quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Cães e gatos também sentem falta de ar - Mário Marcondes


Aprenda a identificar quando o pet estiver com dificuldade respiratória e o que fazer

A falta de ar pode ser observada em cães e gatos e deve ser identificada rapidamente por se tratar de uma emergência. Para isso, o dono deve atentar a sinais que o bicho apresenta como a boca aberta com a língua para fora e o pescoço bem esticado. É importante também observar se a língua do animal está arroxeada.

Uma vez identificado que o pet tem falta de ar, temos que tentar saber a causa. Animais mais velhos podem ter problemas cardíacos, e os animais mais novos podem ter doenças respiratórias como bronquite, asma e até alterações na traqueia. Outra causa frequente é o calor. Como os animais não suam para manter a temperatura do corpo estável eles acabam trocando o calor com o meio ambiente por meio da ofegação. Porém, num dia muito quente ou após um exercício muito intenso, podem ficar muito ofegantes e o seu quadro piorar.

O que fazer, então?

Procure mantê-lo com o pescoço esticado, facilitando a passagem do ar pelo pescoço, onde se encontra a traqueia e leve-o a um pronto-socorro veterinário, já que a suplementação com oxigênio e medicamentos será necessária para manter todos os tecidos do corpo saudáveis.

Após a estabilização, poderá ser realizada uma radiografia do tórax para descobrir a causa do sintoma. Posteriormente, outros exames importantes como o ecocardiograma podem avaliar o coração.

Raças predispostas

Alguns animais costumam ter maior incidência de falta de ar, como os que possuem focinho mais curto, o que atrapalha a respiração. Entre eles estão o Buldogue, Pug, Boxer e Lhasa Apso, no caso dos cães, além dos gatos Persas. Para todos os bichos, os passeios devem ser evitados nos horários mais quentes do dia. O ideal é que as caminhadas sejam feitas sempre em horários frescos, como à noite ou logo cedo.




(texto publicado na revista Meu pet nº 20)







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