quinta-feira, 2 de junho de 2016

Quando foi construído o Arco do Triunfo?


Em 1805, a cidade de Austerlitz, República Tcheca, foi palco de uma das mais importantes vitórias militares de Napoleão. Os seus 68.000 soldados derrotaram 90.000 combatentes da Rússia e da Áustria, que formavam uma coalizão contra seu império. A vitória deixou Napoleão eufórico a ponto de prometer aos seus soldados a mesma glória dada aos exércitos romanos: voltar para casa sob arcos triunfais. No ano seguinte, em Paris, foi lançada a primeira pedra do monumento, mas o império do francês não durou a ponto de vê-lo terminado. As obras foram concluídas em 1836, no reinado de Luís Filipe, Napoleão, ironicamente, passou sob seu monumento triunfal apenas uma vez: no seu cortejo fúnebre, em 1840.

O arco ganhou novo significado quando a Primeira Guerra Mundial acabou e o vitorioso exército francês marchou debaixo dele. Para homenagear os heróis da guerra, o corpo de um soldado foi enterrado no subsolo. A marcha vitoriosa se repetiu em 1944, liderada pelo general De Gaulle, para comemorar a libertação de Paris do controle alemão na Segunda Guerra Mundial.


(texto publicado na revista Super Interessante nº 1 - ano 15 - janeiro de 2001)


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Retratos de um mundo estranho - Marcelo Spina


Como surgiu e como funciona o Guiness Book, um dos livros mais vendidos - e mais cheios de esquisitices - do mundo

O norte-americano Ray Macareg fez uma demonstração e tanto no ano passado: provou ser possível soprar bolas de chiclete com uma tarântula na boca. Em 1998, outro americano, Mark Hogg, demonstrou seu arrojo de forma ainda mais indigesta: engoliu 62 minhocas em apenas 30 segundos. No mesmo ano, foram medidas as unhas do indiano Shridhar Chillal, que, juntas, somaram mais de 6 metros de comprimento. Voltando 400 anos no tempo, na Transilvânia, Romênia, damos de cara com Elizabeth Bathori, a maior assassina de toda a história: acreditando que assim preservaria sua juventude, ela teria matado mais de 600 meninas e se banhado em seu sangue. Essas histórias poderiam compor um livro de ficção de segunda categoria se não tivessem acontecido de verdade. Trata-se de alguns dos feitos registrados no Guiness Book, o Livro dos Recordes, que registra as marcas humanas mais notáveis em ciência, esportes, artes, grandes viagens, riqueza, fama e, como você já percebeu, em extravagância também.

O Guiness Book nasceu de uma discussão travada em 1951 entre Sir Hugh Beaver, diretor da tradicional cervejaria Guiness, e amigos que participavam de uma caçada na Irlanda: seria a tarambola (espécie conhecida no Brasil como lavadeira ou maçarico) a ave de caça mais veloz da Europa? Três anos depois, o assunto ainda causava polêmica no grupo. Uns argumentavam que outra ave, o tetraz, seria mais veloz. Foi quando Beaver chegou à conclusão de que polêmicas como aquela poderiam estar acontecendo diariamente nos pubs da Grã-Bretanha e que um livro que desempatasse as disputas teria um valor inestimável. Assim, contratou os irmãos McWhirter para uma detalhada pesquisa sobre números e fatos e, em agosto de 1955, lançou o primeiro Guiness Book of Records. Aquela edição, com 198 páginas, teve sucesso imediato e, até o final do mesmo ano, já figurava como best-seller no país. Hoje, a empresa Guiness World Records Ltd., sediada em Londres, conta com um arquivo de 40.000 recordes - no livro anual cabem apenas 10% deles. O Guiness também alcançou grande audiência em programas de televisão, mostrando o que há de mais espetacular e esquisito ao redor do mundo.

O Guiness Book detém, ele mesmo, um recorde: é o livro que mais lucra com direitos autorais no mundo. São mais de 80 milhões de exemplares vendidos desde a sua primeira edição - só a edição 2000 já vendeu 5 milhões de cópias. Distribuído ao redor do mundo em 20 idiomas, o Guiness representa para muitos o sonho de notoriedade internacional. Recordes geram reconhecimento que, por sua vez, pode atrair patrocínio para novas façanhas. A editora garante que qualquer pessoa pode se tornar um recordista e receber um certificado oficial da entidade. "Nós somos muito democráticos", diz Neil Hayes, do Departamento de Marketing da Guiness. "Damos o mesmo espaço para um sujeito que equilibra galões de leite na cabeça, para campeões olímpicos ou estrelas de Hollywood."

Para bater um recorde, as condições devem ser exatamente as mesmas da marca estabelecida anteriormente. E o aspirante precisa apresentar provas documentadas que deem credibilidade ao feito. Entre elas: imagens em vídeo, fotografias, artigos de jornal, duas testemunhas (que devem ser autoridades ou pessoas respeitadas na comunidade) e, dependendo do caso, o aval de especialistas na modalidade. Para obter o recorde de uma modalidade que ainda não existe é necessário enviar um projeto para a Guiness explicando com o máximo de detalhes a façanha almejada. Aí dependerá de a empresa decidir se o recorde merece ou não o seu aval. Se você quer tentar a mão, o meio mais eficiente de entrar em contato com a Guiness é por email. Mas é preciso insistir. Os editores estão sempre muito ocupados. "Nos últimos 12 meses recebemos pelo menos 20.000 consultas do mundo inteiro", diz Hayes.

O Brasil figura em diversas páginas do Guiness. O paulista José Carlos Ryoki Inoue, de 54 anos, detém um recorde que pode ser considerado bastante honroso: de acordo com o Guiness, ele é o escritor mais prolífico do mundo, com 1.046 livros publicados entre os anos de 1986 e 1996. "Figurar no Guiness foi uma consequência natural do meu trabalho", diz Ryoki, cuja produção literária é marcada por livros de bolso assinados com pseudônimos - George Fletcher, Jesse Taylor, James Monroe. Outro brasileiro, bem mais famoso, que está se empenhando para juntar as evidências necessárias e ter um recorde aprovado pelo Guiness é o cantor sertanejo Daniel. Ele teria gasto 25 horas autografando para mais de 30.000 fãs em setembro do ano passado. Haja Bic.

É nós na fita

Há vários recordes brasileiros registrados no Guiness Book

- O menor jornal do mundo é o Vossa Senhoria, publicado pela primeira vez em 1935, medindo apenas 3,5 x 2,5 centímetros.

- A novela mais cara e com mais atores até hoje gravada foi Torre de Babel, escrita por Sílvio de Abreu. O custo foi de 17 milhões de dólares e empregou 300 atores.

- A maior formação em queda livre teve 588 pára-quedista e aconteceu no Rio de Janeiro, em abril deste ano.

- O soldado mais jovem da história foi Duque de Caxias, que ingressou no Exército aos 5 anos de idade, em 1808.

- O maior carnaval do mundo é o de Salvador, atraindo 2 milhões de pessoas e gerando uma receita de 254 milhões de dólares.

- O maior público em um jogo de futebol foi 199.854 pessoas, na final da Copa de 50, entre Brasil e Uruguai, no Maracanã.

- A maior bandeira já hasteada foi a brasileira. Media 70 x 100 m e tremulou em Brasília.

- O maior show de rock aconteceu em Copacabana, onde Rod Stewart cantou para 3,5 milhões de pessoas no Réveillon de 1994.

- O cemitério mais alto do mundo fica em Santos. O Memorial Necrópole Ecumênica, construído em 1983, tem 10 andares.

- O peixe mais feroz, a piranha, o mamífero mais lento, o bicho-preguiça, e o maior roedor do mundo, a capivara, também são brasileiros.

Festival de excentricidades

O Livro dos Recordes é também um coquetel de esquisitices

- A norte-americana Teighlor é a modelo mais pesada do mundo: no início da década de 90, ela pesava 326 quilos e apareceu de biquíni em diversos pôsteres, calendários e cartões postais da Flórida.

- Em 1998, Jim Chichon, do Estado da Pensilvânia, EUA, conseguiu lançar um jato de lágrimas a quase 2 metros de distância.

- O texano Jackie Bibby sentou em uma banheira com 35 cascavéis (sem retirar as presas nem o veneno), em junho de 1998.

- O maior funeral espacial ocorreu em 1997: as cinzas de 24 pessoas foram lançadas em órbita.

- O britânico Andy Green andou a 1.227 km/h dentro de um automóvel no deserto de Nevada, Estados Unidos, em 1997.

- O terremoto com mais fatalidades da história teria matado mais de 1 milhão de pessoas no Mediterrâneo, no ano de 1201.

- O cachorro mais rico da história foi um poodle chamado Toby, que, em 1931, recebeu uma herança de 15 milhões de dólares de sua dona em Nova York.

- O maior jogo de pôquer registrado deu a Huck Seed, de Las Vegas, 2,3 milhões de dólares, em 1996.

- O automóvel mais longo do mundo é uma limusine montada pelo californianos Jay Ohrberg. Ela mede 30 metros e tem até piscina com trampolim no seu interior.

- A maior caminhada de todos os tempos foi feita por Arthur Blessitt, da Flórida. Em jornada iniciada em 1969, ele andou 53.000 quilômetros ao redor do mundo.


(texto publicado na revista Super Interessante nº 11 - ano 14 - novembro de 2000)

E se... a Terra tivesse a gravidade de Marte? - Evanildo da Silveira


Para começar, aquela famosa maçã inglesa teria caído na cabeça de Newton com sua força reduzida em duas vezes e meia. Será que assim ele teria dado menos importância ao fato, atrasando a descoberta da Lei da Gravidade? Bem, nem perca tempo pensando nisso: não há nenhuma comprovação histórica de que o episódio da maçã tenha realmente ocorrido. O certo é que se, de uma hora para outra, o nosso planeta passasse a ter uma força gravitacional igual à de Marte - 3,7 m/s² contra os atuais 9,8 m/s² -, toda a vida terrestre caminharia para a extinção.

Pouco a pouco, iríamos literalmente ficando sem ar. "Os gases da alta atmosfera escapariam da gravidade da Terra e se espalhariam pelo Universo", diz o  físico Odylio Aguiar, especialista em detecção de ondas gravitacionais da Divisão de Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Inpe. Outro fenômeno apocalíptico ocorreria nos oceanos. "Com uma atmosfera mais rarefeita, a água entraria em ebulição a uma temperatura inferior a 100ºC", afirma Aguiar. "Bastaria um clima ameno de 25ºC para o mar ferver."

Como se não bastasse, nosso satélite natural, a Lua, se desgarraria da Terra. O mais provável é que acabasse capturada pela órbita do Sol, aproximadamente à mesma distância que nos encontramos dele. "A Lua eventualmente poderia ser recapturada pela órbita terrestre, várias voltas (anos) depois, ou até se chocar com nosso planeta. Tudo dependeria da direção em que ela estivesse se deslocando no exato momento dessa repentina alteração em nossa gravidade, e também da influência gravitacional dos outros planetas", diz o físico.

Outros fatores essenciais para a vida seriam afetados de maneira igualmente assombrosa. "A gravidade determina a pressão, a densidade e a temperatura - nada menos que as condições que dão forma aos elementos químicos. É a principal força, em escala macroscópica, que vai modelar física e geometricamente os seres vivos", afirma o astrônomo Othon Winter, da Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista, UNESP, de Guaratinguetá.

Por causa disso, a Terra poderia abrigar bichos e plantas bem maiores que os atuais. "Se tivessem a mesma estrutura físico-química, eles poderiam ser realmente imensos", afirma o físico Roberto de Andrade Martins, do Departamento de Raios Cósmicos do Instituto de Física da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp. "Se levarmos em conta apenas o fator de resistência física, um elefante deste mundo hipotético poderia ter um tamanho 2,5 vezes maior do que o elefante que conhecemos, mantendo as mesmas proporções!"

Martins lembra, no entanto, que não é apenas a gravidade que determina as dimensões dos seres vivos. "Podem existir fatores biológicos, e não físicos, que limitam o tamanho dos animais e dos vegetais", diz ele. Afinal de contas, existem na Terra desde camundongos minúsculos até grandes ratazanas, com estruturas físicas semelhantes; existiam no Brasil tatus e preguiças gigantes, que se extinguiram por motivos biológicos. Numa frase: o tamanho de um animal não é determinado apenas pela possibilidade física de que ele sustente o seu próprio peso.

Para completar, o próprio homem se tornaria um gigante - pelo menos em força. "Uma pessoa que consegue segurar ou erguer um objeto de 40 kg na gravidade normal, poderia com igual esforço, fazer o mesmo com um objeto de 100 kg", afirma Martins. "Um jogador de futebol num mundo desses, desde que com condições de respirar normalmente, daria um chute que forneceria exatamente a mesma velocidade à bola. A diferença é que ela poderia ir 60% mais longe." Ou seja: uma patada de fazer inveja a qualquer Netinho ou Éder Aleixo.


(texto publicado na revista Super Interessante nº 11 - ano 14 - novembro de 2000)

Cinema: A fera dos efeitos: Fausto De Martini - Larissa Faria


O paulistano Fausto De Martini cria personagens digitais para blockbusters americanos, de Guerra nas Estrelas à continuação de Avatar

O espírito das brincadeiras de infância, em que gostava de criar maquetes de robôs e naves espaciais usando papel e argila, foi o mesmo que guiou Fausto De Martini quando ele decidiu dar os primeiros passos em redes sociais. Martini recorreu à internet em busca de tutoriais para aprender a criar imagens em 3D. Por diversão, fez a própria concepção de um personagem do jogo de videogame StarCraft e postou o resultado em um fórum. "Isso chamou a atenção da produtora americana Blizzard, a dona da história", lembra. O ano era 2003, e estava dado o play, até hoje sem pause, da escalada de uma carreira que inclui nove anos na empresa, na qual ele chegou ao posto de diretor de arte e de onde partiu, em 2012, rumo a Hollywood. Lá, conquistou espaço entre os nomes que contribuem em blockbusters na área de efeitos especiais. Quando vem a São Paulo e participa do lançamento de jogos, é tratado como herói dos geeks.

Hoje com 40 anos, o designer está envolvido na elaboração de alguns dos efeitos da continuação de Avatar, com estreia prevista para 2018. Por contrato, não conta a ninguém sobre suas tarefas no longa. Foi assim também em Star Wars - O Despertar da Força (2015). Durante sete meses, Martini ficou de boca fechada enquanto comandava a reformulação da nave TIE Fighter. Segundo estimativas de mercado, um profissional do seu nível chega a embolsar mais de 100.000 dólares por um trabalho do tipo (ele não comenta valores).

Tudo é desenvolvido em sua casa, na região de Los Angeles, onde ele vive com a mulher (brasileira) e dois filhos (de 14 a 20 anos). As horas vagas são dedicadas ao projeto de criação de um mundo 3D próprio, em um planeta do futuro abalado por conflitos entre nações e grave poluição, que Martini sonha em transformar em jogo ou filme. Da terra natal, o paulistano senta falta da pizza. "Ela não se compara a nenhuma outra no mundo", garante.


(texto publicado na revista Veja São Paulo de 23 de março de 2016)

Paulistana Nota Dez: Alcione de Albanesi - Rafael Gonzaga


Nome: Alcione de Albanesi
Profissão: empresária
Atitude transformadora: fundou uma instituição que distribui donativos e implementa melhorias no sertão nordestino

A consciência da empresária Alcione de Albanesi para a necessidade de abraçar causas sociais vem de berço. Sua mãe, Guiomar, atua há anos no auxílio a onze creches na periferia da capital, onde são atendidas cerca de 2.000 crianças. Em 1993, Alcione resolveu iniciar a própria trajetória no voluntariado. Na ocasião, ela juntou-se a um grupo de vinte amigos e viajou para o sertão nordestino a fim de doar alimentos, roupas e brinquedos a famílias carentes. A iniciativa virou o ponto de partida para a criação, naquele mesmo ano, da Amigos do Bem, ONG que recolhe donativos e recursos para ser usados em melhorias naquela região. De lá para cá, o empreendimento construiu 380 casas e 112 cisternas, com 1,2 milhão de litros de água distribuídos por ano. Na área da educação, atendeu cerca de 10.000 crianças e adolescentes com acompanhamento escolar e cursos profissionalizantes, o que ajudou a encaminhar 150 jovens à universidade. Entre outras benfeitorias de infraestrutura e saúde, essas ações conjuntas já tiveram impacto na vida de 60.000 brasileiros. "Estamos quebrando um ciclo secular de miséria, abandono e analfabetismo", afirma a responsável pela iniciativa.

Com a participação de 5.000 voluntários, a instituição também foi responsável pela criação de 800 frentes de trabalho em setores como artesanato e cultivo de caju. "Não adianta ensinar a pescar sem viabilizar os meios para que as pessoas cheguem ao rio", diz Alcione. Uma loja com produtos da marca Amigos do Bem, localizada na Água Rasa, na Zona Leste, colabora na missão de angariar fundos para os projetos. A criadora da ONG dedica-se exclusivamente à instituição desde 2014, quando vendeu 80% das ações de sua empresa  de lâmpadas, a FLC. "Durante anos, consegui conciliar os dois trabalhos, mas, em dado momento, percebi que o projeto social era muito mais importante na minha vida", explica.


(texto publicado na revista Veja São Paulo  de 23 de março de 2016)

terça-feira, 31 de maio de 2016

Como e onde surgiu o xadrez?


O jogo surgiu no século VI na Índia, com o nome de Shaturanga, que significa "os quatro elementos de um exército", em sânscrito. "É que todos os componentes das forças militares da época estavam representados", diz o Mestre Internacional James Mann de Toledo, presidente da Federação Paulista de Xadrez. "A infantaria é formada pelos peões e a cavalaria pelos cavalos. Antigamente havia também carroças (depois trocadas por torres) e elefantes (posteriormente, bispos)."

A partir da Índia, o jogo foi para a China e a Pérsia seguindo as rotas comerciais. Aliás, é da palavra persa shah, que significa rei, que vem o nome xadrez. "Os árabes, que conquistaram a Pérsia em 651, se encarregaram de difundir a prática do jogo", afirma Carlo Callero, secretário-geral da Confederação Brasileira de Xadrez. Eles levaram seus tabuleiros para as aterras que invadiram no norte da África e, quando ocuparam Espanha e Portugal entre 711 e 1492, trataram de introduzir a novidade na Europa. Foi nesse período que o xadrez ganhou o formato atual, incorporando elementos típicos da Idade Média, como os poderosos bispos e as  torres dos castelos. "Também foi introduzida a rainha, a peça mais poderosa do jogo", diz James. As regras não se alteraram desde o final do século XIV.


(texto publicado na revista Super Interessante nº 1 - ano 15 - janeiro de 2001)



O que é a cola dos refrigerantes?


A cor, o sabor e o aroma do refrigerante mais popular do mundo vêm de uma pequena castanha da África tropical. Seu nome completo: noz de cola. São, na verdade, duas espécies de árvores chamadas coleiras - Cola acuminata e Cola nitida -, que pertencem à mesma família do cacau (as esterculiáceas). Estimulante natural, rica em cafeína, a cola sempre foi utilizada pelos povos africanos, que a deixam secar ao sol para depois mastigá-la antes das refeições, como digestivo, ou então para combater a fome e o cansaço. Até como moeda de troca ela chegou a ser adotada por certas tribos. Mas, segundo o engenheiro Roberto Moretti, do Departamento de Tecnologia da Faculdade de Engenharia de Alimentação da Universidade de Campinas, Unicamp, a quantidade de cafeína que entra na composição do refrigerante é quase insignificante. Além disso, nos dias de hoje o uso da castanha na fórmula da bebida já foi totalmente substituído por produtos químicos sintetizados em laboratório, que apenas simulam o gosto e o cheiro da noz de cola.


(texto publicado na revista Super Interessante nº 11 - ano 14 - novembro de 2000)

Diabetes e obesidade - Dr. Lair Ribeiro


Entrevista com João Carlos Martins (Programa A Máquina)


Entrevista com João Carlos Martins (Canal Livre)








Entrevista com João Carlos Martins (1976) - Concerto para piano