terça-feira, 28 de outubro de 2014

Laços que são eternos - Mel Aitak


O Dia de Finados é uma data importante para lembrarmos que somos espíritos imortais...

Sofremos quando um ente querido parte para o "andar superior", como algumas pessoas costumam dizer (eu prefiro chamar de "plano ou pátria espiritual"). Sentimos saudade e, de forma egoísta, desejamos tê-lo sempre perto de nós. Nos momentos de dor, esquecemos que a morte é uma ilusão. Ela dá fim apenas ao corpo físico.

Quem tem fé sabe que o espírito sobrevive. E é nele que se concentra a essência de todos os seres. Vestimos nosso corpo quando encarnamos (literalmente, entramos na carne). E nos despedimos dele quando desencarnamos (saímos da carne). Portanto, quando acreditamos em Deus, temos que ter confiança de que nossos laços com outras pessoas - parents, amigos, amores - e mesmo com os animais, nossos companheirinhos nesta jornada, nunca se rompem!

Essa separação temporária não altera o amor que sentimos - nem diminui, é verdade, a saudade que a ausência traz. Ao nascermos, temos "um prazo de validade" ou, como dizem os espiritualistas, um princípio vital, que se esgota com o passar dos anos por causa de nossos hábitos, dos cuidados ou excessos que temos no dia a dia e, claro, de nossa missão aqui. A morte é a oportunidade de evoluirmos e vivermos outras experiências no plano astral. 

A partir de hoje, nada de chorar (muito) pelos que partem! Quando se lembrar de alguém querido, emane amor. Pode acreditar que um dia, embalados pelo doce olhar de Jesus, vocês se encontrarão para aplacar a saudade. Paz e luz!




(texto publicado na revista AnaMaria nº 942 - 31 de outubro de 2014)


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