Os primeiros pães de que se tem notícia eram assados sobre pedras há 12 mil anos.Esta técnica era também utilizada nas planícies do Nilo, no Antigo Egito por volta do ano 4 mil antes de Cristo. Periodicamente inundadas pelas águas do rio, estas planícies produziam cereais suficientes para consumo nacional e exportação. O trigo e a cevada eram usados na fabricação de pães e cerveja. Através da mistura de sal e água aos cereais, a massa era cozida diretamente na pedra colocada sobre o fogo. O pão denso e pesado era fonte de energia do povo.
Só mais tarde o fermento foi descoberto através de um fungo que havia formado numa vasilha. Seu processo foi aperfeiçoado no decorrer dos anos, até chegar ao leve pãozinho que conhecemos no nosso dia a dia, aliás aos vários tipos de pães que decoram as mesas e agradam os paladares.
As padarias atuais oferecem quase todos os tipos de pães. O pão sírio, pão de centeio, baguete, português, italiano, australiano, um infinidade deles. O mais consumido no Brasil é o chamado pão francês, feito com farinha branca e rico em carboidratos.
O pão sírio também é escolhido por muitos. Opção pouco calórica, pode ser encontrado de diversos tamanhos e formatos.
Ele chegou ao Brasil trazido por imigrantes sírio-libaneses no início do século XX e é a base da receita do beirute: pão sírio, rosbife ou lagarto fatiado, queijo, alface, rodelas de tomate e um ovo frito. Ele também pode acompanhar patês e coalhadas.
O italiano, fermentado de forma natural, com a casca dura, é uma ótima pedida para aperitivos e no inverno é usado como acompanhamento de fondues ou cavado para servir sopa dentro. No verão que vem aí, vale colocar tomate e temperos por cima e dar uma assadinha, são as tradicionais bruschettas.
O pão australiano tem a cor escura, pois é feito de farinha integral e farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico. Já o seu sabor adocicado é por ter mel na preparação.
A vantagem dos pães integrais é que devido a quantidade de fibras, ajudam a desacelerar a absorção de glicemia no organismo. O pão de centeio também contém menos gorduras e proteínas e, assim como o trigo integral, é rico em fibras, auxiliando o processo digestivo. O pão de centeio é a base da alimentação nos países nórdicos. Servido com manteiga e uma infinidade de coisas em cima, desde frios, peixes, queijos e patês. Pode ser encontrado nas padarias ou feito em casa.
Aliás em casa é possível fazer todo o tipo de pão. A revista Tudo conversou com o designer gráfico Moacir Samea, conhecido pelo "pão do Moa" que fabricou na Vila da mata, entre 2005 e 2010.
Junto com a chef Flavia Grecco, na cozinha da Granja, costuma fazer eventos nos finais de semana. Um deles é o curso de pães.
Mas o forte do curso não são as receitas, mas o aprendizado sobre a química do pão. "Na internet você tem 8 mil receitas de pão. O que interessa é saber brincar com as possibilidades", conta Moacir.
"O grande segredo do pão é a manipulação da massa. Se você não sovar, o gás escapa. É bioquímica, é magica!"
Mas é possível sovar tanto na mão como com a ajuda da batedeira ou processador. No curso todos os participantes fazem os pães e depois podem levar para casa.
"A brincadeira que eu faço é transformar em uma coisa um pouco mais saudável, dá para você fazer pão em casa sem química para ter alguma coisa saudável e transformar um pão integral num pão gostoso." Completa Moa.
(texto publicado na revista Tudo nº 34)
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