quinta-feira, 26 de maio de 2016

Não se desespere - Mario Sergio Cortella


Entenda porque pessoas do tipo O são simplesmente as mais especiais - André Quincas (Fatos Desconhecidos)


Existem questões curiosas acerca da questão da tipagem sanguínea. Você deve saber quais são os grupos sanguíneos, mas você sabia que os tipos sanguíneos combinados dão resultados muito específicos e que é difícil fugir a essa regra? Por exemplo, uma mãe que tenha tipo A+ e um pai que seja A+ só podem gerar um filho A+.

Os testes de tipagem sanguínea são realizados por profissionais biomédicos que identificam qual é o tipo e fator RH em um indivíduo para realizar transfusões sanguíneas. Inclusive você já leu aqui na Fatos o que acontece no caso de você receber uma transfusão de sangue errado, agora queremos te chamar atenção para os indivíduos do grupo sanguíneo “O”.

Um estudo publicado pela revista científica Plos One, revelou que, pessoas com o tipo sanguíneo “O”, têm menos risco de terem problemas cardiovasculares, como AVC, arritmia ou ataques cardíacos. Eles são ainda menos propensos a morrerem pela malária, e também a desenvolverem certos tipos de câncer, como pâncreas ou câncer gástrico. E não para por aí.

Outro estudo, realizado pela Universidade de Sheffield, indica que os indivíduos do tipo “O” têm mais massa cinzenta na divisão posterior do cerebelo. Em comparação com aqueles nos outros grupos, as pessoas do grupo “O” têm mais massa na parte temporal e límbica do cérebro, que são as primeiras regiões a sofrerem degeneração pelo Alzheimer.

Não bastassem essas boas novidades vindas da comunidade científica, têm o livro dos anos 70 de um jornalista japonês que, sem metodologia científica, indicava que as pessoas de cada grupo sanguíneo possuem características comuns, como nos signos do zodíaco. Assim, os indivíduos do Grupo “A” são organizados e pontuais, os “B” são cautelosos e caprichosos e os “AB” voláteis, geniais e diplomáticos.

Pela teoria do “Ketsueki Gata”, os indivíduos do grupo “O” são descontraídos, líderes natos, teimosos, diretos e populares. Eles gostam de atenção e são geralmente pessoas criativas, determinadas e ousadas. Buscam o poder, são cheias de sonhos e vão atrás de seus objetivos com determinação.

Seriam por isso, pessoas do grupo sanguíneo “O” tão raras? Os do grupo “O-” por exemplo, são apenas 7% da população, ao passo que o grupo A+ representa 36%. Além de ser o mais raro, outra vantagem sobre o “O-” é que qualquer pessoa pode recebê-lo.

Qual é seu tipo sanguíneo?

Dying to be me - Anita Moorjani


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Se não quiser adoecer fale de seus sentimentos (Conti Outra)


Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.

Com o tempo, a repressão dos sentimentos, a mágoa, a tristeza, a decepção degenera até em câncer.

Então, vamos confidenciar, desabafar, partilhar nossa intimidade, nossos desejos, nossos pecados.

O diálogo, a fala, a palavra é um poderoso remédio e poderosa terapia.

Se não quiser adoecer – “tome decisão”.

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia.

A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões.

A história humana é feita de decisões. Para decidir, é preciso saber renunciar, saber perder vantagens e valores para ganhar outros.

As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – “busque soluções”.

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo.

Melhor acender o fósforo que lamentar a escuridão. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe.

Se não quiser adoecer – “não viva sempre triste”.

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem a vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.

Se não quiser adoecer – “não viva de aparências”.

Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão de estar bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc. Está acumulando toneladas de peso… Uma estátua de bronze, mas com pés de barro.

Se não quiser adoecer – “aceite-se”.

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável.

Autoria desconhecida


terça-feira, 24 de maio de 2016

Dependência x independência - Dr. Flávio Gikovate


Mulheres admiram homens "fortes" - Dr. Flávio Gikovate


Kryptonita - Diana Corso


Tive todas as oportunidades de emburrecer com a babá eletrônica. Fui uma criança apaixonada pela telinha em preto e branco. Ansiava muito pela hora da tevê começar e me sentia miserável ao término da programação. Dessas extensas jornadas restam muitas memórias, mas uma evocação é insistente: a Kryptonita, proveniente dos desenhos do Superman.

Trata-se de uma arma que era usada contra seus superpoderes. Aproximar dele um fragmento dessa pedra, um mineral verde luminoso, deixava-o indefeso. O mais enigmático é que a Kryptonita era uma das raras coisas provenientes do seu planeta natal, Krypton. Do mesmo lugar de onde se originaram os poderes veio o calcanhar de Aquiles. Essa história sobreviveu na memória por portar uma verdade e um alerta: há um lugar, nossa origem, que determina o que somos, mas é também de onde nossa derrota pode se insinuar.

Não posso omitir a cilada do meu inconsciente: meus dois sobrenomes contêm a palavra "stein" (pedra, em alemão), ou seja, meu passado é uma "pedreira". Mas não só o meu, também o seu, o de todos. A infância, quando os outros são grandes e nós pequenos, é lugar de proteção, mas também de submissão, passividade, medos. O mundo dos pequenos é uma massa escura que não enfrentamos sem uma mão para segurar. Não é fácil lembrar disso. Tornamo-nos fortes e grandes graças ao exílio desse planeta natal da fragilidade. Só ficamos "super" porque crescemos.

Ao voltar à casa dos pais, mesmo velhinhos, sentimos a sensação de que lá o tempo congelou. Perdemos os bons modos, catamos no prato, distraímo-nos ao som da voz da mãe, testamos a força do pai, ficamos irritadiços, por vezes irreconhecíveis. Os lugares do passado são magnéticos, atraem à superfície fragmentos, cacos sobreviventes de outras eras. Atravessar a porta familiar dessa casa é como a queda de Alice no assustador País das Maravilhas. Não é porta, é portal, do outro lado esperam memórias que nos tomam de assalto. Assombrados pelos nossos outros "eus" do passado, descobrimo-nos, como Alice, viajantes surpresos num país de pesadelos, dentro de um corpo que encolhe, espicha e nunca nos abriga direito.

Faz diferença como encaramos e como nos contamos as experiências que vivemos, a mesma história pode ser enquadrada por diversas lentes. Mas nem tudo pode ser posteriormente resgatado, sempre há restos, alguma pedrinha nociva que incomoda. O passado é esse planeta natal, fonte de nossa força e vulnerabilidade.


(texto publicado na revista Vida Simples edição 132 - junho de 2013)

Empatia não é suficiente - Gustavo Gitti


A capacidade de se colocar no lugar do outro é fundamental, mas pode nos esgotar se não for integrada a outras práticas

É uma alegria ouvir mais e mais a palavra "empatia". No entanto, ela tende a ser usada como um guarda-chuva para coisas bem diferentes, às vezes como se fosse algo completo por si só. Com essa linguagem vaga, fica mais difícil reconhecer os processos internos que desejamos estimular quando falamos em empatia. Por isso recomendo a leitura de A Revolução do Altruísmo, do francês Matthieu Ricard (doutor em genética molecular, fotógrafo e monge budista, com grande experiência em integrar neurociência e métodos contemplativos em primeira pessoa), que acabou de ser publicado no Brasil pelas Palas Athena.

Para evidenciar o limite da empatia, Matthieu pesquisou o fenômeno do burnout, exaustão emocional comum entre cuidadores que lidam diariamente com o sofrimento, como profissionais de saúde e agentes sociais. Junto com a psicóloga alemã Tania Singer (diretora do departamento de neurociência social no Instituto Max Planck) e usando ressonância magnética funcional para gerar imagens em tempo real da atividade do cérebro, Matthieu sentiu apenas empatia por uma hora e meia, visualizando cenas de pessoas em sofrimento extremo. O resultado de isolar a empatia foi cansaço, mal-estar, sensação de impotência e o impulso de se distanciar. Logo depois, mantendo o mesmo contato empático com o sofrimento, assim que ele introduziu a prática da compaixão, sua mente se transformou: a aflição se dissipou e surgiu disposição amorosa para ajudar. Eles descobriram que as redes neuronais ativadas pela empatia são bem diferentes das ativadas pela compaixão.

Portanto, não é uma questão de definição teórica, mas de processos que podemos praticar. Empatia é a capacidade de entrar no universo do outro (via imaginação cognitiva ou ressonância afetiva). Amor é o desejo de que todos sejam felizes e encontrem as causas da felicidade - inseparável do altruísmo, a motivação de valorizar e beneficiar os outros. E compaixão é o desejo de que todos não sofram e superem as causas do sofrimento - como diz Matthieu, quando o amor altruísta encontra o sofrimento do outro através da empatia, se torna compaixão.

Para cultivar o altruísmo, é crucial ampliar a capacidade de não se perturbar, de se manter calmo e estável em meio a uma situação com grande potencial aflitivo. Precisamos também de sabedoria ou clareza sobre a realidade, de modo a entender como o sofrimento se constrói e quais métodos podem liberá-lo. Às vezes ajudamos bem mais quando oferecemos o que o outro precisa, não o que diz querer.

O vídeo "Agonia", do grupo de humor Porta dos Fundos, mostra um médico com bastante empatia, mas sem equilíbrio e sem compaixão: ele tem um grande potencial de sentir a dor do outro, porém reage com tanto medo que não consegue sequer manter os olhos abertos, incapaz de realmente ser útil. É parecido com a gente tentando ajudar alguém com depressão, ansiedade ou raiva em meio a experiências que também nos perturbam. Por favor, leia A Revolução do Altruísmo.


(texto publicado na revista Vida Simples edição 160 - julho de 2015)

Ciência e espiritualidade - Padma Samten


Ter a mente aberta, sem se apegar a uma verdade única, é o que nos torna capazes de ver além das aparências

A ciência e a espiritualidade parecem campos longínquos ou mesmo opostos. Há o campo do conhecimento confiável, testado na experiência concreta, reproduzível a qualquer momento. A água ferve a cem graus e congela a zero. Sendo a água, a temperatura e a pressão atmosférica as mesmas, o resultado é igual, em qualquer lugar, a qualquer hora, com qualquer pessoa. Parece não haver espaço para especulações filosóficas, psicológicas e muito menos espirituais no campo da ciência.

Isso é um engano. Em qualquer livro de história da ciência vamos encontrar uma lista enorme de visões que foram respeitáveis e se tornaram ultrapassadas. Como pôde o filósofo René Descartes acreditar que o número de planetas do sistema solar estava associado aos números de sólidos regulares da geometria? Como o pensamento de Aristóteles pôde perdurar por séculos até Galileu Galilei provar que não importa o peso de um objeto, pesado ou leve, todos caem à mesma velocidade?

Sim, existe o papel da mente. Nosso mundo interno dá vida e realidade às aparências que chamamos de mundo externo - mesmo com os cientistas. Quando mudamos dentro, nosso passado muda e também o presente e o futuro. Mudam as explicações, também as fotos, a conexão com as pessoas. Por que elas se transformam sem cessar?

Há a espiritualidade. Buscamos incessantemente a felicidade e queremos superar o sofrimento. Isso nos leva a buscar incessantemente a terra pura e perfeita onde isso seria possível. Como um pássaro, hoje estamos pousados em uma situação e temos um nível de segurança. Ainda assim percebemos a presença do desequilíbrio e da aflição e nos preparamos para voar. Somos seres vagueantes, andarilhos sem descanso e sem rumo seguro. Cientistas, filósofos e psicólogos, curadores e regentes do mundo, todos passam por transformações. Também nascem e morrem. A inevitabilidade dessas mudanças é o ponto que nos une na busca pela transcendência.

Buda mostra que o engano cria as aparências. E essas aparências, quando brotam do engano, são impermanentes. Isso gera satisfação, o que nos leva à mudança.

Há a lucidez. O engano cessa, as aparências surgidas a partir disso se revelam. É a mente que todo cientista sempre buscou: aquela que leva adiante o conhecimento. É ela que vê além do que já existe, que encontra soluções e que é livre das próprias disposições internas.

Há a presença incessante. A mente estável, além das aparências, surge como uma experiência nítida que sempre esteve presente na vida, na morte e nos momentos de mudança. Quando dormimos há uma mente testemunha que não parece presente durante o sonho mas é a que nos relata essas imagens depois. É mais do que a memória, é a ação silenciosa que sustenta a aparência mágica daquelas que nos enganam. Ela mesmo que não aparece nos filmes, nos livros, na vida, mas se esconde nas aparências que produz. Viver é o flutuar por esses campos complementares em sua complexidade e magia em busca da terra pura.



(texto publicado na revista Vida Simples edição 160 - julho de 2015)

Ameaça desconhecida - Lucas Tauil de Freitas


Para mim é fácil agir por instinto, orientar-me pelos sentidos. Pulsa em mim a cultura latina. Já o método, traço forte das culturas germânicas, é um de meus desafios. Reconheço, entretanto, o mérito dos protocolos e da lógica organizada, que marcam as sociedades dominantes.  Percebo a importância do pensamento cartesiano na cultura que nos circunda.

Minha jornada pelo mar me oferece uma troca constante de culturas. A mitologia da sociedade ocidental de consumo permeia quase todas as comunidades, tradicionais ou urbanas. O mito de que a natureza está aqui para nos servir infiltra-se por aí.

Minha rotina nômade não tem a organização do antropólogo, mas leva o olhar do escritor em busca de personagens e enredos. Insisto, aqui, em como me espanta a força do mito único esparramado pelo planeta. Um pouco como a nanopartícula da inteligência artificial que tudo transforma no filme Transcendence, estrelado por Johnny Depp. O mito de que estamos em guerra contra o planeta, de que nossa sobrevivência depende do conflito, expande sem que se perceba.

A sutileza do mito, como pano de fundo, ao invés de reduzir sua força, de fato o impulsiona. Um inimigo desconhecido e invisível é invencível. Olha só, aí vou eu, também na lógica do conflito, ainda por cima a citar Hollywood. É inevitável, nossa cultura cada vez mais massificada é o único meio de expressão que temos. Ou a reconhecemos e identificamos ou jamais seremos capazes de alterá-la.

Ao zarpar da Nova Zelândia, deixamos a cultura Maori, parte da grande cultura polinésia e seus navegadores, que tanto admiro. Foi ao partir da terra Maori, último rincão do planeta a ser ocupado, que aprendi que o futuro não está à nossa frente, mas atrás de nós, pois não podemos vê-lo. Essa cultura tradicional ensina que diante de nós está o passado, as lições e exemplos transmitidos por nossos ancestrais. Bem como a história com seus diversos pontos de vista.

Eles percebem com clareza que a escolha de onde começa e termina uma história é uma opinião. Sabem que a simples escolha de que histórias contar forja uma cultura. Essa lógica inversa à nossa, em que a palavra impressa ou televisionada espelha a verdade para as massas, instiga o olhar atento ao que foi. Também descarta a ansiedade com o futuro insondável que costuma nos assombrar.

Na esteira do nosso casco fica o ponto de vista polinésio, à frente a promessa da cultura de Fiji, com seu tempero indiano. O nômade em mim se fortalece a cada descoberta.



(texto publicado na revista Vida Simples edição 151 - outubro de 2014)

Como parar de se achar - Gustavo Gitti


Um breve percurso de contemplação para você confiar na mente livre por trás da pessoa que você pensa que é

"Quem aqui considera possível liberar o ciúme e as outras aflições?", perguntei isso em um curso sobre relacionamentos, sem me referir à dificuldade, mas à possibilidade. Ninguém levantou a mão. Em outra conversa, uma mulher disse: "sou um fracasso tão grande... mudar é mesmo possível?". Para quem se sente condenado a chegar ao fim da vida arrastando, no máximo, uma versão melhorada de si mesmo, sugiro uma contemplação.

Tome seu tempo para lembrar de como você passou a vida inteira se achando: criança, adolescente, adulto, idoso, ganhador ou perdedor, identificado com diferentes autoimagens, vozes internas, impulsos, visões de mundo, gostos e desgostos, roupas, lugares, narrativas, urgências, tudo o que chamava de "eu". Abra o Facebook ou saia na rua para observar como cada pessoa anda por aí acreditando realmente ser alguém com tais e tais características. Uma pessoa se achando taxista no mundo de taxista com problemas de taxista, outra pessoas se achando empreendedora falando e se vestindo igual a uma empreendedora.

Agora faça um experimento de pensamento: se passarmos 49 anos jogando queimada em uma quadra, em que momento o jogo vai se fixar na quadra a ponto de impedir que alguém subitamente comece a jogar vôlei? O espaço nunca chega a se tornar um espaço de queimada. É incrível! Ainda que se construa um estádio de futebol, isso não impede que um ser livre use o lugar para um show de rock. Não tem como fazer um estádio se firmar como um estádio de  futebol. Do mesmo modo, sua casa nunca vira de fato sua casa, uma pessoa nunca vira de fato esposa ou marido, e assim por diante. Impossível remover essa plasticidade presente até mesmo nas estruturas mais consolidadas.

Se antes de ser flautista você era baterista, e se depois de ser namorada você vai respirar solteira, sua natureza é livre de flautista e livre de namorada - não só antes ou depois, mas principalmente durante. Enquanto surtamos, tem algo em nós que não surta. Há algo na pessoa que não casa nem descasa, por mais que ela se ache a pessoa mais casada ou descasada do mundo.

Nossa mente é tão livre que consegue criar até mesmo a experiência de esquecer de sua liberdade, de se aprisionar em condicionamentos. Pode procurar, não existe uma base na qual podemos designar "eu sou isso". Não sou realmente isso ou aquilo, apenas brinco de ser. Por trás de cada pessoa, não há algum tipo de essência, mas uma abertura. Essa confiança - de que nossa mente é originalmente livre e de que podemos ampliar esse reconhecimento - é o que permite toda e qualquer transformação. Caso contrário, nos deprimimos assim que falhamos em estabilizar uma identidade.

Quando tudo-aquilo-que-você-acha-que-é-entrar-em-crise, talvez seja o momento para não consertar, para deixar a queimada acabar e ver o que surge no meio da quadra. Onde mais poderíamos nos perder que não no próprio espaço livre onde sempre brincamos? Sobre ludicidade, conversamos no mês que vem.



(texto publicado na revista Vida Simples edição 161 - agosto de 2015)