dia anterior, que dará impulso à fermentação.

Após atingir o ponto, a massa repousa por cerca de seis horas. Às 23h, quando a casa encerra o expediente, o pizzaiolo volta à massa, porciona as bolinhas (com 200 g) e as coloca no gaveteiro. A mistura só será usada no dia seguinte, 26 horas depois "para ficar leve e não pesar no estômago", explica Guidon.

O molho é feito com tomates pelados (colhidas aos pés do vulcão Vesúvio, no sul da Itália) e sal, apenas. A fruta é amassada com as mãos, para que as sementes não se rompam.

Aberto manualmente, sem a ajuda do rolo (que é proibido), o disco é coberto por 13 combinações de ingredientes - todas finalizadas com um fio de azeite antes de irem ao forno, que chega aos 400ºC.

E tem de assar rapidinho, por no máximo 90 segundos, direto na pedra, sob o calor da brasa de lenha.

Expansão

Existem planos de expansão à espreita. A Speranza quer reforçar a promoção de pizzas napolitanas, mas os detalhes são mantidos em segredo. A princípio, a rede deve somar novas coberturas às já disponíveis marguerita (molho de tomate, mozzarella de búfala e manjerição; R$ 44) e marinara (molho de tomate, orégano e lâminas de alho, sem queijo; R$ 42).

"É um mercado em potencial", diz Francesco Tarallo, neto de dona Speranza e um dos donos da pizzaria.

As regras de Nápoles

Diâmetro: tem até 15 cm

Borda: tem de 1 cm a 2 cm de altura; é aerada e fofa

Molho: é feito de tomate pelado, amassado à mão

Espessura: tem no máximo 4 mm na base

Massa: é macia e elástica, deve ser aberta à mão e precisa fermentar por ao menos 8h

Queijo: deve ser de mozzarella de búfala ou fior di latte (feita com leite de vaca e búfala)



(texto publicado na revista São Paulo da Folha de São Paulo -  10 a 16 de agosto de 2014)






Olha o cachorrinho! - Júlia Gouveia


A rotina e os truques dos fotógrafos especializados em clicar bichinhos de estimação

Quando o modelo entra no estúdio, os equipamentos precisam estar a postos. Com paciência, o fotógrafo deve deixá-lo à vontade e, se necessário, fazer carinho nas orelhas. Na hora do clique, vale tudo para conseguir a atenção: palmas, brinquedos, assobios e até latidos. O esforço é compensado. Os donos corujas não resistem aos focinhos de seus bichos de estimação e desembolsam entre 550 e 800 reais por uma sessão. "Eu e meu marido ficamos babando nas fotos", conta a administradora Andréia Mery, dona de Dalila, cadela da raça coton de tulear que já estrelou dois ensaios. "Quero registrá-la em todos os momentos de sua vida", diz.

De olho nesse filão rentável, vários profissionais se dedicam hoje a clicar as gracinhas dos peludos. O argentino Lionel Falcon foi um dos pioneiros na capital. Em 2000, o ex-fotógrafo de celebridades trocou os famosos pelos manequins de quatro patas. "Quando mudei de área, as pessoas diziam que eu era louco, mas eu sabia que esse nicho ia explodir", afirma. Desde então, ele mantém uma bem-sucedida parceria com o Pet Center Marginal, uma das principais redes dirigidas a animais. Ali, há um estúdio onde Falcon produz cerca de dez ensaios por mês. Cada sessão de uma hora custa 800 reais e dá direito a dez imagens impressas. Com o passar dos anos, ele desenvolveu técnicas para domar os bichos. "Uso uma música calma caso estejam muito agitados e uma mesa de tosa, de modo a evitar fugas", explica.

No ramo desde 1996, Johnny Duarte, da agência Foto Animal, dedica-se principalmente à publicidade para empresas da área, mas também realiza trabalhos para famílias. "Grande parte dos meus clientes é de casais gays e mulheres grávidas, que querem posar com a barriga ao lado de seu bichinho", revela. O fotógrafo cobra 700 reais pelo serviço, que inclui um DVD com vinte fotos. Ao contrário dos demais profissionais da área, ele não costuma dar muita atenção aos modelos antes de iniciar os cliques. "Para que eu capte as melhores expressões, eles não podem sentir que são os donos da situação", justifica. Mesmo com essas precauções, o rumo da sessão pode mudar bastante, de acordo com a personalidade do animal retratado. "Se for um macho, não posso deixar o equipamento no chão, porque ele vai fazer xixi em cima para marcar o território."

Apaixonada por fotografia, a veterinária Regina Rheingantz Motta inscreveu-se há dez anos em um curso para aprender a registrar imagens. Sua intenção inicial era praticar a atividade apenas como hobby, mas ela acabou cedendo aos pedidos dos clientes e, assim, surgiu a Foto Patas. Hoje, uma das salas de seu consultório em Moema funciona como estúdio. "Se eu consigo convencer um cachorro a tomar uma injeção, consigo fazer uma boa foto dele", diz a doutora, que cobra 550 reais por quinze retratos. "Por melhor que seja o fotógrafo, se não tiver vivência com animais, dificilmente terá bom resultado", opina.

Aberta em maio, a Pet Retrato criou uma série de produtos específicos para conquistar os proprietários mais entusiasmados. O crescimento do filhote, por exemplo, pode ser registrado em um pacote de três sessões: o primeiro aos 3 meses de idade, o segundo aos 7 meses e o último com 1 ano e meio. Já o Ensaio de Devoção é oferecido a quem deseja guardar uma recordação do animal em seus últimos momentos de vida. A agência ainda aposta em flagrantes ao ar livre, realizados, principalmente, no Parque do Ibirapuera, com preços a partir de 620 reais. "Também é possível estampar as imagens em objetos como canecas, capas de celular e até em quadros", enumera o dono, Ricardo Ferraz. É o que muitos donos estão fazendo.



(texto publicado na revista Veja São Paulo de 20 de novembro de 2013)





Paulistana Nota Dez: Karen Worcman - Maurício Xavier


Na adolescência, Karen Worcman se divertia escrevendo contos de ficção. Acabou tornando-se especialista em retratar a realidade. Formada em história em 1986, seu primeiro trabalho reunia relatos de imigrantes judeus europeus. Durante as entrevistas, imaginou um banco de dados com a biografia de anônimos. "Na época, havia incerteza se a vida de cidadãos comuns atrairia público", conta. Mesmo assim, disposta a pôr seu sonho em prática, ela começou a vendê-lo. O primeiro a topar foi o São Paulo Futebol Clube, que a convocou para organizar seu memorial em 1994. Além de destacar Raí e outros craques, o espaço incluía depoimentos de funcionários simples do clube, como o cozinheiro. Depois vieram contratos com Sesc -narrativas de comerciários - Vale do Rio Doce, Petrobrás e BNDES.

O material compilado nos projetos serviu de base para o acervo do Museu da Pessoa, criado em 2000. Hoje é possível ouvir esses e outros depoimentos - em vídeos de cinco minutos - na sede, localizada na Rua Natingui, na Vila Madalena, ou pela internet. Já são mais de 15 000, totalizando 70 000 horas. Qualquer um pode agendar horário e ir lá deixar seu registro. Entre as histórias, uma que chamou a atenção de Karen foi de uma catadora de papel do Recife que reencontrou a mãe após gravar diante de suas câmeras. "Ouvir a trajetória de uma vida é ainda mais bacana do que contá-la", afirma.

O museu é visitado por pesquisadores, escritores e profissionais de agências de publicidade e de cinema, entre outros. Tem um orçamento anual de 2,2 milhões de reais, mas fatura quase o triplo disso realizando trabalhos para empresas privadas e públicas. Daqui a dois anos, parte do acervo será exposta no Parque da Juventude, em um espaço projetado pelo arquiteto Jaime Lerner. Na obra, serão gastos cerca de 20 milhões de reais. A historiadora cuida das atividades administrativas da instituição e ainda encontra brecha para amar como pesquisadora. Em julho, foi ao Amapá colher relatos de moradores de um bairro que será alagado por uma hidrelétrica no Vale do Jari. Em uma pausa, pulou no rio para se refrescar e acabou atingida pelo ferrão de uma arraia. "Viajei três horas no mato até chegar a um hospital, com uma dor horrível. Ainda tenho sequelas, ma no fim vale a pena."



(texto publicado na revista Veja São Paulo de 20 de novembro de 2013)


11 maneiras do seu cachorro demonstrar amor -Pawnation (Portal do Dog)


Veja agora uma lista com 11 maneiras do seu cachorro demonstrar amor:

1) Rabo abanando - O rabo do cão pode indicar diversas emoções, como felicidade, tensão, medo e até um sinal de um possível ataque. Geralmente, quanto mais relaxado estiver o movimento do rabo, mais tranquilo o cachorro está. Quando o cão está feliz, ele vai abanar o rabo de maneira amigável.

2) Te seguindo - Quando seu cão te segue como se fosse sua sombra, é a maneira dele se socializar.

3) Lambendo seu rosto - Normalmente, os cachorros lambem o rosto das pessoas para demonstrar amor e afeição.

4) Pulando - é uma atitude comum dos cachorros, principalmente, quando seus tutores chegam em casa. Muitas vezes, a intenção do cão é lamber seu rosto e a forma que ele encontra para se aproximar é pulando.

5) Lealdade - todos sabem que os cães são as criaturas mais leais desse planeta. Se tem uma coisa que você pode ter certeza, é que seu cachorro sempre será leal a você.

6) Dormindo perto de você - os lobos costumam dormir juntos e os cães também. Já que você é o melhor amigo do seu cachorro, é normal que ele queira dormir perto de você.

7) Se preocupando quando você está doente - os cães têm o instinto de cuidar de seus companheiros e eles fazem isso com as pessoas que ele considera como sua família.

8) Se apoiando em você - todo mundo já passou por esse momento: você está saindo de casa para trabalhar e seu cachorro começa a encostar e se apoiar na sua perna. Para os cães, isso é uma demonstração de afeição.

9) Sorrindo - sim, o seu cachorro sorri! Se alguma vez, você  teve a sensação de que seu cachorro estava sorrindo, você estava certo! O sorriso do cão é um sinal de amor e afeição.

10) Cheirando a sua região íntima - com certeza, isso é algo que deixa as pessoas irritadas. Mas saiba que para os cachorros isso equivale a um cumprimento, assim como nosso aperto de mão ou beijo no rosto.

11) Fazendo xixi na sua frente - atitude comum nos filhotes, é uma maneira dos cães demonstrarem consideração com você, reconhecendo sua liderança.














25 situações vividas por orientais que revelam que os brasileiros são muito sem noção (BuzzFeed)


1. As pessoas gritam coisas aleatórias em japonês para você na rua o tempo todo.
2. Como por exemplo “arigato” e “sayonara”.
3. Perguntam de forma mais normal do mundo se você é japonês, chinês ou coreano.
4. Afinal, “é tudo olho puxado”.
5. A música “Japa Girl” do Supla é um verdadeiro inferno na sua vida.
6. Sempre perguntam se você nasceu no Brasil.
7. E independente de você ser japonês, chinês ou coreano, você tem que responder duas perguntas básicas:
8. “Mas você já foi pro Japão?”
9. “Mas você fala japonês?”
10. Sempre ouve: “Mas vocês comem aquelas comidas esquisitas?”
11. E pensa em responder: “Sim, minha mãe frita formiga e escorpião toda semana”.
12. Tem ainda: “você sabe comer de pauzinho né?”
13. Ou ainda: “na sua casa tem garfo?”
14. Você acha inexplicável a obsessão dos brasileiros pelo órgão genital masculino dos orientais.
15. Assim como a ideia de que você só gosta de orientais.
16. E quando anuncia que está namorando perguntam automaticamente: “mas ele é japonês também?”
17. Se você está com amigos, sempre perguntam se vocês são parentes.
18. Você explica que não.
19. E que nem todos seus amigos são orientais.
20. A piada “abre o olho japonês” nunca teve graça para você.
21. Assim como a do “pastel de flango”.
22. Por algum motivo, todo mundo supõe que você é um gênio da matemática e mandam você fazer contas de cabeça.
23. Você não tem direito de reclamar do seu cabelo, afinal ele é liso.
24. Se você é de São Paulo, tem que responder constantemente se mora ou não no bairro da Liberdade.
25. E tem que explicar que não necessariamente você gosta de anime só por ter nascido com a aparência oriental.



7 alimentos que devemos evitar (Melhor com Saúde)

Manter uma dieta saudável é um objetivo complicado, que demanda compromisso e disciplina. Devemos considerar todos os alimentos que são realmente bons para a saúde.

Quando mantemos uma alimentação saudável subentende-se que estaremos prontos para nos desfazermos de alimentos com altos teores de gordura, açúcares e sódio, que costumam ser muito atraentes para o paladar, porém, pouco saudáveis.

Porém, não basta apenas saber quais são os alimentos mais prejudiciais, visto que o mercado está cheio de produtos aparentemente saudáveis para nos oferecer, mas que na realidade não são o que parecem.

Alguns dos alimentos são taxados como "orgânicos", "light", "sem gorduras", "naturais", dentre outros, porém, por detrás dessa fachada podem existir componentes que de uma outra maneira acabam nos enchendo de calorias.

O problema dos alimentos aparentemente "saudáveis" é que prometem ser benéficos, mas fazem o efeito contrário. Isso não quer dizer que sejam completamente ruins para a saúde, mas que podem oferecer teores de certas substâncias pouco saudáveis para o organismo.

A seguir, tornaremos conhecidos os sete alimentos que devemos evitar quando queremos manter uma dieta mais saudável.

1) Bebidas gasosas light

Sabemos que as bebidas gasosas estão cheias de açúcares, cafeína, componentes químicos artificiais que lhes conferem sabor e são prejudiciais à saúde, aumentam o peso e podem causar muitas doenças a longo prazo.

Podemos encontrar no mercado as famosas "bebidas light" (ou refrigerantes light). Aqueles que consomem esse tipo de bebida acreditam que por levar o nome de "light" são mais saudáveis e aptas para o organismo, mas na realidade não são.

A fama de "light" pode significar que essas bebidas têm menos quantidades de açúcares e demais compostos em comparação às demais bebidas.

2) Leite de soja adoçado

Sabemos que o leite de soja é um alimento cheio de muitas propriedades benéficas para a saúde, e é uma ótima alternativa para pessoas que sofrem de intolerância à lactose. Porém, no mercado costumamos encontrar leite de soja em caixa e com química adicionada que lhe confere sabor.

Essa opção costuma não ser a melhor, já que esse tipo de leite também contém açúcar adicionado aos seus componentes. Antes de escolher qualquer um desses leites de soja é melhor conferir suas informações nutricionais a fim de conhecer todos os seus componentes.

3) Granola

Esse alimento é considerado um dos mais deliciosos e saudáveis para o organismo, porém, existem certos tipos de granola que têm altos teores de açúcar e poucas fibras. Por isso é recomendável analisar suas informações nutricionais antes de comprar, para comprovar se o produto é realmente saudável e rico em fibras.

4) Pãezinhos, rosquinhas, etc

Essas parecem ser opções simples para um café da manhã rápido e saudável. Afinal, esse tipo de alimento pode acompanhar facilmente o café, um iogurte ou ainda um suco. Porém, apesar de conter farelo, esses alimentos não costumam estar livres de gordura extra e, em algumas ocasiões, açúcares.

5) Sushi

O sushi é um alimento delicioso e por seu teor em carnes magras, como o atum, o salmão e outros tipos de peixe, é considerado um alimento muito saudável. Entretanto, seu consumo deve ser moderado, pois muitos tipos de pratos japoneses (não apenas o sushi) são acompanhados por queijos cremosos, maionese e alguns condimentos que podem fazer com que ganhemos calorias facilmente.

6) Comidas congeladas

Encontramos muitas opções de comidas congeladas no supermercado, são alternativas rápidas, deliciosas e aparentemente saudáveis. Porém, a maior parte dos alimentos congelados costuma ser rica em sódio, gorduras e outros compostos que, na realidade, não são muito bons para a saúde.

7) Arroz branco

Esse tipo de arroz é um dos mais utilizados em casa e já há muitos anos é uma tradição na alimentação diária. Entretanto, diversas pesquisas apontam que o arroz branco passa por um processo de refino que elimina grande parte de seus nutrientes essenciais, o que o torna pouco saudável e inclusive aumenta os níveis de açúcar no sangue.