O amor incondicional da atriz pelos pets até rendeu um emocionante livro
A atriz Julia Bobrow, de São Paulo-SP, viu sua rotina aos poucos mudar para melhor depois que resgatou as suas três pets, Laica, Lola e Bici. Julia encontrou todas as peludas em situações de maus-tratos. "Laica estava amarrada em uma pequena corrente, em um estacionamento ao lado de um teatro, muito maltratada e com dificuldade de abrir os olhos, além de estar suja e sendo tratada pelo segurança como cão de guarda. Já Lola quase foi atropelada na Rodovia Raposo Tavares (SP), e estava com muitas dores no corpo, o que evidenciava que ela já tinha sido atropelada outra vez. E a última foi a Bici, que seguiu o meu namorado durante uma saída de bicicleta", lembra.
Ferrenha defensora dos direitos dos animais, a intérprete da companhia Os Satyros há tempos divide seu coração entre os cães e o teatro. "Não lembro da minha vida sem os pets", comenta, apontando que uma cadela em particular mudou a sua relação com os bichos: "Honey era da raça Pastor de Shetland, viveu por 12 anos e faleceu por conta de um câncer." Julia revela que a convivência entre as duas foi tão forte que a fez tatuar o nome da companheira de quatro patas em seu corpo. "Devo muito a ela", enfatiza.
Além do imenso cuidado que nutrem por suas atuais companheiras, Julia e seu namorado, Daniel Guth, já demonstraram que o carinho e respeito ultrapassam qualquer obstáculo, como no caso da Mocinha. A SRD quase foi sacrificada por causa de uma doença degenerativa que a faria perder todo o movimento do corpo. "Recebi um e-mail falando que ela seria sacrificada e nem tive tempo de pensar. Chamei duas amigas e fomos para Osasco-SP buscá-la." A pequena cachorra não só viveu para contar a história, como demorou dois anos para apresentar os primeiros sintomas que a deixariam tetraplégica. "Quando a Mocinha ficou paraplégica, fomos a inúmeros veterinários e fizemos todos os exames que existem, e ela nunca teve um diagnóstico certo. Os médicos deram apenas três meses de vida e muitos nos indicaram a eutanásia pelo trabalho que ela iria nos dar, porém, nunca cogitamos."
Julia e Daniel decidiram, então, montar uma página no Facebook para contar o dia a dia de um animal como deficiência motora, mas saudável e muito feliz. "Criamos a página Diário de uma Mocinha (www.facebook.com/DiarioDaMocinha) para evitar eutanásias desnecessárias e incentivar a adoção de animais com deficiência, mostrando que é possível que eles vivam bem", enfatiza.
Infelizmente, Mocinha morreu em setembro de 2013, depois de 10 anos de vida. Apesar da tristeza, o casal juntou forças para escrever um livro com a trajetória. A obra Desistir Nunca Foi uma Opção (Editora Original) contou com a participação da madrinha da cadela, a atriz Lúcia Veríssimo. "Quando surgiu o convite para escrever a história, imediatamente desejamos que o prefácio fosse escrito por ela", conta Julia.

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