sexta-feira, 30 de março de 2018

Meditar com alegria - Júlio César Borges


A meditação não precisa ser algo sisudo. Chade- Meng Tan, ex-engenheiro do Google (onde começou sua carreira de instrutor), mostra em um livro que o bom humor combina perfeitamente com essa prática

Para muitas pessoas, meditar é uma atividade de gente séria e incapaz de sorrir. Nada mais falso, sublinha o cingapuriano Chade-Meng Tan (ou como ele prefere, Meng), um engenheiro de software do Google que, ao dar uma aula de mindfulness (a meditação da atenção plena) para colegas na empresa, no ano 2000, iniciou uma transformação radical na sua vida.

Meng, que fundou (em 2013) e preside o Search Inside Yourself Leadership Institute, com atuação mundial, pratica meditação há 21 anos e conhece os vários recursos úteis para isso (entre os quais a disciplina e a vontade), mas privilegia a alegria. "A vida é demasiado importante para ser levada a sério", costuma lembrar. Em seu mais novo livro, Joy on Demand (Alegria sob Encomenda, em tradução livre), publicado pela HarperCollins, ele ensina práticas e princípios para cultivar mindfulness que dão ênfase à gentileza e à tranquilidade e levam a uma vida rica de sentimentos positivos. "Com a prática, a alegria pode se tornar sua personalidade e sua vida", explica. "O que é neutro se  tornará alegre, e o que é alegre se tornará ainda mais alegre."

Meng não se incomoda em ser um tanto escatológico se o objetivo é romper com o estereótipo sisudo da meditação. Em um capítulo do livro intitulado "A felicidade está cheia de cocô", ele faz uma lista de ensinamentos tradicionais que comparam a mente a "um pedaço de ouro puro dentro de uma grande bola de esterco de gado".  Ou seja, todos temos a felicidade dentro de nós, e para senti-la basta "limparmos" os maus hábitos de pensar que a obscurecem - algo que está incluído no treinamento da mente para a meditação.

Mente adestrada

Um momento curioso da obra é a "Meditação do Cachorrinho", com duração de dez minutos, cujas etapas correspondem ao adestramento de um cão:

Relaxe - "Relaxe e deixe seu cachorrinho [mente] vaguear, mas se ele for muito longe, traga-o de volta gentil e amorosamente."

Alegre-se - "Agora, o filhote está familiarizado com você e o ama, e gosta de sentar ao seu lado. Quando ele faz isso, você se alegra. Se você o pegar vagueando, alegre-se também por ter um filhote tão lindo antes de gentilmente trazê-lo de volta."

Determine-se - "Agora o filhote é um cão jovem e está pronto para ser treinado. Durante o treinamento, você se determina a fazer com que ele siga firmemente a disciplina [atenção], de uma forma gentil e amorosa."

Refine - "Agora que seu jovem cão está devidamente treinado, é tempo de refinar suas habilidades [prestar atenção na natureza sutil da respiração]."

Libere - "Seu cão é bem treinado e pode ficar sem coleira... Deixe de lado todo o esforço e permita à mente apenas ser."

Outra prática interessante proposta no livro é dedicarmos um momento a cada hora para desejar a duas pessoas no nosso local de trabalho que sejam felizes, pensando: "Desejo que essa pessoa seja feliz e que aquela pessoa seja feliz." A sugestão é uma forma reduzida da meditação da compaixão (em inglês, loving-kindness meditation), pela qual a pessoa produz sentimentos de boa vontade e calor humano em relação aos outros, desejando-lhes o bem. Ao gerar mais atitudes positivas dirigidas a si e a outrem e mais emoções positivas, a meditação da compaixão pode ampliar o senso de conexão com os outros, melhorar o tônus vagal (referência da saúde cardíaca), reduzir os sintomas da doença, diminuir a depressão e aumentar a satisfação com a vida.

Depois de passar por uma infância complicada (seu pai conseguiu estabilizar-se financeiramente apenas quando o escritor já se aproximava da idade adulta) e por fases em que se considerava inútil e perdido, Meng é um testemunho vivo de que a felicidade, a alegria e o sucesso são estados que podem ser adquiridos. E conquistá-los só nos traz benefícios, indicam estudos científicos. O humor, por exemplo, alivia sentimentos negativos e situações traumáticas. Rir aumenta o fluxo sanguíneo e fortalece o coração. E a prática do mindfulness ajuda no tratamento de depressão, ansiedade e estresse pós-traumático.

Para começar, bastam os seis segundos de uma inspiração e uma expiração conscientes, diz Meng. Com o tempo, fica cada vez mais fácil ampliar os espaços para a alegria e a felicidade (a primeira é um elemento chave da segunda) se imporem. "Não pare e não se tensione", ressalta o autor. Com perseverança e suavidade, ele afirma, qualquer um pode atingir esses resultados.


(texto publicado na revista Planeta edição 526 ano 44 - novembro de 2014)

Doenças e cura do signo de leão - Cristina Cairo


Fabrizio Frizzi al programma Avanti un altro con Paolo Bonolis e Luca Laurenti


Doenças e cura do signo de gêmeos - Cristina Cairo


Doenças e cura do signo de touro - Cristina Cairo


Doenças e cura do signo de áries - Cristina Cairo


Doenças e cura do signo de câncer - Cristina Cairo


quinta-feira, 29 de março de 2018

Os dois lobos dentro de você - Seiiti Arata


E se...não existisse esgoto ? - Nathan Fernandes


Seríamos criaturas sujas e pestilentas, vivendo menos, trabalhando menos... E até com uma internet menos rápida.

O mundo cheiraria a Londres do século 19, já que a principal cidade do planeta na época não tinha rede de coleta de esgoto. Os londrinos jogavam seus dejetos nas valas das ruas que serviam para escoar água da chuva. Tudo ia parar no rio Tâmisa, que, no verão de 1858, ganhou o apelido "Big Stink" ("grande fedor", em inglês). A situação ficou impraticável, até que o engenheiro urbano Joseph Bazalgette entrou em cena. Ele desenvolveu uma rede pensando no futuro. Em vez de canos finos sob regiões pouco povoadas e grossos em áreas densas, Bazalgette pensou no crescimento da cidade e concebeu uma rede com canos largos em todo o subterrâneo londrino. Enquanto isso, no Brasil, escravos jogavam tonéis com dejetos pelas ruas sem a menor preocupação. E até hoje a situação é triste. Segundo o IBGE, só 54,9% dos domicílios brasileiros têm sistema de coleta de esgoto, o que pode ser fatal. De acordo com a OMS, 88% das mortes por diarreia no mundo são causadas por sistema impróprio. Ou seja, em um mundo sem esgoto, diarreia, hepatite A, febre amarela e malária reinariam. E quem fica doente não trabalha. Um estudo do Instituto Trata Brasil com a Fundação Getúlio Vargas revelou que, em 2009, 217 mil brasileiros se afastaram do trabalho devido a problemas gastrointestinais ligados à falta de saneamento. Isso significa toda uma Divinópolis (MG) de molho em casa com dor de barriga.

Na teoria, mesmo onde há saneamento não deveria existir o esgoto fedorento que polui. O que acontece é que ligações clandestinas se conectam ao sistema de coleta de água de chuva e, assim, canos que deveriam levar só o aguaceiro de temporal aos rios acabam carregando esgoto não tratado. Assim temos o Tietê de hoje, igual ao Tâmisa do século 19.

O sistema de esgoto londrino inspira até hoje. Em 2011, o então secretário de cultura da cidade inglesa, Jeremy Hunt, disse que o país só teria uma internet super rápida se seguisse o exemplo de sua rede de esgoto. Bazalgette pensou no futuro e previu o aumento de fluxo de dejetos. O fluxo de dados online também só vai crescer, mas, para isso, a internet precisa de uma rede que dê conta do recado. É pensando nesse futuro que gigantes da internet estão investindo mais em data centers, e usando o sistema de esgoto a seu favor. Desde 2012, a meta do centro de dados do Google na Geórgia, Estados Unidos, é que 100% da água de resfriamento de suas máquinas seja de reuso. Ou seja, o sistema de esgoto resfria os data centers. Facebook e Microsoft também estão tomando medidas parecidas. E o esgoto, quem diria, está ajudando a fazer uma internet melhor. Na falta dele, poluiríamos mais ao ver online um filme das Tartarugas Ninjas - que, aliás, sem esgoto não teriam nem casa para pedir aquela pizza.


(texto publicado na revista Super Interessante edição 320 - julho de 2013)

quarta-feira, 28 de março de 2018

Efeitos de uma nova frequência planetária - Tatiane Guedes


"Levamos a aventura na terceira dimensão o mais longe possível. Fomos extremamente bem sucedidos no que nos propusemos cumprir e explorar nesta dualidade diversificada e densa. Uma imensa mudança para melhor (a todos os níveis) é o que a Terra e os seus habitantes estão vivendo agora. Você é uma parte muito importante nesta mudança. Você é grandioso e não pequeno. Você é importante e não insignificante. Você faz a diferença e a sua contribuição é apreciada por toda a humanidade e  todo o Universo! Acolha a mudança como nova forma de vida, queridos amigos, porque juntos iniciamos o processo de trazer o Paraíso para a Terra".

Há uma nova frequência planetária permeando todos os seres e relações na Terra, acreditemos nisso ou não.

Essa energia que vem chegando mais intensamente desde 2012 traz uma recalibração do nosso DNA e isso provoca diversos efeitos.

Procurei listar aqui alguns que tenho percebido tanto em minha vivência pessoal, como observando pessoas e relações à minha volta.

Vamos por partes.

Limites, inclusão e integração

1) Necessidade de falar verdadeiramente sobre incômodos e limites. Não é possível mais suportar relações onde qualquer tipo de desrespeito exista, tal como abusos, manipulações e até mesmo a violência disfarçada em "brincadeiras" que debocham e ridicularizam o outro.

2) O ponto 1 gera uma fricção interna e externa, pois somos levados a olhar para os abusos, manipulações e deboches que nos habitam (falei disso também em uma Conversa no Parque). Assim, essas rupturas, conflitos e términos, inevitavelmente, nos levam a olhar para as nossas sombras. Sombras que precisam de uma vez por todas serem integradas e honradas.

3) Estamos sendo levados a equilibrar as energias masculina e feminina dentro de nós - de novo a integração. Necessidade de balanço entre os movimentos de silenciar e ouvir a intuição, e acordar para manifestar nossos dons aqui.

4) Temos, finalmente, compreendido o quanto a energia feminina tem sido deturpada, reduzida, enclausurada e assim violentada dentro e fora de nós, há milênios. Assim, os seres humanos começam a compreender o que é honrar a Mãe Terra, Gaia.

Compromissos que permitam o fluxo e não o contrário

5) Necessidade de liberdade, de amar e ser livre. Amar sem cobranças, mas, sim, com compromissos que nascem da alma, que fluem na Verdade, com respeito, espaço e permissão para trazermos Luz e Sombra.

6) Dificuldades com controles e planejamentos inflexíveis. Testes de fé e necessidade de fluxo.

7) Ao mesmo tempo, necessidade de organização da vida, tomada de decisões, arrumação das "gavetas", limpeza.

[Vejo novamente nos pontos 6 e 7 o equilíbrio entre feminino e masculino]

Conexão com o corpo e respeito à vida

8) Necessidade de descanso, sono, permissão para o silêncio e ócio. As ondas de energia que estão recalibrando nosso DNA nos levam de volta ao simples: a atenção às necessidades de nosso corpo, o respeito ao nosso templo aqui.

[O ponto 8 conecta-se com o 4, à medida que compreendemos que o respeito à Terra passa pelo respeito a todas as formas de vida que nela habitam, a começar por nós mesmos]

9) Ainda sobre o corpo físico, muitos estão se reconectando com seus templos, resgatando a relação natural com o corpo físico, limpando-se de toxinas que nos anestesiaram por tantos anos. Vejo isso num movimento cada vez mais crescente de:

- cuidado para além da estética, pois a estética desconectada do corpo o fere se for preciso,
- busca por alimentos saudáveis, orgânicos e o prazer por nutrir-se, que é completamente diferente do prazer por comer anestesiadamente,
- redução do consumo de carne e animais mortos, que leva diretamente à redução da violência contra outras formas de vida,
- sexo como expressão do encontro sagrado entre duas almas, mais do que a satisfação de instintos.

Fé e abundância

10) Reconexão com o nosso centro interno, onde acessamos a verdadeira fé, a sensação de certeza que surge primeiro, antes de dados e fatos, ou seja, sem a necessidade de testarmos o meio.

11) Mudanças em nossa relação com o dinheiro, à medida que compreendemos que o fluxo surge quando:

- estamos manifestando aqui os dons que recebemos,
- estamos servindo a algo maior, antes de servir a interesses pessoais.

Se essa mudança de mindset não acontecer, permaneceremos presos na 3ª dimensão, operando no paradigma da sobrevivência e da escassez, sendo impelidos a escolher e permanecer em trabalhos que em nada possibilitam a manifestação de nossos talentos. A nossa alma já sabe: a abundância é a Verdade.

A gestação de um novo mundo, o nosso renascimento

12) Sensação de estar dentro de uma bolha conforme vamos adentrando nessa nova consciência que alguns têm chamado de 5ª dimensão. Essa sensação começa a surgir carregada de contraditoriedades que, em resumo, eu percebo como uma ilusão de que estamos separados ou que somos "melhores" à medida que despertamos. A verdade é que estamos todos na jornada de volta ao Lar: alguns se propondo a servir à Luz, quer tenham consciência disso ou não; outros, completamente inconscientes, servindo às Sombras; e todos à serviço do despertar. Falei um pouco disso no texto. Estamos atravessando um portal.

13) Ainda sobre a sensação da bolha, se não cairmos na ilusão da separação e julgamento, vamos compreendendo aquilo que alguns autores e mestres têm dito sobre o mundo estar grávido de outro mundo, sobre o despertar de uma nova consciência. Sentir que estamos em uma bolha protegida pode ser a tradução de estarmos sendo gestados nessa nova Terra que vem nascendo.

O nosso papel nesse novo estágio, desse novo mundo

Com essa consciência do ponto 13, voltamos a todos os pontos anteriores e fechamos esse ciclo. Se estamos servindo à Luz e ao Amor, nosso papel é:

- seguir o exercício diário de integração entre Luz e Sombra, de incluir tudo em nós para, assim, podermos transmutar o veneno em néctar,
- respeitar e honrar os nossos limites,
- respeitar e honrar os templos terra e Terra: a nossa  forma de vida num corpo humano e todas as formas de vida neste plano,
- sair do julgamento e da dualidade, compreendendo-a como um recurso que tem sido usado neste plano, mas não como a Verdade,
- mergulhar com coragem em nossas dores, lembrando que elas estão à serviço da nossa cura e não o contrário,
- romper imediatamente todo ciclo de vitimização e autopiedade, 
- alimentar nossos corpos físicos, emocionais, mentais e espirituais conscientemente. Ou seja, lembrar que alimentação é mais do que o alimento físico, mas também informações, música (frequência), silêncio, relações, ambientes, leituras, natureza, caminhos e práticas de autoconhecimento,
- autoresponsabilidade: ter mais e mais consciência sobre a nossa vibração, pois o processo de manifestação torna-se cada vez mais acelerado. Quanto mais despertos, menos seremos conduzidos pelo paradigma linear da 3ª dimensão, na qual acreditamos que tudo acontece com esforço,
- estarmos atentos e presentes às sincronicidades. Isso exige o movimento descrito no ponto 10: a reconexão com nosso centro de fé. Conectados a ele, percebemos os sinais externos como sinalizações sobre o nosso caminho. E, claro, fica bem mais leve caminhar assim!

E enfim, vamos lembrando dia a dia de que estamos aqui à serviço da Luz e do Amor.

"O pré-requisito básico para participar destas tarefas é a humildade. A humildade real de olhar para o lado e entender que aquele ao seu lado não é só seu irmão, mas é parte de você".

Pramashanti