sábado, 11 de junho de 2016

Por que a gente tem medo de barata? - Renata Magnenti

Simples: as malditas habitam os lugares onde jogamos tudo o que não presta para nós.

É preconceito. O habitat de animais influencia no julgamento do ser humano, e, como as baratas vivem em locais como esgotos, ralos e lixos, onde se alimentam de detritos, elas não poderiam deixar de ser odiadas. Cupim e besouro, por exemplo, são insetos como esta criatura repugnante ao lado. Mas não temos medo deles. E ainda tem os fofinhos. "Algumas espécies de borboletas têm cores similares às das baratas, porém moram em árvores e em flores. Logo, nós as consideramos "graciosas", diz José Albertino Rafael, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Vale a mesma coisa para os ratos de esgoto e os hamsters. São roedores, mas um é odiado e o outro é bicho de estimação.

A psicologia dá outras explicações. Quando a memória registra um episódio ruim na infância, você não vai necessariamente se lembrar dele na fase adulta, mas um medo irracional pode permanecer. Esse pavor também pode vir de outros - por exemplo, de sua mãe subindo no sofá, gritando para o homem da casa se livrar do bichano.

(texto publicado na revista Super Interessante edição 294 - agosto de 2011)

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Entrevista com Leandro Karnal (Radioatividade da Jovem Pan de SP)


Um amor verdadeiro - Roberta Faria

Quando chegamos, não havia nada. Era só a velha casa de madeira e um terreno cheio de mato. Logo que a mudança assentou, meus pais  começaram a cavar. "Vamos plantar um pomar, uma horta e um jardim", disseram. Por catálogos, escolheram roseiras coloridas, pés de uva, amora e pêssego, sementes de legumes e verduras. Eu e meus irmãos adoramos: a gente iria comer fruta do pé, construir uma casa na árvore, pendurar um balanço de pneu.

Até que as mudas chegaram. E eram umas coisinhas mirradas - uns galhos de nada, os maiores da grossura de um dedo. Ficamos decepcionados. "Ah, mas é que demora", meus pais explicaram, "Quanto?", a gente insistiu. "Ah, anos." E eu, que era pequena, achei uma porcaria. Esperar tudo isso pra comer uma jabuticaba? Melhor comprar no mercado.

Neste verão, faz 26 anos que isso aconteceu. Meus pais continuam no mesmo endereço, mas hoje, da rua, quase não se enxerga a casa: ela está cercada de árvores. Da última vez que contaram, havia mais de 200 espécies, a maioria de frutas. Há flores e ervas por toda parte, uma horta respeitável, e até milho e feijão eles plantam para comer.

Erguer esse pequeno paraíso foi um esforço enorme, sem folga. Lembro dos meus pais a vida inteira chegando do trabalho e indo para o quintal cavoucar, adubar, podar, regar. Nos fins de semana, a lida começa cedo, e a ideia de tirar férias é uma tortura para eles - quem vai cuidar das plantas?!

Seria infinitamente mais fácil ter só um gramado e comprar a comida na feira. E essa paixão transforma o que seria um trabalho insano em fonte diária de pequenas alegrias. Ver uma semente brotando, o ipê dando as primeiras flores, um pé de carambola carregado de frutas, passarinhos fazendo ninho - e saber que tudo foi feito com as próprias mãos - é motivo de muito orgulho e sorriso lá em casa.

Todo mundo deveria ter uma paixão assim. Algo que te anima a levantar da cama e que te enche de ideias antes de dormir. Que te mantém curioso e te move a aprender coisas novas. Que te faz desligar do resto do mundo quando você está envolvido. Que te exige esforço e paciência, sim, mas te recompensa com resultados que não têm preço. Que alimenta planos e te faz apostar no futuro, mesmo que leve muito tempo para chegar aonde você quer - como plantar um pomar. E, principalmente, que não tenha o peso de uma obrigação - e seja apenas um compromisso com a própria felicidade.

A vida de todos nós já é cheia de "tem que" - a interminável lista de coisas necessárias a cada manhã, de trabalhar a passar fio dental, de dobrar a roupa recolhida a conferir a lição de casa das crianças, de comer mais fibras a declarar imposto de renda. Mas uma paixão, ainda que dê trabalho, deixa a rotina mais leve. São nossos cinco minutos de  férias por dia, que fazem a gente escapar das chatices, recuperar a sanidade e cultivar o gosto pela vida.

A minha é ler. Desde que me entendo por gente, não houve um dia em que eu não tenha aberto um livro, revista, dicionário, gibi, jornal - na falta, também servem folhetos de propaganda, rótulos de embalagem e bulas de remédio. Eu leio em todos os momentos possíveis, e nos outros também. Incontáveis vezes foi a leitura que me salvou de um dia ruim ou me deu a solução para um problema difícil. Ser fisgada por uma boa história é um dos maiores prazeres da minha vida, e buscar novos volumes para colocar na estante, uma alegria infinita. Com certeza eu dormiria mais se não lesse tanto, e possivelmente poderia comprar um carro com o que gastei em livros até hoje - mas não sei como seria feliz.

Por isso, neste ano novo, te desejo que você encontre - ou se reconecte com - uma  grande paixão, seja qual for. E que ela ajude a preencher sua vida com mais graça, leveza e descobertas. Esta edição está cheia de histórias para te inspirar. Boa leitura ;)


(texto publicado na revista Sorria para ser feliz agora nº 77 - jan/fev de 2016)

Silenciar sentimentos pode colocar a sua saúde em risco (O Segredo)



Quantas coisas reprimimos diariamente? Guardamos sentimentos como quem esconde um tesouro roubado, no entanto, não roubamos sentimentos, portanto, não faz sentido escondê-los de uma forma tão dura assim. Não é mesmo?

“Você pode se enganar e enganar muitas pessoas fazendo o papel de bonzinho, de coitadinho ou contar mentiras para não ferir essa ou aquela pessoa. Você pode esconder tudo de todo mundo, mas o seu corpo sente e reage as agressões que você tem cometido contra ele.

Se você continua naquele relacionamento que não suporta mais, naquela rotina que tira a sua alegria, naquela sociedade que já se desgastou, naquele emprego que rouba o seu prazer, ou naquela amizade mais falsa que nota de R$ 60,00, o seu corpo vai sentir essas emoções e como uma bateria, vai carregar e armazenar esses sentimentos, até que um dia vai explodir como bomba atômica.

Desde crianças, somos obrigados a segurar ás emoções. Muitos pais ensinam que chorar é “sinal de fraqueza”, “masturbação é pecado”, “sexo é vergonhoso e ter prazer é coisa de pessoas sem vergonha”. Desde muito pequeno, vamos sendo castrados em nossos sentimentos e emoções e quando podemos tomar nossas próprias decisões, em nome de “convenções da sociedade”, seguramos nossa raiva, nossa indignação, não abraçamos nossos amigos, não beijamos mais por uma vergonha besta e ridícula. A menina não abraça a menina por ter medo de ser chamada de “sapatão”, o menino não abraça o menino com medo de ser chamado de “bicha” e os homossexuais, escondem seus sentimentos com medo de serem rechaçados pela família e pela “comunidade”.

Assim, vamos armazenando sentimentos que precisam sair de alguma forma, e normalmente, todas as emoções se traduzem em raiva e/ou tristeza, uma sombra que se esconde por trás de sua aparente figura. Quanto mais tempo você sofrer calado, mais doente vai ficar…” – Paulo Roberto Gaefke

É, de fato, no final das contas, o maior prejudicado é você!

1. O meio-termo entre a necessidade da fala e o silêncio

Sabemos que o silêncio é sábio, e é sempre bom pensar antes de falar, afinal, ante algumas palavras ignorantes, ante um comentário fora do lugar ou ante uma expressão inadequada, optemos sempre por fechar a boca e agir com mais inteligência do que aquele que fala sem pensar.

Mas devemos encontrar um equilíbrio entre o silêncio e defesa de nossas necessidades:

Silenciar nossos sentimentos ou nossos pensamentos deixa que, a pessoa que está na nossa frente, não saiba que está nos machucando, ou que está ultrapassando alguns limites. Ninguém consegue adivinhar o pensamento dos outros, por isso se não dizermos aquilo que nos faz mal ou que nos ofende, as outras pessoas não o saberão.

Existem silêncios sábios e palavras sábias. Saber quando se calar e quando falar é, possivelmente, a melhor habilidade que podemos aprender a desenvolver. Não se trata, de modo algum, de estar sempre caldo ou de dizer aquilo que temos em mente. Os extremos nunca são bons. Mantenha o equilíbrio, mas lembre-se sempre que esconder os sentimentos pode nos machucar. Você permite que outros invadam seu espaço pessoal, que atravessem os limites e que falem por você ou que escolham por você. No final, você será quase uma marionete guiada por fios alheios.

2. As palavras silenciadas convertem-se em doenças psicossomáticas

Você não ficará surpreso em saber que a mente e o corpo estão intimamente relacionados e conectados. A conexão é tão grande que os especialistas advertem que quase 40% da população sofre ou sofreu em sua vida com alguma doença psicossomática.

O nervosismo, por exemplo, altera nossas digestões, causa diarreias ou a clássica dor de cabeça. Muitos herpes labiais são desencadeados por processos de estresse elevados, de nervosismo e febre. Logo, ficar calado todos os dias e internalizar o que sentimos e o que pensamos gera em nosso organismo uma alta carga de ansiedade.

Pense em todas aquelas palavras que não deseja dizer aos seus pais ou aos seus amigos para não ferir seus sentimentos. Eles fazem as coisas por você pensando que estão ajudando, quando na verdade não estão contribuindo. Por que você não conta a verdade?

Tudo isso, no final, irá originar doenças psicossomáticas, enxaquecas, pressão alta, cansaço crônico.

3. Dizer em voz alta suas palavras: a chave do desabafo emocional

Não tenha medo de escutar sua própria voz, e muito menos que os outros também o façam. É algo tão necessário como respirar, como comer, dormir. A comunicação emocional é ideal para o nosso dia a dia, para estabelecer relações mais saudáveis com os demais e, logicamente, com nós mesmos.

Aqui vão algumas dicas básicas para obter sucesso:

– Pense que tudo tem um limite. Se não dizermos em voz alta tudo aquilo que pensamos e sentimos, não estaremos atuando com dignidade, perderemos nossa autoestima e o controle de nossa vida. Primeiramente, tome consciência de que dizer o que está pensando e precisando é um direito.

– Dizer o que você pensa não é causar danos a ninguém. Significa se defender e, por sua vez, informar aos demais de uma realidade que deveriam conhecer.
–Não fique preocupado com a reação das outras pessoas, não tenha medo. Porém, se você se preocupa muito com o que pode acontecer, pode se preparar ante as possíveis reações. Um exemplo: está cansado do fato de que seus pais apareçam em sua casa todos os finais de semana e que não está tendo relações com seu companheiro. De que maneira você acredita que irão reagir? Se você acredita que eles irão ficar chateados, prepare-se para justificar que não existe razão para magoas. Caso você pense que eles ficarão machucados, prepare também o modo como irá argumentar, para não feri-los.

Pense que as palavras, dizer em voz alta aquilo que sentimos e pensamos é, na verdade, o melhor modo de liberação emocional que existe. Pratique-o com sabedoria, cuide de si mesmo.

5 coisas que acontecem quando você encontra sua alma gêmea - Luiza Fletcher (O Segredo)



1. Milagres começam a acontecer

Quando você encontra aquele que foi feito para você, sua alma gêmea, pode parecer um milagre. Por que não seria possível que outras coisas extraordinárias acontecessem? Com o seu novo senso de amor, realização e pertencimento ao outro, você começa a notar outras coincidências felizes.

A sua conexão com sua alma gêmea era uma parte de seu destino. Agora que você está no caminho para completar esta parte do seu propósito de vida, outras coisas começarão a acontecer para você também.

2. Sua alma gêmea ajuda a resolver problemas para os quais você não tinha resposta antes

Não ter um parceiro amoroso era como um problema que precisava ser resolvido. Agora que o buraco no seu coração foi restaurado, você pode concentrar sua energia em outras coisas que precisam de conserto.

Com a ajuda de sua alma gêmea, vocês dois podem tanto trabalhar para encontrar soluções em conjunto. Duas mentes e corações são muito melhores do que um para superar qualquer obstáculo. Seu parceiro apoia seus sonhos e quer que você seja feliz, assim vai concentrar sua energia em te ajudar a fazer o que precisa ser feito.

3. Você se conecta mais profundamente com os amigos e parentes

Uma vez que você encontrou sua alma gêmea, as outras conexões significativas em sua vida tornam-se mais significativas também. Você encontrou uma maneira de se relacionar tão profundamente com uma pessoa que aprecia o valor dessa forte ligação com os demais. Você começa a procurar oportunidades de se ligar estreitamente com as outras pessoas especiais em sua vida.

Você começa a passar mais tempo com a família e amigos. Aprende a apreciar o amor que você e sua alma gêmea criaram.

4. O amor acontece para outras pessoas ao seu redor também

Depois de ter encontrado a sua alma gêmea, você começa a ajudar os outros a verem a possibilidade de conexões amorosas ao seu redor. A qualidade de uma alma gêmea é agora uma das características mais desejáveis ​​em um parceiro, de acordo com uma pesquisa Gallup com homens e mulheres com idade de 20 a 29. Agora que você encontrou sua alma gêmea, quer que seus amigos também encontrem e experimentem a felicidade que você vive.

5. Sua visão de mundo muda

Sua alma gêmea vai ajudá-lo a ver as coisas de uma maneira diferente. Você tem perspectivas positivas e animadas para o futuro que não poderia ter tido antes.

Você começa a pensar sobre o legado que vai deixar para as gerações futuras. Vão construir uma família juntos? Como será o mundo para sua futura família? Mesmo se vocês decidirem não ter filhos, começará a se perguntar sobre como pode ajudar os outros a verem que o verdadeiro amor é realmente possível, mesmo em um mundo que não acredita em almas gêmeas

E se... o 11 de setembro não tivesse ocorrido? - Sérgio Gwercman

A primeira dúvida é quem seria o presidente dos EUA hoje. Antes do 11/9, George W. Bush era um governante apagado, rejeitado por quase 40% do eleitorado. Depois dos atentados, foi promovido a estadista com aprovação de até 90%. Não é à toa que para muitos analistas Bush jamais se reelegeria sem ter a bandeira da luta contra o terror. E, nesse caso, o atual presidente tampouco seria John Kerry, derrotado por Bush em 2004 - veterano do Vietnã, ele só foi para a disputa porque o clima bélico do país exigia candidatos com experiência militar.

Se os EUA não estivessem em guerra, os democratas teriam outro candidato. E Al Gore seria o favorito. Afinal de contas, ele havia recebido mais votos que Bush nas eleições de 2000 e só não levara a Presidência por causa do complicado sistema eleitoral americano.

Como seria a gestão Gore? Ambientalista das antigas, seu governo poderia ser marcado pela entrada dos EUA no Protocolo de Kyoto. Seria uma mudança significativa para o planeta - os americanos emitem 25% dos gases que provocam o efeito estufa. "Gore provocaria um efeito em cadeia. Teríamos mais empresas ecológicas, mais políticos preocupados com o verde", diz o jornalista Sérgio Abranches, especialista em questões ambientais. Para Abranches, até o Brasil sofreria consequências. "Seríamos pressionados a zerar as queimadas na Amazônia, que representam 80% das nossas emissões", diz.

Mas é bobeira acreditar que Bush entregaria a Presidência de bandeja. Sem o  terrorismo, ele buscaria outras questões capazes de mobilizar a opinião pública. Em especial, os eleitores do interior, conservadores e religiosos, que sempre o apoiaram. "A Presidência focaria toda a atenção em eleitores famintos por ações firmes contra o aborto, a pesquisa com células-tronco e os direitos gays", escreveu o analista político Frank Rich na edição da revista New York dedicada a discutir como seria o mundo hoje sem os atentados de 2001. Se você se assustou com a onda conservadora que varreu a América sob Bush, pense que sem 11/9 talvez ela fosse mais forte ainda. Pior: com um presidente eleito especialmente para cuidar que as coisas ficassem assim.



(texto publicado na revista Super Interessante edição 230 - setembro de 2006)

Um aluno sofreu bullying por tanto tempo, que sua professora decidiu fazer uma loucura (Não acredito)


Foi noticiada recentemente a história de um menino de 8 anos que foi atormentado terrivelmente por usar uma mochila com o desenho de um pônei. Histórias de crianças que sofrem bullying ou são perseguidas são bem comuns, e parece que muitas escolas, ou ignoram o fato, ou não sabem bem como lidar com isso. Mas há alguns casos positivos por aí. Uma história muito legal sobre uma professora que encontrou uma maneira de ensinar algo sobre relações interpessoais está circulando pela internet recentemente:

"Eu decidi parar em uma loja esta manhã e comprar duas maçãs. Durante o nosso encontro matinal (onde nós sentamos em um círculo e fazemos lições em espiral), eu disse à minha turma que nós iríamos tentar algo diferente. Eu mostrei as minhas duas maçãs e pedi à eles para listarem as diferenças e similaridades entre elas. Elas eram exatamente iguais em cor e formato... uma era um pouco mais brilhante e maior, mas esta era, literalmente, a única diferença.

Depois, eu segurei a outra maçã, que era apenas um pouco mais sem com e menor e disse: "Nojenta. Esta maçã parece nojenta!". Depois disso, a deixei cair no chão. Meus alunos todos me olharam como seu eu fosse LOUCA! Alguns riram desconfortavelmente, mas na maior parte do tempo, eles pensaram que eu havia enlouquecido. 

Em seguida, eu a peguei do chão e passei para o aluno sentado ao meu lado e disse: "Esta maçã não é ridícula? Você deveria dizer algo ruim para ela e fazer isso!" Novamente, eu a deixei cair na minha frente. "Agora passe-a para a pessoa ao seu lado para que ela também faça algo ruim com a maçã."

Resumindo, meus alunos se empolgaram em dizer coisas ruins e dolorosas para esta maçã e em jogá-la no chão na frente deles. "Eu odeio a sua casca.", "Você tem uma cor vermelha feia.", "O seu cabo não é muito comprido", "Você, provavelmente, está cheia de vermes.", e por aí foi...

Então, quando esta pequena maçã voltou para as minhas mãos, todos tiveram a chance de realmente esculachar a pobre fruta. Eu, sinceramente, comecei a sentir simpatia por um objeto inanimado, mas, enfim... eu segurei as duas maçãs para os meus alunos olharem e pedi a eles para listarem, agora, as similaridades e diferenças entre elas novamente. Foi a mesma coisa, realmente não havia diferença. Mesmo despois deles terem deixado ela cair repetidamente, você não conseguia dizer que ela tinha algum dano.

Eu peguei uma tábua e uma faca e comecei a cortá-la. Ela era perfeita, e todas as crianças falavam oooohhh e aaaahhh...

Depois eu cortei a segunda, e quando a abri, ela estava cheia de partes molengas e marrons, totalmente machucada por dentro, por causa das quedas. Quando eu a segurei, os alunos exclamaram "EEECAAAA. Eu não quero comer ESSA maçã! Ela está nojenta..."

Foi quando eu olhei para eles e disse: "Mas nós todos não contribuímos para a maçã ficar assim? Nós fizemos isso, por que não deveríamos comê-la?" Eles meio que pararam e ficaram muito quietos, e eu continuei: "Viu, gente, isso é o que nós fazemos com outras pessoas quando dizemos coisas maldosas e que machucam. Quando fazemos fofoca ou chamamos alguém de feio, ou dizemos à esta pessoa que ela não é boa o bastante, ou que ela não pode ser nossa amiga. Nós a estamos deixando cair e causando MAIS UM hematoma. Um hematoma que talvez não apareça exteriormente é MUITO REAL, e pode ser muito destrutivo internamente. Ele não desaparece tão fácil. Os hematomas ficam piores e mais profundos. ISSO...", eu disse enquanto segurava a maçã, "é o que nós fazemos uns com os outros. Nós temos que parar de nos derrubarmos.

Eu nunca vi meus alunos entenderem algo tão rapidamente antes. Foi tão real para eles... alguns choraram e riram e foi muito emocionante, mas absolutamente incrível. E eles tiveram que escrever sobre tudo o que aconteceu, e algumas respostas que eu recebi... bem, eu chorei durante todo o meu almoço. Tantas crianças vieram e me abraçaram depois, e disseram que estavam tão felizes que um professor havia "sacado".


O bullying é um fenômeno onipresente e atemporal. É um problema que está frequentemente sobre a cabeça de pais e professores. Talvez a lição desta professora estimule conversas importantes nas escolas. De qualquer forma, é uma mensagem importante para se compartilhar.

Como a política mata ciclistas - Denis Russo Burgierman

Nunca andamos tanto de bicicleta - e por isso mesmo nunca houve tão pouco espaço para elas. E para mudar isso só há um caminho: acabar com a miopia urbanística dos governantes.

Cada um de nós tem uma escolha a fazer sobre como chegar ao trabalho todas as manhãs. Podemos ir de carro, a pé, de transporte público, de táxi, de moto, de bicicleta. Há prós e contras para todas as opções. Ônibus é mais barato, mas também não é nenhuma pechincha: em São Paulo, onde a passagem custa R$ 3, um mês de ida e volta de ônibus custa R$ 180 por pessoa, 30% do valor do salário mínimo. E é infernal: implica muito aperto, muito tempo perdido, muito susto com motoristas estressados... (e quem não se desequilibraria passando o dia no trânsito?).

É tão ruim que uma minoria crescente da população opta por ter um carro. A vida com carro não é boa, mas é muito melhor do que dentro do ônibus. Os vidros fumê, o ar condicionado e a música ambiente dão a sensação de que está tudo bem, apesar de Sodoma e Gomorra lá fora. Ter carro é caro: custa mais de R$ 1 mil por mês, se t udo for colocado na conta (impostos, estacionamento, gasolina, depreciação do veículo). E há vários contras para o resto da cidade: essa opção implica poluição, piora do clima, custos para a saúde. Além dos usuários de transporte público e carro, há quem prefira caminhar (a escolha mais barata), outros andam de táxi. E há quem opte pela bicicleta.

Bicicleta só não é mais barato do que caminhar. E, além do custo baixo, ela é boa para quem pedala (evita obesidade, depressão, doença cardíaca, câncer, melhora o sono, o sexo, a disposição) e para a cidade (reduz o trânsito, não emite poluentes, não piora o clima e reduz gastos públicos com saúde). A prefeitura de Copenhague calculou que, a cada quilômetro que uma pessoa anda de carro, a cidade gasta R$ 0,30. A cada quilômetro pedalado por uma bicicleta, a cidade ganha R$ 0,70 (com o incremento do turismo, por exemplo). Ou seja, abrir espaço para bicicletas é bom para todo mundo.

A boa notícia é que nunca se pedalou tanto. Só na cidade de São Paulo o número dos deslocamentos de bicicleta subiu de 47 mil por dia em 1987 para 147 mil em 2007 (data das estatísticas mais recentes). Isso é quase o dobro dos deslocamentos de táxi (78 mil). Em países bem administrados, os cidadãos são estimulados a escolher aquilo que é melhor para todos. Na Bélgica, por exemplo, ciclistas pagam menos impostos. Já no Brasil, pedestres e ciclistas são punidos com a falta de espaço.

O prefeito é o responsável por construir infraestrutura para a cidade. Ele cobra impostos de todos os habitantes e, com esse dinheiro, tem a obrigação de tornar o espaço público adequado para todo mundo. Nas cidades brasileiras, a maior parte dos investimentos no espaço público é tradicionalmente voltada para quem anda de carro - o dinheiro que a prefeitura toma de todo mundo é gasto com um só grupo.

Por quê? Por inércia. Na nossa cultura política, o que rende voto é obra monumental - basicamente grandes viadutos e avenidas. Não por coincidência, as empreiteiras que fazem essas obras são as grandes financiadoras das eleições. Ou seja, o dinheiro doado na campanha volta multiplicado ao bolso de quem "doou". Esse ciclo vicioso, por si só, não é o responsável pela quase inexistência de infraestrutura para ciclistas no Brasil, mas ajuda. É que as obras viárias matam dois coelhos dos políticos com uma cajadada só: rendem contratos gordos para os financiadores de campanha e votos, muitos votos. Mas essa é uma visão caduca.

Não é de hoje que bom urbanismo ganha eleição - e não é exagero concluir que essa tendência vive um auge histórico. O caso do Bike Rio serve de exemplo. Trata-se de um sistema de aluguel de bicicletas a exemplo do Vélib, de Paris: você aluga a bicicleta num ponto e devolve em outro. Esperavam que o sistema tivesse 7 mil usuários. Pouco depois da inauguração, em outubro de 2011, eram 45 mil. Moral da história: construa uma boa infraestrutura, e a bicicleta como meio de transporte virá - para o bem de todos.

Olhar com atenção para esse assunto não é só uma questão de urbanismo, inclusive, mas de segurança pública. Em março, a ciclista Juliana Ingrid Dias morreu esmagada por um ônibus na Avenida Paulista, em São Paulo. Ela foi uma entre os 3 ciclistas mortos no Brasil naquela semana. José Carlos Lopes, o motorista do ônibus que a matou, disse que a conhecia, que a via todos os dias, que ela era consciente, cuidadosa, educada, "tinha noção do espaço dela". Mas não havia espaço para ela. E enquanto a visão urbanística dos nossos prefeitos continuar míope, as mortes não vão parar.


(texto publicado na revista Super Interessante edição 303 - abril de 2012)

E se... todo mundo andasse pelado? - Otávio Comen

Se a espécie humana tivesse sobrevivido aos últimos 30 mil anos sem se vestir (ou se, em dado momento, uma revolução cultural tivesse abolido esse hábito), ela ocuparia uma faixa bem menor do planeta. A população ficaria concentrada nas áreas urbanas de cidades de clima ameno, como São Paulo. Circular ao ar livre em lugares muito frios seria impossível. Se a temperatura do corpo ficar abaixo de 32ºC, algumas enzimas essenciais param de funcionar - e os órgãos que dependem delas também. Até o seu raciocínio fica mais lento. Se a temperatura sobe demais, ocorre o mesmo. "Não aguentamos variações acima de 5ºC na temperatura interna do corpo, que fica perto de 36,5ºC", diz o biólogo José Eduardo Wilken.

No verão, livrar-se das roupas será um alívio, mas exigirá cuidado com a radiação solar, já que elas funcionam como um bloqueador eficaz (o fator de proteção solar varia segundo o tecido, a trama e a cor. Uma camiseta clara de algodão tem FPS perto de 15. Roupas com tratamento especial têm FPS 50 ou mais). Entre os brasileiros, o câncer de pele é o mais comum - sem roupa, dá-lhe protetor e ruas vazias entre 10h e 16h, quando a radiação é mais forte (recomendação manjada, aliás, e muito ignorada).

As cidades estariam preparadas para uma multidão de pelados (e descalços). O chão de espaços públicos seria revestido com pisos confortáveis. Dividir assento com desconhecidos não seria problema: os bancos teriam proteção descartáveis ou você traria seu próprio tapetinho para evitar a proliferação de doenças, especialmente as transmissíveis pelo contato indireto dos genitais, como sífilis e HPV.

Sem roupas, não haverá o constrangimento da nudez, e o conceito de privacidade associada ao corpo seria diferente. Para o psicólogo Oswaldo Rodrigues, nossa tendência seria resistir menos aos impulsos sexuais. Isso não significa fazer mais sexo e, sim, tratar com naturalidade padrões diferentes de comportamento que envolvem intimidade, como transar em público. Outros códigos de conduta não mudariam tanto. "As roupas reúnem as pessoas em grupos", diz o sociólogo Alexandre Bergamo. Elas traduzem tipos de trabalho, status etc. E são referências inerentes à vida em sociedade. Ou seja: você aposentou o terno, mas teve de tatuar ou usar no pulso algo parecido.


(texto publicado na revista Super Interessante edição 303 - abril de 2012)

quarta-feira, 8 de junho de 2016

10 coisas que você deveria ter aprendido aos 12 anos - Carlos Mion (O Segredo)


Aprendemos a fórmula de Bhaskara mas não nos ensinam fórmulas para se viver bem em sociedade e ter mais qualidade de vida.

1. Dosagem



A forma mais inteligente de fazer coisas chatas ou rotineiras é a divisão das tarefas através de lotes, de pacotes, assim como o seu cérebro faz o tempo inteiro. É provável que você tenha sido ensinado ou aprendido sozinho mesmo, a enxergar o todo primeiro para depois cumprir a obrigação.

Vou explicar melhor:



Sua mãe dizia: filho, limpe a cozinha. Quando essas palavras ecoam na sua cabeça você já imagina que passará a tarde toda trabalhando, que ficará cansado, que é muita coisa pra fazer, que é um trabalho chato, que não vai acabar nunca e por aí vai. Enxergando o todo primeiro, a tarefa parecerá muito mais demorada e chata do que realmente é. A solução? Dosar a tarefa, sim! Você deveria ter aprendido isso antes.

Vamos a um exemplo: Em vez de visualizar você cumprindo uma tarefa absurdamente chata e que você não quer fazer, divida a mesma em partes para ir fazendo um check list:
Lavar a louça / Limpar o fogão / Limpar a geladeira / Limpar o chão… e etc…

Pode parecer que isso não muda nada, mas muda. Seu cérebro trabalha melhor com a ideia de pacotes. Pequenas tarefas cumpridas dão a você a sensação de capacidade e completude. Você se sente mais engajando para terminar a lista dessa forma.

Se você estabelecer metas em lote então, você pode terminar o trabalho ainda mais rápido. Por exemplo. Tenho 1 hora para completar a tarefa 1 e 2. E assim por diante. Mas nesse caso, seria interessante que as tarefas estivessem ligadas uma a outra em linha, ou seja, fossem coisas parecidas ou que uma dependesse da outra.

Se seguisse esse raciocínio desde pequeno, muita coisa na sua vida poderia ter sido mais prazerosa e menos chata. Não fazia antes? Faça agora!

2. Seja proativo, e não reativo



Em vez de esperar algo acontecer para aí você reagir, experimente simplesmente tomar a iniciativa primeiro, ou seja, fazer o jogo acontecer por conta própria. Além de poupar muito tempo esperando algo acontecer, essa atitude faz com que você perceba o seu poder sobre a sua própria vida.

Você pode ficar sentando e esperar alguém fazer algo que você queira, mas essa espera demasiada pode transformar você em um indivíduo ansioso e passivo demais. Se você só agir quando algo acontecer, ou seja, for apenas reativo, você sempre terá que lidar com algo que já teve início e que nem sempre sairá do jeito que você quer.

É importante você não se acostumar a apenas completar as coisas. Quanto mais contato você tiver com a sua própria essência, mais condições de ser feliz você terá.

3. Evite agredir a si mesmo 


Evite punir a si mesmo toda vez que comete algum erro ou falha. Se você se culpa, se condena e se agride o tempo inteiro por qualquer erro bobo, você acaba criando um hábito de autoflagelamento o que por si só é um mecanismo que destrói sua autoestima com o tempo.


Ao errar, perder, falhar, tente ser proativo e buscar meios de contornar o problema. Entenda que não estou dizendo para você dizer que não errou. Reconhecer seu fracasso é fundamental para que você possa evoluir. O que eu estou sugerindo é que em vez de iniciar uma autoagressão imediatamente, procure outra solução para o problema, ou melhor, duvide das certas que tem sobre fracasso. Muitas vezes algo não depende apenas de nós para dar certo. Perfeccionismo nem sempre é o melhor dos caminhos.

4. Primeiro dê valor, depois queira receba valor


Isso pode parecer algo ilógico, afinal de contas você é uma pessoa especial e merece toda a atenção do mundo, não é verdade? Bom, isso é o que o seu ego quer que você acredite, mas esse tipo de comportamento só leva você ao egoísmo, e egoísmo com um ego “problemático” só gera mais e mais transtornos.


Se você quer receber mais valor, seja qualquer tipo for (afeto, dinheiro, respeito, oportunidade) você precisa primeiro dar esse tipo de valor, uma vez que provavelmente você receberá de volta o que você mesmo deu. Ao longo do tempo você recebe o que dá. Gentileza gera gentileza, já ouviu isso né?

Mas porque sou legal com todo mundo e ninguém é legal comigo? A resposta é simples, você está esperando algo em troca, e na vida as coisas não vem em mão certa, quero dizer, não é porque você doou R$ 100,00 para a caridade que alguém dará R$ 100,00 reais para você depois. Pode ser que o retorno venha de outra forma. É por isso que você deve se preocupar mais em dar valor do que em receber.
Seria muito bom receber coisas sem merecer, ganhar por nada, mas se olhar na prática, isso raramente acontece, e quando acontece, vai embora rapidinho.

5. Converse com as pessoas como se elas fossem seu melhor amigo


Acredite, fazer contato é uma das coisas mais importantes na vida. Mas nem sempre é fácil conhecer pessoas novas ou interagir bem com elas. Às vezes as palavras não saem e até não vemos motivo para conversar com um desconhecido.


O segredo é você conversar com todo mundo como se fossem seu melhor amigo. Isso mesmo. Sorria, brinque, fala sobre como está o dia, conte uma piada. Finja que você já tem alguma intimidade com a pessoa, e naturalmente ela vai imaginar que vocês realmente já têm alguma intimidade.

Entenda que não estou sugerindo que você seja invasivo ou chato, mas sim que veja as pessoas com bons olhos. Comece fazendo com pessoas próximas. Quanto mais contatos bons você tiver, mais qualidade e oportunidade sua vida terá.

6. Use o seu sistema de ativação reticular


O sistema de ativação reticular é responsável por fornecer uma leitura e resposta conjunta (cardiovascular, respiratório e motor) a estímulos externos. O RAS entra em ação quando você tenta filtrar informações de fontes externas e tenta se concentrar em um determinado detalhe de algum evento ou pensamento. O RAS também é responsável pelo controle permanente da coordenação, função sexual e hábitos alimentares.


Ok, seja mais simples, explique melhor: O que eu quero que você entenda é que o RAS permite uma busca externa por aquilo que você se concentra, pelo tipo de pensamento que você permite na sua mente. Sendo assim, concentre-se no que você QUER, e não no que você NÃO quer, entende? O RAS sempre ajuda você a encontrar o que está procurando. É por isso que você precisa ter mais controle sobre seus pensamentos, principalmente com a parte neurolinguística que dá significados diferentes a palavras.

Então você realmente precisa se concentrar no que você quer, não no que você não quer. Mantenha esse foco constante. Estabeleça metas e utilize lembretes.

7. Não se compare aos outros


O ego tenta o tempo inteiro achar razões para você se sentir especial (Eu tenho um celular novo!), mas ele também nunca para de comparar. Sim! Isso mesmo. Comparar tudo! Quando você compra um celular novo, seu ego sente que você é mais, é melhor, é especial. Assim que o Pedrinho compra um celular melhor do que o seu, seu ego faz uma comparação e percebe que ele não é mais tão especial assim. Isso gera sofrimento.


É por isso que desde criança você deveria ter aprendido a não perder seu tempo comparado tudo o que você tem e é ao que os outros têm ou são. Salvo raras exceções (geralmente em disputas padronizadas) comparar-se com outras pessoas é algo inútil. Se você perceber que somos todos diferentes (sim, não somos todos iguais), logo chegará a conclusão de que se comparar com alguém diferente é pura bobeira.

Quer uma dica? Compare-se a si mesmo. Faça isso sempre! Seja hoje melhor do que foi ontem, e amanhã melhor do que está sendo hoje. Quando o ponto de referência para a comparação é você mesma, então podemos enxergar o caminho para a evolução pessoal e melhor qualidade de vida.

8. 90% das suas preocupações nunca vão acontecer de verdade


Essa afirmação pode parecer promessa de Papai Noel, mas não é!

Sua mente é uma fábrica de antecipação. Se você tiver algum tipo de disfunção ansiosa então, você antecipará qualquer coisa. Qualquer!

O que quero dizer é que a grande maioria das projeções que sua mente faz são e serão apenas projeções, possibilidades, e se você não aprender ou pelo menos se esforçar para filtrar e dar prioridades a essas preocupações, elas poderão virar grandes monstros.

O fato é que quase sempre a prática é bem “menos pior” do que o esperado. É que seu cérebro trabalha dessa forma, calculando possibilidades. O grande problema é que em muitas pessoas o filtro de prioridades ou não funciona (algum problema físico mesmo) ou então não é estimulado através do comportamento.

Um bom exercício é toda vez antes de ir para a cama, lembre-se e perceba que a maioria das suas preocupações não se concretizaram, e que a chance de nunca se concretizaram são bem grandes. Concentre-se no que realmente importa.

9. Em praticamente todas as suas experiências há alguma oportunidade

Você sempre pode aprender. Sempre! E não estou aqui para dizer que você só aprende com erros, na verdade inteligente seria você aprender mais sem errar, mas se errou, aprenda!



Você deveria ter sido ensinado a tirar algo positivo de tudo desde criancinha. Deveria ter aprendido que uma “experiência negativa” traz em si alguma oportunidade de evolução. É do caos que vem a criação. Erros, falhas, fracassos, todas essas experiências poderiam ter ensinado muita coisa para você. É o cair no buraco e não cair lá de novo.

Sempre que você tiver uma experiência negativa, faça as seguintes perguntas para si mesmo: onde está minha oportunidade? O que eu posso fazer agora?

10. Seja grato e será mais feliz


Ah, mas minha vida é uma droga. Só acontece coisa ruim comigo. Eu não tenho nada para agradecer. Pode ser que seja isso que você esteja pensando agora, mas posso garantir que você está enxergando genericamente demais. É só quando você começa a perceber os pequenos detalhes da vida que você passa a entender que a felicidade está em qualquer lugar, e por isso mesmo você pode ser grato o tempo inteiro.


Gratidão é uma aceitação. E aceitar o que se tem. E para ser feliz só preciso isso.
Você não tem uma bicicleta mas você tem um par de tênis: Obrigado! Sou grato por isso. Se desde criança você tivesse sido ensinado a ser grato pelo prato de comida que tem à mesa, por ter duas pernas para andar, e simplesmente por poder respirar, sua gratidão criaria um foco na sua mente, o foco nos pequenos prazeres da vida.

A partir de agora, sempre ao acordar, agradeça por estar vivo. Agradeça por ter uma família e por ter a chance de ler esse texto enquanto tantos outros são analfabetos ou não possuem computador ou internet. Você é um afortunado e eu só posso agradecer por ter a chance de passar alguma mensagem boa para você.

Obrigado.

10 coisas que você aprende ao ser criado por uma mãe forte - Luiza Fletcher



1. Você aprende o valor da independência

Você não precisa de um homem para te salvar ou alguém para cuidar de você, você aprende pelo exemplo que é capaz de viver uma vida plena e feliz sem ter de compartilhá-la com outra pessoa. Você aprende que pode construir uma casa, criar filhos, cozinhar e fazer os pratos e, ao mesmo tempo, ter uma carreira próspera. Você praticamente aprende a ser uma super mulher.

2. Você aprende o significado do amor incondicional

Você viu a sua mãe sacrificar seu tempo, saúde e juventude por você e seus irmãos, mas ela nunca reclamou sobre o quanto esteve sofrendo ou o quanto fez. Ela tinha sempre um sorriso no rosto e foi feliz dando mais e mais de si mesma. Ela ensinou-lhe o amor altruísta e incondicional, e você sabe que não vai ser capaz de encontrar esse amor em qualquer outro lugar.

3. Você aprende a amar a si mesmo

Você aprende a andar longe das coisas que não são destinadas para você, aprende a continuar, mesmo quando o mundo inteiro está contra você, e aprende a acreditar em si mesmo quando todo mundo duvida. Você aprende que falhas não te definem; o que te define é como você se recupera de todos os contratempos e quão duro luta pela vida que quer.

4. Você aprende que pode ser forte e suave ao mesmo tempo

Mães fortes são geralmente muito sensíveis, elas escondem melhor, mas você viu sua mãe silenciosamente chorar sobre sua dor, ou ficar acordada a noite toda cuidando de você quando estava doente, ou as noites em que que ela não conseguia dormir porque algo a estava incomodando . A maneira como ela te abraça quando você está para baixo mostra compaixão incomparável e ternura.

5. Você aprende que não é fácil ser mulher

Você aprende que sua opinião será descontada, que não vão prestar atenção quando você estiver falando sério, mas também vai saber que pode se destacar na multidão e forçar todos a ouvir a sua voz e aceitar suas ideias. Você aprende que o que não te mata te faz mais forte.

6. Você aprende a nunca olhar para trás

Você aprende a abandonar todos os “e se” e “poderia ter sido”. Você aprender a não olhar para trás e perguntar por que a vida virou de cabeça para baixo. Você só fica olhando para frente e deixa o passado redimir-se. Você aprende que tudo o que aconteceu te levou para onde você pertence, mesmo que não seja o que sempre desejou.

7. Você aprende a importância da paciência e fé

Você aprende que Deus está olhando para para você e suas lutas, que vai dar tudo certo no final. Tempestades vão passar e amanhã será um novo dia. Você aprende a ser paciente com a vida, paciente com o tempo, paciente com sucesso e paciente com problemas. Aprende que paciência é força.

8. Você aprende como criar sua própria felicidade

Você pode encontrar a felicidade em uma vida difícil. Você ainda pode ser feliz, mesmo se estiver carregando o peso do mundo em seus ombros. Minha mãe me ensinou que eu sempre posso encontrar algo para sorrir, tudo o que tenho a fazer é olhar mais de perto.

9. Você aprende que ela ainda sabe mais sobre o amor do que você

Mesmo tendo diferença de anos, mesmo que você não gosta de suas escolhas no amor, se ela não aprova alguém, é melhor ouvi-la. Ela sabe o que está dizendo; além disso, não quer vê-lo ficar de coração partido.

10. Você aprende como ser uma boa mãe

Você foi criado por uma mãe que lhe mostrou como realmente cuidar de uma família, que o trabalho duro compensa, que você pode amar alguém incondicionalmente. Ela mostrou como ser protetora, amorosa, gentil, compassiva, forte e resistente. Ela estava liderando pelo exemplo, e sabendo ou não, você está seguindo seus passos um passo de cada vez.