domingo, 4 de novembro de 2012

Ideia para festejar o Ano Novo - Cristal Fanucci


A minha amiga e ex-colega da escola, Cristal Fanucci agora está se dedicando à sua nova profissão como instrutora de autoconhecimento. Vejam que ideia legal para festejar o Ano Novo!!! É muito mais silencioso e além disso, os cães e gatos ficariam eternamente agradecidos!!! :-)




Preste atenção em sua energia - Andrew Matthews



As lições de um filósofo pop - texto de Danilo Venticinque


A visão de alguns filósofos segundo Alain de Botton.

Sobre sexo

Na cama com Platão


Embora seu nome costume estar associado ao amor espiritual que existe somente no plano das ideias, Platão e sua obra têm muito a ensinar sobre o sexo. Ele é um dos autores citados por Alain de Botton em seu livro Como pensar mais sobre sexo. "Meu livro é um convite para que os leitores contemplem um assunto sobre o qual achamos erroneamente que sabemos tudo, mas que nunca será tão simples quanto desejamos", diz Botton. Para melhorar a vida sexual dos leitores, ao menos na teoria, ele usa Freud e interpretações de Platão para angústias ligadas ao sexo, além de uma valiosa dica de Sêneca.

Entenda seu desconforto

A noite de sexo perfeita é uma raridade. Em vez de persegui-la todos os dias, é melhor aceitar que o sexo, por melhor que seja, sempre será um pouco estranho. "Todos nós somos esquisitos quando o assunto é sexo, mas somente porque nos comparamos a uma visão distorcida do que seria 'normal'. Deveríamos aceitar nossa anormalidade com coragem e bom humor", afirma Botton.

Aceite seus fetiches

Na leitura de Alan de Botton, as teorias de Platão sobre o amor podem ser interpretadas para estabelecer um vínculo entre os pequenos fetiches e o amor espiritual. Em vez de ignorá-los ou tratá-los como algo incomum, deveríamos vê-los como pistas para nos entendermos melhor - e como degraus numa escada que conduziria às formas de amor elevadas.

Fale sobre o que incomoda

O filósofo romano Sêneca destaca, entre os malefícios da raiva, o efeito que ela tem sobre o desejo. "Muitas vezes fazemos menos sexo porque nosso parceiro está com raiva de nós ou estamos com raiva dele", diz Botton. Conversar sobre as irritações do relacionamento pode ajudar a ter uma vida sexual mais feliz.

Sobre o trabalho

Bertrand Russell e o tempo livre

Em 1932, o filósofo inglês Bertrand Russell chocou a sociedade britânica ao afirmar que havia "trabalho demais sendo feito no mundo". Seu ensaio Elogio ao ócio discorre sobre os malefícios causados pelo excesso de trabalho e propõe um mundo em que nenhum homem trabalhe menos do que quatro horas por dia. "A maior lição de Russell é que devemos levar nossos momentos ociosos a sério", afirma o filósofo Roman Krznaric, autor de Como encontrar o trabalho da sua vida. O livro reúne lições da filosofia e da literatura para enfrentar crises de carreira e atingir o sucesso profissional.

Tente trabalhar menos

A jornada de trabalho de quatro horas diárias proposta por Russell parece ser uma meta inatingível, mas se esforçar para reduzir o expediente em uma hora pode ser uma boa alternativa para passar mais tempo com a família e os amigos. Os benefícios desse momento de ócio podem ser muito maiores.

Valorize seu tempo livre

Aproveite os momentos livres do dia para se dedicar a suas grandes paixões - principalmente se seu trabalho não for uma delas. "Num mundo em que ninguém se sente compelido a trabalhar mais do que quatro horas por dia, qualquer pessoa dotada de curiosidade científica será capaz de entregar-se a ela, e qualquer pintor poderá pintar sem passar fome", escreveu Russell.

Tenha uma missão

Por mais desgastante que seja o trabalho, somos capazes de enfrentá-lo se estivermos seguindo nossa vocação. A lição é sintetizada no aforismo de Nietzsche: "Aquele que tem um porquê para viver pode suportar quase todos os comos". Se esse não for o seu caso, vale seguir a dica de Russell e se dedicar a suas paixões no tempo livre. Talvez delas possa surgir um trabalho gratificante.

Sobre dinheiro


Aristóteles e seu bolso

Para Aristóteles, somente a felicidade pode ser vista como um fim em si. Todas as outras virtudes do ser humano seriam apenas meios para alcançar o objetivo supremo de ser feliz. Em Como se preocupar menos com o dinheiro, o filósofo John Armstrong resgata esse ensinamento da Ética a Nicômano e o aplica à maneira como nos relacionamos com o dinheiro e o trabalho.

Não estabeleça a riqueza como um objetivo

Dos vilões de Charles Dickens ao avarento de Molière, os grandes clássicos da literatura estão repletos de personagens sovinas que, apesar de sua imensa riqueza, são incapazes de ser felizes. Todos cometem o erro de ignorar a lição de Aristóteles e ver o dinheiro como um fim, não como apenas um dos vários recursos necessários para conquistarmos aquilo que nos levará à felicidade.

Não ignore a importância do dinheiro

Tendo estabelecido que o dinheiro não é um objetivo em si, seria um erro gastá-lo desordenadamente - ou, pior ainda, deixar de se importar com ele. Segundo Aristóteles, tanto a avareza quanto o desprendimento são condutas que devem ser evitadas. Gastar em excesso e não se preocupar em ganhar dinheiro são caminhos infalíveis para transformá-lo em problema. Nas finanças, assim como em outras áreas da vida, Aristóteles defende o equilíbrio. Para ele, homem que tem a atitude ideal em relação ao dinheiro é aquele que ganha e gasta com moderação.

Gaste com o que realmente importa

Se o dinheiro é apenas um meio e a felicidade é o objetivo final, a riqueza só será útil se nos ajudar na busca por esse objetivo. Crie o hábito de pensar em maneiras de trocar dinheiro por felicidade - mas sem exageros, diria Aristóteles.


Sobre autocontrole

Sócrates para esfriar a cabeça

Entre os ensinamentos dos grandes pensadores sobre o desafio de manter a calma diante dos problemas da vida, a autora de Como manter a mente sã, Philippa Perry, destaca uma frase de Sócrates. "Uma vida não examinada não merece ser vivida". As fórmulas para manter a sanidade são tão numerosas quanto a quantidade de problemas que desafiam a tranquilidade de cada um de nós. Se seguirmos o conselho de Sócrates, saberemos mais sobre o que nos incomoda - e teremos mais recursos para tornar nossa vida melhor.

Pergunte-se sobre você

Fazer perguntas como "O que estou sentindo agora?", "No que estou pensando?" e "Como estou respirando?" é uma maneira simples de começar um exercício de auto-observação. Uma das lições de Sócrates é o poder das perguntas para aprofundar o conhecimento.

Escreva um diário

A dica contraria o que conhecemos sobre a vida de Sócrate, já que ele não deixou nenhum texto para a posteridade. Mas escrever sobre a vida é uma poderosa ferramenta para ajudar a examiná-la. Registrar os fatos do dia a dia pode nos ajudar a reconhecer situações repetidas que nos deixam frustrados e, se necessário, mudar nossos hábitos.

Saiba conversar

"Um cérebro, assim como um neurônio, não é de muita utilidade sozinho. Nossos cérebros precisam de outros cérebros", afirma Philippa Perry. Sócrates sabia como poucos a importância do diálogo para uma vida edificante. Mesmo tendo sido apontado pelo Oráculo de Delfos como o mais sábio de todos os homens, ele se mantinha cercado de pessoas. Escutava-as e lhes  fazia perguntas. Era a partir de suas conversas com elas que sua grande sabedoria vinha à tona.

Sobre vida digital

Desconecte-se com Thoreau

Em julho de 1845, incomodado com sua dificuldade para se concentrar em seus escritos, o filósofo americano Henry David Thoreau decidiu abandonar temporariamente a vida urbana. Por dois anos, Thoreau viveu numa cabana à beira de um lago, numa floresta em Massachusetts. Seu objetivo era "encarar apenas o essencial da vida, ver se poderia aprender o que ela tem a ensinar". No livro Como viver na era digital, Tom Chartfield reúne as lições que Thoreau e outros pensadores podem trazer para os dias de hoje.

Busque o que é essencial

O que você faria se tivesse de viver isolado como Thoreau? As interrupções constantes do mundo digital o que impedem de fazer algo que considera importante? Desconectar-se para responder a essas perguntas pode ser o primeiro passo para avaliar se a tecnologia está influenciando demais suas decisões.

Assuma o controle sobre a tecnologia

Por mais que tenhamos vontade, fugir para a floresta não costuma ser uma solução eficaz para problemas da vida cotidiana. Uma maneira de adaptar os ensinamentos de Thoreau é criar tempo para momentos de introspecção e isolamento, sem as interferências do mundo digital. Passar algumas horas longe do Twitter ou do Facebook todos os dias pode ser suficiente para reavaliar essas ferramentas.

Crie sua própria floresta

Por mais fantástica que seja a tecnologia, é um erro permitir que ela substitua as experiências da vida desconectada. Escrever ou desenhar livremente no papel pode ajudar a organizar as ideias de uma maneira que o teclado e o mouse não permitem. Um passeio pelo bairro pode ser mais revelador do que uma busca no Google Maps. Cada um de nós deve procurar sua forma de entrar em contato com o melhor do mundo analógico.

Sobre a iniciativa

Mude o mundo com Tolstói

No monumental romance Guerra e Paz que acompanha a trajetória de aristocratas durante a invasão da Rússia por Napoleão, o escritor Liev Tolstói questiona que a história do mundo seja feita por grandes homens. Segundo ele, as grandes batalhas são decididas não pela genialidade dos estrategistas militares, mas pela soma dos esforço de cada um dos soldados. Eles decidem, por vontade própria, lutar por um objetivo comum. Como mudar o mundo, de John-Paul Flintoff, recorre às páginas de Guerra e Paz e a ensaios de Tolstói para defender a tese de que mudar o mundo está ao alcance de qualquer um de nós.

Escolha sua mudança

"A ideia de mudar o mundo parece assustadora, mas não precisamos mudar o mundo inteiro. Podemos começar pelo nosso mundo", diz Flintoff. Quanto mais próxima de sua realidade for a mudança que você deseja, maior será sua chance de fazer algo concreto para iniciá-la.

Não subestime os pequenos atos

A luta contra a segregação racial nos Estados Unidos e contra o colonialismo britânico na Índia começou com atos individuais de resistência. Uma mudança que hoje parece sem importância pode se tornar um grande movimento amanhã, caso mais pessoas se mobilizem pela mesma causa. Quem não fizer sua pequena contribuição para uma mudança jamais conseguirá a adesão de outros à mesma causa. Uma mudança em sua casa pode transformar toda a vizinhança. Pequenas rebeldias jamais devem ser subestimadas - sobretudo pelos rebeldes.

Tenha paciência

Não é possível mudar o mundo inteiro hoje, por mais que nos esforcemos para isso. A maioria das grandes mudanças precisa de tempo para amadurecer e ganhar adeptos antes de se tornar realidade.



(texto publicado na revista Época)

















sábado, 3 de novembro de 2012

Limpe os seus rins (Lua Cheia)



Por anos a fio os nossos rins têm a tarefa de filtrar o sangue, remover o sal e qualquer substância indesejada que entra em nosso corpo. Com o tempo, o sal se acumula e por isso precisam se submeter a tratamentos de limpeza. Como nos libertar disso ?

É muito fácil, primeiro lave um ramo de sala, limpe-o, depois corte-o em pedaços pequenos e coloque-o numa panela, despeje água limpa e ferva por dez minutos e deixe esfriar. Em seguida coe, despeje numa garrafa limpa e mantenha-a dentro da geladeira. 

Beba um copo por dia e vai notar que tanto o sal como qualquer outra substância nociva acumulada vai sair de seus rins por micção. Isso dará uma sensação de bem estar nunca sentida antes. 



Virtudes da salsa

Há muitos anos a salsa é reconhecida como o melhor tratamento de limpeza dos rins. E é um remédio natural!

A salsa é uma das ervas com propriedades terapêuticas menos reconhecidas. Ela contém mais vitamina C do que qualquer outro vegetal da nossa culinária (166mg por 100g). Isso é três vezes mais que a laranja.

A salsa contém também ferro (5.5mg /100g), manganésio (2.7mg / 100g), cálcio (245mg / 100g) e potássio (1mg / 100g) .

De acordo com o Padre Kniepp, essa planta é um poderoso diurético, curando a retenção de água no organismo, sendo recomendada para pedra nos rins, reumatismo e cólica menstrual.

Sua alta concentração de vitamina C ajuda na absorção de ferro.

O suco de salsa, sendo uma bebida natural, pode ser tomado misturado com outros sucos, 3 vezes ao dia.

As folhas podem ser mantidas no congelador, e seu uso é recomendado na culinária diária, pois além de saudáveis, dão ótimo sabor a qualquer receita.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Mudar para melhor - Erika Sallum


Saiba como uma simples mudança de endereço oferece a oportunidade de passar a vida a limpo.

Para mudar sem trauma

* Cada coisa no seu lugar: Facilite a vida na hora de empacotar suas coisas. Separe duas caixas: uma com objetos para doar, outra com os que realmente levará para a casa nova.

* Jogue fora: Aproveite a ocasião para se desfazer do que não usa, em apego e excesso de sentimentalismos. Pergunte a si mesmo há quanto tempo não calça aquele sapato abandonado no armário. Faça uma boa ação e dê para quem vai usá-lo mais do que você.

* Separe a papelada: Não ponha no lixo os papéis velhos. Doe-os para os catadores. Revistas antigas e livros também podem ser encaminhados a bibliotecas e escolas. Recicle.

* Guarde o que for relevante: Cuidado também para não se empolgar demais e mandar embora todas as lembranças importantes do passado. Livre-se do que está ocupando espaço, mas não há mal algum em guardar o caderno do primário de que você tanto gosta.

* Invente um programão: Transforme a mudança em um evento feliz. Chame aquele amigo querido e peça para ele ajudar a ver que roupas não servem mais. Tire fotos, dê risadas. O dia passa mais rápido ao lado de quem se gosta.

* Alguém quer? Se sobrar muita coisa depois da triagem, faça um bazar. Você pode não curtir mais seu velho cinto de tachinhas estilo anos 80, mas outras pessoas acharão o máximo.

* Vá com calma: Não fique ansioso para desencaixotar e arrumar tudo imediatamente. Respeite-se. Uma mudança é um evento cansativo e, muitas vezes, traumático. Faça tudo com tranquilidade, sem correrias.

* Cuidado com a preguiça: Só não leve tempo demais para tirar tudo das caixas. Você corre o risco de nunca se desfazer delas e passar a vida olhando CDs empacotados no canto de um armário.

* Curta a novidade: Abra-se para a mudança: no novo endereço, brinque com os móveis, em lugares diferentes. Experimente uma nova decoração.

* Deixe sua marca: Aproprie-se do novo espaço. Para isso, uma boa saída é fazer uma pequena reforma ou simplesmente pintar uma das paredes da sala com sua cor preferida. Assim, tudo logo ficará com a sua cara.

Organize-se

* Transporte seguro: Antes de contratar um carreto ou uma empresa, faça uma boa pesquisa de preços e certifique-se de que seus móveis serão transportados com o cuidado devido. É como diz o velho ditado: muitas vezes o barato sai caro.

* Embalagens firmes: Cuidado com caixas velhas de papelão esquecidas nos supermercados. Prefira caixas novas, que não se despedacem no meio da mudança. Depois, não se esqueça de mandá-las para reciclagem.

* Identifique tudo: Coloque etiquetas em cada caixa ou escreva no próprio papelão o que há dentro delas. É uma dica básica para evitar que você fique perdido na hora em que todas estiverem espalhadas pela sala nova.

* Lacre confiável: Use uma fita adesiva que vede direito as caixas. Caso contrário, você corre o risco de ver suas coisas espatifarem no chão no meio da mudança.

* Encaixe perfeito: Não deixe espaços vazios dentro das caixas. Elimine-os forrando com toalhas, meias ou panos velhos. Isso serve para que os objetos que estão denro não se movam ou quebrem na hora de serem transportados.


(texto publicado na revista Vida Simples)


O real valor das coisas - Lívia Lisbôa


Quanto realmente se gasta para produzir uma garrafinha de água, uma calça jeans, uma xícara de café ou um celular? Se forem computados os custos para o meio ambiente, esse valor pode ser muito maior do que se pensa

Quanto custo aquilo que você compra no supermercado? Com certeza, bem além do preço que está marcado na etiqueta! Raj Patel, autor do livro O Valor de nada (Zahar Editora), investigou a distorção que existe quando ignoramos os custos escondidos além do binômio oferta-procura. "A eterna busca por crescimento econômico transformou a humanidade num agente da extinção, por meio da contínua desvalorização dos serviços ecossistêmicos que mantêm nossa "Terra viva", diz Patel. Muitas vezes, trocamos nossos telefones por um modelo mais novo à custa de péssimas condições de vida de trabalhadores do outro lado do mundo. Outras vezes, não nos damos conta de que nossa escolha por uma ou outra marca, em busca da melhor pechincha, determina o grau de estrago no meio ambiente. Quem paga essa diferença? Associações e organizações do mundo todo estão tentando rastrear as pegadas que deixamos ao longo do processo: desde a produção e seu transporte até chegar às gôndolas, passando pela forma como o usamos, até seu descarte. Selecionamos quatro produtos comuns que fazem parte da rotina da nossa vida moderna como um convite para que você também olhe para um celular, uma xícara de café, uma calça jeans ou uma garrafa de água sob um outro ponto de vista. E possa saber que o custo por trás daquilo que você compra pode ser bem maior do que poderia imaginar.

CALÇA JEANS

O processo de fabricação de uma calça consome muita água, desde o líquido envolvido no cultivo da matéria-prima, o algodão, até a diluição dos resíduos de fertilizantes utilizados na safra e dos produtos químicos da indústria têxtil. O Brasil produziu, em 2010, mais de 320 milhões de peças jeanswear, incluindo jaquetas, camisas, vestidos, calças, bermudas e macacões.

Uma calça que você compra na loja está encharcada com 11 mil litros de água. Essa é a quantidade do líquido que é usado no processo de produção de um par de jeans - o equivalente à capacidade de um caminhão-pipa.

Utilizamos 21 litros de água cada vez que lavamos uma calça jeans. São 4 vezes a quantidade de água que uma pessoa em um país em desenvolvimento poderia usar por um dia inteiro para beber, limpar, comer e lavar. 

Até aposentar de vez a sua calça, você terá usado 5460 litros de água - e ela for lavada uma vez por semana, o equivalente a 83 banhos de 7 minutos cada um.

Jeans desbotados são obtidos por jateamento de areia, cujos grãos e decompõem em partícula fina de silica, que trabalhadores inalam dando origem à silicose, uma doença fatal no pulmão, que mata dentro de seis ou nove meses.

Para fazer sua parte:

- Lave a sua calça 1 vez a cada 2 semanas
- Lave-a em água fria
- Seque-a no varal
- Doe quando não for usá-la mais


CELULAR

É muito difícil avaliar a pegada hidrológica de produtos industriais específicos, porque os ítens diferem muito entre si e suas cadeias de produção são complexas e diferentes. Estima-se uma média global de 80 litros de água por dólar de produto industrializado. Se um celular custa 200 dólares, a pegada hidrológica dele vai ser uma medida de 16 mil litros de água.

Grande parte dos minerais usados para a produção de eletrônico vem das minas no leste do Congo, onde, das 13 extrações principais, 12 são controladas por grupos armados. Esses minerais são transformados em metais como estanho (cassiterita) e tântalo (coltan), que são utilizados na fabricação de telefones celulares. A renda obtida financia uma guerra civil que, segundo o Conselho de Direitos Humanos da ONU, matou, nos últimos 15 anos, mais de 5 milhões de pessoas e violou 300 mil mulheres.

CAFÉ

Em algumas áreas da Guatemala podem ser necessárias mais de mil pessoas trabalhando um dia inteiro para encher um contêiner com 275 sacas de café (de 69 kg cada uma). No cerrado brasileiro, esse mesmo trabalho é realizado por apenas cinco pessoas e uma colheitadeira mecânica. Uma pessoa dirige e as outras colhem. "Como as famílias de produtores da América Central poderão concorrer com um  esquema desses?", pergunta Patrick Installe, diretor administrativo da Efico, uma empresa que comercializa café verde.

Com a ajuda da Rainforest Alliance, uma organização independente sem fins lucrativos, 1,5 milhão de fazendeiros, trabalhadores e suas famílias têm uma melhor qualidade de vida. A certificação pela Rede de Agricultura Sustentável (RAS) garante que os grãos foram produzidos numa fazenda com água limpa, solo saudável e boas condições de trabalho.

Segundo o IBGE, o uso de agrotóxicos no Brasil aumentou 22% de 1997 a 2007. O uso indiscriminado de pesticidas na  cafeicultura afeta principalmente os assalariados que fazem aplicações nas lavouras. A maioria não utiliza equipamentos de proteção individual (EPI), que raramente são fornecidos pelos patrões.

Até 2020, o prejuízo da cultura do café por razões decorrentes de efeitos climáticos será de pelo menos 882 milhões e a queda da área apta ao plantio, de 9,48%. A indústria do café, assim como outros ciclos econômicos desde a exploração do pau-brasil até o plantio de fumo, foram desalojando a Mata Atlântica. Nos últimos 500 anos, sua floresta foi reduzida de 1,3 milhão de km quadrados para 91 mil km quadrados. Isso significa menos de 8% da sua extensão original, em áreas dispersas e fragmentadas.

GARRAFA DE ÁGUA

No Brasil são produzidas 550 mil toneladas de garrafas PET por ano, das quais boa parte é descartada na natureza. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do PET (ABIT), em 2008, 14% do segmento correspondia ao mercado de água mineral.

São necessários 3 litros de água para produzir uma garrafa de 1 litro de água.

Em muitas cidades não é possível consumir água da torneira. Em seu projeto Think Outside the Bottle, a ambientalista Annie Leonard questiona os gastos por trás da água que bebemos, enquanto há bilhões de pessoas em acesso à água no mundo, os governos gastam milhões de dólares para cuidar do descarte da enorme quantidade de garrafas plásticas. A solução, segundo ela, seria inverter o foco e gastar o dinheiro melhorando o sistema de água que sai da nossa torneira. Comece em sua casa: compre um filtro e abandone a água engarrafada.

Apenas na etapa da produção, uma garrafa PET de 50 gramas acarreta um impacto ambiental de emissões atmosféricas de CO2 e gases equivalentes da ordem de 18 gramas.

Depois das etapas de produção, há o transporte do produto. Muita energia é gasta para fabricar embalagens resistentes para que a água possa "andar" por todo o planeta. Assim, uma garrafinha de água da França pode ser consumida aqui no Brasil. Depois do consumo, vem o descarte: 80% das garrafas acabam em aterros sanitários ou são incineradas.


(texto publicado na revista Vida Simples)





Como era um banquete romano? - Fabiano Onça


No auge do império, aconteciam grandes festas, com vários convidados, um vasto cardápio requintado e muito luxo. E o apetite dos comensais não se restringia à mesa: embalados pelo clima e pelo vinho, muitos jantares desbancavam para orgias. Alguns políticos até tentaram moderar a farra. Um deles, Antius Resto, baixou a Antia Lex, no século 1, para tentar limitar os gastos e a lista de convidados desses eventos (magistrados do governo, por exemplo, só poderiam ir à casa de certos cidadãos). Mas ninguém obedeceu - e, segundo o filósofo Macrobius, só o próprio Antius nunca mais foi visto jantando fora.

Agenda cheia

Um bom índice do prestígio de um aristocrata era sua vida social: quanto mais convites para banquetes, melhor. Especialmente se eles eram oferecidos por alguém da "high society", como o general Lucius Lucullus (110 - 56 a.C.). Organizar seus próprios jantares também contava pontos.

Ver e ser visto

Desde aquela época, a roupa já indicava status. Só homens livres podiam usar toga, por exemplo. As mulheres desfilavam suas estolas, vestidos de linho recobertos com a palla (um tipo de manto). As mais peruas completavam o look com penteados e muitas joias.

Esqueça a dieta

O menu chegava a ter sete pratos. De entrada, peixes, mariscos, ovos e iguarias exóticas, como línguas de passarinho. O prato principal era carne e as sobremesas eram frutas ou tortas com mel ou geleia.

Para comer e "jiboiar"

Sabe aqueles "divãs" que aparecem nos filmes históricos? Estão corretos. Em Roma, só pobres e escravos comiam sentados. Chique era se reclinar nos tricliniuns, onde dava para se refastelar com conforto. Outro sinal de luxo era usar porcelanas chinesas.

Trilha para a sacanagem

A música ambiente era tocada em liras, tambores egípcios ou castanholas espanholas. Quando entrava em cena uma bailarina de cordax, uma espécie de dança grega com forte sugestão erótica, era sinal de que a orgia já estava para começar.

Pau para toda obra

Escravos faziam de tudo: guiavam os recém-chegados com tochas, trocavam os potes de água no qual os convidados limpavam as mãos, espantavam moscas e até iam para a cama, como objeto sexual. Quem tinha mais escravos era considerado mais poderoso.


Fonte: Tiago José Berg, geógrafo, autor de Hino de Todos os Países do Mundo e membro da North American Vexillological Association, CRW Flags Inc. e consulados dos países.


(texto publicado na revista Mundo Estranho)