domingo, 6 de março de 2016

Paulistanos Nota Dez: Jessyca Araujo, Fagner Silva e Juliana Niel - Alessandra Freitas


Nomes: Jessyca Araujo, Fagner Silva e Juliana Niel
Profissão: estudantes
Atitude transformadora: fazem apresentações teatrais em orfanatos da capital

Em 2004, aos 11 anos, a estudante Jessyca Araujo assistiu em seu colégio a uma exibição do filme Harry Potter e a Câmara Secreta, o segundo episódio da famosa franquia e apaixonou-se pelo universo criado pela escritora inglesa J. K. Rowling. Nos anos seguintes, acompanhou o lançamento dos demais capítulos no cinema, comprou todos os livros da série e participou de diversas convenções de fãs. Hoje, com 21 anos, acumulou tanto conhecimento a respeito do tema que poderia ministrar palestras sobre magia. Sua relação com a saga mudaria em 2012, ao conhecer o projeto Potter em Orfanatos, criado no Rio de Janeiro pela escritora Renata Ventura. Como o nome já explicita, o objetivo é encenar passagens da história do bruxinho em casas de acolhimento infantil. Com a ajuda de outros voluntários que arrebanhou nas redes sociais. Jessyca passou a ser a principal organizadora da iniciativa na capital paulista. Os ensaios começaram em 1º de setembro de 2013 (a escolha foi proposital: trata-se da data de início das aulas no castelo de Hogwarts). Oito meses depois, o grupo passou a fazer as primeiras apresentações.

A inspiração para o tipo de estabelecimento escolhido como foco da ação vem do próprio protagonista, que perdeu os pais na infância. "Todo órfão tem um pouco de Harry Potter", diz o slogan do projeto, que conta com cerca de 700 membros inscritos em São Paulo e é mantido apenas com doações dos próprios participantes. Sucesso entre os pequenos, o truque aqui não tem mistério: basta colocar a fantasia, empunhar a varinha mágica e representar alguns capítulos da série para enfeitiçar o público. Outros objetos presentes na trama, como o chapéu seletor e os sapos de chocolate, também são usados. As apresentações costumam ocorrer aos domingos e duram três horas: no final, livros arrecadados com fãs são doados aos orfanatos. "É gratificante incentivar o hábito da leitura por meio das histórias de Harry Potter", diz Jessyca, aluna do curso de comunicação visual da Escola Técnica Estadual (Etec) de Carapicuiba. "Essas crianças não são dignas de pena, só precisam de atenção", completa.

Outro protagonista do movimento é o estudante Fagner Silva, de 22 anos, órfão de mãe desde os 11. Afastado do pai há alguns anos, atualmente mora com a irmã, o cunhado e o sobrinho. "Os livros foram meus amigos durante muito tempo, então passar isso adiante é muito bom", afirma. Membro ativo, e uma das integrantes mais novas, Juliana Niel, de 15 anos, organiza encontros sobre o bruxo em convenções geek, como a Anime Friends, e participa das apresentações desde o início do projeto. O grupo já promoveu vinte visitas a dois lugares: o Instituto Curumim, no Mandaqui, e a Casa de Amparo Tia Marly, em Santana. Somados, abrigam 41 internos, entrw 1 e 17 anos. A iniciativa impactou uma menina desse segundo espaço, ainda analfabeta aos 9 anos. Após as visitas, ela se encantou com o tema, passou a folhear os livros e conseguiu juntar sílabas. "Seu sonho é aprender a ler para contar a história a alguém", afirma Marly Correa do Nascimento, responsável pela instituição em Santana. "Tudo o que envolve arte e literatura é importante para eles", completa. Nem todos pensam assim: embora a popularidade de Harry Potter seja quase universal, alguns orfanatos rejeitaram os shows. "Era para evitar a exposição das crianças a temas como bruxaria", diz Jessyca, meio incrédula.

Como em Hogwarts

Alguns dos objetos usados pelos voluntários do projeto durante os encontros

Chapéu seletor: ajuda a simular a cena em que os alunos são distribuídos pelas casas - Grifinória, Lufa-Lufa, Sonserina e Corvinal.

Feijõezinhos de todos os sabores: reproduzem o famoso doce recorrente na saga, adorado pelos bruxinhos

Gravata: cada criança recebe uma, que representa a casa para o qual foi "selecionada" pelo chapéu

Livros: recolhidos durante encontros e convenções com fãs da série, são doados aos orfanatos para incentivar o hábito da leitura

Sapos de chocolate: os doces vêm acompanhados de imagens dos bruxos mais famosos da história

Varinha mágica: réplica das utilizadas nos filmes, é usada para encenar passagens do livro Harry Potter e a Pedra Filosofal



(texto publicado na revista Veja São Paulo de 21 de janeiro de 2016)

sábado, 5 de março de 2016

Mitos sobre impressoras


Impressora não é um bicho de sete cabeças, porém, temos que saber lidar com ela

Quem é que não tem a necessidade de imprimir algo? Seja um boleto ou comprovante de pagamento, ou trabalho de escola, faculdade. Enfim, ter uma impressora é praticamente um pré-requisito tanto para utilização residencial ou em ambiente de trabalho. Saber como cuidar de sua impressora é de fundamental importância para garantir o seu bom funcionamento e durabilidade.

Para esclarecer sobre a melhor forma de utilizar esse equipamento, entrevistamos Paulo Leandro, analista de sistemas que atua na área de cartuchos de tinta e a laser para impressão há 17 anos. "Existem vários tipos de impressoras. As mais usuais são as de jato de tinta e as impressoras a laser. As do tipo jato de tinta têm uma cabeça de impressão que expele gotículas de tinta que secam no papel e formam as letras e as imagens. As do tipo a laser utilizam pó de toner, que são pequenas partículas que se fundem no papel, através de uma fusão quente, e assim geram as imagens também, porém muito mais rápidas do que as de jato de tinta", apresenta.

Paulo traça um paralelo de custo e benefício com relação aos dois tipos de impressoras, e compara o desempenho de ambas, pois escolher uma ou outra vai depender do número e qualidade de impressão que cada pessoa irá necessitar. "A impressora a jato de tinta e o cartucho são mais baratos, tornando seu investimento inicial menor, porém o custo por página é maior, porque o cartucho dura bem menos do que o de uma impressora a laser, por comportar menos tinta. A impressora a laser requer um investimento inicial maior, o toner para impressão também é mais caro, entretanto o custo por página é de três a quatro vezes menor, e a velocidade é bem maior do que uma a jato de tinta, realizando um número de impressões muito maior".

O analista de sistemas apresenta uma solução para o momento da substituição de cartuchos. "A maioria dos cartuchos pode ser recarregado, entretanto alguns fabricantes colocam uma espécie de trava para que o cartucho não possa ser recarregado, obrigando o consumidor a comprar um novo e original - mais caro. Uma opção é o cartucho compatíveis, muito semelhante ao original e praticamente com a mesma qualidade, porém não contém essa trava que os originais possuem. Além disso, é mais barato e vem com o dobro ou triplo de tinta dos originais".

A grande vantagem de um cartucho original é a garantia que a empresa dá pelo produto. "Hoje as principais marcas trabalham com uma média de dois anos de prazo de validade. Já os compatíveis, que são importados, levam certo tempo para chegar aqui no Brasil. Os recondicionados e recarregados duram até 12 meses e o problema deles é que já foram utilizados. Um cartucho que já fez duas ou três recargas tende a dar problema. O técnico tem capacidade de detectar se esse cartucho vai durar ou não, e indicar como deverá ser o uso desse cartucho: se é necessário esperar um pouco para utilizá-lo ou se pode ser aproveitado de imediato", finaliza.

Impressora não é um bicho de sete cabeças, porém temos que saber lidar com ela para que funcione da maneira mais adequada para cada necessidade. Uma manutenção preventiva anual nos modelos de jato de tinta para limpar o acúmulo de tinta ressecada e a limpeza dos resíduos de pó de toner nas impressoras a laser já é suficiente para ter o equipamento funcionando bem por anos. A tendência é que esses equipamentos venham a ter sistema Wi-Fi num futuro breve, trazendo a vantagem de imprimir de smartphones, celulares e notebooks sem conexão por fios.



(texto publicado na revista Bem+ Osasco edição 43 - ano VII - out-nov de 2015)

A evolução das moradias - Maria Alice Rezende de Carvalho


Grande ou pequena, feita de barro, madeira ou tijolo, com vários quartos ou um cômodo apenas - como é a sua casa? Todas as pessoas que você conhece moram de maneira parecida? Será que seus avós ou bisavós, quando crianças, tinham uma casa semelhante à sua? E os nossos personagens favoritos de desenho animado, você saberia responder depressa como vivem? Pois no mundo inteiro as moradias foram evoluindo com o passar do tempo. Se você quiser conhecer um pouquinho dessa história, entre, sente-se e fique à vontade para começar a leitura.

Você já ouviu falar nos Flintstones? Esse divertido desenho animado trata do dia a dia de uma família que vive na Idade da Pedra. Fred (o pai), Vilma (a mãe) e Pedrita (a filhinha) moram em uma confortável casa com sala, dois quartos, cozinha e um pequeno jardim, onde vive Dino, o dinossauro de estimação. A casa dos Flintstones foi criada nos moldes de uma casa atual. Mas é claro que no Paleolítico ninguém morava assim. Esta foi apenas a forma encontrada para retratar um tipo de ambiente doméstico em que pais, mães e filhos convivem em um espaço dividido por funções. Ou seja: nada de cozinhar no quarto ou tomar banho na sala.

Mas sabia que nem sempre as casas foram divididas em cômodos com finalidades específicas? A casa é uma das construções mais antigas da humanidade, e o lugar onde se faz a comida, por exemplo, nem sempre foi separado daquele em que se pode conversar ou dormir. Você já vai entender melhor essa história...

Em construção

De acordo com alguns filólogos, pesquisadores que estudam a língua e a cultura dos povos, a palavra casa, de origem latina, designava uma habitação modesta, rústica. Ela apareceu em substituição à palavra domus, cujo sentido se associava a uma habitação rica, senhorial. Em sua origem, portanto, casa significava algo bastante precário: era o abrigo de pessoas pobres.

Esse sentido, aos poucos, foi sendo abandonado, porque as casas foram se tornando mais sólidas e estáveis. Durante a Idade Média, entre os séculos 3 e 15, ter uma casa em uma aldeia europeia significava fixar-se, pertencer à comunidade dos cidadãos, ser estimado e protegido por aquele grupo.

Saiba, porém, que, nesse período, casa era tanto um lugar de abrigo como de trabalho, de encontro, de armazenar utensílios e de criar animais. Pois é! Nas vilas europeias, as atividades econômicas não se separavam do lugar de moradia. As oficinas de artesãos, o pequeno comércio e outros elementos do dia a dia eram reunidos em uma única construção. Foi com esse modelo na cabeça que os europeus se lançaram ao mar em busca de novas terras por descobrir e conquistar, no período das grandes navegações.

E assim aconteceu na colonização do Nordeste brasileiro. Nessa região, que rapidamente desenvolveu uma vocação para a agricultura e a exportação dos produtos cultivados, o padrão mais comum foi o da casa-grande, um espaço amplo que servia tanto como residência quanto como local de negócios. Essa construção imponente, típica dos séculos 17 e 18, contrastava com outro lugar que você já deve ter ouvido falar nas aulas de História: a senzala. Ali, os escravos descansavam da exploração diária de seu trabalho. Com um telhado, nenhum utensílio, muita umidade e pouca luz, a senzala estava longe de ser considerada uma casa.

Essa estrutura de casa-grande e senzala persistiu até a abolição da escravidão, o que não impediu que em outras regiões do país existissem modos distintos de organização do trabalho e da moradia. Quer um exemplo? As colônias de alemães e italianos que vieram para o Brasil e se estabeleceram como pequenos produtores rurais na região Sul do país. Nelas, predominou um tipo de construção de madeira erguida com uma técnica que eles trouxeram de seus países de origem.

Já a partir do século 19, nas grandes cidades brasileiras proliferaram os sobrados. Essas construções você já deve ter visto, porque até hoje existem algumas na nossa paisagem urbana, preservadas por sua importância histórica. Os sobrados costumavam funcionar assim: embaixo ficavam os armazéns: em cima, a residência dos donos e, no sótão, as dependências dos empregados.

Lar, doce lar

Continua acompanhando nossa linha do tempo? Então, guarde essa: foi com o surgimento das indústrias e o desenvolvimento das cidades que o lugar de morar foi separado do de trabalhar. Em outras palavras, o trabalho passou a ser concentrado na fábrica, e o descanso, enfim, nas casas! Mas esse ir e vir de casa para o trabalho incomodava um pouco alguns empregadores, que, para ter maior controle sobre os seus empregados, diminuindo o índice de faltas e os atrasos, construíam vilas operárias. A arquitetura era uniforme, o que privilegiava a disciplina.

O século 20 trouxe inovações na construção, mas nem sempre elas foram boas. Um exemplo são as habitações que, no Brasil, estão bastante presentes em favelas ou bairros mais deteriorados. Essas casas normalmente são feitas de alvenaria, mas remendadas, digamos assim, com todo tipo de material, como caixotes, pedaços de lata ou de papelão. Além da construção precária, elas geralmente abrigam um grande número de moradores, com a presença de avós, tios, afilhados... Quer dizer: uma família mais numerosa do que aquela "pai, mãe e filhos" de que falamos no começo do texto. Nesses espaços, pode acontecer de duas ou mais famílias habitarem a mesma casa.

Minha casa, sua casa

Com o passar do tempo e tantas influências históricas, as casas de hoje não se restringem a um só estilo ou material. Algumas moradias ainda subsistem de outras épocas, como os sobrados brasileiros, as vilas operárias ou os castelos europeus. E mesmo com a separação entre local de descanso e de produção, muita gente tem seu escritório em casa, por opção. Existe até casa sem teto, chão ou parede... Pelo menos, na música feita quando você ainda nem tinha nascido era assim:

"Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada. Ninguém podia entrar nela não, porque na casa não tinha chão..." (A Casa, de Toquinho)

Casa curiosa, essa! Pois saiba que há um jeito de viver que se aproxima muito da letra desta música: o dos povos nômades. Eles não têm residência fixa, vivem se mudando, desmontando e montando suas barracas. Eles são o oposto dos povos europeus da Idade Média, que com o tempo caminharam para uma vida estabilizada no interior das vilas e aldeias. E já que o assunto é viajar, o que dizer das casas orientais? Em algumas regiões mais tradicionais do Japão, as casas são de madeira, com divisórias que abrem e fecham, móveis baixos e pouco espaço.

Aqui do lado onde vivemos, no Ocidente, as casas são muito parecidas entre si. O clima frio ou de calor é um dos fatores que determinam pequenas variações... Países tropicais tendem a preferir construções com varandas. Já os países de temperatura temperada preferem janelas menores. As escadinhas na frente dos antigos prédios residenciais norte-americanos se explicam pela existência de longos períodos de nevadas. A porta na altura da rua muitas vezes impedia que seus moradores entrassem ou saíssem de casa com tanta neve!

A casa do futuro

Agora que você já sabe um pouquinho sobre a história das moradias, não limite sua imaginação: casas de barro, de madeira, de alvenaria... Todas representam padrões de construção que levaram em conta, primeiro, o material disponível na natureza, como a madeira, depois, um artefato como o tijolo, e, finalmente, o cimento armado, o concreto, que permitiu a elevação de edifícios em tempo recorde e com grande segurança.

Uma dica: fique esperto com as novíssimas casas ainda em experimentação! Feitas de material ecologicamente sustentável, aproveitando a energia do Sol ou dos ventos, elas deverão ditar o padrão das moradias do século 21. Enquanto você lê este texto, as pesquisas sobre casas, as formas de construir e os tipos de materiais continuam a se desenvolver. Os engenheiros, arquitetos e especialistas em tecnologia trabalham para que nossas casas, no futuro, sejam mais econômicas e agridam menos o ambiente, sem deixar de nos dar conforto, claro. Esse é o caminho para que nossa maior casa, o planeta Terra, possa continuar oferecendo tudo o que precisamos para viver.



(texto publicado na revista Ciência Hoje das crianças nº 224 - ano 24 - junho de 2011)

Benefícios da água do mar (Melhor com Saúde)


Podemos sentir os benefícios da água marinha tanto interna como externamente. Pode melhorar condições como a psoríase e inclusive quadros de artrite ou artrose, e também é útil para tratar estados de ansiedade.

Muita gente vai à praia para passar férias com a finalidade de relaxar, descansar, estar em contato com a natureza e tomar sol. Porém, a maioria das pessoas não sabe quais são as múltiplas vantagens que a água do mar oferece ao corpo, tanto de forma externa quanto interna (ao bebê-la). 

Conheça nesse artigo alguns dos benefícios que a água do mar pode oferecer.

Pesquisa sobre a água do mar

Na China, a água do mar já é usada há 4 mil anos. O pioneiro foi o imperador Fu-Shi, conhecido como o pai da medicina marinha. Ele recomendava tomar água do mar, comer algas e sais para poder recuperar e conservar a saúde.

Mais próximo ao nosso tempo, o pesquisador francês René Quinton descobriu que os componentes da água marinha eram os mesmos que estão nas células do corpo, sendo muito similar ao plasma do sangue.

Por isso é que continuou sua pesquisa entre 1910 e 1950 junto ao Doutor Jarricot, com quem fundou os chamados “Dispensários marinhos”. Ali se usava a água marinha para curar diversas doenças como cólera, tireoides, desnutrição e os problemas de pele.

Puderam assim salvar milhares de vidas, principalmente de crianças. Logo, envasavam a água do mar e a chamaram de “plasma marinho”. Estes dispensários foram também criados em outros países do mundo como, Colômbia, Argentina, Espanha, México, Uruguai e Sul da África.

Novos estudos revelaram que a água do mar limpa o intestino grosso, dá energias, melhora as defesas e desintoxica o organismo. Se as crianças desnutridas beberem três copos de água marinha por dia, o problema desaparecerá e a saúde melhorará.

Também é interessante adicionar que em Barcelona existe um projeto onde se reabilita pessoas viciadas em álcool e drogas, com resultados muito bons.

Propriedades da água marinha

Em primeiro lugar, você deve saber que a água do mar tem uma composição diferente da que se encontra em lagos, lagunas ou rios (de água doce). Ela possui zinco, iodo, potássio e oligoelementos que a transformam em uma grande “amiga” para a nossa pele e nosso corpo em geral. Dentre as principais propriedades da água marinha podemos encontrar seu efeito antibiótico, ideal para avançar em processos de cicatrização de feridas.

Por outro lado, boiar no mar ou nadar entre as ondas serve para relaxar os músculos devido ao iodo, que por sua vez favorece na recuperação de certas lesões. É ideal para os que estão fazendo reabilitação ou pós-operatórios.

Pessoas com doenças ou problemas respiratórios costumam ter recomendações de respirar a brisa do mar e tomar banhos na praia, já que a água salgada favorece os pulmões a eliminarem todas as toxinas ou elementos alheios. Então, para tosse com fleuma, catarros e outras doenças mais severas, ir ao mar é uma excelente cura.

Por outro lado, os pacientes com problemas reumáticos, tais como a artrite ou a artrose, se beneficiam muito com a água do mar, pois podem diminuir as dores intensas que costumam caracterizar estes problemas.

Por conter magnésio, a água do mar ajuda a nos acalmar e eliminar a ansiedade.É por isso que passar alguns dias na praia quando não há gente ou nos balneários distantes dos centros urbanos é uma terapia recomendável para os que sofrem de transtornos nervosos, depressão ou estresse, leve ou severo.

Quando desfrutamos dos passeios pela praia, além de fazermos exercícios e relaxarmos a mente, aproveitamos para falar com nosso parceiro ou ver o pôr do sol. A água salgada massageia nossos pés com as ondas e ao mesmo tempo, graças à textura da areia que se move pela água, os calcanhares são esfoliados.

Quem mora perto do mar deve fazer uma terapia neste lugar pelo menos uma vez por semana. No verão, seria ideal dar um mergulho depois de sair do trabalho ou somente respirar a brisa fresca quando fizer frio. Ambas as atividades são muito benéficas para a saúde. Se estiver longe da praia, não espere às férias para ir, aproveite algum fim de semana ou feriado.

A água do mar serve para tratar problemas no fígado e nos rins, porque permite regenerar as células que se danificam por cirrose, por exemplo. Nesta doença, muito líquido se acumula no abdômen, parecendo que o paciente está grávido (seja homem ou mulher).

Bebendo água do mar é possível eliminar isso. Também há casos de pessoas com insuficiência renal que ao tomarem água marinha não sofrem mais enjoos, vômitos e nem problemas para urinar.

Para as doenças da pele como a psoríase, é recomendável se esfregar com água do mar. As escamas características vão se desprendendo e caindo sozinhas. O mesmo para o couro cabeludo quando acumula pele morta e coceira.

Por sua vez, é usada para tratar problemas de insônia, neste caso é aconselhável ir à praia passar o dia, dar um passeio na beira do mar ou simplesmente ficar de frente para as ondas durante uma hora, respirando a brisa. Isso automaticamente cansa a pessoa, que dormirá tranquilamente à noite.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Falta de empatia: a doença do mundo! - Lucy Rocha (O Segredo)


A maturidade emocional está intimamente ligada à capacidade de sentir empatia.

É a capacidade de se colocar no lugar do outro…

que faz com que tenhamos a abertura para ouvir as várias respostas para uma mesma pergunta e entender que não há verdade absoluta.

Que a sua necessidade não é menos importante que a minha.

Sem empatia há corruptos, traidores, violentos, assassinos, aproveitadores, sem-palavras, charlatões…enrolões, abusadores, perversos, impacientes, intolerantes, presunçosos, folgados, procrastinadores, indiferentes.

Sem empatia, há contratos quebrados, acordos não cumpridos, identidades roubadas, lares destruídos…

milhões desviados, trabalhos mal feitos, filas cortadas, favorecimentos ilícitos, chutes nos carros, cortadas no trânsito.

Sem empatia, alguns acreditam ser mais merecedores que outros e, portanto, dão-se à comodidade de serem cegos, surdos e mudos

para qualquer necessidade que não seja a sua própria.

Sem empatia há o “venha a nós, mas ao vosso reino, NADA”.

A falta de empatia é o câncer do mundo, mas sua presença, a cura dele.

4 marzo: compleanno del grande Lucio Dalla


Oggi Lucio Dalla avrebbe compiuto 73 anni. Il cantautore scomparso il 1 marzo 2012 in Svizzera. 

La prima volta che ho sentito una sua canzone ero ancora a scuola: Se io fossi un angelo

Mi piacciono molto le sue canzoni: L'anno che verrà, Canzone, Vita, Attenti al lupo e tante altre. E ho scoperto all'epoca che 4 marzo 1943, la sua data di nascita, ha una versione in portoghese: A minha história, cantata da Chico Buarque de Hollanda.

La canzone Attenti al lupo, l'uso in classe per insegnare le parole alterate e Se io fossi un angelo, il periodo ipotetico del 2º tipo.


4 marzo 1943 - Lucio con Chico Buarque e Toquinho



Se io fossi un angelo



Attenti al lupo



Ospite al programma Ti lascio una canzone 4 (2010)















Livros que devoram - Gabriel Perissé


O fim de todo bom leitor é ir até o âmago da história. Ler até fartar-se. E deixar que o livro devorador, por sua vez, saboreie o leitor voraz

Devorei, em cerca de uma hora, Os livros que devoraram meu pai (Editora Leya, 2011), do escritor português Afonso Cruz. O narrador, ainda menino, não sabia que seu pai, leitor compulsivo, havia sumido no meio de uma leitura. Na família, durante muito tempo, dizia-se que o pai morrera por causa de um enfarte. Mas enfarte é que não foi. E nem morte foi.

Foi de fato outra história. A verdadeira história é que um livro devorou o pai, inteirinho, da cabeça aos pés. Não sobrou nada para contar história. O pai entrou de tal modo no relato que acabou sendo engolido.

O menino estava ainda na barriga da mãe quando o pai, de tão concentrado, "adentrou um livro". Estava "enfiado na literatura". A explicação é a seguinte:

Podemos adentar um livro [...]. É um processo tão simples quanto nos debruçarmos em uma varanda, só que muito menos perigoso, apesar de ser uma queda de vários andares. Sim, porque a leitura das coisas pode ter muitos andares.

O nome do pai engolido é Vivaldo Bonfim. Bom sobrenome para quem gosta de ler tudo até a última página. O fim de todo bom leitor é ir até o âmago da história. Ler até fartar-se. E deixar que o livro devorador, por sua vez, saboreie o leitor voraz.

Filho de leitor...

Filho de leitor... leitor será. Aos doze anos, o menino descobre a verdadeira história. O pai entrou no labirinto da leitura e agora ninguém mais poderá interrompê-lo. Nós somos feitos de histórias.

O filho, Elias Bonfim, é levado pela avó ao sótão onde o pai guardava a biblioteca. Toda biblioteca é uma caminho sem fim e sem volta. Todas as histórias têm um final feliz, se este final levar a outras tantas histórias, onde o tempo não tem pressa. A última página pode ser a primeira de outra história, que abre a porta para outras histórias, que levam a outros personagens, que vão pulando de livro em livro.

Além da leitura das entrelinhas existe a leitura dos entrelivros. Elias descobre que os personagens estão mais vivos do que nunca. Todos os livros estão vivos. Morto é quem não lê. Ou melhor descobrimos que todos nós somos personagens de histórias que conversam entre si. Há os personagens de papel e letras, e há os personagens de carne e osso.

Elias lia com interesse, um a um, os livros deixados pelo pai, aprendendo a perder-se na leitura. Essa era a única forma legítima e legível de encontrar o pai. Esta é a única forma de nos encontrarmos na leitura. Ler perdidamente. Sair de nós mesmos. Dialogar com Borges, Calvino, Orwell, Gogol, Dante, Homero, Dostoiévski, Stevenson, mas também, de modo especial, com as suas criaturas.

Ler é um crime sem castigo. A recompensa e a liberdade estão garantidas. É esta uma convicção que precisaria ser fomentada em todas as escolas. Em todos os cursos e em todas as disciplinas. Todos os professores deveriam se perder dentro dos livros, para encontrarem novas saídas didáticas.

Assim como os personagens de Ray Bradbury (em Fahrenheit 451) devoravam livros com a memória, também nós podemos nos identificar com várias histórias, e, mais ainda, fazer com que as histórias se entrelacem: existem muitas formas de entrar e sair nesses universos paralelos.

A aventura da leitura

Ler é perigoso. Porque nos torna conscientes de nossa própria história.

Há uma surpresa final no livro. Uma surpresa que nos devora e nos faz pensar em novas histórias dentro de outras histórias. O protagonista, vivendo ele mesmo seus próprios dramas, nos faz ver que toda leitura conduz ao autoconhecimento. Nós somos aquilo que lemos e, ao ler, lemos aquilo que somos.

O bom perigo da leitura consiste nisso: na consciência mais clara de que estamos conjugando o verbo "escreviver".

No labirinto interno de cada um, vemos circularem os personagens que estão nos livros. Dentro de mim estão o sr. Hyde e Raskolnikov, estão Edward Prendick e Montag, estão Beatriz e Ulisses, e a lista não tem fim, e ganha nomes brasileiros: Iracema, Macabéa, Brás Cubas, Capitu, Policarpo Quaresma, Macunaíma, Ana Terra, Fabiano, Paulo Honório, Augusto Matraga, Riobaldo...

Há quem faça anotações nas margens do livro. Grandes leitores adotaram esse costume. Trata-se de escrever ao lado do escritor, ou simultaneamente, interferindo, acrescentando, contradizendo, colaborando.

O pai de Elias anotava nas partes brancas das páginas comentários e indicações que lhe ocorriam enquanto circulava dentro das histórias. E Elias, escrevendo essa narrativa sobre os livros que devoravam seu pai (é claro que o autor Afonso Cruz foi devorado pelo seu personagem), está produzindo suas próprias histórias a partir de outras mil.

A pergunta que persegue Elias é uma só. E mostra que incentivar alguém a ler (em especial um adolescente) não condiz com a artificial obrigação ou com insistentes cobranças. A pergunta é: "Conseguirei fazer como meu pai, e entrar no mundo dos livros?".



*Gabriel Perissé é professor e pesquisador da Pós-graduação em Educação da Universidade Católica de Santos



(texto publicado na revista Educação nº 222- ano 19)

Alimentos antioxidantes


Alimentação é um dos temas que mais nos preocupam, pois a falta de tempo e disposição faz com que nos alimentemos da maneira errada, e a consequência disso é um organismo lento e enfraquecido, sem vida. E isso faz com que nosso sistema imunológico não consiga prevenir nem combater possíveis doenças do nosso corpo.

De acordo com Beatriz Miranda Mendonça, que é formada com especialização em nutrição, para termos uma vida mais saudável, cheia de energia, os alimentos antioxidantes podem colaborar com nossa saúde para termos mais qualidade de vida.

Primeiramente, Beatriz explica o que são alimentos antioxidantes e como eles agem no nosso organismo: "são alimentos anti-inflamatórios, anticancerígenos, e limpam o nosso organismo. É como se fossem um remédio para as nossas células, porque essa alimentação industrializada está deixando nosso organismo "oxidado". Os antioxidantes fazem exatamente o contrário, são ricos em antocianinas, polifenóis, flavonoides, que vem para nos tirar da condição de diabéticos e obesos, e assim deixar o nosso organismo mais saudável, além de tudo, servem também como uma espécie de "booster" (termo cuja tradução é "explosão de energia") para deixar as nossas mitocôndrias bem fortalecidas".

A alimentação industrializada oxida nosso corpo, forma uma espécie de ferrugem, e os antioxidantes vêm para purificar e proporcionar um melhor funcionamento dos órgãos no nosso corpo. "Temos o resveratrol, extraído da casca da uva, e também o pycnogenol, que é um dos compostos antioxidantes mais potentes que conhecemos. Há também as antocianinas que estão presentes nos alimentos roxos, vermelhos, e outros com essas colorações, que contêm diversas substâncias antioxidantes que dão uma melhor condição para a renovação da nossa vitalidade, pois nós temos mitocôndrias em nosso organismo que sobrevivem por volta de doze horas. Com a alimentação industrializada que parte da população ingere no dia a dia, prejudicamos o tempo de vida dessas mitocôndrias, fazendo com que elas sobrevivam somente de duas a três horas. Por isso é importante ingerirmos alimentos ricos em polifenóis e antocianinas, que são substâncias que colaboram para que nossas mitocôndrias sobrevivam por mais tempo", declara Beatriz.

Ter mitocôndrias que tenham maior longevidade é importante, poi segundo o website Infoescola, a mitocôndria é responsável pela produção de energia no interior da célula e são bastante numerosas, principalmente em células onde a demanda por energia for muito grande (por exemplo, células nervosas e do coração, que tem atividade ininterrupta), quanto mais tempo mais energia a sua célula terá, e consequentemente o corpo humano.

A nutricionista destaca a importância de se comer chocolate, mas somente o meio-amargo ou amargo, acima de 70% de cacau, que contêm flavonóides, e a fruta cacau também, que a partir dela pode ser feito um extrato ou suco. Mas não em grandes quantidades, pois o açúcar pode causar diabetes.

É recomendável a ingestão de vinho, ou suco de uva, porém alerta para a quantidade. "O vinho é ótimo por causa do resveratrol, mas somente uma taça por dia (cerca de 240 ml), pois o consumo exagerado faz com que a pessoa corra o risco ao longo da vida de virar alcoólatra. Caso a pessoa não goste de bebida alcoólica, pode substituir por duas taças de suco de uva. Se consumir a fruta, atente para a coloração - quanto mais avermelhada ou roxa for a casca mais antioxidante a uva terá".

Como nem sempre ingerimos os nutrientes necessários para suprir totalmente a necessidade do nosso organismo, Beatriz recomenda a suplementação alimentar para compor a nossa alimentação cotidiana. "Os suplementos alimentares são muito bons; nós não conseguimos suprir todas as necessidades do nosso organismo na alimentação do dia a dia, somente se tivermos uma alimentação 100% orgânica, o que é muito difícil, infelizmente, porque o alimento orgânico é mais caro que o industrializado, então uma coisa ou outra que a pessoa compre que seja orgânica, já colabora significativamente para a saúde".

Se alimentar bem não é só comer os alimentos certos, mas também nas horas mais adequadas para melhorar a absorção dos nutrientes feita pelo organismo, "temos que comer de três em três horas, não passar longos períodos em jejum, pois isso faz muito mal ao nosso corpo. Porque nosso organismo foi se desenvolvendo desde tempos antigos até os dias de hoje para acumular gordura, então quanto mais tempo ficamos sem comer, mais gordura o nosso corpo acumula, e comendo em períodos mais curtos, nós condicionamos nosso organismo a queimar as calorias ingeridas e assim colaborar com o emagrecimento", finaliza Beatriz.



(texto publicado na revista Bem + Osasco edição 43 - ano VII - out-nov 2015)

quinta-feira, 3 de março de 2016

Vitamina de espinafre, cenoura, maçã e aneto para aumentar a energia (Melhor com Saúde)


Além de nos oferecer força, os ingredientes desta batida são ricos em vitaminas e podem nos ajudar a fortalecer nossas defesas. No caso do aneto, nos permitirá aliviar as dores de cabeça.

Quantas vezes você chegou cansado em casa, sem vontade de fazer qualquer coisa que não fosse deitar? O cansaço físico e mental sempre nos surge, por isso a necessidade de cobrir nossas deficiências com os nutrientes adequados.

Antes de recorrer a uma vitamina ou a um remédio para aliviar aquela dor de cabeça ou a tensão muscular, propomos que prove essa vitamina natural para aumentar a energia.

Você pode tomar no café da manhã ou quando notar que seu corpo já usou suas forças ao máximo. Asseguramos que é um remédio cheio de benefícios, o qual você não poderá resistir.

Vitamina natural para aumentar a energia

Estamos diante de uma vitamina natural, orgânica, nutritiva e energética, que pode ser preparada em menos de 5 minutos. Para isso, primeiro vale a pena considerar porque pode ser tão adequada para nós nestes instantes em que o cansaço nos supera.

Espinafre para aumentar a energia

O espinafre é mais do que um alimento rico em ferro e que, em geral, as crianças detestam. Você vai gostar de saber que o espinafre, além de saciar bastante, dispõe de uma grande variedade de nutrientes que nos oferecem força e resistência.

Contém uma alta quantidade de antioxidantes naturais que favorecem a recuperação física e nutrem os músculos graças ao cálcio, os ácidos graxos ômega-3, minerais como o ferro, o magnésio, o zinco e vitaminas A, C, E e K.

O espinafre melhora a função cardíaca e sua resistência.

Estes vegetais verdes fazem parte de uma dieta saudável e vitamínica, e se lança como um suplemento nutricional muito interessante. Além disso, se nos acostumarmos em consumir espinafre de forma regular, ele nos ajuda a tratar incômodos musculares e possíveis doenças.

A cenoura é fonte de saúde

A cenoura não é energética, mas é necessária para aumentar nossas defesas e favorecer nossa saúde cardíaca.

Um dado interessante sobre as cenouras é que oferecem uma alta quantidade de betacaroteno ou provitamina A, essencial para nosso organismo e osso metabolismo.

Também não podemos nos esquecer de que as cenouras são ricas em carboidratos, ácido fólico, magnésio, manganês e fósforo, e ainda que não nos ofereçam energia, atuam como excelentes reconstituintes ao cobrir as necessidades de nossos músculos e ossos.

Uma maçã por dia para obter mais vigor

Uma maçã por dia oferecerá energia para começar o dia sem adicionar muitas calorias ao corpo.

As maçãs, especialmente sua casca, são ricas em flavonoides que cuidam da saúde e resistência de nossas células.

Nos mantém hidratados e regula a acumulação de líquidos em nosso corpo, ao mesmo tempo em que depura e evita a inflamação.

Uma das chaves para que esta fruta medicinal nos ofereça muita energia é seu teor de vitamina B1. A riboflavina presente na maçã nos ajuda a transformar a comida em energia, além de gerar glóbulos vermelhos que mantém no corpo.

Aneto para a dor de cabeça

É possível que ver esta planta em uma receita de vitamina tenha surpreendido você, mas deve saber que o aneto é um favorecedor natural da saúde da mulher, por isso é interessante incluí-lo nesta receita:

O aneto é uma fonte de cálcio benéfica pra a saúde e para o mantimento da estrutura óssea, e que nos ajuda a prevenir a osteoporose causada pela deficiência deste mineral.

O aneto combate infecções e inflamações. É muito adequado para aliviar a tensão dos músculos.

Outro dado de interesse é que esta planta tem sido usada desde a antiguidade como remédio natural para a dor de cabeça. É um relaxante geral muito interessante que, além disso, favorece as digestões.

Como preparar minha vitamina para aumentar a energia?

Ingredientes

1 colher de sopa de aneto (5 g)
1 copo de água (200 ml)
1 maçã verde
10 brotos de espinafre ou folhas médias e moles
1 cenoura
1 colher de sopa de mel (25 g)

Preparo

Primeiro, coloque o aneto em infusão com um copo de água. Permita que fique pelo menos 15 minutos no fogo e depois deixe repousar para coar o conteúdo e ficar só com a infusão. Reserve.

Agora, lave bem a maçã e corte-a em 4 partes, sem se esquecer de retirar as sementes.

Lave bem a espinafre e faça o mesmo com a cenoura, cortando-a em pedacinhos para facilitar o processamento.

Pronto? Muito bem, agora leve ao liquidificador a infusão de aneto, a maçã, a espinafre e a cenoura em pedacinhos.

Obtenha uma vitamina homogênea. Depois, não se esqueça de adoçar este preparado natural com a colher de sopa de mel de abelha que atuará como um bom reconstituinte.

Se desejar, adicione dois cubos de gelo para conseguir uma bebida refrescante. Esta vitamina para aumentar a energia pode ser adequada tanto para o café da manhã quanto para quando chegamos em casa esgotados.

Experimente! Com certeza ficará delicioso.

7 erros que acabam com a promessa de emagrecer no Ano Novo (e os conselhos dos especialistas sobre como evitá-los) - Chris Martinez


Na virada do ano, depois de se empanturrar de lentilha, farofa e lombo, você pulou as sete ondas e prometeu que iria despachar os pneus da cintura e ganhar um abdômen digno de modelo de capa de revista fitness. Jurou ainda que, desta vez, a coisa era séria. Nenhum pote de Nutella ou chopinho seria capaz de acabar com a disposição de deixar para trás a vida bandida de excessos. Sei que a ideia não é nada original. Trata-se de uma das resoluções mais manjadas do réveillon: tirar os dois pés da jaca e encarar seriamente aquela dieta. Agora vai. Só que não vai. Você fez patuá com sal grosso, jogou rosa branca para Iemanjá e, no quinta dia útil do ano, deu ruim. Depois de um dia péssimo no escritório, chutou o pau da barraca e se atracou com um sorvete com cobertura de calda de chocolate quente. Afinal, a vida é uma só, não é?

Bem-vindo a bordo! Esse enredo que começa promissor e termina de um jeito frustrante não é novo. Richard Wiseman, um psicólogo da Universidade de Hertfordshire, na Inglaterra, acompanhou em 2007 cerca de 3 000 pessoas que haviam feito resoluções de Ano-Novo. Entrar na linha era um dos objetivos de desejo mais comuns na virada da folhinha do calendário. Da turma que tinha prometido exercitar-se mais, só 29% perseveraram até o fim. Entre os que desejavam perder peso, apenas 28% foram bem-sucedidos. 

Confesso: já jurei mil vezes fazer a mesma coisa. Só que três anos atrás - aleluia! - cumpri a promessa. Perdi 18 quilos em doze meses e nunca mais deixei a peteca cair. Há um ano divido com leitores essa e outras experiências no blog Cansei de Ser Gorda. Sem pretensão alguma de converter alguém à seita da malhação, conversei com especialistas e selecionei dicas para você não falhar desta vez. Confira nas páginas a seguir os conselhos e nunca esqueça: 366 novos dias representam 366 novas chances de mudar seu estilo de vida.

1. Pressa

Você jurou ser magro em dezembro e quer ser a Gisele Bündchen ou o Brad Pitt no Carnaval. Claro, não vai dar. As pessoas esquecem que levaram pelo menos alguns meses para ganhar peso e simplesmente não percebem que o caminho inverso também demanda tempo. A ansiedade para emagrecer do dia para a noite, certamente fará com que você opte por dietas bem restritivas, de baixíssimas calorias ou baseadas em proteínas. A perda inicial de quilos ocorrerá rapidamente, mas com certeza você não aguentará bancar o esquema por mais de um mês. Segundo pesquisas, duas de cada três pessoas que perdem em torno de 5% do peso em um prazo muito rápido graças a regimes severos engordam novamente. Após 45 ou sessenta dias de dieta, o corpo muda o metabolismo e começa a produzir substâncias anti-emagrecimento. "Com isso, a perda de peso passa a se tornar mais lenta", diz Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração.

Solução: seja paciente (é difícil, eu sei), consulte um médico, um nutricionista, veja como está sua saúde e, aí sim, siga um caminho sem volta. Emagrecer é uma mudança de hábito, não tem jeito. Uma meta viável é perder entre 10% e 15% do peso em um ano. "Dá para queimar mais, mas isso pode provocar doenças e o indesejável efeito sanfona de emagrece-engorda", diz a nutricionista Cynthia Antonaccio. É preciso também ficar de olhos nos alimentos. Um adulto que acrescenta 1 000 calorias por dia à média das 2 000 que precisa ingerir vai ganhar 1 quilo por mês. Uma ida inofensiva ao cinema com consumo de um balde de pipoca com manteiga e um refrigerante dieta é um tiro no pé. Para queimar essas calorias, um adulto precisa caminhar três horas. A executiva Noelle Pessoa, de 34 anos, tomou remédio para emagrecer (sibutramina) durante dois anos, fez uma hidrolipo (espécie de lipoaspiração), saiu da calça 42 para a 36. Casou-se, parou com a medicação e voltou para a 42. Até que, em 2013, deu um basta: fez sua corrida de rua e aprendeu a comer. Hoje não viaja sem tênis na mala. "Já estou na segunda meia maratona", comemora.

2. Falta de planejamento

Sem nada para comer em casa, ao chegar do trabalho, exausto e faminto, você facilmente vai traçar o que aparecer pela frente. E, sabemos, aquela fatia de pizza na geladeira é sempre a primeira oferta. Tenha em mente que, se você não se organizar, um prato saudável não brotará na sua mesa.

Solução: planeje o cardápio semanal, faça as compras e busque receitas criativas para não cair na mesmice. A jornalista Amanda Brum, de 36 anos, deu um chega pra lá na obesidade em 2013, ao perder 16 quilos. Seu atual manequim, 38, é mantido há três anos graças ao empenho de levar marmitas saudáveis para o trabalho diariamente. Como tem pouco tempo durante a semana, Amanda prepara as refeições aos domingos. "Levo de três a quatro horas cozinhando. Tornou-se um ritual de mim para mim mesma."

3. Amigos sabotadores

Não adianta estabelecer uma meta de emagrecimento e seguir com os mesmos velhos companheiros que ainda cultivam hábitos de comer e beber à vontade, além de ser sedentários. A pior escolha é ceder àquela frase: "Ah, só hoje, só um chopinho... Começo na segunda". Não funciona. Claro, ninguém está pregando abstinência total. Mas dá para ficar bem com doses no fim de semana, né ?

Solução: fuja por um tempo de eventos sociais, descubra outros hábitos, faça novos amigos. Quando você reaparecer sorrindo, 5 quilos a menos, depois de um mês, seus velhos parceiros (também acima do peso) vão entrar na sua. Pode apostar. O designer gráfico José Leandro de Lima, de 30 anos, fez um pacto com amigos de infância (e bons de copo) para que ele mais dois conhecidos emagrecessem para o casamento de outro - justamente um profissional de educação física. Do trio, todos perderam os quilos extras, mas dois já recuperaram a pança. Lima, ao contrário, eliminou 15, manteve o peso e saiu do sedentarismo para se tornar um corredor assíduo no Parque do Ibirapuera. "Treino três vezes por semana, variando de 6 a 15 quilômetros, dependendo do humor do dia", conta.

4. Hábitos ruins

A contagem de calorias, pura e simplesmente, ou a compra de tratamentos estéticos com promessas milagrosas não resolvem o problema de mudar o que é preciso no dia a dia na nutrição. Comparar as calorias de um brigadeiro com as de uma maçã, ou algo assim, não funciona. Os valores são semelhantes, mas essas coisas possuem nutrientes diferentes. A conta não é essa.

Solução: busque um plano alimentar equilibrado, sem radicalismo. "Planeje sempre com cuidado sua refeição e, ao se servir, preencha metade do prato com verduras e legumes, 25% com proteína e o restante com carboidrato", diz Marcio Atalla, professor de educação física com especialização em treinamento de alto rendimento. "Mais importante do que contar calorias é medir a circunferência abdominal para checar se o regime está funcionando". Homens que têm mais de 102 centímetros já podem sofrer uma série de doenças cardiovasculares. Para mulheres, a medida é 88 centímetros. Tenha em mente também que a principal refeição do dia é  o café da manhã; depois vem o almoço e, na sequência, o jantar. É importante fazer um lanchinho entre as refeições.

5. Cobrança

Embora você tenha prometido, de corpo e alma, que vai mudar de vida, acreditar única e exclusivamente nisso pode não ser suficiente para se manter na linha durante meses ou um ano inteiro. É um erro achar besteira pedir ajuda a alguém, confiando na sua determinação pretensamente inabalável. A consciência e a força de vontade são fundamentais, claro, mas é importante que alguém supervisione seu comprometimento e puxe você na hora em que estiver pensando em jogar a toalha.

Solução: contrate um personal, um nutricionista... Vale o investimento. Se a grana estiver curta, tente uma solução criativa, como fazer uma aposta, para valer, com um bom amigo. "O comprometimento, uma parceria bem afinada ou a preparação para uma prova, como uma corrida, por exemplo, são estímulos e comprovadamente fórmulas eficazes", ensina a educadora física Camila Hirsch, da assessoria esportiva Personal Life. Concluir uma prova e receber a medalha são coisas que empolgam. Mas preste atenção: um sedentário leva dois anos para conseguir correr um circuito de 42 quilômetros. Uma prova de 5 quilômetros, só após três meses de treino, orientado por um profissional. Em menos tempo que isso, nem o Superman.

6. Exagerar no exercício

Seu último tênis é da década de 80, e agora, de repente, você decidiu que vai ser triatleta. O sonho é bacana e pode, sim, se tornar realidade. A curto prazo, porém, não rola. Janeiro é o mês de maior procura nas academias. Na rede Competition, por exemplo, o número de visitas aumenta mais de 50% nesse período. "Pouco mais da metade dos novos matriculados continua conosco depois de alguns meses", afirma Giuliana Sant'Anna, gerente de vendas da Competition.

Solução: escolha uma atividade razoável, que esteja de acordo com seu ritmo, ainda lento, e proponha-se metas compatíveis, como exercitar-se duas vezes por semana. Jamais saia do sofá direto para uma maratona. "O 'atleta repentino' pode ter uma arritmia cardíaca e sofrer morte súbita até durante o sono", alerta o cardiologista Nabil Ghorayeb.

7. Buscar modelo inatingível

Fotos antigas em que você estava arrasando no verão podem ser ótimos estímulos. Mas cuidado ao se inspirar em outra pessoa. O problema é imaginar que seu corpo ficará igual ao desse (a) modelo. Se a comparação cria uma falsa expectativa, você terá problemas na certa. E a decepção, nesse caso, pode ser um duro golpe. Você fica pior do que quando começou e empurra com a barriga a decisão de emagrecer para o próximo ano. Ciclo repetitivo.

Solução: encontre sua própria autoestima e entenda que sair da calça 48 para a 44 é, sim, uma grande vitória. A sua saúde não pode ser comprada, precisa ser adquirida. "Vejo uma postura passiva, no consultório", conta Alessandra Fraga, dermatologista do Hospital Albert Einstein. "O paciente quer 'ser emagrecido'. Isso não é real. Ele precisa querer emagrecer", completa a especialista.



(texto publicado na revista Veja São Paulo de 13 de janeiro de 2016)

terça-feira, 1 de março de 2016

Le parole delle donne - Cecilia Robustelli


Usare la declinazione al femminile per riconoscere pienamente alle donne il loro ruolo nella società e nel lavoro

La nostra cara lingua italiana conosce alcuni usi poco rispettosi nei confronti delle donne: per esempio certe espressioni un po' vecchiotte ma che risuonano spesso ancora oggi, specialmente in bocca maschile, come donna al volante, pericolo vagante e chi dice donna dice danno, ma anche il toscanissimo invito a non fare la dottora.

Attenzione, non si tratta di modi di dire innocenti, anche se vengono di solito pronunciati con un sorriso, ma di veri e propri "stereotipi", ciòe espressioni fisse, generalizzate, riflesso di luoghi comuni, che sviliscono la figura femminile perché ne danno un'immagine negativa e subalterna rispetto all'uomo. E poi (anzi, soprattutto!) l'uso del genere grammaticale maschile invece che femminile per i termini che indicano ruoli istituzionali o titoli professionali prestigiosi riferiti a donne. Alle forme femminili architetta, chirurga, direttrice, ingegnera, ispettrice, notaia, procuratirce, rettrice e assessora, cancelliera, consigliera, deputata, funzionaria, ministra, sindaca che sono grammaticalmente corrette e, se relative a ruoli istituzionali, hanno pieno valore giuridico, si preferiscono quelle maschili.

Così sebenne nessuno si azzardi a definire Federica Pellegrini o Antonella Clerici nuotatore o conduttore ma scelga, correttamente, nuotatrice e conduttrice, si continua a preferire il ministro Maria Elena Boschi o il direttore del Cern Fabiola Gianotti e la ministra Maria Elena Boschi e la direttrice del Cern Fabiola Gianotti.

Evidentemente ci sono forti resistenze di tipo culturale, e non linguistico, che frenano l'uso di alcune forme femminili.

Qualcuno sostiene addirittura che siano "brutte", ma questo è un giudizio molto soggettivo e giustificabile solo quando si parla di linguaggio letterario, non quotidiano: forse parole come professora o infermiera sono "belle"?

Altri ritengono che usare la forma maschile aggiunga prestigio al ruolo o alla professione, ma è mai possibile che una donna debba "travestirsi" linguisticamente da uomo per aver successo.

E che tutto il cammino compiuto da donne e uomini verso la parità di diritti e il pieno riconoscimento del loro valore, nel rispetto delle differenze, debba essere nascosto sotto una terminologia al maschile?

Quando si usa il genere grammaticale maschile, infatti, si evoca solo l'immagine di un uomo: i termini notaio, deputato o rettore fanno pensare che ci si riferisca a un uomo, non a una donna.

Il maschile non è neutro! Se lo si usa per una donna si "cancella" la presenza femminile in determinati ruoli e professioni, e si compie quindi una vera e propria discriminazione perché non si riconosce il cammino fatto dalle donne sul piano lavorativo, sociale e personale.

E inoltre si può rincorrere in equivoci a svantaggio della chiarezza comunicativa: un rischio, questo, molto grave specialmente quando sono le istituzioni a commetterlo, ma anche quando ci cascano (talvolta ad arte!) i media.

Qualche anno fa un giornale pubblicò un articolo intitolato Il sindaco di Cosenza: aspetto un figlio. Il segretario DS: il padre sono io che suscitò non poche perplessità nei lettori finché non fu chiaro che "il sindaco"... era in realtà "una sindaca"!

Che fare allora? Convincersi che è indispensabile riconoscere pienamente alle donne il loro ruolo perché possano così far parte a pieno titolo del mondo lavorativo e partecipare ai processi decisionali del paese, e che il linguaggio è uno strumento indispensabile per attuare questo processo.