segunda-feira, 17 de novembro de 2014

INSS; O 1º passo no planejamento da sua aposentadoria - Florence Corrêa Duarte


O país nos tem dado tantos motivos para reclamar... Mas existe um serviço público digno de elogios!

Sabemos que o INSS não será suficiente para garantir a independência financeira na aposentadoria. Sabemos também que as regras deverão piorar com o  tempo (dado que a relação entre pagantes e beneficiários vai se alterando conforme vivemos mais). Ainda assim, o INSS traz uma série de benefícios que não podem ser desprezados.

Os empregados com carteira assinada contribuem (assim como a empresa) - não têm escolha, mas estão garantindo, por força da lei, parte de sua renda na aposentadoria. Mas a experiência em planejamento financeiro pessoal tem me mostrado que grande parte das pessoas (autônomos, profissionais liberais ou mesmo micro empresários), é negligente com esta contribuição. Muitos já contribuíram em algum momento, mas normalmente não sabem por quanto tempo, nem quanto... sem dar-se conta de que este benefício é o primeiro passo no planejamento da aposentadoria. Não se pode ignorar o fato de que o INSS gera uma pensão vitalícia - além de garantir uma renda em caso de doença ou invalidez. Assim como uma pensão por morte aos familiares.

A própria legislação da previdência social evoluiu nos últimos anos, criando formas de acesso para pessoas que antes não se enquadravam para receber o benefício. É o caso da donas de casa de famílias de baixa renda e micro empreendedores individuais (com alíquota de 5% do salário mínimo), desempregados, ou ainda aqueles que nunca trabalharam - que podem contribuir de maneira facultativa para garantir uma aposentadoria mais tranquila, tendo os mesmos direitos que os outros segurados, como salário-maternidade, auxílio-doença e pensão por morte.

Os microempresários de empresas optantes pelo Simples recolhem apenas 11% do pró-labore recebido - e a empresa não recolherá nada, já que na alíquota do Simples já está incluído o INSS.

Uma outra opção, para quem não tem condições financeiras, é o Plano Simplificado de Previdência Social - PSPS, com a alíquota de contribuição de 11% sobre o salário mínimo. Esta modalidade, porém, não dá direito à aposentadoria por tempo de contribuição (que seria de 35 anos par homens/30 anos para mulheres), mas somente por idade (65 anos/60 anos) ou invalidez.

Como nossa expectativa de vida vem crescendo ininterruptamente, a possibilidade de ter uma renda vitalícia até o fim dos nossos anos é muito interessante. Se fizermos os cálculos veremos que, para uma pessoa que viva até 80 anos, a contribuição é válida, em termos financeiros, em qualquer patamar que seja feita. E acredite, a chance de você viver até lá é enorme!

Recomendo portanto que todos aqueles que não têm contribuído de maneira regular e não estão na posse das informações de sua situação no INSS, façam como eu fiz - agendem um horário através do telefone 135, ou no site da previdência (www.previdencia.gov.br). O serviço funciona e tem pontualidade britânica!



(texto publicado na revista Tudo nº 43 - agosto de 2014)







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