segunda-feira, 28 de março de 2016

Você sabia que gatos neutralizam energias negativas e as colocam em movimento? (Gato de 8 vidas)


A primeira descoberta foi que os gatos dormem muito porque precisam repor as energias que perdem enquanto fazem a limpeza do ambiente. Isso não é uma novidade, porque já no antigo Egito eles eram e ainda são considerados animais sagrados, porque simbolizam exatamente isso: a limpeza, a higiene, tanto do ambiente como a deles mesmo.

Preste atenção onde seu bichano gosta de dormir. Normalmente eles procuram locais onde existe alguma energia parada; essa energia não é necessariamente negativa, mas também não é boa tê-la sem utilidade. Assim, o gato é, na verdade, uma espécie de filtro porque enquanto dormem transformam a energia ou a colocam em movimento.

Gatos gostam de dormir em locais de vertente subterrânea de água, falhas geológicas, radiações telúricas. Comprovado pela geobiologia e pela radiestesia, estes locais afetam a saúde das pessoas, provocando doenças e depressão entre outras. Assim, o gato pode ser uma forma de nos prevenir destes pontos. Repare se seu gato gosta de dormir na sua cama, por exemplo.

Outra lenda ligada aos gatos é o fato de possuírem sete vidas. Esta questão está associada ao seu campo vibratório perfeito, ou seja, o gato é o animal que mais neutraliza o negativo, se colocarmos numa escala, neutralizaria 100%, daí a questão das sete vidas.

O gato também é o único animal que, como o ser humano, tem sete camadas de aura e mais do que isso, são duplas. Isso faz com que ele tenha oito sentidos, três a mais do que o normal, que são cinco. Isso é percebido pela sua independência e, podemos dizer, sua terceira visão. Quem nunca prestou atenção em um gato acompanhando o olhar para algo que não conseguimos ver? É comum os gatos perceberem outras presenças nos ambientes.

Além disso, é o único animal da Terra que emite um som vibratório, o "ronronar' quando está em harmonia. Neste momento ele está sintonizando seu campo com o da pessoa ou neutralizando seu próprio campo negativo, por isso é aconselhável pegar um gato no colo pelo menos uma vez ao dia.

sexta-feira, 25 de março de 2016

5 motivos para ser otimista - Pedro Burgos


Estamos caminhando para a destruição planetária, cravou o mais recente relatório ambiental encomendado pela ONU. Nos últimos anos, as manchetes dos jornais só mostram motivos para a desesperança: guerras, corrupção, novas epidemias, novos vícios, terrorismo e criminalidade. Será que a coisa está tão braba assim? Na contramão do pessimismo global, o cabeçudo site edge.org, que reúne artigos dos mais importantes pensadores vivos, perguntou a 160 deles: "O que o faz otimista? E por quê?" Tem gente que acha que a cura do câncer está próxima, que o amor triunfará e que, acredite, o mundo está menos violento que nunca. A SUPER selecionou 5 dessas ideias para que você desiste de desistir da raça humana. Pelo menos por enquanto.

1 - A violência está diminuindo

Steven Pinker, psicólogo da Universidade Harvard, autor de Como o cérebro funciona.

"Em Paris, no século 16, uma forma popular de entretenimento era a 'queima de gatos', na qual um gato vivo era amarrado e içado num palco e devagar baixado em uma fogueira. De acordo com o historiador Norman Davies, 'os espectadores, incluindo reis e rainhas, se contorciam de dar gargalhadas enquanto os animais, berrando de dor, eram queimados.' Por mais horríveis que os fatos de hoje em dia sejam, tal sadismo seria impensável na maior parte do mundo. E esse é só um exemplo da mais importante e subestimada tendência na história da nossa espécie: o declínio da violência. Crueldade como entretenimento popular, sacrifício humano para satisfazer a superstição, escravidão como forma de trabalho barato, tortura e mutilação como formas comuns de punição e homicídio como a mais comum forma de resolução de conflitos - todas essas eram características comuns da vida na maior parte da história humana. Mas hoje elas são raras no Ocidente, menos comuns em outros lugares do que costumavam ser e largamente condenadas quando ocorrem. Meu otimismo está na esperança de que o declínio da violência nos últimos séculos é um fenômeno real e continuará a acontecer."

2 - O amor vai prevalecer

Helen Fisher, professora de antropologia da Universidade Rutgers (EUA), autora de Por que amamos e A Natureza Química do Amor Romântico.

"'O amor vence, sempre vence', tem sido dito. Mas, ao longo da maior parte do nosso passado, o amor perdeu - ao menos nas classes mais abastadas. Desde que as sociedades começaram a se fixar, 10 mil anos arás, adquirindo bens imóveis, era preciso cimentar laços e posições sociais. Você poderia se apaixonar por quem fosse, mais só se casaria com o indivíduo certo, com as conexões certas e os valores sociais, políticos e econômicos de acordo. Foram séculos de casamentos arranjados, que só foram mudar recentemente. Mulheres e homens têm agora tempo, oportunidade e saúde para  achar o par perfeito. É o que os sociólogos chamam da forma marital do século 21: os casamentos simétricos ou entre companheiros que se amam passionalmente. Dessa maneira a humanidade está ganhando de volta a tradição que é altamente compatível com o antigo espírito humano."

3 - O ambiente pode ser salvo

Gregory Benford, físico da Universidade da Califórnia em Irvine

"Ninguém acredita que nós vamos diminuir a velocidade das mudanças climáticas em meio século a partir de agora. Pelo menos, nenhum economista que olhou o acelerado crescimento das nações em desenvolvimento e a crescente demanda por energia.

Devemos nos desesperar? De forma alguma.

Mas, em vez de tentar apenas um esforço coletivo para diminuir a emissão carbônica dos humanos, meus colaboradores e eu propomos uma alternativa de relativamente baixa tecnologia e baixo custo: experimentos para tentar mudar o clima de propósito, em vez de esperar que isso ocorra por acaso. Talvez a ideia mais simples seja a suspensão de microscópicas e inofensivas partículas a 25 mil metros de altitude, na estratosfera. Um primeiro teste poderia ser sobre o Ártico, já que o aquecimento lá é considerável. Poderíamos usar o suficiente dessas partículas para criar um efeito de escudo considerável. Elas refletiriam os raios ultravioleta de volta ao espaço, reduzindo o aquecimento e impedindo os danos desses raios UV a plantas e animais. Como poucas pessoas moram naquela região, qualquer efeito colateral seria mínimo. Estou otimista de que um experimento bem-sucedido mudaria o debate sobre aquecimento global para melhor."

4 - Vamos aprender a aprender

Gary Marcus, psicólogo da Universidade de Nova York (EUA).

"Nós podemos usar as descobertas da ciência cognitiva para melhorar a qualidade da educação. Para fazê-lo, porém, nós precisamos repensar radicalmente como as nossas escolas funcionam. Desde a Revolução Industrial, a maior ênfase tem sido na memorização, enfiando goela abaixo das nossas crianças pedacinhos de informação que são facilmente memorizáveis. Na era do Google, a ênfase contínua na memorização é uma enorme perda de tempo. Cinco décadas de ciência cognitiva nos ensinaram que humanos não são particularmente bons memorizadores, que somos maus argumentadores, facilmente enganados. Ainda assim eu não tive uma única aula sobre argumentos informais, como identificar falácias, interpretar estatísticas, esse tipo de coisa. Na era da internet, o nosso problema não é que as crianças não acham as informações, mas sim que elas não conseguem analisá-las. Eu começaria com um curso sobre o que os cientistas chamam de "metacognição" - aprender como se aprende. Iria expor os alunos à arquitetura da mente - o que ela faz bem e o que não faz. Ninguém me ensinou essas coisas na escola. Espero que sejam ensinadas daqui para a frente."

5 - O câncer está sendo decifrado

Stuart Kauffman , diretor do Instituto para Biocomplexidade e Informática, Universidade de Calgary (Canadá).

"Nos últimos anos, aumentaram as provas de que as "células-tronco do câncer" (CTCs) têm um papel fundamental na doença. Tipicamente representando cerca de 1% ou menos da massa total de um tumor, essas células-tronco cancerígenas parecem ter capacidade ilimitada de proliferação e de direcionar o crescimento do câncer, além de terem sido associadas à metástase (quando o câncer se espalha por outros órgãos). A recente identificação dessas células pode ser a mais importante descoberta na biologia do câncer nos últimos 50 anos. Com a descoberta, ficou óbvio que meramente reduzir a massa de um tumor sem eliminar as CTCs levará, quase que com certeza, a uma recorrência da doença.

Então, um número crescente de investigadores está focando espaço em 3 sentidos: 1) achar meios para matar especificamente as CTCs; 2) interromper a proliferação delas; e 3) achar meios de induzir as CTCs a se diferenciar ou mudar de tipo - para células não malignas. As implicações potenciais das terapias baseadas nas CTCs são enormes. Eu estou profundamente otimista como médico e biólogo de que nós iremos, finalmente, achar maneiras sutis de tratar o câncer."



(texto publicado na revista Super Interessante edição 237 - março de 2007)

Quanto você contribui para o aquecimento global? - Tiago Cordeiro


Se você pensa em chaminés industriais quando alguém fala em aquecimento global, saiba que todos os anos, cada "pessoa física" do planeta produz, em média, 7 toneladas de gás carbônico. A estimativa, feita pela ONU, não inclui fábricas e usinas, só a soma de todas as emissões que as pessoas provocam ao ligar o carro, acender o fogão ou comer carne. Somadas, elas são responsáveis por 0,9% das 7 gigatoneladas anuais de gás carbônico que a humanidade joga na atmosfera (número semelhante à emissão de fenômenos naturais, como vulcões e incêndios florestais). "O impacto pessoal na formação do efeito estufa é muito grande. Quanto mais prejudicamos o clima, fica mais urgente ainda tomar uma atitude", diz Osvaldo Martins, da ong Iniciativa Verde.

Não há mais muita dúvida de que o homem é responsável pelas alterações que o clima do planeta sofreu nos últimos 50 anos. De acordo com o relatório Mudanças Climáticas 2007, as chances são de mais de 90%. "Mesmo que as emissões de gases na atmosfera fossem reduzidas em 60% para que o planeta recuperasse o equilíbrio, já experimentaremos a cada década durante os próximos 100 anos", diz Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A melhor atitude a se tomar é diminuir a emissão pessoal de gás carbônico.

1. Transporte
(emissão de CO2, por quilômetro)

De todo o gás carbônico que cada pessoa emite, 40% vêm de seu automóvel. A solução para esse problema é andar menos de carro e preferir álcool como combustível.

2. Viagens aéreas

Em 1600 quilômetros, um avião joga no ar 150 quilos de CO2. Para percorrer a mesma distância, um trem só emite 3 quilos. As aeronaves já são responsáveis por 3,5% da emissão de gases que causam efeito estufa. Em 25 anos, deverão ser responsáveis por 5%.

3. Carne bovina

Na produção de alimentos, a criação de gado é a maior vilã ambiental. O grande problema da carne está na digestão da vaca. Não é pouca coisa: o gado é responsável por quase 1/5 de todo o aquecimento global do planeta. Nas flatulências, o bicho emite gases, especialmente metano. Isso para não falar do desmatamento que é provocado para que ele tenha pasto. A agricultura também contribui - embora muito menos - para o efeito estufa.

4. Reciclagem

O lixo de um cidadão americano médio provoca a emissão de 227 quilos de CO2 por ano. Reciclar evita que novas embalagens tenham que ser produzidas. Além disso, reduzir a produção de lixo em 10% já é o suficiente para deixar de emitir 545 quilos de gás carbônico em um ano. 

5. Cigarros

À primeira vista, o efeito do cigarro é pequeno. Para produzir a mesma quantidade de CO2 que um carro a gasolina emite ao rodar um quilômetro, é preciso fumar 46 cigarros. Mas multiplique essa conta pelo número de maços que uma pessoa consome na vida e você vai ver que um fumante polui bem mais do que um não-fumante.

6. Conta de gás

Além das perdas no processo de armazenagem, o botijão produz CO2 quando a chama é acesa. O fogão também libera muito metano, que é 21 vezes pior do que o gás carbônico quando se trata de aumentar o efeito estufa.

7. Conta de luz

Na maioria dos países desenvolvidos, a energia elétrica é gerada pela queima de carvão. No Brasil, 95% da luz vem de usinas hidrelétricas, que emitem menos gás carbônico, mas provocam grandes danos ao ambiente. A melhor forma de evitar esses dois problemas é economizar luz.



(texto publicado na revista Super Interessante edição 237 - março de 2007)

quarta-feira, 23 de março de 2016

Inteligência e sucesso - Dr. Flávio Gikovate


A idealização no amor - Dr. Flávio Gikovate


Coerência é para fóssil - Hilda Lucas



Claro que temos uns princípios mestres, mas a vida é muito curta para ficarmos encastelados em dogmas, entrincheirados em ideologias, congelados em estilos de vida

Tenho preguiça das pessoas cheias de certezas inabaláveis, verdades inquestionáveis e convicções imexíveis. Houve uma época em que as invejei: tão seguras e opinativas. Hoje, elas me espantam...

Tenho preguiça das pessoas cheias de gêneros, modelitos e atitudes midiáticas. Houve uma época em que fui como elas: datada! Hoje, elas me entediam... É isso, quanto mais pertencemos a um tempo ou grupo, mais espelho dele somos, mais produto somos. Meros reflexos, e com o tempo desbotamos ou ficamos obsoletos.

A vida é muito curta para ficarmos encastelados em dogmas, entrincheirados em ideologias, congelados em estilos de vida, opiniões e padrões. Inferno, para os gregos, é a eterna repetição, a impossibilidade de transformação e mudança. Somos livres, curiosos e ousados, senão não evoluiríamos; temos vocação para o novo, somos inconstantes. Não podemos ser sempre coerentes.

Claro que temos princípios mestres, raízes profundas, afetos verdadeiros e áreas nobres que tendemos a respeitar e são grandes catalisadores das escolhas que fazemos. Claro que temos uma espinha dorsal, que nos dá norte e referências, mas temos também inquietude e intuição, coragem e desejos. Estamos em movimento. Não somos fósseis!

Somos as tais metamorfoses ambulantes, ensaios, eternos rascunhos, obras inacabadas. Sendo, somos. Criaturas de nós mesmos, em fazedura, em confecção, em ebulição.

Somos muitos, para sermos nós mesmos. E esses muitos, todos esses outros-nós que coexistem, querem, anseiam, comovem-se e gostam de coisas diferentes, distintas, cada uma a seu tempo e hora, ou mesmo simultaneamente.

Não se cobre coerência. Como diria Woody Allen, coerência é o fantasma das mentes pequenas. Exija-se, isso sim, experimentação, idas e vindas, mergulhos, voos, incursões. Tente, acerte, erre, veja, reveja, repare, retome, mude, mude de novo, revire, revolte-se, ou não volte nunca mais. Encontre-se, perca-se, procure mais uma vez, desista, depois desista de desistir, desdiga-se, recomece. Sua cabeça é imensa e não é um troféu que você empalha e pendura na parede, vencido.

Em nós, cabe tudo. O concerto clássico, o bolerão, a música techno. O shopping, o culto, a biblioteca, o mapa astral, o doutorado. Qualquer tipo de arte, desde que nos comova. Qualquer conversa, desde que haja troca. Qualquer tribo, trupe, trip ou tropeço, desde que nos estimule, minimamente. Qualquer canto, palavra ou conto, desde que nos traduza. Pois tudo vale a pena para nossas almas não pequenas. Vamos alternando nossos humores, bandeiras e fases, porque queremos estar confortáveis dentro das nossas peles, e dentro das nossas peles somos fluidos, maleáveis e múltiplos.

A história do pensamento humano não fala de outra coisa: somos coerentes e incoerentes - uma hora isso, outra hora aquilo, um pouco disso, um pouco daquilo, isso e aquilo, não apenas, ou isso ou aquilo. Ser ou não ser. Ser e não ser. Pensamento é movimento.

A paixão é da ordem da incoerência; o amor, da coerência. A aventura e a imaginação são incoerentes; enquanto a rotina e a segurança são coerentes. O perdão é incoerente, e o ressentimento, coerente. Patrulhamento, crítica e cobrança são armas da coerência; liberdade e autonomia são frutos da incoerência. Incoerentes são a espiritualidade, a ciência e a arte; coerentes, as igrejas, os tratados e as leis. A educação é coerente; o conhecimento, incoerente. A tradição é coerente; a evolução, incoerente. A morte é coerente; a vida, absurdamente, incoerente.

Outro dia me perguntaram: "Você acredita em Deus?". "Depende", respondi. Tem dias que sim. Tem dias que não. Tem dias que Ele acredita mais em mim do que eu Nele. Tem dias que Ele não sobrevive à segunda pergunta; tem dias que só o mistério é resposta. Tem dias Darwin; tem dias Agostinho. Tem dias que só Freud; tem dias que nem milagre. Tem dias quânticos; tem dias cânticos. Tem dias que eu acho tudo uma piada; tem dias que Ele ri de mim. Tem dias que Ele me põe no colo; tem dias que eu me desespero, lúcida e sozinha. Tem dias que que rezo para dormir; tem dias que só Dormonid. Tem dias que eu O vejo em toda parte; tem dias que nem enfiando o dedo na ferida. E em todos esses dias, eu estou inteira, convicta. Incoerentemente, inteira e convicta!

Pelo Dicionário Houaiss:

Coerência: s.f. uniformidade no proceder, igualdade de ânimo.
Fóssil: s.m. que ou o que perdeu a vitalidade ou a capacidade de crescer ou se desenvolver; espécie que permaneceu essencialmente inalterada.

Conclusâo: coerência é para fóssil!



(texto publicado na revista Lola Magazine nº 23 - ano 2 - agosto de 2012)

Se enxerga - Miá Mello


A autoanálise pode ser um instrumento poderoso, sabia? Você só precisa de papel, caneta e de disposição para encarar a verdade. Simplificando em palavras o que está acontecendo, tudo fica mais claro

Sempre tive uma forma muito prática de saber que estava no caminho certo ou errado. E não que eu seja uma pessoa prática, que fique claro. Quando me pego perdida em alguma questão, faço uma breve avaliação. Coloco numa balança mental quais têm sido meus desafios, vitórias e derrotas.

O primeiro passo para obter um bom resultado numa autoanálise, é você ser verdadeira. Eu, por exemplo, sou extremamente indecisa e, toda vez que preciso tomar uma decisão importante, recorro ao bom e velho papel e caneta. No topo da página, escrevo o tema que irei desenvolver. Depois, divido a folha em duas colunas e começo a escrever os pontos positivos e negativos. Isso funciona muito, especialmente quando nos damos conta de que o furacão já passou. Muitas vezes, tenho a tendência de esquecer coisas negativas com o passar do tempo e, por isso, esse método ajuda a refrescar a memória.

Costumo também escrever só com adjetivos como estou me sentindo no momento. É muito esclarecedor, porque, quando você simplifica sua fase em palavras, dá a sensação de que tudo fica mais claro. Um excelente consultório para uma boa autoanálise é o boxe do chuveiro. Quantos grandes dilemas pessoais não resolvi embaixo da água quente. É um momento em que você fica sozinha, está mais tranquila, fora a sensação de conforto da água quentinha escorrendo pelo corpo.

Somos muito exigentes com nós mesmas. Parece piegas, mas não é fácil equilibrar tantos pratos. É preciso criar uma ferramenta só sua para manter o equilíbrio, encontrar a segurança. Hoje, por exemplo, embora eu esteja numa fase muito positiva da minha carreira, sinto a necessidade de sempre fazer uma autoavaliação. É bom sentir o território onde se está pisando, além de tudo você se encontra mais preparada para o que está por vir.

A família é um alicerce importantíssimo da minha vida, e se não fosse por eles sem dúvida eu não chegaria aonde estou - vira e mexe recorro a eles para uma opinião. Não que decidam por mim, muito pelo contrário, mas é bom sentir o amparo acompanhado da frase: "O que você decidir estamos com você!". Considero a família uma ferramenta inseparável, por tanto imprescindível para uma autoavaliação.

Dez passos atrás

Depois de um ano formada como publicitária, trabalhando na área e ganhando bem, resolvi recomeçar. Entrei num curso de teatro como passatempo e percebi que aquilo era o que me fazia feliz. É muito difícil ter esse tipo de percepção, porque é muito mais fácil ficar onde está: na velha e conhecida zona de conforto. Mas é exatamente quando você não está satisfeita que consegue dar os primeiros passos para uma mudança. E é nesse mergulho dentro de si que consegue responder quem você é e o que quer. Essa reflexão fará com que descubra seus pontos fortes e fracos e vai deixá-la mais segura de suas escolhas.

Quanto mais você se conhece, mais tranquila fica. Não que seja um processo fácil, porque se conhecer de verdade implica mexer em feridas que, de repente, você nem sabia que existia, que são dolorosas de abrir, mas é isso que fará seu processo de transformação ser verdadeiro, sem falsas expectativas. Uma vez ouvi uma frase que jamais vou esquecer. "A verdade liberta". Ela se aplica muito para que uma autoanálise seja bem-sucedida.

É preciso coragem, atitude e percepção para aproveitar o momento, mesmo que no final o resultado não seja tão positivo quanto se gostaria, mas pode ser um pontapé inicial para chegar lá. Lembro que tive que traçar um futuro de incertezas para começar a seguir minha profissão como atriz. No curso profissionalizante de dramaturgia, o que mais me chamava atenção eram as pessoas que faziam da vida artística a sua principal. Pessoas corajosas, que colocavam toda a sua energia em testes, audições e obviamente na sorte para conseguir realizar um sonho, que na minha cabeça era tão inatingível. A vida artística era tão distante da minha realidade que sempre achei que o papel mais importante dessa escola da vida foi ter me mostrado que sim, esse era um sonho possível.

Trabalhava de dia, estudava à noite e de madrugada fazia alguns eventos em porta de festas. Tudo isso para conseguir pagar minhas contas no fim do mês e tentar seguir uma vida normal. Era difícil, pois via minhas amigas crescendo na profissão, ganhando cada vez mais, comprando carro, se estabilizando, e eu, que havia decidido começar do zero, parecia ter dado dez passos para trás. Tenho certeza de que, se eu não tivesse sempre focada num grande objetivo final, teria desistido.

Mas eu sentia que estava evoluindo. Estava estudando numa ótima escola de teatro, tinha feito alguns trabalhos de publicidade e, sempre que parava e me avaliava, tinha certeza de que estava melhor do que há seis meses. Às vezes, a evolução pode não parecer tão grande, mas, se existe alguma, acho importante se agarrar nela para ter forças para conseguir ir em frente. A profissão que escolhi é muito instável e, por isso, muito emocionante também. Lidamos bastante com nosso ego, e é bem fácil se perder num mundo tão sedutor como esse.

Continuo não conseguindo fazer um planejamento a longo prazo, mas já consigo me organizar para as férias de fim de ano, o que para mim já é uma grande evolução.

O que vem pela frente, ainda não sei. Mas já sei a coisa mais importante: é isso que realmente me faz feliz!



(texto publicado na revista Lola Magazine nº 23 - ano 2 - agosto de 2012)

terça-feira, 22 de março de 2016

I dreamed a dream - The Susan Boyle story


Relacionamentos e celular - Gustavo Gitti


Em um dos episódios da série inglesa Black Mirror, todas as pessoas usam um aparelho quase invisível atrás da orelha, capaz de gravar tudo o que ouvem e veem, para que depois projetem suas memórias na parede. A ficção nos leva a visualizar o que aconteceria se tal tecnologia caísse nas mãos do nosso monstrinho do ciúme - um exigindo comprovação da noite passada, outro apagando suas lembranças como se limpasse o histórico do navegador.

Em vez de focar nas alterações grosseiras do comportamento, prefiro olhar para como a tecnologia escancara dinâmicas sutis que sempre estiveram presentes, como controle, distração e nossa incapacidade de ficar sozinhos - às vezes observo casais em restaurantes: quando um se levanta para ir ao banheiro, o outro imediatamente saca o celular.

Aplicativos como o Tinder podem reforçar ou nos ajudar a gargalhar desa operação de se relacionar a partir de "gosto" e "não gosto". No Facebook, podemos dividir ainda mais os seres entre amigos e inimigos ou podemos nos alegrar igualmente com suas qualidades e agir para que suas visões se ampliem. No WhatsApp, em vez de exigir que todos fiquem disponíveis para nós, é possível se deliciar com mais uma chance de oferecer disponibilidade.

Como sociedade, ainda somos adolescentes, fascinados com tantos canais de comunicação: por mensagem, iniciamos papos que exigem olho no olho, escrevemos demais quando poderíamos apenas ligar, subestimamos o poder de um simples café despretensioso.

As mensagens constantes são uma forma de manter o movimento do outro sob nossa supervisão - infelizmente, ainda não superamos o famoso "Onde você está?". Por isso é tão importante aprender a espaçar a frequência de contato, liberar o outro em nosso fluxo mental. Lembro do começo do namoro com a Isabella: em vez de nos falarmos todo dia ao telefone, começamos a experimentar e-mails ou SMS esporádicos apenas para marcar o próximo encontro, nos desafiando a passar mais tempo sem checagem.

Você pode usar a internet para se entreter e reificar aflições ou para cultivar compaixão. Por trás até mesmo do pior comentário nas redes sociais, há um grito de socorro, uma tentativa desajeitada de ser visto, amado, uma vontade de ser útil, de se conectar à grande família humana. Se nos posicionamos com essa motivação, não é necessário demonizar a tecnologia. Em vez de nos cansarmos, começamos a dançar, a nos divertir com esse treino de como se posicionar de modo sereno e potente em meio a tanta reatividade. Um exemplo: toda quarta-feira, às 8h, via Google Hangout, me junto a pessoas de todo canto do Brasil para uma manhã de silêncio, com meditação guiada. É muito bom abrir o dia com esse momento de intimidade e de prática coletiva.

Para aprofundar, além de Black Mirror, recomendo os livros Alone Together (de Sherry Turkle, pesquisadora do MIT) e Conecte-se ao Que Importa (do jornalista Pedro Burgos), o curta-metragem Noah e as séries Mr. Robot e Humans.



(texto publicado na revista Vida Simples edição 163 - outubro de 2015)

Como combater a queda de cabelo com suco de limão? (Melhor com saúde)



O suco de limão é muito eficaz para combater o surgimento da casca e frear a queda de cabelo. Podemos potencializar seus efeitos com água de coco ou clara de ovo.

O cabelo se transformou em um aspecto muito importante no que diz respeito à estética já que, de uma forma ou de outra, nos ajuda a ter uma imagem e aparência melhores.

Para muitas pessoas ter um cabelo abundante, brilhante e longo se transformou em uma ambição, pela qual é preciso lutar através da aplicação constante de vários tratamentos.

No entanto, devido à constante exposição ao sol, à contaminação e outros fatores prejudiciais, o cabelo pode se deteriorar. Cada vez são mais comuns os danos capilares e o desenvolvimento de transtornos como a queda de cabelo excessiva.

Este último é um dos problemas mais difíceis de tratar, pois ainda que alguns produtos possam diminuir o problema, quase sempre é necessária a intervenção de um profissional.

Felizmente, existem alguns remédios de origem natural cujas propriedades favorecem o tratamento capilar para devolver força e vitalidade aos fios em menos tempo.

Este é o caso do suco de limão, um ingrediente valorizado por suas utilidades medicinais, gastronômicas e estéticas.

Hoje queremos compartilhar seus benefícios capilares e vários truques caseiros para aproveitá-lo ao máximo.

Por que o limão ajuda a combater a queda de cabelo?

O limão é uma das frutas cítricas mais difundidas e utilizadas em todo o mundo. É uma fonte significativa de vitamina C, ácido fólico, vitamina B e minerais essenciais que apoiam cada uma das funções do organismo.

O limão é muito bom para o cabelo, já que além de regular o pH natural do couro cabeludo, também contribui para reduzir a queda e elimina células mortas.

Sua aplicação regular previne transtornos comuns como a caspa e o enfraquecimento dos folículos pilosos.

De forma adicional, ele também proporciona brilho e controla o frizz, o que, sem dúvida, é um grande apoio para que possamos ter o cabelo que desejamos.

Xampu natural de ovo e limão

Este xampu natural combina as propriedades do limão com as proteínas e demais nutrientes do ovo para criar uma solução natural com as qualidades necessárias para fortalecer o cabelo da raiz até as pontas.

Ingredientes

1 limão
1 ovo

Preparo

Bata o ovo com a ajuda de um garfo e incorpore pouco a pouco o suco de um limão.

Modo de aplicação

Sobre o cabelo úmido, aplique o xampu com suaves massagens, assegurando-se de colocá-lo em contato com todas as áreas do cabelo.

Deixe agir durante 30 a 40 minutos e enxágue com bastante água.

Repita a sua aplicação, pelo menos, duas vezes por semana.

Suco de limão fresco

Sem a necessidade de misturá-lo com outros ingredientes, o suco de limão fresco ajuda a tratar a caspa, a queda de cabelo e outros problemas capilares que fazem com que os fios fiquem opacos e sem vida.

No entanto, é conveniente usá-lo sempre à noite, já que o contato com o sol pode clarear (um pouco) o cabelo.

Ingredientes

2 limões frescos

Modo de aplicação

Extraia o suco dos dois limões frescos e aplique-o sobre o couro cabeludo.

Deixe agir durante 30 minutos e enxágue.

Siga o mesmo procedimento duas vezes por semana.

Tratamento com suco de limão e água de coco

Os minerais presentes na água de coco são um grande complemento para potencializar os efeitos do limão contra a queda de cabelo.

Ingredientes

1/2 copo de água de coco (125 ml)
1/2 limão

Preparo

Esprema o suco de meio limão e misture-o com a água de coco

Modo de aplicação

Aplique sobre o cabelo e couro cabeludo e deixe agir durante 30 minutos.

Lave a cabeça com o seu xampu de uso habitual e use-o duas vezes por semana.

Tratamento de aloe vera e suco de limão

O suco de limão com aloe vera é um tratamento capilar muito poderoso graças a suas fortes propriedades antifúngicas e hidratantes que reduzem a presença dos fungos que causam a caspa.

Sua aplicação constante nutre os folículos pilosos e promove o crescimento saudável do cabelo sem causar efeitos negativos.

Ingredientes

2 colheres de gel de aloe vera
1/2 limão

Preparo

Misture bem o suco de limão com o gel de aloe vera até obter um creme homogêneo.

Modo de aplicação

Espalhe o produto por todo o couro cabeludo e cabelo e cubra com um gorro.

Deixe agir durante 20 ou 30 minutos e enxágue.

Use duas ou três vezes por semana.

Você ainda não experimentou o limão como tratamento para o seu cabelo? Escolha alguns dos remédios citados aqui e comprove você mesma os benefícios deste ingrediente natural.